A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
8 pág.
Constitucionalidade e Inconstitucionalidade: ADI, ADECON e ADPF

Pré-visualização | Página 2 de 4

de 25 membros 
pelo Pleno (total do tribunal) e a regra 3 nos TJ onde houver mais de 25 membros pelo 
Órgão Especial. 
Caberá o controle de constitucionalidade concentrado no STF contra lei ou ato normativo 
federal ou estadual a que venham ferir a constituição federal. 
Caberá o controle de constitucionalidade concentrado no TJ contra lei ou ato normativo 
estadual ou municipal a que venham ferir a constituição estadual do respectivo estado. 
 Exemplo fictício de lei estadual que venha ferir constituição federal: Regras de 
competência são criadas pela CF. O Governo do Estado do Paraná, através da sua 
Assembleia Legislativa, aprovou um projeto de lei sancionado pelo governador 
afirmando ser proibido transportar, cultivar e pesquisar produtos de natureza 
transgênica. A União quem tem a competência de legislar sobre esse assunto e, neste 
caso, ação direta de constitucionalidade deve ser feita com base no art. 102,I, a no 
STF. Trata-se de interesse geral. 
 Exemplo fictício de lei municipal que venha ferir lei estadual: A CF não aborda a 
respeito de foro privilegiado para delegados de polícia dos estados. Como forma de 
resguarda-los é possível instituir o foro privilegiado a partir de uma emenda na 
constituição do respectivo estado. Com a criação de um projeto de lei ordinária, esta 
estará violando a constituição federal, pois o constituinte federal da essa competência 
ao estado, devendo constar na CF do estado. A ação direta de constitucionalidade 
deve ser feita com base no art. 125, parágrafo 2º da CF no TJ. 
Portanto, a competência de se tratar de lei estadual varia entre STF e TJ. 
2. Competência para propor ADI: 
a) Legitimados no STF: Art. 103 da CF. Presidente da República, Governadores de estado e 
do DF, Mesa do Senado, Mesa da Câmara dos deputados, Mesa das Assembleias 
Legislativas dos Estados, Procurador Geral da República, Conselho Federal da Ordem 
dos Advogados do Brasil (através do seu Presidente), partido político com representação 
do Congresso Nacional e a entidade de classe ou confederação sindical de âmbito 
nacional. Não se inclui neste o defensor público geral e os tribunais (esses são apenas da 
Súmula Vinculante). 
 Legitimados específicos temáticos: É condição para a concretização da sua 
legitimidade (conditio sine qua non) que aquele que esteja promovendo a ação 
demonstre interesse processual, demonstre em que aspecto a lei ou ato normativo 
que esteja sendo objeto de questionamento afeta direta ou indiretamente os seus 
interesses (ordem social, econômica, política). 
O legitimado temático ou específico é aquele que apesar de constar expressamente 
no rol do art. 103 da CF, deverá ainda demonstrar interesse processual, qual seja, que 
a lei ou ato normativo objeto do ataque via ADI afeta os seus interesses ou daqueles 
que ele representa direta ou indiretamente sob pena de ter sua ação extinta por sem 
julgamento de mérito por justamente ilegitimidade de interesse processual. 
Segundo jurisprudência do Supremo, são legitimados específicos ou temáticos os 
governadores dos estados e do DF, as Assembleias legislativas dos estados e a 
Câmara distrital do DF, as confederações sindicais e as entidades de classe de âmbito 
nacional. Devem demonstrar que a lei ou ato normativo objeto de ADI atinge os seus 
interesses. 
 Legitimados genéricos: São aqueles que basta constar no rol do art. 103 da CF, sem a 
necessidade de demonstrar o tal interesse processual exigido para os legitimados 
temáticos específicos. Ou seja, os legitimados genéricos possuem legitimidade ampla 
para promover a ADI sobre qualquer lei ou ato normativo. São eles o Presidente da 
República, a Mesa do Senado, Mesa da Câmara dos Deputados, Procurador Geral da 
República, partido político com representação do Congresso Nacional e o Conselho 
Federal da OAB. 
b) Legitimados no TJ: Constituição estadual. 
 
