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Sabrina B 
 
 
1 
 
 
Definição 
A inflamação crônica é o termo que refere-
se a tempo (cronologia), significando que a 
inflamação é de longa duração. A 
inflamação crônica pode ser precedida por 
uma fase aguda em que não há cura, ou mais 
frequentemente, ter desenvolvimento 
insidioso. 
Algumas alterações são marcas da 
inflamação crônica devido a presença de 
lesões persistentes, como angiogênese e 
fibrose. Dependendo das características 
pode ser granulomatosa ou não. 
 
Etiologia da inflamação crônica 
A inflamação crônica ocorre em infecções 
persistentes por microrganismos difíceis de 
erradicar como ocorre com as 
micobactérias, Treponema pallidum, na 
esquistossomose e alguns vírus e fungos. 
Algumas doenças inflamatórias 
imunomediadas evoluem para inflamação 
crônica muitas vezes, como artrite 
reumatoide, doença inflamatória intestinal, 
úlcera péptica crônica, entre outras. 
A exposição prolongada a agentes 
potencialmente tóxicos cursam com 
inflamação crônica, como a sílica 
particulada que, quando inalada, pode 
induzir uma resposta inflamatória crônica 
nos pulmões e agentes endógenos, como os 
cristais de colesterol, que podem contribuir 
para a aterosclerose. 
Componentes da inflamação 
crônica 
Ao contrário da inflamação aguda, que é 
caracterizada pelas alterações vasculares, 
edema e infiltrado predominantemente 
neutrofílico, a inflamação crônica 
caracteriza-se por um conjunto de 
alterações. 
Sabrina B 
 
 
2 
 
1. Infiltração de células 
mononucleares, incluindo 
macrófagos, linfócitos e 
plasmócitos. 
2. Destruição tecidual, francamente 
induzida pelos produtos das 
células inflamatórias. 
3. Reparo, envolvendo proliferação 
de novos vasos (angiogênese) e 
fibrose. 
Como já foi dito, a inflamação aguda pode 
progredir para inflamação crônica. Essa 
transição ocorre quando a resposta aguda 
não pode ser resolvida ou devido à 
persistência do agente lesivo ou por causa 
da interferência com o processo normal de 
cura. 
Fonte: Robbin. Patologia básica, 2013. 
Células e mediadores da 
inflamação crônica 
Os macrófagos, as células dominantes da 
inflamação crônica, são células teciduais 
derivadas dos monócitos do sangue 
circulante, após sua emigração da corrente 
sanguínea. Estes são ativados por duas 
principais vias, a clássica e a alternativa. 
Os macrófagos classicamente ativados 
produzem enzimas lisossômicas, NO e 
ERO, todas aumentando sua habilidade em 
destruir organismos fagocitados e 
secretando citocinas que estimulam a 
inflamação. Ao contrário, o papel dos 
macrofagos ativados alternativamente é no 
reparo tecidual. 
Vias de ativação dos macrófagos. Fonte: Robbin. Patologia 
básica, 2013. 
A ativação de linfócitos B e T é parte da 
resposta imune adaptativa em infecções e 
doenças imunológicas e são mobilizados 
sob a manifestação de qualquer estímulo 
imune específico (p. ex., infecções), bem 
como na inflamação não mediada 
imunologicamente (p. ex., devido a necrose 
isquêmica ou trauma) e são os principais 
orientadores da inflamação em muitas 
doenças autoimunes e inflamatórias 
crônicas. 
Os linfócitos T e B migram para os locais 
inflamatórios usando alguns dos mesmos 
pares de moléculas de adesão e quimiocinas 
que recrutam outros leucócitos. Nos 
tecidos, os linfócitos B podem se 
desenvolver em plasmócitos, que secretam 
anticorpos, e os linfócitos T CD4+ são 
ativados para secretar citocinas. 
Linfócitos e macrófagos interagem de modo 
bidirecional, e essas interações têm um 
papel importante na inflamação crônica. Os 
macrófagos apresentam os antígenos às 
células T, expressam moléculas de 
Sabrina B 
 
