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Farmacologia 
@estudandocommariana 
Índice: 
Primeira parcial 
1. Farmacologia geral 
2. Farmacodinâmica, farmacocinética e reações adversas medicamentosas 
3. Fármacos inotrópos positivos 
4. Inotropos e vasopressores 
 
 
 
 
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A farmacologia clínica visa ter resultados a curto e longo prazo buscando ter maior eficiência terapêutica 
com os menores efeitos nocivos. 
A farmacologia nasce da necessidade dos seres humanos de poder suprimir ou minimizar os danos 
causados por uma doença buscando melhorar a qualidade de vida e de acordo com esta necessidade 
surge o estudo dos princípios ativos que tem aplicação terapêutica. 
A biologia que impulsionou o estudo dessa ciência no sentido de buscar opções a certas reações 
orgânicas que desfavorecem nossa qualidade de vida e por isso a farmacologia é considerada uma ciência 
biológica que estuda as ações e as propriedades dos fármacos no organismo 
Fármaco é toda substância química capaz de interatuar (capacidade de gerar uma reação) no organismo 
vivo. Toda substância química utilizada no tratamento, na cura, na prevenção ou diagnóstico de uma 
doença para evitar o aparecimento de uma reação fisiológica não desejada. 
A farmacologia é uma ciência multidisciplinar ou pluridisciplinar e por isso vamos falar de suas subdivisões: 
Compreende as disciplinas de farmacoquímica, farmacotécnica, 
farmacognosia, galênica e etnofarmacologia. 
 
 
A farmacologia clínica está no processo de caracterizar os medicamentos 
dentro de uma perspectiva científica. 
Os médicos têm um conhecimento bastante amplo em relação aos 
medicamentos e isso ocorre porque tem uma perspectiva cientifica de 
investigação. 
A farmacologia é estudada não só para o tratamento de pacientes, mas 
também para prevenir doenças. Existem fármacos que são preventivos 
e fármacos que são usados para tratamento como para cuidados 
paliativos, minimizar ou fazer desaparecer os sintomas. 
Prova 
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Compreende as disciplinas de farmacodinâmica, 
farmacocinética, farmacogenética, farmacometria e cronofarmacologia. 
Compreende as 
disciplinas de farmacologia clínica, a terapêutica e a farmacotoxia. A farmacologia clínica busca 
a aplicação segura e oportuna dos medicamentos. 
A toxicologia evolui porque hoje em dia temos muitos medicamentos capazes de gerar certas 
reações adversas como por idiossincrásicas, alérgicas, processos toxicológicos e além disso 
Farmacoquímica: Estudo dos componentes químicos de uma determinada substância e isso se 
faz por meio de processos biofarmacêuticos que iniciam desde a caracterização da substância que implica 
encontrar a molécula capaz de gerar uma reação orgânica até o desenvolvimento e subdivisão dos 
compostos químicos até obter o princípio ativo. O princípio ativo é uma substância capaz de gerar uma 
reação que conhecemos como forma farmacêutica 
Farmacotécnica: Se encarrega da transformação que conhecemos como forma farmacêutica, ou 
seja, como chega o medicamento até o usuário. 
Farmacognosia: Componentes químicos especialmente aqueles de origem vegetal. 
Galênica: Mãe da farmacologia, porque ela fala de manipulação e um processo de prova de erros 
de trabalho sobre os compostos em bruto. Ela implica não somente aos processos dos compostos na 
obtenção de um princípio ativo como também na transformação destes compostos em uma determinada 
forma farmacêutica para sua utilização. 
Etnofarmacologia: Verifica a origem das substâncias e suas reações por grupos corporacionais. 
Farmacogenética: Estudo dos genes e isso se atribui a reações fisiológicas sobre determinadas 
substâncias e seus processos de absorção, armazenamento e por outro lado pode transformar uma 
determinada substância através da genética e da tecnologia. 
Farmacometria: Analisa a dose, a resposta, quanto necessita de uma determinada substância 
para alcançar uma curva terapêutica estável, seu processo de queda e por outro lado os índices de 
toxicologia 
Cronofarmacologia: Estudo dos avanços e reação de uma determinada substância conforme 
passa o tempo. Alguns autores usam a cronofarmacologia para o processo de especificação da posologia 
(dose, o quanto se necessita dessa medicação para surtir efeito). 
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temos as medicações de estreita margem terapêutica que são medicamentos em que as 
doses ideais (terapêuticas) são capazes de gerar efeitos toxicológicos, reações adversas em 
determinados pacientes seja pela natureza do princípio ativo ou pelas características fisiológicas, 
orgânicas do paciente. Por este motivo essas medicações são chamadas de medicações 
controladas que só podem ser compradas com prescrição médica. 
Um exemplo dessas medicações é a digoxina onde 
o médico normalmente prescreve a dose mínima, 
essa é uma estratégia que permite avaliar a 
tendência da terapêutica do medicamento como 
também se permite manter certos rangos de 
segurança com os pacientes. 
Quando a dose mínima terapêutica gera uma reação adversa se observa se a complicação ocorre por 
falta de adaptação desses pacientes aceitação fisiológica deste medicamento ou se foi desencadeado 
devido a polimedicação ou sobredose ao paciente. Então por isso o médico deve manter uma 
monitorização clínica desses pacientes cada semana, cada mês ou a cada 3 meses para ajustar a dose 
de maneira trimestral, semestral. 
No caso da penicilina, as vezes o paciente nunca usou e no 
momento que usa causa uma reação adversa. É uma medicação 
que não é considerada de estreita margem terapêutica, mas sim 
uma medicação que causa muitas reações alérgicas segundo a 
farmacovigilância. Que também pode ser devido as características 
fisiológicas do paciente ou devido a um processo de intolerância. 
A polimedicação é quando um paciente consome dois ou mais fármacos e aumenta a chance de 
toxicologia e possíveis reações adversas por falta de um segmento adequado do farmacoterapia onde o 
paciente cumpre com as margens de posologia de dose de um tempo a outro ou por processo de 
automedicação ou pela interação farmacológica. 
Multimedicação quando o paciente consome de 4 a mais medicações 
 
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Farmacodinâmica 
Farmacocinética 
Toxicologia 
Farmacognosia 
Farmacotecnia 
Farmacotera
pêutica 
Farmacoepidemiologia Farmacoeconomia Farmacologia 
molecular 
Farmacogenética 
Imunofarmacologia 
Biofarmácia 
Estudo do destino das drogas 
Identifica origem, estrutura e propriedades físico-químicas 
dos componentes e se ocupa da descrição 
Efeitos toxicológicos ou 
determinadas substâncias 
químicas seja por efeitos 
que desencadeiam no 
corpo em contato com a 
substância ou do que a 
substância pode causar ao 
corpo. Estuda a maneira como se produz o 
mecanismo de ação das drogas sobre 
o organismo 
Estuda a preparação e manipulação 
das drogas. 
Estudo dos princípios 
ativos dos componentes 
químicos de diversas 
origens: natural, sintéticos 
ou semi-sintéticos 
Estuda aquelas substâncias que 
podem ser terapeuticamente 
aplicáveis para modular o sistema 
imunológico, ou seja, favorecendo 
ou diminuindo como por exemplo 
nas doenças autoimunes. 
Se vale da genética e das 
aplicações para desenvolver uma 
substância ou substâncias em uso. Faz parte da biofarmácia e se 
encarrega dos estudos e 
associações moleculares que 
tenham essas moléculas dentro 
de uma determinada substância 
para uma terapia.. 
Estudo de substâncias para aplicação 
terapêutica em processos de doenças que tem 
incidência sobre a morbimortalidade e utilização 
inadequada dos fármacos, princípios ativos 
devido a farmacodependência e farmacotoxia 
Industrialização dos princípios ativos, 
sua procedência e incidência naeconomia 
Estudo das substâncias 
terapêuticas. que servem para 
diagnóstico, paliativo e diminuição 
ou desaparecimentos associado a 
um problema fisiopatológico. 
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Um dos problemas mais frequentes da farmacotoxia são os processos toxicológicos desencadeados a 
nível orgânico. As interações medicamentosas segundo a farmacovigilância sendo que o mais comum é 
uma situação de automedicação. As reações adversas pela polimedicação não é comum a nível hospitalar 
e nem com prescrição médica, mas sim comum quando os pacientes se automedicam. 
Os antibióticos podem cortar o efeito de algumas medicações porque 
podem provocar um dano na flora intestinal diminuindo a absorção da flora 
intestinal fazendo com que o organismo necessite de mais tempo para 
metabolizar, fazendo com que os medicamentos se interatuam ali fazendo 
com que os hormônios sejam absorvidos em menor porcentagem e 
excretada mais rápido, isso quer dizer que não corta o efeito, mas que sim 
diminui a absorção. 
Antiinflamatórios, anticonvulsivantes e antifúngicos diminuem a eficácia dos anticoncepcionais. Precisa 
estabelecer o tempo de biodisponibilidade do antibiótico consumidos por via oral e estabelecer uma 
margem de toma do anticoncepcional. Em casos mais raros para de tomar o anticoncepcional até a 
finalização do tratamento com essas medicações. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Dose 
Idiosincrasia 
Posologia 
Farmacologia Efeito 
farmacológico Iatrogenia 
Quantidade de princípio ativo 
capaz de gerar uma resposta 
terapêutica desejada. 
Estudo da interação dos compostos químicos 
com o organismo vivo. 
Como uma substância química gera uma 
determinada reação sobre o sistema 
imunológico ou sobre o organismo 
Efeito adverso como resultado do tratamento 
médico. Ex. Paracetamol usado de maneira 
inadequada pode dar hepatotoxicidade. Os 
AINEs ocupam os primeiros lugares de 
reações adversas porque é de uso comum, 
venda livre. As pessoas se automedicam 
muito tomando dose excessiva. 
Estudo da dose do medicamento 
que inclui a quantidade e a franca 
temporal da dosificação (a cada 
quanto esse paciente irá tomar 
essa medicação). * 
Medicamento 
A droga se converte em medicamento 
depois de ser manipulada pelo 
farmacêutico com o objetivo de 
responder a uma indicação terapêutica. 
Quando manipulamos a droga e extraímos 
o princípio ativo ao mesclar com o veiculo 
ou excipiente temos um medicamento. 
Droga 
Veículo 
Excipiente 
Princípio ativo 
Exerce a atividade farmacológica ou 
medicinal. Substância terapeuticamente 
aplicável.**. 
Substância inerte que determina a 
consistência, a forma, o volume, cor e sabor 
das preparações farmacêuticas. Vinculado 
as características organolépticas 
(identificação de cor, sabor, odor e textura). 
O excipiente ajuda na deglutição.*** 
Basicamente o mesmo que 
excipiente mas com formas 
farmacêuticas líquidas e 
aerossóis. 
Produto natural que vem de animais ou 
minerais, ou seja, espécies puras 
sintéticas ou semissintéticas que são 
usadas como matérias primas para 
fabricação de medicamentos. 
Reação especial do organismo 
as drogas e que são pouco 
comuns. O ibuprofeno é um 
medicamento de venda livre 
que pode causar prurido. 
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Os antibióticos e os hormônios que mantem um rango constante posológico, em cada 8h, em cada 12h, 
24h porque tem uma alteração da curva dose curva e por isso é importante tomar nos horários corretos 
e não deixar de tomar para que não haja resistência bacteriana. No caso dos hormônios por exemplo os 
anticoncepcionais que necessita de níveis estáveis no organismo para manter o objetivo terapêutico. 
Se toma uma sobredose de um hormônio a pessoa terá uma sobrecarga hormonal e a medicação pode 
deixar de gerar o efeito terapêutico, além de poder ocorrer intoxicação.
O excipiente tem um efeito inócuo, ou seja, não exerce nem efeito toxicológico, nem adverso e nem 
terapêutico, ou seja, ela não desencadeia uma reação orgânica. Normalmente são formas farmacêuticas 
sólidas e semi-sólidas.
Alguns autores usam de forma indistinta excipiente e veículo. 
Fármaco é o princípio ativo, uma substância que é capaz de produzir efeitos ou mudanças sobre uma 
determinada propriedade fisiológica naquele que o consome. O fármaco pode ser dosificado tanto os 
efeitos terapêuticos como os prejudiciais. O fármaco é aquele que eu conheço a dose e a posologia 
exata e como tenho que utilizar, como os acetominofenoparacetamol, propranolol, haloperidol, amoxicilina, 
sinvastativa, ibuprofeno. 
Medicamento: Combinação de um ou mais princípios ativos com outras substâncias que são 
farmacologicamente inativas (excipientes) que servem para dar uma apresentação farmacêutica que nos 
ajudam a administrá-lo melhor, dá volume facilitando a produção, o transporte, o armazenamento, a 
dispensação e administração dos fármacos. Os medicamentos são identificados pela denominação 
comum internacional (DCI) ou o nome genérico do fármaco e mediante um nome comercial. O correto 
é prescrever o medicamento com o nome do fármaco e não pelo nome comercial. 
Droga: Mescla bruta de compostos onde um deles ou mais pode ter uma atividade farmacológica, mas 
não se conhece o tipo de composição dessa mescla. Sabemos por exemplo que uma certa droga 
compõe anti-inflamatório, mas não conhecemos o resto composição, componentes e porcentagem que 
tem cada um e por isso não se prescrevem drogas e sim medicamentos. Também se consideram 
 
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drogas os extratos de plantas, tinturas ou extratos obtidos a partir de produtos naturais que se utilizam 
popularmente com fins terapêuticos. A droga é uma mescla de tudo. 
 
