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ÉTICA-NOS-SERVIÇOS-DE-SAÚDE

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SUMÁRIO 
1 1. INFERÊNCIAS INICIAIS ......................................................................... 3 
1.1 O que é ética? ...................................................................................... 4 
1.2 Origens ................................................................................................. 5 
1.3 Definições ............................................................................................. 9 
1.4 O pensamento dos filósofos ............................................................... 11 
1.5 Valores éticos ..................................................................................... 16 
2 ÉTICA NOS SERVIÇOS DE SAÚDE ........................................................ 19 
2.1 As regras deontológicas e os profissionais da saúde ......................... 19 
2.2 Humanizar o que é? ........................................................................... 20 
2.3 Humanização e ética .......................................................................... 23 
2.4 A humanização como expressão de ética .......................................... 30 
2.5 Sugestão de parâmetros para avaliar os níveis de humanização ...... 36 
3 RELAÇÕES HUMANAS, TRABALHO EM EQUIPE, QUALIDADE NO 
ATENDIMENTO PÚBLICO........................................................................................ 39 
4 DESENVOLVIMENTO DO SISTEMA DE QUALIDADE TOTAL ............... 41 
5 SERVIÇOS ............................................................................................... 47 
5.1 QUALIDADE NO SETOR DE SERVIÇO ............................................ 50 
6 SUGESTÕES DE LEITURA ...................................................................... 52 
7 BIBLIOGRAFIA ......................................................................................... 53 
 
 
1 
 
 
 
1. INFERÊNCIAS INICIAIS 
 
Fonte: www.eternit.com.br 
A Ética é a ciência da verdade; não existe uma ética da mentira, nem a meia 
ética e ambas, ética e verdade são a essência da consciência humana. Ninguém 
lhes pode ser indiferente. 
A omissão da consciência é tão dolorosa que o homem, quando não 
consegue seguir seus ditamos, inventa simulacros de ética e de verdade. Cria 
caricaturas da ética, sacrificando a verdade por meio de retóricas ideológicas, assim, 
prevalecem as exteriorizações que nada mais são do que a relativização da ética, 
que corresponde à elasticidade da consciência. 
A ética e a verdade, por habitarem a consciência, vêm de dentro, têm a ver 
com o ser: ou é ou não se é! (MATOS, 2008). 
A ética é o fundamento da sociedade! 
Não há possibilidade de vida social sem que haja observância de princípios 
éticos. 
A sociedade apoia-se em três conceitos, seus pilares éticos: 
1. É essencial que ela seja justa – que haja oportunidade para todos; 
 
 
 
2. É essencial que ela seja livre – que a vontade educada torne a liberdade 
responsável; 
3. É vital que ela seja solidária – que haja compromisso com o bem pessoal e o 
bem comum. 
Ética da simulação ou meia-ética são mentiras inteiras que não resistem à 
verdade, no tempo, mas estão ai camufladas no meio social e nosso interesse é 
justamente levá-los a refletir que o compromisso com a sociedade, o respeito à 
dignidade humana passam necessariamente pela ética, onde quer que esteja o 
profissional, na educação, nos serviços de saúde, na administração pública, no meio 
empresarial, ele deve permear seu viver na ética. 
Para que sejam cumpridas as funções básicas da sociedade, são 
imprescindíveis desenvolverem-se, igualmente, três capacidades, eminentemente 
éticas: 
 Liderança integrada – não basta que haja líderes, eles devem estar 
integrados por verdades comuns; 
 Organização flexível – que as estruturas estimulem a participação, a 
criatividade, a descentralização e a delegação de autoridade; 
 Visão e ação estratégicas – que se desenvolva simultaneamente a 
percepção diagnóstica (saber o que está acontecendo) e o pensamento 
estratégico (saber definir cenários do porvir e tomar decisões eficazes) 
(MATOS, 2008). 
1.1 O que é ética? 
Desde suas origens entre os filósofos da antiga Grécia, a Ética é um tipo de 
saber normativo, isto é, um saber que pretende orientar as ações dos seres 
humanos. A moral também é um saber que oferece orientações para a ação, mas 
enquanto ela propõe ações concretas em casos concretos, a Ética – como Filosofia 
moral – remonta à reflexão sobre as diferentes morais e as diferentes maneiras de 
justificar racionalmente a vida moral, de modo que sua maneira de orientar a ação é 
indireta: no máximo, pode indicar qual concepção moral é mais razoável para que, a 
 
