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PRÁTICAS COMENTADAS PARA INSPIRAR

Material digital para creche (0 a 3 anos e 11 meses), licenciado CC BY‑NC 4.0. Oferece recursos gráficos para rodas, histórias, jogos e brincadeiras; aborda cultura popular (animais, tecidos, grafismo, folguedos, receitas etc.) e traz questões avaliativas alinhadas à BNCC.

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Prévia do material em texto

creche
0 a 3 anos e 11 meses
Joyce M. Rosset
Maria Helena Webster
Joyce Eiko Fukuda
Lucila Silva de Almeida
1
Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em 
qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem 
ser indicadas, além de um link para a licença.
Apresentação
Professor,
Você está recebendo um material digital que foi elaborado com três objetivos: apoiar com mate-
riais gráficos as práticas comentadas do livro impresso, ampliar o repertório de educadores e crian-
ças a respeito das manifestações populares da cultura brasileira e subsidiar os percursos avaliativos 
com questões reflexivas para a observação a respeito dos avanços das crianças.
Os materiais gráficos, relacionados diretamente às práticas comentadas do livro impresso, cons-
tituem-se em recursos para apoiar as rodas de conversas, os momentos de história, os jogos e as 
brincadeiras. Está composto de:
•	Animais do jardim: brincadeira e pesquisa logo ali
•	Animais: pesquisa de gesto e som e muitas conversas
•	Tecidos: um passeio pela cultura africana
•	Grafismo e a cultura indígena 
•	Obras de arte para apreciar, imaginar, criar e conversar
•	Bonecas: um passeio pela cultura brasileira
•	Instrumentos musicais: um giro pelo som das manifestações culturais
•	Personagens de folguedos: patrimônio cultural para inspirar
•	Receitas culinárias para experimentar sabores, quantidades e transformações
•	Planejamento de atividades encadeadas
Com o objetivo de ampliar o repertório de educadores e crianças a respeito das manifestações 
populares da cultura brasileira, os materiais lúdicos apresentam:
•	um conjunto com dez elementos da cultura e do folclore nacional;
•	cinco conjuntos, com dez elementos cada, de manifestações regionais.
A pesquisa e seleção desse repertório apresenta as manifestações tradicionais, mas buscou prin-
cipalmente dar visibilidade aos folguedos, os ritmos, as danças, os brinquedos, as lendas, as festi-
vidades, pouco conhecidas além dos muros das comunidades onde são realizadas. A formação da 
região e as culturas indígena e africana também estão presentes com sua contribuição à formação e à 
diversidade cultural brasileira, resguardada e transmitida de geração para geração. 
Finalmente, o arquivo digital propõe um percurso de questões avaliativas para auxiliar na ob-
servação e reflexão a respeito das aprendizagens e conquistas das crianças e assim favorecer pla-
nejamentos de propostas alinhadas aos percursos de aprendizagens individuais e coletivos. Busca 
despertar o olhar PARA a aprendizagem das crianças e não DA aprendizagem, no sentido de que 
cada criança é singular e aprende em seu próprio ritmo, e a avaliação é um instrumento para que o 
professor acompanhe os avanços e as fragilidades e planeje propostas para oportunizar avanços nos 
cinco campos de experiências preconizados pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e seus 
objetivos de aprendizagem e desenvolvimento. 
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Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em 
qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem 
ser indicadas, além de um link para a licença.
Paulo Freire compreendia o professor como o responsável pela ação educativa, o educando 
como sujeito participante e atuante e a escola como currículo e espaço de cultura1. Não é diferente 
com creches e pré-escolas, ou escolas para crianças pequenas, que devem se revestir da responsabili-
dade de criar contextos significativos para que as crianças pequenas comecem a construir o sentido 
de sua cultura e de sua existência. Segundo Paulo Freire, “não sou se você não é, não sou, sobretudo, 
se proíbo você de ser”2. 
A valorização da cultura local, formada pelas sucessivas imigrações e migrações, é uma porta 
de entrada para um trabalho significativo com as crianças e para promover o envolvimento das 
famílias e comunidades nos projetos. As crianças quando chegam à creche trazem consigo a baga-
gem cultural da família, e essa bagagem passa a integrar o cotidiano das creches. Propor práticas 
que acolhem as culturas e os saberes familiares foi uma das preocupações na elaboração deste 
material digital por trazer: o saber de si, uma parceria construtiva no desenvolvimento da criança 
e a validação dos saberes da comunidade onde a escola está inserida.
Boas práticas!
1 FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 24. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1997.
2 FREIRE, Paulo. Pedagogia da esperança. 13. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2006. p. 100.
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qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem 
ser indicadas, além de um link para a licença.
Material gráfico
Cartazes para conhecer
Nos cartazes a seguir você encontrará um conjunto de imagens que podem ser exploradas para 
ampliar o repertório das crianças em pesquisas sobre diversas áreas de conhecimento: natureza, cul-
tura, música, artes visuais, entre outras.
Para a educadora de Reggio Emilia, Lella Gandini, as paredes da escola falam. E é nesse sentido 
que as imagens selecionadas podem ser penduradas em paredes para: “falar” com as crianças, pro-
vocar a curiosidade delas, enriquecer suas pesquisas e seus projetos em curso e promover conversas.
Recomendamos imprimir esses cartazes, colá-los em cartolinas ou outro papel mais resistente e 
plastificá-los para aumentar sua durabilidade. Se preferir, você também pode apresentá-los às crian-
ças na tela de um computador ou outro recurso audiovisual, como retroprojetor ou datashow.
Ressaltamos que você também pode criar novas possibilidades de uso para este material, além 
de ampliá-lo pesquisando mais imagens que possam provocar e desafiar as crianças a pensar sobre 
os mais diversos assuntos.
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qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem 
ser indicadas, além de um link para a licença.
Animais do jardim: brincadeira e pesquisa logo ali
Repertório
Este Material Gráfico Digital alimenta as seguintes seções do livro:
•	Prática Comentada 5, Capítulo 8, página 219.
•	Para saber mais, Capítulo 8, página 226.
ANIMAIS DO JARDIM: BRINCADEIRA E PESQUISA LOGO ALI
Faixa etária Campos de experiências
Principais objetivos de aprendizagem e 
desenvolvimento
Crianças de zero a 1 ano 
e 6 meses
Corpo, gestos e movimentos EI01CG01 – Movimentar as partes do corpo 
para exprimir corporalmente emoções, 
necessidades e desejos. 
EI01CG03 – Experimentar as possibilidades de 
seu corpo nas brincadeiras e interações em 
ambientes acolhedores e desafiantes.
Espaços, tempos, quantidades, 
relações e transformações
EI01ET03 – Explorar o ambiente pela ação e 
observação, manipulando, experimentando e 
fazendo descobertas.
Crianças de 1 ano e 
7 meses a 3 anos e 
11 meses
Espaços, tempos, quantidades, 
relações e transformações
EI02ET03 – Compartilhar, com outras crianças, 
situações de cuidado de plantas e animais 
nos espaços da instituição e fora dela.
EI02ET04 – Identificar relações espaciais 
(dentro e fora, em cima, embaixo, acima, 
abaixo, entre e do lado) e temporais (antes, 
durante e depois).
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chezbeate/pixabay.com
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pixabay.com
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pexels.com
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makamuki0/pixabay.com 
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daniyal ghanavati/pexels.com
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Myriams-Fotos/pixabay.com
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Natfot/pixabay.com 
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pxhere.com
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ser indicadas, além de um link para a licença.
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Charlesjsharp/Sharp Photography/wikipedia.org
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ser indicadas, além de um link para a licença.
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WikiImages/pixabay.com
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ser indicadas, além de um link para a licença.
Animais: pesquisa de gesto e som e muitas conversas
Repertório
Este Material Gráfico Digital alimenta as seguintes seções do livro:
•	Começo de conversa, Capítulo 2, página 31.
•	Intenção pedagógica, Capítulo 11, página 282.
ANIMAIS: PESQUISA DE GESTO E SOM E MUITAS CONVERSAS
Faixa etária Campos de experiências
Principais objetivos de aprendizagem e 
desenvolvimento
Crianças de zero a 1 ano 
e 6 meses
Corpo, gestos e movimentos EI01CG01 – Movimentar as partes do corpo 
para exprimir corporalmente emoções, 
necessidades e desejos.
EI01CG03 – Experimentar as possibilidades de 
seu corpo nas brincadeiras e interações em 
ambientes acolhedores e desafiantes.
EI01CG05 – Imitar gestos, sonoridades e 
movimentos de outras crianças, adultos e 
animais.
Espaços, tempos, quantidades, 
relações e transformações
EI01ET03 – Explorar o ambiente pela ação e 
observação, manipulando, experimentando e 
fazendo descobertas.
Traços, sons, cores e formas EI01TS04 – Explorar diferentes fontes sonoras 
e materiais para acompanhar brincadeiras 
cantadas, canções, músicas e melodias.
Crianças de 1 ano e 
7 meses a 3 anos e 
11 meses
Corpo, gestos e movimentos EI02CG02 – Explorar formas de deslocamento 
no espaço (pular, saltar, dançar), combinando 
movimentos e seguindo orientações.
EI02CG05 – Deslocar seu corpo no espaço, 
orientando-se por noções como em frente, 
atrás, no alto, embaixo, dentro, fora etc.
Espaços, tempos, quantidades, 
relações e transformações
EI02ET03 – Compartilhar, com outras crianças, 
situações de cuidado de plantas e animais 
nos espaços da instituição e fora dela.
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pixabay.com
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TheGlory/pexels.com
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tobi/pexels.com
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pixabay.com
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ser indicadas,além de um link para a licença.
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Kullerkeks/pixabay.com
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Holly Chaffin/PublicDomainPictures
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pxhere.com
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Petr Kratochvil/PublicDomainPictures
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JULIO FILIPINO/Wikimedia Commons 
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Tecidos: um passeio pela cultura africana
Repertório
Este Material Gráfico Digital alimenta as seguintes seções do livro:
•	Prática Comentada 1, Capítulo 8, página 202.
•	Prática Comentada 2, Capítulo 8, página 210.
TECIDOS: UM PASSEIO PELA CULTURA AFRICANA
Faixa etária Campos de experiências
Principais objetivos de aprendizagem e 
desenvolvimento
Crianças de zero a 1 ano 
e 6 meses
O eu, o outro e o nós EI01EO07 – Demonstrar sentimentos de 
afeição pelas pessoas com as quais interage.
Corpo, gestos e movimentos EI01CG02 – Ampliar suas possibilidades de 
movimento em espaços que possibilitem 
explorações diferenciadas.
Espaços, tempos, quantidades, 
relações e transformações
EI01ET05 – Manipular materiais diversos 
e variados para comparar as diferenças e 
semelhanças entre eles.
Oralidade e escrita EI01OE06 – Comunicar-se com outras pessoas 
usando movimentos, gestos, balbucios, fala e 
outras formas de expressão.
Traços, sons, cores e formas EI01TS04 – Explorar diferentes fontes sonoras 
e materiais para acompanhar brincadeiras 
cantadas, canções, músicas e melodias.
Crianças de 1 ano e 
7 meses a 3 anos e 
11 meses
O eu, o outro e o nós EI02EO07 – Valorizar a diversidade ao 
participar de situações de convívio com 
diferenças.
Corpo, gestos e movimentos EI02CG02 – Explorar formas de deslocamento 
no espaço (pular, saltar, dançar), combinando 
movimentos e seguindo orientações.
Espaços, tempos, quantidades, 
relações e transformações
EI02ET05 – Classificar objetos, considerando 
determinado atributo (tamanho, peso, cor, 
forma etc.).
Oralidade e escrita EI02OE06 – Criar e contar histórias oralmente, 
com base em imagens ou temas sugeridos.
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COReS e SORRISOS DA CUlTURA 
AFRICANA, QUÊNIA.
Ninara/Flickr.com
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Brice Blondel for HDPTCAR/wikimedia.org
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MaxPixel
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MÃe e FIlhO JUNTOS NO COTIDIANO.
pxhere.com
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O eNCANTAMeNTO DO eNFeITAR-Se, 
eTIÓPIA.
Rod Waddington/Flickr.com
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O COlORIDO DOS TeCIDOS, NÍGeR.
Jacques Taberlet/Wikimedia Commons
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O FIlhO ACOMPANhA O DIA A DIA DA 
MÃe, TANZÂNIA.
William Warby/Flickr.com
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Rod Waddington/Flickr.com
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O COMbINAR DAS COReS, GÂMbIA.
Peter van der Sluijs/wikimedia.org
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OS COlAReS e ADORNOS COlORIDOS 
DA CUlTURA AFRICANA.
William Murphy/Flickr.com
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ser indicadas, além de um link para a licença.
Grafismo e a cultura indígena
Repertório
Este Material Gráfico Digital alimenta as seguintes seções do livro:
•	Inspirações para ampliar, Capítulo 3, página 73.
•	Prática Comentada 1, Capítulo 4, página 84.
GRAFISMO E A CULTURA INDÍGENA
Faixa etária Campos de experiências
Principais objetivos de aprendizagem e 
desenvolvimento
Crianças de zero a 1 ano 
e 6 meses
O eu, o outro e o nós EI01EO03 – Interagir com crianças da mesma 
faixa etária e adultos ao explorar materiais, 
objetos, brinquedos.
Oralidade e escrita EI01OE04 – Reconhecer elementos das 
ilustrações de histórias, apontando-os, a 
pedido do adulto-leitor.
EI01OE07 – Conhecer e manipular materiais 
impressos e audiovisuais em diferentes 
portadores (livro, revista, gibi, jornal, cartaz, 
CD, tablet etc.).
Traços, sons, cores e formas EI01TS02 – Traçar marcas gráficas, em 
diferentes suportes, usando instrumentos 
riscantes e tintas.
EI01TS03 – Utilizar materiais variados com 
possibilidades de manipulação (argila, massa 
de modelar), criando objetos tridimensionais.
Crianças de 1 ano e 
7 meses a 3 anos e 
11 meses
O eu, o outro e o nós EI02EO03 – Compartilhar os objetos e os 
espaços com crianças da mesma faixa etária e 
adultos.
Traços, sons, cores e formas EI02TS02 – Utilizar diferentes materiais, 
suportes e procedimentos para grafar, 
explorando cores, texturas, superfícies, 
planos, formas e volumes.
EI02TS03 – Expressar-se por meio de 
linguagens como a do desenho, da música, 
do movimento corporal, do teatro.
Oralidade e escrita EI02OE04 – Formular e responder perguntas 
sobre fatos da história narrada, identificando 
cenários, personagens e principais 
acontecimentos.
EI02OE08 – Ampliar o contato com diferentes 
gêneros textuais (parlendas, histórias de 
aventura, tirinhas, cartazes de sala, cardápios, 
notícias etc.).
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ser indicadas, além de um link para a licença.
CeSTARIA WAPIXANA, RORAIMA.
Daderot/American Museum of Natural History
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Dadedot/Memorial dos Povos Indígenas
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Daderot/Memorial dos Povos Indígenas
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ser indicadas, além de um link para a licença.
Obras de arte para apreciar, imaginar, criar e conversar
Repertório
Este Material Gráfico Digital alimenta as seguintes seções do livro:
•	Prática Comentada 4, Capítulo 3, página 63.
•	Prática Comentada 1, Capítulo 4, página 82.
OBRAS DE ARTE PARA APRECIAR, IMAGINAR, CRIAR E CONVERSAR
Faixa etária Campos de experiências
Principais objetivos de aprendizagem e 
desenvolvimento
Crianças de zero a 1 ano 
e 6 meses
O eu, o outro e o nós •	EI01EO07 – Demonstrar sentimentos de 
afeição pelas pessoas com as quais interage.
Oralidade e escrita •	EI01OE04 – Reconhecer elementos das 
ilustrações de histórias, apontando-os, a 
pedido do adulto-leitor.
•	EI01OE07 – Conhecer e manipular materiais 
impressos e audiovisuais em diferentes 
portadores (livro, revista, gibi, jornal, cartaz, 
CD, tablet etc.).
•	EI01OE08 – Ter contato com diferentes 
gêneros textuais (poemas, fábulas, contos, 
receitas, quadrinhos, anúncios etc.).
Traços, sons, cores e formas •	EI01TS02 – Traçar marcas gráficas, em 
diferentes suportes, usando instrumentos 
riscantes e tintas.
•	EI01TS03 – Utilizar materiais variados com 
possibilidades de manipulação (argila, massa 
de modelar), criando objetos tridimensionais.
Crianças de 1 ano e 
7 meses a 3 anos e 
11 meses
Traços, sons, cores e formas •	EI02TS02 – Utilizar diferentes materiais, 
suportes e procedimentos para grafar, 
explorando cores, texturas, superfícies, 
planos, formas e volumes.
•	EI02TS03 – Expressar-se por meio de 
linguagens como a do desenho, da música, 
do movimento corporal, do teatro.
Oralidade e escrita •	EI02OE04 – Formular e responder perguntas 
sobre fatos da história narrada, identificando 
cenários, personagens e principais 
acontecimentos.
•	EI02OE08 – Ampliar o contato com 
diferentes gêneros textuais (parlendas, 
histórias de aventura, tirinhas, cartazes de 
sala, cardápios, notícias etc.).
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Eliseu Visconti/Coleção Particular
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Wassily Kandinsky/Guggenheim, NY
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Piet Mondrian/Wikimedia Commons
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Museu d'Orsay, Paris
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Katsushika Hokusai/Wikimedia Commons
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Arturo Michelena/wikiart.org
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ARleQUIM (1888-1890), De PAUl CÉZANNe. 
PINTURA A ÓleO SObRe TelA, 
92 CM × 65 CM.
Paul Cézanne/National Gallery of Art
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O CIRCO (1890-1891), De GeORGeS SeURAT. 
PINTURA A ÓleO SObRe TelA, 185 CM × 152 CM.
Georges Seurat/Wikimedia Commons
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Alexandre Nascimento/Flickr.com
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(Juan Gris), Foto © Tate
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Bonecas: um passeio pela cultura brasileira
Repertório
Este Material Gráfico Digital alimenta a seguinte seção do livro:
•	Prática Comentada 2, Capítulo 1, página 22.
BONECAS: UM PASSEIO PELA CULTURA BRASILEIRA
Faixa etária Campos de experiências
Principais objetivos de aprendizagem e 
desenvolvimento
Crianças de zero a 1 ano 
e 6 meses O eu, o outro e o nós
EI01EO03 – Interagir com crianças da mesma 
faixa etária e adultos ao explorar materiais, 
objetos, brinquedos.
Crianças de 1 ano e 
7 meses a 3 anos e 
11 meses
O eu, o outro e o nós
EI02EO03 – Compartilhar os objetos e os 
espaços com crianças da mesma faixa etária e 
adultos.
Traços, sons, cores e formas
EI02TS03 – Expressar-se por meio de 
linguagens como a do desenho, da música, 
do movimento corporal, do teatro.
Espaços, tempos, quantidades, 
relações e transformações
EI02OE06 – Criar e contar histórias oralmente, 
com base em imagens ou temas sugeridos.
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bONeCA AbAYOMI
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bONeCOS De bARRO
Patrick-br/Wikimedia Commons
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Dornicke/ Acervo de etnologia indígenabrasileira do Museu Nacional/UFRJ
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Instrumentos musicais: um giro pelo som das manifestações culturais 
brasileiras
Repertório
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•	Prática Comentada 2, Capítulo 6, página 156.
INSTRUMENTOS MUSICAIS: UM GIRO PELO SOM DAS MANIFESTAÇÕES CULTURAIS 
BRASILEIRAS
Faixa etária Campos de experiências
Principais objetivos de aprendizagem 
e desenvolvimento
Crianças de zero a 1 ano 
e 6 meses
O eu, o outro e o nós
EI01EO03 – Interagir com crianças da mesma 
faixa etária e adultos ao explorar materiais, 
objetos, brinquedos.
Corpo, gestos e movimentos
EI01CG05 – Imitar gestos, sonoridades e 
movimentos de outras crianças, adultos e 
animais.
Traços, sons, cores e formas
EI01TS01 – Explorar sons produzidos com o 
próprio corpo e com objetos do ambiente.
EI01TS04 – Explorar diferentes fontes sonoras 
e materiais para acompanhar brincadeiras 
cantadas, canções, músicas e melodias.
Crianças de 1 ano e 
7 meses a 3 anos e 
11 meses
O eu, o outro e o nós
EI02EO03 – Compartilhar os objetos e os 
espaços com crianças da mesma faixa etária e 
adultos.
Corpo, gestos e movimentos
EI02CG05 – Deslocar seu corpo no espaço, 
orientando-se por noções como em frente, 
atrás, no alto, embaixo, dentro, fora etc.
Traços, sons, cores e formas
EI02TS01 – Criar sons com materiais, objetos 
e instrumentos musicais, para acompanhar 
diversos ritmos de música.
EI02TS04 – Utilizar diferentes fontes sonoras 
disponíveis no ambiente em brincadeiras 
cantadas, canções, músicas e melodias.
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Lionel Baur/Wikimedia Commons
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LeRoc/Wikimedia Commons
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Alno/Wikimedia Commons
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Alper Çug̃ un/Flickr.com
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Wikimedia Commons/Public domain
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ReCO-ReCO
g_kat26/Wikimedia Commons
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cralize/Wikimedia Commons
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ATAbAQUe
Take a Look In The Mirror/Wikimedia.org
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SANFONA
pxhere.com
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Personagens de folguedos: patrimônio cultural para inspirar
Repertório
Este Material Gráfico Digital alimenta as seguintes seções do livro:
•	Prática Comentada 3, Capítulo 2, página 42.
•	Prática Comentada 1, Capítulo 7, página 172.
PERSONAGENS DE FOLGUEDOS: PATRIMÔNIO CULTURAL PARA INSPIRAR
Faixa etária Campos de experiências
Principais objetivos de aprendizagem e 
desenvolvimento
Crianças de zero a 1 ano 
e 6 meses
Corpo, gestos e movimentos
EI01CG01 – Movimentar as partes do corpo 
para exprimir corporalmente emoções, 
necessidades e desejos.
EI01CG03 – Experimentar as possibilidades de 
seu corpo nas brincadeiras e interações em 
ambientes acolhedores e desafiantes.
Traços, sons, cores e formas
EI01TS04 – Explorar diferentes fontes sonoras 
e materiais para acompanhar brincadeiras 
cantadas, canções, músicas e melodias.
Crianças de 1 ano e 
7 meses a 3 anos e 
11 meses
Oralidade e escrita
EI02OE04 – Formular e responder perguntas 
sobre fatos da história narrada, identificando 
cenários, personagens e principais 
acontecimentos.
Traços, sons, cores e formas
EI02TS03 – Expressar-se por meio de 
linguagens como a do desenho, da música, 
do movimento corporal, do teatro.
EI02TS04 – Utilizar diferentes fontes sonoras 
disponíveis no ambiente em brincadeiras 
cantadas, canções, músicas e melodias.
EI02TS05 – Imitar e criar movimentos 
próprios, em danças, cenas de teatro, 
narrativas e músicas.
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JACARÉ POIÔ, DO CACURIÁ.
Escola Vera Cruz
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ONÇA-PINTADA, DO CACURIÁ.
Escola Vera Cruz
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BOI, DO BUMBA MEU BOI.
Escola Vera Cruz
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beRNÚNCIA, DO bOI De MAMÃO.
Eugenio Hansen/Wikimedia Commons
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Cartaz para experimentar
Professor, as crianças estão começando a desenvolver o pensamento simbólico. Uma receita é um 
gênero literário que trabalha o uso social da linguagem e possibilita o reconhecimento de símbolos.
Elaboramos um cartaz com um modelo de receita de Bolo de fubá como sugestão de registro, 
com as crianças, de receitas que favoreçam a identificação da linguagem escrita e de símbolos (ilus-
trações) de ingredientes utilizados no preparo.
Você pode imprimir e recortar as figuras que representam ingredientes ou pode criar suas pró-
prias ilustrações de acordo com as receitas a serem preparadas com as crianças.
Bom apetite!
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Receitas culinárias para experimentar sabores, quantidades e transformações
Repertório
Este Material Gráfico Digital alimenta a seguinte seção do livro:
•	Prática Comentada 4, Capítulo 8, página 217.
RECEITAS CULINÁRIAS PARA EXPERIMENTAR SABORES, QUANTIDADES E 
TRANSFORMAÇÕES
Faixa etária Campos de experiências
Principais objetivos de aprendizagem e 
desenvolvimento
Crianças de zero a 1 ano 
e 6 meses
Oralidade e escrita
EI01OE08 – Ter contato com diferentes gêneros 
textuais (poemas, fábulas, contos, receitas, 
quadrinhos, anúncios etc.).
Espaços, tempos, quantidades, 
relações e transformações
EI01ET05 – Manipular materiais diversos 
e variados para comparar as diferenças e 
semelhanças entre eles.
Crianças de 1 ano e 
7 meses a 3 anos e 
11 meses
Oralidade e escrita
EI02OE08 – Ampliar o contato com diferentes 
gêneros textuais (parlendas, histórias de 
aventura, tirinhas, cartazes de sala, cardápios, 
notícias etc.).
Espaços, tempos, quantidades, 
relações e transformações
EI02ET01 – Explorar e descrever semelhanças 
e diferenças entre as características e 
propriedades dos objetos (sonoridade, 
textura, peso, tamanho, posição no espaço).
EI02ET05 – Classificar objetos, considerando 
determinado atributo (tamanho, peso, cor, 
forma etc.).
EI02ET07 – Utilizar conceitos básicos de tempo 
(agora, antes, durante, depois, ontem, hoje, 
amanhã, lento, rápido, depressa, devagar).
EI02ET08 – Contar oralmente objetos, pessoas, 
livros etc., em contextos diversos.
EI02ET09 – Registrar com números a 
quantidade de crianças (meninas e meninos, 
presentes e ausentes) e a quantidade de 
objetos da mesma natureza (bonecas, bolas, 
livros etc.).
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Ilustrações: Daniel Klein
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BOLO DE FUBÁ
INGREDIENTES
 3 OVOS INTEIROS
 2 XÍCARAS DE CHÁ DE AÇÚCAR 
 2 XÍCARAS DE CHÁ DE FUBÁ 
 3 COLHERES DE SOPA DE FARINHA DE TRIGO 
 1/2 COPO DE ÓLEO 
 1 COPO DE LEITE 
1 COLHER (SOPA) DE FERMENTO EM PÓ 
Ilustrações: Daniel Klein
MODO DE FAZER
1. EM UM LIQUIDIFICADOR, ADICIONE OS OVOS, O AÇÚCAR, O FUBÁ, A FARINHA DE 
TRIGO, O ÓLEO, O LEITE E O FERMENTO. BATA TUDO ATÉ A MASSA FICAR LISA E HO-
MOGÊNEA.
2. DESPEJE A MASSA EM UMA FÔRMA UNTADA E POLVILHADA COM FARINHA.
3. LEVE PARA ASSAR EM FORNO MÉDIO (180 °C) PREAQUECIDOPOR 40 MINUTOS.
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Cartaz para elaborar
Planejamento de atividades encadeadas
A aprendizagem é um ato contínuo que carrega consigo os saberes acumulados ao longo do 
tempo. Nesse sentido, as atividades propostas para as crianças devem estabelecer conexões entre si 
para favorecer o aprofundamento das experiências e conquistas. 
Para que você, professor, possa ter uma visão global do encadeamento das atividades, suge-
rimos anotá-las em um calendário semanal ou mensal. Essas anotações podem ser feitas a fim de 
destacar aspectos como os campos de experiências enfocados, os espaços mais utilizados, os tipos de 
atividades propostas (artes, corpo, literatura...) etc.
Visualizar essas informações pode ajudá-lo a perceber os campos de experiências que precisam 
ser trabalhados, as atividades mais favorecidas e os espaços mais/menos frequentados. 
Repertório
Este Material Gráfico Digital alimenta a seguinte seção do livro:
•	Sequências didáticas e projetos, Capítulo 11, página 300.
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PLANEJAMENTO DE ATIVIDADES ENCADEADAS – SEMANAL
PROFESSOR:
ATIVIDADE: PERÍODO:
MANHÃ TARDE
SEGUNDA-FEIRA
TERÇA-FEIRA
QUARTA-FEIRA
QUINTA-FEIRA
SEXTA-FEIRA
CAMPOS E EXPERIÊNCIAS:
MATERIAIS:
ESPAÇOS DA CRECHE:
OBS.:
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PLANEJAMENTO DE ATIVIDADES ENCADEADAS — MENSAL
PROFESSOR:
ATIVIDADE: PERÍODO:
MANHÃ TARDE
SEGUNDA-FEIRA
TERÇA-FEIRA
QUARTA-FEIRA
QUINTA-FEIRA
SEXTA-FEIRA
SEGUNDA-FEIRA
TERÇA-FEIRA
QUARTA-FEIRA
QUINTA-FEIRA
SEXTA-FEIRA
SEGUNDA-FEIRA
TERÇA-FEIRA
QUARTA-FEIRA
QUINTA-FEIRA
SEXTA-FEIRA
SEGUNDA-FEIRA
TERÇA-FEIRA
QUARTA-FEIRA
QUINTA-FEIRA
SEXTA-FEIRA
CAMPOS E EXPERIÊNCIAS:
MATERIAIS:
ESPAÇOS DA CRECHE:
OBS.:
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Materiais lúdicos
Bloco 1. Elementos da cultura e do folclore nacional
Elemento 1. O boi: um folguedo nacional
Cultura e Turismo de Santo Amaro, BA
Apresentação da manifestação cultural de Bumba Meu Boi. Santo Amaro, BA, 2009.
Um giro pelo país revela as diversas características de um folguedo que provavelmente é conhe-
cido pelas crianças, o Bumba Meu Boi.
Conta a lenda que...
Mãe Catirina, grávida, ficou com desejo de comer língua de boi. Seu marido, Pai Francisco, es-
cravo de um rico fazendeiro, com medo de que sua mulher perdesse o filho por causa do desejo não 
satisfeito, matou o boi mais bonito de seu senhor.
Quando o senhor percebeu que seu boi havia desaparecido, ordenou aos vaqueiros que investi-
gassem o sumiço do animal. Tão logo descobriram o que havia acontecido com o boi, contaram a seu 
senhor. O fazendeiro então enviou índios à procura de Pai Francisco, com o objetivo de prendê-lo.
Com medo de ser preso e submetido a castigos, Pai Francisco procurou um pajé para que res-
suscitasse o animal.
No final, o pajé ressuscitou o boi. O fazendeiro, sabendo da boa intenção de Pai Francisco, per-
doou seu escravo, e todos celebraram a ressurreição com uma grande festa, ao som de toadas, sendo 
o boi o personagem central.
Para saber mais
Mais informações sobre o boi como personagem de diferentes folguedos estão disponíveis em:
•	<www.geledes.org.br/bumba-meu-boi/?gclid=EAIaIQobChMIpdi-2rzI1wIVV4GRCh3Fpg 
10EAAYASAAEgLaM_D_BwE> (acesso em: jan. 2018);
•	Material Digital da Região Norte – Elemento 8. Dois festivais, dois bois e muitas toadas;
•	Material Digital da Região Sul – Elemento 4. Boi de mamão.
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Inspirações para ampliar
Em sua cidade há brincadeiras ou festejos com o boi?
As crianças se interessam por brincadeiras como o bumba meu boi?
Pensando na estrutura do folguedo, que tal propor a elas que confeccionem o próprio boi?
Considerando a idade das crianças da turma, qual é o melhor material para criar o boi?
Uma caixa poderia ser transformada em um boi?
A maior dificuldade estará na construção do boi.
Diversos materiais podem ser utilizados para a construção da estrutura do boi. A fim de que 
fique leve para que os pequenos possam brincar, indicamos o uso de caixas de papelão de tamanho 
suficiente para que a criança possa entrar nela. Recorte antecipadamente as abas das caixas para que 
as crianças possam “vesti-las”.
A estrutura da cabeça do boi pode ser construída com uma caixa de tamanho menor encapada 
ou feita de papel machê. Com a colaboração das crianças e usando tinta, canetinha hidrocor e papéis 
coloridos, façam os olhos, o focinho, a boca e os chifres do boi. Para as alças laterais serão usadas 
fitas ou tiras de tecido. 
Depois de construídas essas partes principais, disponibilize os materiais que as crianças usarão 
para enfeitar o corpo do boi: cortes de tecidos coloridos e estampados, como a chita, além de papel 
crepom e cartolinas coloridos e pedaços de tecido ou TNT.
Se houver possibilidade, você pode propor que as crianças façam desenhos relacionados ao 
tema do folguedo para que criem um porta-estandarte.
Fotos: Cibele Racy
Bumba Meu Boi criado pelas crianças.
Agora é só começar a brincadeira!
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Um pouco de história
O boi é um animal reverenciado em várias culturas em diversos momentos históricos. No Egito 
Antigo era considerado uma divindade; na mitologia grega, o Minotauro é uma criatura representa-
da por um homem com cabeça de touro. O hinduísmo, religião predominante na Índia mas pratica-
da em outros lugares do mundo, considera a vaca um animal de natureza sagrada.
No Período Colonial do Brasil, a criação de bovinos, além de essencial para a alimentação e re-
curso no trabalho rural, tornou-se importante atividade econômica. 
Segundo historiadores, o Bumba Meu Boi tem origem na cultura da Península Ibérica e se mes-
clou com as culturas africana e indígena. 
Em 2012, o Bumba Meu Boi foi incluído na lista de Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo 
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), do Ministério da Cultura.
Fonte de pesquisa: ALVES, Januária Cristina.Abecedário de personagens do folclore brasileiro. 
São Paulo: FTD; Sesc, 2017.
Visitando
Museu Casa do Pontal
Significativo museu que reconhece e valoriza a importância da arte popular brasileira. Seu acer-
vo foi formado pelo designer francês Jacques Van de Beuque, que viajou pelo Brasil durante 40 anos 
para pesquisar e coletar mais de oito mil peças produzidas por mais de 300 artistas.
As festas populares, como o folguedo Bumba Meu Boi, fazem parte da temática da produção de 
muitos desses artistas.
Entre as ações de preservação da memória da arte popular brasileira, o museu promove ativida-
des educativas voltadas a professores e grupos escolares.
Localização: Estrada do Pontal, 3295, Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro, RJ.
Site: <www.museucasadopontal.com.br>.
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Elemento 2. Boneco: um amigo para brincar 
Toda criança é um brincante?
O brincar é uma das linguagens das crianças. Elas estão sempre criando e dando vida a persona-
gens em suas brincadeiras. Ao criar narrativas e personagens, as crianças encontram companheiros 
de descobertas e parceiros de muitas pesquisas. 
O que acontece quando uma criança tem um boneco em mãos?
Nasce uma história, cria-se um faz de conta?
As crianças brincam com a imaginação ao dar vida aos bonecos, fazendo deles personagens de 
narrativas.
O boneco pode ser algo mais?
Sim. Uma figura de afeto.
Para a educadora e pedagoga Cibele Racy, as figuras de afeto não são apenas bonecos que aco-
lhem e aguçam a imaginação infantil. Elas afetam e mobilizam as crianças tanto para novas apren-
dizagens quanto para a busca de novos conhecimentos. Sem afeto e sem deixar-se afetar, não há 
experiência que tenha significado na infância.
Em quais situações um boneco pode ser mediador na relação com a criança?
A boneca da música a seguir leva muitos tombos, que precisam ser cuidados. Assim, essa música 
e a boneca podem auxiliar você a trabalhar situações semelhantes com as crianças.
Boneca de lata
Minha boneca de lata bateu a cabeça no chão
Levou quase uma hora pra fazer a arrumação
Desamassa aqui, desamassa ali pra ficar boa!
Minha boneca de lata bateu o ombro no chão
Levou mais de duas horas pra fazer a arrumação
Desamassa aqui, desamassa ali,
Desamassa aqui, desamassa ali pra ficar boa!
Minha boneca de lata bateu o outro ombro no chão
Levou mais de três horas pra fazer a arrumação
Desamassa aqui, desamassa ali,
Desamassa aqui, desamassa ali,
Desamassa aqui, desamassa ali pra ficar boa! [...]
Cantiga.
Você conhecia a cantiga Boneca de lata?
Já pensou em transformar uma lata em uma boneca?
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Conversando sobre...
O que é uma marionete?
Também conhecidas como bonecos de fios, as marionetes são bonecos 
articulados que se movem ao serem manipulados por meios desses fios.
Como se brinca com uma marionete?
Para possibilitar o movimento, os fios devem estar presos em alguns 
pontos do corpo do boneco: um na cabeça, um em cada braço e um em cada 
perna. O manuseio dessas partes pela contração e extensão dos fios pos-
sibilita simular movimentos diversos, como andar, acenar e sentar-se. No 
teatro de bonecos, pessoas escondidas atrás de uma tela ou de um pano, ou 
usando roupas que se confundam com o fundo do cenário, manipulam as 
marionetes, fazendo-a se mexer.
Luis Lentini
Esquema de uma 
marionete.
Inspirações para ampliar
Como se constrói uma boneca de lata?
Convide as crianças a construir uma boneca usando uma lata para for-
mar seu corpo. A fim de que os pequenos possam dar movimento a ela, 
como uma marionete, faça os braços e as pernas com tranças de corda ou 
fios de lã. Os braços passam por dentro da lata por dois furos opostos nas 
laterais e as pernas, por dois furos na parte inferior. 
Façam os braços da boneca compridos para que eles sejam usados 
como fios de manipulação. Isso permitirá às crianças fazerem a boneca “ca-
minhar”, por exemplo.
Luis Lentini
Boneca de lata.
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Conversando sobre...
Emília, uma boneca sapeca
Há diversas histórias infantis que têm bonecos como personagens.
Você conhece alguma dessas histórias?
Em sua região há algum boneco típico?
O autor Monteiro Lobato criou diversas histórias infantis com uma 
boneca chamada Emília e um boneco chamado Visconde de Sabugosa. 
Junto de outros personagens, vivem muitas aventuras no Sítio do Picapau 
Amarelo.
Você conhece os dois bonecos?
Já leu alguma de suas histórias para a turma?
Editora Globo
No Sítio do Picapau Amarelo vivem também Dona Benta, avó da menina Narizinho, e Tia Nas-
tácia, cozinheira do sítio. Tia Nastácia faz para Narizinho uma boneca de pano, que ganha o nome 
de Emília. A boneca, com a ajuda da pílula falante de Dr. Caramujo, começa a falar e se torna uma 
grande companheira de Narizinho e de seu primo, Pedrinho.
Visconde de Sabugosa é um boneco feito de um sabugo de milho. Cientista e ávido leitor, está 
sempre presente nas aventuras mais arriscadas vividas por Pedrinho, Narizinho e Emília. 
São muitas as histórias que acontecem no sítio e em outros mundos. Novos personagens partici-
pam de cada uma delas: o Marquês de Rabicó, um porquinho comilão; a Cuca, uma bruxa com cara 
e corpo de jacaré; Burro Falante, que recebeu de Emília o nome de “Conselheiro” por estar sempre 
dando bons conselhos a todos; Quindim, um rinoceronte que fugiu do circo em que trabalhava.
Inspirações para ampliar
Quais personagens as crianças conhecem?
Quais deles elas querem que sejam personagens na brincadeira?
Que tal elaborar com a turma a história de um sítio composta de diversos personagens?
Esta é uma proposta para ser realizada com crianças maiores.
Com base na história do Sítio do Picapau Amarelo, ou em uma história como a de Narizinho, 
Pedrinho e Emília, você e a turma podem criar e imaginar personagens relacionados àquilo que as 
crianças conhecem da região onde vivem.
Comece perguntando com que história elas gostariam de brincar e que personagem dessa his-
tória gostariam de ser.
Como é este personagem? Do que ele gosta? O que ele faz?
Acompanhe as formulações das crianças e anote-as. Reúna o material necessário, como tecidos, 
objetos, papéis de diferentes tipos, para que elas formem e caracterizem os personagens. 
A história das crianças não precisa ficar presa ao que inspirou a brincadeira. A ideia é experi-
mentar a criação de um sítio e de personagens com base no que as crianças imaginarem. Auxilie-as 
no processo de criação, conduzindo-as com perguntas e organizando as ideias que surgirem.
Com a história escolhida e os personagens criados, é hora de brincar!
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Palavra de quem conhece...
O fazer da cultura local
A pesquisadora e colecionadora de brinquedos infantis Macao Goes conta que aprendeu com as 
mestras bonequeiras a generosidade de ensinar:
Para alguns, são apenas um monte de retalhos, farrapos e trapos insignificantes que poderiam ficar 
jogados em qualquer canto da casa. Poderiam. Mas não para essas mulheres com sensibilidade e mãos 
mágicas de artesãs. Senhoras que se debruçam em suas máquinas de costura e colocam alma em pa-
nos surrados. [...].
Livro conta história sobre as tradicionais bonecas de pano artesanais. Defesa Civil do Patrimônio Histórico, 9 jan. 2014. 
Disponível em: <http://defender.org.br/noticias/nacional/livro-conta-historia-sobre-as-tradicionais-bonecas-de-pano-artesanais>. 
Acesso em: jan. 2018.
Conversando sobre...
Boneca de capim
Na comunidade de Abadia, no Vale do Jequitinhonha (MG), Renata Meirelles e David Reeks, 
do Programa Território do Brincar, registraram as crianças fazendo bonecas com um tufo de capim 
envolvido em retalhos de tecidos amarrados com fitas. A confecção começa por dar forma ao cabelo 
e termina com a construção do corpo.
Fotos: Território do Brincar
Etapas da construção de uma boneca de capim.
Fonte de pesquisa: Território do brincar. Disponível em: <http://territoriodobrincar.com.br/ 
