A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
1879 pág.
Constituiçao comentada - STF

Pré-visualização | Página 38 de 50

Célio Borja, RTJ 
119/465. Fatores que autorizariam a desigualização não ocorrentes no caso." (RE 161.243, Rel. Min. Carlos Velloso,
julgamento em 29-10-1996, Segunda Turma, DJ de 19-12-1997.)
Constituição e o Supremo - Versão Completa :: STF - Supremo Tribunal Federal
http://www.stf.jus.br/portal/constituicao/constituicao.asp[19/12/2012 16:05:36]
 
“A teor do disposto na cabeça do art. 5º da CF, os estrangeiros residentes no País têm jus aos direitos e garantias
fundamentais.” (HC 74.051, Rel. Min. Marco Aurélio, julgamento em 18-6-1996, Segunda Turma, DJ de 20-9-1996.)
 
“Enquanto os direitos de primeira geração (direitos civis e políticos) – que compreendem as liberdades clássicas, negativas
ou formais – realçam o princípio da liberdade e os direitos de segunda geração (direitos econômicos, sociais e culturais) –
que se identifica com as liberdades positivas, reais ou concretas – acentuam o princípio da igualdade, os direitos de terceira
geração, que materializam poderes de titularidade coletiva atribuídos genericamente a todas as formações sociais,
consagram o princípio da solidariedade e constituem um momento importante no processo de desenvolvimento, expansão e
reconhecimento dos direitos humanos, caracterizados, enquanto valores fundamentais indisponíveis, pela nota de uma
essencial inexauribilidade.” (MS 22.164, Rel. Min. Celso de Mello, julgamento em 30-10-1995, Plenário, DJ de 17-11-
1995.)
 
"Concurso público: princípio de igualdade: ofensa inexistente. Não ofende o princípio da igualdade o regulamento de
concurso público que, destinado a preencher cargos de vários órgãos da Justiça Federal, sediados em locais diversos,
determina que a classificação se faça por unidade da Federação, ainda que daí resulte que um candidato se possa
classificar, em uma delas, com nota inferior ao que, em outra, não alcance a classificação respectiva." (RE 146.585, Rel.
Min. Sepúlveda Pertence, julgamento em 18-4-1995, Primeira Turma, DJ de 15-9-1995.)
 
"É inquestionável o direito de súditos estrangeiros ajuizarem, em causa própria, a ação de habeas corpus, eis que esse
remédio constitucional – por qualificar-se como verdadeira ação popular – pode ser utilizado por qualquer pessoa,
independentemente da condição jurídica resultante de sua origem nacional. A petição com que impetrado o habeas corpus
deve ser redigida em português, sob pena de não conhecimento do writ constitucional (CPC, art. 156, c/c CPP, art. 3º), eis
que o conteúdo dessa peça processual deve ser acessível a todos, sendo irrelevante, para esse efeito, que o juiz da causa
conheça, eventualmente, o idioma estrangeiro utilizado pelo impetrante. A imprescindibilidade do uso do idioma nacional
nos atos processuais, além de corresponder a uma exigência que decorre de razões vinculadas à própria soberania
nacional, constitui projeção concretizadora da norma inscrita no art. 13, caput, da Carta Federal, que proclama ser a língua
portuguesa ‘o idioma oficial da República Federativa do Brasil’. Não há como admitir o processamento da ação de habeas
corpus se o impetrante deixa de atribuir à autoridade apontada como coatora a prática de ato concreto que evidencie a
ocorrência de um específico comportamento abusivo ou revestido de ilegalidade. O exercício da clemência soberana do
estado não se estende, em nosso direito positivo, aos processos de extradição, eis que o objeto da indulgentia principis
restringe-se, exclusivamente, ao plano dos ilícitos penais sujeitos à competência jurisdicional do Estado brasileiro. O
Presidente da República – que constitui, nas situações referidas no art. 89 do Estatuto do Estrangeiro, o único árbitro da
conveniência e oportunidade da entrega do extraditando ao Estado requerente – não pode ser constrangido a abster-se do
exercício dessa prerrogativa institucional que se acha sujeita ao domínio específico de suas funções como chefe de
Estado." (HC 72.391-QO, Rel. Min. Celso de Mello, julgamento em 8-3-1995, Plenário, DJ de 17-3-1995.)
 
