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N o v a V e r s ã o I n t e r n a c i o n a l
NVI
u m p asseIo I lustrado 
a traV és da h I stó rIa e 
da c ultura da bíblIa
Arqueológica
bíblia de estudo
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
(Câmara Brasileira do Livro, sP, Brasil)
Bíblia de Estudo Arqueológica NVI / Equipe de tradução: Claiton André 
Kunz, Eliseu Manoel dos Santos e Marcelo Smargiasse; Prefácio da Edição 
Brasileira: Luiz Sayão. — São Paulo: Editora Vida, 2013.
Título original: Archaeological Study Bible NIV.
ISBN 978-85-383-0274-2
1. Arqueologia 2. Bíblia — Estudo e ensino.
CDD-220.520313-00642
Índices para catálogo sistemático:
1. Bíblia de Estudo Arqueológica: Nova Versão Internacional 220.5203
1. edição: maio 2013
Editora Vida
Rua Isidro Tinoco, 70 Tatuapé
CEP 03316-010 São Paulo, SP
Tel.: 0 xx 11 2618 7000
Fax: 0 xx 11 2618 7030
www.editoravida.com.br
Edição publicada sob permissão contratual com
Zondervan Corporation, Grand Rapids, Michigan, EUA.
Materiais de estudo adaptados de Archaeological Study Bible.
Originalmente publicado nos EUA com o título Archaeological 
Study Bible.
© 2005, Zondervan Corporation. Todos os direitos reservados.
Todos os direitos desta tradução em língua portuguesa 
reservados por Editora Vida.
Proibida a reprodução por quaisquer meios, 
salvo em breves citações, com indicação da fonte.
O texto pode ser citado de várias maneiras (escrito, visual, 
eletrônico ou áudio) até quinhentos (500) versículos sem 
a expressa permissão por escrito do editor, cuidando para que 
a soma de versículos citados não complete um livro da Bíblia 
nem os versículos computem 25% ou mais do texto da obra em 
que são citados. O pedido de permissão que exceder as normas 
aqui expressas deve ser encaminhado à Editora Vida Ltda. e 
estará sujeito à aprovação por escrito.
The text may be quoted in any form (written, visual, eletronic or 
audio), up to and inclusive of five hundred (500) verses without 
the express written permission of the publisher, providing the 
verses quoted do not amount to a complete book of the Bible 
nor do the verses quoted account for 25 percent (25%) or more 
of the total text of the work in which they are quoted. Permission 
requests that exceed the above guidelines must be directed to, 
and approved in writing by, International Bible Society, 1820 
Jet Stream Drive, Colorado Springs, CO 80921, USA.
Bíblia Sagrada, Nova Versão Internacional, NVI®
Copyright © 1993, 2000, 2011 de Biblica, Inc. 
Publicado sob permissão. 
Todos os direitos reservados mundialmente.
Concordância Bíblica NVI Abreviada
©2002, Editora Vida. Publicada com permissão.
Esta obra está em conformidade com o Acordo Ortográfico 
da Língua Portuguesa, assinado em 1990, em vigor desde 
janeiro de 2009.