 
3 
 
membrana (chamadas coestimuladoras) e 
produzem citocinas (IL-12 e outras) que 
estimulam as respostas da célula T. 
Os linfócitos T ativados, por sua vez, 
produzem citocinas, descritas 
anteriormente, que recrutam e ativam 
macrófagos e depois promovem mais 
apresentação do antígeno e mais secreção 
de citocinas. 
Interações macrófago-linfócito na inflamação crônica. 
Fonte: Robbin. Patologia básica, 2013. 
Por mais que neutrófilos, eosinófilos e 
mastócitos são células clássicas da 
inflamação aguda, muitas formas de 
inflamação crônica podem continuar a 
mostrar extensos infiltrados dessas células, 
como resultado da persistência do agente 
agressor. 
Reparo tecidual 
Se a lesão do tecido é grave ou crônica e 
resulta em dano às células do parênquima e 
do tecido conjuntivo ou se células que não 
se dividem forem lesadas, o reparo não pode 
ser feito apenas por regeneração, mas sim 
por substituição com tecido conjuntivo e 
formação de cicatriz. 
O reparo por deposição de tecido conjuntivo 
consiste em um processo sequencial que 
segue a resposta inflamatória com formação 
de novos vasos (angiogênese), migração e 
proliferação de fibroblastos, formação do 
tecido de granulação e maturação e 
reorganização do tecido fibroso 
(remodelamento) para produzir uma cicatriz 
fibrosa estável. 
O reparo por tecido conjuntivo começa com 
a formação de tecido de granulação 
(formado por fibroblastos junto com a 
abundância de vasos e leucócitos dispersos, 
tendo aparência granular e rósea) e termina 
com deposição de tecido fibroso. Múltiplos 
fatores de crescimento estimulam a 
proliferação dos tipos celulares envolvidos 
no reparo, incluindo TGF-b, PDGF e FGF. 
Fonte: Robbin. Patologia básica, 2013. 
Sabrina B 
 
 
4 
 
Inflamação crônica 
granulomatosa 
A inflamação granulomatosa é um padrão 
distintivo de inflamação crônica clássica, 
caracterizada por agregados de macrófagos 
ativados com linfócitos esparsos. 
O reconhecimento do padrão 
granulomatoso é importante devido ao 
número limitado de condições: em 
respostas persistentes de células T a certos 
microorganismos como Mycobacterium 
tuberculosis, T. 
pallidum, Schistosoma spp. ou 
fungos; em algumas doenças inflamatórias 
imunomediadas, como doença de 
Crohn e granulomatose de Wegener; 
ou em condições de etiologia desconhecida, 
como sarcoidose. 
O granuloma isola o agente agressor, sendo 
um mecanismo útil de defesa. Entretanto, o 
agente pode ser resistente a destruição e, em 
algumas doenças, como a tuberculose, a 
inflamação granulomatosa, com fibrose 
subsequente, pode ser a principal causa da 
disfunção do órgão. 
Típico granuloma, resultante de infecção com 
Mycobacterium tuberculosis, mostrando área central de 
necrose caseosa, macrófagos epitelioides ativados, células 
gigantes e acúmulo periférico de linfócitos. Fonte: Robbin. 
Patologia básica, 2013. 
Referências: 
1. SanarMed 
2. ABBAS, Abul K.; PILLAI,Shiv; 
LICHTMAN, Andrew H.. 
Imunologia:Celular e Molecular. 9 
ed. Rio De Janeiro: Editora 
Elsevier Ltda, 2019. 
3. Robbins, patologia básica / Vinay 
Kumar… [et al] ; [tradução de 
Claudia Coana… et al.]. – Rio de 
Janeiro : Elsevier, 2013.

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