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ENTEROBIUS VERMICULARES Conhecido popularmente como oxiúros, devido ao fato que este verme pertencia anteriormente ao gênero Oxyuris. Doença chamada de Enterobíase/Enterobiose ou oxiurose ou é o nome da infecção por oxiúros O gênero Enterobius apresenta 17 espécies, todas parasitas de primatas, mas somente uma atinge o homem, o E. vermicularis Localiza preferencialmente no ceco, apêndice, reto e ânus. É um verme pequeno muito conhecido principalmente por acometer crianças. CLASSIFICAÇÃO - Família: Oxyuridae - Filo: Nemathelminto - Classe: Trematoda - Gênero: Enterobius - Espécie: E. Vermicularis MORFOLOGIA - O E. vermicularis apresenta nítido dimorfismo sexual, entretanto, alguns caracteres são comuns aos dois sexos: cor branca (semelhantes a fios de algodão), filiformes. - Na extremidade anterior, lateralmente à boca, notam-se expansões vesiculosas muito típicas, chamadas "asas cefálicas". A boca é pequena, seguida de um esôfago também típico: é claviforme, terminando em um bulbo cardíaco. DIMORFISMO SEXUAL: Refere-se a diferenças entra macho e fêmea. Quando estuda-se alguns animais de forma geral nos deparamos com macho e fêmea e são bastantes parecidos, quando eles tem características distintas entre si, além do sexo, é denominado dimorfismo sexual. OVOS • Um dos lados é achatado; (Apresenta o aspecto grosseiro de um D) • Possui dupla camada, lisa e translúcido; • Os ovos deixam o corpo da fêmea, já no seu interior com a larva formada em desenvolvimento; • Substância viscosa, albuminosa que favorece a aderência. Adultos: • As fêmeas, repletas de ovos (5 a 16 mil ovos), são encontradas na região perianal após migrarem para esta região e causarem o prurido característico da parasitose; • Podem estar livres ou aderidos a mucosa do intestino; Parasitologia médica Do tipo monoxênico, após a cópula os machos morrem e são eliminados nas fezes. Os seres humanos são os únicos hospedeiros conhecidos. A infecção se inicia após a ingestão de ovos larvados infectantes. CICLO BIOLÓGICO As fêmeas, repletas de ovos, se desprendem do ceco e dirigem-se para o ânus (principalmente à noite). Alguns autores suspeitam que elas realizam oviposição na região perianal, mas a maioria afirma que a fêmea não é capaz de fazer postura dos ovos; os mesmos seriam eliminados por rompimento da fêmea, devido a algum traumatismo ou dessecamento. Como ela se assemelha a um "saco de ovos", com a cutícula extremamente distendida, parece que o rompimento da mesma se toma fácil. Heteroinfecção: quando ovos presentes na poeira ou alimentos atingem novo hospedeiro (é também conhecida como primoinfecção) Indireta: quando ovos presentes na poeira ou alimentos atingem o mesmo hospedeiro que os eliminou. Auto-infecção externa ou direta: a criança (frequentemente) ou o adulto (raramente) levam os ovos da região perianal a boca. E o principal mecanismo responsável pela cronicidade dessa verminose. MODO DE TRANSMISSÃO Prurido anal noturno e contínuo. (principal sintoma da doença) O exame de fezes tradicional não funciona bem para essa verminose. O método mais indicado é o da fita adesiva ou fita gomada. Corta-se um pedaço de 8 a 10 cm de fita adesiva transparente; Coloca-se a mesma com a parte adesiva para fora sobre um tubo de ensaio; Opõe-se várias vezes a fita na região perianal; Coloca-se a fita na lâmina de vidro como se fosse uma lamínula; Leva-se ao microscópio e examina-se no aumento de 10 e 40x . DIAGNÓSTICO - Clínico: - Laboratorial: - Método da fita gomada: Auto-infecção interna: parece ser um processo raro no qual as larvas eclodiam ainda dentro do reto e depois migrariam até o ceco, transformandose em vermes adultos. Retroinfecção: as larvas eclodem na região perianal (externamente), penetram pelo ânus e migram pelo intestino grosso chegando até o ceco, onde se transformam em vermes adultos. Possui alta prevalência nas crianças em idade escolar. Transmissão doméstica ou em ambientes coletivos (escolas, creches). Fatores que colaboram na transmissão: As fêmeas eliminam grande quantidade de ovos. Em poucas horas os vermes se tornam infectantes. Os ovos podem resistir até três semanas em ambientes domésticos, contaminando alimentos e a poeira. EPIDEMIOLÓGIA Na maioria dos casos passa desapercebida. Prurido anal, principalmente a noite. Verme nas fezes. O ato de coçar pode provocar infecções secundárias, além de provocar perda de sono e nervosismo. Existem casos em mulheres em que os parasitas, subindo pela vagina, determinam inflamações sérias no útero e até nos ovários (vulvovaginite e salpingite). ectópico PATOGÊNIA TRATAMENTO - cefaleias, podendo ou não estar associados a desconforto gastrintestinais. - Pamoato de Pirantel (Combantrin, Piranver): O medicamento é apresentado sob a forma líquida e comprimidos; a dose indicada é de l0mg/kg em dose única, com eficácia de 80-100% de cura. Os efeitos colaterais são: - náuseas e vômitos - cefaleias - sonolência e erupção cutânea. Contra-indicação: - gravidez e disfunção hepática. - Albendazol (Zentel): O medicamento é apresentado sob a forma líquida (suspensão contendo 40mg/ml e comprimidos 200mg); a dose indicada para tratamento da enterobiose, em crianças acima de 2 anos, é de 100mg em dose única, com eficácia próxima a 100% de cura. Os efeitos colaterais são: - náuseas - vômitos - Ivermectina (Revectina): O medicamento é apresentado sob a forma de comprimidos de 6mg; a dose indicada é de 200µg/k em dose única, para pacientes com mais de 15kg de peso corporal. Para acelerar o tratamento e garantir a cura é recomendado: Utilizar a pomada, como Tiabendazol, durante 5 dias para eliminar os vermes externos e aliviar a coceira; A roupa de dormir e de cama usada pelo hospedeiro não deve ser "sacudida" pela manhã, e sim enrolada e lavada em água fervente, diariamente; Tratamento de todas as pessoas parasitadas da família (ou outra coletividade) e repetir o medicamento duas ou três vezes, com intervalo de 20 dias, até que nenhuma pessoa se apresente parasitada; Corte rente das unhas, aplicação de pomada mercurial na região perianal ao deitar-se, banho de chuveiro ao levantar-se e limpeza doméstica com aspirador de pós, são medidas complementares de utilidade. Não fazer o ato de coçar a região perianal; Cuidado com oral-fecal. PROFILAXIA