Componentes Diferenças Semelhanças 
Fármaco É o Princípio ativo 
Não tem excipiente 
Princípio ativo conhecido 
Medicamento Princípio ativo + excipientes 
Precisa necessariamente ter 
um excipiente ou um 
veículo ou ambos. 
Princípio ativo conhecido 
Droga Matéria prima mescladas 
Não tem excipiente 
Princípio ativo conhecido 
 
Muitos autores dizem que a metanálise é um processo de revisão sistemática onde se avalia dentro da 
medicina em relação a população com incidência e prevalência fazendo uso dos dados estatísticos na 
epidemiologia, nos dados estatísticos verificando o índice de morbimortalidade, a prevalência, a causa de 
certas doenças comuns como parasitose intestinal, hipertensão arterial, diabetes e que ajudam em relação 
a farmacologia a tomar decisões mais úteis. 
A prática da medicina deve estar fundamentada em dados e feitos contrastados e fidedignos que se 
chama medicina baseada em evidência. A farmacologia aporta o rigor de seus métodos e avaliações para 
conseguir uma terapia adequada, uma terapia fundamentada nos dados científicos seja por processos de 
experimentação ou pré-experimentação, ou seja, o que temos hoje conseguimos por metanálise. Em 
farmacologia se aplica esse processo de metanalise como uma intervenção sanitária em maior ou menor 
grau. Em maior grau em processos de investigação grande com população que os dados podem 
generalizar e em menor grau pode ser feito pelo médico dentro do próprio consultório. 
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Para saber a dose se necessita de um estudo porque requer de dados estatísticos que requer aplicação 
in vivo e in vitro e que requer um período de tempo adequado. As provas de erro e acerto da 
aplicabilidade terapêutica de um princípio ativo, os índices toxicológicos, as associações farmacológicas 
Existem medicamentos que são considerados de primeira linha para determinadas situações patológicas, 
por exemplo na hipertensãoarterial os medicamentos standar são a associação de hidroclorotiazida com 
enalapril e associação de losartan com furosemida que é um diurético de alça.. Esses medicamentos tem 
maior benefício em contraposição aos seus riscos Devido a isso Florez diz que o ato terapêutico deve 
cumprir as condições de seguridade e aplicação em relação a época atual 
O processo terapêutico diz que no ponto de vista de diagnóstico e aplicação terapêutica analisa os riscos 
e benefícios das substâncias segundo a tipologia do paciente por isso fazemos algumas perguntas dentro 
do processo terapêutico para considerá-lo seguro: 
1. O fármaco penetra bem no paciente? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. O fármaco chega bem no seu campo de atuação? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
R. Deve-se ter em conta as propriedades farmacêuticas do fármaco (fórmula e via 
de administração) e a capacidade do enfermo de cumprir as ordens prescritas 
Precisa conhecer se a via de administração e a forma farmacêutica é apta para 
nosso paciente e se o paciente é capaz de seguir seu tratamento de forma 
adequada. Precisa entender se o paciente compreendeu bem o tratamento, se tem 
alguém que possa ajudá-lo com as medicações. Por outro lado, temos a via de 
administração onde por exemplo não poderemos dar um comprimido a um paciente 
que perdeu a consciência nesse caso o mais correto seria a administração do 
medicamento por via endovenosa ou por sonda. 
R. Se obtém uma boa resposta quando se conhece as características de absorção, 
distribuição, metabolismo e eliminação do fármaco no enfermo. Nem sempre as 
falhas terapêuticas estão relacionadas ao erro de escolha do fármaco, mas também 
em virtude de determinadas características do fármaco ou do paciente onde não 
se consegue as concentrações suficientes durante o tempo necessário para que 
possa ter uma ação terapêutica. Ex. Quando o intestino não é capaz de absorver a 
medicação não faz o efeito desejado por um problema fisiológico do paciente e aí 
é interessante que se mude a forma farmacêutica. 
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3. O fármaco produz um efeito farmacológico previsto? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4. O efeito farmacológico se traduz como um efeito terapêutico ou tóxico? 
 
 
R. Não se pode determinar o efeito farmacológico de um fármaco em um 
determinado organismo se ele não foi consumido mas podemos determinar as 
características terapêuticas prévias a sua administração que o faz factível de uso 
em sua determinada condição patológica ou sintomatológica. No caso desta pergunta 
a resposta correta seria que se faz referência as propriedades farmacodinâmicas do 
fármaco. As ações e efeitos do fármaco que não bastam porque existem 
circunstâncias patológicas que alteram a resposta aos fármacos e por isso é 
importante conhecer a fisiopatologia da doença e os mecanismos pelos quais a 
própria doença pode mudar a ação do fármaco. É importante ter em conta os 
processos de interação medicamentosa. A farmacogenética estuda esse 
comportamento da droga no organismo e sua influência em certas situações 
patológicas sobre determinadas substâncias. 
 
R. Precisa saber o nível de ação do fármaco, as vezes se desconhece as ações 
fundamentais de alguns fármacos cuja eficácia é empírica. Florez que dizer sobre a 
prova consecutiva de uma determinada substância, por exemplo a Pfizer soltou 
alguns boletins dizendo que a vacina tinha efeitos a nível cardíaco e na verdade 
nunca vamos determinar 100% a segurança de uma substância, mas quanto mais se 
usa, quanto mais se aplica no processo terapêutico maior é o conhecimento de sua 
segurança e toxicidade. O risco benefício se dá pela prova contínua de determinada 
substância. As técnicas já vêm com os possíveis efeitos adversos das medicações 
e a farmacovigilância se encarrega de somar as atualizações a estes dois apartados. 
De acordo com isso o médico tem um papel preponderante porque são 
encarregados de atualizar-se continuamente em relação a farmacovigilância em 
determinadas substâncias 
Um paciente que toma remédio para hipertensão como aradois ou IECA não deve 
consumir AINES porque eles diminuem a ação terapêutica e a biodisponibilidade dos 
IECAs e Arados e dos anti-hipertensivo de forma geral, ocorre por meio de um 
processo de interação que diminui a absorção de certas substâncias e em outras 
evita o acoplamento destes hipertensivos com suas células DIANA. Devido a isso 
deve-se tomar os AINEs só sobre prescrição médica para estabelecer uma dose 
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Existe uma interação ativa entre os AINEs e os IECAs tem consequências sobre a função renal. A 
hipertensão por ser uma doença crônica seu processo farmacológico requer que a farmacologia seja 
constante. Os AINEs inibem a produção de prostaglandinas, tem um processo de competição da 
ciclooxigenasa, processo de competição enzimática que se produz que se acentua quando tem 
automedicação. Essa interação é mais preponderante com os inibidores como o peroxican, diclofenaco, 
ibuprofeno que são os inibidores não seletivos da COX. 
Contribui com a respeito a melhora da qualidade e expectativa de vida, diminuição dos índices de 
morbimortalidade, perfil econômico onde o médico não avalia somente rico benefício mais também as 
condições desse paciente de tratar, porque antes os melhores tratamentos eram dados só para pessoas 
com poder aquisitivo melhor, porque muitas vezes não é que não tem a medicação, mas sim que o 
paciente não pode comprar. Neste contexto social também entra a automedicação onde a OMS traz 
que além dos vírus as bactérias super resistentes devido a utilização indevida dos antibióticos seriam uma 
das maiores causas de morte, ou seja a resistência bacteriana causada pela automedicação com os 
antibacterianos. 
A terapêutica farmacológica deve ser o pilar fundamental do processo de atenção médica, podemos 
tratar, curar e prevenir certas sintomatologias sem a necessidade de medicar, o que vai depender da 
característica fisiopatológico do que apresenta nosso paciente, ou seja, não devemos ser uma máquina 
de medicar e sim o fazer quando necessário.
adequada e o tempo entre uma toma e outra dos anti-hipertensivos e os AINEs 
com o intuito de evitar essas interações negativas. 
Essa ação pode desencadear uma ação toxicológica porque o paciente pode 
entender que o anti-hipertensivo ou o AINEs não está na dose adequada e 
automedicar-se com uma sobredose que vai trazer um efeito negativo. 
As pessoas hipertensas se medicam muito com os AINEs porque elas pensam que 
se dói a cabeça a pressão vai subir e na verdade é o contrário o aumento de 
pressão que faz com que se tenha dor de cabeça. 
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Naturais 
Semisintéticos 
Sintéticos 
Origem mineral: iodo, sais de cálcio 
Origem animal: Insulina, vitaminas, azeite, alguns 
tipos de ômega. 
Origem vegetal: alcaloides, glicosídeos cardíacos, os 
antibióticos e os anticancerígenos (em espanhol 
anticancerosos). 
Substitui fármacos naturais com a supressão de 
alguns efeitos adversos como ocorre com a 
aspirina. 
Produtos de fermentação. 
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Quando o fármaco tem utilidade biológica útil do ponto de vista terapêutico se faz necessário seu 
desenvolvimento até chegar a ser medicamento. Os medicamentos se apresentam em uma forma 
farmacêutica como: injetáveis, comprimidos, cápsula, inalação, aerossol constituído por um ou mais 
princípios ativos devidamente acondicionados e que foi aprovado oficialmente para sua comercialização. 
Quando tem essa aprovação então os fármacos se classificam seja pela sua origem ou pela sua 
denominação. 
Pela sua origem 
Encontramos os naturais quesão de origem mineral como iodo, sais de cálcio, ferro. Tem também os 
de origem animal como a insulina, vitaminas, azeite, alguns tipos de ômega e ficam normalmente em 
cápsulas. Os de origem vegetal são: alcaloides, os glicosídeos cardíacos, os antibióticos e os 
anticancerígenos (em espanhol anticancerosos). 
Podem ser sintéticos quando substitui fármacos naturais com a supressão de alguns efeitos adversos 
como a aspirina. Se obtém a aspirina primeiramente de um processo natural que ao ser manipulada em 
laboratório é suprimido aquelas situações que podem desencadear efeitos toxicológicos e muitos autores 
atribuem isso a que a aspirina, ou seja, o ácido acetil salicílico tenha uma origem natural para que seja 
uma medicação mais segura. 
Os semissintéticos são produtos de fermentação como as vitaminas, antibiótico e aminoácidos, aqueles 
produzidos pela engenharia genética como a insulina recombinante, esteróides. 
 
Por seu modo de ação 
Trata a causa da doença, se denominam etiológicos e são verdadeiros medicamentos. Pertencem a este 
grupo os quimioterápicos empregados em doenças infecciosas e parasitárias (albendazol, ivermectina, 
mebendazol, metronidazol), devido a sua toxicidade seletiva frente ao invasor, sem destruir o hospedeiro. 
Também são medicamentos utilizados para prevenção de doenças como as vacinas, anticoagulantes 
para impedir infartos, vitaminas, antioxidantes para desordens neurodegenerativas. 
 
Os que compensam a deficiência de uma substância essencial: 
 Por razões de dieta (deficiência vitamínica) 
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Desordens fisiológicas (insulina para diabetes, estrógenos para a menopausa, reidratação venosa em 
caso de hemorragias e diarréias). A doença de Addison que facilita a perda de sódio e água e que hoje 
se pode tratar com cortisol, com a hidrocortisona e dependendo da gravidade da situação com a 
desoxicortisona. Recompõem o sistema fisiológico. 
 
Os que aliviam os sintomas: 
Suprimem os sintomas como febre, dor, insônia, ansiedade. Paracetamol, alprazolam, ritalina. Estas 
medicações não se associam a cura mas a minimizar os sintomas e dar mais conforto ao paciente como 
os anti-hipertensivos que suprimem os efeitos da hipertensão arterial e são preventivos para as 
complicações cardiovasculares como o IAM. 
 
Maneira como se denominam. A legislação nos obriga a seguir esses passos que é prescrever por 
princípio ativo e não por nome comercial. 
Nomes com proprietário: Código do fabricante, nome comercial ou registrados 
Nomes sem proprietário: Denominações comuns (nomes farmacológicos), nomes químicos 
sistemáticos 
 
Se usam para designar princípios ativos isolados. O tipo de denominação mais importante é chamado de 
DCI, denominação comum internacional, pode ser designada também pela sigla INN, International 
Nonpropietary Name, esses nomes são conhecidos como genéricos. Esses nomes pordem levar ao erro 
porque alguns compostos relacionados que tem ação terapêutica semelhante como ocorre no caso das 
penicilinas.
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A OMS pede para prescrever o nome do fármaco. Temos fábricas de genéricos a nível internacional e 
não nacional, eles são produzidos em massa e trazem muitas dúvidas para a população e são mais 
baratos porque ele é o mesmo que o comercial, mas o comercial passa por um período de investigação, 
um período de saída ao mercado, de formulação adequada, de provas, de processos de farmacovigilância, 
provas de comercialização. que determinam o custo. Quando termina a patente outros laboratórios 
podem produzir estas medicações e como já foi feito todas as pesquisas isso não é contabilizado no 
preço de venda. A única coisa que é diferente do medicamento para o seu genérico é o excipiente ou 
veículo porque como é inofensivo, não interfere na terapêutica desse fármaco. 
A DCI aceita a prescrição de medicamentos que tem parentesco dentro do mesmo grupo farmacológico 
que são chamados de similares que tem a mesma ação tanto que alguns similares devem ser tomados 
na mesma dose e o mesmo processo terapêutico que se insere o original. 
Um excipiente pode deixar uma medicação mais barata devido a forma de conservação e pela origem 
do excipiente. 
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Sólido Semi sólido Gasoso Líquido 
Polvos (granulados) 
Cápsulas (duras, gelatinas, blandas) 
Pildoras 
Pastilhas 
Comprimidos (linguais, de liberação 
prolongada, de liberação atrasada, 
efervescentes) 
Extratos (líquidos, sólidos como os 
supositórios 
Supositórios (retais, vaginais e 
uretais) 
 Pomadas e unguentos 
 Pastas 
 Cremas 
 Geléias ou gel 
 Emplastos 
 Inaladores 
 Aerossóis 
 Soluções 
 Injeções 
 Jarabes (base de açúcar) 
 Porções 
 Mucílagos 
 Emulsões 
 Suspensões 
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Preparados a partir de drogas brutas ou cruas 
como as infusões, tinturas e extratos. 
Produto manipulado (individualizado) Composição declarada, registrada, forma 
farmacêutica estável e tem nome 
convencional. 
Preparados galênicos Preparados magistrais Especialidades medicinais 
(farmacêuticas) 
FARMACODINÂMICA, FARMACOCINÉTICA E REAÇÃOS ADVERSAS/ 
@ESTUDANDOCOMMARIANA 
1 
 
 
 
