Constituiçao comentada - STF
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Constituiçao comentada - STF


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\u201cA Lei 8.899/1994 é parte das políticas públicas para inserir os portadores de necessidades especiais na sociedade e
objetiva a igualdade de oportunidades e a humanização das relações sociais, em cumprimento aos fundamentos da
República de cidadania e dignidade da pessoa humana, o que se concretiza pela definição de meios para que eles sejam
alcançados.\u201d (ADI 2.649, Rel. Min. Cármen Lúcia, julgamento em 8-5-2008, Plenário, DJE de 17-10-2008.)
 
\u201cO Tribunal, por maioria, deu provimento a agravo regimental interposto em suspensão de tutela antecipada para manter
decisão interlocutória proferida por desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco, que concedera
parcialmente pedido formulado em ação de indenização por perdas e danos morais e materiais para determinar que o
mencionado Estado-membro pagasse todas as despesas necessárias à realização de cirurgia de implante de Marcapasso
Diafragmático Muscular \u2013 MDM no agravante, com o profissional por este requerido. Na espécie, o agravante, que teria
ficado tetraplégico em decorrência de assalto ocorrido em via pública, ajuizara a ação indenizatória, em que objetiva a
responsabilização do Estado de Pernambuco pelo custo decorrente da referida cirurgia, \u2018que devolverá ao autor a condição
de respirar sem a dependência do respirador mecânico\u2019. (...) Concluiu-se que a realidade da vida tão pulsante na espécie
imporia o provimento do recurso, a fim de reconhecer ao agravante, que inclusive poderia correr risco de morte, o direito de
buscar autonomia existencial, desvinculando-se de um respirador artificial que o mantém ligado a um leito hospitalar depois
de meses em estado de coma, implementando-se, com isso, o direito à busca da felicidade, que é um consectário do
princípio da dignidade da pessoa humana.\u201d (STA 223-AgR, Rel. p/ o ac. Min. Celso de Mello, julgamento em 14-4-
2008, Plenário, Informativo 502.)
 
"Uso de substância entorpecente. Princípio da insignificância. Aplicação no âmbito da Justiça Militar. (...) Princípio da
dignidade da pessoa humana. Paciente, militar, preso em flagrante dentro da unidade militar, quando fumava um cigarro de
maconha e tinha consigo outros três. Condenação por posse e uso de entorpecentes. Não aplicação do princípio da
insignificância, em prol da saúde, disciplina e hierarquia militares. A mínima ofensividade da conduta, a ausência de
periculosidade social da ação, o reduzido grau de reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da lesão jurídica
constituem os requisitos de ordem objetiva autorizadores da aplicação do princípio da insignificância. A Lei 11.343/2006 \u2013
nova Lei de Drogas \u2013 veda a prisão do usuário. Prevê, contra ele, apenas a lavratura de termo circunstanciado.
Preocupação do Estado em mudar a visão que se tem em relação aos usuários de drogas. Punição severa e exemplar
deve ser reservada aos traficantes, não alcançando os usuários. A estes devem ser oferecidas políticas sociais eficientes
para recuperá-los do vício. O STM não cogitou da aplicação da Lei 11.343/2006. Não obstante, cabe a esta Corte fazê-lo,
incumbindo-lhe confrontar o princípio da especialidade da lei penal militar, óbice à aplicação da nova Lei de Drogas, com o
princípio da dignidade humana, arrolado na Constituição do Brasil de modo destacado, incisivo, vigoroso, como princípio
fundamental (...) Exclusão das fileiras do Exército: punição suficiente para que restem preservadas a disciplina e hierarquia
militares, indispensáveis ao regular funcionamento de qualquer instituição militar. A aplicação do princípio da insignificância
no caso se impõe; a uma, porque presentes seus requisitos de natureza objetiva; a duas, em virtude da dignidade da
pessoa humana. Ordem concedida." (HC 92.961, Rel. Min. Eros Grau, julgamento em 11-12-2007, Segunda Turma,
DJE de 22-2-2008.) No mesmo sentido: HC 90.125, Rel. p/ o ac. Min. Eros Grau, julgamento em 24-6-
2008, Segunda Turma, DJE de 5-9-2008. Em sentido contrário: HC 105.695, Rel. Min. Ellen Gracie, julgamento
em 30-11-2010, Segunda Turma, DJE de 22-2-2011; HC 104.784, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgamento em 26-10-
2010, Segunda Turma, DJE de 22-11-2010; HC 104.838, Rel. Min. Joaquim Barbosa, julgamento em 26-10-2010,
Segunda Turma, DJE de 22-11-2010; HC 103.684, Rel. Min. Ayres Britto, julgamento em 21-10-2010, Plenário, DJE
de 13-4-2011.
 