Equipe de Tradução 
Claiton André Kunz
Eliseu Manoel dos Santos
Marcelo Smargiasse
Revisão de Tradução e de Estilo 
Judson Canto
Revisão de Provas 
Gisele Romão da Cruz Santiago
Inserção de notas laterais 
Karina Fatel
Conferência parcial de emendas 
Adriana Séris
Direção-Executiva
Sérgio Henrique de Lima
Editor Geral
Marcelo Smargiasse
Editor-Assistente
Gisele Romão da Cruz Santiago
Projeto Gráfico e diagramação 
Claudia Fatel Lino
Jônatas Jacob
Karine P. dos Santos
Set-Up Time
Design e Arte de capa
Arte Peniel
I n t r o d u c t i o n t o
Title
a n t i g o t e s t a m e n t o
n o v o t e s t a m e n t o
Sumário*
* Este sumário representa o conteúdo da Bíblia completa
 vi Os livros da Bíblia em ordem alfabética
 vii Abreviaturas
 ix Introdução
 x Sobre esta Bíblia
 xii Prefácio à Edição Brasileira
 xiv Prefácio à NVI
 xvii Créditos e permissões fotográficas
 xxii Tabela dos períodos arqueológicos
 xxiii A história da Terra Santa
 xxviii História cronológica da Palestina — do exílio babilônico de Judá até o domínio Romano
 2 Gênesis
 84 Êxodo
 155 Levítico
 194 Números
 252 Deuteronômio
 302 Josué
 342 Juízes
 386 Rute
 395 1Samuel
 440 2Samuel
 479 1Reis
 526 2Reis
 574 1Crônicas
 622 2Crônicas
 667 Esdras
 687 Neemias
 714 Ester
 732 Jó
 791 Salmos
 957 Provérbios
 1012 Eclesiastes
 1032 Cântico dos Cânticos
 1051 Isaías
 1179 Jeremias
 1294 Lamentações
 1311 Ezequiel
 1382 Daniel
 1410 Oseias
 1432 Joel
 1444 Amós
 1464 Obadias
 1469 Jonas
 1477 Miqueias
 1494 Naum
 1504 Habacuque
 1512 Sofonias
 1521 Ageu
 1526 Zacarias
 1545 Malaquias
 1556 Mateus
 1620 Marcos 
 1663 Lucas
 1718 João
 1764 Atos dos Apóstolos
 1833 Romanos
 1863 1Coríntios
 1884 2Coríntios
 1901 Gálatas
 1914 Efésios
 1925 Filipenses
 1933 Colossenses
 1942 1Tessalonicenses
 1949 2Tessalonicenses
 1954 1Timóteo
 1962 2Timóteo
 1970 Tito
 1977 Filemom
 1981 Hebreus
 2000 Tiago
 2008 1Pedro
 2018 2Pedro
 2024 1João
 2031 2João
 2034 3João
 2038 Judas
 2043 Apocalipse
 2077 Guia de estudos
 2079 Tabela de pesos e medidas
 2080 Glossário
 2090 Índice dos assuntos dos artigos
 2123 Lista de artigos em ordem alfabética
 2129 Lista de artigos pela ordem das referências bíblicas
 2135 Concordância Bíblica NVI
 2223 Índice dos mapas coloridos
O Seminário Teológico Gordon-Conwell sente-se feliz em se unir à Zondervan para oferecer ao público esta Bíblia de estudo única. 
Cremos que este lançamento será um marco na história recente das publicações. A Bíblia de Estudo Arqueológica NVI representa uma 
façanha notável, com seus temas intrigantes, enfoque arqueológico-cultural e bela apresentação gráfica, tudo isso agregado ao texto 
bíblico de melhor aceitação: a Nova Versão Internacional. É raro um editor testemunhar uma acolhida tão entusiasmada de um conceito 
de publicação como a do protótipo da Bíblia de Estudo Arqueológica com o texto da NVI. As avaliações positivas partiram de grupos 
diversos, como leigos, eruditos e pastores.
Nenhuma geração testemunhou tão alto grau de cooperação entre os fatos, pessoas e locais da Bíblia como a do século passado, 
diante das avançadas e bem-sucedidas explorações arqueológicas. A quantidade, qualidade e relevância dos artefatos e materiais epi-
gráficos que incidem sobre a história bíblica do antigo Oriente Médio foi tão surpreendente que poucos têm sido capazes de incorporá-
las num único lugar, de modo que a única solução possível era estabelecer sua ligação com as passagens bíblicas mais relevantes. 
Assim, temos diante de nós a oportunidade única de verificar em primeira mão como as descobertas arqueológicas dão sentido a 
alguns textos das Escrituras até agora difíceis de entender. O papel da arqueologia bíblica como ferramenta hermenêutica é inestimável 
em situações nas quais os elementos culturais nos escapam à atenção simplesmente porque o contexto pertence lugar ou período 
“estrangeiro”. Acrescentem-se fotografias coloridas dos artefatos e dos documentos mencionados, e logo se perceberá que esta Bíblia 
estabelece um novo padrão para as Bíblias de estudo.
Nossa oração é que a Bíblia de Estudo Arqueológica acrescente louvor e glória ao nosso Pai celestial e também seja usada por 
Deus para conduzir o crescente número de cristãos biblicamente iletrados de volta ao texto das Escrituras. A narrativa bíblica abrange 
a maior história já contada, mas essa história é muito mais que um conto antigo e impessoal, na terceira pessoa. Na verdade, é uma 
história contada para nós, mas também sobre nós. Entregar-se ao estudo dessa história com os olhos do entendimento renovado con-
stitui a mais substancial investigação sobre a verdade que qualquer um de nós possa experimentar. Esses fatos e pessoas são parte 
do mundo real, fatos que realmente aconteceram e indivíduos que realmente existiram em épocas e lugares dos quais somos agora 
descendentes lineares. 
