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Gestão Hospitalar Integrada: Enfermagem, Farmácia e Nutrição

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Unidade II
GESTÃO HOSPITALAR INTEGRADA
Profa. Ma. Valdice Pólvora
 Na Unidade II, serão abordados os serviços de enfermagem, 
farmácia e nutrição hospitalar, bem como a importância do 
mapeamento dos processos que suportam às atividades 
desenvolvidas nas instituições de saúde, a sua importância 
na gestão com qualidade e segurança.
 Ainda abordaremos os tipos de serviços passíveis de 
terceirização e a governança desses serviços, 
tais como lavanderia hospitalar.
O que vamos abordar nesta unidade?
 De acordo com o COREN, a enfermagem é uma profissão 
comprometida com a saúde e a qualidade de vida da pessoa, 
família e coletividade. O profissional de enfermagem atua na 
promoção, prevenção, recuperação e reabilitação da saúde, 
com autonomia e em consonância com os preceitos 
éticos e legais.
 O profissional de enfermagem participa, como integrante da 
equipe de saúde, das ações que visem a satisfazer as 
necessidades de saúde da população e da defesa dos 
princípios das políticas públicas de saúde e ambientais, que 
garantam a universalidade de acesso aos serviços de saúde, 
integralidade da assistência, resolutividade, preservação da 
autonomia das pessoas, participação da comunidade, 
hierarquização e descentralização político-administrativa 
dos serviços de saúde. 
Serviços de enfermagem
 Segundo Freitas (2015), a enfermagem em sua forma mais 
básica existe desde o início dos tempos. Ela evoluiu de um ato 
informal de cuidar e nutrir os outros para uma profissão mais 
complexa de base científica.
 Vale salientar que os princípios básicos da profissão têm se 
mantido constantes. Desde seus primórdios, o foco da 
enfermagem tem sido a assistência e o atendimento das 
necessidade humanas básicas.
 A enfermagem também estabeleceu seu lugar na tomada de 
decisão das organizações de saúde, assumindo papéis em 
áreas como administração e gerenciamento.
O profissional de enfermagem
 A ausência de uma comunicação eficaz leva à coleta de 
dados deficiente que, por sua vez, conduz ao diagnóstico 
de enfermagem incorreto e ao desenvolvimento de um plano 
de cuidados que não atenderá às necessidades do paciente. 
Além disso, a comunicação se estende para além das 
interações enfermeiro-paciente. Também ocorre entre 
vários membros da equipe de saúde e funciona como 
um instrumento de coordenação dos cuidados.
Enfermagem e o processo de comunicação 
 A comunicação interpessoal é uma forma de comunicação 
pessoal que ocorre entre dois indivíduos. Embora os 
enfermeiros possam envolver-se na comunicação interpessoal 
com vários membros da equipe de saúde, as interações desses 
profissionais com os pacientes são as mais importantes.
 A comunicação terapêutica, que é a comunicação que tem um 
propósito e que produz um desfecho estabelecido, é usada para 
garantir que ocorra a comunicação interpessoal eficaz com o 
paciente. 
Comunicação interpessoal
 Confiança e honestidade: evite dar garantias, falsas informações. 
 Privacidade e confidencialidade: use tanto durante a interação 
como fora da interação.
 Respeito e cortesia: use títulos e nomes que sejam aceitáveis para 
o paciente. Incentive a participação ativa no processo de tomada 
de decisão. 
 Empatia: mostre senso de compreensão e aceitação da situação 
do paciente. 
 A escuta ativa, o toque e o silêncio também são componentes 
comprovadamente benéficos da comunicação terapêutica. 
 Evitar armadilhas no processo de comunicação (p. ex.: 
tranquilização, argumentação, solidariedade falsas) é tão 
importante quanto saber o que incluir no processo de 
comunicação.
A comunicação é construída sobre os seguintes 
elementos:
 O processo de enfermagem é documentado por intermédio do 
plano de cuidados de enfermagem. Esse plano é a ferramenta 
que o enfermeiro utiliza para orientar a assistência ao paciente. 
Algumas empresas utilizam uma abordagem de prestação de 
cuidados de saúde de gestão de casos clínicos para fornecer o 
cuidado ao paciente. 
 Essa é uma abordagem com equipe multidisciplinar que, em 
geral, inclui médicos, assistentes sociais, enfermeiros e 
membros da equipe que trabalham em outras disciplinas, 
conforme o caso. 