brincadeiras/batizado-de-bonecas-de-capim>. Acesso em: jan. 2018.
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Para saber mais
Território do Brincar é um programa coordenado pela educadora 
e documentarista Renata Meirelles, com apoio do Instituto Alana e do 
movimento Aliança pela Infância, que privilegia a escuta, a troca de sa-
beres, o registro, a multiplicação e a divulgação da cultura infantil. 
Site: <www.territoriodobrincar.com.br>.
territoriodobrincar.com.br
Para saber mais
Você conhece a boneca abayomi?
Bonecas podem ser feitas de inúmeras maneiras. Abayomi, uma 
boneca construída apenas por nós ou tranças de tecido, tornou-se o 
primeiro brinquedo da cultura africana a ser conhecido no Brasil. Sem 
demarcação de olho, nariz ou boca, essas bonecas eram feitas pelas 
mães, a bordo dos navios negreiros, para entreter seus filhos nas lon-
gas e duras travessias da África para o Brasil. O termo abayomi signi-
fica “encontro precioso” em iorubá, língua de uma das etnias do con-
tinente africano que habita a região dos atuais Nigéria, Benin, Togo e 
Costa do Marfim.
Arquivo do autor
Boneca abayomi.
Inspirações para ampliar
Que tal organizar com as crianças a confecção de bonecos típicos da região em que vivem?
Quais modelos de bonecos artesanais você gostaria de fazer com a turma?
Faça uma pesquisa com os familiares das crianças da turma para descobrir como e com quem 
eles brincavam quando crianças.
Eles conhecem algum modelo simples, que possa ser feito pelas crianças?
Convide-os para vir um dia à escola a fim de contar às crianças como eram esses bonecos e en-
sinar-lhes como podem ser feitos.
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Um pouco de história
Bonecas karajá: construção de identidade
O processo de confecção das bonecas de barro da etnia 
karajá – indígenas que habitam os estados de Goiás, Mato 
Grosso, Tocantins e Pará – foi reconhecido em 2012 como 
Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo Iphan.
As bonecas ajudam a preservar a cultura karajá.
Mais do que objetos meramente lúdicos, as ritxòkò são 
consideradas representações culturais que comportam signi-
ficados sociais profundos, reproduzindo o ordenamento so-
ciocultural e familiar dos Karajá. Com motivos mitológicos, de 
rituais, da vida cotidiana e da fauna, as bonecas karajá são 
importantes instrumentos de socialização das crianças que se 
veem nesses objetos e aprendem a ser Karajá. Enquanto brin-
cam com as bonecas ou observam a sua feitura, as meninas 
recebem importantes ensinamentos e aprendem também as 
técnicas e saberes associados à sua confecção e usos.
Bonecas Karajá: novo Patrimônio Cultural Brasileiro. Iphan, 25 jan. 2012. 
Disponível em: <http://portal.iphan.gov.br/noticias/detalhes/1190/bonecas- 
karaja-novo-patrimonio-cultural-brasileiro>. 
Acesso em: jan. 2018.
Boneca karajá feita de cerâmica policromada. 
Acervo de etnologia indígena brasileira do 
Museu Nacional/UFRJ. Rio de Janeiro, RJ.
Visitando
Museu Giramundo
Esse museu abriga o maior acervo de teatro de bonecos das Américas, destacando-se por manter 
em atividade grande parte dos espetáculos originais, além de apresentar vasta coleção de fotografias 
históricas e de desenhos e projetos técnicos de Álvaro Apocalypse, um dos maiores criadores do 
teatro de bonecos do mundo.
Localização: Rua Varginha, 245, Floresta, Belo Horizonte, MG.
Site: <www.giramundo.org>.
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ser indicadas, além de um link para a licença.
Elemento 3. Cultura indígena e natureza
Quem são os indígenas brasileiros?
Como é a cultura desses povos?
Quais são as crenças indígenas em relação à natureza?
Quem são os curumins?
Os indígenas têm muito respeito pela natureza, e as crianças (os curumins) aprendem essa rela-
ção desde muito pequenas.
Para os ianomâmis (yanomami), comunidade indígena que vive ao Norte da Amazônia, a terra-
-floresta – chamada de urihi – não é apenas um espaço de onde retiram os meios para viverem; trata -se 
de uma entidade viva.
Conversando sobre...
O que representa a pintura corporal na cultura indígena?
Devido a uma observação primorosa, os ianomâmis retratam pormenores da natureza em sua pintu-
ra corporal. O mais usual é a repetição de pequenas formas: a cobra é representada por uma linha sinuo-
sa; a onça pintada, por uma sequência de pintinhas; e as estrelas, por uma sequência de pequenos “xis”.
Allan Rabelo
Da esquerda para a direita: pintura facial que representa cobra, onça e estrelas.
Fonte de pesquisa: LAUDATO, Luis. Yanomami Pey Keyo: o caminho yanomami. Brasília: 
Universa, 1989. p. 73 -77.
Já para os indígenas tucanos, ao longo do Rio Negro, Amazonas, o céu é representado por filei-
ras de pontos verticais, que simbolizam a Via Láctea, imaginada como um rio celestial.
Allan Rabelo
Representações pictográficas do Sol e da Via Láctea.
Fonte de pesquisa: VIDAL, Lux. Grafismo indígena: estudos de 
Antropologia estética. São Paulo: Fapesp; Studio Nobel; Edusp, 1992. 
p. 47.
Nas escolas indígenas, as crianças aprendem cada uma dessas representações e quando devem 
ser usadas. Apesar do aprendizado na escola, as pinturas nas crianças são feitas pelas mulheres, que, 
ao passarem horas nessa atividade, demonstram todo o carinho que sentem pelos filhos.
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Inspirações para ampliar
Como selecionar conteúdos para trabalhar a cultura indígena?
Como abordara essência e a multiplicidade étnica desse povo e não a imagem estereotipada dele?
Como brincar com conteúdos indígenas e com outros modos de ver o mundo?
Com relação aos símbolos representativos, as comunidades indígenas se diferenciam umas das 
outras pela forma de utilizar dois elementos: o traço (wahirê) e o círculo (doí). 
Por que não propor às crianças uma atividade de observação de elementos na natureza que tenham essas 
duas formas?
O primeiro passo é fazer uma excursão com elas para coleta de elementos da natureza encon-
trados no chão, como folhas, gravetos, pedrinhas, flores etc. O segundo passo é expor o material 
coletado, classificá-lo e juntá-lo por semelhança. O terceiro e os demais passos podem ser planejados 
com as crianças, que podem fazer inúmeros trabalhos com base em suas pesquisas e descobertas 
por meio desse material coletado, inclusive inventar modos de representar esses elementos usando 
traços, círculos ou outro desenho.
Boas descobertas para as crianças!
Conversando sobre...
Como são os instrumentos musicais indígenas?
Que relação eles têm com a natureza?
Os instrumentos musicais indígenas são inspirados e extraídos da floresta e, muitas vezes, re-
produzem sons da própria mata. A harmonia com a natureza é plena.
Em cerimônias, rituais ou atividades cotidianas, utilizam-se instrumentos de percussão e sopro. 
Eles são confeccionados com sementes, madeiras, fibras, pedras, objetos de cerâmica, ossos e cascos 
de animais, entre outros materiais orgânicos.
Como são confeccionados?
Os chocalhos, utilizados pelas crianças desde pequenas, são instrumentos comuns e se diferen-
ciam dos de origem africana porque são feitos de tiras com guizos presos a elas. Os chocalhos podem 
ser usados presos ao corpo – na cintura, nos braços e nos tornozelos – ou manipulados com a mão. 
Os guizos podem ser feitos de caroços de frutos, unhas e dentes de animais, sementes ou pedrinhas. 
O som é extraído da batida de um elemento no outro.
Os zumbidores são instrumentos que soam 
quando agitados no ar. São compostos de cabos 
ligados a uma tábua oval que, ao ser girada rapi-
damente, emite sons fortes. As crianças brincam 
com os zumbidores desde pequenas.
O catacá – uma espécie de reco-reco de ori-
gem tupi-guarani – é feito de duas superfícies de 
tábua ou bambu, uma lisa e outra com entalhes 
transversais. O som é produzido quando se es-
frega a tábua lisa na tábua com entalhes.
O bastão de ritmo, que orienta as danças em 
cerimônias, consiste em um canudo de bambu ou 
madeira oca que marca o ritmo ao ser batido no 
chão.
Eduardo S. Nascimento/OBORÉ/Projeto Repórter do Futuro/Flickr.com
Chocalho no tornozelo de Ugui (um curumim), 2010.
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ser indicadas, além de um link para a licença.
Inspirações para ampliar
Você já confeccionou um instrumento musical com elementos da natureza?
Convide as crianças a fazer um chocalho indígena. Elas podem usar o material coletado na ex-
cursão encaminhada anteriormente.
Assim como os indígenas, as crianças podem agrupar os elementos da natureza coletados em 
uma fita e criar um chocalho indígena. 
O que você acha dessa brincadeira?
Prenda sementes em uma fita ou elástico largo e confeccione pulseiras para a turma usar e brin-
car enquanto dança.
Palavra de quem conhece...
As pesquisadoras e musicistas Magda Pucci e Berenice de Almeida debruçaram-se sobre as cul-
turas de oito povos indígenas brasileiros e constataram que a música indígena é transmitida dos 
mais velhos para as crianças de forma oral. Ela pode estar ligada a momentos especiais, como festas, 
rituais e narrativas míticas, bem como ao dia a dia da aldeia. Os povos também cantam para brincar, 
caçar, pescar e construir suas malocas.
Leia o livro A floresta canta! – Uma expedição sonora por terras indígenas do 
Brasil e consulte o endereço da editora – <www.editorapeiropolis.com.br/ 
2014/04/24/a-floresta-canta-musicas> (acesso em: 28 jan. 2017) – para ouvir al-
gumas das músicas registradas pelas autoras da obra.
Editora Peirópolis
Conversando sobre...
As lendas na cultura indígena
Para os curumins, a floresta é uma grande enciclopédia viva. O difícil, às vezes, é explicá-la. A fim de 
dar sentido a alguns fatos ou fenômenos, ajudando-os a compreendê-los, surgem os mitos e as lendas. 
O contato dos povos indígenas com comunidades próximas tornou conhecidas algumas dessas 
lendas – como a lenda amazônica da vitória-régia –, possibilitando que fossem absorvidas pela cul-
tura brasileira.
Vitória-régia: a estrela dos lagos
Conta uma lenda indígena que Maraí, uma jovem e 
bela índia que amava muito a natureza, tinha o hábito de 
contemplar a chegada da Lua e das estrelas. Nasceu nela, 
então, um forte desejo de se tornar uma estrela.
Maraí perguntou ao pai como surgiam aqueles ponti-
nhos brilhantes no céu e, com grande alegria, soube que 
Jacy, a Lua, ouvia os desejos das moças e, ao se esconder 
atrás das montanhas, transformava-as em estrelas.
Bergadder/pixabay.com
Vitória-régia.
Muitos dias se passaram sem que a jovem realizasse seu sonho. Então, Maraí resolveu aguardar 
a chegada da Lua junto aos peixes do lago. Assim que Jacy apareceu, Maraí, encantada com sua ima-
gem refletida na água, foi sendo atraída para dentro do lago, de onde nunca mais voltou.
A pedido de peixes, pássaros e outros animais, Maraí não foi levada para o céu. Jacy transformou-a 
em uma bela planta aquática, que recebeu o nome de vitória-régia (ou mumuru), a estrela dos lagos.
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Inspirações para ampliar
A vitória-régia é uma planta aquática que permanece na superfície da água.
Pesquisar objetos que boiam ou que afundam é um disparador de muitas possibilidades de des-
cobertas paras as crianças, além de contemplar diversos conteúdos científicos. 
Testar materiais em uma bacia com água é uma maneira de as crianças compreenderem esse 
aspecto na prática. Após a seleção dos materiais que boiam e que afundam, pode-se classificá-los em 
grupos.
Boa experiência!
Para saber mais
Povos Indígenas no Brasil Mirim
Muitos dos hábitos, das palavras e dos alimentos que fazem parte 
do dia a dia de todos os brasileiros são originários das culturas indíge-
nas.
O que sabemos das tradições culturais dessas comunidades?
O Instituto Socioambiental (ISA) publicou um livro, dedicado a to-
das as crianças, sobre alguns dos 248 povos indígenas que vivem atual-
mente no Brasil. Dividida em quatro capítulos, a obra é uma forma de 
ampliar o acesso de crianças, jovens e educadores ao conteúdo do site 
Mirim Povos Indígenas no Brasil, oferecendo instrumentos para que a te-
mática indígena esteja cada vez mais presente nas instituições de ensino.
Site: <https://mirim.org>. mirim.org
Logo do site Mirim Povos 
Indígenas do Brasil.
Visitando
Museu do Índio da Fundação Nacional do Índio (Funai)
Criado para conscientizar a população da importância das culturas indígenas, esse museu des-
tina-se a promover e preservar o patrimônio cultural dos inúmeros grupos indígenas brasileiros.
Localização: Rua das Palmeiras, 55, Botafogo, Rio de Janeiro, RJ.
Site: <www.museudoindio.gov.br>.
Museu do Índio de Manaus
Atribuído à irmã missionária Maddalena Mazzone, esse museu possui acervo formado por mais 
de 3 mil peças do universo indígena dos povos do Alto Rio Negro: tukano, tikuna, banivwa, yano-
mami e xavante.
Localização:Rua Duque de Caxias, 356, Centro, Manaus, AM.
Site: <http://portalamazonia.com.br/amazoniadeaz/interna.php?id=408>.
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Elemento 4. Chita: para brincar, cantar e dançar
Quem conhece o tecido que faz parte da História do Brasil?
Quem conhece o tecido que já foi cantado na Sapucaí, no Carnaval do Rio de Janeiro?
O reconhecimento da chita como elemento da identidade brasileira ocorreu em 2009, quando a 
escola de samba Estácio de Sá a transformou no samba-enredo Que chita bacana, criado por Alexan-
dre d’Mendes e outros.
Conversando sobre...
Além de contar a trajetória desse tecido em sua chegada ao Brasil, o samba-enredo ressalta a 
presença da chita em várias manifestações culturais e em momentos das artes e do entretenimento. 
Observe um trecho da letra:
[...]
O palhaço colori
Vesti cortejo do Maracatu
Dancei em quadrilhas de São João
Na Festa do Divino minha devoção
[...] 
Na Tropicália fui a sensação
Conquistei de vez esta nação. [...]
Trecho do samba-enredo da Escola de Samba 
Estácio de Sá. Que chita bacana, 2009.
Inspirações para ampliar
Para aguçar a curiosidade das crianças, aproveite o trecho da letra do samba-enredo e converse 
com elas a fim de identificar diferentes manifestações culturais citadas nela.
Convide a turma a pesquisar:
•	Como é a roupa do palhaço?
•	Em que região do país acontece o maracatu?
•	Como se dança a quadrilha?
•	Como e onde ocorre a Festa do Divino?
Depois dessa atividade, as crianças terão feito uma viagem por algumas manifestações culturais 
nacionais.
Para saber mais
Para saber mais informações sobre o maracatu e a quadrilha, consulte:
•	Material Digital Nacional – Elemento 9. A cor e o ritmo na cultura afro-brasileira;
•	Material Digital da Região Nordeste – Elemento 8. Festas Juninas: uma festividade muito diver-
sificada.
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Um pouco de história
A chita foi trazida ao Brasil pelos portugueses no Período Colonial, mas sua origem é indiana.
Os primeiros registros documentam sua chegada aos estados de Pernambuco e Bahia, passando 
a ter grande importância ao ser usada como moeda de troca. No entanto, só alcançou popularidade 
quando começou a ser produzida no país. Por ser de algodão, composta de uma trama simples, tor-
nou-se muito popular, integrando o imaginário brasileiro.
A artista plástica e gravurista Anico Herskovits relata que, para imprimir a chita, no início de 
sua produção, eram utilizadas matrizes gravadas em madeira, o que a transformava em uma xilo-
gravura gravada em tecido.
Com a chegada da luz elétrica, surgiu uma nova linha de produção têxtil, com novos maquiná-
rios, e a chita inicial transformou-se no chitão. Na década de 1960, foi muito utilizada pelos partici-
pantes do movimento hippie e do tropicalismo. Dessa época são as obras Parangolés, de Hélio Oiticica.
Para saber mais
•	Livro: Xilogravura – Arte e técnica, de Anico Herskovits. Porto Alegre: Tchê!, 1986. p. 130.
Inspirações para ampliar
Os Parangolés, de Hélio Oiticica, eram capas, estandartes ou bandeiras que deveriam ser vestidas e 
experimentadas. Foram criados em decorrência da aproximação do artista com o samba e com o Morro 
da Mangueira, no Rio de Janeiro, exaltando as cores que ganham corpo e se tornam vivas e dinâmicas.
Os Parangolés, de Hélio Oiticica, inspiram uma brincadeira?
Reúna tecidos de diversos tamanhos e disponibilize-os para as crianças. Dê um tempo para que 
elas comecem a interagir com os tecidos. Deixe que sintam as texturas e descubram a maleabilidade 
dos panos. Após esse envolvimento, ajude-as a amarrá-los em forma de capa ou saia para rodar, 
rodar e rodar ao som de cantigas brasileiras.
O movimento de girar é ampliado pelo tecido, que esvoaça e provoca prazer.
Para saber mais
O Projeto Hélio Oiticica é uma associação sem fins lucrativos formulada pelos irmãos do artista 
a fim de guardar, preservar, estudar e difundir sua obra.
Site: <www.heliooiticica.org.br/projeto/projeto.htm>.
Inspirações para ampliar
Crianças adoram brincar com tecidos!
Tecidos de todos os jeitos – grandes, pequenos, estampados e coloridos – transformam-se em 
casas, capas de super-heróis, vestidos encantados, carros e em muitos outros objetos que compõem 
narrativas no faz de conta.
Para as crianças menores, os tecidos representam um ótimo recurso para a pesquisa e a diversão.
Que tal proporcionar à turma muitas brincadeiras com tecidos?
Você pode começar reunindo, em uma caixa, retalhos, toalhas de mesa ou lençóis velhos dispo-
níveis na escola ou coletados com as famílias das crianças.
Em um segundo momento, esses tecidos podem ser espalhados em um espaço amplo, no chão, 
ou pendurados em ganchos ou em móveis desse espaço. As crianças descobrirão inúmeras possibi-
lidades de interação com o material: estender os tecidos, deitar sobre eles, puxá-los, enrolar-se neles, 
alternar a exploração dos variados tamanhos, estampas e texturas etc.
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ser indicadas, além de um link para a licença.
Vagner Carvalheiro/creativecommons.org
Vestido de boneca feito com tecido de chita.
Palavra de quem conhece...
A chita também é bacana nas artes visuais
Os pesquisadores e curadores Renato Imbroisi e Renata Melão 
apresentam no livro Que chita bacana os diversos papéis que a chita 
assumiu na formação do Brasil. Foi vestido de escrava, moeda de tro-
ca na colônia e tema de escola de samba. Fez parte do guarda-roupa 
das elites, mas também foi toalha de mesa e tecido de forrar colchão. 
Conhecida popularmente como o tecido de algodão, marcou presença 
na literatura, no teatro, no cinema, nos desfiles de moda e em muitas 
manifestações culturais. Veste brincantes e seus brinquedos. Na dé-
cada de 1960 vestiu os protagonistas do Tropicalismo, coloriu festas 
populares, participou de tradições religiosas e se tornou símbolo da 
cultura brasileira.
Editora A Casa
Que chita bacana, idealizado e 
coordenado por Renata Melão e 
Renato Imbroisi. Texto de Maria 
Emilia Kubrusly. São Paulo: 
A Casa, 2005.
Curiosidade
A chita na cidade de Paulo Jacinto
No vilarejo de Lourenço de Cima, atual município de Paulo Jacinto, no centro-oeste de Alagoas, 
surgiu em 1952 um baile organizado para angariar fundos para a emancipação da vila. Esse evento, 
que acontece há mais de 65 anos, relembra em todas as suas edições os saberes populares e as apre-
sentações culturais que envolvem artistas regionais.
Ao buscar um tema, a população encontrou na chita a referência cultural para a festa. Hoje o 
evento é reconhecido como Bem Cultural de Natureza Imaterial pelo estado.
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Inspirações para ampliar
As chitas são coloridas.
As chitassão florais.
As chitas integram a identidade cultural.
O que mais os tecidos de chita são para você?
Quais sentimentos ela desperta?
Que outro elemento faz parte da identidade de sua comunidade?
Para ampliar a exploração desse tecido, proponha um novo cenário em sala para as brincadeiras 
das crianças com a chita e algum outro elemento da comunidade.
Para saber mais
Diz o ditado popular: “Quem vê cara não vê coração”.
Essa frase expressa o pensamento da ilustradora espanhola Anna 
Göbel e do estilista Ronaldo Fraga no livro que conta a história da chita.
Para eles, a chita utilizada antigamente, em forros de almofadas 
e em confecção de aventais e cortinas, com cara de festa do interior e 
brincadeira de criança, virou tecido fashion (está na moda), referência 
de identidade cultural e símbolo brasileiro.
Autêntica
Uma festa de cores: memórias de 
um tecido brasileiro, de Anna 
Göbel e Ronaldo Fraga. São 
Paulo: Autêntica, 2014.
Visitando
Museu de Artes e Ofícios (MAO)
Reúne uma coleção formada por peças originais dos séculos XVIII ao XX relacionadas aos ofícios 
tradicionais. O museu dedica-se a preservar e difundir o universo do trabalho no Brasil. Seu acervo 
abrange ferramentas, máquinas e utensílios que marcaram nossa história. Quando conhecidos, eles 
ampliam nossa compreensão sobre nossas origens e costumes. Há nesse museu um espaço reserva-
do para os ofícios do fio e do tecido.
Localização: Praça Rui Barbosa, 600 (Praça da Estação), Centro, Belo Horizonte, MG.
Site: <www.mao.org.br>.
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Elemento 5. Respeitável público, vai começar a brincadeira...
Muitas vezes, a alegria e a diversão são sinônimos de palhaçadas.
Então o palhaço vira o responsável pela alegria da criançada.
Mas como surge um personagem?
E um personagem brincalhão com as crianças?
Será que a ideia às vezes vem de outro personagem?
O artista Antônio Nóbrega revela que a inspiração para criar seu palhaço Tonheta veio ao assistir 
à dança de um Mateus, o Mateus Guariba, palhaço brincante popular do Bumba Meu Boi.
Para saber mais
Assista ao depoimento de Antônio Nóbrega no Programa Ocupação, do Instituto Itaú Cultural, a 
respeito da criação de um personagem.
Disponível em: <www.itaucultural.org.br/ocupacao/antonio-nobrega>. Acesso em: jan. 2018.
Conversando sobre...
Os folguedos apresentam muitos personagens que, juntos, vão contando uma história. Cada 
personagem tem uma função no folguedo, com passos, caretas e requebrados característicos. Alguns 
são recorrentes e aparecem em muitos folguedos, com semelhança no jeito de brincar, mas com no-
mes diferentes.
Você conhece o Jacaré Poiô?
E a Cabritinha?
O Jacaré Poiô é um personagem do Cacuriá de Dona Tetê, uma manifestação cultural do Mara-
nhão. A Cabritinha faz parte do folguedo Boi de Mamão, de Santa Catarina. Como os nomes suge-
rem, são representações de animais.
O que é o Cacuriá?
O Cacuriá é uma manifestação cultural que une música, dança, verso e representação. É uma 
alegre brincadeira de roda do folclore nordestino, ritmada por instrumentos de percussão, que ocor-
re durante os festejos do Divino Espírito Santo, que acontece sempre 50 dias após o Domingo de 
Páscoa.
A dança, aliada à música, dá forma a versos que, na maioria das vezes, falam de animais: formi-
gas, gaviões, jabutis, caranguejos, peixes, siris, jacarés e outros.
A festa chegou ao Brasil por meio dos portugueses, na época do império. Hoje, ela é o resultado 
da mistura cultural de heranças dos povos indígenas, europeus e africanos. Geralmente a parte vocal 
é feita por versos improvisados, respondidos por um coro de brincantes. O ritmo é uma derivação 
do carimbó maranhense, mas também agrega vários ritmos das festividades juninas.
O que é o folguedo Cavalo-Marinho?
É uma brincadeira com música, dança, poesia e coreografia que reúne cerca de 76 personagens, 
todos vestidos com máscaras e enfeitados com fitas. O enredo do folguedo acontece em torno de um 
baile que contará com a presença de vários convidados. É realizado na Zona da Mata Norte de Per-
nambuco e os brincantes são, geralmente, trabalhadores dos canaviais. As apresentações acontecem 
nos engenhos, nas ruas e em festas de santos padroeiros.
Você conhece os personagens Mateus e Bastião?
Os personagens Mateus e Bastião, no folguedo Cavalo-Marinho, dão boas-vindas ao público, 
como faz o palhaço no circo. A manifestação começa com Mateus chegando e dizendo:
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Boa noite pra ió ió
Boa noite pra iá iá
Boa noite pra quem chegou
Boa noite pra quem falta chegá.
Cumprimento de Mateus e Bastião do 
folguedo Cavalo-Marinho da família Salustiano.
Como são o Mateus e o Bastião?
Esses brincantes pintam o rosto de preto, usam chapéu de cone com fios de papel-celofane, 
blusas estampadas e calças curtas. Em alguns grupos, os dois usam uma armação feita de palhas de 
bananeiras ao redor dos quadris, a qual representa a camuflagem usada pelos escravos na fuga do 
cativeiro.
Para saber mais
Consulte mais informações sobre Cacuriá e Cavalo-Marinho nos endereços a seguir (acessos em: 
jan. 2018):
•	<www.geledes.org.br/cacuria>;
•	<www.cultura.pe.gov.br/pagina/cultura-popular-e-artesanato/cultura-popular/manifestacoes/ 
cavalo-marinho>.
Inspirações para ampliar
Há muitos personagens brincalhões nas folias e nos folguedos brasileiros.
Conhecê-los pode enriquecer a brincadeira das crianças e é uma ótima oportunidade de envol-
ver na aprendizagem as famílias e a comunidade do entorno da escola.
Você já pesquisou personagens típicos brasileiros?
Como eles são?
As folias e brincadeiras nas quais se inserem esses personagens ocorrem em que época do ano?
Quais são os trejeitos e as falas desses personagens?
Faça uma pesquisa, descubra algumas figuras e apresente-as à turma. Isso servirá de inspiração 
para a elaboração de uma brincadeira diferente e divertida, que começa com as crianças imitando-as.
Como as crianças podem vivenciar a brincadeira?
Aproveite para brincar também!
Conversando sobre...
Você sabe quais manifestações artísticas fazem parte das artes cênicas?
As artes cênicas se caracterizam pelo conjunto de técnicas e artes relativas à representação tea-
tral, sendo três as manifestações que fazem parte dessa forma artística: o teatro, a dança e o circo.
Abram-se as cortinas... vai começar o espetáculo...
Das artes cênicas, o circo é a manifestação mais voltada para a diversão e o entretenimento.
Não se tem certeza quanto a sua origem, já que os registros históricos são muito variados e os 
historiadores não chegam a um consenso a esse respeito. Mas o encantamento pelo circo se origina 
em cada pessoa no instante em que ela vivencia o primeiro espetáculo circense: um momento de 
encantamento com as cores, os movimentos dos trapezistas, o som da bandinha e as muitas, mas 
muitas risadas da criançada com as trapalhadas dos palhaços.
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Personagens do circo
O circo é mágico! É pura fantasiaem movimento que atrai o olhar e conquista o coração!
Essa mágica vem do conjunto de diversos artistas e seus fazeres.
Fotos: CEI Anibal Difrancia, Instituto Rogacionista, SP
Malabarista. Bailarina. Trapezista.
O malabarista encanta o público por sua arte de manejar objetos e lançá-los para o alto, seja do 
chão do picadeiro, seja em cima de corda bamba e monociclos. Há o trapezista, que se equilibra e 
equilibra outras pessoas em balanços suspensos e tecidos. O mágico desperta a atenção do público 
pelos truques que dependem especialmente da rapidez e agilidade das mãos.
No circo, um dos personagens mais queridos é o palhaço, que, no Brasil, foi adquirindo caracte-
rísticas próprias por suas vestimentas, seus trejeitos atrapalhados e cheios de humor. Cada palhaço 
constrói sua própria máscara e identidade.
Antigamente, quando chegava a uma cidade, o circo anunciava o espetáculo com um passeio em 
cortejo pelas ruas, chamando o público com músicas e pequenas apresentações.
Hoje tem marmelada?
Tem sim, senhor! 
Hoje tem goiabada? 
Tem sim, senhor! 
E o palhaço, o que é?
É amigo do Zé!
Chula de palhaço.
Um pouco de história
O circo chegou ao Brasil no início do século XIX com a vinda de famílias circenses da Europa. 
Essas famílias agrupavam-se e faziam apresentações que seguiam de uma cidade para outra. A visita 
de cidade em cidade gerou uma das características mais fortes do circo, a de ser itinerante.
A apresentação de um artista encadeada à outra cria uma narrativa e, às vezes, vários artistas 
ficam juntos no picadeiro. Toda essa movimentação é acompanhada de uma pequena banda, chama-
da de charanga, que dá o clima de suspense ou de alegria à representação.
Entre os muitos circos que já existiram, dois deles destacaram-se ao percorrer todo o território 
nacional: o Circo Nerino e o Circo Garcia.
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Inspirações para ampliar
Que tal viver um circo na sala com a turma?
CEI Anibal Difrancia, Instituto Rogacionista, SP
Inspiração para brincar.
Para criar um ambiente que remeta ao circo, reúna alguns tecidos coloridos para representar a 
lona, bambolês para os desafios corporais, colchonetes para as cambalhotas e muita, muita alegria.
Uma sugestão é apresentar um personagem por vez. Dê tempo suficiente para que as crianças 
possam se inspirar e criar sua própria maneira de se expressar. Depois, como no circo, as crian-
ças brincantes vão interagindo em uma grande brincadeira.
Divirta-se com as crianças!
Visitando
Centro de Memória do Circo
O Centro de Memória do Circo contém acervo e diversas histórias das tradições circenses no 
Brasil.
Localização: Av. São João, 473, térreo, Galeria Olido, São Paulo, SP.
Site: <www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/patrimonio_historico/memoria_do_
circo>.
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Elemento 6. A roda está formada
Quem já brincou de roda?
O que você sentiu?
Crianças, jovens e adultos brincam de roda.
A roda é praticada por quase todos os povos. Cada 
roda tem uma música, uma letra e seus passos típicos. 
Mas há uma delas que nos lembra muito a infância: a 
ciranda.
Museum of Fine Arts, Houston
Edward Henry Potthast. Ciranda, 1910-1915. 
Óleo sobre tela, 31,6 cm × 40,7 cm.
Ciranda, cirandinha
Ciranda, cirandinha
Vamos todos cirandar
Vamos dar a meia-volta
Volta e meia vamos dar.
O anel que tu me destes
Era vidro e se quebrou
O amor que tu me tinhas
Era pouco e se acabou.
Por isso dona/seu (nome da criança)
Entre dentro dessa roda
Diga um verso bem bonito
Diga adeus e vá embora!
Cantiga.
Conversando sobre...
Na infância existe um número expressivo de brincadeiras em que a música, a palavra e o movi-
mento do corpo estão presentes. As brincadeiras de roda fazem parte desse conjunto.
Em uma roda, geralmente o grupo gira no sentido horário. Os movimentos são de abrir e fechar 
o círculo ou mudar de direção. Cada criança se une pelas mãos aos colegas dos lados e também com 
o da frente, no caso de mais de uma roda dentro da outra. As crianças tornam-se espelhos umas das 
outras, e o puxador é quem conduz.
Muitas vezes, as crianças brincam sozinhas e em silêncio, e seu brinquedo acontece! Em outras, 
como em brincadeiras do tipo atirei o pau no gato, isso não ocorre. Para ela acontecer, “nos damos 
as mãos, cantamos a cantiga girando na roda e, ao final, abaixamos todos conjuntamente para dizer 
‘Miau!’, em feliz algazarra”, como lembra a pesquisadora e musicóloga Lydia Hortélio em seu artigo 
“Música da cultura infantil: significado e importância”, disponível no endereço <www.brincadeira 
seinclusao.org.br/musica-da-cultura-infantil-significado-e-importancia/3> (acesso em: jan. 2018).
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Inspirações para ampliar
Quer iniciar uma roda?
Uma roda simples, com uma cantiga para rodar.
A brincadeira acontece e as crianças “pegam o gos-
to”. As crianças menores podem aprender primeiro uma 
música e só depois o movimento da roda em círculo.
Pode-se experimentar começar a cantar primeiro 
lentamente, e depois os participantes repetem algumas 
vezes acelerando o ritmo da música e da roda.
Pode-se também variar o andamento (rápido/len-
to) alternando a sequência e criando expectativa nas 
crianças ao rodar (rápido/rápido/lento/rápido/lento/
lento...).
É muito divertido! U.S. Army photos by W. Wayne Marlow/Flickr.com
Brincadeira de roda.
O Brasil é rico em cirandas e cantigas de roda.
Procure conhecê-las!
De Norte a Sul do país, todas as regiões têm formas próprias de cirandar. As primeiras cirandas, 
no meio rural, eram cantigas de trabalho. O trajeto desde esse tempo até hoje gerou um grande re-
pertório de brincadeiras cantadas.
Veja uma sugestão de cantiga de roda a seguir.
Você conhece esta cantiga?
Que tal propor uma roda para cantar e dançar com a turma?
Fui no Itororó
Fui no Itororó
Beber água não achei.
Achei linda morena
Que no Itororó deixei.
Aproveite, minha gente,
Que uma noite não é nada.
Se não dormir agora,
Dormirá de madrugada.
Oh! Dona Maria!
Oh! Mariazinha!
Entre nesta roda
Ou ficarás sozinha!
Cantiga.
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ser indicadas, além de um link para a licença.
Um pouco de história
Não se sabe ao certo a origem da ciranda. No Brasil, existem registros tanto na região litorânea 
quanto no interior de Pernambuco, na Zona da Mata Norte. 
No começo, as apresentações eram feitas em locais populares, e seus participantes eram condu-
zidos por um mestre cirandeiro.
Maria Madalena Correia do Nascimento, conhecida como Lia de Itamaracá, é considerada uma 
das mais importantes mestras cirandeiras do país.
Do site da Fundação Joaquim Nabuco consta que a pesquisadora e compositora TecaCalazans, 
interessada na cultura popular nordestina, foi uma das primeiras pessoas a descobrir o talento de 
Lia. Juntas, elas resgataram composições e músicas de domínio público. 
Fonte de pesquisa: GASPAR, Lúcia. Lia de Itamaracá. Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. 
Disponível em: <http://basilio.fundaj.gov.br/undefined/pesquisaescolar>. Acesso em: jan. 2018.
Conversando sobre...
As cantigas e brincadeiras de roda são manifestações populares.
Dependendo da região do país, elas têm letra, melodia e ritmo diferentes, mas são, de maneira 
geral, manifestações simples e lúdicas. As variações devem-se ao fato de serem passadas de geração 
a geração, de forma oral.
Outra brincadeira de roda
Uma manifestação simples e lúdica é o samba de roda, que mistura poesia, música e dança e, 
como outras, tem sua origem nas tradições afro-brasileiras. Em roda, todos os participantes cantam 
e dançam, misturando influências africanas com elementos europeus, como o uso da viola, do pan-
deiro e da língua portuguesa na canção.
No samba de roda, geralmente, as mulheres dançam e os homens tocam os instrumentos, en-
quanto a roda toda acompanha com palmas. Muitas vezes, a roda de samba dura a noite inteira.
Inspirações para ampliar
Que tal fazer uma roda para duplas de crianças dançarem ao centro?
O dançar, o ir para o centro e o esperar a vez são desafios para as crianças.
Em círculo, elas cantam a cantiga escolhida e, quando o nome delas for chamado, entram na 
roda e convidam um colega para dançar ao centro.
Com a continuação da música, esse par escolhe duas outras crianças para dançarem ao centro e 
dar continuidade à brincadeira, até todas as crianças terem sido chamadas.
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ser indicadas, além de um link para a licença.
Para saber mais
As inúmeras músicas, livros e brincadeiras do gru-
po Palavra Cantada é o resultado da jornada da dupla 
Paulo Tatit e Sandra Peres pela música infantil. 
Tendo a música como elemento principal de suas 
produções, eles usam as canções, os instrumentos e a 
movimentação cênica com uma poética sensível e res-
peitosa à inteligência das crianças.
Muitas de suas canções podem ser usadas também 
em brincadeiras de roda.
Conheça mais consultando o site: <http://palavra 
cantada.com.br>.
Editora Melhoramentos
Visitando
Museu do Brinquedo
Fruto da coleção reunida ao longo de décadas por Luiza de Azevedo Meyer, a idealizadora do 
espaço, esse museu apresenta um acervo com 5 800 brinquedos de diferentes épocas e países, em um 
espaço com variados estímulos sonoros, visuais e sensoriais, além da brinquedoteca e do espaço de 
leitura. Esse museu é uma ótima possibilidade para as crianças experimentarem brinquedos e brin-
cadeiras tradicionais, inclusive a brincadeira de roda.
Localização: Avenida Afonso Pena, 2564, Funcionários, Belo Horizonte, MG.
Site: <www.museudosbrinquedos.org.br>.
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Elemento 7. Comunidade: uma fonte de inspiração
A escola não está isolada de seu contexto.
Como trazer a cultura das famílias e da comunidade para dentro da escola?
Todos os bairros, as comunidades e as cidades são iguais?
Você sabe a história do bairro onde está instalada a escola em que trabalha?
Desde bebês, as crianças são curiosas e investigativas; procuram respostas a seus questionamen-
tos e, assim, descobrem o mundo.
O interesse e a curiosidade dos pequenos podem surgir em qualquer situação, até mesmo no 
caminho de casa para a escola. As ruas que percorrem nesse trajeto tornam-se parte da rotina deles e 
apresentam muitos elementos capazes de despertar seu interesse: as pedrinhas da calçada, as folhas 
das árvores, o morro de terra que surgiu no caminho, a mureta baixinha que desafia o corpo a olhar 
para o outro lado e o cachorro amigo.
Conversando sobre...
Como é a comunidade onde você vive?
Quais são suas características?
Quando as pessoas se mudam para outras cidades ou outros países, carregam consigo o que 
consideram de maior valor. Entre os bens transportados está a bagagem cultural, que muitas vezes 
corresponde não somente a objetos mas também a saberes e costumes. Entre esses saberes, trans-
mitidos de geração a geração, estão o modo de produzir ou realizar serviços, de preparar receitas 
tradicionais, de construir moradias, de fazer determinado artesanato, de comemorar festividades de 
seu local de origem. Todos esses bens representam valores que constituem o patrimônio material e 
imaterial de uma comunidade.
Como a diversidade cultural se faz presente no dia a dia?
Os hábitos e conhecimentos das famílias, transmitidos e potencializados de geração a geração, 
abarcam matrizes culturais e formam uma rede de saberes que compõem as referências da cultura 
familiar. As famílias vivem na comunidade e aprendem com ela, compartilhando contribuições cul-
turais no convívio com seus membros.
Como observar as referências familiares ou da escola?
A comunidade tem paisagens, edificações e manifestações imateriais típicas. A praça, a igreja, 
as ruas, a escola, a vegetação, o modo de fazer, criar, celebrar e trabalhar compõem o patrimônio 
material e imaterial. Tudo isso identifica e caracteriza o lugar em que as pessoas vivem e sua forma 
de viver, compondo as referências da comunidade.
wikimedia.org
Igreja Matriz de Joanópolis, São Paulo.
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Inspirações para ampliar
Como conhecer as referências culturais da comunidade da escola?
Uma “investigação” ajuda a responder.
Você pode começar a trabalhar esse conteúdo disponibilizando informações para uma roda de 
conversa ou painéis na sala. Fotografe o entorno da escola: sua fachada, a rua, o prédio vizinho, a 
praça e o que encontrar de mais marcante para as crianças. Mostre as imagens e desafie a turma a 
pensar se as reconhece. Lembre-se de adequar os desafios à faixa etária das crianças.
Os familiares das crianças podem ser parceiros nesse reconhecimento fotografando a fachada da 
casa em que moram.
Quando o tema estiver despertando curiosidade nas crianças, observe o interesse e os problemas 
que os pequenos levantarem.
O resultado dessa atividade será a matéria-prima para planejar um projeto:
O que querem conhecer de maneira mais profunda?
O que querem mudar?
Boas descobertas!
Conversando sobre...
O que são bens culturais e como são conhecidos?
As comunidades e a nação procuram proteger o que consideram importante identificando-o 
como patrimônio material ou imaterial. 
O Iphan, órgão responsável pela preservação do patrimônio brasileiro, define que patrimônio 
material consiste no conjunto de bens concretos de um lugar, tais como objetos, edifícios, monumen-
tos, documentos, sítios arqueológicos, espaços da natureza, obras de arte, entre outros. Já o patrimô-
nio imaterial são os bens relacionados a práticas, habilidades, saberes, ofícios, crenças, modos de ser 
e fazer das pessoas de um lugar, ou seja, conhecimentos enraizados no cotidiano das comunidades.
Fonte de pesquisa: Instituto do Patrimônio Históricoe Artístico Nacional. 
Disponível em: <http://portal.iphan.gov.br>. Acesso em: jan. 2018.
Inspirações para ampliar
A alimentação cotidiana das pessoas de uma comunidade também caracteriza a cultura daquele 
local.
Se perto da escola houver uma quitanda, provavelmente ela terá as frutas típicas da região.
Que tal uma caminhada com a turma até a quitanda, venda ou feira do bairro?
Muitas crianças só conhecem as frutas já picadas no pratinho. Esse é um bom momento para 
falar sobre as frutas, qual é a melhor época do ano para comê-las, como é o sabor delas etc.
Descubra as frutas favoritas das crianças e incentive-as a experimentar outras frutas – novas e 
diferentes.
Esta atividade pode se tornar uma nova fonte de inspiração em seu planejamento, com muitas 
possibilidades de ampliação e desdobramentos ao longo do ano.
Bom passeio!
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ser indicadas, além de um link para a licença.
Conversando sobre...
Como as crianças brincam na sua comunidade?
Há brincadeiras praticadas de modos diferentes na mesma comunidade?
As brincadeiras, os brinquedos e as formas de brincar também fazem parte do patrimônio cul-
tural de uma comunidade. Por serem passadas de geração a geração, geralmente de maneira oral e 
