Constituiçao comentada - STF
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Constituiçao comentada - STF


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ao postulado da separação de poderes, desconstituir, por lei, atos de caráter
administrativo que tenham sido editados pelo Poder Executivo, no estrito desempenho de suas privativas atribuições
institucionais. Essa prática legislativa, quando efetivada, subverte a função primária da lei, transgride o princípio da divisão
funcional do poder, representa comportamento heterodoxo da instituição parlamentar e importa em atuação ultra vires do
Poder Legislativo, que não pode, em sua atuação político-jurídica, exorbitar dos limites que definem o exercício de suas
prerrogativas institucionais.\u201d (RE 427.574-ED, Rel. Min. Celso de Mello, julgamento em 13-12-2011, Segunda Turma,
Constituição e o Supremo - Versão Completa :: STF - Supremo Tribunal Federal
http://www.stf.jus.br/portal/constituicao/constituicao.asp[19/12/2012 16:05:36]
DJE de 13-2-2012.)
 
\u201cO art. 51 do Ato das Disposições Transitórias da Constituição do Estado do Rio de Janeiro não confere competência ao
Ministério Público fluminense, mas apenas cria o Conselho Estadual de Defesa da Criança e do Adolescente, garantindo a
possibilidade de participação do Ministério Público. (...) Inconstitucionalidade da expressão \u2018Poder Judiciário\u2019, porquanto a
participação de membro do Poder Judicante em Conselho administrativo tem a potencialidade de quebrantar a necessária
garantia de imparcialidade do julgador. (...) Ação que se julga parcialmente procedente para: (...) declarar a
inconstitucionalidade da expressão \u2018Poder Judiciário\u2019.\u201d (ADI 3.463, Rel. Min. Ayres Britto, julgamento em 27-10-2011,
Plenário, DJE de 6-6-2012.)
 
\u201cOfende a denominada reserva de administração, decorrência do conteúdo nuclear do princípio da separação de poderes
(CF, art. 2º), a proibição de cobrança de tarifa de assinatura básica no que concerne aos serviços de água e gás, em
grande medida submetidos também à incidência de leis federais (CF, art. 22, IV), mormente quando constante de ato
normativo emanado do Poder Legislativo fruto de iniciativa parlamentar, porquanto supressora da margem de apreciação do
chefe do Poder Executivo Distrital na condução da administração pública, no que se inclui a formulação da política pública
remuneratória do serviço público.\u201d (ADI 3.343, Rel. p/ o ac. Min. Luiz Fux, julgamento em 1º-9-2011, Plenário, DJE de
22-11-2011.)
 
\u201cÉ possível ao Poder Judiciário determinar a implementação pelo Estado, quando inadimplente, de políticas públicas
constitucionalmente previstas, sem que haja ingerência em questão que envolve o poder discricionário do Poder Executivo.\u201d
(AI 734.487-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, julgamento em 3-8-2010, Segunda Turma, DJE de 20-8-2010.) No mesmo
sentido: ARE 635.679-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, julgamento em 6-12-2011, Primeira Turma, DJE de 6-2-2012.
 