Biofarmácia é a rama da farmacologia que se encarrega do estudo 
da influência da forma farmacêutica sobre os acontecimentos 
farmacodinâmicos e farmacocinéticos como consequência de sua 
administração. 
Os fármacos são moléculas quimicamente bem definidas, bem estabelecidas e que quando se 
introduzem no corpo chegam ao nível celular. Faz uma interação com outras moléculas para poder 
ordenar uma modificação nesse funcionamento celular total, o que chamamos em farmacologia de 
efeito farmacológico. 
Mecanismos de ação dos fármacos e efeitos bioquímicos-fisiológicos que 
desenvolvem aos fármacos 
Por que estudar farmacodinâmica e farmacocinética? 
R. Porque isso depende da ação terapêutica que atribui ao processo de administração de fármacos 
ao paciente. 
As moléculas de um fármaco interagem com outras moléculas e dessa maneira originam uma resposta 
e isso faz com que se tenha uma ação farmacológica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
H+ 
H+ 
H+ 
H+ 
H+ 
H+ 
H+ 
H+ 
H+ 
H+ 
H+ 
H+ 
H+ 
Droga no sítio de ação Interação da droga 
com seu receptor 
Resposta ou efeito biológico 
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Os inibidores das bombas de prótons ou IBP são medicamentos que funcionam reduzindo a quantidade 
de ácido gástrico produzido pelas glândulas que revestem o estômago. A farmacodinâmica é capaz 
de identificar todas essas ações de interação da droga com o seu receptor e a resposta biológica que 
produz. 
O receptor farmacológico também pode ser denominado células dianas. O receptor farmacológico em 
geral é uma molécula proteica, porque as proteínas determinam a forma e a estrutura das células e 
dessa maneira dirigem todos os processos vitais celulares. Isso permite a célula manter sua integridade, 
se defender de agentes externos, reparar os danos, controlar e regular funções, então todas as 
proteínas fazem suas funções através da união seletiva das moléculas e isso facilita que essa molécula 
denominada receptor farmacológico possa exercer sua ação. 
O receptor farmacológico está na célula e é específico para cada autacoide, que são hormônios locais, 
mediadores endógenos que estão presentes em diversos tecidos, como os blandos que estão muito 
perto dos tecidos de liberação ou incluso na mesma célula liberadora e muitas dessas células autacoides 
são produzidas como resposta do organismo a certas mudanças por exemplo agressões. Em certos 
tecidos algumas dessas moléculas são capazes de produzir esta função denominadaautacoide ou 
fármaco. 
Os autacoides são mediadores químicos que tem relação com diferentes medicamentos e que 
compreendem uma série de substâncias endógenas com estruturas químicas e efeitos farmacológicos 
diferentes que participa dos processos fisiológicos e patológicos do organismo, ou seja, eles atuam 
como mediadores que cumprem muitas funções e dentro do âmbito farmacológico a principal função 
é de mediador químico. Temos como exemplos de autacoides farmacológicos como histamina, 
serotonina, as citoquinas. 
Autacoides = Mensageiros químicos que intermediam a sinalização celular. 
Droga capaz de unir ao receptor, interagir com ele 
produzindo uma cadeia de reações que levam ao efeito 
biológico desejado, que pode ser estimulante ou 
inibitório. 
Os agonistas convencionais estimulam os receptores 
para produzir uma resposta desejada. Os agonistas 
aumentam a proporção de receptores ativados. 
Os agonistas inversos estabilizam a conformação inativa do receptor e atuam de maneira parecida 
aos antagonistas competitivos. Muitos hormônios, neurotransmissores como a acetilcolina, histamina, 
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noradrenalina e os fármacos como a morfina, o isoproterinol, os benzodiazepínicos, os barbitúricos, 
atuam como agonistas. 
Os agonistas ativam os receptores para produzir uma resposta desejada, os receptores são 
macromoléculas que intervêm na sinalização química entre a célula e o seu interior, podem se 
encontrar na superfície da membrana celular, no citoplasma, os receptores ativados regulam de forma 
direta ou indireta esses processos bioquímicos celulares. 
Os receptores ativados regulam sejam de forma 
direta ou indireta os processos bioquímicos 
celulares como por exemplo a conduta iônica, a 
transcrição de DNA, a atividade enzimática, entre 
outros. As moléculas, os fármacos, os hormônios, 
os neurotransmissores que se unem a um 
receptor se chamam ligandos farmacológicos e 
essa ligação pode ser específica e reversível. Eles 
são capazes de intervir nessa sinalização química 
porque se encontram não somente no interior 
celular, como também na membrana como na 
própria superfície celular ou mesmo no citoplasma 
e justamente essa localização que faz com que 
cumpram essas funções diferenciais. 
Um ligando pode ativar ou inativar um 
receptor e a ativação pode aumentar ou 
reduzir a atividade de uma determinada 
função celular, é um regulador, cada ligando 
pode interagir com muitos tipos de 
receptores. Há raros ligando que são 
específicos a apenas um determinado tipo de 
receptor, mas a maioria apresenta um grau 
de seletividade e é por isso que são capazes 
de exercer a sua ação farmacológica em 
maior ou menor grau segundo a sua 
seletividade. 
Seletividade: Grau em que um fármaco atua em um sítio em relação a outro sítio e depende em 
grande medida dessa união físico-química aos receptores celulares 
A capacidade de um fármaco de interagir com um dado receptor depende da afinidade 
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A capacidade da droga de formar esse complexo com o receptor, ou seja, é a probabilidade que 
esse fármaco ocupe um receptor em um certo instante e em um determinado tempo = afinidade. 
Atividade intrínseca: É a capacidade que esse ligando é capaz de ativar a um receptor e conduzir a 
uma resposta celular. 
A afinidade e a atividade intrínseca de um fármaco dependem de sua estrutura química. O efeito 
farmacológico está determinado pela duração de tempo que o complexo fármaco-receptor persiste 
com essa união. 
Em relação ao tempo de vida do complexo fármaco-receptor se vê afetado por esses processos 
dinâmicos de acoplamento que se denominam mudanças de conformação (câmbios de conformación). 
As mudanças de conformação são capazes de controlar a velocidade de associação e dissociação 
dos fármacos com o objetivo, neste caso de receptor, e essa interação gerada entre fármaco e 
receptor que é capaz de produzir uma resposta. 
 
Um fármaco pode unir ao seu receptor, mas ter pouca atividade intrínseca porque realmente depende 
dos mecanismos físico químicos do fármaco mas depende também de uma situação fisiológica porque 
nem sempre desencadeia um efeito farmacológico desejado, as vezes o ligando não consegue acoplar 
devido a alterações de mecanismos físico químicos estruturais do fármaco, por uma situação 
fisiopatológica e por uma situação que tem haver com as características de utilização do fármaco 
como a dose (subdoses) e a posologia. 
Impedem a ativação do receptor, da inibição da ativação do lugar e faz com que se gere diversos 
efeitos. Aumentam a função celular quando bloqueia a ação de uma substância que normalmente 
diminui a função celular. Quando uma substância bloqueia a ação de outra ela atua como antagonista. 
Os antagonistas também podem classificar em reversíveis, irreversíveis. Os antagonistas reversíveis se 
separam facilmente dos seus receptores e os antagonistas irreversíveis são capazes de formar um 
enlace químico muito mais estável, permanente ou quase permanente como por exemplo as 
substâncias que produzem alquilação. Há também os antagonistas pseudoreversíveis que são capazes 
de desassociar de seus receptores de forma mais lenta. 
A droga agonista é capaz de unir ao seu receptor e interagir com ele. 
A afinidade é a capacidade da droga para conformar o complexo 
A atividade intrínseca desencadeia as reações que levam ao efeito farmacológico. 
 
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Antagonismo químico: Inativa a resposta não pela atuação competitiva dos receptores e sim por uma 
inativação química entre ambas as diferentes substâncias, por exemplo os antiácidos quando não 
produzem efeito farmacológico. Os antídotos são substâncias ou fármacos que atuam para reverter 
os efeitos tóxicos quanto fisiológicos quanto químicos. 
Existe alguns quelantes como o Dimercaprol que se une a metais pesados que atuam no bromo, 
cromo, mercúrio, arsênio, alguns tipos de sais e são capazes de reduzir sua toxicidade e os anticorpos 
neutralizantes usados como mediadores proteicos, citocinas, fatores de crescimento. São usados como 
antídoto para desintoxicação, fazendo a quelação e sendo capaz de exercer uma função de 
antagonismo químico que inibe ou elimina os outros agentes no caso de intoxicação de mercúrio e 
bromo acelerando o seu processo de excreção 
Antagonismo fisiológico: Produz uma anulação de uma resposta devido a efeitos farmacológicos 
opostos e não a ocupação de receptores similares geralmente por estimulação de vias regulatórias 
endógenas contrarias como a adrenalina e os sedativos. Neste caso há uma resposta a regulação por 
uma atividade intrínseca semelhante mas não ocorre sobre a mesma célula diana, isso acontece 
porque tem mecanismos farmacológicos opostos que não é pela ocupação do receptor. 
Antagonismos farmacológicos: Quando produz a anulação de uma resposta pela ocupação dos 
receptores anulando a ação farmacológica como a acetilcolina e os organofosforados. 
As diferenças que encontramos nestes tipos de antagonismos é que os antagonismos químicos e 
fisiológicos não se dão pela ocupação dos receptores o que difere do farmacológico que se dá pela 
ocupação de receptor. 
 
O tipo de antagonismo que se apresenta com maior frequência é o antagonismo farmacológico. Isso 
acontece muito em pacientes polimedicados. 
Não é comum que se de antagonismos químicos porque quando vai prescrever já se tem em conta 
esses mecanismos de antagonismos químicos. 
 
 
 
 
Que tipo de antagonismo se dá por ocupação de receptor? 
R. Antagonismo farmacológico 
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Os receptores regulam ou 
desencadeiam efeitos 
fisiofarmacológicos através de uniões 
com moléculas que são capazes de 
ter afinidade com o receptor. A raiz da 
propagação de sinais que são capazesde determinar esse efeito com essa 
participação frequente de segundos 
mensageiros intracelulares. 
Os receptores além de modular ou 
regular as funções são objetos de 
mecanismos de regulação e 
autoregulação de sua própria atividade 
No quadro acima temos os receptores com seus agonistas e antagonistas. 
O receptor alfa 1 é responsável por medir a resposta do órgão efetor. 
O alfa 2 se localiza pré-sinapticamente para regular a liberação de neurotransmissores, mas ele 
também pode estar a nível pós-sináptico e coexiste com o musculo liso vascular com o receptor alfa 
1, então ambos os receptores são importantes para o controle do tonos vascular. 
Os receptores beta 1 incremetam as respostas cardíacas incrementando os batimentos cardíacos e 
fazem porque aumentam a velocidade de condução e o volume sistólico. 
Os receptores beta 2 inclui o relaxamento dos músculos lisos como os brônquios, do trato 
gastrointestinal, das veias, da musculatura esquelética. Utiliza para a asma para o relaxamento do 
músculo bronquial, para hipercalemia incrementando a toma de potássio, para o parto prematuro 
também porque reduz a contração da musculatura lisa uterina. 
Existe um terceiro receptor que não aparece no quadro que é o beta 3 responsáveis por incrementar 
a lipólise do tecido adiposo e o relaxamento da bexiga. Esses receptores beta 3 podem ser utilizados 
para a perda de peso mas deve ser administrado com cautela porque tem muitos efeitos adversos 
como excitação extrema, tremores de extremidades. 
Os fármacos agonistas são aqueles que cumprem duas características: afinidade e eficácia. 
Os antagonistas podem ser capazes de ter afinidade e unir-se a receptores, mas não possuem eficácia 
Agonismo parcial possue afinidade e uma certa eficácia 
Um mesmo fármaco pode ser agonista e pode ser antagonista também 
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Antagonismo inverso onde se tem afinidade e eficácia, mas o efeito que se produz é inverso do 
agonista, é um efeito contrário do que produz o primeiro fármaco administrado. 
São as alterações de um efeito de um fármaco devido a utilização recente ou simultânea de outro 
fármaco e este tipo de interação é chamada de fármaco.. O consumo de um alimento também pode 
ter interação quando isso ocorre é chamado fármaco alimento ou interação nutriente fármaco. 
A interação farmacológica fala da alteração dos efeitos de um fármaco devido a utilização de um 
fármaco, ou o consumo recente de outras substâncias com alimentos, um suplemento dietético. 
Devemos lembrar que tem certos alimentos que não devem ser consumidos com alguns 
medicamentos. 
Os leites não podem ser consumidos com os antibióticos porque o cálcio diminui o efeito do antibiótico, 
ou se já sua absorção no organismo então deve-se esperar 1h ou 1h30 antes de consumir o antibiótico. 
O médico evita a interação fármaco fármaco porque tem muitos efeitos adversos e pode levar ao 
fracasso terapêutico. Ritanovir com lopinavir em pacientes com infecção o vírus da imunodeficiência 
humana tem uma alteração do metabolismo do lopinavir quando se administra junto com o ritanovir 
porque aumentam suas concentrações séricas e sua eficácia e quando uma substância tem sua 
concentração aumentada acima do normal a nível orgânico pode produzir uma ação toxicológica. 
Tem um processo farmacológico muito comum que se chama duplicação da ação terapêutica que 
consiste na administração simultânea de dois fármacos que tem propriedades muito parecidas e que 
dá lugar a adição de seus efeitos, aumenta o efeito terapêutico desse medicamento. 
O ideal seria usar antibiótico e um anti-inflamatório. 
Nas interações farmacodinâmicas um fármaco é capaz de mudar a sensibilidade ou a resposta tissular 
a outro fármaco devido a esse efeito parecido agonista ou bloqueados como antagonista, os efeitos 
podem ser produzidos a nível de receptor como também a nível intracelular, ou seja, pode estabelecer 
uma interação farmacodinâmica do tipo química, fisiológica e farmacológica. 
Nas interações farmacocinéticas o fármaco é capaz de modificar a absorção, a distribuição, a união 
proteica, a metabolização ou o processo de excreção, devida a essa interação farmacocinética tem 
uma série de fármacos que podem unir com seu receptor farmacológico e o tempo de persistência. 
As interações farmacocinéticas modificam a magnitude e a duração dos efeitos mas não pela sua 
natureza mas sim pela capacidade de unir-se a seu receptor. 
Segundo o sentido das interações farmacológicas temos: 
Interações de sinergia: Incrementa o efeito do fármaco 
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Sumación: Medicamentos ou substâncias que tem o mesmo mecanismo de ação e é capaz 
de acentuar a sua própria ação farmacológica. 
Potenciação: quando o fármaco produz o mesmo efeito por mecanismos de ações diferentes. 
Interações de antagonismo: Diminui o efeito dos fármacos que ocorre devido a ineficácia de um ou 
dos dois fármacos implicados na interação. 
A ineficiência de um fármaco se refere a sua incapacidade de gerar a ação terapêutica seja por uma 
subdosagem ou porque fisiologicamente não se absorve corretamente e o efeito adverso é quando 
uma vez que se une a seu receptor farmacológico o medicamento gera uma ação que não é 
terapêutica. 
A interação farmacológica é a administração conjunta de dois ou mais medicamentos implica uma 
maior possibilidade de que se apresente uma interação farmacológica. 
 
 
 
 
 
O álcool atua inibindo o efeito da medicação 
É importante saber que nem todas as interações farmacológicas são negativas, pois existe 
combinações úteis e racionais. 
N Arterial Tiazida + beta 
bloqueador 
Potencializa o efeito anti-
hipertensivo. Ex. 
Hipertensão arterial de 
grau II. 
Infecções urinárias Sulfametoxazol + 
trimetropim 
Maior espectro. Num 
período mais curto de 
tempo há uma melhoria 
dos sintomas 
Asma bronquial Salbutamol + 
beclometasona 
Potencializa a ação 
farmacológica 
 
Alta união a proteínas plasmáticas 
Fármacos inibidores ou indutores enzimáticos 
Fármacos que afetam a função renal 
Fármacos de estreita margem terapêutica 
Pauta de administração dose/intervalo 
Polifarmácia = polimedicação 
Idade 
Sexo 
Características genéticas 
Situações fisiológicas ou patológicas 
Hábitos alimentares, tabaco, álcool, drogas de abuso. 
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Interações farmacodinâmicas: São aquelas que devido a influência que tem um fármaco sobre o efeito 
de outro no receptor/órgão que atuam. 
 
 
 
 
A furosemida é um diurético usado por associação ou sozinho para pacientes que tenham hipertensão 
arterial 
A furosemida é uma medicação de teto alto sendo assim se tem efeitos como consequência da ação 
de dois fármacos ou mais sobre o mesmo receptor, o mesmo órgão ou o mesmo sistema fisiológico. 
Os fenômenos que derivam destas interações podem ser: 
Sinergismos: Os efeitos que se obtém são iguais ou superiores a soma dos seus efeitos separados. 
Pode ser: Sinergismo de soma (3+3) e sinergismo de potenciação (3x3=9). 
Ex. Os antihistaminicos com benzodiazepínicos aumentam a sedação, anticoagulantes orais com AAS 
ou AINE aumentam o risco de hemorragias, hipoglicemiantes com betabloqueadores aumentam o 
risco de hipoglicemias, IECAS com diuréticos que retiram potássio aumentam o risco de 
hiperpotassemia. 
Antagonismos: Diminuição ou anulação do efeito de um fármaco pela ação de outro. A estrutura 
química é semelhante e se une aos mesmos R bloqueando. 
Ex. Antihipertensivos com AINES diminuem o efeito hipotensor, anticoagulantes orais com vitamina K 
diminuem o efeito anticoagulante e os antidiabéticos orais com glicocorticóides que diminuem o efeito 
hipoglicemiante. 
 