prática, as brincadeiras sofrem modificações de regras, adaptações de recursos, interferências climá-
ticas, de fauna e flora, além de influências culturais de seus brincantes.
Para saber mais
Os documentaristas Renata Meirelles e David Reeks percorreram o Brasil registrando o brin-
car por meio do olhar das crianças no contexto de suas comunidades. Eles visitaram comunidades 
rurais, indígenas, quilombolas, grandes metrópoles, sertões e litorais revelando o país através dos 
olhos de nossas crianças.
Renata conta que a primeira coisa que precisou 
aprender com o projeto Território do Brincar foi o 
quanto era preciso lapidar seu olhar para enxergar 
como e do que brincam as crianças.
O resultado desse trabalho está disponível no site 
do projeto <http://territoriodobrincar.com.br> e no 
longa-metragem de mesmo nome.
dennies025/pixabay.com
Um dia de muita brincadeira!
Inspirações para ampliar
O longa-metragem Território do brincar é uma fonte de inspiração.
Assista ao filme e selecione as partes que possam interessar à turma.
Escolha os temas e os brinquedos que irão desafiar e enriquecer os momentos de brincadeiras ao 
ar livre. Introduza novos materiais e provoque as pesquisas dos pequenos.
As brincadeiras típicas de sua região podem ser o ponto de partida. Faça uma lista com nomes 
de brincadeiras atuais e antigas.
Entreviste as famílias a fim de coletar informações sobre o brincar na cultura familiar das crian-
ças.
Lembre-se da sua infância!
Visitando
Museu da Imigração do Estado de São Paulo
Conta a história das pessoas que chegaram ao Brasil e se instalaram na Hospedaria do Imigrante 
e a relação construída com o passar dos anos com as diversas comunidades imigrantes da cidade e 
do estado de São Paulo.
Os imigrantes ajudaram a construir a identidade brasileira e a influência de suas culturas com-
pôs hábitos e costumes de nosso dia a dia. Não é possível compreender a formação de nossa cultura 
sem levarmos em conta a contribuição dos imigrantes.
Localização: Rua Visconde de Parnaíba, 1316, Mooca, São Paulo, SP.
Site: <www.museudaimigracao.org.br>.
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Elemento 8. Comidinhas da infância e a culinária brasileira
Nossa culinária é a soma de sabores de muitas culturas que hoje constituem a diversidade bra-
sileira. Ela integra as manifestações culturais do país e faz parte do cotidiano de adultos e crianças.
Brincar de comidinha está presente no universo infantil e é muito simples. 
Os ingredientes podem estar em qualquer lugar e podem ser qualquer coisa: areia, folhas, flores, 
sementes etc. Além disso, a brincadeira pode acontecer sem ingredientes: a criança pode contar com 
a própria imaginação.
Na realidade, a criança, ao brincar de comidinha, imita os adultos e, com base em suas brinca-
deiras, recombina os significados e recria situações.
Renata Meirelles, autora do livro Cozinhando no quintal (Terceiro Nome, 2016), expressa sempre 
seu encantamento em registrar a espontaneidade das crianças ao brincar de comidinha.
Conversando sobre...
A culinária brasileira
Como em todas as manifestações populares, a base da culinária brasileira é resultado da con-
tribuição das três culturas que inicialmente formaram o Brasil: a indígena, a africana e a europeia.
Os indígenas, por sua vida muito próxima à natureza, alimentam-se de produtos naturais, sem 
agregar produtos químicos. Graças à combinação da cultura europeia com a cultura indígena, hoje 
comemos palmito, mandioca, mamão, castanhas e incorporamos temperos como gengibre e comi-
nho. Também vêm dessa combinação a receita para fazer uma tapioca, um delicioso pirão e muitos 
outros pratos cuja base são peixes fluviais.
Já os africanos nos ensinaram a fazer feijão, acarajé, vatapá, caruru e muitas outras receitas. Di-
ferentemente da dos indígenas, essa culinária conta com diversos ingredientes em um único prato. 
Além disso, algumas receitas estão atreladas à religião afro-brasileira, como o acarajé, que é ofere-
cido no ritual do orixá Iansã. O fato de terem sido escravizados obrigou-os a serem inventivos na 
elaboração de sua comida para sobreviverem, usando os ingredientes disponíveis. Por exemplo, dos 
animais abatidos, recebiam partes consideradas menores, que passaram a compor a feijoada – con-
tribuição africana que mistura carnes com feijão preto.
Os portugueses trouxeram em sua bagagem o caldo verde, os doces de ovos, a bacalhoada, pra-
tos com peixes marinhos, entre outros.
Inspirações para ampliar
Faça uma pesquisa sobre a origem das famílias das crianças e quais são os alimentos e pratos 
mais apreciados por elas. 
Nessas famílias existe o hábito da chamada “comida de domingo”, quando todos se reúnem para saborear 
um cardápio mais caprichado?
Quais são as comidas favoritas em festas ou ocasiões especiais?
Pesquise imagens desses pratos e de seus ingredientes e faça uma exposição na sala, promoven-
do a troca de saberes.
Uma roda de conversa com base no que as crianças conhecem é um bom início. Alguns pratos co-
muns podem variar em relação aos ingredientes usados, o que caracteriza a contribuição de cada família.
O fazer e o como fazer a comida é uma das contribuições imateriais que cada família traz em sua 
bagagem, pois pode ser imigrante de outro país ou migrante de outra região do Brasil.
Conhecer novos ingredientes, fazer e degustar um prato típico são bons estímulos para descobertas.
Bom apetite!
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Para saber mais
Você sabe qual é o alimento consumido nacionalmente que recebe o nome de seu estado de origem?
O queijo minas!
Esse queijo e seu preparo é tão valorizado que recebeu o título de Patrimônio Cultural Imaterial 
Brasileiro.
E você sabe qual é a origem do queijo minas?
Os portugueses, ao chegarem em terras mineirasna época da descoberta do ouro, trouxeram na 
bagagem os antigos fazeres do queijo coalhado com leite fresco. Com adaptações às possibilidades 
da época, nasceu o queijo minas.
Hellkt at German Wikipedia
Queijo minas.
Inspirações para ampliar
Alguns pratos com origem em outros países podem ser considerados brasileiros pelo hábito 
e pela frequência que temos em comê-los. É o que ocorre, por exemplo, com as massas – a pizza, o 
pãozinho com manteiga no café da manhã –, os sucos, as geleias, entre outros.
Que tal pesquisar com as crianças as comidas mais comuns na comunidade?
Quais sucos são feitos com frutas nativas de sua região?
Que tal fazer sucos dessas frutas com as crianças? 
E uma salada de frutas?
Você, professor, sabe fazer queijo, coalhada ou manteiga?
Essa é uma ótima oportunidade de ver a transforma-
ção do leite em produtos consumidos no cotidiano. Podem 
ser preparados em um dia e ficam prontos no outro.
Boas descobertas de sabores!
Sameer Goyal/Flickr.com
Salada de frutas.
Curiosidade
O Brasil recebeu e recebe até hoje, em seu solo, muitas culturas pelo movimento de imigração. 
Após a Abolição da Escravatura, o governo brasileiro apoiou e incentivou a vinda de imigrantes 
como mão de obra. Exemplos disso são os italianos, que vieram, principalmente, no período das 
plantações de café; os alemães, que vieram em busca das terras prometidas na Região Sul do país; 
e os japoneses, que vieram para o estado de São Paulo e trabalharam especialmente na agricultura.
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Conversando sobre...
Com o que o Brasil contribuiu para a alegria das crianças europeias e de outros continentes?
Com as balas! Muitas balas!
Não se tem exatidão da origem das balas, mas se sabe que na Idade Média o açúcar de beterraba 
era um ingrediente caro e apenas consumido pela nobreza europeia. O Brasil popularizou as balas, 
principalmente as produzidas pelas freiras dos conventos, que já faziam outros doces.
Quando isso mudou?
O sucesso das plantações da cana-de-açúcar nos estados do Nordeste do Brasil gerou os enge-
nhos que fabricavam, entre outros produtos, a rapadura e, depois, outros doces. Tudo que era pro-
duzido aqui ia para Portugal, Espanha e o restante da Europa.
Inicialmente, as balas europeias eram feitas apenas de açúcar, que era cozido até chegar ao ponto 
conhecido como “ponto de vidro”. O passo seguinte foi a introdução da gema do ovo, surgindo os 
doces de ovos em Portugal. Depois disso, foi a introdução do leite e, com sabor diferente, a mistura 
começou a ser nomeada caramelo.
Inspirações para ampliar
Quais são as guloseimas típicas de sua região?
Que tipos de doce são oferecidos em ocasiões especiais, como aniversários? 
Uma sugestão de trabalho interessante é apresentar às crianças a “origem” das balas e oferecer 
uma lasca de rapadura para elas conhecerem. Pode-se apresentar a cana, chupar a cana, preparar 
e tomar a garapa (caldo de cana) e, depois, experimentar a rapadura. Conte-lhes e mostre-lhes um 
pouco desse processo de transformação.
Em relação ao açúcar, ressalte que deve ser consumido com moderação, pois em grandes quan-
tidades pode trazer problemas de saúde, como a obesidade, além de cáries nos dentes.
As respostas às perguntas iniciais podem inspirar outras pesquisas culinárias.
O que você acha da ideia de elaborar um livro de receitas da turma?
Boa degustação!
Curiosidade
Quem trouxe a canela para o Brasil?
Quando pensamos na contribuição da culinária árabe para nossa cultura, lembramos da esfirra 
e do quibe e esquecemos do cravo e da canela, que tanto usamos em nossas receitas. 
As permanentes invasões árabes na Península Ibérica ao longo da história fizeram com que os portu-
gueses trouxessem para o Brasil em sua bagagem um pouco dos sabores do outro lado do Mediterrâneo.
jbirgl/pixabay.com
Canela.
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Visitando
Toda cidade costuma ter um mercado público. Ele é como um “museu vivo” da gastronomia 
local. Além dos ingredientes, circulam por lá muitos cozinheiros e aprendizes para troca de ideias.
Mercado Ver-o-Peso
Localizado às margens da Baía do Guajará, foi um dos primeiros mercados públicos do país e é 
o maior mercado a céu aberto da América Latina, com 35 mil metros quadrados, onde se encontram 
diversas tendas de alimentos, especiarias e ervas medicinais.
Localização: Avenida Boulevard Castilhos França s/n, Cidade Velha, Belém, PA.
Site: <www.ufpa.br/cma/verosite/historico.html>.
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Elemento 9. A cor e o ritmo na cultura afro-brasileira
Como conhecemos uma cultura?
Como conhecemos as heranças culturais de uma pessoa?
Ao observarmos as músicas, as cores e as texturas de objetos, os gestos e o vocabulário simbólico, 
compreendemos a trajetória e a herança cultural de uma pessoa.
Com as manifestações culturais, o processo é diferente?
Não! Elas, muitas vezes, contam a história que representam.
Conversando sobre...
Você conhece o maracatu?
Maracatu é uma manifestação da cultura popular brasileira que reconhece a presença das anti-
gas cortes africanas. Ao serem subjugados e vendidos no Brasil como escravos, os africanos trouxe-
ram para cá elementos das raízes culturais às quais pertenciam.
Como surgiu o maracatu?
Uma das explicações dos estudiosos sobre a origem do Maracatu Nação é que ele teria surgido 
em torno de 1700, com a autorização dada pelo governo português para os escravos africanos esco-
lherem e coroarem seus reis e suas rainhas.
Escolhido o casal real, a comunidade negra se dirigia em procissão até a igreja de sua santa pa-
droeira, Nossa Senhora do Rosário, antiga igreja da Nossa Senhora dos Pretos. Ainda hoje, à frente 
dessa procissão, vão o rei e a rainha, seguidos de sua corte, todos com trajes coloridos, cantando toa-
das e tocando instrumentos de percussão, como a alfaia, as caixas, os taróis, os gonguês e os ganzás.
Existe mais de um maracatu?
Sim!
O maracatu brincado em dois ritmos, marcado pela batida ou baque, é conhecido como Maracatu 
Nação ou Baque Virado, que é mais antigo e tradicional e com maior presença dos instrumentos de 
percussão. Na Zona da Mata nasceu o Maracatu Rural, conhecido também por Baque Solto. Um dos 
personagens brincantes que nasceu no Maracatu Rural é o Caboclo de Lança, que hoje também faz 
parte de outras manifestações culturais.
Quem é o Caboclo de Lança?
É a figura que representa os guerreiros que 
protegem a nação. No chapéu de sua vestimenta, 
muitas vezes preparada pelo próprio brincante, 
há fitas e brilhos. O manto (gola) é enfeitado com 
lantejoulas, que também são usadas na lança.
Evane Manço/Prefeitura de Olinda/Flickr.com
Maracatu Piaba de Ouro. Olinda, PE.
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ser indicadas, além de um link para a licença.
Para sabe mais
Maracatu Leão Coroado
O Maracatu Leão Coroado é um dos grupos de maracatu mais antigos do Brasil. Foi fundado 
em 1863, por antigos escravos, na cidade de Olinda, em Pernambuco, e é preservado de forma oral 
de geração em geração.
Mestre Luís, filho do fundador, um ex-escravo, manteve viva a tradição em um período em que 
as manifestações populares não eram valorizadas. A trajetória do Leão Coroado é recontada até hoje 
sem interrupção.
Inspirações para ampliar
Se você não conhece o maracatu, assista a vídeos e visite sites para se inspirar e descobrir mais 
elementos que podem encantar as crianças.
Elas terão mais interesse nas vestimentas e nos adereços que enriquecem a brincadeira. Uma das 
características mais marcantes do maracatu são as cores, os movimentos das fitas e os brilhos que 
compõem parte do vestuário.
O personagem Caboclo de Lança é um exemplo de brincante que pode atrair as crianças. Você 
pode apresentá-lo em algumas imagens e propor-lhes que façam os figurinos parecidos com o que 
observaram: a lança pode ser elaborada com jornal enrolado e enfeitado; a capa pode ser feita de pa-
pel kraft, com liberdade para incluir colagens de papéis coloridos e brilhantes no lugar dos bordados; 
o chapéu pode ser adornado com fitas ou papel crepom.
Seja um brincante!
Conversando sobre...
Você conhece algum instrumento de percussão, como os usados no maracatu?
Você já utilizou algum deles em sala com as crianças?
Elas gostaram e acompanharam os sons com movimentos corporais?
Os instrumentos de percussão são aqueles em que o som é produzido por batidas, movimentos 
de sacudir ou agitar, raspados ou friccionados – ou seja, sons percutidos.
Podem ser classificados por sons definidos e indefinidos. O chocalho, por exemplo, é percebido 
pelo ouvido humano apenas como ruído. O tímpano, a marimba e o xilofone emitem sons graves e 
agudos definidos, gerando notas musicais.
Os instrumentos de percussão são instrumentos de comunicação, celebração e comemoração 
desde as primeiras manifestações humanas. Há instrumentos de percussão em todas as manifesta-
ções culturais.
Fonte de pesquisa: MOURA, Fernando; NEGREIROS, Carlos. Gonguê: a herança africana que construiu a música brasileira. 
Disponível em: <www.acordacultura.org.br/sites/default/files/kit/Livreto_cdgongue.pdf>. Acesso em: jan. 2018.
Inspirações para ampliar
Podemos fazer música com outros elementos que não sejam instrumentos musicais?
O corpo fala e toca música!
Você sabe como?
Descubra com as crianças os sons que podem ser produzidos usando o corpo.
Proponha a seguinte brincadeira: Vamos fazer o som com... os pés/as mãos/a boca/a batida das 
mãos no corpo etc.
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ser indicadas, além de um link para a licença.
Você já percebeu que as palmas podem produzir tipos de sons diferentes?
As palmas com a mão em conchas produzem som grave. Experimente!
A batida de dois dedos de uma mão na palma da outra produz um som mais agudo. Experimen-
te novamente.
Depois de as crianças pesquisarem inúmeras possibilidades, comece a organizar e fazer uma 
sequência sonora. Uma batida com pé, uma batida com a mão, ou duas com o pé, uma com a mão e 
duas com o pé...
Se a turma se interessar, você pode construir instrumentos e objetos sonoros de percussão para 
ampliar a pesquisa e a brincadeira. Aproveite garrafões plásticos de 5 litros para fazer tambores, 
latinhas lisas com sementes dentro para fazer chocalhos africanos e latinhas onduladas para fazer 
reco-recos.
Boa bateria!!!!
thedanw/pixabay.com
Muitos sons e brincadeiras.
Visitando
Museu Afro Brasil
Destaca-se ao apresentar a perspectiva africana na formação do patrimônio, identidade e cultura 
brasileira.
Localização: Avenida Pedro Álvares Cabral, Parque Ibirapuera, portão 10, São Paulo, SP.
Site: <www.museuafrobrasil.org.br>.
Museu Afro-Digital da Memória Africana e Afro-Brasileira
Acervo virtual que disponibiliza documentos e arquivos de diversas instituições e coleções pri-
vadas nacionais e internacionais.
Site: <https://museuafrodigital.ufba.br/colecoes-historicas>.
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Elemento 10. Contador de histórias: mensageiro de saberes
Como tomamos conhecimento das histórias antigas?
Quem as registrou?
A oralidade é anterior à escrita.
E, assim como o bebê, a humanidade primeiro “balbuciou” sua história para depois aprender a 
registrá-la e escrevê-la. Muitas lendas, folguedos, ditos populares foram preservados pela transmis-
são oral de geração em geração.
Conversando sobre...
Conhecemos nossa infância pelas histórias contadas pelos pais e familiares: pela mãe, quando 
comenta o primeiro sorriso; pela avó, que diz quando demos o primeiro passo; pelo pai, quando con-
ta sobre as primeiras palavras; e pela professora, quando registra as primeiras descobertas coletivas.
Quem foram os responsáveis por essa memória?
Assim como a família, desde muito tempo são os patriarcas de uma comunidade que guardam e 
contam as histórias de uma coletividade ou região, geralmente transmitidas de forma oral.
Diz o dito popular que: “Quem conta um conto aumenta um ponto”.
Por que será?
A transmissão oral possibilita que o contador se aproprie das características típicas de cada re-
gião. A essência das histórias, das lendas, dos mitos, das cantigas, dos folguedos muitas vezes é a 
mesma, mas contadas com o colorido local.
Um pouco de história
Senhor griô, conte uma história!
Quem é griô?
O nome griô identifica no território africano os 
mestres portadores de saberes e fazeres da cultura, 
transmitidos oralmente. Foram responsáveis por pre-
servar e transmitir histórias que revelam desde os fei-
tos dos grandes líderes até a vida das pessoas comuns.
No Brasil, o griô teve suas atribuições ampliadas, 
absorvendo as expressões das linguagens da arte: mú-
sica, dramaturgia e dança.
O griô, na memória afetiva, é o avô ou a avó dos 
contadores de história. Steven L. Shepard, Presidio of Monterey Public Affairs/Flickr.com
Um livro e muitas magias.
Inspirações para ampliar
Que histórias da tradição oral você conhece?
E quais histórias as crianças da turma conhecem? São diferentes das suas?
Faça um levantamento das histórias conhecidas pela turma, elabore um registro com ilustrações e 
monte um álbum com os desenhos do grupo. Será um portfólio da memória significativa das crianças.
Como segunda atividade, disponibilize lendas e parlendas para iniciar brincadeiras. É outra 
sugestão do contato com a tradição oral.
Boa contação!
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ser indicadas, além de um link para a licença.
Conversando sobre...
O que são parlendas?
São pequenos versos da tradição oral que provocam a memória. Têm ritmo repetitivo e são gos-
tosos de recitar e ouvir.
Não há informações de quem as criou; são brincadeiras com palavras transmitidas de geração 
a geração. Na origem da palavra parlenda encontram-se os termos parlar ou parolar, que significam 
“falar muito, tagarelar”. Em algumas regiões sãochamadas de lenga-lengas.
Minha mãe
Minha mãezinha
Me dá peixe com farinha
Para comer com meu gatinho
Lá no canto da cozinha.
Parlenda.
Inspirações para ampliar
Como conhecer as histórias mais significativas das famílias e da comunidade?
Os objetos guardados em casa têm histórias e são fonte de informação e conhecimento.
Como a memória se forma?
Objetos usados ou que foram guardados cuidadosamente podem inspirar a contação de várias 
histórias relacionadas a acontecimentos importantes para seus donos ou para pessoas que fazem ou 
fizeram parte de seu convívio: um presente de alguém querido, os primeiros sapatinhos, a fotografia 
dos bisavós, uma toalhinha de renda de bandeja, a lembrancinha do casamento ou da maternidade 
etc.
Eles podem ser trazidos para a escola?
São fontes de informação para aprendizagem?
Os objetos podem ser solicitados aos familiares das crianças e trazidos para a roda de conversa 
na escola para serem observados a fim de pensarmos a respeito deles. Essa atividade promove um 
rico contato com as informações e referências das crianças, que passam a contar histórias associadas 
às origens e características das famílias, revelando heranças culturais.
Em uma segunda etapa, a classificação dos objetos enriquece o conhecimento matemático.
Boa pesquisa!
AurelioAHeckert/Wikimedia Commons
Muitas memórias e tesouros guardados.
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Palavra de quem conhece...
Editora Reviravolta
Ao comentar a arte de contar histórias, a pesquisadora e arte-
-educadora Regina Machado destaca que trabalhar histórias é uma 
atividade reveladora para quem fala e para quem escuta, pois his-
tórias carregam imagens e conteúdos que resultam em experiên-
cias significativas.
Saiba mais informações sobre contação de história e sua im-
portância no livro A arte da palavra e da escuta, de Regina Machado 
(Reviravolta, 2015).
Conversando sobre...
Em que língua são contadas as várias histórias no Brasil?
A resposta que provavelmente venha mais rapidamente é: o português.
Essa resposta está certa. Português é o idioma oficial do Brasil, mas não está completa.
Isso porque muitas das palavras que nomeiam as plantas, os bichos e alguns lugares brasileiros 
são originárias da cultura indígena; outras vêm da cultura africana.
Um exemplo é o animal que geralmente nos ensina a letra j, o jacaré, cujo nome é originário do 
tupi-guarani jaeça-caré – que significa “o que olha de banda”. Por sua vez, a palavra camundongo, o 
ratinho que aparece em muitas histórias infantis, tem origem nas línguas de origem africana.
Para saber mais
•	Site: <www.dicionariotupiguarani.com.br/dicionario/jacare> (acesso em: jan. 2018).
•	Site: <www.geledes.org.br/palavras-de-origem-africana-usadas-em-nosso-vocabulario> 
( acesso em: jan. 2018).
Inspirações para ampliar
As palavras fazem parte do cotidiano e apresentam o mundo.
Conhecer e brincar com as palavras e seus significados é diversão constante desde a tenra idade.
Com frequência, as cantigas de ninar são o primeiro contato com esse universo.
Que tal convidar as crianças para cantarolar?
Outra possibilidade de trazer para a turma a diversidade do vocabulário português brasileiro é 
promover jogos de rimas e parlendas. Escolha algumas palavras conhecidas das crianças e proponha 
que façam rimas com elas. 
As duas atividades proporcionarão muita diversão com o ritmo, a sonoridade e o jogo com as 
palavras.
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Visitando
Museu do Homem Americano
Criado para divulgar a importância do patrimônio cultural deixado pelos povos pré-históricos, 
integra a Fundação Museu do Homem Americano (Fumdham), no Parque Nacional da Serra da Ca-
pivara, importante parque arqueológico situado na Região Nordeste do Brasil. Essa visitação é uma 
ótima oportunidade de mostrar às crianças a necessidade de comunicação desses povos, além de 
exemplificar na prática as histórias que podem ser contadas com base em imagens e objetos. 
Localização: Rua João Ferreira dos Santos, São Raimundo Nonato, PI.
Site: <www.fumdham.org.br/museu-do-homem-americano>.
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ser indicadas, além de um link para a licença.
BLOCO 1. ELEMENTOS DA CULTURA E DO FOLCLORE NACIONAL
Elementos
Campos de 
experiências
Principais objetivos de aprendizagem 
e desenvolvimento
1. O boi: um folguedo 
nacional
(crianças de zero a 
1 ano e 6 meses)
O eu, o outro e o nós
EI01EO02 – Perceber as possibilidades e os limites 
de seu corpo nas brincadeiras e interações das 
quais participa.
EI01EO03 – Interagir com crianças da mesma faixa 
etária e adultos ao explorar materiais, objetos, 
brinquedos.
Corpo, gestos e 
movimentos
EI01CG03 – Experimentar as possibilidades de seu 
corpo nas brincadeiras e interações em ambientes 
acolhedores e desafiantes.
EI01CG05 – Imitar gestos, sonoridades e 
movimentos de outras crianças, adultos e animais.
1. O boi: um folguedo 
nacional
(crianças de 1 ano e 
7 meses a 3 anos e 
11 meses)
O eu, o outro e o nós
EI02EO03 – Compartilhar os objetos e os espaços 
com crianças da mesma faixa etária e adultos.
EI02EO07 – Valorizar a diversidade ao participar de 
situações de convívio com diferenças.
Corpo, gestos e 
movimentos
EI02CG01 – Apropriar-se de gestos e movimentos 
de sua cultura no cuidado de si e nos jogos e 
brincadeiras.
EI02CG03 – Fazer uso de suas possibilidades 
corporais, ao se envolver em brincadeiras e 
atividades de diferentes naturezas.
2. Boneco: um amigo 
para brincar
(crianças de zero a 
1 ano e 6 meses)
O eu, o outro e o nós
EI01EO01 – Perceber que suas ações têm efeitos nas 
outras crianças e nos adultos.
EI01EO03 – Interagir com crianças da mesma faixa 
etária e adultos ao explorar materiais, objetos, 
brinquedos.
EI01EO07 – Demonstrar sentimentos de afeição 
pelas pessoas com as quais interage.
Traços, sons, cores e formas
EI01TS03 – Utilizar materiais variados com 
possibilidades de manipulação (argila, massa de 
modelar), criando objetos tridimensionais.
EI01TS05 – Imitar gestos, movimentos, sons, 
palavras de outras crianças e adultos, animais, 
objetos e fenômenos da natureza.
Espaços, tempos, 
quantidades, relações e 
transformações
EI01ET06 – Experimentar e resolver situações-
problema do seu cotidiano.
Oralidade e escrita
EI01OE03 – Demonstrar interesse ao ouvir histórias 
lidas ou contadas, observando ilustrações e os 
movimentos de leitura do adulto-leitor (modo de 
segurar o portador e de virar as páginas).
EI01OE04 – Reconhecer elementos das ilustrações de 
histórias, apontando-os, a pedido do adulto-leitor.
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ser indicadas, além de um link para a licença.
2. Boneco: um amigo 
para brincar
(crianças de 1 ano e 
7 meses a 3 anos e 
11 meses)O eu, o outro e o nós
EI02EO03 – Compartilhar os objetos e os espaços 
com crianças da mesma faixa etária e adultos.
EI02EO08 – Resolver conflitos nas interações e 
brincadeiras, com a orientação de um adulto.
Traços, sons, cores e formas
EI02TS02 – Utilizar diferentes materiais, suportes 
e procedimentos para grafar, explorando cores, 
texturas, superfícies, planos, formas e volumes.
EI02TS03 – Expressar-se por meio de linguagens 
como a do desenho, da música, do movimento 
corporal, do teatro.
EI02TS05 – Imitar e criar movimentos próprios, em 
danças, cenas de teatro, narrativas e músicas.
Espaços, tempos, 
quantidades, relações e 
transformações
EI02ET06 – Analisar situações-problema do 
cotidiano, levantando hipóteses, dados e 
possibilidades de solução.
Oralidade e escrita
EI02OE04 – Formular e responder perguntas sobre 
fatos da história narrada, identificando cenários, 
personagens e principais acontecimentos.
EI02OE05 – Relatar experiências e fatos acontecidos, 
histórias ouvidas, filmes ou peças teatrais 
assistidos etc.
EI02OE06 – Criar e contar histórias oralmente, com 
base em imagens ou temas sugeridos.
3. Cultura indígena e 
natureza
(crianças de zero a 
1 ano e 6 meses)
Espaços, tempos, 
quantidades, relações e 
transformações
EI01ET03 – Explorar o ambiente pela ação e 
observação, manipulando, experimentando e 
fazendo descobertas.
EI01ET06 – Experimentar e resolver situações-
problema do seu cotidiano.
Traços, sons, cores e formas
EI01TS01 – Explorar sons produzidos com o próprio 
corpo e com objetos do ambiente.
EI01TS04 – Explorar diferentes fontes sonoras e 
materiais para acompanhar brincadeiras cantadas, 
canções, músicas e melodias.
3. Cultura indígena e 
natureza
(crianças de 1 ano e 
7 meses a 3 anos e 
11 meses)
Espaços, tempos, 
quantidades, relações e 
transformações
EI02ET04 – Identificar relações espaciais (dentro e 
fora, em cima, embaixo, acima, abaixo, entre e do 
lado) e temporais (antes, durante e depois).
EI02ET05 – Classificar objetos, considerando 
determinado atributo (tamanho, peso, cor, forma 
etc.).
Traços, sons, cores e formas
EI02TS01 – Criar sons com materiais, objetos e 
instrumentos musicais, para acompanhar diversos 
ritmos de música.
EI02TS04 – Utilizar diferentes fontes sonoras 
disponíveis no ambiente em brincadeiras cantadas, 
canções, músicas e melodias.
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4. Chita: para brincar, 
cantar e dançar
(crianças de zero a 
1 ano e 6 meses)
Corpo, gestos e 
movimentos
EI01CG02 – Ampliar suas possibilidades de 
movimento em espaços que possibilitem 
explorações diferenciadas.
EI01CG03 – Experimentar as possibilidades de seu 
corpo nas brincadeiras e interações em ambientes 
acolhedores e desafiantes.
EI01CG05 – Imitar gestos, sonoridades e 
movimentos de outras crianças, adultos e animais.
Espaços, tempos, 
quantidades, relações e 
transformações
EI01ET04 – Manipular, experimentar, arrumar e 
explorar o espaço por meio de experiências de 
deslocamentos de si e dos objetos.
Traços, sons, cores e formas
EI01TS04 – Explorar diferentes fontes sonoras e 
materiais para acompanhar brincadeiras cantadas, 
canções, músicas e melodias.
EI01TS05 – Imitar gestos, movimentos, sons, 
palavras de outras crianças e adultos, animais, 
objetos e fenômenos da natureza.
4. Chita: para brincar, 
cantar e dançar
(crianças de 1 ano e 
7 meses a 3 anos e 
11 meses)
Corpo, gestos e 
movimentos
EI02CG01 – Apropriar-se de gestos e movimentos 
de sua cultura no cuidado de si e nos jogos e 
brincadeiras.
EI02CG02 – Explorar formas de deslocamento 
no espaço (pular, saltar, dançar), combinando 
movimentos e seguindo orientações.
EI02CG03 – Fazer uso de suas possibilidades 
corporais, ao se envolver em brincadeiras e 
atividades de diferentes naturezas.
Espaços, tempos, 
quantidades, relações e 
transformações
EI02ET04 – Identificar relações espaciais (dentro e 
fora, em cima, embaixo, acima, abaixo, entre e do 
lado) e temporais (antes, durante e depois).
Traços, sons, cores e formas
EI02TS04 – Utilizar diferentes fontes sonoras 
disponíveis no ambiente em brincadeiras cantadas, 
canções, músicas e melodias.
EI02TS05 – Imitar e criar movimentos próprios, em 
danças, cenas de teatro, narrativas e músicas.
5. Respeitável público, 
vai começar a 
brincadeira...
(crianças de zero a 
1 ano e 6 meses)
Oralidade e escrita
EI01OE08 – Ter contato com diferentes gêneros 
textuais (poemas, fábulas, contos, receitas, 
quadrinhos, anúncios etc.).
Corpo, gestos e 
movimentos
EI01CG02 – Ampliar suas possibilidades de 
movimento em espaços que possibilitem 
explorações diferenciadas.
EI01CG03 – Experimentar as possibilidades de seu 
corpo nas brincadeiras e interações em ambientes 
acolhedores e desafiantes.
EI01CG05 – Imitar gestos, sonoridades e 
movimentos de outras crianças, adultos e animais.
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ser indicadas, além de um link para a licença.
5. Respeitável público, 
vai começar a 
brincadeira...
(crianças de 1 ano e 
7 meses a 3 anos e 
11 meses)
Oralidade e escrita
EI02OE08 – Ampliar o contato com diferentes 
gêneros textuais (parlendas, histórias de aventura, 
tirinhas, cartazes de sala, cardápios, notícias etc.).
Corpo, gestos e 
movimentos
EI02CG01 – Apropriar-se de gestos e movimentos 
de sua cultura no cuidado de si e nos jogos e 
brincadeiras.
EI02CG02 – Explorar formas de deslocamento 
no espaço (pular, saltar, dançar), combinando 
movimentos e seguindo orientações.
EI02CG03 – Fazer uso de suas possibilidades 
corporais, ao se envolver em brincadeiras e 
atividades de diferentes naturezas.
EI02CG05 – Deslocar seu corpo no espaço, 
orientando-se por noções como em frente, atrás, no 
alto, embaixo, dentro, fora etc.
6. A roda está formada
(crianças de zero a 
1 ano e 6 meses)
Corpo, gestos e 
movimentos
EI01CG03 – Experimentar as possibilidades de seu 
corpo nas brincadeiras e interações em ambientes 
acolhedores e desafiantes.
Oralidade e escrita
EI01OE05 – Imitar as variações de entonação e 
gestos realizados pelos adultos, ao ler histórias e ao 
cantar.
Traços, sons, cores e formas
EI01TS05 – Imitar gestos, movimentos, sons, 
palavras de outras crianças e adultos, animais, 
objetos e fenômenos da natureza.
Espaços, tempos, 
quantidades, relações e 
transformações
EI01ET04 – Manipular, experimentar, arrumar e 
explorar o espaço por meio de experiências de 
deslocamentos de si e dos objetos.
6. A roda está formada
(crianças de 1 ano e 
7 meses a 3 anos e 
11 meses)
Corpo, gestos e 
movimentos
EI02CG03 – Fazer uso de suas possibilidades 
corporais, ao se envolver em brincadeiras e 
atividades de diferentes naturezas.
Oralidade e escrita
EI02OE02 – Identificar e criar diferentes sons e 
reconhecer rimas e aliterações em cantigas de roda 
e textos poéticos.
Traços, sons, cores e formas
EI02TS03 – Expressar-se por meio de linguagens 
como a do desenho, da música, do movimento 
corporal, do teatro.
Espaços, tempos, 
quantidades, relações e 
transformações
EI02ET04 – Identificar relações espaciais (dentro e 
fora, em cima, embaixo, acima, abaixo, entre e do 
lado) e temporais (antes, durante e depois).
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Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em 
qualquer suporte ou formato. São permitidasa modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem 
ser indicadas, além de um link para a licença.
7. Comunidade: uma 
fonte de inspiração
(crianças de zero a 
1 ano e 6 meses)
Corpo, gestos e 
movimentos
EI01CG02 – Ampliar suas possibilidades de 
movimento em espaços que possibilitem 
explorações diferenciadas.
Espaços, tempos, 
quantidades, relações e 
transformações
EI01ET03 – Explorar o ambiente pela ação e 
observação, manipulando, experimentando e 
fazendo descobertas.
O eu, o outro e o nós
EI01EO03 – Interagir com crianças da mesma faixa 
etária e adultos ao explorar materiais, objetos, 
brinquedos.
EI01EO06 – Construir formas de interação com 
outras crianças da mesma faixa etária e adultos, 
adaptando-se ao convívio social.
7. Comunidade: uma 
fonte de inspiração
(crianças de 1 ano e 
7 meses a 3 anos e 
11 meses)
Espaços, tempos, 
quantidades, relações e 
transformações
EI02ET04 – Identificar relações espaciais (dentro e 
fora, em cima, embaixo, acima, abaixo, entre e do 
lado) e temporais (antes, durante e depois).
O eu, o outro e o nós
EI02EO04 – Comunicar-se com os colegas e os 
adultos, buscando compreendê-los e fazendo-se 
compreender.
EI02EO06 – Respeitar regras básicas de convívio 
social nas interações e brincadeiras.
EI02EO07 – Valorizar a diversidade ao participar de 
situações de convívio com diferenças.
EI02EO08 – Resolver conflitos nas interações e 
brincadeiras, com a orientação de um adulto.
Corpo, gestos e 
movimentos
EI02CG01 – Apropriar-se de gestos e movimentos 
de sua cultura no cuidado de si e nos jogos e 
brincadeiras.
EI02CG03 – Fazer uso de suas possibilidades 
corporais, ao se envolver em brincadeiras e 
atividades de diferentes naturezas.
EI02CG05 – Deslocar seu corpo no espaço, 
orientando-se por noções como em frente, atrás, no 
alto, embaixo, dentro, fora etc.
8. Comidinhas da 
infância e a culinária 
brasileira
(crianças de zero a 
1 ano e 6 meses)
Oralidade e escrita
EI01OE06 – Comunicar-se com outras pessoas 
usando movimentos, gestos, balbucios, fala e 
outras formas de expressão.
EI01OE07 – Conhecer e manipular materiais 
impressos e audiovisuais em diferentes portadores 
(livro, revista, gibi, jornal, cartaz, CD, tablet etc.).
EI01OE08 – Ter contato com diferentes gêneros 
textuais (poemas, fábulas, contos, receitas, 
quadrinhos, anúncios etc.).
Espaços, tempos, 
quantidades, relações e 
transformações
EI01ET01 – Explorar e descobrir as propriedades de 
objetos e materiais (odor, cor, sabor, temperatura).
EI01ET02 – Explorar relações de causa e efeito 
(transbordar, tingir, misturar, mover e remover 
etc.) na interação com o mundo físico.
EI01ET03 – Explorar o ambiente pela ação e 
observação, manipulando, experimentando e 
fazendo descobertas.
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qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem 
ser indicadas, além de um link para a licença.
8. Comidinhas da 
infância e a culinária 
brasileira
(crianças de 1 ano e 
7 meses a 3 anos e 
11 meses)
Oralidade e escrita
EI02OE01 – Dialogar com crianças e adultos, 
expressando seus desejos, necessidades, 
sentimentos e opiniões.
EI02OE06 – Criar e contar histórias oralmente, com 
base em imagens ou temas sugeridos.
EI02OE07 – Manusear diferentes portadores 
textuais, demonstrando reconhecer seus usos 
sociais e suas características gráficas.
EI02OE08 – Ampliar o contato com diferentes 
gêneros textuais (parlendas, histórias de aventura, 
tirinhas, cartazes de sala, cardápios, notícias etc.).
Espaços, tempos, 
quantidades, relações e 
transformações
EI02ET05 – Classificar objetos, considerando 
determinado atributo (tamanho, peso, cor, forma 
etc.).
9. A cor e o ritmo na 
cultura afro-brasileira
(crianças de zero a 
1 ano e 6 meses)
O eu, o outro e o nós
EI01EO03 – Interagir com crianças da mesma faixa 
etária e adultos ao explorar materiais, objetos, 
brinquedos.
Corpo, gestos e 
movimentos
EI01CG03 – Experimentar as possibilidades de seu 
corpo nas brincadeiras e interações em ambientes 
acolhedores e desafiantes.
Traços, sons, cores e formas
EI01TS01 – Explorar sons produzidos com o próprio 
corpo e com objetos do ambiente.
EI01TS03 – Utilizar materiais variados com 
possibilidades de manipulação (argila, massa de 
modelar), criando objetos tridimensionais.
EI01TS05 – Imitar gestos, movimentos, sons, 
palavras de outras crianças e adultos, animais, 
objetos e fenômenos da natureza.
9. A cor e o ritmo na 
cultura afro-brasileira
(crianças de 1 ano e 
7 meses a 3 anos e 
11 meses)
O eu, o outro e o nós EI02EO03 – Compartilhar os objetos e os espaços com crianças da mesma faixa etária e adultos.
Corpo, gestos e movimentos
EI02CG03 – Fazer uso de suas possibilidades 
corporais, ao se envolver em brincadeiras e 
atividades de diferentes naturezas.
Traços, sons, cores e formas
EI02TS01 – Criar sons com materiais, objetos e 
instrumentos musicais, para acompanhar diversos 
ritmos de música.
EI02TS02 – Utilizar diferentes materiais, suportes 
e procedimentos para grafar, explorando cores, 
texturas, superfícies, planos, formas e volumes.
EI02TS03 – Expressar-se por meio de linguagens 
como a do desenho, da música, do movimento 
corporal, do teatro.
EI02TS04 – Utilizar diferentes fontes sonoras 
disponíveis no ambiente em brincadeiras cantadas, 
canções, músicas e melodias.
EI02TS05 – Imitar e criar movimentos próprios, em 
danças, cenas de teatro, narrativas e músicas.
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ser indicadas, além de um link para a licença.
10. Contador 
de histórias: 
mensageiro de 
saberes
(crianças de zero a 
1 ano e 6 meses)
Traços, sons, cores e formas EI01TS02 – Traçar marcas gráficas, em diferentes suportes, usando instrumentos riscantes e tintas.
Oralidade e escrita
EI01OE02 – Demonstrar interesse ao ouvir a leitura 
de poemas e a apresentação de músicas.
EI01OE03 – Demonstrar interesse ao ouvir histórias 
lidas ou contadas, observando ilustrações e os 
movimentos de leitura do adulto-leitor (modo de 
segurar o portador e de virar as páginas).
EI01OE06 – Comunicar-se com outras pessoas 
usando movimentos, gestos, balbucios, fala e 
outras formas de expressão.
EI01OE09 – Ter contato com diferentes instrumentos 
e suportes de escrita.
Espaços, tempos, 
quantidades, relações e 
transformações
EI01ET05 – Manipular materiais diversos e variados 
para comparar as diferenças e semelhanças entre 
eles.
10. Contador 
de histórias: 
mensageiro de 
saberes
(crianças de 1 ano e 
7 meses a 3 anos e 
11 meses)
Traços, sons, cores e formas
EI02TS02 – Utilizar diferentes materiais, suportes 
e procedimentos para grafar, explorando cores, 
texturas, superfícies, planos, formas e volumes.
EI02TS03 – Expressar-se por meio de linguagens 
como a do desenho, da música, do movimento 
corporal, do teatro.
Oralidade e escrita
EI02OE01 – Dialogar com crianças e adultos, 
expressando seus desejos, necessidades, 
sentimentos e opiniões.
EI02OE02 – Identificar e criar diferentes sons e 
reconhecer rimas e aliterações em cantigas de roda 
e textos poéticos.
EI02OE03 – Demonstrar interesse e atenção ao ouvir 
a leitura de histórias e outros textos, diferenciando 
escrita de ilustrações, e acompanhando, com 
orientação do adulto- -leitor, a direção da leitura 
(de cima para baixo, da esquerda para a direita).
EI02OE04 – Formular e responder perguntas sobre 
fatos da história narrada, identificando cenários, 
personagense principais acontecimentos.
EI02OE06 – Criar e contar histórias oralmente, com 
base em imagens ou temas sugeridos.
EI02OE09 – Manusear diferentes instrumentos e 
suportes de escrita para desenhar, traçar letras e 
outros sinais gráficos.
Espaços, tempos, 
quantidades, relações e 
transformações
EI02ET01 – Explorar e descrever semelhanças e 
diferenças entre as características e propriedades 
dos objetos (sonoridade, textura, peso, tamanho, 
posição no espaço).
EI02ET05 – Classificar objetos, considerando 
