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PROCESSO LEGISLATIVO

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O STF declarou a inconstitucionalidade da MP pela ausência do pressuposto urgência
Inconstitucionalidade FORMAL
6.2. LIMITES MATERIAIS: 
 § 1º É vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria: 
I - Relativa a: 
a) Nacionalidade, cidadania, direitos políticos, partidos políticos e direito eleitoral; 
b) Direito penal, processual penal e processual civil 
c) Organização do Poder Judiciário e do MP, a carreira e a garantia de seus membros; 
d) PPA´s, diretrizes orçamentárias, orçamento e créditos adicionais e suplementares, ressalvado o previsto no art. 167, § 3º
 Exceção: A CF estabelece que a MP pode abrir no orçamento um crédito suplementar, desde que esse crédito seja para atender a uma DESPESA IMPREVISÍVEL e URGENTE (crédito extraordinário), como as decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade pública >> Como o PR comumente abusa dessa possibilidade, o STF tem admitido ADIn contra MP quando essa despesa não seja uma despesa imprevisível e urgente. 
II - Que vise à detenção ou seqüestro de bens, de poupança popular ou qualquer outro ativo financeiro 
III - Reservada a LC
IV - Já disciplinada em projeto de lei aprovado pelo CN e pendente de sanção ou veto do PR 
 Porque se o projeto de lei já foi aprovado pelo CN e só aguarda sanção ou veto do PR, não há urgência para edição da MP. Basta que o PR sancione o projeto. 
 A MP também não pode tratar de:
a) Tema cuja competência seja do CN, CD ou SF
b) Matéria penal e civil
c) Regulamentação da exploração do serviço local de gás canalizado, de competência estadual (25, §2º) >> É de COMPETÊNCIA DOS ESTADOS
d) Regulamentação de artigo da Constituição cuja redação tenha sido alterada por EC promulgada entre 1º de janeiro de 1995 até a promulgação da EC 32, de 11/09/2001 (art. 246, Emenda 6, de 15 de agosto de 1995, redação pela Emenda 32, de 2001)
e) Regulamentação de matéria prevista nos incisos I a IV e dos §§ 1º e 2º do art. 177 da CF, que dizem respeito a atividades econômicas sujeitas a monopólio da União 
 
Vedações similares àqueles previstos para a edição de LD (art. 62, §1o, I, CF):
1.
 Matéria relativa à nacionalidade, cidadania, direitos políticos, partidos políticos e direito 
eleitoral
2.
 Organização do Poder Judiciário e do Ministério Público, a carreira e a garantia de seus 
membros
 