 
 
 
 
 
 
AINES Furosemida Diminui a potência da 
furosemida. 
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10Faz o estudo temporal das concentrações dos 
fármacos no organismo. 
O fármaco deve alcançar sua concentração 
ótima quando estiver ligado adequadamente ao 
seu receptor. A administração pode ser local, 
que é a ação do fármaco no local onde se 
administra ou sistêmica que a passagem do 
fármaco pela corrente sanguínea. 
Constitui uma ciência de caráter multidisciplinar 
e de um grande interesse sanitário, cujo 
principal objetivo na prática assistencial é a 
individualização posológica ou otimização dos 
tratamentos farmacológicos, afim de alcançar a 
máxima eficácia terapêutica com a mínima 
incidência de efeitos adversos. 
As estratégias de acerto e erro se verifica pela resposta clínica ou bioquímica do paciente, porque é 
um enfoque empírico em relação com a presença fármaco como pode ser a melhoria de uma infecção, 
o controle da glicemia com a insulina. Não é possível realizar em todos os casos essas estratégias de 
acertos e erros, em certas ocasiões é necessário implementar métodos alternativos aplicados a 
situações individuais. O que buscamos é uma relação de risco benefício. 
Essa parte clínica compreende um conjunto de ações que abarca o uso das concentrações plasmáticas 
de fármacos e seus metabólitos que também faz referência aos princípios farmacocinéticos e 
farmacodinâmicos assim como também a situação clínica do paciente para que possamos otimizar a 
terapia por medicamento de maneira individual. 
Um dos objetivos da farmacologia clínica é a individualização do tratamento do paciente. 
 
 
 
 
 
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Margem terapêutica: 
O controle depende da concentração do fármaco no 
seu sítio de ação. 
Por cada forma farmacêutica deve -se ter uma 
concentração adequada. Dependendo da forma 
farmacêutica vai subindo a curva. 
Geralmente nas formas farmacêuticas sólidas varia entre 
30 a 40 minutos de maneira normal e as de via 
parenteral são muito mais rápidas porque estamos 
falando de uma aplicação sistêmica. 
Essa margem terapêutica pode ir alcançando sua máxima concentração ou diminuindo porque a 
concentração se refere a quantidade de fármaco que tem no organismo conforme o seu poder de 
absorção. 
O efeito farmacológico se relaciona com as concentrações séricas porque elas tem de estar vinculadas 
diretamente com margens efetivas e toxicológicas. 
A distribuição está divida em: 
Desgregação = Ocorre em formas farmacêuticas que estão agregadas como os comprimidos, as 
cápsulas. Fragmentar o comprimido em pequenas partes para serem absorvidos de uma melhor maneira. 
Forma que se separa o comprimido do seu composto total uma vez deglutido e conforme os miligramas 
e o principio ativo o sistema digestivo se encarrega de fazer a absorção de certos metabolitos e aqueles 
que não usam são metabolitos secundários que podem ser excretados. Tem fármacos que o que se 
utiliza são os metabólitos secundários. 
Distribuição por dissolução = Se dá em todas as formas farmacêuticas exceto aquelas que estão diluídas 
em soluções como as líquidas. 
Quando consumimos um comprimido ele sofre desgregação e dissolução em um meio específico que 
se faz de maneira lenta, que é a parte mais importante porque dessa maneira o fármaco assegura 
através da dissolução que vai absorver completamente e dessa maneira poderá ser metabolizado. 
O terceiro passo da distribuição é a difusão onde o fármaco que já está disuelto no meio deve chegar 
ao seu lugar de absorção, então ele se difunde. 
Aqueles medicamentos que se encontram em alta concentração em ampolas não tem excipiente, mas 
a maioria das medicações tem. A utilidade dos excipientes vai além da simples conservação ou 
manutenção da forma farmacêutica, ele também ajuda no processo de utilização da mesma para a sua 
administração. 
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Temos que conhecer a concentração mínima eficaz (CME) que é aquela que se observa o efeito 
terapêutico. Essa concentração pode variar em intensidade e pode ter um teto. Tem uma concentração 
específica, a menor que está dada por uma dose ideal para alcançar o efeito terapêutico. 
Concentração mínima tóxica (CMT): Aquela em que se observa os efeitos tóxicos e geralmente não pe 
a dose terapêutica mas o cociente da concentração mínima tóxica e a concentração mínima eficaz 
define o índice terapêutico do fármaco, quanto maior seja este índice, mais fácil será conseguir esses 
efeitos terapêuticos sem produzir efeitos tóxicos. Isto não se aplica aos medicamentos de estreita 
margem terapêutica porque eles podem exercer uma ação tóxica, uma concentração mínima que gera 
uma ação tóxica a mesma dose de concentração mínima eficaz. 
Período de latência (PL): Tempo que transcorre desde a administração do fármaco ou da toma até o 
começo do efeito farmacológico, ou seja, até que a concentração plasmática dentro do organismo 
alcance a CME.. Nos comprimidos e xaropes esse tempo é de 30 a 40 minutos, os injetáveis são muito 
mais rápidos inclusive nos primeiros 60 segundos, existem outros que levam 5 minutos, vai depender da 
sua forma farmacológica e do princípio ativo de cada medicamento e sua concentração plasmática 
terapêutica. Tem princípio ativo que se absorve com muita facilidade e tem a capacidade de passar pelo 
primeiro passo hepático 
Intensidade do efeito: Guarda relação com a concentração plasmática máxima que se alcança esse efeito, 
ou seja, a quantidade mais alta que se necessita. Sobredose para medicações de uso comum e para 
medicações de estreita margem terapêutica a dose ideal já pode causar esses efeitos. Geralmente é a 
dose máxima. 
Ficha técnica do fármaco: Tem todas as informações do fármaco e o prospecto que não contém todas 
as informações detalhadas mas tem o básico que precisa saber 
 
L A D M E 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Etapas de liberação 
Desintegração 
 
Disgregação 
 
Dissolução 
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Importante: 
A farmacocinética compreende o estudo da absorção, distribuição, metabolismo ou biotransformação 
e excreção das drogas. 
Este conhecimento é essencial para a adequada administração de um fármaco, seus desconhecimento 
pode originar fracassos terapêuticos, falta de benefícios no paciente e produção de danos ao paciente. 
1. Relação entre a dose, a concentração plasmática e o efeito 
Para que um fármaco produza seus efeitos terapêuticos ou tóxicos, deve alcançar um intervalo 
preciso de concentrações na biofase, ou seja, o meio em que interage com seus receptores 
ou dianas. A concentração de um fármaco alcançada em seu lugar de ação é de consequência 
dos seguintes processos: 
- Absorção – Entrada de fármaco no organismo, que inclui os processos de liberação de sua 
forma farmacêutica, dissolução e absorção propriamente dita. 
- Distribuição do fármaco - para que chegue do lugar de absorção a circulação sistêmica e 
aos tecidos. A passagem de sangue aos tecidos depende da fixação do fármaco as proteínas 
do plasma, já que só o fármaco livre se difunde livremente aos tecidos. 
- Eliminação – seja por metabolismo principalmente hepático ou por excreção do fármaco 
inalterado pela urina, bílis, etc. O metabolismo pode produzir metabolitos ativos cuja presença 
também deverá ter em conta. O metabolismo pode produzir os metabolitos farmacológicos 
ativos que exercem a ação terapêutica e geram metabolitos secundários que são os 
excretados e por outro lado cujo metabolito secundário é o que exerce a função terapêutica. 
Esse processo de excreção é importante porque vamos supor que o fármaco alcance a sua 
curva terapêutica através de sua dose, exercendo o seu efeito terapêutico e vai se eliminado 
do organismo através de um processo de excreção adequado, quando a excreção é mais alta 
ou permaneceum maior tempo pode rgerar um efeito nocivo ou tóxico levando a um fracasso 
terapêutico que pode ser por um problema renal ou um problema fisiológico em que a pessoa 
é incapaz de absorver corretamente esse fármaco fazendo com que a dose não exerça 
nenhum efeito porque se excreta de maneira muito rápida. 
 
Absorção de fármacos: 
Depende de suas propriedades físico-químicas, sua formulação e sua via de administração. As 
formas farmacêuticas como comprimidos, capsulas, estão compostos por excipientes e se 
formulam de maneira que podem ser administrados de várias maneiras como oral, bucal, 
sublingual, retal, parenteral, tópica e inalatória. 
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Qualquer que seja a via de administração, em primeiro lugar os fármacos devem dissolver-se 
para serem absorvidos. Por isso as formas sólidas devem ser capazes de desintegrar-se e 
desagregar-se. 
Na administração IV o fármaco deve atravessar várias barreiras celulares semipermeáveis antes 
de alcançar a circulação sistêmica. 
A mais rápida é a via intravenosa. 
O metabolismo dos fármacos compreende duas fases com a fase I de oxidação, redução ou hidrólise 
por um grupo funcional que são ações denominadas não sintéticas. Reações de fase II que estão a 
conjugação de substâncias endógenas e estas são de caráter sintético. Todas essas reações 
dependem dos transportadores hepáticos dos fármacos e estes transportadores que estão localizadas 
nas células do parênquima hepático e afetam tanto o metabolismo e liberação do fármaco por parte 
do fígado, essa pequena parcela é capaz de mostrar várias naturezas do fármaco um é onde separa 
o metabólito secundário de determinado precursor farmacológico (uma substância que ainda não se 
biotransformou a nível hepático) e quando passa por esse primeiro passo perde uma proporção de 
fármaco e por isso que se tem doses estabelecidas e ao perder essa proporção não falamos só de 
quantidade mas também de uma transformação a nível hepático que de precursor sai um metabólito 
secundário e ele exerce a ação farmacológica e se dirige aos seus receptores farmacológicos para 
unir-se e exercer uma afinidade intrínseca porque por ambos se gera a ação terapêutica. 
Grau e a velocidade com que uma forma ativa chega a circulação e alcança seu lugar de ação. 
A biodisponibilidade de um fármaco depende em grande medida das propriedades e da forma 
farmacêutica que por sua vez depende do desenho e fabricação. 
As diferenças da biodisponibilidade entre diferentes formulações de um mesmo fármaco podem ter 
importância clínica, por isso é essencial saber se diferentes formulações de um fármaco são 
equivalentes ou não, ou seja, se apresentam a mesma situação. 
O problema desse processo é baixa disponibilidade do fármaco. Os fármacos que são administrados 
por via oral devem atravessar a parede intestinal, depois a circulação portal até chegar ao fígado, 
nestes dois sítios serão produzidos os metabolismos de primeiro passo que é o metabolismo que 
ocorre antes que um fármaco alcance a circulação sistêmica, então muitos fármacos podem ser 
metabolizados antes de alcançar a sua concentração plasmática adequada, a baixa biodisponibilidade é 
muito mais frequente nas formas farmacêuticas de uso oral especialmente os fármacos lipossolúveis 
ou que absorvem com muita lentidão. Outro fator é que ele não se encontre tempo suficiente no 
trato digestivo para que se produza a absorção por exemplo se o fármaco não se dissolve com 
facilidade ou tem dificuldade de atravessar a membrana epitelial o tempo de permanência nos locais 
de absorção será insuficiente. 
FARMACODINÂMICA, FARMACOCINÉTICA E REAÇÃOS ADVERSAS/ 
@ESTUDANDOCOMMARIANA 
15 
 
A biodisponibilidade de um fármaco pode ser afetada pela idade, sexo, fenótipo genético, estressem 
doenças. Síndrome de mal absorção, má biodisponibilidade por algum tipo de antecedente cirúrgico 
digestivo como a bariátrica que afeta a biodisponibilidade a certas substâncias. 
Equivalência química: Dois produtos farmacológicos contêm a mesma quantidade do mesmo composto 
ativo e cumprem com os requisitos oficiais vigentes. Neste caso o excipiente pode ser diferente. 
Bioequivalência: Produtos farmacológicos dão lugar a concentrações equivalentes do fármaco no 
plasma e tecidos quando se administram a um mesmo paciente empregando as mesmas doses. 
Equivalência terapêutica: Produtos provocam os mesmos efeitos terapêuticos e adversos quando se 
administram a um mesmo paciente empregando a mesma dosificação. 
Uma vez que o fármaco penetra na circulação sistêmica, distribui-se entre os tecidos corporais. Esta 
distribuição normalmente não é uniforme devido as diferenças de perfusão sanguínea, a fixação dos 
tecidos, o PH da região e a permeabilidade das membranas celulares. 
Os rins são os órgãos principais para a excreção de substâncias hidrossolúveis. 
O sistema biliar também colabora com a excreção sempre e quando um fármaco não seja reabsorvido 
a partir do tubo digestivo. 
Em geral, a contribuição do intestino, a saliva, o suor, o leite materno e os pulmões excreção é 
pequena exceto em caso de exalação dos anestésicos voláteis. 
A excreção através do leite materno pode afetar o lactante que é amamentado. A maior parte da 
excreção dos fármacos se leva a cabo mediante excreção renal. 
 
Ramo da farmacologia que se encarrega de controlar os aspectos referentes a utilização do 
medicamento. Se encarrega de vigiar o consumo e a comercialização dos medicamentos. A OMS a 
define como a ciência e a atividade relativas a detecção, avaliação, compreensão e prevenção dos 
efeitos adversos dos medicamentos ou qualquer outro problema relacionado com eles. 
Nenhum medicamento é 100% seguro. 
Muitos profissionais da área da saúde estão implicados nesse processo de farmacovigilância. 
FARMACODINÂMICA, FARMACOCINÉTICA E REAÇÃOS ADVERSAS/ 
@ESTUDANDOCOMMARIANA 
16 
 
O objetivo da farmacovigilância é proporcionar de forma continuada a melhor informação possível 
sobre a segurança dos medicamentos e adotar as medidas necessárias para que as condições de uso 
autorizados, a relação risco-benefício dos medicamentos presentes no mercado seja favorável para a 
população. 
A farmacovigilância favorece o conhecimento e o uso seguro de medicamentos comercializados. 
Oferece a oportunidade de gerar alertas, recomendações ou retirada de medicamentos do mercado. 
Qualquer profissional de saúde que indique ou administre medicamentos e suspeite de uma reação 
adversa deve reportá-lo. 
Ler ley 1119/97 
Efeitos não desejados de um fármaco que provocam mal-estar ou são perigosos. 
Como todos os fármacos podem causar reações adversas, sempre que se prescreve um 
medicamento é preciso realizar um análise risco-benefício (avaliar a probabilidade de obter benefícios 
frente ao risco de reações adversas ao fármaco). 
 
