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PROCESSO LEGISLATIVO

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de 60 + 60 dias, se não foi concluída a votação da MP e ela perde eficácia por DECURSO DO PRAZO)
b) Por REJEIÇÃO EXPRESSA (da CD ou do SF)
Até a EC32, a MP perdia eficácia sempre desde a sua publicação. Hoje, QUANDO A MP PERDE EFICÁCIA, O CN TEM O PRAZO DE 60 DIAS PARA ELABORAR UM DECRETO LEGISLATIVO no qual se regulem as situações jurídicas que foram constituídas durante a vigência da MP (para “consertar o estrago” feito pela MP)
 Após 60 dias, se o CN:
EDITAR o decreto legislativo regulando as situações jurídicas constituídas durante a vigência da MP >> Nessa hipótese, a MP perde eficácia DESDE A SUA PUBLICAÇÃO (efeitos ex tunc: como se nunca tivesse existido) 
NÃO EDITAR o decreto legislativo >> A MP perde eficácia (1) desde a sua REJEIÇÃO ou (2) desde o momento em que PERDEU VIGÊNCIA (efeitos ex nunc) 
§ 11. Não editado o decreto legislativo a que se refere o § 3º até sessenta dias após a rejeição ou perda de eficácia de medida provisória, as relações jurídicas constituídas e decorrentes de atos praticados durante sua vigência conservar-se-ão por ela regidas
- Ex: MP publicada no dia 1/set >> Perdeu vigência no dia 20/out por ter sido rejeitada:
Se o CN faz o decreto legislativo, a MP perderá vigência desde 01/set >> Ex tunc
Se o CN não faz o decreto legislativo, a própria MP vai continuar regulando as situações jurídicas constituídas no seu prazo de vigência e vai perder eficácia a partir de 20/out >> Efeitos ex nunc
5. REEDIÇÃO DA MEDIDA PROVISÓRIA (ART. 62, §10, CF): 
“É vedada a reedição, NA MESMA SESSÃO LEGISLATIVA, de MP que tenha sido (1) REJEITADA ou que tenha (2) PERDIDO SUA EFICÁCIA POR DECURSO DE PRAZO”. 
6. MP´s EDITADAS ANTES DA EC 32/01 (art. 2º, Emenda 32/01): 
“As medidas provisórias editadas em data anterior à da publicação desta emenda continuam em vigor até que medida provisória ulterior as revogue explicitamente ou até deliberação definitiva do Congresso Nacional”. 
VII - DECRETOS LEGISLATIVOS (art. 49, CF e 62, §3º, CF)
PROCESSO DO DECRETO LEGISLATIVO 
Iniciativa legislativa: Para apresentar um PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO só pode ser um parlamentar (deputado ou senador) ou uma Comissão do L (da CD, do SF ou CN)
Fase de discussão e votação: nas 2 Casas, 1 só turno, com aprovação da MAIORIA SIMPLES, no mínimo 
Promulgação e Publicação: pelo Presidente do SF (não é o PR pois aqui não existe a fase de sanção / veto)
Limites materiais: só os temas do art. 49 ou 62 §3º, CF 
VIII - RESOLUÇÕES (artigos 51 e 52, CF)
- Também regulam matérias de competência do Poder L >> Pode ser de COMPETÊNCIA PRIVATIVA da(o):
CD (art. 51) ou 
SF (art. 52) ou 
CN (quando o CN autoriza que o PR elabore uma Lei Delegada)
 Se é uma Resolução da CD, o projeto tramita só na CD; se for do SF, tramita só no SF
PROCESSO DAS RESOLUÇÕES 
Iniciativa legislativa: Para apresentar um PROJETO DE RESOLUÇÃO só pode ser um parlamentar (deputado ou senador) ou uma Comissão do L (da CD, do SF ou CN)
Fase de discussão e votação: na Casa, 1 só turno, com aprovação da MAIORIA SIMPLES 
Promulgação e Publicação: pelo Presidente da CD ou do SF (conforme seja resolução da CD ou do SF ou do CN) >> Não é o PR quem promulga pois aqui tb não existe a fase de sanção / veto
Limites materiais: só os temas do art. 49 ou 62 §3º, CF 
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Todos os atos do art. 59 são ATOS LEGISLATIVOS (são LEIS), com exceção das EMENDAS. Então, temos 6 categorias de leis: LO´s, LC´s, LD´s, MP´s, Decretos legislativos e Resoluções
Todas as leis sofrem sanção/veto? Não. 
 Apenas 3 espécies legislativas sofrem sanção/veto:
a) LO´s
b) LC´s e 
c) Leis de conversão de MP´s quando a MP sofre emenda parlamentar
 Não há sanção / veto:
a) Processo de elaboração das DL´s
b) Processo de elaboração das RESOLUÇÕES
c) Leis de conversão de MP´s quando a MP NÃO sofre emenda parlamentar
2. (3º Exame 2009) De acordo com a classificação das constituições, denomina-se dogmática a constituição que:
(a) é elaborada, necessariamente, por um órgão com atribuições constituintes e, somente existindo na forma escrita, sistematiza as ideias fundamentais contemporâneas da teoria política e do direito.
(b) somente pode ser alterada mediante decisão do poder constituinte derivado, sendo também conhecida como histórica.
(c) contém uma parte rígida e outra flexível e sistematiza os dogmas aceitos pelo direito positivo internacional.
(d) sistematiza os dogmas sedimentados pelos costumes sociais e, também conhecida como costumeira, é modificável por normas de hierarquia infraconstitucional, dada a rápida evolução da sociedade.
3. (3º Exame 2007 São Paulo) Quanto ao processo de mudança, a Constituição Federal de 1988 pode ser classificada como: 
(a) flexível, por admitir alteração por iniciativa não só dos membros do Congresso Nacional, como também do presidente da República.
(b) semi-rígida, por admitir alteração de seu conteúdo, exceto com relação às cláusulas pétreas.
(c) transitoriamente rígida, por não admitir a alteração dos Atos das Disposições Constitucionais Transitórias.
(d) rígida, por admitir a alteração de seu conteúdo por meio de processo mais rigoroso e complexo que o processo de elaboração das leis comuns.
			