determinado atributo (tamanho, peso, cor, forma 
etc.).
EI02ET07 – Utilizar conceitos básicos de tempo 
(agora, antes, durante, depois, ontem, hoje, 
amanhã, lento, rápido, depressa, devagar).
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ser indicadas, além de um link para a licença.
Bloco 2. Elementos da cultura regional – Norte
Elemento 1. Capim e barro: saberes ancestrais
Os recursos naturais são infinitos?
Não são. E como seres conscientes, devemos cuidar da natureza. 
Com o objetivo de proteger a biodiversidade da região leste do estado do Tocantins foi criado, 
em 2001, o Parque Estadual do Jalapão.
Nessa região floresce o capim-dourado. Apesar do nome, trata-se de uma sempre-viva de caule 
longo e dourado. Natural das veredas do Cerrado, campos que ficam encharcados no período das 
chuvas, tem na extremidade superior uma pequena flor branca em que ficam guardadas as sementes 
que garantem sua reprodução.
lubasi/Flickr.com
Capim-dourado na natureza.
Vchoi/Wikimedia.org
Brincos de capim-dourado em loja de artesanato no 
povoado de Mumbuca, TO.
Conversando sobre...
Os indígenas da etnia xerente, habitantes do Tocantins, foram os primeiros a desenvolver obje-
tos com o capim-dourado, ensinando a técnica posteriormente aos habitantes do povoado de Mum-
buca, localizado no município de Mateiros (TO).
As artesãs, geralmente oriundas de famílias quilombolas, descendentes de escravos, fazem a co-
lheita uma vez por ano, sempre no fim do mês de setembro, quando se inicia a produção das peças.
Para costurar as hastes do capim-dourado, as artesãs usam a fibra do buriti, trabalho que exige 
muita paciência, atenção e cuidado, pois, embora flexível, o capim-dourado é frágil e pode se que-
brar durante o manuseio. A qualidade das peças está na uniformidade visual.
Inspirações para ampliar
O que se destaca na natureza de sua região? 
Quais materiais são usados como matéria-prima no artesanato local?
Quais fibras a região produz?
É costume dos povos indígenas a construção de seus próprios brinquedos. Em muitas comuni-
dades, as bonecas, por exemplo, são feitas de barro, madeira, sabugo de milho, entre outros mate-
riais.
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ser indicadas, além de um link para a licença.
Proponha às crianças uma atividade de inventar brinquedos ou brincadeiras usando materiais 
da natureza. Aproveite para realizar essa atividade ao ar livre e proponha, primeiro, a coleta de ma-
teriais. Para essa etapa é importante conhecer o entorno da escola e os materiais disponíveis, como 
também os locais que podem ser visitados pelas crianças para fazerem a coleta. Se preferir, os mate-
riais podem ser colhidos no pátio ou jardim da escola.
Após a coleta, peça às crianças que separem os materiais com base em critérios estabelecidos 
por elas, como tamanho, cor, material, peso etc., e que os coloquem em cestas ou caixas. Serão os 
tesouros da coleta.
É possível criar jogos de classificação com materiais com características semelhantes, mas tama-
nhos diferentes, por exemplo. Após as crianças verem o que separaram, ponha objetos variados den-
tro de um saquinho de pano. Uma criança por vez colocará a mão no saco e, pelo tato, identificará o 
tesouro e dirá o nome dele. Em seguida, mostrará esse objeto aos colegas.
Boa experiência!
Conversando sobre...
Artesãos de Icoaraci, Belém (PA), e da Ilha de Marajó, criam objetos de barro inspirados em pe-
ças ancestrais produzidas por indígenas habitantes da região antes da descoberta do Brasil.
Em escavações nessa região, foram encontrados vestígios arqueológicos de peças produzidas 
entre os anos 400 e 1350 – uma grande diversidade de objetos como vasilhas, brinquedos, urnas 
funerárias, apitos, chocalhos e estatuetas. São conhecidas como cerâmica marajoara, uma das mais 
importantes expressões artísticas do Norte brasileiro. Geralmente, caracterizavam-se pela cor ver-
melha sobre fundo branco ou pela cor branca sobre fundo preto, com desenhos marcados por traços 
simétricos. O cozimento das peças, similar aos processos hoje utilizados pelos indígenas kadiwéus 
do Mato Grosso do Sul, era feito em uma fogueira a céu aberto; depois elas eram envernizadas com 
a resina extraída da árvore de jutaí ou jatobá, ganhando um aspecto lustroso.
As cerâmicas marajoaras foram descobertas em 1871 por dois pesquisadores: um canadense-
-americano e um brasileiro.
Cerâmica marajoara. 
Dornicke/Wikimedia.org
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ser indicadas, além de um link para a licença.
Inspirações para ampliar
As massinhas trazem desafios às crianças.
Que tal convidá-las a modelar?
Prepare a sala colocando um conjunto de massinhas em cada mesa, junto de uma imagem de 
artesanato marajoara. Se possível, uma imagem diferente em cada mesa.
Se as crianças pouco praticam a fruição de imagens, planeje um tempo a mais para que façam 
descobertas, narrativas e questionamentos sobre elas.
Convide-as a trabalhar as massinhas inspiradas nas imagens. Elas podem escolher aquela que 
mais lhes despertar a curiosidade. 
Acompanhe as descobertas!
Para facilitar a secagem da produção das crianças, disponibilize uma cartolina ou um pedaço de 
caixa de papelão como superfície para acomodar os trabalhos. 
Visitando
Museu Paraense Emílio Goeldi
Importante museu da Região Norte, dedica-se aos estudos científicos dos sistemas naturais e 
socioculturais característicos da Amazônia. 
Localização: Av. Magalhães Barata, 376, São Braz, Belém, PA.
Site: <www.museu-goeldi.br>.
O museu possui em seu catálogo o livro Cerâmica marajoara: a comunicação do silêncio, de Lilian 
Bayma Amorim, que traz fotografias e informações das peças do acervo arqueológico desse museu.
Disponível em: <www.museu-goeldi.br/portal/sites/default/files/Downloads/Cat%C3%A1
logo%20Cer%C3%A2mica%20Marajoara.pdf>. Acesso em: jan. 2018.
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Elemento 2. Círio de Nazaré e a Marujada
Duas tradições do século XVIII que revelam a cultura de um povo.
Conversando sobre...
O Círio de Nazaré, manifestação em devoção 
a Nossa Senhora de Nazaré, promove a passagem 
da imagem dessa santa por várias comunidades 
de Belém.
Os historiadores desconhecem a origem da 
imagem. Acredita-se, por sua estética, que tenha 
vindo com os missionários jesuítas que foram res-
ponsáveispela catequese na região da Amazônia. 
No período em que foi encontrada, essa forma 
de esculpir santos não era uma característica dos 
santeiros locais.
Celso Abreu/Flickr.com
Festa do Círio de Nazaré, 2014.
O termo círio tem origem em cereus, palavra latina que significa “vela grande”. Nos primeiros 
anos, as pessoas que acompanhavam o Círio de Nazaré carregavam velas em razão de essa tradição 
acontecer no anoitecer.
O Círio de Nazaré foi declarado Patrimônio Cultural da Humanidade.
Inspirações para ampliar
O Círio de Nazaré é uma das maiores manifestações populares do Brasil. Inspiração para co-
nhecer a história de como as festividades surgem em uma comunidade, é também uma forma de 
apropriação da riqueza do lugar e da valorização da identidade cultural.
Existe uma festividade em sua comunidade?
As crianças conhecem o que é festejado?
Várias manifestações fazem parte do calendário da escola e geralmente são comunicadas às 
famílias no início de cada ano. 
Por que não inverter esse processo e convidar as famílias para organizarem uma manifestação na escola?
Cada família pode ficar com uma parte do evento. Podem contar histórias sobre as festividades 
da comunidade em uma roda de conversa, tocar e cantar as músicas típicas com as crianças em uma 
roda de música, assistir a vídeos sobre as festividades. Se o evento envolver gastronomia, que tal 
cozinhar junto com as crianças?
No Círio de Nazaré, a presença das velas foi importante para as primeiras cerimônias.
Qual elemento na festividade de sua comunidade é possível produzir com as crianças? 
Por qual elemento, entre todos que foram contados, as crianças mais se interessaram?
Enfim, propiciar a realização de uma festividade, inspirada no Círio de Nazaré, pode gerar sen-
tido de pertencimento a todos que dela participarem.
Boa festa!
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ser indicadas, além de um link para a licença.
Conversando sobre...
A marujada, em Bragança (PA), tem suas especificidades por festejar um momento da cultura 
africana, também comemorado em outras manifestações nas demais regiões: o reconhecimento dos 
senhores portugueses ao culto a São Benedito.
Após o desfie de mulheres pelas ruas, movimentando-se em sentidos diversos, em rodopios 
lentos e ágeis, ao comando da condutora do desfile, forma-se uma roda para dançar o retumbão. 
Alguns historiadores acreditam que o nome retumbão tenha se originado do hábito de ouvir os 
tambores que retumbavam alto e distante.
A dança marujada inicia-se pelo convite do homem com um aceno de mão e batida dos pés. A 
parceira, ao aceitar, faz volteio em resposta. Ao som de tambores, cuícas, pandeiros, rabecas, cava-
quinhos e violinos começa o ritmo cadenciado.
O colorido da festa e do desfile está nas vestimentas: ora azuis, ora vermelhas. As cores das saias 
das mulheres e das faixas na cintura dos homens se alternam, uma azul, outra vermelha, em contras-
te com o branco das blusas e calças. 
Os adereços dos chapéus são um detalhe importante na marujada. As mulheres levam, sobre o 
chapéu, um cone de flores feito de penas brancas, que simboliza o Espírito Santo. Muitas fitas largas 
em cores diversas complementam as vestimentas.
Inspirações para ampliar
As crianças brincam e, muitas vezes, brincam cantando. Quando bem pequenas, são os acalan-
tos as formas do brincar musical. As maiores já percebem o som em vários elementos e no próprio 
corpo.
Por que não propor que “retumbem” sons?
Um caminho é a pesquisa e experimentação de sons do corpo ou de instrumentos musicais. Pro-
cure apresentar às crianças os instrumentos usados na marujada (tambor, cuíca, pandeiro, rabeca, 
cavaquinho e violino). Caso não haja na creche, considere outras possibilidades, como chocalhos, 
paus-de-chuva, guizos e demais objetos sonoros. 
A evolução natural das crianças aproxima os sons aos movimentos. Muitas vezes movimentos 
ágeis, em vários sentidos. Após as primeiras descobertas, proponha uma coreografia conforme a 
faixa etária do grupo. 
Inspire-se nas marujadas.
Boa pesquisa!
Visitando
Museu do Círio
Preserva o acervo documental relacionado à devoção popular em torno da celebração do Círio 
de Nossa Senhora de Nazaré, maior manifestação religiosa do Pará.
Localização: R. Padre Champagnat, Belém, PA.
Site: <www.secult.pa.gov.br/content/museu-do-c%C3%ADrio>.
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ser indicadas, além de um link para a licença.
Para saber mais
Círio de Nazaré
O portal do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) dispõe de vários 
dossiês referentes às manifestações culturais do Brasil. Leia mais textos sobre o Círio de Nazaré em:
•	<http://portal.iphan.gov.br/uploads/publicacao/PatImDos_Cirio_m.pdf> (acesso em: jan. 2018).
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Elemento 3. Duas danças: carimbó e Pretinhas de Angola
Os ritmos que os brincantes dançam na região amazônica geralmente reúnem características das 
três culturas que formam o Brasil: a origem indígena na dança de roda, a cultura africana no som de 
tambores, e a europeia, representada nas vestimentas.
Carimbó é um exemplo desta união.
Conversando sobre...
Carimbó é uma dança de roda típica do Pará. 
Seu nome vem da cultura indígena. Na língua tupi, a pala-
vra korimbó significa “pau que produz som”. Em algumas etnias, 
os indígenas ainda escavam um tronco para criar um korimbó, um 
tambor. Desse instrumento surgiu o curimbó.
O carimbó, que tem variações dentro do próprio estado, é um 
ritmo e uma dança alegre que narram o cotidiano, cantado ao som 
de tambores, ganzá, maracá, pandeiro e reco-reco, entre outros ins-
trumentos. O movimento da dança, enaltecido pelas saias rodadas 
das mulheres, traz a leveza do ritmo dançado em pares. Em muitos 
lugares, a dança se inicia com os pares em fila, e o rapaz convida 
sua parceira para a dança batendo palmas na sua frente. Ela aceita 
e começa a movimentar sua saia ao redor do seu par. Os pares vão 
formando uma roda.
O carimbó é considerado Patrimônio Cultural Imaterial do 
Brasil.
florianserraille2/pixabay.com
Carimbó.
Inspirações para ampliar
As manifestações populares são inspirações para as crianças ampliarem seus movimentos e o 
domínio dos espaços.
As crianças da turma conhecem a dança e o ritmo do carimbó?
Traga para a escola músicas típicas de carimbó para serem apreciadas e trabalhadas espontanea-
mente pelas crianças. Deixe que se expressem com os movimentos que surgirem desse contato au-
ditivo, possibilitando a experimentação de suas percepções e testando os limites do próprio corpo.
Boas músicas!
Conversando sobre...
Santarém, a terceira maior cidade do estado do Pará, teve origem em uma antiga aldeia de indí-
genas tapajós. Apesar de conservar sua raiz indígena, também apresenta traços da cultura africana 
trazida pelos escravos de Angola. Essa influência está presente na dança das Pretinhas de Angola, 
uma dança de que apenas mulheres participam.
As escravas africanas e suas descendentes perpetuam as tradições de seu país de origem dan-
çando nas ruas, praças e na frente da igreja matriz ao som de músicase versos que narram seu per-
curso até as senzalas e a mágoa de serem escravizadas.
Ao som de curimbós, maracás, ganzás, banjos, cacetes e flautas, as mulheres dançam fazendo 
volteios para a direita e para a esquerda, tendo como par a parceira da frente, trocando de lugar e 
sempre movimentando as saias. Com as vestimentas brancas, o colorido vem com os colares, pulsei-
ras e as flores na cabeça.
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Inspirações para ampliar
Existem várias formas de aproximar as crianças bem pequenas do mundo sonoro que as cerca.
Algumas formas bastante lúdicas são brincadeiras e jogos de atenção, como a escuta de sons.
O educador musical canadense Raymond Murray Schafer, criador do conceito de paisagem so-
nora, aborda a importância da aprendizagem da escuta dos sons pelas crianças desde pequenas, em 
diversos espaços: internos e externos, e na natureza.
Se sua turma for de crianças pequenas, utilize o pátio da escola. Se forem maiores, leve-as, se 
possível, para uma volta no quarteirão da escola.
Chame a atenção para um barulho de carro, avião ou animal, como um cachorro. Identifique um 
som de campainha, buzina ou de um objeto caindo, por exemplo.
Repita a brincadeira e, quando perceber que conhecem e identificam os diferentes sons rotinei-
ros, avance para os sons de instrumentos musicais.
Inspire-se nos instrumentos da manifestação Pretinhas de Angola e apresente os sons de vários 
instrumentos.
Aprender a escutar sons é o início da educação musical.
Boa pesquisa!
Para saber mais
Carimbó
O portal do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) dispõe de vários dos-
siês referentes às manifestações culturais do Brasil. Leia conteúdo sobre o carimbó em:
•	<http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Dossie_carimbo(1).pdf> (acesso em: jan. 
2018).
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Elemento 4. As cores na cultura indígena
A pintura corporal é uma das formas que os indígenas usam para expressar os costumes e cren-
ças de seu povo. A criação de corantes com elementos da natureza traz a identidade das etnias em 
traços e manchas.
Os ticunas, que habitam o oeste amazônico, à margem do Rio Solimões, e os wajãpi, que habitam 
o norte do Amapá, são exemplos de etnias que utilizam cores em seus rituais.
Conversando sobre...
O povo ticuna demonstra a preservação de seus costumes 
afirmando sempre sua identidade, presente em suas produções: 
máscaras cerimoniais, bastões de dança esculpidos, pintura em en-
trecascas de árvores, estatuetas zoomorfas, cestarias, cerâmicas e 
tecelagens, entre outros itens.
Mas é nas cores utilizadas nesses produtos que está uma dife-
rença desse povo. Os ticunas identificaram cerca de 15 espécies de 
plantas que podem produzir corantes para o tingimento de fios e 
pinturas, tanto pinturas corporais como pinturas em entrecascas e 
esculturas. Além dessas fontes para a elaboração das cores, tam-
bém identificaram pigmentos de origem mineral, que utilizam na 
pintura das cerâmicas e das máscaras cerimoniais.
Outra descoberta são os suportes para desenhar e colorir, es-
pécie de painéis feitos de entrecasca de fibra natural vegetal, cha-
mada na região de tururi. Os desenhos são preferencialmente de 
representação de flora e fauna da região.
Dornicke/Wikimedia Commons
Traje que representa um beija-flor, 
típico de ritual do povo ticuna.
Conversando sobre...
A Arte Kusiwa, como é conhecida a técnica de pintura e arte gráfica do povo wajãpi, está em 
conformidade com a comunicação oral – juntas expressam o modo particular dessa etnia ver, co-
nhecer, agir e viver no mundo. Foi valorizada e reconhecida com o título de Patrimônio Cultural 
Imaterial da Humanidade.
Na pintura corporal diária, nas costas, na face e nos braços, e na dos objetos produzidos, uti-
lizam o vermelho (urucum), resinas perfumadas, gordura de macaco e o suco de jenipapo (preto). 
Os desenhos representam animais comuns da região: peixes, borboletas, cobras, tartarugas, entre 
outros.
Nos dias atuais também fazem composições kusiwa em folhas de papel. Os wajãpi acreditam 
que as cores e os padrões gráficos têm origem com os primeiros homens.
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Inspirações para ampliar
Sua comunidade possui reservas indígenas? Quais?
Quais conhecimentos sobre os modos de ser e fazer essas etnias têm?
A escolha das informações que queremos transmitir para as crianças pode se pautar pelo desejo 
que temos de que elas respeitem e valorizem a diversidade brasileira, reconhecendo nela a partici-
pação efetiva de vários povos e nações.
Uma atividade interessante pode ser pesquisar:
Como os curumins brincam? 
Que cores eles usam em suas pinturas?
Suas crianças conhecem as cores?
As cores estão presentes em todos os lugares: plantas, animais, frutas, objetos. O aprendizado 
sobre as cores pode ser mais significativo se estiver vinculado a esses elementos do contexto das 
crianças, pois elas aprendem o mundo com base no contexto em que vivem, incluído naturalmente 
nas conversas.
Uma possibilidade está em reconhecer as cores que encontram no caminho de casa para a cre-
che, nos objetos, nas roupas, na natureza. O universo é colorido! 
Outra possibilidade está na forma como se faz as perguntas. Por exemplo, em vez de perguntar 
“Você pode buscar a bola?”, pergunte “Você pode buscar aquela bola amarela?”. E assim por diante…
Outra possibilidade está nos trabalhos de pinturas e desenhos, pedindo à criança que diga as 
cores que usou.
Boas conversas!
Visitando
Museu Sacaca
O museu realiza anualmente o programa Museu Vivo e relembra a exposição Céu Aberto, uma 
mostra construída com a participação de comunidades, entre outras, a indígena. A mostra visa apre-
sentar os hábitos e costumes da região, valorizando os conhecimentos tradicionais. O circuito expo-
sitivo é composto também da Casa dos Índios Wajãpi e Casa dos Índios Palikur, entre outros.
Localização: Av. Feliciano Coelho, 1509, Trem, Macapá, AP.
Site: <www.conhecendomuseus.com.br/museus/museu-sacaca>. 
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ser indicadas, além de um link para a licença.
Elemento 5. Açaí e cupuaçu: sabor de quero mais
A herança indígena é fortíssima na culinária do Norte, baseada em peixes, frutas e mandioca. 
Nas cidades de Belém, no Pará, e Manaus, no Amazonas, é hábito tomar em cuia indígena o tacacá, 
espécie de sopa quente feita com tucupi (caldo de mandioca), goma de mandioca, jambu (um tipo 
de erva), camarão seco e pimenta-de-cheiro. 
Outro hábito comum é a ingestão das frutas que amadurecem em árvores nas próprias calçadas 
das cidades.
Conversando sobre...
O açaí, fruta originária da região amazônica, é hoje 
conhecido em todo o territórionacional. O fruto, arre-
dondado, do tipo baga, com 1 a 1,5 cm de diâmetro, de 
cor roxo-escura (depois de maduro), tem propriedades 
nutricionais e sempre foi um fruto consumido pelos in-
dígenas e moradores dessa região. O açaí tem formato 
parecido com o de uma jabuticaba pequena.
A palmeira açaí é conhecida pelos indígenas como 
“içá-çai” (em tupi ïwasa'i, fruta que chora). Nasce em 
solos alagados, atinge até 25 m de altura e produz, em 
média, quatro cachos de frutas. Floresce, na maioria das 
vezes, entre os meses de setembro e janeiro, apresentan-
do flores pequenas, agrupadas em grandes cachos pen-
dentes, de coloração amarelada.
mrpizzamandc/pixabay.com
Creme de açaí.
Conversando sobre...
O cupuaçu também é uma fruta nativa da região ama-
zônica. De sabor forte, é comumente usado em sorvetes, 
sucos, refrescos e vitaminas, que são muito consumidos e 
admirados em todo o país. Doces à base de cupuaçu são 
também muito apreciados, como creme, compota, geleia 
e recheio de bombons.
A fruta tem forma elíptica e uma casca dura. A se-
mente tem uma gordura branca bastante semelhante à 
gordura do cacau. O cupuaçu contém ferro, fósforo e pro-
teínas.
O cupuaçuzeiro ou cupuaçueiro pode atingir até 15 
metros de altura. Tem ramos flexíveis; folhas longas, de 
coloração ferrugínea na face inferior; flores grandes, de 
cor vermelho-escura, presas diretamente ao tronco. A co-
lheita do cupuaçu ocorre de janeiro a maio. Dick Culbert/Flickr.com
Cupuaçu.
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Inspirações para ampliar
Uma maneira de conhecer determinada região é por meio do contato com suas expressões cul-
turais. Fazem parte das formas características de uma determinada cultura: as músicas, as danças, as 
encenações e representações, a literatura, os jogos, as brincadeiras, o artesanato e a culinária.
Conhecer e experimentar diferentes receitas pode ser um conteúdo instigante e saboroso para 
as crianças.
Que tal saborear um suco típico da Região Norte?
Verifique se em sua comunidade é possível encontrar açaí ou cupuaçu e proponha às crianças 
fazer um suco com uma dessas frutas. Você pode propor uma votação para que escolham qual suco 
querer preparar.
Reserve a cozinha da escola e, no dia marcado, oriente as crianças no preparo. Um grupo pode 
lavar as frutas, outro pode ajudar a picá-las e um terceiro pode organizar os copos. É importante que 
você opere o liquidificador.
Para preparar o suco, basta misturar a polpa da fruta com um pouco de água ou leite. Normal-
mente não é necessário adoçar, mas pode ficar a critério de cada criança.
Caso não seja possível encontrar tais frutas, tente outras opções também da Região Norte, como 
graviola, tucumã e taperebá, ou ainda uma fruta típica de sua comunidade.
Boa degustação!
Para saber mais
Conheça mais do plantio e do cultivo do açaizeiro em:
•	<https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/18825/1/com.tec.114.pdf> (acesso em: 
jan. 2018).
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Elemento 6. Os animais nas lendas: Boitatá e Uirapuru
A região amazônica é uma fonte rica para a imaginação 
das crianças. As histórias da região contadas nas rodas de con-
versa trazem um mundo de encanto e mistério. Muitas dessas 
narrativas são de origem indígena e falam sobre o surgimento 
de alguns animais, vegetais e dos costumes da região.
As lendas do Boitatá e do Uirapuru são duas dessas mui-
tas narrativas.
Flip Estúdio
Boitatá.
Conversando sobre...
Para alguns historiadores, o Boitatá é uma lenda indígena. Para outros, é uma 
lenda do Período Colonial brasileiro. Nos textos dos padres jesuítas encontram- 
-se descrições do Boitatá como uma gigantesca cobra de fogo ondulada, com grandes olhos e couro 
transparente, que cintila nas noites em que aparece deslizando nas campinas e na beira dos rios.
Diz a lenda que quem se depara com o Boitatá geralmente fica cego. Por isso, quando alguém se 
encontrar com o Boitatá, deve ficar parado, sem respirar e de olhos bem fechados.
O Boitatá é considerado protetor das matas e age contra as pessoas que lhe fazem mal e, princi-
palmente, que realizam queimadas nas florestas. Na narrativa folclórica, essa serpente pode se trans-
formar em um tronco em chamas com o intuito de enganar e queimar os invasores e destruidores 
das matas.
Inspirações para ampliar
Que tal fazer um Boitatá para brincar com as crianças?
A história desse personagem, nos folguedos, conta que ele come pessoas.
Conte a história às crianças destacando que o Boitatá protege as matas e florestas e que só per-
segue as pessoas que fazem mal à natureza.
Depois, crie com elas um Boitatá. Você pode usar um tecido colorido, com mais ou menos dois 
metros, e pedir a dois adultos que o segurem (um no início e outro no final da “cobra”), de modo 
que a lateral do tecido fique caída. Assim está feita a longa cobra que protege todas as crianças que 
ficarem embaixo dela.
Crie movimentos sinuosos pela sala ou pelo pátio. Mude a direção e o ritmo do andamento, ora 
mais rápido, ora mais lento. Acompanhe o divertimento das crianças e a tentativa de se manterem 
embaixo do Boitatá.
Vamos brincar!
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Conversando sobre...
Conta a lenda que o pássaro Uirapuru tinha sido um 
jovem guerreiro índio, chamado Quaraçá, pertencente a 
uma nação indígena da Floresta Amazônica.
Quaraçá adorava passear pelas matas tocando sua 
flauta de bambu. Ele era apaixonado por uma bela índia, 
chamada Anahí, que era casada com o cacique da tribo.
Sofrendo muito pelo amor impossível, o jovem índio 
resolveu entrar no meio da floresta para buscar a aju-
da do deus Tupã. Entendendo o sofrimento de Quaraçá, 
Tupã resolveu transformá-lo em um pequeno pássaro 
colorido (vermelho e amarelo com asas pretas), para as-
sim livrá-lo do sofrimento.
Quaraçá, que ganhou o nome de Uirapuru, voou 
pela floresta com seu forte e lindo canto. Toda vez que 
via Anahí, pousava e cantava para a jovem índia, que 
ficava maravilhada com o som daquele pequeno e lindo 
pássaro.
Hector Bottai/Wikimedia Commons
Uirapuru.
O cacique da tribo também ficou encantado com o canto do pássaro e, com o objetivo de apri-
sioná-lo, perdeu-se na floresta e nunca mais voltou. Sozinha, restava a Anahí ouvir o canto de seu 
pássaro favorito. E ao jovem índio, agora transformado em pássaro, restava que a índia amada des-
cobrisse quem ele era para desfazer o encanto.
Algumas comunidades indígenas acreditam que o uirapuru é um pássaro mágico, que traz mui-
ta sorte.
Inspirações para ampliar
Inspirada na lenda do Uirapuru, proponha às crianças uma pesquisa acerca dos pássaros da 
região amazônica ou da região onde vivem.
O tema pode ser abordado em uma roda de conversa, iniciando pelo levantamento dos pássaros 
que elas já conhecem. Busque captar o que sabem e o que gostariam de pesquisar. Mostre-lhes ima-
gens da internet ou de livros. As cores geralmente chamam muito a atenção delas. Deixe que tenham 
tempo para observar as imagens e fazer comentários e perguntas.Outra possibilidade é observar e identificar as aves que visitam as áreas verdes da escola.
Se for adequado à faixa etária, convide as crianças a fazer um painel com o que mais chamou a 
atenção delas em cada passarinho. Proponha que desenhem o passarinho também.
Dependendo do interesse da turma, esse tema pode virar um projeto com duração maior. 
Boa pesquisa!
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Visitando
Que tal levar as crianças para conhecer uma biblioteca pública na comunidade?
Converse sobre essa possibilidade de visita com a coordenação da escola. Sendo viável, pesquise 
a biblioteca mais próxima da instituição (ou uma que tenha espaço ou acervo destinado ao público 
infantil) e agende a visita.
Na biblioteca, explique às crianças a possibilidade de levarem livros emprestados para ler em 
casa com os pais.
É possível conhecer melhor as aves da Amazônia?
Amplie a proposta de pesquisa realizada pelas crianças com os livros disponíveis para emprés-
timo na biblioteca. Os livros com fotografias grandes e coloridas são os que mais chamam a atenção. 
De volta à escola, as crianças podem, em outra atividade, desenhar inspiradas nas novas descobertas.
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Elemento 7. Dois festivais, dois bois e muitas toadas
Parintins é um município do estado do Amazonas, localizado na Ilha Tupinambarana, que era 
habitada principalmente por indígenas da etnia tupinambá, palavra que inspirou o nome dessa ilha. 
Já o nome do município é em homenagem aos indígenas parintintins.
Um dos maiores eventos da cultura popular acontece anualmente em Parintins: o Festival de 
Parintins.
Yesydrodriguez/Wikimedia Commons
Boi Garantido.
Patrícia Fontoura/Agência Brasil
Boi Caprichoso.
Conversando sobre...
O Festival de Parintins traz a rivalidade de duas agremiações antigas na região e que, inicial-
mente, brincavam unidas pelas ruas de Parintins: Boi Caprichoso e Boi Garantido.
A festividade conta a lenda de Catirina, uma roceira que teve o desejo de comer língua de boi 
durante a gravidez. Para satisfazer ao desejo dela, Negro Francisco, marido de Catirina, mata o boi 
favorito de seu patrão. Seu amo descobre o que aconteceu com o animal, o mais belo do rebanho, e 
manda prender o servo. Ao mesmo tempo, um pároco e um pajé são convocados para reanimar o 
bicho e conseguem reavivá-lo. Francisco e a esposa recebem o perdão e realiza-se uma grande festa.
O festival ocorre por três dias, quando as duas agremiações se apresentam com mais ou menos 
3 500 participantes, divididos em 30 tribos, similares às alas de uma escola de samba. O Boi Garan-
tido tem um coração na testa e suas cores são o vermelho e o branco. O Boi Caprichoso traz uma 
estrela na testa e suas cores são o azul e o branco. O enredo vem em uma toada tocada por mais ou 
menos 400 músicos.
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Conversando sobre...
Em Rondônia, o duelo dos bois se apresenta no Festival Folclórico de Guajará-Mirim. Guajará- 
-Mirim recebeu o título de Cidade Verde, do Instituto Ambiental Biosfera, por ser um dos maiores 
municípios brasileiros em relação a áreas preservadas.
Na brincadeira de Guajará-Mirim, o boi da Associação Folclórica Boi-Bumbá Flor do Campo é 
marcado por um trevo de quatro pontos e suas cores características são o vermelho e o branco. Do 
outro lado, o boi da Associação Folclórica e Cultural Boi-Bumbá Malhadinho é marcado pela meia
-lua nas cores azul e branca.
Em seus primeiros anos, o folguedo se aproximava mais do Bumba Meu Boi do Estado do Ma-
ranhão. Com o tempo, inspirado no modelo do Festival de Parintins, foi ganhando novo formato e 
estrutura e se consolidou como a identidade cultural de caboclos e "beradeiros", os ribeirinhos da 
região.
Realizado também em três dias ao som de toadas, tornou-se outra marca da Região Norte.
Inspirações para ampliar
Festejos ricos em simbologias e tradições enriquecem o convívio de gerações e mantêm vivos a 
memória e os valores do povo.
Introduzir celebrações e festividades no espaço escolar possibilita a vivência desses valores e a 
preservação dessas memórias.
O que as crianças já conhecem desses festivais?
Convide pessoas da comunidade que conheçam ou já tenham participado de algum dos festi-
vais apresentados para falar sobre ele.
Apresentar em uma roda de conversa as origens e esclarecer os enredos das manifestações é 
uma maneira de tornar próximos das crianças esses conteúdos.
Se não for possível ter contato direto com essas manifestações, apresente alguns vídeos sobre 
elas.
Disponibilizar materiais como retalhos de tecidos, com os quais possam produzir as vestimentas 
e adereços típicos dos festivais apresentados, pode estimular o interesse e a pesquisa do grupo.
Organize a festa!
Visitando
O Centro Cultural Amazonino Mendes, o Bumbódromo, apresenta, entre seus espaços, o Memo-
rial Caprichoso e o Memorial Garantido. Exposições de longa duração, com acervo dos dois Bumbás, 
apresenta figurinos, imagens de figuras típicas, adereços e vídeos de apresentações, entre outros.
Localização: Av. Nações Unidas, s/n, Centro, Parintins, AM.
Site: <www.cultura.am.gov.br/centro-cultural-amazonino-mendes-bumbodromo>.
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Elemento 8. Marabaixo: uma festa popular
A população do Laguinho e de Santa Rita (antiga Favela), na zona urbana de Macapá, no Ama-
pá, dá continuidade a uma festividade que tem sua origem atribuída, por alguns historiadores, aos 
escravos que foram levados para a construção da Fortaleza de São José.
LiadePaula/MinC
Manifestação cultural de Marabaixo. Macapá, AP.
Conversando sobre...
Marabaixo é uma manifestação de 61 dias de festa no Amapá para homenagear o Divino Espíri-
to Santo e a Santíssima Trindade. 
No período entre o Sábado de Aleluia e o domingo pós Corpus Christi, também conhecido como 
Domingo do Senhor, os brincantes dançam ao som de tambores ou caixas, instrumentos de percus-
são produzidos com madeira e pele de animais. 
As mulheres dançam com suas saias coloridas e rodadas no ritmo forte e intenso dos batuques. 
Por usarem, durante muitas gerações, uma toalha sobre os ombros para enxugar o suor, esse adorno 
acabou integrando o vestuário. A dança e o canto do Marabaixo constituem o lado profano da Festa 
do Divino e acontecem integradas a essa comemoração.
O ciclo do Marabaixo é considerado uma das maiores manifestações culturais do Amapá.
Essa manifestação une ritual religioso, similar ao Círio de Nazaré, com missa e procissão, e 
rituais de origem africana com danças e músicas. O ciclo Marabaixo envolve também a quebra de 
mastro na mata, para ser enfeitado com murtas (ervas aromáticas) e trazer bons fluidos.Inspirações para ampliar
Como é a vivência das crianças da turma com relação aos ritmos de origem africana?
Uma sugestão que envolverá a todos é a utilização de latas grandes e embalagens plásticas como 
tambores. Para isso é preciso solicitar ajuda às famílias para que coletem esse material. As baquetas 
podem ser feitas com cabos de vassoura de madeira cortados em tamanho adequado para serem 
manuseados pelas crianças.
Convide a turma a pintar os tambores com muitas cores. 
Que rufem os tambores!
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Visitando
Fortaleza de São José
Construída no século XVIII para proteger o Rio Amazonas e a cidade de Macapá, está dentro de 
muralhas de 15 metros de altura em formato de uma estrela com quatro lados. Durante quase duas 
décadas de construção, contou com mão de obra de homens livres, indígenas capturados e escravos 
africanos. Hoje o conjunto arquitetônico do forte contempla em seu entorno o Parque do Forte, com 
chafariz, anfiteatro e calçadão.
Localização: Margem esquerda da foz do Rio Amazonas, Macapá, AP.
Site: <http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?option=com_content&view=arti 
cle&id=1041%3Afortaleza-de-sao-jose-de-macapa&catid=41%3Aletra-f&Itemid=1>.
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Elemento 9. Jabuti-bumbá e Mapinguari
O Bumba Meu Boi do Maranhão é uma referência na forma de brincar em várias comunidades. 
No Acre, a brincadeira maranhense é transformada no Jabuti-bumbá, sendo adaptada em defesa da 
floresta contra sua devastação.
Agência de Notícias do Acre/Wikimedia Commons
Vista parcial de Rio Branco, AC.
Conversando sobre...
O folguedo Jabuti-bumbá traz o jabuti como animal símbolo de resistência por suas característi-
cas: casco grosso e uma vida média de 80 anos. Seu casco é sempre comparado à casca de uma árvore 
e seu andar, comparado ao tempo que a floresta leva para se reerguer.
A apresentação ocorre nas ruas e praças. O brincante se apresenta ao som de sanfona, zabumba, 
tambor e dos maracás. O grupo é composto de quatro puxadores e 30 brincantes, unindo ações de 
teatro, música e dança. 
O brincante que leva o jabuti também usa a chita colorida nas laterais, como uma saia, que dá 
movimento ao dançar. Ele brinca de pés descalços.
Muitas vezes, o grupo faz menção ao monstro Mapinguari por também ser considerado um 
protetor da floresta.
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Conversando sobre...
A lenda do Mapinguari deriva de algumas lendas indíge-
nas da região Amazônica. Os caboclos contam que dentro da 
floresta vive o Mapinguari, um gigante peludo com um olho 
na testa e a boca no umbigo. Para uns, ele é coberto de pelos e 
usa uma armadura feita de casco da tartaruga. Para outros, sua 
pele é igual ao couro de jacaré.
São muitas as narrativas populares sobre o Mapinguari e a 
origem dele, mas sua presença está mais marcada nas narrati-
vas dos seringueiros e dos ribeirinhos amazônicos.
Eles contam que, com seus gritos, Mapinguari desafia os 
caçadores para um encontro face a face. Para muitos, esses 
gritos roucos e contínuos explicam os rumores naturais que a 
floresta produz e que não são identificados, tornando-se sons 
atribuídos ao Mapinguari.
Ronaldo Barata
Mapinguari.
Inspirações para ampliar
Quais são as narrativas populares de sua comunidade?
Elas contam a história de algum personagem?
Em uma roda de conversa, apresente a história do Mapinguari às crianças. Quando elas tiverem 
dominado a história, que tal propor um faz de conta com a “presença” do Mapinguari?
Provoque-as e instigue-as a brincar com esse monstro!
Conversem sobre como seria o Mapinguari: seus gestos, seu jeito de caminhar, sua voz... Em 
seguida, coloque algumas gravações de sons da natureza para ouvirem.
Conforme a faixa etária de sua turma, construa com as crianças formas de produzir sons. Algu-
mas inspirações:
•	chuva – virar um pote de plástico fechado com areia grossa ou arroz;
•	trovão: balançar um exame de raios X ou uma cartolina grossa;
•	cavalo trotando – bater duas cascas de coco uma na outra;
•	água correndo – virar um copo com água em outro recipiente várias vezes.
Deixe a imaginação da turma fluir!
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Para saber mais
Hélio Melo
Você sabia que Hélio Melo (1926-2001) foi um pintor, escritor e músico acreano que inspirou suas 
obras em lendas como a do Mapinguari e a do Curupira? O artista representava em suas produções 
a natureza com a qual teve contato durante sua vida e fazia suas tintas naturais com plantas que 
encontrava nas matas.
Fonte de pesquisa: <http://portal.iphan.gov.br/noticias/detalhes/714>. Acesso em: jan. 2018.
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Elemento 10. Cultura ribeirinha
A região amazônica, por suas especificidades hidrográficas, transforma os rios em ruas e as ca-
sas, escolas e lojas em construções flutuantes, a fim de que todos convivam bem com as épocas de 
seca e cheias dos rios.
Hans/pixabay.com
Palafitas.
Conversando sobre...
A população que mora nas proximidades dos rios e vive da pesca artesanal, da caça, do roçado 
e do extrativismo é denominada de ribeirinha. Suas casas são geralmente palafitas, ou seja, casas 
construídas sobre troncos ou pilares para deixá-las em uma altura que a água não alcance durante os 
períodos de enchentes. Outra forma de construir suas casas são em flutuantes, estruturas que sobem 
conforme a maré.
Os rios tornam-se as ruas. É através deles que os moradores se locomovem para ir de um lugar 
ao outro, seja ao trabalho ou à escola, seja à comunidade vizinha. É deles também que a população 
ribeirinha retira sua maior fonte de alimentação: os peixes.
Essa relação diferenciada que se estabelece com a natureza torna os ribeirinhos grandes co-
nhecedores da fauna e da flora da floresta. Os saberes transmitidos de geração a geração permitem 
conhecer o uso de plantas medicinais típicas da floresta, o significado do ritmo das águas, a reprodu-
ção dos animais terrestres e aquáticos, os sons da mata e a criação de uma cultura própria.
Muitos ribeirinhos são migrantes da Região Nordeste. A riqueza do período da borracha cativou 
populações de outras regiões para trabalhar no corte e na coleta do látex da seringueira.
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Inspirações para ampliar
Como seria morar em uma casa rodeada de água?
Como seria ir à escola em um barco?
O que acha de propor essas questões às crianças, seguidas da construção de “embarcações” de 
diferentes materiais e modelos (minibarcos, jangadas, canoas) e desenvolver com elas uma pesquisa 
do que boia ou afunda?
Testar materiais em uma bacia com água é uma maneira de as crianças compreenderem esse 
aspecto na prática. 
Após a seleção dos materiais que podem ser utilizados (conforme a faixa etária), iniciem a cons-
trução dos barcos.
Planeje com antecedência o tempo de preparação das embarcações e os espaços com água para 
a navegação dos barcos.
Não é atividade para um dia só, não é verdade?
Boa brincadeira!
Visitando
Museu da Amazônia (Musa)
Considerado um museu vivo, com lagos, aquários e viveiros de orquídeas e bromélias, reúne 
excelente acervo dedicado à flora da Região Norte, possibilitando ao público ter contato com os co-
nhecimentos da cultura e do dia a dia dos ribeirinhos da região.
Localização: Av. Margarita (antiga Uirapuru), s/n, Cidade de Deus, Manaus, AM.
Site: <http://museudaamazonia.org.br>.
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BLOCO 2. ELEMENTOS DA CULTURA REGIONAL – NORTE
Elementos
Campos de 
experiências
Principais objetivos de aprendizagem 
e desenvolvimento
1. Capim e barro: 
saberes ancestrais 
 