Importância da documentação no processo de 
enfermagem
 A documentação é um dos instrumentos utilizados para avaliar 
e melhorar a qualidade do atendimento.
 O objetivo é identificar oportunidades de melhoria e fazer 
mudanças positivas em base contínua. 
Garantia da qualidade 
 A informação documentada no prontuário é usada por planos 
de saúde e por empresas de seguros privadas para determinar 
se um organismo é elegível para receber o reembolso pelos 
serviços prestados.
Reembolso
 O prontuário do paciente pode ser usado como evidência em 
processos judiciais. É importante que o enfermeiro lembre-se 
de que “se não está documentado, não ocorreu”. 
 Entretanto, a avaliação bem documentada do paciente e do 
cuidado prestado fornecem a melhor garantia de que os 
enfermeiros não estarão sujeitos às consequências legais.
Evidências legais
 As avaliações dos boletins dos pacientes apresentam 
informações valiosas que podem ser utilizadas para fins de 
pesquisa. É possível coletar dados sobre a presença de 
determinado sinal ou sintoma (p. ex.: dor, pressão arterial elevada, 
cianose) para uma população específica de pacientes. 
 Essa informação pode informar sobre a existência de um padrão 
na ocorrência de determinado sintoma. 
Ensino e pesquisa
 responder pelo cuidado do grupo de pessoas; 
 ser um profissional instrumentalizado para interagir em equipe;
 identificar e intervir em situações clínicas específicas; 
 deter o domínio intelectual da dinâmica assistencial da unidade; 
 reconhecer o contexto de prática; 
 avaliar clinicamente o estado de saúde do indivíduo; 
 utilizar uma ferramenta científica de trabalho (Processo de Enfermagem); 
 promover o controle da evolução de patologias de natureza transmissível 
e crônico-degenerativa; 
 utilizar-se do teor educativo (indivíduo/família) para o autocuidado; 
 atender à demanda dos serviços de saúde; 
 encaminhar a outros profissionais (caso necessário); 
 assistir a pessoa de forma individualizada, atendendo suas 
necessidades sistematicamente. 
Espera-se que um enfermeiro seja capaz de:
O enfermeiro desempenha um papel fundamental na área de 
saúde. Espera-se que ele seja capaz de:
I. Assistir a pessoa de forma individualizada, atendendo suas 
necessidades sistematicamente. 
II. Promover o controle da evolução de patologias de natureza 
transmissível e crônico-degenerativa.
III. Ser um profissional instrumentalizado para interagir em 
equipe.
Está(ão) correta(s):
Interatividade
a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) III, apenas.
d) II e III, apenas.
e) I, II e III.
Interatividade
a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) III, apenas.
d) II e III, apenas.
e) I, II e III.
Resposta
 O conceito de farmácia hospitalar pode ser entendido como um 
serviço tecnicamente preparado para:
Farmácia hospitalar
FARMÁCIA HOSPITALAR
• Armazenar
• Distribuir
• Controlar
• Produzir medicamentos e 
produtos correlatos
 A administração de uma farmácia ou almoxarifado hospitalar é 
algo de grande importância, pois são setores que guardam os 
insumos mais caros: medicamentos e materiais médico-
hospitalares.
 Para tanto deve desenvolver competências e habilidades 
necessárias para exercer essa função. 
 Tais habilidades e competências esperadas de um farmacêutico 
hospitalar podem ser resumidas 
em técnicas e administrativas (gerenciais). 
Farmácia hospitalar
 Ter formação em farmácia 
hospitalar, em nível de pós-
graduação, ou ter cursado a 
disciplina de farmácia hospitalar na 
graduação.
 Ter realizado estágio em farmácia 
ou possuir experiência anterior em 
farmácia hospitalar. 
 Possuir conhecimentos básicos de 
contabilidade e administração. Possuir habilidades naturais como 
comando e liderança.
 Conhecer as ferramentas básicas da 
qualidade total.
O perfil desejado pode ser descrito da seguinte forma:
Fonte: https://thumbs.dreamstime.com/x/mulher-que-
pegara-medicamentos-de-venta-com-receita-na-
farmcia-29665953.jpg
 Santos (2006:129) destaca que a farmácia hospitalar deve 
localizar-se em um ponto estratégico do hospital, para facilitar 
o recebimento de mercadorias e agilizar a sua distribuição.