- Efeito farmacológico desejado 
- Reação adversa: 
- Efeito secundário: Surge como consequência de uma ação fundamental, mas não forma parte 
inerente da terapêutica. 
- Reação alérgica: Fármacos e metabolitos adquirem um caráter antigênico, precisa de um contato 
sensibilizante que vai provocar reação Ag-Ac 
- Efeito colateral: Efeito que forma parte da própria ação farmacológica do medicamento, mas o 
aparecimento resulta indesejável. 
Reação idiossincrásica: Resposta anormal de um indivíduo frente a um fármaco. 
Reações adversas a fármacos relacionadas com a dose: preocupante quando o fármaco tem um 
índice terapêutico estreito. Ex. Hemorragia e anticoagulantes. 
Reações adversas a fármacos de origem alérgico: Reação antígeno anticorpo 
Reações adversas a fármacos idiossincrásica 
Tipos: A e B 
FARMACODINÂMICA, FARMACOCINÉTICA E REAÇÃOS ADVERSAS/ 
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17 
 
A – Relacionada com as propriedades do fármaco. Ex. Hipoglicemia no tratamento com antidiabéticos 
orais. São previsíveis. 
B – Reações idiossincrásicas e alérgicas. Ex. anafilaxia devido a tratamento de penicilinas.Não são 
previsíveis. 
Classificação das reações adversas: 
Leve: Não necessita de tratamento e nem uso de antibiótico 
Moderado: Mudança no tratamento 
Grave: Interromper o fármaco 
Mortal: Contribui para a morte do paciente. 
Qualquer resposta a um fármaco que é nociva e não intencional que se produz com uma dose 
habitual para a profilaxia, diagnóstico e tratamento. 
Dependem do paciente (idade, sexo, situações fisiológicas e patológicas, características genéticas e 
pacientes alérgicos a medicamentos.) 
Dependem do fármaco: propriedades farmacocinéticas, efeitos tóxicos e interações. 
Mal uso do fármaco: dose, pauta e duração do tratamento.
 
 
 
 
 
 
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No que se refere ao sistema de condução cardíaco normal as propriedades dos músculos cardíacos são variáveis 
como o batmotropismo que é a excitabilidade, o dromotropismo que é a condutibilidade, o cronotropismo que é o 
automatismo cardíaco, o inotropismo que faz referência a contratilidade e o lusitropismo que faz referência ao 
relaxamento do músculo cardíaco. 
A OMS relata que as complicações cardiovasculares geram em torno de 25 a 50% de mortes que ocorrem 
durante ou depois por exemplo de uma cirurgia cardíaca. 
Os fármacos cardiovasculares tendem a manter uma pressão de perfusão adequada dos órgãos vitais, 
especialmente em situações que ocorram vasodilatação periférica. Ajudam a manter a perfusão ou circulação 
quando ocorre um colapso cardiocirculatório, dentro desse contexto temos os fármacos que chamamos de 
inotrópos. 
Inotrópos = Aumenta o rendimento cardíaco 
Os fármacos inotropicos e os vasopressores são capazes de aumentar o inotropismo cardíaco e servem então 
para aumentar a contratilidade do músculo cardíaco. Esse aumento de inotropismo se dá de maneira direta sobre 
o miocárdio e de forma indireta a nivel vascular. 
Os inotropicos melhoram a contratilidade miocardica e tem efeito sobre os vasos periféricos, então alguns deles 
são vasodilatadores como a dobutamina e outros vasoconstritores como a noradrenalina e outros podem mostrar 
tanto um efeito vasodilatador como um efeito vasoconstritor dependendo da dose como a dopamina e a adrenalina 
por exemplo. 
Definição 
Uma síndrome complexa que produz sinais e sintomas e que define como a incapacidade dos ventrículos de enviar 
o sangue necessario para cobrir as necessidades metabólicas dos distintos órgãos. 
 
Fármacos inotrópos 
positivos 
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Todos esses sintomas são denominados secundários porque são mecanismos de compensação neurohormonal. O 
mecanismo neurohormonal é a ativação adrenérgica e do eixo renina-angiotensina-aldosterona. O mecanismo 
neurohormonal que a principio tem essa função protetora é o que desencadeio os sinais e sintomas secundários 
e essa função protetora contribui para manter o gasto cardíaco, mas que a ativação adrenérgica e do eixo 
renina-angiotensina-aldosterona a longo prazo produz um deterioro do processo de condução do sistema cardíaco 
e todas as suas funções. 
As causas e os fatores precipitantes é qualquer situação que submeta o coração a uma carga de trabalho muito 
alta por um certo período devido a uma disfunção do músculo cardíaco. A hipertesão, uma cardiopatia sistêmica 
são os principais fatores causais, mas existem as causas subjacentes como cardiopatia coronária, doenças do 
pericárdio e dos grandes vasos, há numerosos fatores que podem atuar como precipitantes da insuficiência 
cardíaca e uma vez instalada o prognóstico depende do tratamento que temos a nivel farmacológico e não 
farmacológico e ao prognostico estabelecido pela cardiologia 
Quando se associa o prognóstico com um propício tratamento farmacológico se tem um prognóstico 
relativamente favorável. Quanto mais cedo se faz o diagnóstico e se tome como fator de risco principalmente a 
hipertensão arterial então temos uma melhor qualidade de vida e prolongamento da mesma. 
Objetivo do tratamento farmacológico 
A ICC tem uma elevada prevalência especialmente os idosos cuja prevalência chega a ser de 10%. Muitos autores 
dizem que tem um índice muito alto de mortalidade devido a IC e também uma alta prevalência, sendo essa a 
principal causa de ingressos hospitalares desses idosos (60 a 75 anos). 
Dispneia 
Insuficiência Cardíaca 
Fadiga 
Retenção hidrossalina: 
edemas 
Intolerância ao 
exercício 
Sinais e sintomas de 
congestão pulmonar 
Congestão 
periférica 
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O objetivo é otimizar os tratamentos para poder reduzir a progressão da doença, entçao hoje tratamos os 
sintomas com a finalidade de diminuir a mortalidade dos paciente e assegurar sua qualidade de vida. Diminui os 
riscos de morte e a necessidade de hospitalização. 
 
 
 
 
 
 
Como um dos objetivos se deve desativar os mecanismos compensadores neurohormonais porque a longo prazo 
tem como consequência a degradação ou desgaste cardíaco melhorando a qualidade de vida. 
Muitos dos inotrópicos compartem um mecanismo de ação semelhante e em farmacologia separamos os 
fármacos por seu mecanismo de ação, mas podemos verificar que alguns favorecem de maneira específica 
algumas vias de atuação. Uma boa eleição de um fármaco é que não tenha taquifilaxia, se espera que tenha um 
efeito prolongado, que tenha um ótimo efeito sobre a condução cardíaca, que tenha um valor vasodilatador, que 
tenha um efeito lusitrópico (aumenta o relaxamento das fibras miocárdicas), que interaja o menos possível com 
outro fármaco, porque os pacientes generalemente são polimedicados. 
Os fármacos inotrópicos se classificam em aminas simpaticomiméticas, que são fármacos que imitam a ação do 
sistema simpaticoadrenérgico, alguns atuam diretamente ativando os receptores adrenérgicos e as vezes podem 
atuar de maneira seletiva e as vezes podem atuar de maneira direta de tal maneira que seus efeitos dependem 
dessa liberação das catecolaminas endógenas que produzem. As drogas simpaticomimeticas podem classificar-se 
também de acordo com os receptores que ativam de maneira preferencial e de acordo com os receptores que 
ativam seus efeitos e ações vai depender do resultado da ativação. 
Os inotrópicos melhoram a contratilidade miocárdica e tem efeitos sobre os vasos periféricos, alguns podem ser 
vasodilatadores e outros vasoconstritores e em relação a dose dependência como a adrenalina e a dopamina que 
podem ter um efeito vasodilatador ou vasoconstritor. Eles podem se classificar em aminas simpaticomiméticas 
Aumentar a 
capacidade funcional 
Objetivos 
Corrigir as variações hemodinâmicas 
Desativar os mecanismos compensadores neurohormonais 
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que são fármacos que imitam ou simulam a ação do sistema simpático adrenérgico que tem uma relação de 
dependência em relação ao receptor que podem acoplar-se. Uma segunda classificação são os glucósidos 
cardíacos que são utilizados para o tratamento de ICC e na fibrilação auriculoventricular. 
Se usa os glucósidos cardíacos (digoxina) na fibrilação 
auricular (arritmia mais frequente na população em 
geral). Quando a FA se da de maneira muito 
acentuada, quando se tem que regular de maneira 
constante o ritmo cardíaco ou quando se verifica por 
meio de um diagnóstico que o tempo de uma batida e 
outra é muito desigual ai entramos com medicação. 
A ativação neurohormonal produz vasoconstrição, 
retenção de sódio, intervem no remodelado 
ventricular e vascular e a sua ativação a longo prazo 
aumenta a morbimortalidade. 
Também encontramos dentro dessa classificação dos inotropos, outra que não seja glucósidos e nem 
simpaticomimeticos que são os estimulantes não catecolamínicos que englobam uma série dedrogas utilizadas 
para elevar temporalmente a pressão arterial dos pacientes. A verdade é que não se tem uma vantagem muito 
importante em relação aos outros inotropicos mas tem um incremento momentaneo do todo vascular, 
vasoconstrição temporal. 
 
 
 
 
 
As aminas simpaticomimeticas podem associar-se a certas categorias como as catecolaminas 
(adrenalina, noradrenalina, dobutamina, dopamina, dopexamina, isoproterenol) e tem também as não 
catecolaminas como as efedrinas, neosinefrina, metaramidol, fenilefrina, metoxamina e estão os 
inibidores da fosfodiasterasa 3 e dentro desse grupo vamos encontrar uma subclassificação. 
Simpaticomimetico 
Glucósido 
Estimuladores não catecolamínicos 
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As drogas cálcio sensibilizadoras são os levosimeran, sulmsole. Existe ainda uma quarta classificação de calcio 
digitálicos, uma certa divisão de hormônios tireoideos e uma sétima classificação de soluções polarizantes 
Inotropismo positivo aumenta a força de contração do coração 
Os digitálicos aumentam a atuação nos beta bloqueantes e são considerados inotropos negativos porque diminuem 
a contratilidade. 
 
A digoxina esta indicada no tratamento de arritmias supraventriculares. 
Todas as evidencias sugerem que o receptor farmacológico dos glucósidos cardíacos é a adenosin trifosfatasa 
que é ativada pela bomba de sódio e potássio. O funcionamento da bomba de sódio e potássio depende dessa 
energia liberada pelo desdobramento de ATP da bomba ATPasa. Este sistema mantém a concentração diferencial 
de íons dos dois lados da membrana, os glucósidos cardíacos são capazes de inibir essa atividade enzimática da 
ATPasa e se produz um incremento da concentração intracelular de sódio que indiretamente produz um aumento 
do calcio intracelular. O aumento de sódio intracelular diminui o intercambio normal de sódio extracelular por calcio 
intracelular, porque tem uma atividade inibitória dessa enzima ATPasa, assim vamos ter o aumento da 
concentração de cálcio que favorece uma corrente lenta de calcio até o interior da célula durante esse processo 
de potencial de ação. Como resultado temos um aumento de cálcio intracelular que é o responsável final pelo 
aumento da força de contração. 
 
Características da digoxina 
É um dos fármacos clássicos no tratamento da insuficiência cardíaca. 
O efeito inotrópico da digoxina é o que a torna útil na ICC. 
Os glucósidos cardiotonicos atuam de maneira direta sobre o miocardio, aumentando a contratilidade intrinseca 
da fibra muscular o que quer dizer que ela tem um efeito inotropico positivo. Há uma inibição sobre a enzima 
adenosina tri fosfatasa que é dependente da bomba de sódio e potássio. 
Existem dois tipos de inotropos os negativos (diminuem a força de contração) e positivo (aumentam a força de 
contração). 
A digoxina por ser capaz de aumentar a contratilidade intrinseca que é o mais profundo da fibra muscular tem 
um efeito inotropico positivo, então na ICC se usa por esses fins por aumentar a força dos batimentos e 
contratilidade do músculo cardíaco. 
 
 
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ICC 
Arritmias supraventriculares 
Fibrilação e aleteo ventricular Supressão da taquicardia 
paroxística ventricular 
Glomerulites aguda 
Cardiomiopatia obstrutiva 
hipertrófica 
Bloqueio 
auriculoventricular 
incompleto 
Cardioversão 
Estenose subaórtica 
hipertrófica idiopática 
Síndrome de Wolf-
parkinson-white 
Bradicardia grave 
Taquicardia ventricular ou 
extrassístoles ventriculares 
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A ICC crônica tem a característica de ativar o sistema neurohormonal, a ativação neurohormonal consiste nesse 
aumento da ativação simpatica do sistema renina-angiotensina-aldosterona, que a principio é compensatória e 
com o tempo há piora da funçao ventricular e os sintomas e devido a isso o médico faz o tratamento pensando 
no bloqueio dessa ativação, bloquear a ativação enzimática diminuindo assim a progressão da doença. A digoxina 
na ICC é um fármaco antagonista neurohormonal e que diminui a morbimortalidade. 
Nas arritmias ventriculares, como as supraventriculares que se caracteriaza por um ritmo de 140 bpm que é 
provocado pela reentrada dependente da via de condução dual no nódulo auriculoventricular. Os batimentos 
normais são transmitidos pelo nodo através de uma via rápida e uma batida prematura que desfaça o processo 
faz com que se inicie uma arritmia. 
Na fibrilação auricular faz referencia a essa contração rápida das auriculas devido a descargas elétricas muito 
rapidas que permitem essas contrações rápidas, essas contrações produzem um tipo de sofrimento cardíaco. 
A taquicardia paroxística supraventricular é quando a FC é uniforme, rápida até uns 220 bpm e desaparece de 
maneira repentina e se originam dos tecidos cardíacos que não os ventrículos. 
A digoxina é uma medicação de estreita margem terapêutica e controlada e o uso com precaução da digoxina se 
dá na glomerulonefrite, esta pode aparecer de maneira repentina aguda quando o paciente já tem um problema 
renal ou com dose inadequada ou com uso prolongado, ela pode aparecer de maneira gradual e se fazer crônica 
ou aparecer no processo de intoxicação digitálica. 
Na estenose subaórtica hipertrófica idiopática é uma má formação cardíaca pouco frequente que se caracteriza 
por um processo de obstrução do tecido membranoso fibromuscular, normalmente dá abaixo da válvula aórtica, 
é comum que se encontre na infância. Os sinais de obstrução são: dispneia, dor torácicas, síncopes e palpitação. 
Síndroma de Wolf-parkinson onde existe uma rota elétrica adicional no coração que leva a ter uma FC muito 
rápida o que conhecemos como taquicardia adicional. 
No caso da cardioversão que é um procedimento médico que serve para restaurar o ritmo do coração. 
Farmacocinética clínica 
Parâmetros biofarmacêuticos e farmacodinâmicos das formas de dosificação da digoxina: 
Ampolas IV 100 5-30 1-4 
Cápsulas blandas 90-100 30-120 2-6 
Comprimidos 60-80 30-120 2-6 
Solución 70-85 30-120 2-6 
Esses parâmetros nos fornecem um estândar de dose, ou seja, não se pode individualizar a posologia. 
Quando é ampola IV a digoxina precisa de 5 a 30 minutos para começar a sua ação. 
Pode acontecer a intoxicação digitálica por uso prolongado, ainda que por via oral o efeito máximo pode durar 6h. 
Fármacos inotrópicos positivos/ @estudandocommariana 
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Todos os medicamentos que tem um efeito máximo prolongado são susceptíveis podem iniciar um processo de 
intoxicação. 
Dose inadequada, alterações fisiopatológicas, uso prolongado e as características de biodisponibilidade da digoxina 
fazem com que tenham uma maior predisposição de que se gere um efeito toxicológico 
Individualização posológica 
- Indicação e gravidade do caso 
- Idade e peso magro 
- Aclaramento creatinina 
- Doenças e tratamentos concomitantes 
- Dose de carga ou impregnação: 
 - Fracionada ao longo de 12 a 24h 
 - Intervalo entre as doses de 6h (tempo de distribuição) 
As complicações ocorrem quando tem administração farmacológica concomitante e o outro medicamento pode 
interagir podendo acentuar a biodisponibilidade 
 
