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AULA 5 INTOXICAÇÃO POR
RODENCIDAS
Legislação Brasileira sobre Raticidas:
- Os raticidas, também denominados 
rodenticidas, são considerados saneantes 
domissanitários. Segundo a ANVISA, os 
raticidas são preparações destinadas ao 
combate contra ratos, camundongos e outros 
roedores em domicílios, embarcações, recintos 
e lugares de uso público, contendo substâncias 
ativas, isoladas ou em associação, que não 
oferecem risco à vida ou à saúde do homem e 
dos animais úteis de sangue quente quando 
aplicados em conformidade com as
recomendações contidas em sua apresentação.
Segundo a legislação brasileira, atualmente
todos os raticidas devem, obrigatoriamente,
estar registrados na DISAD (Divisão de
Saneamento de Domissanitários), um 
órgão vinculado à ANVISA. Dessa forma,
nenhum raticida pode ser produzido,
comercializado e/ou utilizado em 
território brasileiro sem estar registrado e
liberado por esse órgão oficial. 
Por razões humanitárias, o rodenticida não deve
causar morte violenta nos animais alvo.
RATICIDAS DE USO LEGAL:
-Anticoagulantes
As formas de apresentação desse tipo de raticida
podem ser: pós de contato (uso exclusivamente
profissional), íscas (capacidade de atrair o
roedor, tanto pelo olfato quanto pelo paladar) e
premix (são utilizados em situações quando a
oferta de alimento é tão grande e de tão boa
qualidade que dificilmente o rato vai deixar de 
ingerir esse alimento para ingerir as iscas). 
Os rodenticidas anticoagulantes podem 
pertencer a dois grandes grupos: os derivados de
cumarina (chamados de cumarínicos ou war 
farínicos) e derivados da idantiona. 
Esses compostos podem ser divididos em: 
 -Rodenticidas de primeira geração (dose 
múltipla e de excreção rápida) 
-Rodenticidas Segunda geração (dose única e de
excreção mais lenta). 
Os rodenticidas anticoagulantes são bem 
absorvidos por via oral. Após sua absorção, eles 
têm alta porcentagem de ligação com proteínas 
plasmáticas. A meia-vida varia bastante, 
dependendo da espécie animal. 
Mecanismo de Ação :
Os raticidas anticoagulantes competem com a
vitamina K pelas enzimas epóxi-redutase e
vitamina K redutase (responsável pela reativaçã
o da vitamina K). Deve ser salientado que a
inibição da epóxi-redutase tem maior
importância no quadro de intoxicação, uma vez
que a vitamina K proveniente da alimentação
(fonte exógena) não é suficiente para reverter
esse quadro.
SINAIS CLÍNICOS 
Os sinais clínicos normalm ente surgem um a 
três dias após a ingestão do raticida, sendo 
observados principalmente depressão, palidez, 
dispneia(dificuldade respiratória), tosse, 
hematomas subcutâneos e epistaxe 
(sangramento nasal). Podem ser observados 
também hematêmese, fezes melênicas(escuras), 
ataxia, paresia, convulsão e morte súbita. As 
alterações macroscópicas e microscópicas 
consistem de hemorragias disseminadas em 
diversos órgãos.
TRATAMENTO 
Antídoto (Vitamina K) 
com tratamento sintomático. 
DIAGNÓSTICO 
Diagnóstico diferencial, teste do tempo de
protombrina, teste do tempo de tromboplastina
parcial ativado, radiografia e toracocentese.
Análise post mortem é feita observando-se a
presença de raticidas no fígado. 
AULA AINES
(ANTINFLAMATÓRIOS NÃO 
ESTEROIDAIS)

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