3.
 Reservada à lei complementar
4.
 Planos plurianuais, diretrizes orçamentárias, orçamento e créditos adicionais e suplementares, ressalvado o disposto 
no 167
, §3º (exceção: para abertura de crédito extraordinário para atender despesas imprevisíveis e urgentes como as decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade pública)
5.
 Matéria de competência exclusiva do Congresso Nacional, privativa do Senado ou da Câmara dos 
Deputados
Vedações previstas exclusivamente para a MP:
1.
 Direito 
penal, processual
 penal e processual civil 
2.
 Que vise 
a
 detenção ou 
seqüestro
 de bens, de poupança popular ou de qualquer outro ativo financeiro
3.
 Já disciplinada em projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional e pendente de sanção ou veto do Presidente da República
4.
 Regulamentação da exploração do serviço local de gás canalizado, de competência estadual (25, §2º
)
5.
 Regulamentação de artigo da Constituição cuja redação tenha sido alterada por emenda constitucional promulgada entre 1º de janeiro de 1995 até a promulgação da Emenda 32, de 11 de setembro de 2001 (art. 246, Emenda 
6
, de 15 de agosto de 1995, redação pela Emenda 32, de 2001)
6.
 Regulamentação de matéria prevista nos incisos I a IV e dos §§ 1º e 2º do art. 177 da CF, que dizem respeito a atividades econômicas sujeitas a monopólio da União (Emenda 
9
, de 9 de novembro de 1995).
Medidas provisórias e Direito tributário:
 Art. 62, §2º, CF: “MP que implique INSTITUIÇÃO OU MAJORAÇÃO DE IMPOSTOS, exceto os previstos nos artigos 153, I, II, IV, V e 154, II, SÓ PRODUZIRÁ EFEITOS NO EXERCÍCIO FINANCEIRO SEGUINTE SE HOUVER SIDO CONVERTIDA EM LEI ATÉ O ÚLTIMO DIA DAQUELE EM QUE FOI EDITADA.” 
 Por isso, diz-se que, EM REGRA, a MP pode sim tratar de tema de Direito Tributário. NÃO PODERÁ REGULAR TEMAS RESERVADOS À LC.
6.3. PROCEDIMENTO
DURAÇÃO DA MEDIDA PROVISÓRIA (§3º, 4º, 6º e 7º do art. 62 + §8º, do art. 57, CF)
a) Prazo inicial de vigência: 60 dias
b) Prorrogação automática da vigência por + 60 dias: se NÃO FOR CONCLUÍDA A VOTAÇÃO no prazo inicial de 60 dias, a MP deverá ter seu prazo de vigência prorrogado, 1 única vez, por = período (+ 60 dias). 
 Regra: Duração de MP de 120 dias. 
§ 7º Prorrogar-se-á uma única vez por = período a vigência de medida provisória que, no prazo de 60 dias, contado de sua publicação, não tiver a sua votação encerrada nas duas Casas do CN
 Mas há exceções, nas quais a MP dura + que 120 dias:
a) Se a MP “pegar” o período de férias do CN
b) Se a MP sofrer EMENDAS PARLAMENTARES, a MP ficará em vigor até que o projeto de lei de conversão sofra sanção ou veto. Significa que a duração da MP fica assim: 60 dias (prazo inicial) + 60 dias (prorrogação automática) + 15 dias úteis (= prazo que o PR tem para exercer a competência para vetar) + 48hs (prazo que o PR tem para encaminhar os motivos de seu veto ao Presidente do CN)
c) A EC 32/2011 acrescentou a seguinte situação: seu art. 2º prevê que “as MP´s editadas em data anterior à da publicação desta emenda continuam em vigor até que medida provisória ulterior as revogue explicitamente ou até deliberação definitiva do Congresso Nacional” >> Isto é, as MP´s editadas em data anterior à da publicação da EC 32 permanecem em vigor (1) até deliberação definitiva do CN ou (2) até que sofram revogação expressa >> Com isso, todas as MP´s que haviam sido publicadas antes da 32 permanecem com prazo de vigência INDETERMINADO >> Existem MP´s nessa situação excepcional do art. 2º da EC 32 e continuam em vigor até hoje
c) A contagem do prazo é ininterrupta? Não. A contagem é SUSPENSA durante o recesso parlamentar (férias do CN).
6.4. TRAMITAÇÃO DA MP NO PODER LEGISLATIVO (§5º, §8º e 9º, do art. 62):
1ª) COMISSÃO MISTA (62, §9º, CF: “Caberá à Comissão mista de deputados e senadores examinar as MP´s e sobre elas emitir parecer, antes de serem apreciadas, em sessão separada, pelo plenário de cada uma das Casas do Congresso Nacional”) 
2ª) CASA INICIAL: Câmara dos Deputados, SEMPRE! (art. 62 §8º)
3ª) CASA REVISORA: Senado Federal 
* No 45º dia, se NÃO TIVER SIDO CONCLUÍDA a votação da MP: entra em regime de URGÊNCIA, trancando a pauta da Casa que estiver sobre ela deliberando. 
§ 6º Se a medida provisória não for apreciada em até 45 dias contados de sua publicação, entrará em regime de urgência, subseqüentemente, em cada uma das Casas do CN, ficando sobrestadas, até que se ultime a votação, todas as demais deliberações legislativas da Casa em que estiver tramitando
* Quanto tempo, no máximo, pode durar esse regime de urgência?
 60 dias (prazo inicial) + 60 dias (prorrogação automática) >> Como, no 45º dia, a MP entra em regime de urgência, O REGIME DE URGÊNCIA IRÁ DURAR OS 15 DIAS FINAIS do 1º prazo + todo o prazo da prorrogação automática >> Significa que o REGIME DE URGÊNCIA IRÁ DURAR 75 DIAS
* Possibilidades passíveis de ocorrer:
1ª) Aprovação da MP nas 2 Casas (MAIORIA SIMPLES), SEM EMENDAS em seu texto >> A MP aprovada vira LEI DE CONVERSÃO >> Não há fase de sanção ou veto (não existe a fase de deliberação executiva) pois o CN não fez nenhuma emenda >> Promulgação e publicação pelo Presidente do Senado
2ª) Aprovação da MP nas 2 Casas, COM EMENDAS PARLAMENTARES >> A MP segue o processo legislativo ordinário, isto é, o projeto de lei de conversão irá sofrer SANÇÃO ou VETO >> A MP será CONVERTIDA EM LEI se (1) o projeto de lei de conversão for SANCIONADO ou se (2) o veto do PR for derrubado >> Nessa hipótese, é o PR que irá PROMULGAR e PUBLICAR a LEI DE CONVERSÃO (pois é o PR quem o faz no processo legislativo ordinário)
3ª) A MP PERDE VIGÊNCIA (perde eficácia) >> Quais as situações em que a MP perde eficácia?
a) Por CADUCIDADE (transcorrido o prazo