"Ato do TCU. (...). Pensões civil e militar. Militar reformado sob a CF de 1967. Cumulatividade. (...). A inércia da Corte de
Contas, por sete anos, consolidou de forma positiva a expectativa da viúva, no tocante ao recebimento de verba de caráter
alimentar. Este aspecto temporal diz intimamente com o princípio da segurança jurídica, projeção objetiva do princípio da
dignidade da pessoa humana e elemento conceitual do Estado de Direito." (MS 24.448, Rel. Min. Ayres Britto,
julgamento em 27-9-2007, Plenário, DJ de 14-11-2007.)
 
Constituição e o Supremo - Versão Completa :: STF - Supremo Tribunal Federal
http://www.stf.jus.br/portal/constituicao/constituicao.asp[19/12/2012 16:05:36]
"(...) a exigência constante do art. 112, § 2º, da Constituição fluminense consagra mera restrição material à atividade do
legislador estadual, que com ela se vê impedido de conceder gratuidade sem proceder à necessária indicação da fonte de
custeio. (...) Por fim, também é infrutífero o argumento de desrespeito ao princípio da dignidade da pessoa humana. Seu
fundamento seria porque \u2018a norma (...) retira do legislador, de modo peremptório, a possibilidade de implementar políticas
necessárias a reduzir desigualdades sociais e favorecer camadas menos abastadas da população, permitindo-lhes acesso
gratuito a serviços públicos prestados em âmbito estadual\u2019; \u2018a regra (...) tem por objetivo evitar que, através de lei, venham
a ser concedidas a determinados indivíduos gratuidades\u2019, \u2018o preceito questionado (...) exclui desde logo a possibilidade de
implementação de medidas nesse sentido (concessão de gratuidade em matéria de transportes públicos), já que estabelece
um óbice da fonte de custeio\u2019. Sucede que dessa frágil premissa não se segue a conclusão pretendida, pois é falsa a
suposição de que a mera necessidade de indicação da fonte de custeio da gratuidade importaria inviabilidade desta. A
exigência de indicação da fonte de custeio para autorizar gratuidade na fruição de serviços públicos em nada impede sejam
estes prestados graciosamente, donde não agride nenhum direito fundamental do cidadão. A medida reveste-se, aliás, de
providencial austeridade, uma vez que se preordena a garantir a gestão responsável da coisa pública, o equilíbrio na
equação econômico-financeira informadora dos contratos administrativos e, em última análise, a própria viabilidade e
continuidade dos serviços públicos e das gratuidades concedidas.\u201d (ADI 3.225, voto do Rel. Min. Cezar Peluso,
julgamento em 17-9-2007, Plenário, DJ de 26-10-2007.)
 
\u201cArguição de incompetência da Justiça Federal. Improcedência: o número de cento e oitenta pessoas reduzidas à condição
análoga a de escravo é suficiente à caracterização do delito contra a organização do trabalho, cujo julgamento compete à
Justiça Federal.\u201d (HC 91.959, Rel. Min. Eros Grau, julgamento em 9-10-2007, Segunda Turma, DJE de 22-2-2008.)
 
\u201cA Constituição de 1988 traz um robusto conjunto normativo que visa à proteção e à efetivação dos direitos fundamentais
do ser humano. A existência de trabalhadores a laborar sob escolta, alguns acorrentados, em situação de total violação da
liberdade e da autodeterminação de cada um, configura crime contra a organização do trabalho. Quaisquer condutas que
possam ser tidas como violadoras não somente do sistema de órgãos e instituições com atribuições para proteger os
direitos e deveres dos trabalhadores, mas também dos próprios trabalhadores, atingindo-os em esferas que lhes são mais
caras, em que a Constituição lhes confere proteção máxima, são enquadráveis na