Por isso, convidamos você a juntar-se a nós num encontro pessoal com esta Bíblia, um feito memorável do Seminário Teológico 
Gordon-Conwell e da Zondervan. O seminário sente-se feliz em ser o precursor desta aventura e acredita que muito mais está por vir 
nos grandes dias que se seguirão. 
Walter C. Kaiser Jr. — Presidente
Colman m. moCKler — Egrégio professorde Antigo Testamento
Maio de 2005
Introdução
I n t r o d u c t i o n t o
Title
A Bíblia não é um livro de ensino religioso abstrato. Se o fosse, compreender seu contexto histórico seria de menor importância. Ainda 
assim, as perguntas sobre as circunstâncias de sua composição não poderiam ser ignoradas. Além disso, a Bíblia não surgiu de um 
único ambiente cultural e histórico: ela não é o produto de revelações concedidas a um único homem, como o Alcorão reivindica ser. Se 
o fosse, entender seu contexto histórico seria muito mais simples.
O texto da Bíblia foi produzido num período que se estendeu por mais de mil anos. Embora a maioria, se não todos os escritores 
da Bíblia, fosse israelita ou judeu, eles viveram uma ampla variedade de circunstâncias. O cenário cultural das histórias bíblicas inclui 
o Egito dos faraós, a Mesopotâmia, a cultura cananeia, o Israel do Bronze Antigo e das idades do Ferro, o palácio real da Pérsia, a 
extensa civilização helênica e o Império Romano. As línguas da Bíblia são o hebraico, o grego e o aramaico, mas também há sinais da 
influência do egípcio, ugarítico, acádio, sumério, persa e latim. Algumas porções da Bíblia foram compostas em lugares como Israel, 
Egito, Babilônia, Ásia Menor (Turquia), Grécia e Roma. Os escritores da Bíblia foram sábios, reis, fazendeiros, exilados, governadores, 
pescadores e pregadores itinerantes.
A Bíblia apresenta gêneros literários variados, que muito provavelmente refletem a literatura de seu tempo. A saga do povo de 
Deus, contada em histórias simples, porém cativantes, sucedem-se por toda a Bíblia em livros tão diversos como Gênesis, Juízes, Rute, 
Ester e Atos. Textos jurídicos com paralelos nos códigos legais da Mesopotâmia emergem de livros como Números e Deuteronômio. 
Hinos e cânticos devocionais aparecem nos Salmos e, quando comparados com os hinos e poemas religiosos do Egito, Ugarite e 
Mesopotâmia, apresentam notáveis similaridades e também impressionante dissimilaridade com suas contrapartidas. A Bíblia contém, 
igualmente, poesias de amor (Cântico dos Cânticos) que são ao mesmo tempo semelhantes e dessemelhantes à poesia de amor 
egípcia. À semelhança dos egípcios e dos mesopotâmios, o povo de Israel compôs muitos provérbios.
É óbvio que as diferenças podem ser tão significativas quanto as similaridades, e nem todos os tipos de literatura da Bíblia en-
contram paralelos evidentes fora de suas páginas. As proclamações dos profetas hebreus limitaram os paralelos à antiga Mesopotâmia, 
e é difícil encontrar algo que se compare aos Evangelhos do NT. Já as visões de Apocalipse podem ser comparadas com os textos 
apocalípticos do judaísmo do segundo templo, e as cartas de Paulo podem ser analisadas com base na literatura epistolar do período 
greco-romano. Em resumo, a Bíblia é uma coleção de textos maravilhosamente diversa, e nenhum deles se originou no vácuo.