Fluxos de abastecimento da farmácia hospitalar
ALMOXARIFADO
Farmácia (central) satélites
Setores de enfermagem
Central de desinfecção
Rouparia
Manutenção
Setores administrativos
Serviço de nutrição e 
dietética (SND)
Outros
 O fluxo deve obedecer a algumas regra, como:
 não interferir no andamento das atividades do hospital;
 respeitar horários de pico;
 transportar os produtos de forma segura e rápida (monta-
cargas, tubo pneumáticos etc.);
 abastecer, sem excessos, para evitar a falta de 
medicamentos;
 as reposições devem ser em quantidade de intervalos, os 
menores possíveis para se evitar o acúmulo de estoques.
Fluxos de abastecimento da farmácia hospitalar
De acordo com Santos (2006:163), a farmácia 
hospitalar é um departamento que faz interface com 
variados setores do hospital 
FARMÁCIA 
HOSPITALAR
Corpo 
clínico
Faturamento
Administração
Serviços de 
nutrição e 
dietética
Internação
Outros 
profissionais 
(assistente 
social, 
fisioterapeutas)
Compras
Comissões 
hospitalares
Educação 
continuada
Enfermagem
Fonte: Santos (2006:163)
 Segundo Santos (2006:163), para que possa cumprir com as 
atribuições pertinentes e manter o maior estreitamento possível 
entre as áreas envolvidas, a farmácia hospitalar, 
por intermédio do farmacêutico e de todas a sua equipe, 
precisa se pautar sempre em três quesitos: 
 conhecimento, por meio da qualidade e da precisão 
das informações;
 eficiência dos serviços;
 bom relacionamento interpessoal.
 São comuns as situações em que a farmácia e a enfermagem se 
defrontam com problemas sobre provisão de medicamentos e 
outras questões referentes ao atendimento de prescrições 
médicas; mas em primeiro lugar deve estar o objetivo de suprir a 
necessidade do paciente. Depois, sim, verificar com o cliente 
(enfermagem) o que se pode fazer para corrigir aquela falha ou 
problema. 
 Lembre-se de que a enfermagem é o cliente mais assíduo da 
farmácia e um dos mais importantes. 
Integração com outras áreas
Fonte: 
https://thumbs.dreamstime.
com/x/duas-enfermeiras-
2234070.jpg
 De acordo com Santos, se com a enfermagem o relacionamento 
se pauta na qualidade do atendimento, não será diferente com o 
corpo clínico, mas, nesse caso, há mais um tópico de suma 
importância: o conhecimento técnico.
Corpo clínico (médicos)
Fonte: 
https://thumbs.dreamstime.
com/x/grupo-de-doutores-
33788505.jpg
 Conforme afirma Santos, o farmacêutico hospitalar deve 
incorporar a filosofia da empresa, conhecer seus valores, 
sua missão, seus objetivos; enfim, todos os propósitos 
e alinhar-se com eles. 
 Destacamos alguns pontos de interesse que devem 
ser conhecidos pelo farmacêutico, são eles:
 situação econômica da empresa, ou seja, os resultados 
apurados (despesas e receitas);
 sinistralidade (no caso de hospitais de convênio);
 pesquisas de satisfação do público;
 taxa de recuperação e demais indicadores hospitalares; 
 custos hospitalares.
Administração superior
 Outro ponto de destaque citado por Santos é que o 
farmacêutico hospitalar deve estar apto a administrar, controlar 
e dispensar, de forma organizada, o insumo de maior 
importância do hospital: o medicamento. 
 Deve promover o uso racional desses produtos, assumir 
posição de destaque no fornecimento de informações sobre as 
drogas, atuar nas comissões hospitalares e ser eficiente 
colaborador da farmacoterapia adotada pelos médicos.
Institucional
 A gestão desse processo requer atenção do farmacêutico, para 
que não haja estoques em demasia nesses locais, 
e sim o que objetiva indiretamente assistir o paciente.
 A seguir, vamos destacar as vantagens na adoção das 
farmácias satélites: 
 permitem acompanhamento real do estoque;
 dão maior agilidade e rapidez no atendimento 
de requisições;
 maior proximidade de setores críticos (fechados), com 
Unidade de Terapia Intensiva (UTI), pronto-socorro e centro 
cirúrgico;
 economia.