II a) CONSTITUIÇÕES BRASILEIRAS (promulgadas: 1891, 1934, 1946, 1988) (outorgadas: 1824, 1937, 1967, 1969) 
4. (1º Exame 2006) Acerca da história constitucional do Brasil, assinale a opção correta: 
(a) A Constituição de 1824 introduziu no país a organização federativa,
(b) A Constituição de 1891 introduziu no país o voto secreto e universal, inclusive o voto das mulheres,
(c) Inspirando-se na organização dos Estados Unidos da América, a Constituição de 1934 introduziu no Brasil o sistema presidencialista de governo,
(d) A ordem constitucional instaurada pela Constituição de 1946 foi rompida pelo golpe militar de 1964.
III – PODER CONSTITUINTE DERIVADO (SEGUNDO GRAU, CONSTITUÍDO, INSTITUÍDO OU REFORMADOR)
a)	CONCEITO
É o poder responsável pela reforma da Constituição Federal.
b)	TITULARIDADE e EXERCÍCIO
O titular é o povo.
O exercício é realizado pelo Congresso Nacional.
c) CARACTERÍSTICAS 					 FORMAS DE MANIFESTAÇÃO
	1. derivado
	1. (3º, ADCT) – emendas constitucionais de revisão (total: 6)
	2. limitado
	2. (60, CF) – emendas constitucionais (total: 55)
	3. condicionado
	
	4. Natureza: Poder de direito
	EMENDAS À CONSTITUIÇÃO FEDERAL
d) NORMAS CONSTITUCIONAIS QUE ELABORA:
Normas constitucionais derivadas: emendas constitucionais e emendas constitucionais de revisão
e) CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS ELABORADAS PELO PODER CONSTITUINTE DERIVADO?
Sim, se ofenderem as normas constitucionais originárias que contém limites ao poder constituinte derivado.
5. (3º Exame 2007) Emendas constitucionais, por gozarem do caráter de normas constitucionais, não são passíveis de serem controladas na sua constitucionalidade. (falsa)
f) LIMITES à REFORMA CONSTITUCIONAL (art. 60 + 3º, ADCT, CF)