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O teste de acuidade visual é usado para analisar o quanto alguém é capaz de distinguir o contorno e a forma das coisas. É importante para detectar problemas de visão em pessoas de todas as idades. Nesse sentido, um exame importante é o teste de Ishihara, aplicado para avaliar a percepção das cores e diagnosticar o daltonismo. O que é o teste de acuidade visual? Acuidade significa ter uma grande capacidade de percepção. No que se refere à visão, representa o quanto uma pessoa consegue ver as coisas com maior nitidez, com uma grande distinção entre formas, cores e tamanhos. Assim, o teste de acuidade visual é o exame mais elementar para se checar a capacidade funcional da vista de uma pessoa. Quanto melhor o resultado, maior a habilidade de enxergar perfeitamente. O que fazer quando detecta uma função mais baixa da visão? O exame deve ser seguido por outros mais complexos. Estes, por sua vez, determinarão a origem do problema e como corrigi-lo. Porém, na maioria das vezes, o uso de óculos já é suficiente para corrigir as alterações. Ou seja, o teste de acuidade visual é uma forma simples, rápida e barata de descobrir anomalias da visão. Como é feito o teste de acuidade visual e o que é avaliado? O teste de acuidade visual pode ser feito por um oftalmologista, optometrista, um técnico em óptica ou um enfermeiro. No teste padrão, é usada a Tabela de Snellen. A tabela é formada por diversas linhas com letras que vão reduzindo de tamanho. A pessoa deve conseguir ler a certa distância, o que determinará a sua acuidade visual. A tabela é marcada por dois números. O primeiro indica a distância em pés entre o quadro e o paciente. Já o segundo representa a fileira menor das letras que pode ser lida pelo paciente. Convencionou-se que a distância será de seis metros. Sendo assim, quando marcado 20/40, significa que uma pessoa deve ser capaz de enxergar a fileira 40 a 12 metros de distância. Lembrando que a visão 20/20 é a considerada normal. Baseia-se no mínimo visível, em que são utilizados optotipos com cartelas individuais de figuras ou caracteres. É utilizada geralmente em casos de ambliopia ou para crianças muito pequenas e não colaboradoras. Termos usados S/C (sem correção óptica) C/C (com correção óptica) Parece interessante observar também que quando a acuidade é muito baixa, e o paciente não consegue ler nenhuma das fileiras da Tabela de Snellen, recorre-se a outros métodos. Serve para analise visual de um paciente. É considerado cego ou de visão subnormal aquele que apresenta desde ausência total de visão até alguma percepção luminosa que possa determinar formas a curtíssima distância. Verifica-se, se o paciente identifica a quantidade de dedos a 1 metro de distância. Se a pessoa não conseguir informar a quantidade de dedos a um curta distancia faremos o teste do vulto. Então se observa a capacidade do paciente de ver os movimentos da mão (“MM” = movimentos da mão). Nos casos mais severos de perda visual, é avaliado se a pessoa identifica de onde vem a luz, “PL” ou projeção luminosa, e depois se o paciente percebe a luz, “PL” ou percepção luminosa. Com uma fonte luminosa pedimos ao paciente que identifique o ponto luminoso descrevendo a sua direção. O indivíduo é capaz de identificar também a direção de onde provém a luz. Diagnóstico: Falamos em 'cegueira parcial' como aquela em que estão os indivíduos apenas capazes de CONTAR DEDOS a curta distância e os que só PERCEBEM VULTOS. Mais próximos da cegueira total, mas ainda considerados com cegueira parcial ou visão subnormal, estão os indivíduos que só têm PERCEPÇÃO e PROJEÇÃO LUMINOSAS. Nesse caso, há apenas a distinção entre claro e escuro. O que é e como é realizado o Teste de Ishihara? Também chamado de avaliação do Senso Cromático, o teste é realizado com o apoio das figuras de Ishihara. O mesmo recebeu esse nome em razão de seu criador, o oftalmologista Shinobu Ishihara. O médico japonês desenvolveu, em 1917, um teste de daltonismo que consiste na utilização de figuras para avaliar a percepção das cores. As figuras de Ishihara consistem em placas ou discos formados por círculos desordenados e coloridos, contendo números em seu interior. De forma simplista, para que serve o teste de ISHIHARA? A identificação dos números só é perfeitamente realizada por pessoas com visão normal, sendo impossível para daltônicos. No entanto, é necessário expor uma série de imagens para indicar um diagnóstico. A quantidade de acertos varia de acordo com o grau e tipo de daltonismo. Além disso, o teste de Ishihara também colabora na avaliação de doenças que cometem o nervo óptico. Este é feito por meio da pesquisa de dificuldades na visão das cores, assim como de doenças maculares — área da retina com alta concentração de cones. Como funciona o teste de Ishihara? Cada placa é composta por um número e uma composição de cores diferentes. Sendo assim, para cada uma delas é esperado um resultado, de acordo com a capacidade de distinção das cores — de normal ao daltônico total. O teste também é capaz de excluir falsos daltônicos. Isso porque o número 12, contido em uma das placas, pode ser percebido por todos, portadores de daltonismo ou não. Já o número 6, exposto em outro disco, não pode ser distinguido por daltônicos de qualquer tipo. Acurácia do teste de Ishihara com a placa de numero 74 Pessoas com a visão normal enxergam o número 74. Pessoas que têm incapacidade de ver vermelho ou verde visualizam o número 21. Daltônicos totais não identificam número algum. Quando é necessário investigar o Daltonismo? A suspeita de daltonismo geralmente ocorre na infância. Geralmente quando após os 3 anos a criança continua a apresentar dificuldade em apontar corretamente o nome das cores. Outra situação comum é ela colorir desenhos com os tons errados, como pintar cenouras de cor de rosa, árvores de vermelho ou tomates de amarelo.