\u201cDeveras, antes de deliberar sobre a existência de poderes discricionários do presidente da República em matéria de
extradição, ou mesmo se essa autoridade se manteve nos lindes da decisão proferida pelo Colegiado anteriormente, é
necessário definir se o ato do chefe de Estado é sindicável pelo Judiciário, em abstrato. (...) O sistema \u2018belga\u2019 ou \u2018da
contenciosidade limitada\u2019, adotado pelo Brasil, investe o STF na categoria de órgão juridicamente existente apenas no
âmbito do direito interno, devendo, portanto, adstringir-se a examinar a legalidade da extradição; é dizer, seus aspectos
formais, nos termos do art. 83 da Lei 6.815/1980 (...). O presidente da República, no sistema vigente, resta vinculado à
decisão do STF apenas quando reconhecida alguma irregularidade no processo extradicional, de modo a impedir a remessa
do extraditando ao arrepio do ordenamento jurídico, nunca, contudo, para determinar semelhante remessa, porquanto, o
Poder Judiciário deve ser o último guardião dos direitos fundamentais de um indivíduo, seja ele nacional ou estrangeiro,
mas não dos interesses políticos de Estados alienígenas, os quais devem entabular entendimentos com o chefe de Estado,
vedada a pretensão de impor sua vontade através dos tribunais internos. (...) O princípio da separação dos Poderes (art. 2º
da CRFB), indica não competir ao STF rever o mérito de decisão do presidente da República, enquanto no exercício da
soberania do país, tendo em vista que o texto constitucional conferiu ao chefe supremo da Nação a função de
representação externa do país. (...) A extradição não é ato de nenhum Poder do Estado, mas da República Federativa do
Brasil, pessoa jurídica de direito público externo, representada na pessoa de seu chefe de Estado, o presidente da
República. A reclamação por descumprimento de decisão ou por usurpação de poder, no caso de extradição, deve
considerar que a Constituição de 1988 estabelece que a soberania deve ser exercida, em âmbito interno, pelos três
Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) e, no plano internacional, pelo chefe de Estado, por isso que é insindicável o
poder exercido pelo presidente da República e, consequentemente, incabível a reclamação, porquanto juridicamente
impossível submeter o ato presidencial à apreciação do Pretório Excelso.\u201d (Rcl 11.243, Rel. p/ o ac. Min. Luiz Fux,
julgamento em 8-6-2011, Plenário, DJE de 5-10-2011.)
 
"As restrições impostas ao exercício das competências constitucionais conferidas ao Poder Executivo, entre elas a fixação
de políticas públicas, importam em contrariedade ao princípio da independência e harmonia entre os Poderes." (ADI
Constituição e o Supremo - Versão Completa :: STF - Supremo Tribunal Federal
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4.102-MC-REF, Rel. Min. Cármen Lúcia, julgamento em 26-5-2010, Plenário, DJE de 24-9-2010.) Vide: RE
436.996-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, julgamento em 22-11-05, Segunda Turma, DJ de 3-2-2006.
 
"Trata-se de ação direta na qual é objetivada a declaração de inconstitucionalidade de diversos preceitos da Constituição
sergipana e de seu ADCT. (...) Art. 37, caput e parágrafo único, da Constituição estadual (...). Em termos de despesas
haveria a fixação de um \u2018piso\u2019. A Assembleia Legislativa teria limites para a elaboração da sua proposta orçamentária. Seria
inconstitucional a expressão \u2018nunca inferior a três por cento e\u2019, vez que não há no texto da Constituição do Brasil preceito
que fundamente a limitação." (ADI 336, voto do Rel. Min. Eros Grau, julgamento em 10-2-2010, Plenário, DJE de 17-9-
2010.)
 
\u201cSeparação dos Poderes. Possibilidade de análise de ato do Poder Executivo pelo Poder Judiciário. (...) Cabe ao Poder
Judiciário a análise da legalidade e constitucionalidade dos atos dos três Poderes constitucionais, e, em vislumbrando
mácula no ato impugnado, afastar a sua aplicação.\u201d (AI 640.272-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgamento
em 2-10-2007, Primeira Turma, DJ de 31-10-2007.) No mesmo sentido: AI 746.260-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia,
julgamento em 9-6-2009, Primeira Turma, DJE de 7-8-2009.
 
\u201cAção direita de inconstitucionalidade. Lei 5.913/1997, do Estado de Alagoas. Criação da Central de Pagamentos de
Salários do Estado. Órgão externo. Princípio da separação de poderes. Autonomia financeira e administrativa do Poder
Judiciário. (...) A ingerência de órgão externo nos processos decisórios relativos à organização e ao funcionamento do
Poder Judiciário afronta sua autonomia financeira e administrativa. A presença de representante do Poder Judiciário na
Central de Pagamentos de Salários do Estado de Alagoas (CPSAL) não afasta a inconstitucionalidade da norma, apenas
permite que o Poder Judiciário interfira, também indevidamente, nos demais Poderes.\u201d (ADI 1.578, Rel. Min. Cármen
Lúcia, julgamento em 4-3-2009, Plenário, DJE de 3-4-2009.)
 
\u201cO exame da presente controvérsia mandamental suscita reflexão em torno de matéria impregnada do mais alto relevo
jurídico, pois está em debate, neste processo, para além da definição do alcance de uma regra de caráter procedimental