Farmácia satélite
As vantagens na adoção das farmácias satélites: 
I. Permitem acompanhamento real do estoque.
II. Dão maior agilidade e rapidez no atendimento de requisições.
III. Maior proximidade de setores críticos (abertos), com Unidade 
de Terapia Intensiva (UTI), pronto-socorro e centro cirúrgico.
IV. Economia.
Estão corretas:
a) I e IV, apenas.
b) II e III, apenas.
c) I e III, apenas.
d) I, II e IV, apenas.
e) I, II, III e IV.
Interatividade
As vantagens na adoção das farmácias satélites: 
I. Permitem acompanhamento real do estoque.
II. Dão maior agilidade e rapidez no atendimento de requisições.
III. Maior proximidade de setores críticos (abertos), com Unidade 
de Terapia Intensiva (UTI), pronto-socorro e centro cirúrgico.
IV. Economia.
Estão corretas:
a) I e IV, apenas.
b) II e III, apenas.
c) I e III, apenas.
d) I, II e IV, apenas.
e) I, II, III e IV.
Resposta
 A dispensação é a maneira pela qual a farmácia envia os 
medicamentos ao pacientes, mediante prévias prescrições 
médicas, procurando sempre oferecer informações sobre a 
melhor utilização e o preparo das doses que serão administradas. 
Dispensação de medicamentos
Fonte: 
http://www.farmaciahospitala
r.com/wp-
content/uploads/2015/03/far
macia.jpg
Alguns critérios que devem ser avaliados
Corpo clínico - deve ser do tipo aberto ou fechado? 
Se for fechado, menores dificuldades serão 
enfrentadas.
Estrutura do hospital - a instituição está preparada 
para um sistema de dispensação que exige alto 
grau de eficiência?
Estrutura da farmácia - observar recursos 
humanos e disposição física da farmácia (layout).
Características econômicas - investimentos.
Dispensação
Dose 
unitária
Dose individualizada
Dose coletiva
Tipos de sistemas de dispensação 
de medicamentos, sendo: 
Vantagens
As movimentações do 
estoque são registradas com 
facilidade 
Custo de implantação muito 
baixo 
Baixo número de 
colaboradores na farmácia 
Horário de funcionamento 
da farmácia: reduzido 
Desvantagens
Formação de subestoques
Dificuldades no controle 
logístico dos estoques
Erros de administração de 
medicamentos
Maior quantidade de perdas
Dispensação feita pela 
enfermagem: desvio de 
atividade 
Na dose coletiva, a farmácia se torna um mero fornecedor 
de medicamentos, ocorrendo armazenamento em estoques 
descentralizados e retirando da farmácia a atividade de 
dispensação 
Vantagens
A farmácia centraliza os estoques 
Quantidade reduzida de estoques, 
se comparado com a dose coletiva
Menor quantidade de perdas e 
desvios
Possibilidade de garantia de 
qualidade
Desvantagens
Custo de implantação e nº de 
colaboradores é maior, em 
comparação à dose coletiva
Farmácia funciona em horário 
integral
Erros de medicação ainda podem 
ocorrer 
Na dose individualizada se comparada com a coletiva, a 
grande diferença é que, nesse sistema, a dispensação é 
feita em nome do paciente por meio de prescrição médica 
Vantagens
Segurança na farmacoterapia
Redução dos custos
Disponibiliza maior tempo para 
a enfermagem se dedicar ao 
paciente
Promove a Instituição: 
qualidade
Desvantagens
Custo de implantação
Investimento em contratação de 
colaboradores
Treinamento
Na dose unitária, a dispensação é feita em nome do 
paciente e segue uma prescrição médica com horários 
preestabelecidos a cada 24 horas 
A vantagem do sistema dose unitária é:
a) A farmácia centraliza os estoques.
b) Menor quantidade de perdas e desvios.
c) Quantidades reduzidas de estoque.d) Possibilidade de garantia da qualidade.
e) Todas estão corretas.
Interatividade
A vantagem do sistema dose unitária é:
a) A farmácia centraliza os estoques.
b) Menor quantidade de perdas e desvios.
c) Quantidades reduzidas de estoque.
d) Possibilidade de garantia da qualidade.
e) Todas estão corretas.
Resposta
 Segundo Burmester, para fazer a gestão de processos, é 
preciso pensar em padronização. Na saúde, a padronização 
de processos está relacionada com protocolos clínicos e 
procedimentos operacionais padrão. 
