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A diversidade dos sujeitos da EJA Os sujeitos da EJA são normalmente constituídos por jovens, adultos e idosos que por algum motivo não tiveram acesso ou oportunidade de concluir seus estudos na idade certa, devido a diversos fatores, tanto como emocionais, culturais, sociais ou econômicos, eles acabaram sendo privados do estudo regular. Nesse sentido, PAIVA apresenta: São homens e mulheres, trabalhadores/as empregados/as e desempregados/as ou em busca do primeiro emprego; filhos, pais e mães; moradores urbanos de periferias e moradores rurais. São sujeitos sociais e culturalmente marginalizados nas esferas socioeconômicas e educacionais, privados do acesso à cultura letrada e aos bens culturais e sociais, comprometendo uma participação mais ativa no mundo do trabalho, da política e da cultura. Vivem no mundo urbano, industrializado, burocratizado e escolarizado, em geral trabalhando em ocupações não qualificadas. Portanto, trazem consigo o histórico da exclusão social. São, ainda, excluídos do sistema de ensino, e apresentam em geral um tempo maior de escolaridade devido a repetências acumuladas e interrupções na vida escolar. Muitos nunca foram à escola ou dela tiveram que se afastar, quando crianças, em função da entrada precoce no mercado de trabalho, ou mesmo por falta de escolas (Paiva, 1983, p. 19). Desta forma, todas as pessoas incorporadas aos contingentes de analfabetos absolutos, analfabetos funcionais ou de escolaridade descontínua integram o universo para o qual devem ser destinadas políticas públicas de alfabetização e a Educação de Jovens e Adultos, como um direito. [...] estes adultos trabalhadores estão situados nos postos de maior desgaste físico, são aqueles que mais dificuldades possuem para chegar ao trabalho, premidos pelas condições precárias dos serviços de transporte, são, enfim, aqueles que, imersos no mundo do trabalho e condicionados pela maneira como ele se realiza, dispõem de pouco tempo para a sua formação e, quando dispõem, o cansaço é um limitante significativo. (HARA, 1992, p. 2) As razões que colaboram na constituição de suas trajetórias, são muito complexas, como por exemplo, vão desde o fator econômico, onde muitos desses alunos são privados de estudar, pois necessitam dar início ao trabalho bem cedo, para ajudar na renda familiar. Como também, há pessoas que desconheciam a importância dos estudos e hoje eles tentam retomar o tempo perdido. Assim, se coloca o desafio de, na sala de aula, reconhecer a diversidade de pessoas que ocupam e se relacionam em um mesmo espaço, com diferentes motivações, histórias de vida, experiências e tempos, e, mais do que isso, de valorizar e respeitar as subjetividades de cada um. É importante que qualquer modalidade de ensino conheça o perfil dos seus alunos para ter condições de ofertar uma educação voltada a realidade daqueles sujeitos, considerando que a escola não é o único espaço de aprendizagem, construindo saberes e aprendizados que vão além do espaço escolar. http://www.gestaoescolar.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/gestao_em_foco/educacao_jovens_adultos_unidade2.pdf http://portal.mec.gov.br/arquivos/conferencia/documentos/elionaldo_juliao.pdf EJA, Diversidade e Inclusão: reflexões (im)pertinentes (Editora UFPB João Pessoa 2018) http://www.editora.ufpb.br/sistema/press5/index.php/UFPB/catalog/download/139/57/557-1?inline=1