Na constituição de SP o rol de legitimados para promover uma ADI seja contra lei estadual 
ou municipal está no artigo 90. 
Os legitimados para promover uma ADI no Supremo podem não ter legitimidade para 
promover uma ADI no TJ. No TJ de SP, por exemplo, a constituição paulista diz que 
podem promover ADI de lei ou ato normativo estadual ou lei ou ato normativo municipal o 
Governador do Estado de São Paulo, a Mesa Legislativa de SP, as Mesas das Câmaras 
de Vereadores dos Municípios dos Estados de São Paulo, os Prefeitos dos Municípios do 
Estado de São Paulo, o Conselho Estadual da OAB, partido político com representação na 
Assembleia Legislativa, o Procurador Geral de Justiça (Chefe o MP de SP), Confederação 
Sindical ou entidade de âmbito estadual. 
 O Presidente da República tem legitimidade genérica para no supremo promover 
ações contra leis federais ou estaduais que venham ferir a CF, mas não tem 
legitimidade para promover uma ADI no TJ de SP. 
 Os governadores dos outros estados tem legitimidade para discutir uma ADI contra 
uma lei de SP no Supremo apresentando pertinência temática, mas não tem 
legitimidade para promover uma ADI no TJ de SP. 
 O Procurador Geral da República tem legitimidade para promover ADI no Supremo, 
mas não tem no TJ, pois para isto é o Procurador Geral da Justiça. 
c) Amicus curie (amigo da Corte): Não é parte processual, não é legitimado. Auxilia o 
supremo ou TJ em um tema ou assunto que depende de um conhecimento científico mais 
aprofundado. Pode ser convidado ou se convidar. Lei 9868/99 apresenta a competência 
de convocar e nomear amicus curie, sendo do Ministro relator e sendo uma decisão 
irrecorrível, não cabe recurso. Por não ser parte, ele não pode interpor recurso e não 
responde por mentir (falsa perícia) e não é remunerado. É um terceiro interessado, art. 
138 do CPC. 
 Exemplo: Tratar de questão de quando começa a vida, pesquisa das células tronco no 
Brasil, discussão sobre obras do Monteiro Lobato. 
 
Efeitos da decisão da ADI: Começam a ser produzidos a partir da publicação do acórdão 
da decisão no Diário Oficial da União (DOU), pois o ministro pode de ofício alterar seu voto até 
então. 
1. Quanto às pessoas: Vinculante e erga omnes a todos, pessoas físicas, jurídicas, Órgãos dos 
Poderes. 
2. Quanto à extensão: 
a) Ex tunc: É a regra. Retroage a partir da propositura da ação ou a partir de quando a lei 
entrou em vigor. A partir do momento em que uma regra é considerada inconstitucional, 
consideram-se inconstitucionais todos os atos praticados durante a sua vigência. 
A regra é de que uma vez reconhecida a inconstitucionalidade de uma lei ou ato normativo, 
todos os atos praticados na sua vigência deverão ser desconsiderados diante da violação 
de dispositivos, regras ou princípios da constituição, sob pena de gerar insegurança 
jurídica e estar sendo flexibilizada a constituição. 
b) Ex nunc: Deve ser feito de maneira expressa. Lei 9868/99 art. 27. Modulação do efeito. O 
STF pode dar validade aos atos praticados de uma lei declarada inconstitucional. A lei é 
anulada, mas os efeitos da decisão são a partir do julgamento. 
Ele pode mudar o efeito da decisão caso a decisão cause insegurança jurídica e caso haja 
relevante interesse social na causa. Depende do processo. 
São necessários 6 votos (maioria absoluta) para declarar a norma inconstitucional e para 
mudar o efeito são necessários 2/3 (8 ministros do STF) decidam. São feitos, portanto, dois 
julgamentos. 
Ganha a minoria para mudar o efeito se der 7/4 e 6/5. Ganha maioria para mudar o efeito 
se der 8/3, 9/2 ou 10/1. 
Questões de ordem processual da ADI: 
 
 
 Desistência da ação (art. 5º da Lei 9868/99): Uma vez proposta à ação, não admite 
desistência. 
Exceção na qual a ação proposta pode ser encerrada sem julgar o mérito é quando 
quem promoveu a ação for parte legítima. 
 Defesa da lei ou ato normativo: Na ação deve ser dado direito ao contraditório e a 
ampla defesa. Feito pelo AGU em defesa de lei Federal e Estadual no STF que venha 
ferir a CF. Feito pelo PGR em defesa de lei Estadual e Municipal que venha ferir a 
constituição