(crianças de zero a 
1 ano e 6 meses)
O eu, o outro e o 
nós
EI01EO03 – Interagir com crianças da mesma faixa etária e 
adultos ao explorar materiais, objetos, brinquedos.
Espaços, tempos, 
quantidades, 
relações e 
transformações
EI01ET03 – Explorar o ambiente pela ação e observação, 
manipulando, experimentando e fazendo descobertas.
EI01ET05 – Manipular materiais diversos e variados para 
comparar as diferenças e semelhanças entre eles.
Traços, sons, cores 
e formas
EI01TS03 – Utilizar materiais variados com possibilidades 
de manipulação (argila, massa de modelar), criando objetos 
tridimensionais.
1. Capim e barro: 
saberes ancestrais 
 
(crianças de 1 ano 
e 7 meses a 3 anos 
e 11 meses)
O eu, o outro e o 
nós
EI02EO03 – Compartilhar os objetos e os espaços com crianças da 
mesma faixa etária e adultos.
Espaços, tempos, 
quantidades, 
relações e 
transformações
EI02ET01 – Explorar e descrever semelhanças e diferenças entre as 
características e propriedades dos objetos (sonoridade, textura, 
peso, tamanho, posição no espaço).
EI02ET02 – Observar, relatar e descrever incidentes do cotidiano e 
fenômenos naturais (luz solar, vento, chuva etc.).
EI02ET05 – Classificar objetos, considerando determinado 
atributo (tamanho, peso, cor, forma etc.).
EI02ET07 – Utilizar conceitos básicos de tempo (agora, antes, 
durante, depois, ontem, hoje, amanhã, lento, rápido, depressa, 
devagar).
Traços, sons, cores 
e formas
EI02TS02 – Utilizar diferentes materiais, suportes e 
procedimentos para grafar, explorando cores, texturas, 
superfícies, planos, formas e volumes.
EI02TS03 – Expressar-se por meio de linguagens como a do 
desenho, da música, do movimento corporal, do teatro.
2. Círio de Nazaré e 
a Marujada 
 
(crianças de zero a 
1 ano e 6 meses)
O eu, o outro e o 
nós
EI01EO01 – Perceber que suas ações têm efeitos nas outras 
crianças e nos adultos.
EI01EO03 – Interagir com crianças da mesma faixa etária e 
adultos ao explorar materiais, objetos, brinquedos.
2. Círio de Nazaré e 
a Marujada 
 
(crianças de 1 ano 
e 7 meses a 3 anos 
e 11 meses)
O eu, o outro e o 
nós
EI02EO01 – Demonstrar atitudes de cuidado e solidariedade na 
interação com crianças e adultos.
EI02EO03 – Compartilhar os objetos e os espaços com crianças da 
mesma faixa etária e adultos.
157
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qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem 
ser indicadas, além de um link para a licença.
3. Duas danças: ca-
rimbó e Pretinhas 
de Angola 
 
(crianças de zero a 
1 ano e 6 meses)
O eu, o outro e o 
nós
EI01EO03 – Interagir com crianças da mesma faixa etária e 
adultos ao explorar materiais, objetos, brinquedos.
Corpo, gestos e 
movimentos
EI01CG01 – Movimentar as partes do corpo para exprimir 
corporalmente emoções, necessidades e desejos.
EI01CG03 – Experimentar as possibilidades de seu corpo 
nas brincadeiras e interações em ambientes acolhedores e 
desafiantes.
EI01CG05 – Imitar gestos, sonoridades e movimentos de outras 
crianças, adultos e animais.
Traços, sons, cores 
e formas
EI01TS01 – Explorar sons produzidos com o próprio corpo e com 
objetos do ambiente.
EI01TS05 – Imitar gestos, movimentos, sons, palavras de outras 
crianças e adultos, animais, objetos e fenômenos da natureza.
3. Duas danças: ca-
rimbó e Pretinhas 
de Angola 
 
(crianças de 1 ano 
e 7 meses a 3 anos 
e 11 meses)
O eu, o outro e o 
nós
EI02EO03 – Compartilhar os objetos e os espaços com crianças da 
mesma faixa etária e adultos.
Corpo, gestos e 
movimentos
EI02CG02 – Explorar formas de deslocamento no espaço (pular, 
saltar, dançar), combinando movimentos e seguindo orientações.
EI02CG05 – Deslocar seu corpo no espaço, orientando-se por 
noções como em frente, atrás, no alto, embaixo, dentro, fora etc.
Traços, sons, cores 
e formas
EI02TS01 – Criar sons com materiais, objetos e instrumentos 
musicais, para acompanhar diversos ritmos de música.
EI02TS05 – Imitar e criar movimentos próprios, em danças, cenas 
de teatro, narrativas e músicas.
4. As cores na cultu-
ra indígena 
(crianças de zero a 1 
ano e 6 meses)
Traços, sons, cores 
e formas
EI01TS02 – Traçar marcas gráficas, em diferentes suportes, 
usando instrumentos riscantes e tintas.
Espaços, tempos, 
quantidades, 
relações e 
transformações
EI01ET03 – Explorar o ambiente pela ação e observação, 
manipulando, experimentando e fazendo descobertas.
4. As cores na cultu-
ra indígena 
 
(crianças de 1 ano 
e 7 meses a 3 anos 
e 11 meses)
Traços, sons, cores 
e formas
EI02TS02 – Utilizar diferentes materiais, suportes e 
procedimentos para grafar, explorando cores, texturas, 
superfícies, planos, formas e volumes.
5. Açaí e cupuaçu: 
sabor de quero 
mais 
 
(crianças de zero a 
1 ano e 6 meses)
O eu, o outro e o 
nós
EI01EO03 – Interagir com crianças da mesma faixa etária e 
adultos ao explorar materiais, objetos, brinquedos.
5. Açaí e cupuaçu: 
sabor de quero 
mais 
 
(crianças de 1 ano 
e 7 meses a 3 anos 
e 11 meses)
O eu, o outro e o 
nós
EI02EO03 – Compartilhar os objetos e os espaços com crianças da 
mesma faixa etária e adultos. 
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qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem 
ser indicadas, além de um link para a licença.
6. Os animais nas 
lendas: Boitatá e 
Uirapuru 
 
(crianças de zero a 
1 ano e 6 meses)
Oralidade e escrita
EI01OE04 – Reconhecer elementos das ilustrações de histórias, 
apontando-os, a pedido do adulto-leitor.
EI01OE07 – Conhecer e manipular materiais impressos e 
audiovisuais em diferentes portadores (livro, revista, gibi,jornal, 
cartaz, CD, tablet etc.).
EI01OE08 – Ter contato com diferentes gêneros textuais (poemas, 
fábulas, contos, receitas, quadrinhos, anúncios etc.).
Corpo, gestos e 
movimentos
EI01CG01 – Movimentar as partes do corpo para exprimir 
corporalmente emoções, necessidades e desejos.
EI01CG03 – Experimentar as possibilidades de seu corpo 
nas brincadeiras e interações em ambientes acolhedores e 
desafiantes.
EI01CG05 – Imitar gestos, sonoridades e movimentos de outras 
crianças, adultos e animais.
O eu, o outro e o 
nós
EI01EO03 – Interagir com crianças da mesma faixa etária e 
adultos ao explorar materiais, objetos, brinquedos.
Espaços, tempos, 
quantidades, 
relações e 
transformações
EI01ET03 – Explorar o ambiente pela ação e observação, 
manipulando, experimentando e fazendo descobertas.
EI01ET04 – Manipular, experimentar, arrumar e explorar o espaço 
por meio de experiências de deslocamentos de si e dos objetos.
6. Os animais nas 
lendas: Boitatá e 
Uirapuru 
 
(crianças de 1 ano 
e 7 meses a 3 anos 
e 11 meses)
Oralidade e escrita
EI02OE04 – Formular e responder perguntas sobre fatos da 
história narrada, identificando cenários, personagens e 
principais acontecimentos.
EI02OE08 – Ampliar o contato com diferentes gêneros textuais 
(parlendas, histórias de aventura, tirinhas, cartazes de sala, 
cardápios, notícias etc.).
Corpo, gestos e 
movimentos
EI02CG02 – Explorar formas de deslocamento no espaço (pular, 
saltar, dançar), combinando movimentos e seguindo orientações.
EI02CG05 – Deslocar seu corpo no espaço, orientando-se por 
noções como em frente, atrás, no alto, embaixo, dentro, fora etc.
O eu, o outro e o 
nós
EI02EO03 – Compartilhar os objetos e os espaços com crianças da 
mesma faixa etária e adultos.
Espaços, tempos, 
quantidades, 
relações e 
transformações
EI02ET03 – Compartilhar, com outras crianças, situações de 
cuidado de plantas e animais nos espaços da instituição e fora 
dela.
EI02ET04 – Identificar relações espaciais (dentro e fora, em cima, 
embaixo, acima, abaixo, entre e do lado) e temporais (antes, 
durante e depois).
7. Dois festivais, 
dois bois e muitas 
toadas 
 
(crianças de zero a 
1 ano e 6 meses)
Corpo, gestos e 
movimentos
EI01CG01 – Movimentar as partes do corpo para exprimir 
corporalmente emoções, necessidades e desejos.
EI01CG05 – Imitar gestos, sonoridades e movimentos de outras 
crianças, adultos e animais.
Oralidade e escrita
EI01OE07 – Conhecer e manipular materiais impressos e 
audiovisuais em diferentes portadores (livro, revista, gibi, jornal, 
cartaz, CD, tablet etc.).
EI01OE08 – Ter contato com diferentes gêneros textuais (poemas, 
fábulas, contos, receitas, quadrinhos, anúncios etc.).
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qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem 
ser indicadas, além de um link para a licença.
7. Dois festivais, 
dois bois e muitas 
toadas 
 
(crianças de 1 ano 
e 7 meses a 3 anos 
e 11 meses)
Corpo, gestos e 
movimentos
EI02CG02 – Explorar formas de deslocamento no espaço (pular, 
saltar, dançar), combinando movimentos e seguindo orientações.
EI02CG05 – Deslocar seu corpo no espaço, orientando-se por 
noções como em frente, atrás, no alto, embaixo, dentro, fora etc.
Oralidade e escrita
EI02OE08 – Ampliar o contato com diferentes gêneros textuais 
(parlendas, histórias de aventura, tirinhas, cartazes de sala, 
cardápios, notícias etc.).
8. Marabaixo: uma 
festa popular 
 
(crianças de zero a 
1 ano e 6 meses)
Traços, sons, cores 
e formas
EI01TS01 – Explorar sons produzidos com o próprio corpo e com 
objetos do ambiente.
Espaços, tempos, 
quantidades, 
relações e 
transformações
EI01ET03 – Explorar o ambiente pela ação e observação, 
manipulando, experimentando e fazendo descobertas.
8. Marabaixo: uma 
festa popular 
 
(crianças de 1 ano 
e 7 meses a 3 anos 
e 11 meses)
Traços, sons, cores 
e formas
EI02TS01 – Criar sons com materiais, objetos e instrumentos 
musicais, para acompanhar diversos ritmos de música.
EI02TS03 – Expressar-se por meio de linguagens como a do 
desenho, da música, do movimento corporal, do teatro.
EI02TS05 – Imitar e criar movimentos próprios, em danças, cenas 
de teatro, narrativas e músicas.
9. Jabuti-bumbá e 
Manpiguari 
 
(crianças de zero a 
1 ano e 6 meses)
Traços, sons, cores 
e formas
EI01TS05 – Imitar gestos, movimentos, sons, palavras de outras 
crianças e adultos, animais, objetos e fenômenos da natureza.
Oralidade e escrita EI01OE08 – Ter contato com diferentes gêneros textuais (poemas, fábulas, contos, receitas, quadrinhos, anúncios etc.).
9. Jabuti-bumbá e 
Manpiguari 
 
(crianças de 1 ano 
e 7 meses a 3 anos 
e 11 meses)
Traços, sons, cores 
e formas
EI02TS05 – Imitar e criar movimentos próprios, em danças, cenas 
de teatro, narrativas e músicas.
Oralidade e escrita
EI02OE08 – Ampliar o contato com diferentes gêneros textuais 
(parlendas, histórias de aventura, tirinhas, cartazes de sala, 
cardápios, notícias etc.).
10. Cultura ribeiri-
nha 
 
(crianças de zero 
a 1 ano e 6 me-
ses)
Traços, sons, cores 
e formas
EI01TS02 – Traçar marcas gráficas, em diferentes suportes, 
usando instrumentos riscantes e tintas.
EI01TS03 – Utilizar materiais variados com possibilidades 
de manipulação (argila, massa de modelar), criando objetos 
tridimensionais.
10. Cultura ribeiri-
nha 
 
