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Enterobius Vermiculares - Parasitologia Médica

Resumo sobre Enterobius vermicularis (oxiurose): morfologia e dimorfismo; ovos e adultos; ciclo e modos de transmissão (auto/heteroinfecção); quadro clínico (prurido anal noturno); diagnóstico por fita adesiva; tratamento com pamoato de pirantel 10 mg/kg dose única.

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Anna Prado

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ENTEROBIUS VERMICULARES
Conhecido popularmente como oxiúros, devido
ao fato que este verme pertencia anteriormente
ao gênero Oxyuris.
Doença chamada de Enterobíase/Enterobiose
ou oxiurose ou é o nome da infecção por
oxiúros
O gênero Enterobius apresenta 17 espécies,
todas parasitas de primatas, mas somente uma
atinge o homem, o E. vermicularis
Localiza preferencialmente no ceco, apêndice,
reto e ânus. 
É um verme pequeno muito conhecido
principalmente por acometer crianças.
CLASSIFICAÇÃO 
- Família: Oxyuridae 
- Filo: Nemathelminto 
- Classe: Trematoda 
- Gênero: Enterobius 
- Espécie: E. Vermicularis
MORFOLOGIA
- O E. vermicularis apresenta nítido dimorfismo
sexual, entretanto, alguns caracteres são comuns
aos dois sexos: cor branca (semelhantes a fios de
algodão), filiformes. 
- Na extremidade anterior, lateralmente à boca,
notam-se expansões vesiculosas muito típicas,
chamadas "asas cefálicas". 
A boca é pequena, seguida de um esôfago também
típico: é claviforme, terminando em um bulbo
cardíaco.
DIMORFISMO SEXUAL:
Refere-se a diferenças entra macho e fêmea.
Quando estuda-se alguns animais de forma geral
nos deparamos com macho e fêmea e são
bastantes parecidos, quando eles tem
características distintas entre si, além do sexo, é
denominado dimorfismo sexual.
OVOS 
• Um dos lados é achatado; 
(Apresenta o aspecto grosseiro de um D) 
• Possui dupla camada, lisa e translúcido; 
• Os ovos deixam o corpo da fêmea, já no seu
interior com a larva formada em desenvolvimento;
• Substância viscosa, albuminosa que favorece a
aderência.
Adultos:
• As fêmeas, repletas de ovos (5 a 16 mil ovos),
são encontradas na região perianal após
migrarem para esta região e causarem o prurido
característico da parasitose; 
• Podem estar livres ou aderidos a mucosa do
intestino;
Parasitologia médica
Do tipo monoxênico, após a cópula os machos
morrem e são eliminados nas fezes. 
Os seres humanos são os únicos hospedeiros
conhecidos.
A infecção se inicia após a ingestão de ovos
larvados infectantes.
CICLO BIOLÓGICO
 