A Bíblia de Estudo Arqueológica enfoca os contextos histórico, literário e cultural da Bíblia. Esses contextos abrangem a história de 
povos e lugares, a vida cotidiana em vários períodos e sob circunstâncias diversas nos tempos bíblicos e textos antigos que esclarecem 
o texto sagrado e ajudam a elucidar a arqueologia do mundo bíblico. Além disso, os artigos desta Bíblia dedicam especial atenção aos 
desafios que os arqueólogos e os estudiosos da Bíblia enfrentam com relação à confiabilidade das Escrituras. Mas qual a necessidade 
de uma ferramenta para explorar o contexto histórico? Algumas respostas são necessárias:
1. O contexto é crucial para a interpretação. Imagine-se lendo as palavras de um debate político ou religioso sem o benefício do 
conhecimento das circunstâncias, costumes ou crenças dos envolvidos na discussão. O leitor ficará desnorteado ou correrá 
o risco de cometer erros grosseiros na interpretação dos temas e opiniões dos debatedores. É tolice e até mesmo arrogância 
pensar que podemos compreender plenamente os escritores sagrados sem conhecer coisa alguma de seu ambiente.
2. Como já foi dito, o mundo bíblico é complexo e abrange uma parcela significativa da história humana. O mundo antigo é extenso 
e complexo demais para se pensar que uns poucos comentários incidentais sobre determinados contextos sejam bastantes para 
entender as culturas das quais os escritores da Bíblia faziam parte.
3. O estudo do contexto da Bíblia é um incentivo à fé. Muitos cristãos hoje evitam o estudo do mundo antigo por medo de que os 
eruditos os tornem cientes de fatos conflitantes que venham a enfraquecer a fé na Bíblia. Na verdade, o estudo cuidadoso do 
mundo da Bíblia intensifica nossa confiança na veracidade histórica e na singularidade da Palavra de Deus. Inserida na sur-
preendente variedade de culturas que compunham o mundo bíblico, a unidade da mensagem bíblica é notável. Os escritores da 
Bíblia são de épocas e lugares diversos, mas foram inspirados por um Espírito imutável. E o único modo de dar uma resposta aos 
que alegam que os fatos históricos enfraquecem a credibilidade da Bíblia é analisando em primeira mão esses mesmos fatos.
4. O conhecimento do contexto bíblico é um antídoto contra o perigoso desprezo pela História, visto de forma tão frequente tanto 
na igreja quanto nos meios acadêmicos. A pós-modernidade investiga tudo, mas rejeita a História e o contexto. Sob a influência 
desse movimento, os leitores simplesmente se recusam a ouvir os escritores da Bíblia nos termos deles próprios. Preferem 
afirmar que é atribuição de cada leitor a interpretação desses textos antigos. Muitos rejeitam a ideia de que devemos tentar 
compreender o objetivo do escritor original da passagem. Dessa forma, a intenção do autor passa a ser irrelevante para o leitor 
s obr e e s ta Bíblia
s o b r e e s t a b í b l I a
moderno, que se sente livre para interpretar o texto de qualquer maneira. Esse comportamento faz pouco caso da autoridade 
bíblica. Além disso, muitos leitores cristãos bem-intencionados e não totalmente comprometidos com a forma de pensamento 
pós-moderna tendem a interpretar a Bíblia estritamente nos termos das próprias experiências e dos próprios padrões, sem 
considerar o que o profeta ou o apóstolo estava dizendo aos seus contemporâneos. O conhecimento das crenças, dos conflitos, 
da história e dos hábitos das personagens dos tempos bíblicos apresenta-nos algumas questões, como esta: “O que Paulo 
realmente quis dizer quando escreveu aquelas palavras à igreja em Corinto?”.
5. O Conhecimento do mundo bíblico instila em nós uma profunda apreciação pelos escritores da Bíblia e um amor profundo pela 
própria Bíblia. É difícil amar genuinamente algo que não conhecemos. Não podemos adentrar as experiências e perspectivas 
das personagens bíblicas sem antes nos relacionarmos com o mundo delas. Olhando para os utensílios com os quais elas traba-
lhavam, os conflitos que enfrentavam, a literatura que conheciam e os costumes que adotaram, iremos adquirir uma profunda 
admiração por sua fé e sabedoria.
A Bíblia de Estudo Arqueológica contém os seguintes recursos:
•	 Mais de 500 artigos em linguagem acessível, muitos deles ilustrados com fotografias coloridas, cobrindo estas cinco categorias gerais: 
“Sítios arqueológicos”; “Notas históricas e culturais”; “Povos antigos, territórios e governantes”; “A credibilidade da Bíblia”; “Textos e 
artefatos antigos”.
•	 Notas de estudo, na parte inferior da página, ligadas a temas arqueológicos, culturais e históricos, em muitos casos cruzando referên-
cias com artigos relevantes e outras notas.
•	 Introduções detalhadas a cada livro, incluindo cronologias e esboços úteis e fáceis de visualizar.