Critérios de uso frequente 
No que diz respeito a ação inotrópica positiva essa ação farmacológica fundamental dos glucósidos cardíacos que 
confere a capacidade de ser um agente que aumenta a contração do miocárdio. Os efeitos inotrópicos se 
observam no músculo auricular, ventricular que são qualitativamente similares no que se relaciona a condução de 
um coração normal. Como consequência do aumento dessa contratilidade do miocárdio se produz um aumento do 
volume sistólico que leva a um aumento de volume minutos a minuto cardíaco. O aumentodo gasto cardíaco é 
capaz de reduzir essa hiperatividade simpática que é um mecanismo cardíaco compensatório muito evidente na 
ICC. Como resultado vamos encontrar uma diminuição da resistência arteriolar a nível sistema e essa por carga 
ventricular esquerda permite por sua vez o esvaziamento sistólico 
No que diz respeito ao aumento de gasto cardíaco e ativação do sistema renina angiotensina aldosterona, também 
se tem um aumento da eliminação de água e sódio por parte do rim então tem um desaparecimento da congestão 
visceral e dos edemas. 
O incremento de volume sistólico também conduz a uma diminuição de volume e a pressão do fim da diástole 
ventricular que tem como consequência um produto de diminuição do tamanho cardíaco e da pressão capilar dos 
pulmões e da diminuição da pressão venosa também a nível sistêmico. 
Deve-se ter em conta a diferença de biodisponibilidade entre a digoxina solução injetável e as formas orais quando 
mudar de uma forma farmacêutica a outra. 
Fármacos inotrópicos positivos/ @estudandocommariana 
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Nos adultos e niños mayores a administração rápida por via oral é de 750 a 1500 mcg (0,75 a 1,5mg) como dose 
única. É uma droga que pode ser usada ambulatorialmente. 
Em casos menos urgentes ou quando existe um alto risco de toxicidade a dose oral deve ser dividida a cada 6h 
administrando a metade da dose total na primeira avaliando sempre a resposta clínica antes de administrar cada 
dose adicional. 
A administração lenta por via oral se deve administrar 250 a 750 mcg (0,25 a 0,75mg) diariamente durante 
uma semana seguidos por uma dose de manutenção sempre observando uma resposta clínica. Podemos ter uma 
subresposta clínica que é a que não exerce uma ação e pode piorar a sintomatologia. Pode ter uma sobredose 
que pode gerar sinais e sintomas pelo aumento da biodisponibilidade gerando uma intoxicação. 
As doses devem ser administradas segundo um programa: 
RN pre termo: <1,5kg administrar 25mcg/kg durante 24h 
RN pre termo 1,5kg a 2,5kg administrar 30mcg/kg durante 24h 
RN a termo até 2 anos administrar 45mcg/kg durante 24h 
2 a 5 anos administrar 35mcg/kg durante 24h 
5 a 10 anos administrar 25mcg/kg durante 24h 
 
 
 
 
 
 
 
O uso de fármacos inotrópicos no período imediatamente ao IAM pode incrementar a isquemia e a digoxina está 
relacionada ao maior risco de morte. 
Sempre devemos ter em conta a possibilidade de arritmias em pacientes hipocalemicos pós IAM e com 
probabilidade de instabilidade hemodinâmica. 
 
INOTROPOS E VASOPRESSORES/ 
@ESTUDANDOCOMMARIANA 
1 
 
 
Tanto os inótropos quanto os vasopressores são denominados vasoativos e esses fármacos são classificados no 
glossário de fva (fármacos vasoativos), O termo vasoativo é aplicado para substâncias que são inotropas ou 
vasomotoras. A maioria dos fármacos vasoativos tradicionais como os adrenérgicos tem tanto propriedades 
inotrópicas como vasomotoras, isso ocorre porque eles não são seletivos de um único receptor e são capazes de 
restabelecer a pressão arterial, o gasto cardíaco, a perfusão tissular e a oxigenação orgânica. 
O agente inotrópico é aquele que melhora a mobilidade cardíaca 
e o fazem de maneira independente dos outros determinantes 
como FC, pré-carga e pós-carga. Os inotropos também atuam 
sobre os demais determinantes de gasto cardíaco, apesar de 
serem independentes dos determinantes de FC, pré e pós 
carga não quer dizer que não atue neles. Ao atuar neles o 
fazem de maneira direta ou indireta temos inotropos que 
atuam direto na contratilidade e nestes casos apresentam 
também propriedades vasoconstritora que ao unir ao receptor 
que permite realizar a sua ação vasoconstritora que vai ter 
uma consequência que é o efeito inotrópico neto. 
 
 
 
Esses fármacos são capazes de atuar sobre a sintomatologia e ao fazer isso 
se utilizam em primeira instancia e por isso a clínica considera também sua 
indicação como agentes paliativos. Um dos principais critérios para que se use 
os fármacos vasoativos está determinado pelo valor da pressão arterial do 
paciente e a melhoria que pode ter dentro dos parâmetros hemodinâmicos ou 
melhoria da perfusão tissular do paciente. 
 
Inótropos – Catecolaminas 
 
Vasopressor = Agente que é capaz de induzir a vasoconstrição através do aumento do tono vascular e 
consequentemente eleva a pressão arterial media 
 
INOTROPOS E VASOPRESSORES/ 
@ESTUDANDOCOMMARIANA 
2 
 
São as primeiras medicações de eleição para o tratamento de ICC aguda (insuficiência Cardíaca Congestiva) melhorando 
os sinais e sintomas trabalhando em cima da sobrecarga aumentando a perfusão final dos órgãos, melhora do estado 
hemodinâmico porque os inotropos contrastam essa hiperativação neuro-hormonal que constitui o principal mecanismo 
fisiológico na IC aguda 
A sobrecarga do volume faz referência as insuficiências valvulares 
principalmente a aórtica e mitral que quando não funcionam corretamente 
retornam o sangue a câmera prévia e essa câmera deve adequar-se a esse 
volume maior de sangue que se instaura de maneira lenta esta sobrecarga 
apresenta pequenas sintomatologias. Quando o problema se torna crônico a 
sintomatologia provém de uma IC aguda. 
Essas catecolaminas são aplicadas com o objetivo de aumentar a perfusão tissular (passagem de fluído através do 
sistema circulatório e linfático do capilar aos diversos tecidos) 
A ativação neuro-hormonal forma parte dos 
mecanismos de controle de compensação que se 
ativam para manter a estabilidade hemodinâmica 
quando se reduz o gasto cardíaco. 
A ativação neuro hormonal quanto mais se reative 
maior será a progressão ou deterioro de uma 
afecção da função ventricular e isso acentua os 
sintomas da IC de forma que a ativação deve ser 
maior e quanto mais se deu pior será o diagnóstico 
do nosso paciente. 
 
As catecolaminas são vasoconstritores destinados a manter o aporte de oxigênio em cima do umbral crítico e aumentar 
a pressão arterial media a níveis que permitam uma apropriada distribuição do gasto cardíaco levando a uma adequada 
perfusão periférica sendo as responsáveis de preparar o corpo para afrontar esse tipo de situação. 
Estes hormônios são produzidos de forma natural pelo próprio corpo mas também podem ser administradas para 
tratamento para influir no sistema cardiovascular com o objetivo de manter a pressão sistêmica adequada para ter 
uma boa perfusão. 
Agentes vasopressores 
São os fármacos mais recomendados quando se necessita melhorar a vasoconstrição cardíaca e a disponibilidade de 
oxigênio no organismo porque causa o aumento da pressão arterial média. 
A vasoconstrição é o estreitamento, a constrição dos vasos sanguíneos pelos músculos que se encontram nas paredes 
e a circulação do sangue se torna mais lenta e em alguns casos pode bloquear-se. 
 
INOTROPOS E VASOPRESSORES/ 
@ESTUDANDOCOMMARIANA 
3 
 
A dopamia é capaz de aumentar a pressão arterial mantendo a contratilidade e portanto o gasto cardíaco e se utiliza 
de maneira comum para estabilizar a pressão dos pacientes que estão em choque. 
Vasopressor = agente, ação farmacológica, capacidade de aumentar a pressão arterial por meio de outros protocolos 
Vasoconstrição = ação, sintomatologia, consequência fisiológica 
A adrenalina ou epinefrina só se justifica sua utilidade em choque anafilático, distributivo ou quando a dopamina não 
estabiliza as condições hemodinâmicas do paciente. 
A dobutamina possui efeitos sobre a contratilidade cardíaca, droga inotrópica por standar e é aplicada no choque séptico 
onde é muito efetiva e não tem o mesmo comprometimento de reações adversas que poderia apresentar como pela 
adrenalina. 
 
Está indicada para os desequilíbrios hemodinâmicos que se apresentam nas síndromes de choque devido a IAM, traumas, 
septicemias endotóxicas, cirurgia de peito aberto, descompensação cardíaca crônica, em pacientes com insuficiência 
renal e também em pacientes com insuficiência cardíaca congestivaOs pacientes que respondem de maneira mais adequada a dopamina são aqueles pacientes em que os parâmetros 
fisiológicos como a função do miocárdio, o fluxo urinário e a pressão sanguínea não tenha sofrido um profundo deterioro. 
Quanto mais curto o tempo de início dos sintomas e sinais e início da terapia com correção do volume sanguíneo e a 
aplicação da dopamina será melhor o prognóstico. Deve ser aplicada a nível hospitalar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Principais características farmacológicas de dosificação 
< µ µ µ
Ativam os receptores dopaminérgicos aumentando o 
fluxo de plasma renal e esplênico, a filtração glomerular 
e a excreção de sódio. 
Fluxo de plasma renal e esplênico = Fluxo aumentado a 
nível dos vasos sanguíneos, quantidade de plasma que 
atravessa os rins e que em adultos normais está ao redor 
de 500 a 600ml de plasma por minuto. 
Filtração glomerular = Filtração de água e pequenos 
solutos e também a excreção de sódio através da urina. 
Precisa ter um equilíbrio entre a quantidade de sódio que 
sai da urina e se compara com a quantidade que pode ser 
filtrada e reabsorvida pelo rim. 
Ativam os receptores β1 com um pequeno incremento da 
FC, da PA e com a melhora do gasto cardíaco. O receptor 
adrenérgico β1 é um receptor de membrana que é 
associado a proteína G as quais são ativadas pelas 
catecolaminas como a adrenalina e noradrenalina. Ao 
ativar os receptores β1 melhoram o gasto cardíaco. 
O gasto cardíaco é a resultante final de todos os 
mecanismos que determinam a função ventricular. 
Quantidade de sangue expulsado pelo ventrículo em um 
determinado período de tempo. 
Ativam os receptores α1 produzindo vasoconstrição e 
aumento da pressão arterial. 
Atua por um mecanismo indireto promovendo a liberação 
de noradrenalina que vai incrementar a FC podendo 
verificar a sintomatologia porque dilata ou contrai as 
pupilas, incrementa a glicose no sangue através da 
utilização de reservas de energia, aumenta o fluxo 
sanguíneo até o músculo esquelético aumentando também 
a oferta de oxigênio até o cérebro e dessa maneira 
favorece uma reação muito mais rápida do paciente 
 
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As características farmacológicas da dopamina dependem na realidade da DOSE e não do acoplamento do receptor 
porque a dose é a que desencadeia a ativação dos receptores e ao ativar um ou outro receptor tem a capacidade de 
desenvolver a função terapêutica, é por isso que dependendo do choque se aplica essa ou aquela dose o que varia de 
acordo com a fisiologia, de acordo com as características do paciente, a isso se chama dosificação standar de ativação 
farmacológica. 
É um fármaco de primeira eleição no tratamento de choque cardiogênico e séptico fazendo um efeito inotrópico positivo 
e ao mesmo tempo melhora a perfusão dos órgãos vitais. 
Nos pacientes com ICC pode produzir efeitos importantes hemodinâmicos como renais mas é necessário ajustar 
convenientemente a dose para prevenir a taquicardia e um efeito inotrópico excessivo. 
Na ICC aguda contribui para estabilizar os pacientes hipotensos, mas na ICC crônica perde a efetividade porque as 
reservas de noradrenalina miocárdica estão diminuídas e para recordar um dos processos de dose alta depende dessa 
ativação e como está diminuída não tem como exercer sua função já que são dependentes desta catecolamina 
específica. 
A sua aplicação é útil na falta ou aporte que se produz basicamente devido a quantidade de sangue que chega aos 
tecidos e se produz essa insuficiência por um mal funcionamento do coração como por exemplo um choque cardiogênico 
ou na perda de líquidos corporais como no choque hipovolêmico ou em uma infecção grave que produz um choque 
séptico. 
A noradrenalina miocárdica é um hormônio do SNC e periférico, no qual depende a dopa para poder exercer sua função. 
Elas aumentam a pressão arterial, o ritmo cardíaco e tem a capacidade de atuar como neurotransmissores também. 
Todos os fármacos que têm essa capacidade de atuar de maneira tão direta tem algumas consequências incluso no 
âmbito psicológico que depende do uso prolongado do fármaco como tal. 
Advertências e precauções especiais de emprego 
Sempre deve ser diluído para fazer sua administração IV porque se deve controlar rigidamente a velocidade de 
administração para não fazer bolus devido a consistência do fármaco e condições que se encontram as veias e artérias 
e situações de hipóxia. Nesta situação (hipóxia - redução de oxigênio no sangue, deficiência nas células e tecidos a nível 
orgânico, tendo um compromisso da função adequada à nível celular, tissular e orgânico), hipercapnia (aumento da 
pressão parcial de gás carbônico no sangue que se pode dar por hipoventilação alveolar) e acidose (na acidose 
respiratória é um transtorno do equilíbrio ácido base que diminui a FR o hipoventilação que provoca essa concentração 
cada vez mais crescente de dióxido de carbono no plasma sanguíneo e consequentemente diminui o PH sanguíneo) podem 
reduzir a eficácia do medicamento e aumentar a incidência de reações adversas, porque ao reduzir a eficácia do 
medicamento aumenta a biodisponibilidade aumentando as reações adversas. 
Existem situações difíceis mas que devem ser identificadas e corrigidas antes ou durante a administração de dopamina 
Igual a qualquer agente adrenérgico a infusão de dopamina é necessária uma monitorização contínua de determinados 
 
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parâmetros fisiológicos do paciente, devido a própria forma farmacêutica e sua característica de dosificação é que se 
faz por bomba de infusão a nível hospitalar. 
A volemia se controla porque ela é considerada parte do volume sanguíneo que responde ao sistema fisiológico pelo seu 
controle, o que ocorre é que se ativa essa retenção normal de sódio. Se controla porque se pode dar hipo (volume total 
de sangue a nível orgânico se vê diminuído e geralmente a hipovolemia ocorre de vido a perda de sangue em grandes 
quantidades como em uma hemorragia ou em uma desidratação excessiva porque produz perda de água do plasma 
levando a consequências sérias) ou hipervolemia (quando o volume total de sangue no organismo está aumentado, tendo 
uma reação de hiper-hidratação e de modo geral essa hiper-hidratação tem uma insuficiência cardíaca, renal ou 
hepática). 
Na ICC o fármaco se usa para impedir o choque ou para diminuir a sintomatologia. Se o paciente apresenta algum tipo 
de desequilíbrio volêmico aí não porque a idéia é verificar que isso não se produza. 
Interação com outros medicamentos 
Os anestésicos inalados seja gases ou líquidos voláteis são as chamadas moléculas de hidrocarburos halogenados e entre 
eles estão os halotanos, enfluorano, isoflorano, ceorano, desflorano. O ácido nitroso e o xenol são gases que se usam 
nos processos de anestesia, estes gases a nível cardiovascular produzem uma redução da pressão arterial que é 
totalmente dose dependente que se dá pela queda de gasto cardíaco produzindo também por halotano, isoflorano ou 
também se deve a própria resistência vascular periférica e todas essas ações que produzem pode ser que o uso em 
conjunto com medicamentos faz com que se produza taquicardia e hipertensão. 
Quando o paciente está em uso de betabloqueadores que tem como função tratar hipertensão pode ter efeitos 
secundários em baixa proporção com o uso concomitante de dopa como depressão, dificuldade respiratória, transtornos 
do sono, por isso é importante que a dopa seja administrado a nível hospitalar, com infusão adequada. 
O agente vasopressor é um fármaco que se aciona como agente vasopressor a dopamina aumentando a pressão 
arterial e são fármacos que fora da própria dopamina se encontram disponíveis, se usam constantemente na clínica e 
são muito eficazes para aumentar a pressão arterial e reverter sua insuficiência respiratória principalmente dentro 
dos cuidados intensivos, então o vasopressor aumenta a pressãoarterial com a finalidade de melhorar a perfusão 
orgânica sanguínea. No que se refere a vasoconstrição se ativa um mecanismo neuro-hormonal compensatório devido 
a que se diminui o fluxo sanguíneo a nível orgânico e obviamente há um sofrimento celular e tissular geral. 
Reações adversas mais frequentes 
As reações adversas infrequentes são aquelas que de produzem por um descontrole da polimedicação do paciente ou 
por uma rápida perfusão intravenosa que são bastante raras porque normalmente se tem o controle na clínica antes 
de prescrever o medicamento. 
 