“O princípio da isonomia, que se reveste de auto-aplicabilidade, não é – enquanto postulado fundamental de nossa ordem
político-jurídica – suscetível de regulamentação ou de complementação normativa. Esse princípio – cuja observância
vincula, incondicionalmente, todas as manifestações do Poder Público – deve ser considerado, em sua precípua função de
obstar discriminações e de extinguir privilégios (RDA 55/114), sob duplo aspecto: (a) o da igualdade na lei; e (b) o da
igualdade perante a lei. A igualdade na lei – que opera numa fase de generalidade puramente abstrata – constitui exigência
destinada ao legislador que, no processo de sua formação, nela não poderá incluir fatores de discriminação, responsáveis
pela ruptura da ordem isonômica. A igualdade perante a lei, contudo, pressupondo lei já elaborada, traduz imposição
destinada aos demais poderes estatais, que, na aplicação da norma legal, não poderão subordiná-la a critérios que
ensejem tratamento seletivo ou discriminatório. A eventual inobservância desse postulado pelo legislador imporá ao ato
estatal por ele elaborado e produzido a eiva de inconstitucionalidade.” (MI 58, Rel. p/ o ac. Min. Celso de Mello,
julgamento em 14-12-1990, Plenário, DJ de 19-4-1991.)
Constituição e o Supremo - Versão Completa :: STF - Supremo Tribunal Federal
http://www.stf.jus.br/portal/constituicao/constituicao.asp[19/12/2012 16:05:36]
 
"A vedação constitucional de diferença de critério de admissão por motivo de idade (CF, art. 7º, XXX) é corolário, na esfera
das relações de trabalho, do princípio fundamental de igualdade, que se entende, à falta de exclusão constitucional
inequívoca (como ocorre em relação aos militares – CF, art. 42, § 11), a todo o sistema do pessoal civil. É ponderável, não
obstante, a ressalva das hipóteses em que a limitação de idade se possa legitimar como imposição da natureza e das
atribuições do cargo a preencher." (RMS 21.046, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, julgamento em 14-12-1990, Plenário,
DJ de 14-11-1991.) No mesmo sentido: RE 586.088-AgR, Rel. Min. Eros Grau, julgamento em 26-5-2009, Segunda
Turma, DJE de 19-6-2009; AI 722.490-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgamento em 3-2-2009, Primeira
Turma, DJE de 6-3-2009; RE 212.066, Rel. Min. Maurício Corrêa, julgamento em 18-9-1998, Segunda Turma,
DJ de 12-3-1999; RMS 21.045, Rel. Min. Celso de Mello, julgamento em 29-3-1994, Primeira Turma, DJ de 30-9-
1994.
 
I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição; 
 
"(...) o Plenário, por maioria, julgou procedente ação direta (...) para atribuir interpretação conforme a Constituição aos arts.
12, I; 16 e 41, todos da Lei 11.340/2006, e assentar a natureza incondicionada da ação penal em caso de crime de lesão
corporal, praticado mediante violência doméstica e familiar contra a mulher. (...) Salientou-se a evocação do princípio
explícito da dignidade humana, bem como do art. 226, § 8º, da CF. (...) No mérito, evidenciou-se que os dados estatísticos
no tocante à violência doméstica seriam alarmantes, visto que, na maioria dos casos em que perpetrada lesão corporal de
natureza leve, a mulher acabaria por não representar ou por afastar a representação anteriormente formalizada. (...)
Registrou-se a necessidade de intervenção estatal acerca do problema, baseada na dignidade da pessoa humana (CF, art.
1º, III), na igualdade (CF, art. 5º, I) e na vedação a qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades
fundamentais (CF, art. 5º, XLI). Reputou-se que a legislação ordinária protetiva estaria em sintonia com a Convenção sobre
a Eliminação de Todas as Formas de Violência contra a Mulher e com a Convenção de Belém do Pará. Sob o ângulo
constitucional, ressaltou-se o dever do Estado de assegurar a assistência à família e de criar mecanismos para coibir a
violência no âmbito de suas relações. Não seria razoável ou