(crianças de 1 
ano e 7 meses a 3 
anos e 11 meses)
Traços, sons, cores 
e formas
EI02TS02 – Utilizar diferentes materiais, suportes e 
procedimentos para grafar, explorando cores, texturas, 
superfícies, planos, formas e volumes.
EI02TS03 – Expressar-se por meio de linguagens como a do 
desenho, da música, do movimento corporal, do teatro.
Espaços, tempos, 
quantidades, 
relações e 
transformações
EI03ET02 – Observar e descrever mudanças em diferentes 
materiais, resultantes de ações sobre eles, em experimentos 
envolvendo fenômenos naturais e artificiais.
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ser indicadas, além de um link para a licença.
Bloco 3. Elementos da cultura regional – Nordeste
Elemento 1. Barro: matéria-prima em Tracunhaém
Em uma faixa estreita, conhecida como Zona da Mata de Pernambuco, fica Tracunhaém, terra 
dos mestres Nuca e Zezinho.
Conversando sobre...
Para atender a uma encomenda de um antiquário do Recife, Manoel Borges da Silva, o Mestre 
Nuca, esculpiu em barro um leão com uma grande juba, sentado em posição de guardião. Não se 
sabe ao certo se essas características do leão foram especificadas na encomenda ou se foi uma opção 
do artesão, mas essa figura se tornou característica de sua obra.
A marca do leão é a juba, item que recebeu de Mestre Nuca grande atenção. Ele criou um con-
traste harmonioso entre o tratamento dado à superfície do corpo do animal – um acabamento liso – e 
a juba, representada com pelos encaracolados.
A ausência de pintura, esmalte ou coloração é também marca da obra do mestre. As peças tra-
balhadas por ele em barro de Cupiçura, Paraíba, eram queimadas em forno a lenha e conservadas 
na cor crua do barro. Após sua morte, em fevereiro de 2014, seus filhos deram continuidade a seu 
trabalho.
Outro artista, José Joaquim da Silva, o Mestre Zezinho de Tracunhaém, iniciou o trabalho em 
barro quando tinha cerca de 20 anos, modelando figuras que retratavam personagens do seu coti-
diano.
Aos poucos se especializou na arte santeira (arte de esculpir imagens de santos), chegando a 
confeccionar imagens de até 2 metros de altura. Em seu estilo, destaca-se a representaçãodo movi-
mento nas vestes e os elementos e traços da temática franciscana: as figuras têm dedos alongados e 
faces serenas e delicadas.
A cidade de Tracunhaém faz parte da Rota do Barro, em Pernambuco, e tem centros de artesa-
nato e muitos ateliês.
Inspirações para ampliar
Dominar uma matéria-prima é um processo longo na carreira do artista. Envolve pesquisa, tes-
tes e muitos erros e acertos.
Que tal mostrar a argila, explicar como ela é feita e deixá-la acessível às crianças?
Pode ser que elas já conheçam a argila e que a turma já tenha feito trabalhos com ela, mas este 
será um momento de maior aproximação e familiarização com o material. Em um primeiro contato, 
proponha às crianças que espremam, amassem, enrolem, achatem, moldem, façam bolinhas com ela 
etc. Dessa maneira, elas perceberão a textura, a resistência, a flexibilidade e outras possibilidades da 
argila.
Deixe que manuseiem livremente a argila. Dê tempo para que cada uma, no seu ritmo, se apro-
xime do material. Repita a experiência várias vezes. Observe e registre os interesses e as dificuldades 
encontradas pelas crianças e acompanhe as pesquisas delas intervindo e questionando, se necessá-
rio, para auxiliá-las na busca de soluções e aprendizagens.
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ser indicadas, além de um link para a licença.
Veja a seguir sugestões de como lidar com algumas situações comuns no trabalho com argila.
•	A argila começa a secar: a argila perde água com o calor das mãos; se isso acontecer, basta ume-
decê-la aos poucos e amassá-la novamente.
•	Há pequenas pedrinhas na argila: se o material tiver areia, a peça pode rachar depois de seca. O 
mesmo pode acontecer se tiver bolhas de ar. Para evitar isso, é necessário amassá-la bem e retirar 
todas as pedrinhas. Faça isso antes de disponibilizá-la para as crianças.
•	A argila está muito molhada: agregue mais argila para dar consistência. Seque o excesso de água 
com um pano ou papel-toalha.
•	As bolinhas entortam e achatam, as cobrinhas se quebram: isso pode ocorrer por causa do exces-
so de força empregado com as mãos e faz parte do modo de fazer das crianças. Explique a elas 
que devem trabalhar com calma.
Quanto menor a criança, maior a quantidade de material necessária para o manuseio. Um quilo 
de argila pode ser dividido por até três crianças de 2 a 3 anos e é uma boa quantidade para que a 
pesquisa seja interessante.
É possível que os menores experimentem espremer o barro nas mãos repetidas vezes para per-
cebê-lo saindo pelos espaços entre os dedos. Alguns podem “pintar” os braços e as pernas com a 
argila, outros podem sentir-se constrangidos em sujar as mãos. Contudo, o manuseio da argila certa-
mente proporcionará ricas experiências sensoriais a todos, com muitas possibilidades de dar forma 
aos desejos, imaginários ou não.
O trabalho com argila não se encerra em apenas uma atividade. A cada oportunidade de contato 
com esse material, as crianças complementam aprendizagens anteriores e ampliam os conhecimen-
tos adquiridos com as novas experimentações. Para outras experiências, ofereça palitos, forminhas e 
faquinhas de plástico para ajudar a moldar e cortar a argila.
As crianças menores, em geral, não se preocupam com o produto do trabalho, podem até mes-
mo jogá-lo fora depois da brincadeira. É possível que os maiores, após o tempo de experimentações, 
busquem produzir algum objeto em particular e desejem conservá-lo. Lembre-se de que as peças de 
argila, depois de secas, ficam mais frágeis; se não forem queimadas, não podem ser molhadas.
Visitando
Museu do Barro de Caruaru
Importante museu de Pernambuco, é um dos mais visitados do estado por reunir coleções dos 
principais polos de cerâmica popular da região. Destaca-se por divulgar e preservar a cultura dos 
artesãos da região. Conta com um acervo com cerca de 2 300 peças, entre cerâmica utilitária, decora-
tiva, figurativa e ex-votos.
Localização: Praça Cel. José de Vasconcelos, 100, Centro, Caruaru, PE.
Site: <www.cultura.pe.gov.br/pagina/espacosculturais/museu-do-barro-de-caruaru-mubac>.
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Elemento 2. Frevo e capoeira: o corpo em movimento
As ruas são um grande palco para as manifestações populares. Algumas expressões culturais 
nasceram na rua, outras conquistaram as ruas como espaço de brincar.
Conversando sobre...
Ritmo acelerado... Sensação de pés pisando em água fervendo!
O frevo é uma dança brasileira criada no final do século XIX. Os passos da dança foram inspi-
rados pelo maxixe, dança popular no Rio de Janeiro, e pelos saltos, agachamentos e agilidade dos 
movimentos da capoeira. As músicas receberam grande influência das marchas de bandas militares 
e seus metais. O frevo é dançado ao som de trombones, pandeiros e saxofones.
Passarinho/Prefeitura de Olinda/Flickr.com
Passistas de frevo em frente ao Mosteiro de São Bento no aniversário de 474 anos de Olinda, PE.
O vestuário do frevo permite que os passistas executem os movimentos da dança com agilidade. 
Geralmente os rapazes usam camiseta curta (justa ou amarrada na altura da cintura), calça feita de 
algodão, com comprimento na altura dos joelhos e colada ao corpo. As moças usam shorts ou minis-
saias. As cores vivas predominam em todas as peças.
A sombrinha colorida é um detalhe especial que marca o frevo. A origem de seu uso na dança 
é atribuída à influência da capoeira, pois os capoeiristas usavam guarda-chuvas fechados para se 
defender em uma época em que as rodas de capoeira eram proibidas. Já os dançarinos de frevo usam 
a sombrinha como adereço para manter o equilíbrio em seus passos ousados.
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Conversando sobre...
Quem vem lá sou eu,
Quem vem lá sou eu,
Berimbau mais eu,
Capoeira sou eu.
Cantiga de capoeira de domínio público.
André Aguiar
“As origens da capoeira remetem basicamente a três mitos fundadores: a capoeira nasceu na África 
Central e foi trazida intacta por africanos escravizados; a capoeira é criação de escravos quilombolas no 
Brasil; a capoeira é criação dos índios, daí a origem do vocábulo que nomeia o jogo”.
Roda de capoeira e ofício dos mestres de capoeira. Brasília: Iphan, 2014. Disponível em: 
<http://portal.iphan.gov.br/uploads/publicacao/DossieCapoeiraWeb.pdf>. Acesso em: jan. 2018.
A capoeira tornou-se símbolo de movimentos de resistência de afrodescendentes no Brasil. No 
período do Império e no início da República sua prática foi proibida e sofreu violenta repressão.
A perseguição aos capoeiristas diminuiu a partir do início do século XX. A roda de capoeira 
transformou-se em um elemento marcante da cultura brasileira e, em 2014, foi inscrita na Lista Re-
presentativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade da Unesco.
Os movimentos da capoeira são arte, luta, jogo e dança. A ginga, seu movimento-base, está liga-
da ao balanço do corpo. É um movimento repetitivo em que se coloca a mão direita para frente e a 
perna direita para trás; em seguida se faz o mesmo com o lado esquerdo do corpo, sincronizando o 
movimento com o ritmo damúsica e das palmas.
Pandeiros, agogôs e atabaques acompanham o som do berimbau, instrumento singular com-
posto por um arco de madeira retesado por um fio de arame, com uma meia cabaça presa na parte 
inferior, que funciona como caixa de ressonância.
Alper Çugun/Flickr.com
Roda de capoeira.
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Inspirações para ampliar
Corpo e movimento. Movimentar-se é condição de aprendizagem da criança pequena: ela apren-
de por meio de sua ação. Assim, unir música e movimento gera excelentes propostas de atividades. 
Ao brincar, jogar, imitar e criar ritmos e movimentos, as crianças também se apropriam do repertório 
da cultura corporal na qual estão inseridas. 
À medida que cresce, a criança adquire maior controle sobre a própria ação. Em diferentes cultu-
ras é grande o número de jogos e brincadeiras que envolvem a reprodução de complexas sequências 
motoras, propiciando conquistas no plano da coordenação e da precisão dos movimentos, o que 
resulta em diversas maneiras de andar, correr, arremessar, saltar etc. Você pode propor às crianças 
atividades que explorem e ampliem as possibilidades de gestos e ritmos corporais para que se ex-
pressem em brincadeiras e demais situações de interação.
Para enriquecer o repertório de movimentos dos pequenos, que tal apresentar gêneros, estilos e 
ritmos variados, internacionais e nacionais, e acompanhar a criação, por eles, de diferentes gestos, 
posturas e expressões corporais? Ao ter contato com a música, as crianças revelam a intencionalidade 
de sua ação na medida em que o corpo traduz em movimento os diferentes sons que elas percebem.
É importante que as crianças escutem também músicas apenas instrumentais, sem letra. Isso 
ampliará o contato delas com a musicalidade, o ritmo e a melodia.
Como as crianças reagirão ao frevo?
E ao som do berimbau?
Que movimentos surgirão quando elas ouvirem uma música instrumental?
Quais canções do repertório infantil as crianças conhecem?
Qual é o ritmo mais tocado nas rádios ou em outras mídias a que as crianças têm acesso?
Visitando
Paço do Frevo
Espaço criado para a pesquisa, difusão e formação em dança e música do frevo com a intenção 
de expandir sua prática para futuras gerações. O local conta com uma programação intensa e diária 
de apresentações musicais com a presença de convidados, além de oferecer cursos regulares volta-
dos ao conhecimento e à prática do frevo.
Localização: Praça do Arsenal da Marinha, s.n., Bairro do Recife, Recife, PE.
Site: <www.pacodofrevo.org.br>.
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Elemento 3. Cordéis e repentistas
Jean Marconi/Flickr.com
Literatura de cordel.
O que é literatura de cordel?
É poesia popular?
São histórias contadas em versos rimados?
É feita para ler, para cantar, declamar ao ar livre?
Conversando sobre...
Gênero literário popular, a literatura de cordel foi trazida ao Brasil pelos europeus. O nome 
“cordel” tem origem na forma em que os livretos eram (e ainda são) expostos nas feiras e mercados 
populares, presos em cordões ou barbantes. 
Antes do surgimento de meios de comunicação no Brasil como o rádio, o cordel assumiu na 
Região Nordeste a importante função social de informar e divertir os leitores. Impressas em papel 
comum, de baixo custo, na forma de folhetos, as narrativas em versos são escritas com linguagem 
informal e humor. 
São representados tradicionalmente temas populares, relacionados ao folclore brasileiro, a te-
mas religiosos, a aspectos da realidade social, a acontecimentos históricos e políticos e histórias de 
personagens afamados na região, como Virgulino Ferreira da Silva, o temido Lampião.
A arte dos poetas populares de narrar em versos uniu-se à dos gravuristas que, usando a técnica 
da xilogravura (gravura feita com madeira entalhada como matriz), ilustram de forma característica 
as capas dos folhetos com representações de elementos da história a ser contada.
Xilogravuristas como José Francisco Borges, conhecido como J. Borges, de Bezerros, PE, torna-
ram-se reconhecidos por seu trabalho e extrapolaram sua arte para além dos livretos de cordel.
Inspirações para ampliar
Que tal convidar as crianças a fazer uma gravura?
No lugar da madeira para o entalhe da matriz, sugerimos usar bandejas de isopor. As crianças 
devem traçar em uma bandeja o desenho a ser gravado no papel.
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ser indicadas, além de um link para a licença.
É necessário uma bandeja para cada criança, por isso, peça aos familiares que lhe ajudem a cole-
tá-las. Podem ser as usadas nos supermercados para acondicionar alimentos. Caso a bandeja tenha 
abas ou laterais altas, recorte-as para usar somente a parte plana.
Inicie o trabalho fazendo uma atividade de desenho com as crianças. Escolha com elas um dese-
nho de traços simples para ser transformado em gravura. Inspiradas nele, elas desenharão na placa 
de isopor forçando o lápis para vincá-la, criando sulcos. A impressão será em uma folha de papel 
sulfite. Você pode também usar folhas de papel de diferentes texturas, cores e tamanhos.
Com um rolo de pintura pequeno, pinte a chapa de isopor desenhada cobrindo bem toda a su-
perfície. Não aplique uma quantidade excessiva de tinta para que os sulcos dos desenhos não sejam 
preenchidos.
Vire o isopor na folha de papel e faça pressão sobre a placa. Você pode usar um objeto pesado 
ou uma colher de pau, por exemplo, para ajudar a transferir o desenho. Retire o isopor com cuidado 
para não borrar. Espere secar e estará pronto!
Observe se as crianças perceberam que o desenho fica invertido no papel. Essa constatação pode 
levar a outros trabalhos e pesquisas.
Boas gravuras!
Conversando sobre...
Os repentistas do Nordeste viajam de cidade em cidade para se apresentar. Artistas itinerantes, 
os cantadores vão de comunidade em comunidade para cantar seus versos improvisados, acom-
panhados de suas violas. Apresentam-se geralmente em duplas em ruas, praças, feiras públicas e 
eventos.
Em improvisações rimadas que exigem agilidade de pensamento, os cantadores desafiam-se 
partindo de temas que podem ser sugeridos pela plateia. Um provoca o outro com deboches e desa-
fios, respondidos de forma bem-humorada, provocadora e divertida.
Inspirações para ampliar
Quando cantamos ou recitamos cantigas de roda, parlendas, poemas, trava-línguas e quadri-
nhas, brincamos com a língua de forma lúdica e prazerosa.
Há encantamento e magia nas parlendas e cantigas infantis e as crianças gostam de brincar com 
o ritmo e a sonoridade das palavras. Pela poesia elas são convidadas a descobrir, além da musicali-
dade, as imagens mentais que são criadas pelo fazer poético.
Uma atividade relacionada tanto ao cordel quanto ao repente e que pode ser proposta para as 
crianças baseia-se em rimas e poemas.
As crianças estão sempre brincando com a língua que estão aprendendo a usar. Amplie com elas 
a noção de rima usando cantigas e parlendas. 
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ser indicadas, além de um link para a licença.
Camila de Godoy
Uni, duni, tê
Salame, minguê
Um sorvete colorê
O escolhido foi você.
Cantiga.
Bons cordéis, boas cantigas!
Visitando
Museu Théo Brandão de Antropologia e Folclore
O museu apresenta exposições de curta e longa duração preservando em seu acervo fotografias, 
folhetos de cordel e livros, além de arquivo audiovisual e documental com discos, filmes super-8 e 
16 mm, fitas de vídeo, slides e fitas cassete de antigas manifestações da cultura popular.
Localização: Av. da Paz, 1 490, centro, Maceió, AL.
Site: <www.mtb.ufal.br/inicial>.
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Elemento 4. Passarai: brincadeira típica há gerações
Ao brincar, as crianças expressam suas vontades, exercitam a tomada de decisão e ampliam suas 
habilidades sociais, afetivas, cognitivas e motoras. Elas pesquisam, fazem escolhas, se encantam com 
as descobertas, buscam solução de problemas e empregam a criatividade. Este percurso contribui 
para o desenvolvimento do pensamento, da linguagem, da imaginação e da criatividade. As brinca-
deiras com música ampliam esses benefícios e, na Região Nordeste, a música está presente em todos 
os momentos.
Alberto di Stefano
Conversando sobre...
Brincar e cantar contribuem para a capacidade de concentração da criança e possibilita que ex-
perimente uma atividade rítmica. Desde bem pequenas, quando já conseguem entoar alguns sons, 
as crianças se divertem produzindo canções simples. A música amplia suas formas de expressão e 
interação. 
As atividades musicais possibilitam a interação das crianças com os adultos ou com outras crian-
ças e a exploração de gestos sonoros, como bater palmas, pernas, pés. À medida que as conquistas, 
a capacidade de correr, pular e se movimentar são ampliadas, a criança consegue acompanhar uma 
música com vários desses movimentos.
A brincadeira passarai, muito conhecida na Região Nordeste, especialmente na cidade de Bezer-
ros, Pernambuco, é um exemplo da união de música e movimentos. Em outras regiões ela é conhe-
cida como passa, passará ou passarás.
Você conhece essa brincadeira?
Que tal convidar as crianças a brincar com ela?
Inspirações para ampliar
Reúna as crianças no pátio da escola para fazer alguns acordos antes do começo da atividade. 
Inicie com a escolha de duas crianças (ou dois adultos, se houver essa possibilidade) para formar o 
túnel para as crianças passarem por baixo.
Peça a cada criança escolhida para ser o túnel que lhe diga baixinho, sem que as demais escutem, 
qual é a fruta de que mais gosta, por exemplo, uma diz que é banana, e a outra, laranja. Ressalte que 
elas não devem revelar aos demais as frutas que escolheram.
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De pé, uma diante da outra, de mãos dadas e braços erguidos, as duas crianças escolhidas for-
marão o túnel. As demais crianças, em fila, passam por baixo do túnel enquanto cantam juntos a 
música a seguir.
Passarai, passarai
Passarai, passarai 
Derradeiro de atrás 
Se não for o da frente 
Pode ser o de atrás 
Tenho um docinho pequenino 
Não posso mais demorar 
Demorar, demorou.
Cantiga.
Quando a música terminar, a dupla abaixa os braços e prende quem está passando naquele 
momento. Em seguida, uma das crianças do túnel pergunta baixinho à que está presa: Você prefere 
banana ou laranja?
A criança presa escolhe uma fruta e é revelado apenas para ela qual das duas crianças do túnel 
representa aquela fruta. A criança presa deve se posicionar, então, atrás da representante da fruta 
escolhida. 
Para as maiores, que compreendem a competição, ganha aquele que tiver mais pessoas atrás 
de si. 
Para as crianças menores, o desafio é não ser aprisionada pelo túnel. Essa brincadeira deve ser 
apresentada aos poucos para os menores, já que levam mais tempo para entender a divisão de gru-
pos e o resultado de “sair da brincadeira” para quem fica atrás de uma das crianças. Além disso, as 
crianças pequenas não gostam muito de esperar. Por isso, se necessário, faça a brincadeira de forma 
mais ágil, não esperando que cantem toda a música para abaixar o túnel. 
Visitando
Museu do Cais do Sertão
O museu tem várias atrações. Uma proposta interessante é a visitação do museu à noite, conhe-
cida como “Uma noite no museu”. Na exposição de longa duração, dentre as atrações, há o trabalho 
com música e programação especial nas férias voltada para o público infantil.
Localização: Av. Alfredo Lisboa, s.n., Bairro do Recife, Recife, PE.
Site: <www.caisdosertao.org.br/>.
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Museu do Brinquedo Popular
Abriga um acervo com cerca de 300 brinquedos e brincadeiras inventariados em mais de 60 mu-
nicípios norte-rio-grandenses. Entre os artefatos encontram-se muitos vestígios culturais da infân-
cia, como: brinquedos sonoros e musicais (gaita de talo de mamoeiro), bonecos e acessórios (camas 
de quenga de coco, soldadinhos de castanha de caju), representações de animais (curral de ossos), 
miniaturas de utensílios domésticos (móveis de caixas de fósforo), armas (arapuca, arco e flecha), 
transportes (barcos e jangadas, breque ou guidom, trem de lata de sardinha) e os mais diversos jogos 
(carrapeta, pião, peteca, biloca, futebol de botão) etc. O acervo possibilita a compreensão do uni-
verso infantil de diferentes gerações, com suas particularidades definidas pelos costumes, espaços 
físicos, cultura, folclore, memórias e realidades distintas.
Localização: Av. Rio Branco, 743, Cidade Alta, Natal, RN.
Site: <http://portal.ifrn.edu.br/antigos/natalcidadealta2/museu-do-brinquedo-popular>.
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Elemento 5. Orixás: Oxalá e Iemanjá
O candomblé é uma religião de origem africana que chegou ao Brasil com os escravos trazidos 
de diferentes partes do continente africano, pertencentes a diversas etnias. Sua prática, inicialmente, 
era exercida exclusivamente por escravos nas senzalas das fazendas. 
Uma das tradições do candomblé brasileiro é a Lavagem da Escadaria da Igreja de Nosso Senhor 
do Bonfim, em Salvador, na Bahia. É uma manifestação conhecida por fundir cultos do candomblé 
e do catolicismo.
Anderson Soares/Flickr.com
Lavagem do Bonfim. Salvador, BA, 2013.
Conversando sobre...
A lavagem do pátio e das escadarias da Igreja de Nosso Senhor do Bonfim é realizada na segun-
da quinta-feira do mês de janeiro, data significativa para a religião católica e para o candomblé.
No século XVIII, os escravoslavavam o interior e os arredores da igreja por ordem da irmanda-
de dos devotos leigos, como parte dos preparativos da Festa do Bonfim, a ser realizada no segundo 
domingo após o Dia de Reis, 6 de janeiro. 
Os escravos, adeptos do candomblé, com o passar dos anos passaram a identificar o Senhor do 
Bonfim com Oxalá, orixá associado à criação do mundo, passando a ressignificar a data da lavagem 
da escadaria da igreja.
A procissão religiosa que precede o rito de lavagem do adro e da escadaria da igreja se inicia 
com um cortejo que percorre 8 km, saindo da Igreja da Conceição da Praia em direção à Igreja do 
Bonfim. O cortejo é conduzido pelas baianas, mulheres vestidas com indumentária tradicional de 
terreiros de candomblé, que carregam moringas com água de cheiro e ramos de flores, e é seguido 
pelos participantes, a maioria vestidos de branco.
Em 2013, a Festa do Senhor do Bonfim foi reconhecida como Patrimônio Imaterial do Brasil pelo 
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
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Inspirações para ampliar
Muitas informações podem ser absorvidas no contato com as manifestações e festejos populares. 
Linguagens como a dança, a música, narrativas populares e dramatizações são parte do patrimônio 
cultural de cada grupo social.
Elas farão parte do calendário escolar?
A equipe pedagógica da escola deve pesquisar e avaliar quais manifestações culturais são inte-
ressantes para incluir nas comemorações do cotidiano escolar e planejar as ações a serem realizadas 
em cada data. Nessa avaliação devem ser considerados os espaços, os recursos e o tempo necessário 
para cada ação.
Essas escolhas exigem pensar em vários aspectos. Propomos algumas questões que podem dire-
cionar as discussões e decisões conjuntas.
•	Que comemorações serão contempladas em nossa escola? Carnaval, festas religiosas, Festas 
Juninas?
•	De que modo a comunidade escolar vê as comemorações fixas no calendário, como Dia das 
Mães e Dia dos Pais? E as famílias?
•	Quais são os objetivos das comemorações do Dia do Índio e do Dia Nacional de Zumbi e da 
Consciência Negra para a comunidade?
•	Que eventos significativos podem ir ao encontro das curiosidades e raízes de nossas crianças?
•	Haverá Mostra Cultural? Para todas as turmas? Para um grupo só? Em que momento do ano?
•	Haverá saídas para o teatro? Crianças de que idade devem participar? Que tipo de peça 
assistirão?
As maneiras de concretizar as comemorações podem prever interações com a comunidade do 
entorno da escola. 
A questão não se restringe apenas na elaboração de uma lista de datas comemorativas definidas 
somente pelo calendário já estabelecido de datas oficiais. É papel da escola fazer escolhas e criar mo-
mentos que garantam aproximações significativas com as heranças culturais das crianças.
A proposta é elaborar um calendário com base no que é reconhecido e que desperta sentimentos 
de identificação e pertencimento nas crianças, na equipe escolar e na comunidade, e que dialoga com 
o momento específico em que essa comunidade vive. Esse calendário deve ser aberto e flexível para 
incorporações de construções coletivas realizadas com as crianças durante o ano letivo.
Conversando sobre...
O nome Iemanjá deriva da expressão iorubá Yèyé omo ejá, que significa “mãe cujos filhos são pei-
xes”. No Brasil, Iemanjá é considerada a rainha das águas e mares, orixá que protege os pescadores 
e jangadeiros.
Em Rio Vermelho, Salvador, Bahia, em 1923, diante da escassez de peixes, pescadores oferece-
ram presentes para a “mãe das águas” com a esperança de ter fartura de peixes e mar tranquilo. 
Todos os anos, os devotos de Iemanjá entregam oferendas a ela nas praias brasileiras, em um gesto 
de gratidão.
Os presentes ofertados são colocados no mar e acredita-se que se o presente for encontrado de-
pois na beira da praia significa que a divindade não gostou da oferta; mas quando ele desaparece no 
mar, o presente foi aceito. 
Flores são as oferendas mais comuns nas diversas cidades litorâneas em que se pratica essa tra-
dição de entrega de oferendas. 
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Inspirações para ampliar
O que sentimos quando estamos agradecidos?
Como demonstramos esse sentimento para um amigo, por exemplo?
Estes são alguns dos conteúdos que podem ser abordados com as crianças.
Para saber o que as crianças pensam, que tal apresentar a elas essas questões em uma roda de conversa?
Levante e prepare previamente um relato de histórias e acontecimentos da turma. Narre situa-
ções nas quais as crianças possam identificar demonstrações de gratidão por outra criança, como au-
xílio para carregar a mochila, compartilhamento de materiais ou brinquedos em alguma atividade, 
convivência e amizade, companhia em momentos como refeições e de descanso.
Apresente modos de oferendas em diferentes culturas em diversas situações, como presentear 
pessoas no aniversário, trocar cartões de felicitações, oferendas de cunho ritual e religioso de grupos 
da comunidade etc.
Procure organizar e registrar os conteúdos trabalhados, os percursos e as aprendizagens em 
painéis na sala de aula. 
Que tal promover entre as crianças uma troca de cartões de agradecimento confeccionados por elas?
Cuide para que todas recebam um cartão.
Visitando
Museu Afro-Brasileiro (Mafro)
Preserva um acervo de mais de 1 100 peças da cultura material africana e afro-brasileira contri-
buindo ativamente para a divulgação e preservação dessas matrizes culturais.
Localização: Logradouro Largo Terreiro de Jesus, s.n. – Antiga Faculdade de Medicina, Pelouri-
nho, Salvador, BA.
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Elemento 6. Arte rupestre: pinturas e gravuras
Existem sítios arqueológicos em alguns estados brasileiros. Neles foram encontrados registros e 
vestígios do cotidiano de grupos humanos que viveram há milhares de anos. Algumas das pinturas 
mais antigas, com mais de 12 mil anos de idade, estão no Parque Nacional da Serra da Capivara, no 
Piauí.
Diego Rego Monteiro/wikimedia.org
Pintura rupestre no Parque Nacional da Serra da Capivara. Piauí, 2013.
Conversando sobre...
As pinturas feitas nas rochas pelos primeiros grupos humanos são chamadas pinturas rupestres. 
Já os registros em que o desenho foi gravado com um sulco na pedra são chamados de gravuras 
rupestres.
As pinturas eram feitas com materiais naturais como carvão, pedras, pó de origem mineral e 
sangue de animais. Representam principalmente seres humanos e animais em cenas do cotidiano, 
como caça, dança, cenas de fertilidade e objetos domésticos. 
Na arte rupestre brasileira, as pinturas e gravuras que expressam cenas mais detalhadas são 
conhecidas por Tradição Nordeste. As mais simples, com figuras geralmente paradas, com poucos 
detalhes, são conhecidas por Tradição Agreste.
Nos sítios arqueológicos do Parque Nacional da Serra da Capivara foram encontrados, além 
das pinturas rupestres, outros vestígios, como ferramentas de pedra lascada, esqueletos e urnas 
funerárias.175
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Conversando sobre...
Claudio JJ/wikimedia.org
Inscrição rupestre entalhada na Pedra do Ingá. Ingá, Paraíba, 2013.
Uma pedra com desenhos gravados em sulco, com 24 m de comprimento e 3,8 m de altura, re-
vela a presença de outro grupo pré-histórico. 
Para alguns historiadores e arqueólogos, entre 2 000 e 5 000 anos atrás, à margem do Riacho Ba-
camarte, em Ingá, na Paraíba, existiu uma civilização, identificada pelos indígenas como itacoatiara 
– em tupi ita (pedra) e kûatiara (riscada ou pintada).
Não se tem muitos vestígios dessa época por causa da escassez de ações de preservação na re-
gião e falta de preservação ao longo da história. Pesquisadores acreditam, pela análise da dimensão 
dos sulcos na pedra, que as gravuras tenham sido produzidas com seixos do rio e as figuras retratem 
conceitos simbólico-religiosos, até hoje não contextualizados.
Inspirações para ampliar
Riscos e rabiscos encantam as crianças que começam a desenhar e percebem o resultado de 
seus movimentos. Oferecer oportunidades frequentes para que elas se familiarizem com os diversos 
materiais e suportes é condição para que elas possam pesquisar, descobrir e criar. A inclusão de ma-
teriais típicos das diferentes regiões brasileiras é uma maneira de valorizar e introduzir referenciais 
culturais regionais.
Que tal convidar as crianças para fazer um painel?
Para que a atividade ocorra sem contratempos, combine com as famílias o envio de uma cami-
seta para as atividades de pintura. 
Como suporte, estique na parede um grande tecido, de mais ou menos 3 metros de comprimen-
to, dependendo do tamanho da turma. Escolha um tecido que absorva a água com facilidade.
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ser indicadas, além de um link para a licença.
Anilina comestível ou pó de suco de cores bem fortes podem ser usados como pigmentos.
Também devem ser providenciados borrifadores de água (um para cada criança). Esse item é 
facilmente encontrado em lojas de jardinagem ou de utilidades domésticas. Certifique-se, antecipa-
damente, de que as crianças saibam manusear o borrifador. Se necessário, introduza a atividade de 
borrifar água na horta ou no jardim para treino dos movimentos e contato inicial com o instrumento. 
Prepare a tinta misturando os pigmentos à água e encha os borrifadores com diferentes cores. 
Disponha-os de maneira que elas possam escolher que cor usar.
É importante que a atividade seja feita em uma área externa ou que possa ser lavada após o 
término dela.
Reserve um tempo adequado, já que a atividade, além de divertida, pode despertar grande in-
teresse e a curiosidade dos pequenos.
Criem um grande painel de cores!
Visitando
Museu do Homem do Nordeste (MUHNE)
Resgata e preserva acervos referentes à pluralidade das culturas negra, indígena e branca, desde 
nossas origens até os diferentes desdobramentos e as misturas que formam a cultura brasileira atual. 
No acervo há desde objetos provenientes das casas das famílias dos senhores de engenho, até objetos 
simples, de uso cotidiano das famílias pobres, além de coleções de arte popular, brinquedos, peças 
de vestuário e instrumentos de festas populares, objetos indígenas etc.
Localização: Av. Dezessete de Agosto, 2187, Casa Forte, Recife, PE.
Site: <www.fundaj.gov.br/index.php?option=com_content&id=250&Itemid=238>.
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Elemento 7. Os bonecos e suas expressões
No texto de abertura da publicação Prêmio Teatro de Bonecos Popular do Nordeste: Mamulengo, Ba-
bau, João Redondo e Cassimiro Coco, publicado em 2016, o jornalista, poeta e fotógrafo Vanderlei Cata-
lão, diz: “Os bonequeiros quando abrem sua mala alertam: ‘pronto, agora, acordaram o brinquedo’”.
As palavras do jornalista expressam o sentimento dos bonequeiros ao iniciar o manuseio de seus 
mamulengos.
Passarinho/Pref. Olinda/Flickr.com
Teatro de bonecos popular do Brasil. Na imagem, fantoches 
típicos no Museu do Mamulengo. Olinda, PE.
Conversando sobre...
No Nordeste, os bonecos com estrutura de fantoche ou marionetes são chamados de mamulen-
gos. Acredita-se que esse nome foi dado pela característica da manipulação hábil dos bonecos, para 
que cada um ganhe vida e tenha jeito único, uma identidade. Alguns historiadores dizem que, para 
esse manejo, os bonequeiros precisam ter a “mão molenga”. O nome mamulengo fez com que os 
bonequeiros dessa região fossem chamados de mamulengueiros.
Como em outras manifestações de arte popular, os mamulengos encenam o dia a dia das comu-
nidades locais, o que desperta a identificação do público com os personagens e as histórias repre-
sentadas. O teatro de bonecos mamulengos baseia-se na improvisação livre do mamulengueiro, que, 
apesar de muitas vezes ter um roteiro, cria diálogos inesperados e interações com o público.
Existem diversas formas de manipular um boneco. Os fantoches são conhecidos como bonecos 
de luva, encaixados nas mãos do bonequeiro que, com os dedos movimenta a cabeça e os braços do 
boneco. As marionetes são bonecos de fios e seus movimentos são conduzidos por fios amarrados 
em seus membros e presos a um suporte manipulado pelo bonequeiro.
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Inspirações para ampliar
O que acontece quando uma criança tem um boneco em mãos?
Nasce uma história ou um faz de conta?
A criança dá vida aos bonecos em suas narrativas, ora emprestando a voz com diferentes ento-
nações, ora dando-lhes movimento ao criar posturas e expressões, ora dando-lhes aconchego. Elas 
brincam, como fazem os bonequeiros em suas histórias nos teatros de bonecos.
Como apresentar novos personagens para o convívio das crianças?
É possível construir novos personagens para as narrativas das crianças. Eles podem ser feitos 
com materiais diversos, como meias.
Para essa proposta você precisará de: 
•	um pé de meia para a construção do corpo do boneco;
•	dois botões ou canetinhas hidrográficas para fazer os olhos;
•	fios de lã para os cabelos;
•	linha de costura, agulha e tesoura.
Você pode propor esta atividade em um dia de oficina, com a participação dos familiares. 
Demonstre todos os passos de construção do boneco. Vista a meia em uma das mãos e com uma 
caneta marque a posição em que devem ficar os olhos e também os cabelos. Pregue os botões ou 
desenhe nos locais previamente marcados para os olhos e corte pedaços de lã para fazer os cabelos. 
Costure os fios de lã na cabeça do boneco e invente um penteado. Se quiser fazer a boca, coloque a 
ponta do calcanhar da meia no dedão e encaixe a meia na mão, em ângulo. Desse modo, ao abrir e 
fechar o dedão, o boneco “fala”. O boneco de meia estará pronto para entrar em cena. 
Com cada criança e seu personagem prontos,faça um grande círculo para apresentar ao resto da 
turma os novos personagens. Se eles forem “morar” na escola, planeje antes um “lugar/casa” para 
que fiquem acomodados e acessíveis.
Registre todo o processo e anote as falas das crianças. Elabore um portfólio ou um painel com 
registros da atividade e as conquistas reveladas no processo.
Lindos bonecos e lindas histórias!
Visitando
Museu do Mamulengo – Espaço Tiridá
Preserva aproximadamente 1 200 bonecos antigos e contemporâneos. Foi criado na década de 
1970 pelo Grupo Mamulengo Só-riso, com a aquisição de peças dos mestres mamulengueiros.
Localização: Rua São Bento, nº 344, Varadouro, Olinda, PE.
Site: <http://museudomamulengo.blogspot.com.br>.
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Elemento 8. Festas Juninas: uma festividade muito diversificada
As Festas Juninas são consideradas por muitos um evento tipicamente brasileiro, mas a origem 
de alguns elementos que as compõem está do outro lado do oceano.
A prática de festejar os santos católicos no mês de junho — São João, São Pedro e Santo Antônio 
— veio na bagagem cultural dos portugueses, no período do Brasil Colonial. A dança marcada, que 
deu origem às quadrilhas, é uma influência das danças de casais nos salões de baile franceses. Esse 
tipo de dança foi observada no Período Regencial (1831-1840), quando houve forte influência da 
Península Ibérica em nosso país.
Janine Moraes/MinC/Flickr.com
O evento que acontece na cidade de Campina Grande, na Paraíba, é considerado o maior 
São João do mundo, 2015.
Conversando sobre...
No calendário agrícola, o mês de junho é o período da colheita do milho. As comunidades rurais 
criaram uma grande variedade de pratos que utilizam milho. Esses pratos estão tradicionalmente 
presentes nas festividades juninas: pamonha, curau de milho, canjica, cuscuz, pipoca salgada e doce, 
bolo de milho e o tradicional milho cozido. 
Além dessas iguarias, outros alimentos muito comuns nessas festividades são amendoim, pi-
nhão, coco, batata-doce, arroz. Pratos como arroz-doce, broa, pé-de-moleque, bolo e cocada são al-
gumas das delícias feitas com eles.
Inspirações para ampliar
Em sua cidade são comemoradas as festas do mês de junho?
Como é a tradição local?
Quais são as danças e comidas típicas mais comuns?
Que lembranças e memórias você tem das festas de que participou?
Que tal proporcionar às crianças todo o processo de conhecer e elaborar receitas típicas de sua cidade?
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Pesquise, antecipadamente, as comidas juninas preferidas dos familiares das crianças. Peça a 
colaboração deles para ensiná-las e prepará-las com as crianças na creche. Planeje com os familiares 
quais serão os pratos e o tempo necessário para a preparação de cada receita. Pode ser necessário 
escalonar os dias de culinária para uma vez por semana, por exemplo, e assim prever com quanto 
tempo de antecedência o projeto deve ser iniciado.
Para dar certo é preciso muita atenção ao planejamento: ser bem detalhado com o levantamento 
dos materiais necessários, calcular o tempo disponível, organizar os espaços, listar as pessoas con-
vidadas com antecedência.
Quando maiores, as crianças podem lembrar-se dos cheiros, dos sons e das situações significati-
vas experimentadas. Essas memórias marcam e recuperam o que é importante para a infância.
Bons aromas e sabores!
Conversando sobre...
O ritmo, a encenação e as coreografias das quadrilhas se popularizaram e, com o tempo, foram 
agregadas a elas brincadeiras da cultura popular e que fazem parte do repertório infantil.
Apresentar esses elementos, adequando-os às possibilidades da turma, permite às crianças e aos 
familiares conviverem com uma festividade já tradicional.
As crianças pequenas não conseguem decorar e seguir todos os comandos de passos das quadrilhas? 
Convide-as a imitar os seus movimentos.
Como nas brincadeiras cantadas, a cada vez que a criança ouve e repete um movimento, ela 
passa a reconhecê-lo e a memorizá-lo. É possível que, para os menores, você precise adequar certos 
movimentos, tornando-os mais simples e acessíveis.
Inspirações para ampliar
Quais são as atividades culturais adotadas pela escola?
O que pertence ao patrimônio cultural da infância?
As brincadeiras são a resposta mais apropriada para estas questões. 
A criança estabelece vínculos com as pessoas e com o ambiente ao relacionar-se por meio de 
cantigas, cantos, acalantos, gestos, danças, filmes, jogos, brincadeiras, histórias e outras linguagens 
expressivas e lúdicas. Assim, ganha voz para se socializar, desenvolve a criatividade e seu potencial 
investigativo e amoroso com a vida.
Que tal propor uma quadrilha adaptada à sua turma?
Prepare uma atividade de quadrilha com a turma e com os familiares das crianças. Planeje tudo 
com antecedência envolvendo as famílias, esclareça qual será a música e a coreografia, para que seja 
uma festa com a participação de todos e não apenas uma apresentação das crianças. 
Para crianças pequenas, a sugestão é apresentar a música com antecedência para que a conhe-
çam previamente e ir introduzindo alguns movimentos que possam ser imitados por elas como 
balançar para um lado e outro, caminhar em fila, abaixar e levantar ou mudar de direção, de acordo 
com os comandos “caminho da roça”, “olha a cobra” e “olha a chuva”.
No dia da festa, faça um grande círculo com a participação de todos os familiares dançando com 
as crianças.
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qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem 
ser indicadas, além de um link para a licença.
Aproveite todas as oportunidades de festejos e comemorações tradicionais e enriqueça as pro-
postas com a participação das famílias. As experiências das crianças na escola são fundamentais 
para a construção da história e da identidade delas. Quando vividas de forma significativa e afetiva, 
deixam marcas no modo de ser e estar no mundo.
Inspirações para ampliar
Que criança não gosta de pipoca?
A pipoca faz parte das tradições das Festas Juninas e de muitos outros momentos: festas infantis, 
atividades de lazer com a família, como assistir juntos a filmes etc.
Que tal uma brincadeira que una movimentos corporais, música e pipoca?
Se a turma for de crianças pequenas, faça, antes da atividade, um “dia da pipoca”. Se possível, 
leve a turma à cozinha para elas escutarem o som da pipoca estourando na panela.
Agora vamos brincar?
A brincadeira imita o movimento da pipoca estourando na panela. Explique às crianças a brin-
cadeira: primeiros elas pularão para frente e para trás, depois para um lado e para o outro, imitando 
as pipocas saltando dentro da panela. Durante a brincadeira, devem cantar:
Uma pipoca estourando na panela
Outra pipoca começou a responder
E era um tal de po-poc poc poc
Que não dá pra entender
E era um tal de po-poc poc poc
E era um tal de po-poc poc poc
E era um tal de po-poc poc poc
Que não dá pra entender 
Cantiga popular. Ilustrações: Camila de Godoy
Bons saltos e muita pipoca!
Visitando
Museu de Arte Popular da Paraíba (MAPP)
Mantido pela Universidade Estadualda Paraíba (UEPB), destina-se a preservar e difundir as 
heranças da musicalidade, das artes manuais, da literatura de cordel, da xilogravura e da cantoria 
paraibana. É um centro de estudos e de documentação da cultura nordestina, especialmente a pa-
raibana.
Localização: Rua Doutor Severino Cruz, Centro, Campina Grande, PB.
Site: <http://museu.uepb.edu.br/mapp/>.
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Elemento 9. Carnaval: bonecos gigantes, afoxés e cabacinhas
O Carnaval é festejado de diversas maneiras no Brasil.
Na Região Nordeste, a cultura indígena está representada em brincadeiras como a dos cabocli-
nhos; a cultura africana nos maracatus, afoxés e no frevo; e a europeia nos desfiles oficiais com os 
blocos e os bonecos gigantes.
Jan Ribeiro/Prefeitura de Olinda/Flickr.com
Encontro de Bonecos Gigantes de Silvio Botelho. Olinda, PE, 2015.
Conversando sobre...
A construção de bonecos gigantes começou em Olinda, Pernambuco, em 1931, com O Homem 
da Meia-Noite. Contam que um homem, todas as noites seguia pela Rua do Bonsucesso à meia-noite. 
Ao fazer sempre o mesmo caminho, despertou o interesse das moças que também faziam o trajeto. 
Elas passaram a esperar, escondidas, atrás das janelas, para admirar o belo homem que atravessava 
a rua. Se essa história é verdadeira ou não, não importa. Mas essa história da oralidade virou uma 
brincadeira de Carnaval.
O primeiro boneco gigante a ser construído representava um homem bonito e elegante, de terno, 
gravata e chapéu. O personagem inicia a festa de Carnaval, na sexta-feira. Com o tempo, ganhou 
parceiros. Os bonecos gigantes são muitos e representam figuras de pessoas famosas como políticos, 
pessoas de destaque na comunidade local e no país.
Os bonecos sempre saem acompanhados por uma orquestra de metais. Eles chegam a medir 
3,5 m de altura e pesam, em média, 35 quilos.
Inspirações para ampliar
No repertório das brincadeiras infantis, a música tem um importante papel. Há formas de es-
timular e marcar momentos, como a descobertas das mãozinhas por um bebê, com cantigas como 
“Pisca, pisca estrelinha/que beleza você é”, acompanhada de movimentos de abrir e fechar as mãos. 
Aos poucos, os bebês associam a música ao movimento das mãos. Músicas e brincadeiras que traba-
lham o conhecimento de partes do corpo são bastante comuns no repertório infantil.
A cantiga acumulativa “Meu galo”, muito conhecida na Região Nordeste, especialmente na ci-
dade de Campina Grande, Paraíba, faz parte de uma variação desse tipo de brincadeira, em que 
elementos vão sendo adicionados à música. 
Você conhece essa cantiga?
Que tal convidar as crianças a brincar com ela?
183
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ser indicadas, além de um link para a licença.
Os participantes cantam a música a seguir, enquanto fazem o gesto representando a parte do 
corpo que o galo quebrou. Quando dizem “bico”, imitam um bico abrindo e fechando, usando as 
mãos. Quando cantam “asa”, mexem um braço. Quando cantam “outra asa”, mexem os dois braços. 
Quando cantam “pernas”, mexem com elas. No final, todos se abaixam e sentam no chão.
Meu galo
Meu galo quebrou o bico
Coitado, não pode bicar
Meu galo quebrou o bico
E não pode bicar
Meu galo quebrou a asa
Coitado, não pode voar
Meu galo quebrou o bico
Quebrou a asa
E não pode voar
Meu galo quebrou a outra asa
Coitado, não pode voar
Meu galo quebrou o bico,
Quebrou a asa
Quebrou a outra asa
E não pode voar
Meu galo quebrou a perna
Coitado, não pode ciscar
Meu galo quebrou o bico,
Quebrou a asa
Quebrou a outra asa
Quebrou a perna
E não pode ciscar
Meu galo quebrou a outra perna
Coitado, não pode andar
Meu galo quebrou o bico
Quebrou uma asa
Quebrou outra asa
Quebrou a perna
Quebrou a outra perna e...
Caiu no chão!
Cantiga popular.
Silvana Rando
Boas brincadeiras!
184
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Conversando sobre...
O Carnaval de Salvador nasceu da festividade portuguesa conhecida como entrudo. A comemo-
ração se estendia pelos três dias que precediam o início da Quaresma e era recheada de brincadeiras 
entre os participantes, como jogar água, farinha ou areia uns nos outros.
Uma festa que toma as ruas da cidade, o Carnaval de Salvador é repleto de manifestações como 
os afoxés, grupos de brincantes que desfilam ao som de músicas com letras em língua iorubá, rela-
cionadas às canções entoadas nos terreiros de candomblé. O ritmo dessas canções é composto por 
instrumentos de percussão, como atabaque, agogô, afoxé e xequerê.
Além da musicalidade ligada ao candomblé, os brincantes dos afoxés usam roupas nas cores 
que representam os orixás, remetendo às crenças e aos cultos afro-brasileiros. 
O afoxé Embaixada da África foi a primeira manifestação de afrodescendentes a desfilar pelas 
ruas da Bahia, em 1885. Hoje um dos principais afoxés da Bahia é o Filhos de Gandhy, criado em 
1949.
Inspirações para ampliar
Que brincadeiras acontecem no período do Carnaval em sua região?
As crianças da turma já participaram de comemorações do Carnaval?
O Carnaval tem manifestações e formas de brincar, de se organizar e se expressar que têm gran-
de participação e envolvimento popular.
Pesquise e organize uma brincadeira carnavalesca para apresentar à turma. Considere a faixa 
etária das crianças e tenha a preocupação de recolher, antecipadamente, impressões e sugestões de 
cada criança. Dessa forma, elas participarão ativamente da brincadeira.
Conversando sobre...
Uma forma de valorizar as características peculiares das diversas regiões brasileiras é procurar 
conhecer manifestações diferentes daquelas valorizadas pela mídia de massa.
Em Japaratuba, município próximo a Aracaju, capital de Sergipe, acontecem, no mês de janeiro, 
as Festas das Cabacinhas. Uma brincadeira tradicional que envolve crianças e jovens.
Como o título da festividade sugere, as cabacinhas, bolinhas de parafina recheadas com água, 
têm um lugar de destaque na comemoração. Utilizando uma cabaça pequenina como molde, cente-
nas de artesãos do município confeccionam as cabacinhas que são usadas no festejo. Para dar cor às 
cabacinhas, derretem giz de cera junto com a parafina.
Os brincantes jogam as cabacinhas em outros brincantes na rua, em uma grande folia! 
Cuidado, é banho de todo lado!
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Inspirações para ampliar
Que tal um banho de esguicho?
No calor do verão, nada mais divertido do que uma atividade ao ar livre e com água.
Peça às famílias que enviem roupa de banho para as crianças no dia dessa brincadeira.
Muita água e diversão!
Visitando
Museu da Gente Sergipana
Aberto em 2011, o Museu da Gente Sergipana é um espaço cultural voltado à interpretação de 
nossa identidade. Localizado no antigoAtheneuzinho, no Centro Histórico de Aracaju, é um centro 
cultural dinâmico e lúdico que, por sua interatividade, está em constante construção.
Localização: Avenida Ivo do Prado, 398, Centro, Aracaju, SE.
Site: <www.museudagentesergipana.com.br/>.
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Elemento 10. As bandas de pífano
As bandas de pífanos são uma manifestação artística do Sertão nordestino.
A tradicional Banda de Pífano de Caruaru nasceu no interior de Alagoas, no povoado Olho-
-d’água do Chicão, em 1924, com dois meninos.
Conversando sobre...
Janine Moraes/MinC/Flickr.com
Mestre confecciona um pífano, Caruaru, PE, 2017.
Janine Moraes/MinC/Flickr.com
Mestre toca pífano, Caruaru, PE, 2017.
Contam os historiadores que dois meninos, Sebastião e Benedito, com cinco e onze anos de ida-
de, filhos do agricultor Manoel Clarindo Biano, brincavam de obter sons com canudos feitos de talos 
de mamoeiro e pé de jerimum. Diante do interesse dos meninos e da qualidade do som obtido, o pai 
apoiou a brincadeira ajudando-os a fazer os instrumentos com um pedaço de taquara – planta com 
o caule oco –, com sete furos, um para o sopro e seis para os dedos, que todos chamavam de pife.
Nas bandas, que também contemplam outros instrumentos, é o pífano que conduz a música. Pe-
quena flauta transversal, de som agudo e intenso, tem som em tons diferentes que variam de acordo 
com o tamanho do instrumento. O formato criado para as crianças ainda se mantém. A confecção do 
instrumento e a arte de tocá-lo são tradições passadas de pai para filho.
187
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Conversando sobre...
Vitalino Pereira dos Santos, ceramista popular e músico, conhecido como Mestre Vitalino, repre-
sentou em peças de barro de tamanho pequeno o cotidiano das pessoas do Sertão e as tradicionais 
bandas de pífano, sua paixão musical. Outros temas recorrentes em suas obras eram as crenças po-
pulares e as figuras de cangaceiros, soldados e políticos.
Antes de utilizar cores industriais para pintar suas figuras, Mestre Vitalino utilizava as varia-
ções da cor do barro, do branco ao avermelhado. No final da vida, passou a adotar a cor da argila 
queimada.
Mestre Vitalino influenciou um grande número de artistas populares no bairro Alto do Moura, 
no município de Caruaru, Pernambuco. Suas peças se tornaram uma marca da cerâmica popular da 
cultura material da Região Nordeste.
Patrick/Wikimedia Commons
Entrada de Alto do Moura. Caruaru, PE, 2005.
Inspirações para ampliar
Que materiais são tão flexíveis como a argila e podem proporcionar experiências significativas para as 
crianças da turma?
As massinhas de modelar coloridas são conhecidas e fáceis de encontrar e as crianças adoram 
misturar as cores. O trabalho com elas estimula o tato, o olhar e a observação. É possível inventar 
novas formas, cores e combinações.
Outra possibilidade é fazer massa de modelar misturando farinha de trigo, água e pigmentos.
Muito utilizadas nas brincadeiras de comidinha, a massinha passa a ser um bolo, um sorvete, 
um carrinho, uma pessoa etc., o que logo faz acontecer uma festa, uma corrida, um convite para 
almoçar. 
Enriqueça as possibilidades de criação oferecendo forminhas, objetos para cortar ou furar, como 
facas e garfos de plástico etc.
Lembre-se de que é preciso respeitar o ritmo de cada criança no contato com o material e no 
processo de pesquisa.
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Visitando
Museu do Barro de Caruaru (Mubac)
Seu acervo é uma das principais coleções de cerâmica popular da Região Nordeste. O museu 
tem o objetivo de divulgar e preservar essa arte.
Localização: Praça Cel. José de Vasconcelos, 100, Centro, Caruaru, PE.
Site: <www.cultura.pe.gov.br/pagina/espacosculturais/museu-do-barro-de-caruaru-mubac>.
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ser indicadas, além de um link para a licença.
BLOCO 3. ELEMENTOS DA CULTURA REGIONAL – NORDESTE
Elementos
Campos de 
experiência
Principais objetivos de aprendizagem 
e desenvolvimento
1. Barro: matéria- 
-prima em 
Tracunhaém 
 
(crianças de zero a 
1 ano e 6 meses)
O eu, o outro e o 
nós
EI01EO03 – Interagir com crianças da mesma faixa etária e 
adultos ao explorar materiais, objetos, brinquedos.
Traços, sons, cores 
e formas
EI01TS03 – Utilizar materiais variados com possibilidades 
de manipulação (argila, massa de modelar), criando objetos 
tridimensionais.
1. Barro: matéria- 
-prima em 
Tracunhaém 
 
(crianças de 1 ano 
e 7 meses a 3 anos 
e 11 meses)
O eu, o outro e o 
nós
EI02EO03 – Compartilhar os objetos e os espaços com crianças da 
mesma faixa etária e adultos.
Traços, sons, cores 
e formas
EI02TS02 – Utilizar diferentes materiais, suportes e 
procedimentos para grafar, explorando cores, texturas, 
superfícies, planos, formas e volumes.
EI02TS03 – Expressar-se por meio de linguagens como a do 
desenho, da música, do movimento corporal, do teatro.
2. Frevo e capoeira: 
o corpo em 
movimento 
 
(crianças de zero a 
1 ano e 6 meses)
Corpo, gestos e 
movimentos
EI01CG01 – Movimentar as partes do corpo para exprimir 
corporalmente emoções, necessidades e desejos.
EI01CG02 – Ampliar suas possibilidades de movimento em 
espaços que possibilitem explorações diferenciadas.
EI01CG03 – Experimentar as possibilidades de seu corpo 
nas brincadeiras e interações em ambientes acolhedores e 
desafiantes.
EI01CG05 – Imitar gestos, sonoridades e movimentos de outras 
crianças, adultos e animais.
2. Frevo e capoeira: 
o corpo em 
movimento 
 
(crianças de 1 ano 
e 7 meses a 3 anos 
e 11 meses)
Corpo, gestos e 
movimentos
EI02CG01 – Apropriar-se de gestos e movimentos de sua cultura 
no cuidado de si e nos jogos e brincadeiras.
EI02CG02 – Explorar formas de deslocamento no espaço 
(pular, saltar, dançar), combinando movimentos e seguindo 
orientações.
EI02CG03 – Fazer uso de suas possibilidades corporais, ao se 
envolver em brincadeiras e atividades de diferentes naturezas.
EI02CG05 – Deslocar seu corpo no espaço, orientando-se por 
noções como em frente, atrás, no alto, embaixo, dentro, fora etc.
3. Cordéis e 
repentistas 
 
(crianças de zero a 
1 ano e 6 meses)
O eu, o outro e o 
nós
EI01EO03 – Interagir com crianças da mesma faixa etária e 
adultos ao explorar materiais, objetos, brinquedos.
Traços, sons, cores 
e formas
EI01TS02 – Traçar marcas gráficas, em diferentes suportes, 
usando instrumentos riscantes e tintas.
Oralidade e escrita
EI01OE03 – Demonstrar interesse ao ouvir histórias lidas ou 
contadas, observando ilustrações e os movimentos de leitura do 
adulto-leitor (modo de segurar o portador e de virar as páginas).
EI01OE08 – Ter contato com diferentes gêneros textuais (poemas, 
fábulas, contos, receitas, quadrinhos, anúnciosetc.).
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3. Cordéis e repen-
tistas 
 
(crianças de 1 ano 
e 7 meses a 3 anos 
e 11 meses)
O eu, o outro e o 
nós
EI02EO03 – Compartilhar os objetos e os espaços com crianças da 
mesma faixa etária e adultos.
Traços, sons, cores 
e formas
EI02TS02 – Utilizar diferentes materiais, suportes e 
procedimentos para grafar, explorando cores, texturas, 
superfícies, planos, formas e volumes.
EI02TS03 – Expressar-se por meio de linguagens como a do 
desenho, da música, do movimento corporal, do teatro.
Oralidade e escrita
EI02OE03 – Demonstrar interesse e atenção ao ouvir a leitura de 
histórias e outros textos, diferenciando escrita de ilustrações, e 
acompanhando, com orientação do adulto-leitor, a direção da 
leitura (de cima para baixo, da esquerda para a direita).
EI02OE08 – Ampliar o contato com diferentes gêneros textuais 
(parlendas, histórias de aventura, tirinhas, cartazes de sala, 
cardápios, notícias etc.).
4. Passarai: brinca-
deira típica há 
gerações 
 
(crianças de zero a 
1 ano e 6 meses)
O eu, o outro e o 
nós
EI01EO02 – Perceber as possibilidades e os limites de seu corpo 
nas brincadeiras e interações das quais participa.
EI01EO03 – Interagir com crianças da mesma faixa etária e 
adultos ao explorar materiais, objetos, brinquedos.
4. Passarai: brinca-
deira típica há 
gerações 
 
(crianças de 1 ano 
e 7 meses a 3 anos 
e 11 meses)
O eu, o outro e o 
nós
EI02EO02 – Demonstrar imagem positiva de si e confiança em sua 
capacidade para enfrentar dificuldades e desafios.
EI02EO03 – Compartilhar os objetos e os espaços com crianças da 
mesma faixa etária e adultos.
5. Orixás: Oxalá e 
Iemanjá 
 
(crianças de zero a 
1 ano e 6 meses)
O eu, o outro e o 
nós
EI01EO03 – Interagir com crianças da mesma faixa etária e 
adultos ao explorar materiais, objetos, brinquedos.
EI01EO06 – Construir formas de interação com outras crianças da 
mesma faixa etária e adultos, adaptando-se ao convívio social 
EI01EO07 – Demonstrar sentimentos de afeição pelas pessoas 
com as quais interage.
Traços, sons, cores 
e formas
EI01TS02 – Traçar marcas gráficas, em diferentes suportes, 
usando instrumentos riscantes e tintas.
5. Orixás: Oxalá e 
Iemanjá 
 
(crianças de 1 ano 
e 7 meses a 3 anos 
e 11 meses)
O eu, o outro e o 
nós
EI02EO03 – Compartilhar os objetos e os espaços com crianças da 
mesma faixa etária e adultos.
EI02EO06 – Respeitar regras básicas de convívio social nas 
interações e brincadeiras.
Traços, sons, cores 
e formas
EI02TS02 – Utilizar diferentes materiais, suportes e 
procedimentos para grafar, explorando cores, texturas, 
superfícies, planos, formas e volumes.
Oralidade e escrita
EI02OE04 – Formular e responder perguntas sobre fatos da 
história narrada, identificando cenários, personagens e 
principais acontecimentos.
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ser indicadas, além de um link para a licença.
6. Arte rupestre: pin-
turas e gravuras 
 
(crianças de zero a 
1 ano e 6 meses)
Corpo, gestos e 
movimentos
EI01CG01 – Movimentar as partes do corpo para exprimir 
corporalmente emoções, necessidades e desejos.
EI01CG03 – Experimentar as possibilidades de seu corpo 
nas brincadeiras e interações em ambientes acolhedores e 
desafiantes.
EI01CG05 – Imitar gestos, sonoridades e movimentos de outras 
crianças, adultos e animais.
Traços, sons, cores 
e formas
EI01TS02 – Traçar marcas gráficas, em diferentes suportes, 
usando instrumentos riscantes e tintas.
6. Arte rupestre: pin-
turas e gravuras 
 
(crianças de 1 ano 
e 7 meses a 3 anos 
e 11 meses)
Corpo, gestos e 
movimentos
EI02CG02 – Explorar formas de deslocamento no espaço 
(pular, saltar, dançar), combinando movimentos e seguindo 
orientações.
EI02CG05 – Deslocar seu corpo no espaço, orientando-se por 
noções como em frente, atrás, no alto, embaixo, dentro, fora etc.
Traços, sons, cores 
e formas
EI02TS02 – Utilizar diferentes materiais, suportes e 
procedimentos para grafar, explorando cores, texturas, 
superfícies, planos, formas e volumes.
7. Os bonecos e suas 
expressões 
 
(crianças de zero a 
1 ano e 6 meses)
O eu, o outro e o 
nós
EI01EO03 – Interagir com crianças da mesma faixa etária e 
adultos ao explorar materiais, objetos, brinquedos.
EI01EO06 – Construir formas de interação com outras crianças da 
mesma faixa etária e adultos, adaptando-se ao convívio social.
EI01EO07 – Demonstrar sentimentos de afeição pelas pessoas 
com as quais interage.
Traços, sons, cores 
e formas
EI01TS05 – Imitar gestos, movimentos, sons, palavras de outras 
crianças e adultos, animais, objetos e fenômenos da natureza.
7. Os bonecos e suas 
expressões 
 
(crianças de 1 ano 
e 7 meses a 3 anos 
e 11 meses)
O eu, o outro e o 
nós
EI02EO03 – Compartilhar os objetos e os espaços com crianças da 
mesma faixa etária e adultos.
EI02EO06 – Respeitar regras básicas de convívio social nas 
interações e brincadeiras.
Traços, sons, cores 
e formas
EI02TS05 – Imitar e criar movimentos próprios, em danças, cenas 
de teatro, narrativas e músicas.
8. Festas Juninas: 
uma festividade 
muito diversifi-
cada 
 
(crianças de zero a 
1 ano e 6 meses)
Corpo, gestos e 
movimentos
EI01CG01 – Movimentar as partes do corpo para exprimir 
corporalmente emoções, necessidades e desejos.
EI01CG03 – Experimentar as possibilidades de seu corpo 
nas brincadeiras e interações em ambientes acolhedores e 
desafiantes.
EI01CG05 – Imitar gestos, sonoridades e movimentos de outras 
crianças, adultos e animais.
Traços, sons, cores 
e formas
EI01TS05 – Imitar gestos, movimentos, sons, palavras de outras 
crianças e adultos, animais, objetos e fenômenos da natureza.
8. Festas Juninas: 
uma festividade 
muito diversifi-
cada 
 
(crianças de 1 ano 
e 7 meses a 3 anos 
e 11 meses)
Corpo, gestos e 
movimentos
EI02CG02 – Explorar formas de deslocamento no espaço 
(pular, saltar, dançar), combinando movimentos e seguindo 
orientações.
EI02CG05 – Deslocar seu corpo no espaço, orientando-se por 
noções como em frente, atrás, no alto, embaixo, dentro, fora etc.
Traços, sons, cores 
e formas
EI02TS05 – Imitar e criar movimentos próprios, em danças, cenas 
de teatro, narrativas e músicas.
192
Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em 
qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem 
ser indicadas, além de um link para a licença.
9. Carnaval: bonecos 
gigantes, afoxés e 
cabacinhas 
 
(crianças de zero a 
1 ano e 6 meses)
O eu, o outro e o 
nós
EI01EO03 – Interagir com crianças da mesma faixa etária e 
adultos ao explorar materiais, objetos, brinquedos.
EI01EO06 – Construir formas de interação com outras crianças da 
mesma faixa etária e adultos, adaptando-se ao convívio social.
Corpo, gestos e 
movimentos
EI01CG01 – Movimentar as partes do corpo para exprimir 
corporalmente emoções, necessidades e desejos.
EI01CG03 – Experimentar as possibilidades de seu corpo 
nas brincadeiras e interações em ambientes acolhedores e 
desafiantes.
9. Carnaval: bonecos 
gigantes, afoxés e 
cabacinhas 
 
(crianças de 1 ano 
e 7 meses a 3 anos 
e 11 meses)
O eu, o outro e o 
nós
EI02EO03 – Compartilhar os objetos e os espaços com crianças da 
mesmafaixa etária e adultos.
EI02EO06 – Respeitar regras básicas de convívio social nas 
interações e brincadeiras.
Corpo, gestos e 
movimentos
EI02CG02 – Explorar formas de deslocamento no espaço 
(pular, saltar, dançar), combinando movimentos e seguindo 
orientações.
10. As bandas de 
pífano 
 
(crianças de zero 
a 1 ano e 6 me-
ses)
O eu, o outro e o 
nós
EI01EO03 – Interagir com crianças da mesma faixa etária e 
adultos ao explorar materiais, objetos, brinquedos.
EI01EO06 – Construir formas de interação com outras crianças da 
mesma faixa etária e adultos, adaptando-se ao convívio social.
Traços, sons, cores 
e formas
EI01TS03 – Utilizar materiais variados com possibilidades 
de manipulação (argila, massa de modelar), criando objetos 
tridimensionais.
10. As bandas de 
pífano 
 