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Reações adversas mais frequentes 
Extrassístoles 
Hipotensão Cefaléia Palpitação 
Náuseas 
Dispneia 
Taquicardia 
Angina 
Vômitos 
Vasoconstrição 
 
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As extrassístoles ventricular é uma contração que também podem ser denominadas contração ventricular prematura, 
é um transtorno do ritmo cardíaco, o paciente sente como se tivesse pulando o batimento. 
Angina se deve normalmente a falta de irrigação e o paciente sente uma opressão aguda sufocante que se localiza 
retro esternal. 
Em doses muito altas pode produzir arritmias ventriculares, bradicardia 
A nível de SNC é comum dar cefaléia. 
Dose e vias de administração 
A dose inicial é de 2 a 5 µg/Kg/min e pode ir aumentando a dose a cada 10 minutos até chegar ao efeito desejado, se 
com doses de 20 µg/Kg/min e não se consegue chegar a um efeito desejado se necessita associar outro fármaco 
vasopressor. 
A droga pode ser diluída no SG5% os mg de dopamina que resulta em multiplicar o peso do paciente x 6 até um volume 
total de diluição de 100ml. 
A dose administrada para crianças são iguais as dos adultos, recordando que o efeito da dopa é dose dependente, então 
uma dose de 4 µg/Kg/min tem um efeito dopaminérgico diurético. Com doses maiores de 5 µg/Kg/min tem efeito β1 
sobre os receptores e em doses maiores de 10 µg/Kg/min tem efeitos sobre os receptores α1. 
A perfusão intravenosa a medicamentos se realiza utilizando pequenas soluções destes medicamentos em um grande 
volume e se utiliza a perfusão para realizar diferentes tempos de perfusão porque os medicamentos tem diferentes 
características farmacodinâmicas diferenciais então para poder ter essa velocidade desejada e conseguir os níveis 
sanguíneos adequados e minizar o grau de irritação produzida pela administração IV é que se utiliza essas soluções de 
perfusão. 
A solução de dextrosa é conhecida como açúcar ou glucosada, mescla de glicose com açúcar e água, é muito útil para 
dar aporte calórico ao organismo utilizando um standar de 5% mas no mercado tem de 5%, 10% e 20%. Utiliza também 
para ajudar na manutenção do equilíbrio hidroeletrolítico e mantem a permeabilidade venosa 
Para preparar a solução deve-se diluir em SG5% os miligramas de dopa que resulta em multiplicar o peso do paciente 
por 6 que é a formulação standar até um volume total de 100ml. 
Outros aspectos a se ter em conta 
A dopa é um neurotransmissor vital no cérebro desempenha papéis como desenvolvimento, memória, comportamento, 
condução, atenção, diminuição da produção de prolactina, influência sobre o sono e o humor, aprendizagem, nesse 
contexto o excesso ou a falta é a condição de várias patologias, de diversos tipos de doenças. A dopamina quando 
administrada por via IC não cruza o cérebro do sangue, é por isso que se acentua os efeitos ou também devido a uma 
polimedicação. Eles atuam no coração melhorando sua contratilidade e a pressão arterial e é útil também na parada 
cardíaca. 
 
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Propriedades farmacológicas 
A dobutamina é um agente inotrópico com ação predominante direta sobre os receptores β1 do coração que tem a 
capacidade de aumentar a força de contração e o gasto cardíaco nos pacientes com déficit funcional, aumenta a 
condução auriculo ventricular e intraventricular e seus efeitos hipertensores, antimógenos e vasodilatadores são 
comparativamente menos intensos que os produzidos pelo isoproterenol. A consequência do seu efeito sobre o gasto 
cardíaco aumenta o fluxo sanguíneo renal e o volume urinário. 
Um agente antihipotensivo é também um vasopressor e qualquer medicamento que tem a capacidade de elevar a 
pressão arteiral reduzida 
A dobutamina é uma medicação simpatomimética que tem a presença do grupo funcional amina que se assemelha aos 
neurotransmissores adrenalina ou epinefrina e a noradrenalina ou norepinefrinas e também com outras catecolaminas 
como a própria dopamina. 
As catecolaminas são hormônios que vão a corrente sanguínea e são úteis no tratamento de IC e no choque cardiogênico. 
As catecolaminas destas natureza são agente simpatomiméticos e se denominam fundamentos clínicos e de maneira 
conjunta é utilizada na expansão da volemia e no tratamento da insuficiência cardiorrespiratória. 
A dobutamina é um agente inotrópico com ação predominantemente e direta sobre os receptores β1 que tem a 
capacidade de aumentar a força de contração e o gasto cardíaco em pacientes com déficit funcional. 
O receptor colinérgico β1 é um adrenoreceptor, que é uma proteína integral da membrana e atua como receptor beta 
adrenérgico. As funções principais dos receptores β1 são o incremento do gasto cardíaco, o aumento da FC no nodo 
sinusal e o efeito cronotrópico positivo resultante de sua função. 
O cronotropismo positivo se desencadeia através de sua ação predominante sobre o receptor β1 sendo capaz de 
acelerar a FC e o cronotropismo negativo que diminui a FC. 
O mecanismo de ação das catecolaminas: atuam por meio de seus neurotransmissores próprios e por isso bloqueia os 
mecanismos compensatórios que são ativados durante a insuficiência cardíaca. As catecolaminas são denominadas como 
simpaticomiméticos dos quais por terem esse grupo funcional amina são capazes de se assemelharem aos 
neurotransmissores adrenalina ou epinefrina e noradrenalina ou norepinefrina. Nesse contexto as catecolaminas 
desencadeiam seus efeitos terapêuticos dependendo da dose. A dobutamina como um agente catecolamínico tem uma 
ação predominante sobre esses receptores. 
Conforme tem a atuação de diferentes receptores desencadeiam um tipo de mecanismo de ação específico, quando a 
dobutamina atua sobre o receptor β1 aumenta a FC do nodo sinusal, tem um efeito cronotrópico positivo, é capaz de 
aumentar a contratilidade do músculo cardíaco, aumentam a contratilidade e a automoticidade. Nesse contexto, no que 
 
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diz respeito a IC se produz um déficit funcional, que é um transtorno em que o coração é incapaz de satisfazer as 
demandas do organismo então este reduz o fluxo sanguíneo, tem um processo de congestão, há uma alteração que 
endurece ou debilitar mais a função cardíaca. Em quanto as propriedades também aumentam a condução 
auriculoventricular. 
Também aumenta a condução auriculoventricular e intraventricular. O sistema de condução cardíaco se compões de um 
conjunto de estruturas onde se produz e se transmite seus estímulos elétricos que permitem a contração do músculo 
cardíaco, do coração. 
O efeito antimógenos pode diminuir, alterar essa arritmia e a dobuta é comparado ao isoproterenol ou isopronalina em 
relação a sua efetividade terapêutica que é também uma medicação simpatomimética que atua também sobre os 
receptores β1 adrenérgicos e se utiliza na clínica para o tratamento de asma, para relaxar as vias aéreas, e tem 
também a capacidade de melhorar o fluxo aéreo. Também se utiliza na bronquite e no enfisema. 
Indicações 
De acordo com seu efeito inotrópico e quando falamos de um paciente com hipoperfusão quando o gasto cardíaco é 
insuficiente para satisfazer a demanda circulatória, tratamento de pacientes onde o aumento das pressões do 
enchimento ventricular induz ao risco de congestão e edema pulmonar. 
Hipoperfusão– diminuição do volume de sangue 
A congestão pulmonar é a acumulação de líquido nos pulmões onde terá uma deterioração das trocas gasosas e uma 
hipoxemia arterial. É útil também com a própria sintomatologia do edema pulmonar que é muito comum na insuficiência 
cardíaca congestiva porque o coração é incapaz de bombear o sangue e tem um comprometimento tissular e 
obviamente isso passa para as veias que levam o sangue aos pulmões e quando aumenta a contratilidade cardíaca 
melhoram esses processos e a diminuição sintomatológicas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Contra indicações e precauções 
Estenose subaórtica 
hipertrófica idiopática 
Fibrilação ventricular 
Na IAM piora a 
isquemia, precipita a 
angina e eleva ST 
Não mesclar com BIC 
ou soluções alcalinas. 
Incompatível com furosemida, 
hidrocortisona, lidocaína, cloreto e 
sulfato de potássio e heparina sódica. 
Crianças 
 
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No caso da estenose está contra indicado porque a estenose é um estreitamento do ventrículo esquerdo o qual o 
sangue passa para chegar a aorta, ela pode ser genética ou pode ser adquirida já que é uma forma particular de 
certas doenças cardíacas e uma delas é a estenose aórtica hipertrófica idiopática que inclui medicação e cirurgia 
Na fibrilação auricular os sinais elétricos das cavidades inferiores não são normais porque esses sinais elétricos que 
enviam pelos tecidos do corpo são os que regulam a FC e a alteração delas são as fibrilações auriculares 
 No IAM o que se produz é a necrose miocárdica e essa necrose é produto da obstrução aguda das artérias coronárias 
e entre eles tem sintomas que podem ser acentuados pela dobutamina. Moléstias torácicas, dispnéia, náuseas 
Não se pode usar de maneira conjunta a dobutamina com furosemida, hidrocortisona, lidocaína, cloreto e sulfato de 
potássio e heparina sódica porque os mecanismos de ação são incompatíveis e pode aumentar de maneira exagerada 
a biodisponibilidade de um ou outro medicamento. A furosemida é uma medicação de teto alto, de asa sua excreção da 
menos de 25% e se usa na ICC, na hipertensão e edemas e claro vai acentuar a ação da dobutamina. A hidrocortisona 
é um antiinflamatório que se usa para prevenir reações alérgicas, doenças auto imunes, afecções cutâneas, na asma 
e outros tipos de afecções pulmonares e se produz aumento do efeito toxicológico por acentuação de ambos. 
A lidocaína que bloqueia a propagação do impulso nervoso a nível local quando se aplica dessa maneira e impedem a 
entrada de íons sódio através da membrana nervosa. 
Cloreto de potássio é um suplemento que se usa para tratar níveis baixos de potássio no sangue e um efeito da 
dobutamina adverso é gerar um efeito contrário. 
Sulfato de potássio e magnésio são laxantes osmóticos comprometendo a biodisponibilidade necessária da dobutamina 
porque pode facilitar sua excreção mais rápida porque os laxantes osmóticos provocam diarréias aquosas, tendem a 
esvaziar as fezes do cólon de forma rápida e se utilizar de maneira conjunta com outro medicamento pode aumentar 
a sua excreção e não permite que o medicamento exerça a ação terapêutica quando administrado porque acelera todo 
o processo de excreção. 
No caso da heparina sódica como é uma terapia anticoagulante se utiliza como profilaxia ou como tratamento para a 
trombose venosa. A dobutamina por aumentar a própria perfusão pode aumentar a função anticoagulante o que fica 
bastante perigoso. 
Biodisponibilidade 
O efeito se inicia entre 1 e 2 minutos e no máximo 10 minutos e persiste durante várias horas, se administra por via 
intravenosa e rapidamente é metabolizado pela metilação do catecol e por conjugação no fígado e se elimina na urina 
em forma de metabolitos secundários e sua média plasmática é de 2 minutos. 
O catecol ou metil transferasa é uma das várias enzimas que são capazes de degradar as catecolaminas como a 
dopamina, a dobutamina, a adrenalina e a noradrenalina. 
Média plasmática é o tempo médio para eliminar 50% da droga do organismo ou é o tempo médio que tarda a 
concentração plasmática do fármac. 
 
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Vias de administração e dose 
IV contínuo, com início de infusão com uma dose de 2,5 a 10 µg/Kg/min e se ajusta paulatinamente a velocidade de 
infusão, só em casos excepcionais se requer doses tão altas como 40 µg/Kg/min. A solução deve ser diluída em pelo 
menos 50ml de dextrosa a 5%, utilizar a solução preparada num tempo de 24h. Não pode refrigerar ou guardar 
porque a dobutamina pode precipitar. Dobuta diminui o tempo de coagulação. 
Interação com outros medicamentos 
Os efeitos da dobutamina são contrarrestados pelos antagonistas beta adrenérgicos, durante o tratamento com beta 
antagonistas as doses baixas de dobutamina mostram um grau variável de atividade alfa adrenérgica como 
vasoconstrição. 
Os antagonista beta adrenérgicos servem para tratar a pressão arterial, para tratar angina de peito, ritmo cardíaco 
anormal, eles interferem na ação farmacológica da dobutamina 
Os agentes anestésicos inalatórios podem aumentar o risco de arritmias ventriculares devido a um aumento da 
sensibilidade do miocárdio. Isso ocorre pelo aumento de sensibilidade do miocárdio. 
O antioxidante metabisulfito sódico presente no concentrado poderia reacionar com a tiamina o que conduziria a uma 
diminuição de tiamina. 
O metabisulfito sódico é um composto que se dilui em água e se emprega geralmente como desinfetante, antioxidante 
e conservante seja de produtos farmacêuticos ou alimentos. A vitamina B1 que também conhecemos como tiamina é 
uma vitamina hidrossolúvel e isso faz com que se produza uma reação em que a concentração de tiamina se ve 
desfarçada devido a um processo de excreção rápida que produz o metadisulfito ou a tiamina. 
A combinação de dopamina com dobutamina se incrementa a pressão arterial sistêmica, se incrementa o fluxo sanguíneo 
renal, o fluxo urinário, incrementa a eliminação de sódio, essa interação pode ser beneficiosa porque previne o aumento 
do enchimento ventricular, porque essa combinação não eleva o gasto cardíaco mais do que usar só a dobutamina. 
Incluso se usa a dobutamina combinada com vasodilatadores como a nitroglicerina, o nitroprussiato de sódio (nipride) 
quando o paciente apresenta um cardiopatia isquêmica porque esta combinação de interação farmacológica potencializa 
o incremento do gasto cardíaco e o excesso da resistência vascular a nível sistêmico e a pressão de enchimento 
ventricular. Essas interações ocorrem segundo as necessidades fisiopatológicas do paciente. 
Quando a dose da dobutamina é maior ela pode contrarrestar os beta bloqueadores. 
 
