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Patrística 2012

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PENSAMENTO PEDAGÓGICO CRISTÃO: 
PATRÍSTICA (sécs. I ao III d. C)
Batismo de Santo Agostinho
Do ponto de vista pedagógico, Jesus Cristo foi um grande educador popular. Seus ensinamentos se ligavam essencialmente à vida e, mesmo dominando a linguagem erudita preferia se comunicar com o povo de forma simples, direta e clara, transmitindo - através de parábolas - valores éticos com humildade e serenidade. 
Com a decadência do Império Romano, uma nova força se sucedeu à cultura da época, a Igreja Cristã, que tinha como objetivo principal a evangelização dos povos pagãos. 
Enquanto os filósofos gregos valorizavam mais os aspectos intelectuais e os romanos os aspectos práticos, o cristianismo começou a se preocupar com os aspectos religiosos do ensino. 
A igreja cristã primitiva tinha como objetivo principal a conversão dos hereges, postulando que todos que fossem contra suas ideias deveriam ser perseguidos e castigados. Os recém-convertidos ao cristianismo, antes de serem admitidos como membros efetivos da igreja, eram chamados de catecúmenos e suas respectivas escolas de catecumenatos. Com o tempo, os catecumenatos passaram a ser chamados de escolas das catedrais por estarem localizadas nos edifícios das catedrais. Os catecumenatos foram dirigidos por Bispos, que tinham como objetivo principal preparar o Clero para administrar as Igrejas.
O Período da Patrística iniciou-se com as Epístolas de São Paulo, o Evangelho de São João e o trabalho de evangelização dos padres da igreja primitiva (primeiros dirigentes espirituais e políticos do cristianismo) e terminou no inicio do Período da Filosofia Medieval. 
A Patrística se dividiu em Patrística Grega (ligada a Igreja de Bizâncio) e Patrística Latina (ligada a Igreja de Roma). Seus nomes mais importantes foram Justino, Tertuliano, Atenágoras, Orígenes, Clemente, Eusébio, Santo Ambrósio, São Gregório Nazianzo, São João Crisótomo, Isidoro de Servilha, Santo Agostinho, São Beda e São Boécio. 
Santo Agostinho e São Boécio difundiram para o Ocidente o pensamento judaico de: “homem interior” (da consciência moral) e do livre arbítrio (vontade humana). Entendia-se que o homem dotado da liberdade de escolha entre o bem e o mal era responsável pelo mal no mundo.
Para difundir as ideias judaico-cristãs, os padres da igreja primitiva as transformaram em verdades reveladas por Deus - por meio da Bíblia e dos Santos. Assim, os ideais cristãos tornaram-se dogmas (verdades indubitáveis e inquestionáveis).
REFERÊNCIAS: 
CHAUÍ, Marilena de Souza. Convite à filosofia. São Paulo: Ática, 2005.
MARCONDES, Danilo. Iniciação à história da filosofia. Rio de Janeiro: Zahar, 2008. 
 
Cheila Szuchmacher