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Ciclo menstrual e ovariano

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pequenas quantidades do hormônio inibina 
o qual inibe a secreção de FSH pela hipófise anterior. A redução 
da secreção FSH e LH faz com que o corpo se degenere 
completamente. A involução completa se dá em torno do 26º 
dia do ciclo sexual. A parada súbita de secreção de estrogênio, 
progesterona e inibina leva a menstruação. Essa parada 
também remove a inibição por feedback da hipófise anterior 
permitindo com que ela comece a secretar novamente 
quantidades cada vez maiores de FSH e LH dando início ao 
crescimento de novos folículos e reiniciando o ciclo ovariano. 
Seu tempo de vida só é prolongado na gravidez quando a 
gonadotropina coriônica atinge o corpo lúteo e prolonga sua 
vida durante os 2 a 4 primeiros meses da gestação. 
Esse processo de luteinização depende da extrusão do 
óvulo do folículo e do LH. Um hormônio local denominado fator 
de inibição da luteinização, encontrado no líquido folicular 
controla o processo de luteinização até depois da ovulação. 
 Os estrogênios promovem essencialmente a 
proliferação e o crescimento de células específicas no corpo, 
responsáveis pelo desenvolvimento da maioria das 
características sexuais secundárias da mulher. Na mulher não 
grávida normal, os estrogênios são secretados em quantidades 
significativas apenas pelos ovários e quantidades mínimas pelos 
córtices adrenais. Durante a gravidez, uma quantidade de 
estrogênios também é secretada pela placenta. Já as 
progestinas atuam, basicamente, preparando o útero para a 
gravidez e as mamas para a lactação. Elas são secretadas pelo 
corpo lúteo na mulher não grávida normal e pela placenta 
depois do 4° mês de gestação. 
Basicamente, todos os esteroides femininos são 
sintetizados nos ovários, principalmente do colesterol derivado 
do sangue mas também podem ser provenientes da acetil 
coenzima A cujas múltiplas moléculas podem se combinar e 
formar o núcleo esteroide apropriado. 
Durante a fase folicular, quase todos os androgênios são 
convertidos em estrogênios pela enzima aromatase. A células 
da teca sob influência do LH produzem androgênio. Como as 
células da teca não possuem aromatase, os androgênios se 
difundem das células da teca para as células da granulosa 
adjacentes, onde são convertidos em estrogênios pela 
aromatase, cuja atividade é estimulada por FSH em folículos 
maduros. Tanto o estrogênio quanto a progesterona são 
transportados no sangue ligados principalmente a albumina 
plasmática e a globulinas de ligação específica a estrogênio e 
progesterona. 
 
–
 
 
Ciclo endometrial mensal e menstruação 
Fase proliferativa ocorrendo antes da ovulação 
 No início de cada ciclo menstrual mensal, grande parte 
do endométrio foi descamada pela menstruação. Após a 
menstruação, permanece apenas uma pequena camada de 
estroma endometrial. Sob a influência dos estrogênios que são 
secretados durante a primeira parte do ciclo ovariano mensal, 
as células do estroma e as células epiteliais proliferam 
rapidamente, sendo reepitelizadas de 4 a 7 dias após o início 
da menstruação. 
Antes de ocorrer a ovulação, a espessura do 
endométrio aumenta bastante devido ao crescente número de 
células estromais e novos vasos sanguíneos no endométrio. 
As glândulas endometriais secretam um muco fino e 
pegajoso que ajudam a guiar o espermatozoide na direção 
correta da vagina até o útero. 
 
Fase secretora ocorrendo após a ovulação 
 Depois de ter ocorrido a ovulação, a progesterona e o 
estrogênio são secretados em grande quantidade pelo corpo 
lúteo. O estrogênio causa leve proliferação celular do 
endométrio e a progesterona é responsável por causar inchaço 
e desenvolvimento secretor do mesmo 
O endométrio, nesse momento, passa por uma série 
de mudanças como: o aumento do citoplasma das células 
estromais, aumento do depósito de lipídios e glicogênio 
aumento do fornecimento sanguíneo. 
A finalidade geral dessas mudanças endometriais é 
produzir um endométrio altamente secretor que contenha 
grande quantidade de nutrientes armazenados, para prover 
condições apropriadas à implantação do óvulo fertilizado. Essas 
secreções uterinas fornecem nutrição ao óvulo em suas 
divisões iniciais até a sua implantação. 
 
Menstruação 
A menstruação é causada pela queda de estrogênio e 
progesterona, principalmente da progesterona, no final do ciclo 
ovariano mensal. O primeiro efeito é a redução da estimulação 
das células endometriais por esses dois hormônios e os vasos 
sanguíneos ficam vasoespáticos (por conta de 
vasosconstritores das prostaglandinas).. Consequentemente, o 
sangue penetra a camada vascular do endométrio e as áreas 
hemorrágicas crescem. A massa de tecido descamado e 
sangue na cavidade uterina mais os efeitos contráteis das 
prostaglandinas ou de outras substâncias no descamado em 
degeneração, agem em conjunto, dando início a contrações 
que expelem os conteúdos uterinos 
Gradativamente, as camadas externas necróticas do 
endométrio se separam do útero até que cerca de 48h depois 
do início da menstruação, as camadas superficiais do 
endométrio tenham se descamado. 
Durante a menstruação normal, aproximadamente: 40 
ml de sangue e mais de 35 ml de líquido seroso são eliminados. 
Normalmente, o líquido não coagula porque uma fibrinolisina é 
liberada em conjunto com o material endometrial necrótico. 
4 a 7 dias após o início da menstruação, a perda de sangue 
cessa porque, nesse momento, o endométrio já se reepitalizou 
Durante a menstruação, grandes quantidades de leucócitos são 
liberados em conjunto com o material necrótico e o sangue. É 
provável que alguma substância liberada pela necrose 
endometrial cause essa eliminação. Essa fato corresponde a um 
importante efeito protetor haja vista que o útero é bastante 
resistente a infecções durante a menstruação

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