•	 Tabelas e gráficos sobre tópicos pertinentes.
•	 Citações periódicas de textos da Antiguidade, cada uma vinculada a um artigo em particular.
•	 Coluna lateral de referências cruzadas.
•	 Miolo colorido do começo ao fim.
•	 16 páginas de mapas coloridos com índice, para facilitar a localização de nomes de lugares citados nos artigos e nas notas.
•Índices de artigos, em ordem alfabética e por referência bíblica.
•	 Índice de assuntos.
•	 Concordância.
•	 Glossário, referências cruzadas para palavras destacadas em negrito nos artigos.
7
a h i s t ór i a d a Terra Santa
1 Ver o Glossário, na p. 2080 para definições das palavras em negrito. 2Ver “Tabela dos períodos arqueológicos” na página xxii. 3Ver “Arade”, em 
Nm 33. 4Ver “Os hicsos e o Antigo Testamento”, em Êx 18.  5Ver “Hazor”, em Js 11.  6Ver “Mudanças em Canaã”, em Jz 7.  
A Terra Santa, às vezes chamada Canaã,1 Israel, Oriente ou Palestina, mudou de dono muitas vezes e era centro de inter-
mináveis conflitos. A arqueologia da Palestina é complexa quando se trata de refletir todas as eras da longa história da região.
a C U L t U R a P R É - i s R a e L i t a
Pré-história e Idade do Bronze Antigo
Canaã é habitada desde o período pré-histórico. A mais antiga cultura da Idade da Pedra, descoberta no monte Carmelo 
e que sobreviveu à cultura tardia da Idade da Pedra, conhecida como os natufianos, foi descoberta em Jericó. A agricultura e a 
produção de cerâmica começaram no Período neolítico,2 que é dividido em Pré-cerâmico e Cerâmico. Perto do final do V e IV 
milênios a.C., uma cultura chamada “gassuliana” emergiu ao sul do vale do Jordão. Com o local de descobertas em Berseba, 
ela marcou o início do Período Calcolítico na região. A cerâmica gassuliana é notavelmente avançada e atesta a sofisticação 
desse povo primitivo.
O início da idade do Bronze antigo (3200-2200 a.C.) no Oriente corresponde ao final do período pré-dinástico e início do 
período dinástico egípcio (ca. 3400-3000 a.C.). Importantes sítios do Bronze Antigo I abrangem megido, Jericó, Ai e Bete-Seã, 
todos ao norte da Palestina ou na Palestina Central. Uma cultura mais avançada desenvolveu-se na parte sul da região algum 
tempo depois. Um importante sítio do Bronze Antigo II no sul é Arade.3 A Idade do Bronze Antigo viu o início da cultura urbana na 
região, quando algumas cidades-Estados com certa autonomia começaram a surgir ao redor de cidades maiores e fortificadas.
Por volta de 2650-2350 a.C., ocorreu uma ruptura de origem não especificada na cultura urbana, especialmente ao norte. 
Alguns acreditam que os amorreus nômades invadiram a terra e desorganizaram a cultura. É questionável, porém, que essa 
mudança na cultura possa ser atribuída à migração ou à invasão dos amorreus, e hoje muitos estudiosos rejeitam a ideia. Al-
guns acreditam que os problemas ambientais são a causa mais provável. Abraão desceu ao Egito por causa da fome (Gn 12.10). 
O declínio da cultura do Bronze Antigo em Canaã pode estar relacionado com o final do Reino antigo do egito, no século 
XXII a.C., quando os “asiáticos” (povos semíticos de Canaã e da Síria) investiram contra o Egito.
As idades do Bronze Médio e do Bronze Tardio
Uma nova cultura urbana, contemporânea à do início do Reino Médio do Egito, surgiu no início da idade do Bronze médio 
(ca. 2000-1550 a.C.). Entre as cidades proeminentes desse período estão Tel Afeque, Biblos, Acco, Megido, Jericó e Bete-Seã. 