(crianças de 1 
ano e 7 meses a 3 
anos e 11 meses)
O eu, o outro e o 
nós
EI02EO03 – Compartilhar os objetos e os espaços com crianças da 
mesma faixa etária e adultos.
EI02EO06 – Respeitar regras básicas de convívio social nas 
interações e brincadeiras.
Traços, sons, cores 
e formas
EI02TS02 – Utilizar diferentes materiais, suportes e 
procedimentos para grafar, explorando cores, texturas, 
superfícies, planos, formas e volumes.
193
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qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem 
ser indicadas, além de um link para a licença.
Bloco 4. Elementos da cultura regional – Centro-Oeste
Elemento 1. O artesanato e os peixes do Pantanal
Transformar elementos da natureza em arte é uma das características culturais de um povo ou 
de uma região.
Você conhece a cultura da região pantaneira?
O Pantanal é um bioma situado no território brasileiro entre os estados de Mato Grosso e Mato 
Grosso do Sul e preserva uma grande diversidade de espécies animais e vegetais. É considerado pela 
Unesco Patrimônio Natural Mundial e Reserva da Biosfera.
Caracteriza-se pelo ritmo alternado de cheias (quente e úmido no verão) e vazantes (frio e seco 
no inverno), o que influencia toda a vida pantaneira, incluindo as atividades humanas, como a pe-
cuária, a agricultura e o turismo.
Filipefrazao/Wikimedia Commons
Vista aérea de parte do Pantanal, MT, 2014.
Conversando sobre...
A convivência com a notável diversidade de animais e vegetais do Pantanal e o conhecimento 
desses elementos inspiraram grupos de mulheres, em diversas comunidades da região pantaneira, 
a criar objetos artesanais.
As mulheres pantaneiras, nas coletas de iscas e ao acompanhar os maridos à pesca, constataram 
que era possível criar objetos com materiais disponíveis no local. Começaram, então, a transformar 
o que era considerado lixo em produtos elaborados com escamas de peixe.
Outro dado importante foi o aprendizado em curtimento, corte, costura e bordado, viabilizando 
o trabalho com o couro de peixe.
Assim, a inspiração na fauna local fez com que as escamas dos peixes se transformassem em 
colares, brincos e enfeites, e os retalhos do couro do peixe, em diversos objetos, como bolsas e cintos.
O artesanato já era uma tradição no grande Pantanal, onde foi desenvolvido e preservado pelos 
indígenas da região em peças de barro, palha e tecelagem. 
A criação de novos espaços e eventos para apresentar as produções artesanais foi mais uma de-
monstração de valorização da cultura local.
194
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ser indicadas, além de um link para a licença.
Inspirações para ampliar
Qual é a riqueza natural de sua região?
Que material pode ser reaproveitado e transformado em brinquedos e brincadeiras?
Você pode propor uma atividade com material reciclado e elementos da natureza com base no 
que as crianças estão acostumadas a ver: palitos de sorvete, garrafas PET, tampinhas de garrafas, 
pedrinhas, folhas de plantas de vários tamanhos, gravetos de diferentes espessuras e o que mais elas 
encontrarem e trouxerem para a sala.
Para ampliar a diversidade de materiais, envie um bilhete aos familiares das crianças solicitando 
a contribuição deles nessa coleta.
Com os materiais em mãos, proponha às crianças a confecção de instrumentos musicais. Con-
vide-as a classificar e separar os objetos coletados e a decidir o instrumento que será feito. Algumas 
opções simples são os de percussão, como chocalhos e reco-recos.
Outra possibilidade é a construção de uma maraca com pedrinhas ou sementes dentro de uma 
garrafa PET ou de uma latinha.
Aproveite para realizar essa atividade ao ar livre.
Muita pesquisa musical para você e sua turma!
Conversando sobre...
O artesanato indígena também está presente na região pantaneira.
Você conhece os indígenas kadiwéus?
Entre os vários costumes dos indígenas kadiwéus está a pintura corporal e em objetos.
A pintura corporal desenvolvida por eles tem como característica o desenho de formas minucio-
sas e simétricas, feitas com uma tinta que mistura suco de jenipapo e pó de carvão, aplicada à pele 
com o auxílio de uma lasca fina de madeira ou taquara. Essa composição produz a cor preta.
Mas é na cerâmica que está a marca artística desse povo. As mulheres produzem peças de di-
versos tamanhos com barro especial de tonalidades e consistências adequadas para criar um rico 
repertório de padrões.
O processo de elaboração de uma peça passa pela limpeza e enriquecimento do barro e pela mo-
delagem feita de acordo com a técnica tradicional de superposição de pequenos roletes, moldados 
com o auxílio da concha de uma colher. Os desenhos são feitos com base em padrões fixos, marcados 
com um cordão de caraguatá*, que definem as formas a serem preenchidas no momento da pintura. 
Em seguida, as peças são queimadas em uma grande fogueira ao ar livre. Depois, ainda quentes, 
são pintadas com tintas em tons de barro e com barro branco (caulim) e o barro preto do pau-santo 
(madeira). Alguns detalhes são envernizados com a resina do próprio pau-santo.
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ser indicadas, além de um link para a licença.
*Caraguatá: planta que serve de alimento na região. Em geral, dela são aproveitados para con-
sumo o rizoma (raiz), a inflorescência e o botão floral, que podem ser ingeridos crus ou cozidos. 
As fibras do fruto dessa planta são utilizadas na confecção de roupas, cintos e bolsas.
José Reynaldo da Fonseca/Wikimedia Commons
Caraguatá com frutos.
Inspirações para ampliar
Existem grupos indígenas em sua comunidade?
As crianças os conhecem?
Alguma criança da turma é indígena?
No dia 19 de abril é festejado o Dia do Índio. Se for do interesse do grupo, nesse dia –, ou em 
outro, pois todo dia é dia de saber mais sobre outras culturas –, por que não convidar uma pessoa de 
uma comunidade indígena para conversar com as crianças, fazer uma atividade e mostrar um pouco 
da riqueza dessa cultura? É uma excelente oportunidade para apresentar às crianças a diversidade 
brasileira e trabalhar o respeito e a valorização que cada cultura merece.
Antes da visita, procure saber o que as crianças já conhecem e quais informações elas gostariam 
de saber. 
Após o encontro, organize uma exposição com o material trabalhado e o elaborado pelas crian-
ças. Convide as outras turmas para visitar e conhecer a exposição.
Um feliz encontro com troca de saberes!Visitando
Memorial dos Povos Indígenas
Dedicado a preservar a cultura e a história indígena brasileira. O projeto arquitetônico do museu 
é de Oscar Niemeyer.
Localização: Eixo Monumental Oeste, Praça do Buriti, em frente ao Memorial JK, Brasília, DF.
Site: <www.cultura.df.gov.br/nossa-cultura/museus/memorial-dos-povos-indigenas.html>. 
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ser indicadas, além de um link para a licença.
Parque das Nações Indígenas ou Parque Estadual do Prosa
Esse é um dos maiores parques do mundo dentro de um perímetro urbano, onde há uma con-
cha acústica para a apresentação de musicais, o Museu das Culturas Dom Bosco, o Museu de Arte 
Contemporânea, o Museu de História Natural e o Aquário do Pantanal – o maior aquário de água 
doce do mundo.
Localização: Av. Afonso Pena, s/n, Centro, Campo Grande, MS.
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Elemento 2. Duas tradições: cururu e siriri
Como é feito um instrumento musical?
O corpo pode servir de instrumento?
O cururu e o siriri são duas tradições que preservam parte da cultura do Centro-Oeste.
Conversando sobre...
Assim como a chula na Região Sul e o cateretê na Região Sudeste, o cururu se caracteriza pela 
predominância da presença masculina. Foi difundido pelos tropeiros e bandeirantes.
Oriunda da cultura indígena, essa dança recebeu ao longo do tempo contribuições das culturas 
africana e europeia.
Acompanhada de ganzás e de violas de cocho, muitas vezes construídas pelo próprio brincante, 
a dança se inicia com os homens formando duas filas, uma de frente para a outra. Com passos para 
a direita e para a esquerda, vão transformando a fila em pequenas rodas para iniciar os floreios, sem 
romper a unidade. A roda gira no sentido horário.
O cururu também é música e pode ser cantada, acompanhada de dois violeiros, que disputam 
versos e repentes. Nas festividades dos santos padroeiros Divino e São Benedito, muitas vezes um 
altar é montado no ambiente da comemoração.
A manifestação cururu foi passada de geração a geração graças à tradição oral.
Claireislovely/Wikimedia Commons
Viola de cocho com furo.
Conversando sobre...
O siriri é uma dança presente em muitas festividades da Região Centro-Oeste e lembra o fan-
dango caiçara.
Ao som de ganzás e de violas, o siriri é dançado por todos – homens, mulheres e crianças – e 
conta com diferentes coreografias.
Enquanto as músicas narram a história dos ribeirinhos e dos santos padroeiros, as moças com 
saia longa, florida e colorida dançam com seus pares, que marcam o ritmo batendo palmas e o pé no 
chão. Em alguns lugares, é dançada em roda e, em outros, em fila.
Inspirações para ampliar
O corpo também é um instrumento musical.
Várias manifestações populares, como o siriri, têm o ritmo da música marcado por palmas ou 
batidas de pé no chão.
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Que tal propor ao grupo tocar esse “instrumento corpo”, acompanhando vários ritmos já conhecidos ou 
até novos?
Proponha às crianças uma exploração de sons que elas mesmas podem fazer batendo as mãos 
nas pernas e os pés no chão. À medida que vão “pegando o jeito”, introduza desafios na ordem dos 
ritmos, como duas palmas e uma batida de pé ou duas batidas de pé e três palmas, uma batida das 
mãos na perna. É uma brincadeira que envolve atenção, escuta, habilidade, percepção de sons e que 
pode vir a ser um jogo frequente, até em momentos de espera, como antes do almoço e da hora da 
saída.
Bons sons!
Visitando
Museu Rondon de Etnologia e Arqueologia da Universidade Federal de Mato Grosso
Mantém o acervo e um centro de pesquisa. Realiza exposições de objetos etnológicos e arqueo-
lógicos, com foco na cultura indígena e seus hábitos e costumes, base de muitas manifestações po-
pulares.
Localização: Av. Fernando Corrêa da Costa, UFMT, Cuiabá, MT.
Site: <www.museurondonufmt.blogspot.com.br/>.
199
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Elemento 3. A cavalhada e a brincadeira dos mascarados
Uma folia que mobiliza toda a cidade de Pirenópolis, em Goiás, durante três dias.
Em formato de peça teatral ao ar livre, a cavalhada é uma manifestação cultural baseada nas 
guerras entre mouros e cristãos ocorridas na Idade Média na Península Ibérica, parte do continente 
europeu que abrange os atuais territórios de Portugal e Espanha.
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Cavaleiros na cavalhada, GO, 2016.
Conversando sobre...
A cavalhada de Pirenópolis recebe um grande público durante os três dias corridos da festivida-
de, que tem início no domingo de Pentecostes, dia que celebra a descida do Espírito Santo, 50 dias 
depois da Páscoa.
Para os moradores da cidade, porém, ela começa uma semana antes. Durante a preparação para 
a cavalhada, às 4 horas da manhã, ao som de uma banda composta de um saxofonista e vários me-
ninos empunhando rústicos tambores de couro, os cavaleiros acordam e saem para buscar o Rei, 
confraternizar com ele em um café da manhã e seguir para os ensaios.
As vestimentas, baseadas nos trajes medievais, são confeccionadas para distinguir os grupos: os 
cavaleiros que representam os cristãos se vestem com as cores azul e branca e os que representam os 
mouros vestem o mesmo tipo de roupa, mas nas cores vermelha e branca.
Os três dias de espetáculo se organizam em um roteiro composto de diálogos, intervenções mu-
sicais, carreiras equestres coreografadas e torneios à moda medieval.
Ao final dos três dias de torneios, os cristãos vencem os mouros, que então são batizados. 
A cavalhada começa e termina reverenciando a Festa do Divino.
200
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ser indicadas, além de um link para a licença.
Inspirações para ampliar
Conhecer a cavalhada pode ser interessante para enriquecer as brincadeiras das crianças. Os ele-
mentos tradicionais das manifestações populares agregam o que há de mais simbólico e representa-
tivo dos rituais que marcam os períodos festivos de cada lugar, fortalecendo os laços entre cultura e 
educação.
A cultura é parte do patrimônio das sociedades. As tradições e manifestações de sua comunida-
de podem e devem ser apresentadas às crianças de qualquer idade por meio de vídeos, rodas de con-
versa ou acompanhando os pais nos eventos do município. Apresentar as músicas, as vestimentas 
e as comidas típicas da cavalhada, por exemplo, também é uma forma de introduzir esse conteúdo.
As crianças incorporarão as informações de maneira significativa se lhes for dada aoportunidade 
de elaborar esses conteúdos: mostrando-lhes as músicas e oferecendo-lhes tecidos, construindo com 
elas adereços, se for o caso, como chapéus, lenços e saias longas e rodadas.
Boas pesquisas e construções!
Conversando sobre...
E os mascarados?
Como em muitos folguedos, a cavalhada tem seus brincantes que trazem alegria e muita risada.
Com vestimentas totalmente diferentes das dos cavaleiros, eles usam máscaras e roupas colori-
das e extravagantes que cobrem todo o corpo para não serem identificados.
Similares aos palhaços de outros folguedos, os mascarados têm seu papel de brincante durante 
os três dias de comemoração. As máscaras trazem três representações e revelam uma hierarquia 
entre os mascarados. A mais tradicional é a cabeça de boi, seguida pela de onça e, por último, pela 
máscara de homem. As máscaras são enfeitadas com muitas flores de papel.
Outro mascarado importante é São Caetano. Ele enfeita seu cavalo, escondendo-o, com ramas de 
melão-de-são-caetano, erva trepadeira muito comum na região, e folhas de bananeira. Há também 
o São Caetano com a máscara de uma caveira, que se veste com um macacão extremamente grande, 
de tecido de colchão recheado com capim, ficando enormemente gordo. Essa era a forma como os 
palhaços na Idade Média se vestiam.
Inspirações para ampliar
O brincante é responsável pelas brincadeiras mais alegres e marca presença em muitos folgue-
dos e folias.
Que tal propor à turma a criação de um personagem responsável pela diversão?
Apresente vários tipos de brincantes e deixe que as crianças criem os delas. Ele pode estar pre-
sente em muitas atividades e brincadeiras e se transformar em uma figura de afeto.
Que tal um roteiro para a construção desse brincante?
Pense em um material, que pode ir de um cabo de vassoura a uma estrutura maleável feita de 
isopor ou tecido. Conforme a faixa de idade da turma, sugira criar as vestimentas com panos, deta-
lhes em papel colorido, cabelo, roupas... o que as crianças propuserem.
O personagem precisa também de um nome, que pode ser escolhido em outro momento da ati-
vidade e até envolver as famílias.
Pronto. Ele será o brincante da turma.
Boas brincadeiras!
201
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Visitando
Museu do Divino
Instalado no antigo prédio da Casa de Câmara e Cadeia de Pirenópolis, documenta e explica 
a simbologia das cavalhadas na Festa do Divino com acervo de fotografias, roupas, vídeos, entre 
outros.
Localização: Av. Beira Rio, Centro Histórico, Pirenópolis, Goiás.
Site: <www.cidadeshistoricasdegoias.tur.br/pirenopolis/atrativos/culturais/museu-divino>. 
Centro Histórico de Pirenópolis
Cidade histórica, tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional, Pirenópolis mantém a preserva-
ção das construções originais.
Localização: Pirenópolis, GO.
Site: <www.pirenopolis.tur.br/turismo/atrativos/centro-historico>.
202
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Elemento 4. Ora se esconde, ora se mostra, mas tudo é brincadeira
O brincar é a própria infância!
A variedade de brincadeiras é tão grande quanto o número de crianças que brincam!
O procurar e o descobrir e o correr para pegar ou fugir são partes importantes da cultura da 
infância.
Você já reparou?
É grande o número de brincadeiras de esconder e achar, que podem ser calmas ou movimenta-
das, feitas em espaço fechado ou ao ar livre, quase em silêncio ou com grande algazarra, acompa-
nhadas ou não de cantigas.
Que brincadeiras você conhece?
Quais já ensinou para as crianças?
Conversando sobre...
O que queremos deixar como marca importante às novas gerações?
Uma brincadeira se constitui de muitos aprendizados e pode, a cada vez que é realizada, ficar 
mais divertida.
A criação de oportunidades e de um ambiente lúdico na infância garante a maior herança que 
podemos oferecer às futuras gerações: estimular novas brincadeiras e conhecer as tradicionais.
Lydia Hortélio (2009), estudiosa da cultura do brincar, descobriu em seus estudos que “o brin-
quedo tem a cantiga, tem a palavra, tem uma ação, tem um movimento próprio e precisa ser brinca-
do para poder ter vida. Ele dizia [o professor dela] que o brinquedo é um organismo vivo”.
Inspirações para ampliar
Você conhece brincadeiras com cantigas? Quais?
As crianças já dominam o correr?
É possível apresentar as diferentes variações dessa brincadeira e enriquecer o brincar espontâ-
neo valorizando a cultura regional e a do Brasil.
Com a ajuda das crianças, pesquise e liste as brincadeiras tradicionais do Centro-Oeste. Depois, 
proponha que escolham uma (ou mais) delas e brinquem no pátio da escola. 
Depois de brincar muito, por vários dias, é oportuno organizar uma roda de conversa para reu-
nir as informações que as crianças trouxerem sobre cada brincadeira, anotar as ideias que surgiram 
delas ao brincar e organizá-las em uma exposição para as outras turmas.
 Que aspectos as brincadeiras compartilham?
E o que elas têm de diferente das brincadeiras que normalmente vocês faziam antes?
No caso da Região Centro-Oeste, há uma grande relação entre as brincadeiras e os animais, 
como podemos notar nos nomes como “cabra-cega”, “pato, pato, ganso”, “boizinho” e “corre cutia”.
Procure conhecê-las para poder brincar com o grupo!
203
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Inspirações para ampliar
Quantas formas de esconde-esconde as crianças 
conhecem?
No Mato Grosso do Sul existe a brincadeira 
rei da lata, que é uma das maneiras de brincar de 
esconde-esconde.
Enquanto o pegador busca uma lata que foi 
chutada longe, todos os demais se escondem. 
A brincadeira fica entre ser achado pelo pegador 
ou pegar a lata antes dele e salvar todos os parti-
cipantes. Márcio Castro
Se sua turma for pequena, adapte a brincadeira. 
Na maneira tradicional, a criança que vai procurar as outras fecha os olhos com as mãos se vol-
tando para uma parede ou tem seus olhos cobertos por um lenço. Para as outras crianças terem tem-
po de se esconder, ela conta até 10 ou outro número combinado. Ao terminar a contagem, começa a 
procura pelas demais, comumente avisando alto: Lá vou eu!
Os participantes escondidos têm como objetivo, além de não serem encontrados, chegar ao pon-
to de partida marcando a presença com uma batida (na parede). O primeiro a chegar e marcar é 
quem vence a brincadeira.
Bem simples!
Visitando
Museu das Bonecas
Espaço que abriga um acervo de mais de 5 mil brinquedos de diferentes épocas, confeccionados 
nos mais diversos materiais, que relembram as brincadeiras da infância. Também conta com uma 
exposição de carrinhos e video games antigos.
Localização: Rua Bom Jesus de Cuiabá, 90, Cuiabá, MT.
Site: <www.museudasbonecas.com.br>.
204
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Elemento 5. Viola de cocho e o som rural
Os músicos de Mato Grosso constroem um instrumento que é parceiro de muitas manifestações 
culturais: a viola de cocho!
Yanajin33/Wikimedia Commons
Viola de cocho.
Conversando sobre...
Por que viola de cocho?
O nome “cocho” deve-se à técnica totalmente artesanal de escavação da caixa de ressonância da 
viola em uma tora de madeira inteiriça, a mesma técnica utilizada na fabricação dos cochos, reci-
pientes nos quais é depositado o alimento para o gado na área rural.
Depois de talhada a tora no formato de viola, nela são afixados um tampo e as partes que carac-
terizam o instrumento musical: cavalete, espelho, palheta, rastilho e cravelhas.
Com forma e sonoridade singulares, a viola de cocho apresenta sempre cinco ordens de cordas.
Em 2004, foi reconhecida como Patrimônio Imaterial brasileiro pelo Instituto do Patrimônio His-
tórico e Artístico Nacional (Iphan).
Inspirações para ampliar
A natureza nos oferece muitos elementos que podem ser transformados em ferramentas e obje-
tos do dia a dia.
Inspirada na construção da viola de cocho, o que a turma pode construir com elementos da natureza?
Que tal construir pincéis para as atividades de pintura?
As cerdas dos pincéis podem ser feitas com elementos coletados na natureza. Conforme a faixa 
etária da turma, proponha capim, palha, folhas reunidas ou outras partes das plantas, penas de aves, 
fios de linha ou barbante de algodão, lã etc. Vá ao pátio da escola e recolha com as crianças as suges-
tões de materiais que encontrarem.
O cabo pode ser um graveto, um palito de sorvete ou um espeto de madeira ou outro objeto 
semelhante.
205
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Para juntar o cabo às cerdas, use fita adesiva ou barbante, arame ou cola. Para decorar o cabo, 
proponha o uso de fitas adesivas coloridas, barbante, linhas coloridas ou sugira que as crianças o 
pintem.
Uma experimentação instigante pode ser a construção de pincéis com cabos feitos de gravetos 
longos para alcançar suportes afixados a uma ampla distância ou altura. 
Registre todo o processo e a produção das crianças. Outra boa ideia é anotar as falas e soluções 
inusitadas que elas tiverem.
Ótimos desafios e boas pinturas!
Para saber mais
Viola de cocho
Conheça alguns materiais produzidos pelo Iphan, além de instruções para a construção de uma 
viola de cocho e informações sobre sua origem e influência na Região Centro-Oeste do Brasil (aces-
sos em: jan. 2018):
Livro
•	http://portal.iphan.gov.br/uploads/publicacao/PatImDos_ModosFazerViolaCocho_m.pdf
Vídeos
•	http://portal.iphan.gov.br/videos/detalhes/97/modo-de-fazer-viola-de-cocho-parte-1
•	http://portal.iphan.gov.br/videos/detalhes/98/modo-de-fazer-viola-de-cocho-parte-2
•	http://portal.iphan.gov.br/videos/detalhes/99/modo-de-fazer-viola-de-cocho-parte-3
Visitando
Casa do Artesão
Fundada em 1975, a Casa do Artesão é um local de exposição de peças do artesanato tradicional 
mato-grossense, com exemplares de madeira, cipós, fibras de tucumã, tecelagem, além de biojoias 
feitas por indígenas, cerâmicas e compotas, entre outros.
Localização: R. Treze de Junho, 315, Cuiabá, MT.
Site: <www.sescmatogrosso.com.br/casa-do-artesao/>.
206
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Elemento 6. Vai um mate gelado?
O Centro-Oeste brasileiro, onde o bioma predominante é o Cerrado e o território é marcado por 
bacias hidrográficas, geralmente apresenta um clima tropical; por conseguinte, a tendência é um 
inverno seco e um verão muito quente e chuvoso.
As características de clima e relevo da região moldam as formas de vida de todos: plantas, ani-
mais e pessoas. Como moram, o que comem, o que plantam e criam constituem maneiras inter-rela-
cionadas e caracterizam aspectos culturais típicos de uma região ou grupo de pessoas.
Quais são as características de sua região?
Osval at English Wikipedia
Bebida conhecida na Região Centro-Oeste como tereré.
Conversando sobre...
Tomar mate é um hábito comum em várias regiões brasileiras e sul-americanas.
No Rio Grande do Sul, o mate é tomado quente em uma cuia (fruto da cuieira) ou em um poron-
go e possui uma bombilha para filtrar a erva – estamos falando do chimarrão.
Na Região Centro-Oeste, ele é tomado gelado em recipientes de vidro ou porcelana e é chamado 
de tereré. Os mais tradicionais são servidos em um recipiente feito com a guampa do gado.
Não se sabe a origem desse hábito; uns acreditam que os índios guaranis já tomavam mate, ou-
tros dizem que é uma influência paraguaia. Durante a guerra entre Paraguai e Bolívia, os soldados 
paraguaios, para não indicar sua localização, evitavam acender uma fogueira para esquentar a água 
para o mate e, assim, o tomavam frio.
Inspirações para ampliar
Você já provou um tereré ou mate gelado?
As crianças já tiveram essa oportunidade?
Que tal prepará-lo com elas?
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ser indicadas, além de um link para a licença.
Providencie a erva-mate e, se possível, o recipiente tradicional – a cuia com a bombilha. Prepare 
a bebida com o auxílio das crianças e possibilite que todas a experimentem.
Caso não seja possível preparar essa bebida típica do Centro-Oeste, que tal fazer uma rodada de 
sucos com frutas dessa região?
Assim como um delicioso copo de mate gelado, os sucos são fáceis de preparar e podem ser 
feitos com inúmeras frutas. São gostosos, coloridos e divertidos de fazer.
Verifique se em sua comunidade é possível encontrar frutas típicas do Centro-Oeste – araticum, 
cajuí, jenipapo, cagaita, abacaxi-do-cerrado, murici, gabiroba, entre outras – e proponha às crianças 
fazer um suco com uma dessas frutas. Você pode sugerir uma votação para que escolham qual suco 
querem preparar.
Inicie a atividade com uma roda de conversa para saber quais frutas as crianças conhecem, de 
quais elas gostam e qualquer outra informação interessante. 
Uma visita a uma feira livre, a uma barraca de frutas ou a um pomar pode ser bem aproveitada. 
Você pode mostrar fotografias das frutas que não forem da estação ou aguardar a época certa para 
retomar a conversa sobre elas.
Uma sugestão é organizar um quadro na pa-
rede da sala no qual serão afixadas as informações 
discutidas e registradas pelo grupo: nome da fru-
ta, cor, tamanho, sabor e as etapas da preparação 
do suco.
Um cuidado especial deve ser a arrumação da 
sala no dia de preparo do suco. Ele será servido 
nas canecas que as crianças usam diariamente ou 
em copos especiais? Haverá jarrinhas adequadas 
ao tamanho delas? E mesa com toalhas? O plane-
jamento detalhado fará o dia especial!
silviarita/pixabay.com
Sucos de frutas.
Após a degustação, você pode ampliar o tema em uma roda de conversa e planejar as próximas 
frutas e os próximos passos.
Bons sucos!
Visitando
Instituto do Trópico Subúmido – Memorial do Cerrado
Criado para desenvolver os estudos sobre a região do Cerrado, apresenta as diversas formas de 
ocupação do bioma e os modelos de relacionamento com a natureza e a sociedade. 
Site: <www.pucgoias.edu.br/ucg/institutos/its/site/home/secao.asp?id_secao=123>.208
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Elemento 7. Xingu: uma reserva indígena e seus rituais
Uma das reservas indígenas mais conhecidas do Brasil, o Parque Indígena do Xingu fica a nor-
deste do Mato Grosso, na parte sul da Amazônia, onde convivem pacificamente 16 grupos indíge-
nas. Foi idealizado pelos irmãos Villas-Bôas para preservar os costumes indígenas.
Pedro Biondi/Agência Brasil 
Vista aérea da aldeia Ipatse no Parque Indígena do Xingu, MT, 2007.
Conversando sobre...
Como é a vida no Parque Indígena do Xingu?
Em casas cobertas de sapé e de formato ovalado, contornando a praça de chão batido, vive um 
grupo familiar composto de um núcleo de irmãos homens e suas respectivas famílias.
As casas não têm divisão interna e todos moram no mesmo espaço. Os únicos espaços reserva-
dos são para os jovens em reclusão pubertária, os casais com filhos recém-nascidos e os viúvos no 
período de luto.
Na praça são realizados os rituais, as celebrações e comunicações do chefe do grupo. Ao centro 
da praça está a casa dos homens, local de reunião e de construção das flautas sagradas, as uruás, que 
são tocadas no interior dessa casa ou à noite, no pátio, quando as mulheres estão recolhidas.
O instrumento uruá é formado por um par de bambus grossos e longos, de diferentes compri-
mentos, amarrados um ao outro com fios de algodão. Uma abertura cortada no nó do bambu torna-
-se o bocal. Esse instrumento é tocado por dois tocadores nos rituais.
Inspirações para ampliar
A pintura corporal é uma das manifestações mais significativas da cultura indígena. Em cada 
etnia, elementos inspirados geralmente na natureza adquirem significados: hierárquicos, de crenças 
em rituais e de forma de se expressar.
Em muitas etnias, as mães pintam as crianças como demonstração de carinho e afeto.
Por que não levar esse elemento cultural para as crianças da turma?
Por que caracterizar a cultura indígena de forma estereotipada, com uma pena na cabeça e um traço ver-
melho no rosto?
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Esses poucos elementos não representam a riqueza e a variedade das culturas que temos no 
Brasil. Podemos conhecer mais.
Faça uma pesquisa para conhecer outros elementos.
Apresente às crianças, por exemplo, imagens ou vídeos que mostrem o hábito dos curumins 
(palavra que vem da língua tupi para designar criança) de pintar o rosto.
Proponha a elas que façam um desenho inspirado nessas pinturas. Elas podem fazer um dese-
nho coletivo na areia molhada do pátio, com gravetos, ou em uma grande folha de papel kraft.
Boas pinturas, grandes aprendizagens!
Conversando sobre...
Um ritual de morte reúne muitos grupos no Parque do Xingu.
Para celebrar a memória de alguém que morreu, os indígenas que habitam o Xingu convidam os 
integrantes de outras aldeias e oferecem uma festa durante dois dias.
O kuarup marca o encerramento do período de luto.
A presença do indígena que faleceu é marcada por um tronco de árvore, que é selecionado por 
todo o grupo em uma busca na mata. O tronco é colocado em frente à casa dos homens e é enfeitado 
com colares, cocares, penas e tinturas nas cores amarela e vermelha, as cores do Xingu.
Uma fogueira é acesa em frente ao tronco.
Um membro de cada grupo convidado recolhe uma chama para acender a fogueira que repre-
senta sua etnia. Tudo é acompanhado por danças, cantos e pelo som da longa flauta, chamada de 
uruá, na língua dos amayurás.
Os indígenas vestem colares, pintam o corpo e amarram cordões coloridos nos braços e nas 
pernas para se preparar para a festa. As pinturas com traços finos e retos são feitas com gravetos. Os 
traços largos são feitos com os dedos ou com uma tira. Os desenhos simbolizam os peixes e outros 
animais, como a onça.
Após dois dias de festividade, a cerimônia termina com o tronco sendo lançado à água.
Inspirações para ampliar
As brincadeiras e muitas das atividades indígenas estão relacionadas à natureza com a qual 
convivem diariamente e que consideram sagrada.
Uma brincadeira tradicional no alto Xingu é o jogo da peteca, conhecido como kopü, kopü. A 
peteca é feita com a palha do milho e preenchida com folhas de árvores. Para jogar, todos ficam em 
roda. É uma brincadeira sazonal, realizada geralmente na época de colheita, e também é jogada pe-
los adultos.
Um exemplo de atividade relacionada aos animais é a reprodução destes na pintura corporal.
Por que não se inspirar na relação dos indígenas com a natureza e propor às crianças imitar os movimentos 
dos animais?
Você pode iniciar a atividade apresentando fotografias de alguns animais típicos da Região Cen-
tro-Oeste. 
Eles podem primeiro imitar os movimentos desses animais e depois o som deles.
Boa brincadeira!
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Visitando
Parque Indígena do Xingu
O Parque Indígena do Xingu é considerado um dos mais importantes centros da cultura indíge-
na brasileira. Ele abriga representantes de mais de 16 etnias indígenas que até hoje procuram preser-
var sua cultura, passada de geração a geração.
Site: <www.socioambiental.org/pt-br/tags/parque-indigena-do-xingu>.
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Elemento 8. Os candangos construíram uma capital
A construção da capital brasileira, inaugurada em 21 de abril de 1960, mobilizou mais de 60 mil 
trabalhadores que ergueram uma cidade em um lugar desabitado. Caravanas de operários se deslo-
caram de vários pontos do país para essa missão. Eles ficaram conhecidos como candangos.
Valter Campanato/Arquivo Público/Agência Brasil
Palácio da Alvorada durante sua construção. Brasília, DF, c.1957/1958.
Prandrade/wikimedia.org
Catedral Metropolitana. Brasília, DF, 2015.
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Conversando sobre...
A palavra candango tem conotação deprecia-
tiva na cultura africana, mas, no período de edifi-
cação de Brasília, passou a definir o trabalhador 
que saiu de outras partes do Brasil para construir 
a capital.
Arquitetos, engenheiros, médicos, advogados, 
comerciantes, operários, caminhoneiros, todos os 
profissionais, de qualquer área, envolvidos no 
processo de construção da cidade passaram a ser 
chamados de candangos.
O reconhecimento do valor dado aos candan-
gos está expresso na obra de Bruno Giorgi, na Pra-
ça dos Três Poderes.
José Cruz/Agência Brasil
Bruno Giorgi. Candangos. Escultura em bronze, 8 m, 
1959.Inspirações para ampliar
Vale a pena conhecer a história da escola, do bairro ou da cidade em que vivemos!
Você, professor, pode começar conhecendo a história das famílias das crianças do grupo.
Qual é a importância de conhecer o passado da própria família?
Os parentes próximos nasceram na cidade em que moram? Ou vieram de outros lugares?
Assim como os candangos, a família se mudou em busca de trabalho ou condições melhores de vida?
A família preserva alguma tradição própria?
As informações levantadas com as famílias podem ser organizadas em painéis a fim de valorizar 
o trabalho, a cultura e os saberes que essas pessoas carregam.
Trazer esses saberes para a sala contribui para a compreensão da maneira de ser das crianças da 
turma.
Boa pesquisa!
Visitando
Museu Vivo da Memória Candanga
Centro de referência para quem quer conhecer a história de Brasília e dos envolvidos em sua 
construção, os candangos. Reúne peças, objetos e fotografias da época da construção da capital bra-
sileira.
Localização: Via EPIA Sul, SPMS, Lote D, Núcleo Bandeirante, Brasília, DF.
Site: <www.cultura.df.gov.br/nossa-cultura/museus/museu-vivo-da-memoria-candanga.html>.
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Elemento 9. Dois meninos guardiões, duas lendas
Transmitidas de geração a geração, as histórias 
são parte da humanidade.
A narrativa faz parte da vida do ser humano des-
de bebê, através da voz da mãe, por meio dos acalan-
tos e das canções de ninar. Aos poucos, as narrativas 
que contamos aos bebês vão se aprimorando, confor-
me a capacidade de compreensão se desenvolve, e 
são introduzidas as cantigas de roda, as narrativas 
curtas sobre crianças, animais ou elementos da na-
tureza. Paulo Ramos Neto
As crianças bem pequenas já demonstram interesse pelas histórias, batendo palmas, sorrindo, 
sentindo medo ou imitando algum personagem.
Os mitos e as lendas ocupam um lugar privilegiado entre as narrativas, pois contribuem para o 
conhecimento de mundo, ampliam as possibilidades criativas e desenvolvem as emoções.
Conversando sobre...
As lendas de Caipora e Curupira têm similaridades. Ambas falam da preservação das matas.
Caipora é um deus com aparência de um menino moreno, com traços indígenas, olhos e cabelos 
vermelhos e os pés virados para trás. Seus poderes lhe possibilitam correr pela mata como se fosse 
uma rajada de vento, salvar um animal machucado ou ressuscitar um animal morto.
Curupira é um deus muito parecido com o Caipora, com funções e domínios idênticos, ou seja, 
as matas. O Curupira, no entanto, está sempre montado em seu Caititu, um porco selvagem, e carre-
ga uma lança, arco e flechas. Ele também salva os animais feridos ou mortos.
Inspirações para ampliar
Contar histórias é uma das artes da palavra. É uma arte que pode ser aprendida e exercitada!
Que histórias o grupo já conhece?
Que tal apresentar outras lendas da Região Centro-Oeste, como Pai do Mato ou Negro d’água?
Todo o encantamento se inicia na escolha da história.
Comece apresentando um livro de mitos, lendas ou narrativas fantásticas. Mostre a capa, diga 
o título e o nome do autor. Comente a qual gênero literário pertence, se é uma lenda, uma fábula, 
um conto...
Escolha um lugar que favoreça o conforto das crianças, sem a interferência de barulhos externos. 
Organize-as à sua frente e mantenha-se em uma posição um pouco mais alta para todas poderem 
visualizar o livro e as figuras.
Pronuncie as palavras de forma clara e, em algumas passagens especiais da história, se for in-
teressante, leia mais lentamente, dramatizando para dar mais impacto às cenas. Você pode imitar 
vozes de personagens, ruídos de animais, barulhos... Convide a turma a imitar também e a se movi-
mentar conforme a cena.
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Introduza a pergunta que causa suspense: O que é que vocês acham que vai acontecer agora? 
(Ela traz todos de volta para a história, caso eles comecem a se dispersar.)
Boas histórias!
Barney Moss/Flickr.com
Menina folheando livro em uma biblioteca infantil.
Visitando
Aproximar as crianças das bibliotecas é uma forma de familiarizá-las com os livros.
Se a creche tiver um local reservado para os livros, apresente-o às crianças. 
Outra opção é agendar uma visita à biblioteca da comunidade. Organize a visita com a creche e 
os pais das crianças. Alguns pais podem acompanhar o passeio. 
Veja algumas sugestões de bibliotecas da Região Centro-Oeste.
Biblioteca Estadual Escritor Pio Vargas
Conhecida como Biblioteca da Praça Cívica, conta com um acervo de mais de 60 mil títulos e 
oferece uma sala exclusiva para crianças, decorada especialmente pelo desenhista e cartunista Jorge 
Braga.
Localização: Praça Cívica, 2, Centro, Goiânia, GO.
Site: <http://cultura.seduc.go.gov.br/unidade/biblioteca-estadual-pio-vargas>.
Biblioteca Pública Estadual Estevão Mendonça 
Com um acervo de aproximadamente 90 mil títulos, tem salas de leitura, videoteca, auditório, 
sala de obras raras e em braile e uma ala infantojuvenil e de literatura.
Localização: Palácio da Instrução, R. Antonio Maria, 151, Centro Norte, Cuiabá, MT.
Site: <www.bibliotecapublica.mt.gov.br/home>.
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Biblioteca Central da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
Tem como símbolo uma árvore, que representa a essência dessa biblioteca: ao visitar uma bi-
blioteca, cada um seleciona uma semente (título) para plantar dentro de si (consciência), ampliando 
conhecimento, promovendo o crescimento dessa árvore que se fortalece e espalha seus frutos (pes-
quisa científica) sobre o mundo.
Localização: Av. Costa e Silva, s/n, Centro Universitário, Campo Grande, MS.
Site: <https://biblioteca.ufms.br>.
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Elemento 10. O antigo e o novo, Goiás Velho e Brasília: patrimônios mundiais
Constitui patrimônio histórico e artístico nacional o conjunto de bens móveis e imóveis existentes 
no País e cuja conservação seja de interesse público, quer por sua vinculação a fatos memoráveis 
da história do Brasil, quer por seu excepcional valor arqueológico ou etnográfico, bibliográfico ou 
artístico.
Disponível em: <www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del0025.htm>. Acesso em: jan. 2018.
Duas cidades da Região Centro-Oeste receberam o título de Patrimônio Cultural Mundial con-
cedido pela Unesco: Goiás Velho e Brasília.
Arquivo Público do Distrito Federal
Construção dos prédios dos ministérios em Brasília, DF, 1959. 
Conversando sobre...
A cidade de Goiás ou Goiás Velho, com sua arquitetura barroco-colonial, foi capital da Capitania 
de Goiás e surgiu por ocasião do descobrimento de ouro nas cachoeiras do Rio Vermelho pelo ban-
deiranteBartolomeu Bueno da Silva, o Anhanguera, em 1726. Mais tarde, transformou-se em capital 
do estado de Goiás até o surgimento de Goiânia, na década de 1930.
A preservação do centro histórico e de suas igrejas, prédios históricos, do Chafariz de Cauda e de 
outros patrimônios materiais propiciou à cidade o reconhecimento de Patrimônio Cultural Mundial.
Brasília, no Distrito Federal, foi idealizada pelo arquiteto e urbanista Lúcio Costa com base em 
dois eixos: o Norte-Sul, conhecido como eixão, e o Leste-Oeste, conhecido como eixo monumental, 
constituído pela Esplanada dos Ministérios e a Praça dos Três Poderes. Esse plano, baseado no dese-
nho de um avião, e os prédios projetados pelo arquiteto Oscar Niemeyer constituem um dos únicos 
planos urbanos criados no século XX e reconhecidos como Patrimônio Cultural Mundial.
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Inspirações para ampliar
Assim como Goiás Velho e Brasília, outras cidades têm bens culturais.
E sua cidade?
Que bens são considerados pela população um patrimônio que guarda a memória de sua formação e história?