 
As fêmeas, repletas de ovos, se desprendem do
ceco e dirigem-se para o ânus (principalmente à
noite). Alguns autores suspeitam que elas realizam
oviposição na região perianal, mas a maioria
afirma que a fêmea não é capaz de fazer postura
dos ovos; os mesmos seriam eliminados por
rompimento da fêmea, devido a algum
traumatismo ou dessecamento. Como ela se
assemelha a um "saco de ovos", com a cutícula
extremamente distendida, parece que o
rompimento da mesma se toma fácil.
Heteroinfecção: quando ovos presentes na
poeira ou alimentos atingem novo hospedeiro
(é também conhecida como primoinfecção)
 Indireta: quando ovos presentes na poeira ou
alimentos atingem o mesmo hospedeiro que
os eliminou.
Auto-infecção externa ou direta: a criança
(frequentemente) ou o adulto (raramente)
levam os ovos da região perianal a boca. E o
principal mecanismo responsável pela
cronicidade dessa verminose.
MODO DE TRANSMISSÃO
Prurido anal noturno e contínuo. (principal
sintoma da doença) 
O exame de fezes tradicional não funciona bem
para essa verminose. 
O método mais indicado é o da fita adesiva ou
fita gomada. 
Corta-se um pedaço de 8 a 10 cm de fita
adesiva transparente; 
Coloca-se a mesma com a parte adesiva para
fora sobre um tubo de ensaio; 
Opõe-se várias vezes a fita na região perianal;
Coloca-se a fita na lâmina de vidro como se
fosse uma lamínula; 
Leva-se ao microscópio e examina-se no
aumento de 10 e 40x .
DIAGNÓSTICO
- Clínico: 
- Laboratorial: 
- Método da fita gomada:
Auto-infecção interna: parece ser um
processo raro no qual as larvas eclodiam
ainda dentro do reto e depois migrariam até o
ceco, transformandose em vermes adultos.
 Retroinfecção: as larvas eclodem na região
perianal (externamente), penetram pelo ânus
e migram pelo intestino grosso chegando até
o ceco, onde se transformam em vermes
adultos.
Possui alta prevalência nas crianças em idade
escolar.
Transmissão doméstica ou em ambientes
coletivos (escolas, creches). Fatores que
colaboram na transmissão: 
As fêmeas eliminam grande quantidade de
ovos. 
Em poucas horas os vermes se tornam
infectantes. 
Os ovos podem resistir até três semanas em
ambientes domésticos, contaminando
alimentos e a poeira.
EPIDEMIOLÓGIA
Na maioria dos casos passa desapercebida. 
Prurido anal, principalmente a noite. Verme
nas fezes.
O ato de coçar pode provocar infecções
secundárias, além de provocar perda de sono
e nervosismo.
Existem casos em mulheres em que os
parasitas, subindo pela vagina, determinam
inflamações sérias no útero e até nos ovários
(vulvovaginite e salpingite). ectópico
PATOGÊNIA TRATAMENTO
- cefaleias, podendo ou não estar associados a
desconforto gastrintestinais.
- Pamoato de Pirantel (Combantrin, Piranver): 
O medicamento é apresentado sob a forma líquida
e comprimidos; a dose indicada é de l0mg/kg em
dose única, com eficácia de 80-100% de cura. 
Os efeitos colaterais são: 
- náuseas e vômitos
- cefaleias
- sonolência e erupção cutânea.
Contra-indicação: 
- gravidez e disfunção hepática.
- Albendazol (Zentel): 
O medicamento é apresentado sob a forma líquida
(suspensão contendo 40mg/ml e comprimidos
200mg); a dose indicada para tratamento da
enterobiose, em crianças acima de 2 anos, é de
100mg em dose única, com eficácia próxima a
100% de cura. 
Os efeitos colaterais são:
- náuseas
- vômitos
- Ivermectina (Revectina): 
O medicamento é apresentado sob a forma de
comprimidos de 6mg; a dose indicada é de
200µg/k em dose única, para pacientes com mais
de 15kg de peso corporal.
Para acelerar o tratamento e garantir a cura é
recomendado:
Utilizar a pomada, como Tiabendazol, durante 5
dias para eliminar os vermes externos e aliviar a
coceira;
A roupa de dormir e de cama usada pelo
hospedeiro não deve ser "sacudida" pela
manhã, e sim enrolada e lavada em água
fervente, diariamente; 
Tratamento de todas as pessoas parasitadas
da família (ou outra coletividade) e repetir o
medicamento duas ou três vezes, com intervalo
de 20 dias, até que nenhuma pessoa se
apresente parasitada; 
Corte rente das unhas, aplicação de pomada
mercurial na região perianal ao deitar-se,
banho de chuveiro ao levantar-se e limpeza
doméstica com aspirador de pós, são medidas
complementares de utilidade. 
Não fazer o ato de coçar a região perianal; 
 Cuidado com oral-fecal.
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