A arte da cerâmica avançou significativamente depois que os oleiros aprenderam a usar rodas fixas para moldar vasos de ex-
celente qualidade. O conto egípcio de Sinuhe apresenta um retrato da vida cananeia daquele tempo. A Idade do Bronze Médio 
em Canaã também coincide com a era dos hicsos no Egito do segundo Período intermediário. Alguns acreditam na presença 
dos hicsos em Canaã, mas isso é improvável.4
Houve um declínio na qualidade da cultura material, especialmente a cerâmica, em Canaã no início da idade do Bronze 
tardio (ca. 1550-1200 a.C.), e parece ter havido considerável decadência durante o Bronze Tardio I (ca. 1550-1400 a.C.). É 
certo que os governantes egípcios, especialmente Tutmés III (ca. 1479-1425 a.C.), fizeram incursões a Canaã para manter 
as cidades-Estados de vários sítios da região submissas às ordens e influências egípcias (e.g., Megido). Muitos estudiosos, 
baseados nos vários níveis de destruição dos sítios do Bronze Tardio, argumentam que a invasão israelita sob o comando de 
Josué ocorreu por volta de 1250 a.C., mas esse raciocínio tem sido amplamente combatido, pelo fato de que nenhuma cidade, 
com exceção de Hazor,5 possui níveis de destruição que corroborem essa teoria.
a C U L t U R a i s R a e L i t a
Embora pareça que os israelitas invadiram Canaã por volta de 1400 a.C., eles não deixaram nenhum indício até cerca de 
1200 a.C.5 Durante a idade do Ferro l (datada geralmente entre c.1200-1000 a.C.), a nação de Israel começou a tomar forma. 
Exemplos do que parece ser sua cultura material, como “casas de quatro aposentos” e “colar de argolas”, aparecem na 
arqueologia desse tempo. Centenas de vilas da Canaã Central datadas desse período podem ser consideradas israelitas.6 
a h I s t ó r I a d a t e r r a s a N t a 9
Os filisteus apareceram em Canaã pela primeira vez pela mesma época durante a migração dos “povos do mar”, e exemplos 
de sua cultura material (como os vasos bicromáticos, comparáveis aos da cerâmica grega micênica) começam a aparecer.
Tendo em vista que o relato bíblico indica que Israel já habitava aquela terra e guerreava contra vários inimigos pouco 
antes de os filisteus se tornarem uma ameaça, o argumento de que os filisteus e os israelitas surgiram em Canaã na mesma 
época é errôneo. Na verdade, a menção de “Israel” na estela de Merneptá (ca. 1210 a.C.) dá a entender que Israel já estava 
bem estabelecido na região por volta de 1200 a.C., no início da Idade do Ferro l.7
Durante o período dos juízes, os israelitas mantiveram-se unificados pelo pacto com Deus, mas a constante pressão dos 
inimigos externos os levaram a procurar uma unidade política mais forte (1Sm 8.19,20). Saul foi o primeiro rei de Israel, mas a 
nação alcançou seu apogeu cultural e político sob a liderança Davi e Salomão (séc. X a.C.), quando Israel dominou todo o Oriente. 
Materiais importantes remanescentes do período da monarquia unida foram escavados em Hazor, Megido e Gezer, em que 
um portão de entrada para a cidade com três portas e muros de casamata ilustram a fortificação mencionada em 1Rs 9.15.8
A supremacia israelita foi enfraquecida pela divisão do reino entre Roboão e Jeroboão I (1Rs 12) e quebrada pela invasão 
do egípcio Sisaque (1Rs 14.25,26). Na verdade, o ataque de Sisaque parece ter sido pouco mais que uma rápida campanha 
com o propósito de reduzir o poder de Israel diante do Egito.9 A situação de Samaria (o Reino do Norte de Israel)10 variou du-
rante os dois séculos seguintes. Samaria foi poderosa às vezes, no governo de reis como Omri e Jeroboão II, mas se mostrou 
notavelmente fraca outras vezes, como quando esteve sob a opressão de reis como Hazael e Damasco.11 Finalmente, Samaria 
sucumbiu diante da Assíria, por volta de 720 a.C., e Judá, um Estado relativamente menor, entrou em declínio até sua destrui-
ção por Nabucodonosor da Babilônia, em 586 a.C.12
o P e R Í o D o P e R s a
A terra ficou completamente desolada durante o exílio, com todos os judeus, menos os mais pobres, espalhados pelo 
Oriente Médio desde o Egito até a Babilônia. Outros povos começaram a migrar para a terra. Os edomitas, talvez impelidos 
pelos árabes que pressionavam ao sul, mudaram-se para o norte, e os samaritanos, povo de origem parcialmente israelita e 
parcialmente pagã, logo emergiram.13 Em 539 a.C., Ciro II da Pérsia conquistou a Babilônia e, por volta de 500 a.C., todo 
o Oriente Médio estava em poder dos persas.14 Os judeus começaram a retornar, mas a situação era desalentadora, e houve 
pouco progresso até a chegada de Esdras e Neemias, no século V a.C., para reconstruir Jerusalém e reedificar o templo.