Muitos bens não foram reconhecidos pelos órgãos oficiais, mas são considerados de valor para 
a preservação da memória do lugar.
Por que não contar um pouco da história desses bens às crianças?
Cuidar desses locais e produtos é uma ação de cidadania.
Pesquise, recolha informações e imagens e faça um painel na sala com imagens de marcos his-
tóricos de sua comunidade e de comunidades próximas que possam ser conhecidos pelas crianças. 
Pergunte a elas se conhecem e sabem onde ficam esses lugares.
Quem já visitou algum desses lugares com a família?
Contar a história dos lugares reconhecidos pelas crianças gera uma sensação de pertencimento 
e é importante para a preservação da história.
Boa pesquisa!
Visitando
Museu Casa de Cora Coralina
Preserva a residência da escritora Cora Coralina, ao lado do Rio Vermelho, conhecida como a 
Casa da Velha Ponte. O acervo reúne a obra da poetisa.
Localização: Rua Dom Cândido, 20, Goiás, GO.
Site: <www.museucoracoralina.com.br>.
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BLOCO 4. ELEMENTOS DA CULTURA REGIONAL – CENTRO-OESTE
Elementos
Campos de 
experiências
Principais objetivos de aprendizagem 
e desenvolvimento
1. O artesanato e os 
peixes do Pantanal
(crianças de zero a 
1 ano e 6 meses)
O eu, o outro e o 
nós
EI01EO03 – Interagir com crianças da mesma faixa etária e 
adultos ao explorar materiais, objetos, brinquedos.
Corpo, gestos e 
movimentos
EI01CG01 – Movimentar as partes do corpo para exprimir 
corporalmente emoções, necessidades e desejos.
EI01CG03 – Experimentar as possibilidades de seu corpo 
nas brincadeiras e interações em ambientes acolhedores e 
desafiantes.
EI01CG05 – Imitar gestos, sonoridades e movimentos de outras 
crianças, adultos e animais.
Espaços, tempos, 
quantidades, 
relações e 
transformações
EI01ET05 – Manipular materiais diversos e variados para 
comparar as diferenças e semelhanças entre eles.
Oralidade e escrita
EI01OE03 – Demonstrar interesse ao ouvir histórias lidas ou 
contadas, observando ilustrações e os movimentos de leitura 
do adulto-leitor (modo de segurar o portador e de virar as 
páginas).
EI01OE08 – Ter contato com diferentes gêneros textuais (poemas, 
fábulas, contos, receitas, quadrinhos, anúncios etc.).
1. O artesanato e os 
peixes do Pantanal
(crianças de 1 ano e 
7 meses a 3 anos e 
11 meses)
O eu, o outro e o 
nós
EI02EO03 – Compartilhar os objetos e os espaços com crianças 
da mesma faixa etária e adultos.
Corpo, gestos e 
movimentos
EI02CG02 – Explorar formas de deslocamento no espaço 
(pular, saltar, dançar), combinando movimentos e seguindo 
orientações.
EI02CG05 – Deslocar seu corpo no espaço, orientando-se por 
noções como em frente, atrás, no alto, embaixo, dentro, fora etc.
Espaços, tempos, 
quantidades, 
relações e 
transformações
EI02ET01 – Explorar e descrever semelhanças e diferenças entre 
as características e propriedades dos objetos (sonoridade, 
textura, peso, tamanho, posição no espaço).
EI02ET02 – Observar, relatar e descrever incidentes do cotidiano 
e fenômenos naturais (luz solar, vento, chuva etc.).
EI02ET05 – Classificar objetos, considerando determinado 
atributo (tamanho, peso, cor, forma etc.).
Oralidade e escrita
EI02OE03 – Demonstrar interesse e atenção ao ouvir a leitura de 
histórias e outros textos, diferenciando escrita de ilustrações, e 
acompanhando, com orientação do adulto-leitor, a direção da 
leitura (de cima para baixo, da esquerda para a direita).
EI02OE08 – Ampliar o contato com diferentes gêneros textuais 
(parlendas, histórias de aventura, tirinhas, cartazes de sala, 
cardápios, notícias etc.).
2. Duas tradições: 
cururu e siriri
(crianças de zero a 
1 ano e 6 meses)
Traços, sons, cores 
e formas
EI01TS01 – Explorar sons produzidos com o próprio corpo e 
com objetos do ambiente.
EI01TS04 – Explorar diferentes fontes sonoras e materiais 
para acompanhar brincadeiras cantadas, canções, músicas e 
melodias.
EI01TS05 – Imitar gestos, movimentos, sons, palavras de outras 
crianças e adultos, animais, objetos e fenômenos da natureza.
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2. Duas tradições: 
cururu e siriri
(crianças de 1 ano e 
7 meses a 3 anos e 
11 meses)
Traços, sons, cores 
e formas
EI02TS01 – Criar sons com materiais, objetos e instrumentos 
musicais, para acompanhar diversos ritmos de música.
EI02TS04 – Utilizar diferentes fontes sonoras disponíveis 
no ambiente em brincadeiras cantadas, canções, músicas e 
melodias.
EI02TS05 – Imitar e criar movimentos próprios, em danças, 
cenas de teatro, narrativas e músicas.
3. A cavalhada e a 
brincadeira dos 
mascarados
(crianças de zero a 
1 ano e 6 meses)
Corpo, gestos e 
movimentos
EI01CG01 – Movimentar as partes do corpo para exprimir 
corporalmente emoções, necessidades e desejos.
EI01CG03 – Experimentar as possibilidades de seu corpo 
nas brincadeiras e interações em ambientes acolhedores e 
desafiantes.
EI01CG05 – Imitar gestos, sonoridades e movimentos de outras 
crianças, adultos e animais.
Oralidade e escrita
EI01OE03 – Demonstrar interesse ao ouvir histórias lidas ou 
contadas, observando ilustrações e os movimentos de leitura 
do adulto-leitor (modo de segurar o portador e de virar as 
páginas).
EI01OE08 – Ter contato com diferentes gêneros textuais (poemas, 
fábulas, contos, receitas, quadrinhos, anúncios etc.).
O eu, o outro e o 
nós
EI01EO02 – Perceber as possibilidades e os limites de seu corpo 
nas brincadeiras e interações das quais participa.
EI01EO03 – Interagir com crianças da mesma faixa etária e 
adultos ao explorar materiais, objetos, brinquedos.
EI01EO08 – Desenvolver confiança em si, em seus pares e nos 
adultos em situações de interação.
Traços, sons, cores 
e formas
EI01TS02 – Traçar marcas gráficas, em diferentes suportes, 
usando instrumentos riscantes e tintas.
EI01TS03 – Utilizar materiais variados com possibilidades 
de manipulação (argila, massa de modelar), criandoobjetos 
tridimensionais.
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3. A cavalhada e a 
brincadeira dos 
mascarados
(crianças de 1 ano e 
7 meses a 3 anos e 
11 meses)
Corpo, gestos e 
movimentos
EI02CG02 – Explorar formas de deslocamento no espaço 
(pular, saltar, dançar), combinando movimentos e seguindo 
orientações.
EI02CG05 – Deslocar seu corpo no espaço, orientando-se por 
noções como em frente, atrás, no alto, embaixo, dentro, fora etc.
Oralidade e escrita
EI02OE03 – Demonstrar interesse e atenção ao ouvir a leitura de 
histórias e outros textos, diferenciando escrita de ilustrações, e 
acompanhando, com orientação do adulto-leitor, a direção da 
leitura (de cima para baixo, da esquerda para a direita).
EI02OE08 – Ampliar o contato com diferentes gêneros textuais 
(parlendas, histórias de aventura, tirinhas, cartazes de sala, 
cardápios, notícias etc.).
O eu, o outro e o 
nós
EI02EO02 – Demonstrar imagem positiva de si e confiança em 
sua capacidade para enfrentar dificuldades e desafios.
EI02EO03 – Compartilhar os objetos e os espaços com crianças 
da mesma faixa etária e adultos.
EI02EO08 – Resolver conflitos nas interações e brincadeiras, com 
a orientação de um adulto.
Traços, sons, cores 
e formas
EI02TS02 – Utilizar diferentes materiais, suportes e 
procedimentos para grafar, explorando cores, texturas, 
superfícies, planos, formas e volumes.
EI02TS03 – Expressar-se por meio de linguagens como a do 
desenho, da música, do movimento corporal, do teatro.
4. Ora se esconde, 
ora se mostra, mas 
tudo é brincadeira
(crianças de zero a 
1 ano e 6 meses)
Oralidade e escrita
EI01OE03 – Demonstrar interesse ao ouvir histórias lidas ou 
contadas, observando ilustrações e os movimentos de leitura 
do adulto-leitor (modo de segurar o portador e de virar as 
páginas).
O eu, o outro e o 
nós
EI01EO02 – Perceber as possibilidades e os limites de seu corpo 
nas brincadeiras e interações das quais participa.
EI01EO03 – Interagir com crianças da mesma faixa etária e 
adultos ao explorar materiais, objetos, brinquedos.
EI01EO08 – Desenvolver confiança em si, em seus pares e nos 
adultos em situações de interação.
Corpo, gestos e 
movimentos
EI01CG01 – Movimentar as partes do corpo para exprimir 
corporalmente emoções, necessidades e desejos.
EI01CG03 – Experimentar as possibilidades de seu corpo 
nas brincadeiras e interações em ambientes acolhedores e 
desafiantes.
EI01CG05 – Imitar gestos, sonoridades e movimentos de outras 
crianças, adultos e animais.
221
Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em 
qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem 
ser indicadas, além de um link para a licença.
4. Ora se esconde, 
ora se mostra, mas 
tudo é brincadeira
(crianças de 1 ano e 
7 meses a 3 anos e 
11 meses)
Oralidade e escrita
EI02OE03 – Demonstrar interesse e atenção ao ouvir a leitura de 
histórias e outros textos, diferenciando escrita de ilustrações, e 
acompanhando, com orientação do adulto-leitor, a direção da 
leitura (de cima para baixo, da esquerda para a direita).
Espaços, tempos, 
quantidades, 
relações e 
transformações
EI02ET05 – Classificar objetos, considerando determinado 
atributo (tamanho, peso, cor, forma etc.).
EI02ET08 – Contar oralmente objetos, pessoas, livros etc., em 
contextos diversos.
O eu, o outro e o 
nós
EI02EO02 – Demonstrar imagem positiva de si e confiança em 
sua capacidade para enfrentar dificuldades e desafios.
EI02EO03 – Compartilhar os objetos e os espaços com crianças 
da mesma faixa etária e adultos.
EI02EO08 – Resolver conflitos nas interações e brincadeiras, com 
a orientação de um adulto.
Corpo, gestos e 
movimentos
EI02CG02 – Explorar formas de deslocamento no espaço 
(pular, saltar, dançar), combinando movimentos e seguindo 
orientações.
EI02CG05 – Deslocar seu corpo no espaço, orientando-se por 
noções como em frente, atrás, no alto, embaixo, dentro, fora etc.
5. Viola de cocho e o 
som rural
(crianças de zero a 
1 ano e 6 meses)
Traços, sons, cores 
e formas
EI01TS02 – Traçar marcas gráficas, em diferentes suportes, 
usando instrumentos riscantes e tintas.
EI01TS03 – Utilizar materiais variados com possibilidades 
de manipulação (argila, massa de modelar), criando objetos 
tridimensionais.
5. Viola de cocho e o 
som rural
(crianças de 1 ano e 
7 meses a 3 anos e 
11 meses)
Traços, sons, cores 
e formas
EI02TS02 – Utilizar diferentes materiais, suportes e 
procedimentos para grafar, explorando cores, texturas, 
superfícies, planos, formas e volumes.
EI02TS03 – Expressar-se por meio de linguagens como a do 
desenho, da música, do movimento corporal, do teatro.
Espaços, tempos, 
quantidades, 
relações e 
transformações
EI02ET05 – Classificar objetos, considerando determinado 
atributo (tamanho, peso, cor, forma etc.).
EI02ET07 – Utilizar conceitos básicos de tempo (agora, antes, 
durante, depois, ontem, hoje, amanhã, lento, rápido, depressa, 
devagar).
EI02ET08 – Contar oralmente objetos, pessoas, livros etc., em 
contextos diversos.
EI02ET09 – Registrar com números a quantidade de crianças 
(meninas e meninos, presentes e ausentes) e a quantidade de 
objetos da mesma natureza (bonecas, bolas, livros etc.).
6. Vai um mate 
gelado?
(crianças de zero a 
1 ano e 6 meses)
Espaços, tempos, 
quantidades, 
relações e 
transformações
EI01ET01 – Explorar e descobrir as propriedades de objetos e 
materiais (odor, cor, sabor, temperatura).
EI01ET02 – Explorar relações de causa e efeito (transbordar, 
tingir, misturar, mover e remover etc.) na interação com o 
mundo físico.
EI01ET03 – Explorar o ambiente pela ação e observação, 
manipulando, experimentando e fazendo descobertas.
222
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qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem 
ser indicadas, além de um link para a licença.
6. Vai um mate 
gelado?
(crianças de 1 ano e 
7 meses a 3 anos e 
11 meses)
Espaços, tempos, 
quantidades, 
relações e 
transformações
EI02ET01 – Explorar e descrever semelhanças e diferenças entre 
as características e propriedades dos objetos (sonoridade, 
textura, peso, tamanho, posição no espaço).
EI02ET07 – Utilizar conceitos básicos de tempo (agora, antes, 
durante, depois, ontem, hoje, amanhã, lento, rápido, depressa, 
devagar).
EI02ET08 – Contar oralmente objetos, pessoas, livros etc., em 
contextos diversos.
EI02ET09 – Registrar com números a quantidade de crianças 
(meninas e meninos, presentes e ausentes) e a quantidade de 
objetos da mesma natureza (bonecas, bolas, livros etc.).
7. Xingu: uma reserva 
indígena e seus 
rituais
(crianças de zero a 
1 ano e 6 meses)
Traços, sons, cores 
e formas
EI01TS01 – Explorar sons produzidos com o próprio corpo e 
com objetos do ambiente. 
EI01TS02 – Traçar marcas gráficas, em diferentes suportes, 
usando instrumentos riscantes e tintas.
EI01TS05 – Imitar gestos, movimentos, sons, palavras de outras 
crianças e adultos, animais, objetos e fenômenos da natureza.
Oralidade e escrita
EI01OE03 – Demonstrar interesse ao ouvir histórias lidas ou 
contadas, observando ilustrações e os movimentos de leitura 
do adulto-leitor (modo de segurar o portador e de virar as 
páginas).
EI01OE07 – Conhecer e manipular materiais impressos e 
audiovisuais em diferentesportadores (livro, revista, gibi, 
jornal, cartaz, CD, tablet etc.).
Espaços, tempos, 
quantidades, 
relações e 
transformações
EI01ET05 – Manipular materiais diversos e variados para 
comparar as diferenças e semelhanças entre eles.
Corpo, gestos e 
movimentos
EI01CG01 – Movimentar as partes do corpo para exprimir 
corporalmente emoções, necessidades e desejos.
EI01CG03 – Experimentar as possibilidades de seu corpo 
nas brincadeiras e interações em ambientes acolhedores e 
desafiantes.
EI01CG05 – Imitar gestos, sonoridades e movimentos de outras 
crianças, adultos e animais.
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qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem 
ser indicadas, além de um link para a licença.
7. Xingu: uma reserva 
indígena e seus 
rituais
(crianças de 1 ano e 
7 meses a 3 anos e 
11 meses)
Traços, sons, cores 
e formas
EI02TS01 – Criar sons com materiais, objetos e instrumentos 
musicais, para acompanhar diversos ritmos de música.
EI02TS02 – Utilizar diferentes materiais, suportes e 
procedimentos para grafar, explorando cores, texturas, 
superfícies, planos, formas e volumes.
EI02TS03 – Expressar-se por meio de linguagens como a do 
desenho, da música, do movimento corporal, do teatro.
EI02TS05 – Imitar e criar movimentos próprios, em danças, 
cenas de teatro, narrativas e músicas.
Oralidade e escrita
EI02OE03 – Demonstrar interesse e atenção ao ouvir a leitura de 
histórias e outros textos, diferenciando escrita de ilustrações, e 
acompanhando, com orientação do adulto-leitor, a direção da 
leitura (de cima para baixo, da esquerda para a direita).
Espaços, tempos, 
quantidades, 
relações e 
transformações
EI02ET01 – Explorar e descrever semelhanças e diferenças entre 
as características e propriedades dos objetos (sonoridade, 
textura, peso, tamanho, posição no espaço).
EI02ET05 – Classificar objetos, considerando determinado 
atributo (tamanho, peso, cor, forma etc.).
Corpo, gestos e 
movimentos
EI02CG02 – Explorar formas de deslocamento no espaço 
(pular, saltar, dançar), combinando movimentos e seguindo 
orientações.
EI02CG05 – Deslocar seu corpo no espaço, orientando-se por 
noções como em frente, atrás, no alto, embaixo, dentro, fora etc.
8. Os candangos 
construíram uma 
capital
(crianças de zero a 
1 ano e 6 meses)
O eu, o outro e o 
nós
EI01EO03 – Interagir com crianças da mesma faixa etária e 
adultos ao explorar materiais, objetos, brinquedos.
8. Os candangos 
construíram uma 
capital
(crianças de 1 ano e 
7 meses a 3 anos e 
11 meses)
O eu, o outro e o 
nós
EI02EO03 – Compartilhar os objetos e os espaços com crianças 
da mesma faixa etária e adultos.
9. Dois meninos 
guardiões, duas 
lendas
(crianças de zero a 
1 ano e 6 meses)
O eu, o outro e o 
nós
EI01EO03 – Interagir com crianças da mesma faixa etária e 
adultos ao explorar materiais, objetos, brinquedos.
Oralidade e escrita
EI01OE04 – Reconhecer elementos das ilustrações de histórias, 
apontando-os, a pedido do adulto-leitor.
EI01OE07 – Conhecer e manipular materiais impressos e 
audiovisuais em diferentes portadores (livro, revista, gibi, 
jornal, cartaz, CD, tablet etc.).
EI01OE08 – Ter contato com diferentes gêneros textuais (poemas, 
fábulas, contos, receitas, quadrinhos, anúncios etc.).
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ser indicadas, além de um link para a licença.
9. Dois meninos 
guardiões, duas 
lendas
(crianças de 1 ano e 
7 meses a 3 anos e 
11 meses)
O eu, o outro e o 
nós
EI02EO03 – Compartilhar os objetos e os espaços com crianças 
da mesma faixa etária e adultos.
Oralidade e escrita
EI02OE04 – Formular e responder perguntas sobre fatos da 
história narrada, identificando cenários, personagens e 
principais acontecimentos.
EI02OE08 – Ampliar o contato com diferentes gêneros textuais 
(parlendas, histórias de aventura, tirinhas, cartazes de sala, 
cardápios, notícias etc.).
10. O antigo e o 
novo, Goiás 
Velho e Brasília: 
patrimônios 
mundiais
(crianças de zero a 
1 ano e 6 meses)
O eu, o outro e o 
nós
EI01EO03 – Interagir com crianças da mesma faixa etária e 
adultos ao explorar materiais, objetos, brinquedos.
Oralidade e escrita
EI01OE04 – Reconhecer elementos das ilustrações de histórias, 
apontando-os, a pedido do adulto-leitor.
EI01OE07 – Conhecer e manipular materiais impressos e 
audiovisuais em diferentes portadores (livro, revista, gibi, 
jornal, cartaz, CD, tablet etc.).
EI01OE08 – Ter contato com diferentes gêneros textuais (poemas, 
fábulas, contos, receitas, quadrinhos, anúncios etc.).
10. O antigo e o 
novo, Goiás 
Velho e Brasília: 
patrimônios 
mundiais
(crianças de 1 ano 
e 7 meses a 3 anos 
e 11 meses)
O eu, o outro e o 
nós
EI02EO03 – Compartilhar os objetos e os espaços com crianças 
da mesma faixa etária e adultos.
Oralidade e escrita
EI02OE04 – Formular e responder perguntas sobre fatos da 
história narrada, identificando cenários, personagens e 
principais acontecimentos.
EI02OE08 – Ampliar o contato com diferentes gêneros textuais 
(parlendas, histórias de aventura, tirinhas, cartazes de sala, 
cardápios, notícias etc.).
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qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem 
ser indicadas, além de um link para a licença.
Bloco 5. Elementos da cultura regional – Sudeste
Elemento 1. Jongo e congada: ao som de tambores
O que sentimos quando dançamos?
A dança traz prazer?
Dançar é uma atividade prazerosa que nos possibilita brincar com gestos e movimentos.
O som dos tambores e as danças de roda fa-
ziam parte da cultura de grupos de africanos tra-
zidos como escravizados ao Brasil no Período Co-
lonial. Essas e outras contribuições desses povos 
deram origem a diversas manifestações culturais, 
como o jongo, dança que originalmente se realiza-
va nas senzalas das fazendas da Região Sudeste.
Conversando sobre...
Ao som de dois tambores, um grave e um 
agudo, um casal de cada vez entra na roda giran-
do com muita agilidade e ginga. Homem e mu-
lher dançam se desafiando e, de vez em quando, 
fazem menção a uma umbigada (bater umbigo
Caru Ribeiro/MINC/Flickr.com
Apresentação do grupo Jongo da Serrinha.
contra umbigo). Sucessivamente, os casais vão se alternando no centro da roda.
Originalmente, só os mais velhos podiam entrar na roda, enquanto os jovens ficavam de fora 
observando. Essa tradição foi alterada no Rio de Janeiro, quando Maria Joana (1902-1986), fundado-
ra do Jongo da Serrinha e da escola de samba Império Serrano, permitiu a participação das crianças. 
Essa ação ajudou a perpetuar e popularizar a dança.
Em 2005, o jongo passou a ser considerado patrimônio cultural brasileiro. Assim como outras 
manifestações culturais afro-brasileiras, o jongo pode ser considerado um elemento de resistência 
cultural de afrodescendentes.
Inspirações para ampliar
Além do jongo, outras danças de roda fazem parte da cultura brasileira da Região Sudeste, como 
o samba de roda. Procure conhecer essa dança de roda tradicional e apresente-a às crianças.
Introduza o jongo explicando à turma que os jongueiros (dançarinos de jongo) iniciam seu 
aprendizado com passos mais simples e então treinam até se aperfeiçoar. Em seguida, organize a 
turma em grupos pequenos, de duas a quatro crianças, e dê início à atividade apresentandoos mo-
vimentos para cada grupo. Conforme a idade das crianças e a evolução dos grupos, forme uma roda 
e proponha movimentos e passos mais elaborados no centro da roda.
Esses passos iniciais podem ser desafiadores para as crianças pequenas. Contudo, espera-se que 
elas possam auxiliar umas às outras para que assim a turma toda brinque de roda.
Ao término da atividade, converse com os pequenos e escute suas narrativas sobre como foram 
as danças.
Muitas rodas para você e sua turma!
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qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem 
ser indicadas, além de um link para a licença.
Visitando
Grupo Cultural Jongo da Serrinha (Casa do Jongo)
Criada na cidade do Rio de Janeiro no fim dos anos 1960 por Mestre Darcy Monteiro e sua mãe, 
a vovó Maria Joana Rezadeira, essa organização não governamental tem o propósito de difundir e 
preservar o jongo.
Localização: Rua Compositor Silas de Oliveira, 101, Serrinha, Madureira, Rio de Janeiro, RJ.
Site: <www.jongodaserrinha.org>.
Conversando sobre...
Outra manifestação da cultura afro-brasileira que pode ser considerada um elemento de resis-
tência é a congada. 
Uma lenda conhecida na região de Ouro Preto, Minas Gerais, conta que o monarca do Congo foi 
capturado e trazido escravizado para o Brasil em 1740. Aqui, foi comprado pelo dono de uma mina 
de ouro, em Ouro Preto, que o batizou de Francisco.
Durante o trabalho nas minas, Chico, como era chamado, escondia pó de ouro no cabelo e, ao 
lavar a cabeça à noite, recolhia o pó precioso. Essa estratégia lhe permitiu comprar sua liberdade. 
Depois, ele continuou a trabalhar em uma mina da região, onde descobriu um novo veio de ouro. 
Então, guardou esse segredo até que os donos da mina a consideraram exaurida e ele a comprou 
para iniciar a exploração do novo veio.
Chico se tornou um homem muito rico e ganhou prestígio na comunidade da região. Logo, ele 
passou a comprar a liberdade de outros escravos. Aproximou-se de autoridades e de religiosos, fi-
nanciou a construção de igrejas e criou duas festas anuais: o Dia de Reis, no mês de janeiro, e o Dia 
de Nossa Senhora do Rosário, no mês de outubro. Nessas ocasiões, em trajes reais, acompanhado da 
esposa e dos escravos libertos, seguia em um grande cortejo até a igreja de Nossa Senhora do Rosário 
dos Homens Pretos. Lá, a esposa e ele eram coroados rei e rainha do Congo.
Inspirações para ampliar
A cultura popular mantém histórias de personagens populares por seus feitos, hábitos, vesti-
mentas ou participações em maniestações culturais. Muitas vezes, essas histórias não são registradas 
por escrito e permanecem na tradição oral, transmitidas de geração em geração.
Pesquise a história de algum personagem da região em que mora e conte-a às crianças em uma 
roda de conversa.
Proponha que perguntem aos pais e familiares se conhecem alguma história que tenha sido con-
tada de geração em geração por membros da família. Peça que o familiar escreva essa história para 
ser trazida à escola e apresentada para a turma. Reúna todo o material, se possível inclua imagens 
que ilustrem as histórias e, com a ajuda das crianças, monte um painel.
Valorize o conhecimento que as famílias conservam como tradição!
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ser indicadas, além de um link para a licença.
Visitando
Museu da Inconfidência de Ouro Preto
Museu de caráter histórico e artístico, encontra-se na Antiga Casa de Câmara e Cadeia de Vila 
Rica, em Ouro Preto, Minas Gerais. Dedicado à preservação da memória da Inconfidência Mineira, 
seu acervo reúne objetos, documentos, retratos, mobiliário e utensílios que são um verdadeiro teste-
munho do período do ciclo do ouro da região. Três anexos abrigam hoje as atividades da instituição, 
que incluem exposições temporárias, pesquisa e interação com a comunidade local.
Localização: Praça Tiradentes, 139. Centro, Ouro Preto, MG.
Site: <www.museudainconfidencia.gov.br/home>.
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ser indicadas, além de um link para a licença.
Elemento 2. Barro: bonecas e panelas
Elementos da natureza podem se transformar em obra de arte?
No Vale do Jequitinhonha, na região norte de Minas Gerais, o trabalho das artesãs de Coqueiro 
Campo nasce do barro. Conhecidas como bonequeiras, essas mulheres produzem figuras que re-
presentam situações vividas pela mulher no cotidiano ou em momentos de festas e comemorações.
Arquivo do autor
Bonecas de cerâmica do Vale do Jequitinhonha, MG.
Conversando sobre...
As artesãs mais antigas do Vale do Jequitinhonha contam que, quando começaram a trabalhar 
o barro, elas moldavam e vendiam peças utilitárias como potes e panelas, mas não tinham retorno 
financeiro suficiente para o sustento de suas famílias.
A artesã Maria José Gomes da Silva, conhecida como Zezinha, aprendeu a moldar o barro com 
seus pais e seu trabalho tornou-se muito prestigiado. Quando começou a produzir suas peças, suas 
mulheres de barro eram figuras sem vaidade, simples, sem adornos ou enfeites. Com o tempo, isso 
foi se modificando e hoje a maioria das bonecas retrata moças bonitas, bem-vestidas, cuidadosa-
mente arrumadas e enfeitadas com colares, brincos e chapéus. A figura da noiva e momentos da 
maternidade também são representados em muitas de suas peças.
As bonecas são produzidas com a técnica e o conhecimento das artesãs, que conhecem muito 
bem o material com que lidam e sabem que não é todo barro que se transforma em uma boa argila 
para moldar. 
229
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ser indicadas, além de um link para a licença.
O processo se inicia com a preparação da argila para a modelagem, então o barro é amassado 
e batido até que tenha uma consistência firme e moldável. Batido o barro, inicia-se o trabalho de 
modelagem das bonecas. Prontas, as peças são colocadas para secar e depois são levadas ao forno 
em alta temperatura para que fiquem bem resistentes. Depois de retiradas do forno, passam pelo 
processo de acabamento com a pintura e a aplicação de adornos.
Graças à técnica aprimorada de produção e à unicidade do tema, as bonequinhas da região cons-
truíram uma “marca” que hoje identifica a produção artesanal do Vale de Jequitinhonha.
Inspirações para ampliar
Que tal pensar em uma proposta com o tema bonecas?
Para começar, você pode propor às crianças que desenhem uma boneca.
Na literatura brasileira são encontrados exemplos de bonecos, como a boneca de pano Emília e 
o Visconde de Sabugosa, uma espiga de milho, personagens criados por Monteiro Lobato.
As bonecas podem ser feitas de muitas maneiras e com diversos materiais. Se as crianças de-
monstrarem interesse, uma oficina de bonecas com a participação de familiares pode ampliar o tema.
Que tipo de técnica é utilizado para fazer as bonecas artesanais de sua região?
Caso seja uma técnica simples, informe-se se algum familiar das crianças a conhece e se poderia 
ensiná-la à turma.Para ampliar a brincadeira, que tal completar a atividade com outras ideias das próprias crianças?
Elas podem contar se têm bonecas e bonecos, como brincam com eles etc.
Bom divertimento!
Para saber mais
•	Do pó da terra, direção de Maurício Nahas. Brasil, 2016.
Para conhecer mais sobre as bonequeiras do Vale do Jequitinhonha e seu artesanato com argila, 
assista a esse documentário. O filme mostra as condições de vida do lugar e de artesãs prestigiadas, 
como Izabel Mendes da Cunha, Maria Lira Marques Borges e Maria José Gomes da Silva.
Conversando sobre...
No estado do Espírito Santo, o barro 
também é um componente especial na pro-
dução de artesanato, usado na confecção de 
panelas consideradas ícone da cultura po-
pular capixaba.
O utensílio sempre foi produzido por 
mulheres: antigamente pelas indígenas que 
habitaram o litoral do estado e atualmente 
por artesãs paneleiras da comunidade co-
nhecida como Goiabeiras Velha, em Vitória.
Arquivo do autor
Panela de barro capixaba.
230
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ser indicadas, além de um link para a licença.
Ao longo do tempo, houve pouca mudança na maneira de manufaturar as panelas. Com uma 
técnica secular, transmitida dentro das tradições familiares, são produzidas manualmente com argi-
la do Vale do Mulembá e ferramentas artesanais e rudimentares. Depois de secas ao sol, são polidas, 
queimadas a céu aberto e impermeabilizadas, com tintura de tanino, quando ainda quentes.
A moqueca capixaba, a moqueca de garoupa salgada com banana-da-terra e a torta capixaba 
são três dos mais tradicionais pratos da cozinha do Espírito Santo e, conforme a tradição, devem ser 
cozidas em panela de barro para manter o sabor original.
Inspirações para ampliar
As crianças da turma gostam de brincar com argila ou massinha de modelar?
Ao brincar com argila ou massinha de modelar, é comum as crianças criarem formas de comidi-
nhas, como bolos e pizzas, ou de acessórios, como pulseiras, relógios ou colares. Você pode observar 
o que modelam, de acordo com a faixa etária.
Que tal propor ao grupo a construção de um objeto tridimensional?
Ofereça argila ou massinha de modelar às crianças e deixe-as livres para explorar o material e 
pensar no que é possível produzir com ele. Em seguida, proponha que modelem objetos tridimen-
sionais, mas, se estes começarem a cair com muita facilidade, ressalte a necessidade de a base ser 
maior para dar suporte para a forma que eles desejam criar.
Similar às brincadeiras de empilhar caixas e latinhas, a construção tridimensional com argila é 
uma excelente aprendizagem que ocorre por tentativas, erros e acertos.
É importante lembrar que, na Educação Infantil, o processo é a aprendizagem. A criança pode 
não concluir a construção, mas o processo deve ser registrado. Esse registro vai ajudá-lo a planejar 
as próximas atividades.
Boa construção e ótimas descobertas!
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Elemento 3. Amarelinha: um traçado no chão
Uma brincadeira antiga pode divertir as crianças atualmente?
Sim. Brincadeiras não saem de moda. 
É o caso da amarelinha, uma brincadeira de criança, passada de geração em geração e uma das 
mais conhecidas em muitos países.
São várias as maneiras de traçar uma amarelinha: com risca de giz no asfalto, demarcada na 
areia ou como pintura no chão. O que importa na brincadeira é chegar ao céu!
pixabay.com
Amarelinha.
Conversando sobre...
Essa brincadeira pode receber muitos nomes e formas de apresentação diferentes. Entre os no-
mes pelos quais a brincadeira é conhecida mencione para a turma: amarela, marelinha do caco, ca-
demia, sapata, caracol, queimei, macaca e xadrez. 
Para brincar com crianças pequenas, o traçado reto é o mais adequado por facilitar o equilíbrio. 
Elas podem ora se apoiar nos dois pés, ora em um pé só. Se a turma for de crianças muito pequenas, 
você pode sugerir que coloquem os dois pés no chão ao pular.
Outra disposição comum da amarelinha é a de traçado em espiral. A criança pula todo o forma-
to em um pé só e descansa no final, quando chega ao céu. Normalmente são 10 casas para pular e o 
céu fica no centro da espiral.
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ser indicadas, além de um link para a licença.
Inspirações para ampliar
Que tal propor a brincadeira às crianças?
Leve a turma para um espaço aberto da escola e desenhe no chão, usando giz de lousa, um re-
tângulo comprido dividido em 10 partes iguais. Cada parte será uma casa do jogo e terá um número 
escrito nela. A quantidade de casas pode variar de acordo com a faixa etária da turma. Depois da 
casa de maior número, faça uma meia-lua e escreva CÉU dentro dela.
Sorteie quem começará a brincadeira. A criança lança uma pedra pequena – ou outro objeto 
disponível, como uma tampa plástica – na casa de número 1 e a brincadeira começa. Ela deve pular 
a casa 1, onde a pedra está. Se fizer o trajeto de ida e volta sem pisar na casa com a pedra, ela pode 
avançar o jogo e passar para a casa de número 2 e assim por diante. Ganha o jogo aquele que conse-
guir levar a pedra até a última casa e alcançar o céu.
Conforme o interesse das crianças, acrescente mais objetivos ou desafios, como pular as casas 
com um pé só, percorrer o trajeto indo até o céu, ou indo e voltando dele.
É importante ter no pátio ou na quadra uma amarelinha desenhada, sempre pronta para as crian-
ças. Levá-las para brincar no espaço da amarelinha é um treino e um desafio interessante para elas.
Visitando
Museu Catavento
Espaço cultural e educacional com exposições interativas, criado com o propósito de apresentar 
e divulgar ciência, tecnologia e cultura de maneira lúdica, aproximando crianças e jovens ao univer-
so das descobertas.
Localização: Parque D. Pedro II, Centro, São Paulo, SP.
Site: <www.cataventocultural.org.br>.
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Elemento 4. Ó abre alas para o carnaval e o samba de lenço
“Ó abre alas que eu quero passar!”
Quem nunca ouviu esse verso?
O verso é de origem de um samba da compositora 
carioca Chiquinha Gonzaga, composto em 1935, que se 
transformou em marco da história do carnaval brasileiro. 
O refrão expressa a alegria dos brincantes no período do 
carnaval.
Conversando sobre...
O samba é uma das mais conhecidas manifestações da 
cultura brasileira. Tem sua origem no encontro cultural que 
surge no Rio de Janeiro, com a chegada dos afrodescenden-
tes vindos da Bahia, em meados do século XIX. Esse é o 
ritmo que embala o carnaval nessa região.
Muitas foram e são as formas de brincar o carnaval do 
Rio de Janeiro. Em décadas passadas, havia bailes de másca-
ras e de fantasias, desfiles de carros pelas ruas da cidade, ba-
talhas de confetes, desfiles de cordões e blocos de rua. Hoje, 
a programação preponderante nacidade é a dos blocos que 
desfilam pelas ruas e o desfile das escolas de samba, reco-
nhecido como um dos principais eventos do país. 
Wikimedia Commons/Domínio Público
Chiquinha Gonzaga, 1877.
As escolas de samba são compostas por várias alas: das baianas, dos passistas, da comunida-
de, da bateria, entre outras. A bateria, encarregada de marcar o ritmo do desfile, é composta pelos 
ritmistas – nome dado aos diversos instrumentistas. Seus desfiles mobilizam milhares de pessoas e 
atraem um grande público, inclusive turistas do mundo inteiro.
Uma manifestação cultural que começa como algo marginalizado e fortemente reprimido é hoje 
um dos principais eventos do país.
Inspirações para ampliar
Cada região tem sua maneira de brincar o carnaval, além de diferentes ritmos e vestimentas.
Que tal brincar o carnaval com sua turma?
Para combinar a brincadeira, converse com as crianças para saber o que conhecem das diferentes 
formas de se brincar no carnaval. Com uma caixa de tecidos, fitas e adereços coloridos e brilhantes, 
podem nascer muitas vestimentas divertidas e a alegria vai ficar completa com a participação da 
turma fantasiada.
Combine com a equipe de professores a participação das demais turmas. Não se prenda a músicas e 
manifestações valorizadas pela grande mídia, mas valorize ritmos e formas locais de festejar o carnaval.
Você pode propor um baile de máscaras, um desfile de fantasias criadas pelas crianças ou tocar 
músicas e marchinhas de carnaval para que elas possam dançar e se divertir.
Boa brincadeira!
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Conversando sobre...
Ao se espalhar pelo Brasil e ser influenciado por diferentes batuques, o samba deu origem a 
diversas variantes. Uma delas é o samba de lenço, ritmo mais lento, com compasso diferente, que 
surgiu no interior do estado de São Paulo. 
De origem africana, cultuada na área rural, é uma manifestação em devoção a São Benedito que 
une aspectos da cultura afro-brasileira com a cultura caipira – por isso também conhecida como 
samba caipira.
A vestimenta dos pares, geralmente em branco e vermelho, é complementada por um lenço 
branco na mão das mulheres. Os participantes se enfileiram, homens à frente das mulheres, e o lenço 
começa a unir novos pares. A partir desse momento, começam a dançar em roda com as mulheres 
movimentando suas saias. O ritmo é dado por instrumentos de percussão, como chocalho, pandeiro, 
bumbo, zabumba e caixas. O lenço acompanha toda a coreografia.
Por ser uma manifestação que compartilha a origem nas senzalas das plantações de café, como o 
jongo e o samba de umbigada, a coreografia se mescla entre a dança em fileira ou em roda.
Inspirações para ampliar
A brincadeira da passagem do lenço pode animar as crianças.
A dança enfileirada traz uma proposta nova, estimulando-as a escolher seus pares.
Uma brincadeira tradicional que também tem o lenço como motivação é a do lenço atrás.
Você a conhece?
Também chamada de corre cotia ou pega lenço, é dirigida para a faixa etária acima de 3 anos. Pode 
ser feita na sala, quadra ou pátio, lugares amplos o suficiente para correr em torno da roda de crianças.
Como brincar?
Todos os participantes, com exceção de um, começam sentados em círculo. Aquele que ficou de 
fora será o pegador. Com o lenço na mão, ele andará lentamente em volta do círculo enquanto todos 
cantam uma cantiga que pode ser, por exemplo, “Corre cotia”:
Corre cotia
Corre cotia
Na casa da tia
Corre cipó
Na casa da avó
Lencinho na mão
Caiu no chão
Mocinha bonita
Do meu coração!
Cantiga.
Claudia Marianno
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Durante a cantoria, sem que ninguém perceba, o pegador deixa cair o lenço atrás de um dos par-
ticipantes sentados. Quando o escolhido descobre que o lenço está atrás dele, levanta-se e começa a 
perseguir o pegador, que deve correr dando a volta na roda para ocupar o lugar que ficou vago nela. 
Se for apanhado antes de chegar ao lugar vazio, o pegador continua nessa função, mas, se conseguir 
dar a volta e ocupar o lugar vago, o novo pegador será a criança escolhida.
Visitando
Museu do Samba
Museu que preserva e ensina a memória do samba como patrimônio cultural brasileiro.
Localização: Rua Visconde de Niterói, 1296. Rio de Janeiro, RJ. O museu fica dentro do Centro 
Cultural Cartola.
Site: <www.museudosamba.org.br>.
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Elemento 5. Catira e moda de viola
A música e a dança podem ajudar a comunicar nossos sen-
timentos?
As rotas traçadas pelo interior do Brasil foram marca-
das no Sul pelos tropeiros, para a condução do gado, e no 
Sudeste pelos bandeirantes, na busca por metais preciosos 
e mão de obra indígena. Essas duas ações que ocorreram 
durante o Brasil Colonial contribuíram para a difusão e o 
reconhecimento de manifestações de dança protagonizadas 
por homens: a chula na Região Sul e o cateretê, ou catira, na 
Região Sudeste.
Conversando sobre...
Ao som da viola, a catira, ou cateretê, difundiu-se pe-
los estados do oeste brasileiro. Sua origem é atribuída à 
cultura indígena e recebeu influência das culturas africa-
na e europeia. 
A catira é uma dança rural e está presente sobretudo na 
área de influência da cultura caipira. Em geral, está presen-
te nas Folias de Reis e nas Festas do Divino. Por influências 
locais das regiões em que a catira está presente, surgiram
Leptossomico/Wikimedia Commons
Viola caipira.
diferentes formas de se dançar. Em alguns lugares é dançada só por homens, em outros é bailada em 
pares. Nas duas modalidades, mantém sua organização inicial em duas fileiras em que os integran-
tes brincam uns diante dos outros ao ritmo de palmas e bate-pés, acompanhados por duas violas. 
Os violeiros cantam no intervalo da dança e dirigem as evoluções. Dois termos que caracterizam a 
dança é o rasqueado, um dedilhar rápido e contínuo do violeiro para os dançarinos fazerem o passo 
conhecido como escova, que é uma rápida batida das mãos e dos pés, acompanhada por seis pulos.
Inspirações para ampliar
As crianças têm propensão para investigar e pesquisar.
Que tal propor à turma uma brincadeira de exploração?
Como investigadores, elas podem fazer uma expedição no pátio da creche, na pracinha próxima 
ou na própria sala.
Organize o espaço escolhido para as crianças fazerem a coleta de objetos preciosos: elementos da 
natureza. No universo infantil, a natureza está associada a múltiplas possibilidades de aprendizado. 
As crianças têm a possibilidade de investigar formas, cores, texturas, transformações, movimentos, 
entre muitos outros conhecimentos.
Em roda, convide-as a conversar sobre os materiais encontrados e ajude-as a explorar o que co-
letaram: Que forma possui? Que cor? Que peso? Que tamanho? Onde achou?
Enfim, leve-as a narrar o que lhes interessou.
Boa expedição!
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