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Farmacoterapia – etimologia:
Do grego phármakon (fármaco) e therapeia (tratamento).
Farmacoterapia – conceitos:
Tratamento de doentes com auxílio de medicamentos ou fármacos.
Lei Federal nº 5991 de 1973:
Fármaco: substância química que é o princípio ativo do medicamento, responsável pelo efeito terapêutico;
Medicamento: produto farmacêutico obtido ou elaborado utilizando o princípio ativo com finalidade
profilática, paliativa, curativa ou para fins diagnósticos (como o fármaco é administrado no organismo para
ter seu efeito). Exemplos: cápsula, pomada, gel, xarope;
Foco primordial: a doença e suas manifestações;
Objetivos: antagonizar o processo patológico e suprimir a sintomatologia envolvida.
Obs: a farmacoterapia é baseada em evidências científicas – estudos farmacológicos (pré-clínicos).
Princípios da farmacoterapia:
Biofarmacocinética Estudos in vitro Estudos in vivo
Procurar estabelecer um diagnóstico preciso antes de indicar o tratamento.
Avaliar os diferentes meios terapêuticos indicados e/ou disponíveis (alternativas e custo).
Ter conhecimento sobre a terapêutica instituída e atentar para a evolução do
tratamento.
Prescrever medicamentos de forma racional, sem prejuízos para o paciente.
"Primum non nocere" ("Primeiro não fazer mal" - Hipócrates).
Phármakon = qualquer substância química
capaz de atuar no organismo.
Remédio: efeito benéfico (manter a
vida);
Veneno: efeito maléfico (causar a
morte).
Droog - folha seca. Droga = qualquer
substância utilizada em tinturaria, química
ou farmácia. Uma droga não cria funções,
apenas modifica aquelas já existentes.
Droga medicinal: usada em medicina
(remédio);
Século XX – contexto legal: substância
psicoativa.
Uso racional da Farmacoterapia:
Confiar ser absolutamente necessário o seu uso → cuidado com as doenças iatrogênicas;
Ter em mente que não há fármaco absolutamente seguro → considerar os riscos potenciais bem como
os benefícios;
Conhecer a farmacocinética e farmacodinâmica do fármaco, dosagem, via de administração,
intervalo e duração do tratamento;
Lembrar que as várias espécies e raças podem responder de forma diferente às drogas → atentar para
os animais produtores de alimentos;
Atentar para as condições especiais do paciente (idade, gestação, doenças crônicas) → podem
interferir na escolha do fármaco, dosagem e associações;
Monitorar os resultados.
Prescrição:
Receita: prescrição escrita de medicamento, contendo orientação de uso para o paciente, efetuada por
profissional legalmente habilitado, quer seja de preparação magistral ou de produto industrializado.
É uma ordem escrita para a transmissão de instruções ao paciente e/ou farmacêutico;
Documento reconhecidamente legal – o autor deve ser responsável pela sua exatidão, devendo
conter as instruções de forma clara, concisa e objetiva;
Validade por 30 dias.
→ Cabeçalho:
Nome do profissional acompanhado de seu número de inscrição no conselho regional de sua
profissão de seu Estado ou nome da clínica veterinária acompanhado do nº do CNPJ;
Endereço, telefone, e-mail, horário de funcionamento (podem vir no rodapé);
Facultativo: títulos acadêmicos e especialidades.
→ Superinscrição:
Para quem se destina a receita;
Informações do paciente: espécie, nome ou nº de registro. Pode incluir: raça, sexo, idade, peso;
Informações do proprietário: nome, RG e endereço (obrigatório em receita de medicamentos
controlados).
→ Inscrição: informações para o farmacêutico: uso, nome do medicamento, forma farmacêutica e
concentração (quando existir diversas), quantidade e forma de apresentação.
“Existe uso racional quando os pacientes recebem os
medicamentos apropriados à sua condição clínica, em doses
adequadas às suas necessidades individuais, por um período de
tempo adequado e ao menor custo possível para eles e sua
comunidade”. (OMS, Conferência Mundial Sobre Uso Racional de
Medicamentos, Nairobi, 1985).
→ Indicação: informações para quem vai administrar o medicamento ao animal. Indica o modo de usar o
medicamento. Deve ser escrito com clareza e em termos que possam ser entendidos pelo cliente.
Dose;
Forma e intervalo de administração;
Período de tratamento.
→ Signação e rubrica: local, data, assinatura do profissional e carimbo. Neste deve constar o nome por
extenso, a profissão e número do CRMV.
→ Informações adicionais:
Data de retorno;
Explicações referentes ao tratamento, orientações dietéticas e higiênicas (verso da receita). Obs:
pode fazer prescrição higiênica em separado.
As prescrições higiênicas contêm instruções a respeito de meios que podem auxiliar o tratamento de
enfermidades ou podem ser necessárias para garantir o restabelecimento da saúde do paciente.
→ Subinscrição:
Em receitas magistrais;
Indica a forma farmacêutica e quantidade a ser aviada. Esclarece ao farmacêutico como as drogas
devem ser preparadas.
Exemplos: *Dados meramente ilustrativos.
Referências Bibliográficas:
SPINOSA, Helenice de Souza; GÓRNIAK, Silvana Lima; BERNARDI, Maria Martha. Farmacologia
Aplicada à Medicina Veterinária. [S.l: s.n.], 2017.
Apostila - Fundamentos da Terapêutica Veterinária. Prof. Fernando Antônio Bretas Viana, 2000.