 
 
 
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Reações adversas 
Reações cardiovasculares: 
- Dor anginosa 
- Hipertensão 
- hipocalemia 
- Hipotensão 
- Intensifica a isquemia 
- palpitação 
- Taquicardia 
- Extrassístoles ventriculares 
- Taquicardia ventricular 
Pele e anexos: 
- Flebite e erupção 
Gastrointestinais: 
- Náusea 
Sistema nervoso: 
- Dor de cabeça 
Outros: 
- Reações de hipersensibilidade 
- Reações anafilactóides/reações aos sulfitos 
 
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A reação anafilactoide é quase indistinguível da anafilaxia. Na anafilaxia precisa da presença de um compromisso 
respiratório devido a um broncoespasmo ou a um edema de laringe, e haja um compromisso respiratório ou 
hemodinâmico. O seu mecanismo é imunomediado. 
As reações anafilatoides são sistêmicas e mediadas mas não são causadas por uma reposta imune. Essa reação pode 
dar-se por uma droga ou por alimentos, consumo de AINES, IECAS, opioides, anestésicos. 
Os metasulfitos são usados muito em conservantes de alimentos como frutas , tomates, mostardas . é sulfitoque 
ingerimos quando os alimentos são degradados por enzimas chamadas sulfitoxidasas. Se a pessoa for sensível a esta 
enzima pode provocar uma reação. 
 
Agentes vasopressores 
A adrenalina também chamada de epinefrina é um hormônio e um neurotransmissor que segrega o corpo de maneira 
natural através das glândulas suprarrenais localizadas na parte superior dos rins. O organismo produz e armazena esta 
substância e a libera em situações de alarme, ajuda o corpo a enfrentar este tipo de situação. 
A adrenalina é uma catecolamina endógena e devemos conhecer os receptores porque vamos conseguir determinar a 
ação destes fármacos. A catecolamina endógena tem ação potente sobre o receptor β1 e ação moderada nos 
receptores β2 e α1. Depende da dose, em doses baixas predomina o efeito beta com o incremento do gasto cardíaco 
e tem efeitos variados na pressão arterial por atuação moderada sobre os receptores beta 2 diminuído a resistência, 
a doses altas tendo um efeito alfa que é predominante e justamente por esta ação sobre o receptor produz 
hipoglicemia, anemia e vasoconstrição esplâncnica. 
A adrenalina também é conhecida como epinefrina que é seu substitutivo sintético que liberamos em momento de alerta 
ou tensão quando sentimentos que estamos sobre ameaça, porque a adrenalina a nível orgânico permite a liberação de 
uma série de processos corporais que faz com que nosso corpo reaja a um perigo potencial, oferece energia para que 
nosso corpo, nossos músculos possam responder a uma potencial ameaça ou situação de perigo nos permitindo atuar 
rapidamente, prepara nosso organismo para que tenha um melhor rendimento. 
A adrenalina quando na corrente sanguínea atua como hormônio e quando se libera no espaço sináptico atua como 
neurotransmissor. Quando vai na corrente sanguínea chegando a diferentes células para iniciar múltiplas reações. 
Quando atua como neurotransmissor atua como mensageiro químico que se encarrega de levar sinais ao sistema 
nervoso, responsável por transmitir a informação de um neurônio a outro e seu efeito está relacionado ao estado de 
alerta e ativa o sistema de recompensa cerebral. 
 
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A adrenalina é uma substância que nosso corpo produz de forma natural gerada nas glândulas supra renais, mas ela 
pode ser sintetizada em laboratório e é a que utilizamos como medicamentos e é por isso que a nível hospitalar se fala 
com a terminologia de epinefrina. 
As catecolaminas são capazes de ativar sua ação terapêutica em uma união com o receptor 
Mecanismos de ação 
Elas atuam através da união de receptores α e β sobre uma quantidade de sistemas do organismo a nível cardiovascular, 
bronquial, gastrointestinal, renal, uterino, ocular, sistema nervoso, metabolismo, no sistema de compensação sanguínea 
e algumas dessas ações não utilizamos com fins terapêuticos. 
Quando se une aos receptores α aumenta o tono arterial e venoso e quando se une aos receptores β aumentam a 
FC, tem um efeito cronotrópico positivo, aumenta a contratilidade cardíaca, produz vasodilatação arterial e 
broncodilatação. A nível cardiovascular os efeitos vão depender da via de administração e da dose. 
A adrenalina aumenta a pressão sanguínea devido a seu efeito inotrópico e cronotrópico positivos e também ação 
vasoconstritora. Doses baixas de adrenalina a 0,1 µg/kg pode produzir queda na pressão arterial devido a que os 
receptores β2 que provocam vasodilatação são mais susceptíveis a essas doses da adrenalina. Quando se aplica a droga 
em primeiro momento se acelera o pulso mas a medida que vai aumentando a pressão sanguínea diminui o pulso devido 
a uma descarga vagal compensatória. 
Ao que refere aos efeitos vasculares provoca vasoconstrição principalmente a nível dos esfíncteres pré-capilares, 
arteríolas de menor calibre e pode ter uma ação sobre as veias e as grandes artérias. A adrenalina diminui o fluxo 
sanguíneo cutâneo. 
A adrenalina é um estimulante cardíaco muito potente, atua sobre os receptores β1 a nível do miocárdio aumentando 
a FC, o ritmo cardíaco. Com a atuação da adrenalina sobre o músculo cardíaco excitável vamos ter uma sístole mais 
curta, contração cardíaca ocorre com maior força, aumenta o rendimento cardíaco, aumenta o trabalho do coração, o 
consumo de oxigênio. A adrenalina produz um incremento da circulação coronária. 
 
 
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PCR e reanimação cardiopulmonar, em primeiro lugar devem ser aplicadas medidas do tipo físico 
 
Indicações terapêuticas 
Espasmos da via aérea em 
ataques agudos de asma 
Alívio rápido de reações alérgicas 
a fármacos ou outras substâncias Tratamento do choque anafilático 
 
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Broncoespasmo = Estreitamento da luz bronquial, se dá como consequência o estreitamento da musculatura dos 
brônquios e isso impede a passagem de ar aos pulmões. 
O choque anafilático é grave porque afeta a mais de um órgão e estas falhas aos sistemas de uma vez leva a uma 
situação muito grave, ele ocorre quando os vasos sanguíneos se dilatam e diminuem a tensão arterial o que não deixa 
chegar suficiente quantidade de sangue nos órgãos e estes podem deixar de funcionar e as pessoas vem a óbito se 
não atuar com rapidez. 
Primeiro tem que se utilizar medidas físicas de RCP antes que a adrenalina porque a adrenalina sugere que atue mas 
seu risco é muito alto, então o nível de compensação em relação a melhora da perfusão sanguínea faz com que de 
maneira deliberada, rápida e exacerbada se cria uma série de situações a nível orgânico e obviamente os efeitos podem 
ser contraditórios por isso que na emergência se sugere a aplicação primeiro das medidas físicas para restabelecer o 
bombeio cardíaco e logo aplicar a adrenalina, porque a parada cardíaca ocorre quando o coração repentinamente para 
de bater e quando isso sucede o suministro de sangue ao cérebro e ao resto do corpo se detém então a parada 
cardíaca é uma emergência 
A urgência é aquela situação que precisa de um atendimento imediato, a vida do paciente está em perigo 
Posologia e formas de administração 
Nos ataques agudos de asma, nas reações alérgicas e choque anafilático em adultos é de 0,3 a 0,5mg/ml por via IM 
ou SC. 
Em caso de choque anafilático deve-se usar a via IM e em casos muito graves nos hospitais a via IV, pode repetir a 
medicação após 15 a 20 minutos e depois em intervalos de 4h. A dosagem pode ser aumentada de 0,3 a 0,5 até 
1mg/ml. 
As doses para os idosos são as mesmas que os adultos mas tem recomendações muito mais especiais. 
Em crianças a dose é de 0,1 mg/kg por via IM ou SC com solução de cloreto de sódio até uma dose máxima até 0,5mg 
pode repetir a medicação após 15 a 20 minutos e depois em intervalos de 4h. 
Parada cardíaca e Ressuscitação Cardiopulmonar 
Dose recomendada é 1mg por via IV que deve ser diluída em água para injeção ou soro fisiológico a 0,9% ou glicose a 
5% ou solução glicosada a 5%. Pode repetir de 3 a 5 minutos quantas vezes forem necessárias. 
Nas crianças a dose estândar é de 0,01 mg/kg por IV podendo repetir de 3 a 5 minutos quantas vezes 
Formas de administração 
Pode ser administrada por via IM, SC, IV e em casos de extrema gravidade é possível aplicar intracardíaca. 
A administração por via IV e intracardíaca deve ser a nível hospitalar com previa diluição e sobre monitorização cardíaca.
 
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Contraindicações 
Hipersensibilidade a 
simpaticomiméticos 
Insuficiência ou dilatação cardíaca, insuficiência 
coronariana e arritmias cardíacas 
Hipertireoidismo quanto tem 
hipertensão arterial grave 
porque esses pacientes são 
mais susceptíveis ao uso da 
adrenalina 
Em situações de extrema 
gravidade não existem 
contraindicações absoluta. 
Lesões orgânicas cerebrais como 
arteriosclerose cerebral ou glaucoma de 
ângulo fechado. 
Anestesiascom hidrocarburos 
halogenados (cloroformo, 
tricloroetileno) ou ciclopropano. 
 
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Se tem contraindicações em pacientes com insuficiência ou dilatação cardíaca, insuficiência coronariana e arritmias 
cardíacas porque aumenta a necessidade de oxigênio do miocárdio devido a ação farmacológica desse medicamento. 
Está contraindicada durante o parto, durante o último mês de gestação porque a adrenalina inibe o tono uterino inibindo 
assim a contração mas quando há um comprometimento vital, situações de extrema gravidade não existem 
contraindicações absolutas. 
Interações com outros medicamentos e outras formas de interação 
No hospital afim de evitar as interações medicamentosas se entrevista os acompanhantes e por isso é importante 
saber as interações medicamentosas. 
Os beta bloqueadores adrenérgicos existe um antagonismo com a adrenalina de maneira que não se deve administrar 
conjuntamente salvo em casos de intoxicação a adrenalina porque a administração concomitante de adrenalina e beta 
bloqueantes como o propranolol provoca uma elevação da pressão arterial devido a esse processo acentuado de 
vasoconstrição, a sintomatologia com a associação pode seguir com bradicardia, pode provocar arritmias e o efeito 
broncodilatador também se vê diminuído pela interação dos bloqueantes adrenérgicos. 
Com a administração do metoprolol a FC e a pressão sanguínea tendem a modificar minimamente, com doses baixas de 
beta bloqueantes cardiosseletivos não temos muitas informações se interferem no processo de broncodilatação 
provocada pela epinefrina. 
Os anestésicos gerais são sensibilizadores do tecido do miocárdio e provocam um aumento da irritabilidade cardíaca o 
que pode provocar o aparecimento de arritmias ventriculares, taquicardia e fibrilação ventricular. 
Os cardiotónicos junto com a administração de adrenalina pode causar arritmias cardíacas especialmente quando 
associado a digoxina ou outro tipo de glucósidos cardiotónicos. 
Nos medicamentos que facilitam a perda de potássio existe uma potenciação desses efeitos que gera hipocalemia da 
adrenalina, esses pacientes precisam estar constantemente monitorizando a quantidade de potássio no sangue. 
Os antidepressivos tricíclicos são medicamentos que tendem a diminuir a recaptação de adrenalina nas terminações 
adrenérgicas fazendo com que desencadeie uma intensa resposta pressora. 
No caso dos inibidores de catecol, a adrenalina se metaboliza em uma proporção importante com a intervenção desta 
enzima catecol o-metiltransferasa potencializando os efeitos cronotrópicos e arritmogêmicos. 
Guanitidina é um anti-hipertensivo que atua na redução da liberação de catecolaminas, então a combinação de guanitidina 
com adrenalina pode produzir uma severa reação hipertensiva, se necessita usar ainda assim deve-se monitorizar a 
pressão arterial. 
No caso dos inibidores de IMAO, a MAO metaboliza a adrenalina ativando-a. No entanto, a interação depende da dose 
de adrenalina não tem uma marcada acentuação dos efeitos da adrenalina. Paciente precisa ser monitorizado. 
 
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Interações com outros medicamentos 
Bloqueadores adrenérgicos 
Anestésicos gerais: 
cloroformo, halotano, 
ciclopropano. Cardiotónicos. 
Medicamentos que produzem a perda de 
potássio inclusos corticosteroides, diuréticos 
que diminuem o potássio, aminofilina ou teofilina 
Hipoglicemiantes 
Inibidores das 
monoaminooxidasas (IMAO) 
Guanitidina Inibidores da catecol o-
metiltransferasa (COMT) 
Antidepressivos 
 
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No caso dos hipoglicemiantes existe um antagonismo muito conhecido porque produz hiperglicemia o que faz com que 
necessite aumentar a dose de insulina ou dos hipoglicemiantes sintéticos que estão sendo administrados, sendo assim a 
adrenalina inibe a ação farmacológica dos hipoglicemiantes. 
Reações adversas 
Transtornos cardiovasculares e sistema nervoso e ocorre em 10% dos pacientes. A severidade destas reações está 
ligadas as vias de administração: SC, IM, Intra cardíaca, IV. As vias SC e IM tem uma menor proporção de efeitos 
adversos quando comparadas com a IV e a intra cardíaca. 
Podem se classificar em frequentes e pouco frequentes. As frequentes são aquelas derivadas de ações sobre o 
sistema nervoso como medo, ansiedade, cefaléia, dispneia, sudorese, náusea, vômitos, tremor, tontura, em torno de 
10% dos casos. Em relação ao sistema cardiovascular temos: palpitação, palidez, elevação discreta da PA, taquicardia, 
quando esses sintomas aparecem quando o paciente esta tomando a medicação em doses usuais então o descanso já 
resolve para que eles possam desaparecer. 
Dentro dos poucos frequentes vamos encontrar: transtornos cardiovasculares como hipertensão arterial severa que 
pode chegar a provocar uma hemorragia cerebral, uma insuficiência cardíaca ou edema e de maneira pouco frequente 
angina de peito mas ela também pode apresentar com doses usuais, pode apresentar arritmias ventriculares como 
fibrilação ventricular e todo esse conjunto pode levar o paciente a morte. 
Em doses muito altas vamos verificar como reações adversas dificuldade de micção, necrose, morte celular no lugar 
da injeção, acidose metabólica e falha renal. 
Todas as reações adversas devem ser anotadas e notificadas porque nos hospitais tem uma supervisão da 
superintendência. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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