 
 
partir dela, possamos orientar nossos comportamentos (CORTINA; MARTÍNEZ, 
2009). 
Portanto, em princípio, a Filosofia moral ou Ética não tem motivos para ter 
uma incidência imediata na vida cotidiana, pois seu objetivo último é esclarecer 
reflexivamente o campo da moral. No entanto, esse esclarecimento, certamente 
pode servir de modo indireto como orientação moral para os que pretendam agir 
racionalmente no conjunto da sua vida. 
1.2 Origens 
 
Fonte: encrypted-tbn1.gstatic.com 
Ética é uma palavra de origem grega, com duas origens possíveis. A primeira 
é a palavra grega éthos, com e curto, que pode ser traduzida por costume, a 
segunda também se escreve éthos, porém com e longo, que significa propriedade 
do caráter. A primeira é a que serviu de base para a tradução latina Moral, enquanto 
que a segunda é a que, de alguma forma, orienta a utilização atual que damos a 
palavra Ética (GOLDIM, 2000). 
Ética é a investigação geral sobre aquilo que é bom. 
Ética significa modo de ser, caráter, comportamento. É o ramo da filosofia que 
busca estudar e indicar o melhor modo de viver no cotidiano e na sociedade. 
Diferencia-se da moral, pois enquanto esta se fundamenta na obediência a normas, 
 
 
 
tabus, costumes ou mandamentos culturais, hierárquicos ou religiosos recebidos, a 
ética, ao contrário, busca fundamentar o bom modo de viver pelo pensamento 
humano. 
Na filosofia clássica, a ética não se resume ao estudo da moral (entendida 
como “costume”, do latim mos, mores), mas a todo o campo do conhecimento que 
não é abrangido na física, metafísica, estética, na lógica e nem na retórica. 
Assim, a ética abrangia os campos que atualmente são denominados 
antropologia, psicologia, sociologia, economia, pedagogia, educação física e até 
mesmo política, em suma, campos direta ou indiretamente ligados a maneiras de 
viver. 
Porém, com a crescente profissionalização e especialização do conhecimento 
que se seguiu à revolução industrial, a maioria dos campos que eram objeto de 
estudo da filosofia, particularmente da ética, foram estabelecidos como disciplinas 
científicas independentes. Deste modo, é comum que atualmente a ética seja 
definida como “a área da filosofia que se ocupa do estudo das normas morais nas 
sociedades humanas” e busca explicar e justificar os costumes de um determinado 
agrupamento humano, bem como fornecer subsídios para a solução de seus 
dilemas mais comuns. Neste sentido, ética pode ser definida como a ciência que 
estuda a conduta humana e a moral é a qualidade desta conduta, quando julga-se 
do ponto de vista do Bem e do Mal. 
A ética também não deve ser confundida com a lei, embora com certa 
frequência a lei tenha como base princípios éticos. Ao contrário do que ocorre com a 
lei, nenhum indivíduo pode ser compelido, pelo Estado ou por outros indivíduos, a 
cumprir as normas éticas, nem sofrer qualquer sanção pela desobediência a estas; 
por outro lado, a lei pode ser omissa quanto a questões abrangidas no escopo da 
ética. 
Modernamente, a maioria das profissões tem o seu próprio código de ética 
profissional, que é um conjunto de normas de cumprimento obrigatório, derivadas da 
ética, frequentemente incorporados à lei pública. Nesses casos, os princípios

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