 Toda organização que faz a gestão de seus processos adota 
como ferramenta padronizada, cuja finalidade é tornar mais 
claros e ágeis os processos envolvidos na execução da gestão, 
chamada de PDCA. 
Processos hospitalares
Existem duas divisões essenciais
Processos 
principais 
do negócio 
Processos 
de apoio
 Processos principais do serviço de nutrição:
 compra e recebimento de gêneros;
 preparo dos alimentos;
 distribuição dos alimentos; 
 avaliação nutricional de pacientes.
A seguir, destacamos alguns exemplos de processos 
repetitivos relevantes em hospitais 
Fonte: 
https://static.portaleducacao.com.br/ar
quivos/imagens_artigos/020420121158
56gastronomia.jpg. acesso 02set16.
Processos principais do serviço de enfermagem 
em unidade de internação:
 recepção do paciente na unidade;
 processo de cuidados ao paciente; 
 alta do paciente da unidade.
Processos principais do serviço de enfermagem
Processos principais de atendimento médico (padronizáveis por 
meio de protocolos clínicos):
 diagnósticos;
 terapêuticos;
 reabilitadores;
 preventivos de doenças/sequelas; 
 promotores de saúde.
Processos principais de atendimento médico
 Processos principais no Same (Serviço de Arquivo Médico e 
Estatística):
 abertura de prontuários;
 guarda de prontuários;
 arquivamento de prontuários; 
 confecção de estatísticas.
Processos principais no Same (Serviço de Arquivo 
Médico e Estatística)
 Algumas atividades no âmbito de um hospital podem ser 
terceirizadas. O processo de terceirização deve ter um 
acompanhamento por parte do gestor, haja vista a necessidade 
no cumprimento dos níveis se serviços acordados no contrato. 
 Quando se trata de hospitais públicos, esse processo se dá por 
meio da realização de uma licitação, para contratação dos 
serviços de terceiros, no caso podemos citar alguns: lavanderia 
hospitalar, manutenção de equipamentos hospitalares, 
alimentação hospitalar etc.
 Vamos abordar o serviço de lavanderia hospitalar.
Serviços de terceiros
 Segundo Barbieri e Machline (2009:281), a função da lavanderia 
hospitalar é abastecer a instituição de roupa em condições 
adequadas, sob os aspectos de quantidade e qualidade. Os 
principais tipos de roupas que a lavanderia deve fornecer são os 
seguintes:
a) Roupas de cama, mesa e banho. Lençóis e fronhas constituem 
a maior proporção desse item.
b) Uniformes, tais como: aventais, blusas, macacões, pijamas.
c) Campos cirúrgicos, os quais são entregues, após a lavagem, 
secagem, passagem e dobragem, ao centro de material 
esterilizado. 
Lavanderia hospitalar
 Pré-classificação da roupa na origem por meio de carros porta-
sacos dotados de tampa acionada pelo pé do operador.
 Sala de recepção, classificação, pesagem e lavagem de roupa 
suja, um ambiente altamente contaminado que exige requisitos 
arquitetônicos próprios, como banheiros, exaustão mecanizada 
com pressão negativa, local para recebimento dos sacos de 
roupa suja, entre outros. 
 Lavagem de roupa, para a qual, independentemente do porte da 
lavanderia, deve-se sempre usar máquinas de lavar de porta 
dupla ou de barreira. A roupa suja é inserida pela porta da 
máquina situada do lado da sala de recepção e, depois de 
lavada, retirada do lado limpo pela outra porta. 
De acordo com o regulamento técnico instituido pela 
Resolução RDC 50/2002 e complementada pela RDC 
189/2003, as principais barreiras relativas ao fluxo de 
roupas são:
 A operacionalização da lavanderia abrange todo o circuito da 
roupa, desde a sua utilização nas diversas unidades do 
hospital, passando pela coleta da roupa suja nessas unidades, 
até sua redistribuição após o devido processamento.
Lavanderia hospitalar
UTILIZAÇÃO COLETA PROCESSAMENTO DISTRIBUIÇÃO
A operacionalização da lavanderia abrange:
a) Utilização.
b) Coleta.
c) Processamento.
d) Distribuição.
e) Todas estão corretas.
Interatividade
A operacionalização da lavanderia abrange:
a) Utilização.
b) Coleta.
c) Processamento.
d) Distribuição.
e) Todas estão corretas.
Resposta
ATÉ A PRÓXIMA!

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