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RELATÓRIO/RESENHA CRÍTICA DE AULA PRÁTICA: AVALIAÇÃO DO
DESENVOLVIMENTO FÍSICO EM RATOS COM DIETA HIPERPROTEICA
E HIPOPROTEICA.
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Aleff Eliton da Silva Alves1; Karolinne Soares de S Maciel Freire2; Sabrina
Firmino de Melo3.
Universidade Federal de Pernambuco – UFPE, Recife, PE, Brasil.
Nutrição Experimental, 2020.2.
O experimento é iniciado com três grupos de ratos: um grupo controle e dois experimentais. O
grupo controle (GC) tem uma dieta com 18% de proteína. Os outros dois grupos ficam com as
dietas hiperprotéica (Ghiper) e hipoprotéica (Ghipo), com 30% e 8% de proteína,
respectivamente. Inicia-se a experiência com os animais em pós desmame. O objetivo é avaliar o
efeito das diferentes dietas sobre o padrão de crescimento e o consumo alimentar. O primeiro
passo é pesar os animais e logo após fazer a medição da cauda e do corpo (eixo longitudinal) de
cada rato dos três grupos. Para se medir o corpo, seguiu o protocolo de fazer a marcação no
papel milimetrado, na extremidade do focinho e na extremidade do orifício anal. Logo após, fez a
marcação a partir do orifício anal, e a extremidade da calda ao centro da folha, e com uma régua
mede a distância dos pontos marcados na folha.
Para o controle da dieta semanal, primeiro foi pesado e anotado no início da semana a
quantidade de ração que seria disponibilizada na gaiola do animal, a partir daí vai ser analisado e
calculado o consumo alimentar individual semanalmente.
Na segunda semana após a introdução das dietas prescritas, foi feito novamente o registro do
peso e o comprimento da cauda e do corpo do animal, também foi feito o balanço da ração para
saber quantos gramas da ração o animal ingeriu durante a semana anterior. Esse procedimento
foi repetido em cada rato de todos os grupos em estudo.
Para fazer o balanço da ração, cada animal recebe a sua alimentação individual em suas
gaiolas. Uma quantidade considerável para a semana toda fica disponível na gaiola e outra parte
fica guardada no recipiente com a identificação de cada animal.
Após 8 dias, a ração que estiver sobrando dentro da gaiola volta a ser pesada e quantificada
como rejeito sujo, além da que ainda estiver no recipiente (reserva que também volta a ser
quantificada). Após obter os valores, é calculada a diferença entre a pesagem inicial da semana e
a pesagem final, o resultado é considerado o consumo efetivo de cada animal.
Na terceira semana foi feita, pela terceira vez, a avaliação nutricional e o balanço da ração que
foi ingerida usando o mesmo procedimento inicial para a obtenção dos dados.
Para análises dos dados utilizou-se o programa estatístico GraphPad - Prism, fazendo uma
análise da média e do desvio padrão do peso corporal, do comprimento da cauda, do corpo e do
consumo alimentar.
Após as avaliações obteve-se os seguintes resultados: na primeira semana o grupo
controle, referente ao peso corporal, se destaca com 59,37 g, uma diferença em torno de 8 e 7
gramas para o grupo hiperproteico e o grupo hipoproteico, respectivamente. Na segunda semana
o grupo controle segue se destacando obtendo peso de 86,39 g, enquanto o Ghiper ficou com
81,09 g, e o Ghipo com 71,09 g. Na terceira e na quarta semana se houve uma repetição de
maneira decrescente nos valores, como anteriormente, no qual segue os dados referente a quarta
semana GC: 177,77 g, Ghiper: 170,28 g e Ghipo: 126,87g.
De acordo com os dados apresentados é possível notar que na primeira e segunda
semana, os valores foram estatisticamente iguais. Já na terceira e quarta semana foi percebida
uma diferença estatística, entre o Ghipo, que apresentou menor peso em comparação ao GC e
ao Ghiper. Porém o Ghiper e o GC não apresentaram diferença significativa entre si. Isso implica
dizer que a dieta hipoproteica interfere no desenvolvimento do animal, enquanto a dieta
hiperproteica não influenciou de forma significativa.
No que concerne ao comprimento da cauda (CC), na primeira e na segunda semana os
valores foram bem próximos, nos três grupos, obtendo uma diferença mais significativa a partir da
terceira semana, onde apresentaram GC: 12,82 cm, Ghiper: 13,2 cm e Ghipo: 12,92 g, no qual na
quarta semana segue 14,62 cm, 15,8 cm e 14,06 cm, dos respectivos grupos. Assim sendo,
apenas na quarta semana o Ghiper mostrou ser maior que o GC e do que o Ghipo.
O eixo longitudinal (EL) é dado pelo comprimento do corpo do animal, a partir da avaliação
se obteve os seguintes resultados na primeira semana GC: 12,78 cm, Ghiper: 12,06 cm e Ghipo:
12,28 cm, na segunda semana o grupo não apresentou diferenças significativas. Entretanto, nas
duas semanas seguintes os dados apresentados foram, respectivamente, GC:16,18 cm/18,88 cm,
Ghiper: 16,46 cm/18,54 cm e Ghipo: 15,00 cm/ 16,82 cm.
Ou seja, a dieta hipoproteica não favoreceu para que o animal conseguisse chegar a
estatura que os demais grupos conseguiram, ressalta-se que mesmo o Ghiper recebendo uma
dieta hiperproteica os valores do EL comparado ao grupo controle não apresentou diferença
significativa, o que se pode fazer um link com o que a literatura aponta referente ao consumo
proteico exacerbado que não garante o favorecimento da síntese se não houver outros estímulos,
como a prática do exercício físico.
No que se refere aos dados do consumo alimentar semanal se obteve o seguintes dados
na primeira semana GC: 57,8g, Ghiper: 47,8g e Ghipo:52,0g, nas duas semanas subsequentes,
respectivamente, os dados foram GC: 93,2 g/163,2 g, Ghiper: 79,2g/158,4g e Ghipo: 91,6 g/165,0
g.
A dieta hipoproteica influenciou para um menor desenvolvimento nutricional, pode-se
concluir que essa influência se dá porque o organismo não é capaz de suprir as necessidades
proteicas de outra forma que não seja pela alimentação e que essa indisponibilidade do nutriente
resultou em um menor desenvolvimento físico. No entanto, sabe-se que os níveis de proteína
ingeridos em excesso são eliminados pelo organismo, já que os animais não foram submetidos à
prática de exercício físico de nenhuma natureza, e que portanto, o esforço físico não foi
considerado para ganho de peso e nem desenvolvimento dos membros, tendo em vista que o
mesmo é um forte estímulo para síntese proteica no animal. Em suma, entendendo-se alguns
mecanismos metabólicos das proteínas é explicável os resultados, entretanto, apenas os dados
apresentados não são suficientes para se apontar outras variáveis dependentes das dietas
estabelecidas no estudo, como por exemplo a porcentagem de tecido adiposo e de massa
muscular dos mesmos, ou até mesmo a questão da excreção a nível renal.