Do ponto de vista arqueológico, foi um período relativamente obscuro, mas há importantes achados. Por exemplo, um 
papiro de Samaria contendo documentos legais, datando de cerca de 375-335 a.C., foi descoberto não uádi ed-Daliyeh, na 
região montanhosa central deIsrael. Numerosos sítios têm produzido evidências de níveis de ocupação do período persa, mas, 
além de nomes reais persas para propósitos de datação, pouca evidência direta da influência persa foi encontrada.
o s P e R Í o D o s g R e g o e H a s m o n e U
Governo grego
Alexandre, o Grande, ao marchar pelo Oriente, em 333 a.C., manteve-se na região costeira, de modo a destruir a marinha 
persa e evitar as áreas judaicas. Todo o Império Persa caiu sob o controle grego. Depois da morte de Alexandre (323 a.C.), uma 
família grega, a dos ptolomeus, assumiu o controle do Egito.15 O Oriente também caiu sob o controle dos ptolomeus. As cartas 
de Zenão, administrador de negócios sob Ptolomeu II Filadelfo (285-246 a.C.), revelam que havia um ativo comércio entre o 
Oriente e o Egito de vários gêneros e escravas (usadas como prostitutas). Enquanto isso, o processo de helenização avançou, e 
muitos líderes abraçaram a cultura e a religião gregas.
O governo ptolomaico manteve-se na região até 200 a.C., quando o poder passou para os selêucidas, governantes gregos 
da Síria.16 O selêucida que tomou o Oriente dos ptolomeus foi Antíoco III (223-187 a.C.). No entanto, depois de perder a Ásia 
7 Ver “A estela de Merneptá”, em Jz 8. 8Ver “Construções de Salomão”, em 1Rs 9. 9Ver “A campanha de Sisaque”, em 2Cr 12. 10Ver 
“Onri e Samaria”, em 1Rs 16. 11Ver “Hazael, a nêmesis de Israel”, em 2Rs 8. 12Ver “Os últimos dias de Jerusalém”, em Jr 6. 13Ver “Os 
samaritanos”, em Jo 8. 14Ver “Ciro, o Grande”, em Ed 1.  14Ver “Os ptolomeus”, em Dn 7. 15Ver “Os selêucidas”, em Dn 12.
a h I s t ó r I a d a t e r r a s a N t a1 0
Menor para Roma, em 189 a.C., o reino de Antíoco III enfrentou sérias dificuldades financeiras. Seu filho, Seleuco IV (187-
175 a.C.) fracassou na tentativa de saquear as riquezas do templo judaico, mas Antíoco IV (175-164 a.C.) obteve êxito, por 
volta de 170 a.C. Antíoco IV é o selêucida mais lembrado da história judaica. Por volta de 168 a.C., ele destruiu grande parte de 
Jerusalém, edificou um altar a Zeus no templo e proibiu a observância do judaísmo.17 Os judeus, sob a liderança de Judas Ma-
cabeu e seus irmãos, derrotou os selêucidas após sucessivas campanhas. Judas morreu em batalha no ano de 160 a.C., mas 
seu irmão Jônatas assumiu a liderança até sua morte (ca. 142 a.C.). Simão, o terceiro dos irmãos, o sucedeu (os governantes 
da linhagem dos macabeus são conhecidos como hasmoneus).
O governo hasmoneu
Por esse tempo, a Judeia tornou-se tudo, menos independente (Simão, na verdade, era rei e também sumo sacerdote, 
embora os governantes hasmoneus tradicionalmente se apresentassem apenas como sumos sacerdotes). Simão foi sucedido 
por seu filho, João Hircano l (134-104 a.C.), o qual ampliou o domínio de Judá. Depois do breve reinado de Aristóbulo l (104-
103 a.C.), o líder hasmoneu seguinte foi Alexandre Janeu (103-76 a.C.). Ele continuou a expandir o domínio de Judá por meios 
militares. Enormes divisões ideológicas se formaram na sociedade judaica, principalmente entre os grupos mais conservadores 
e religiosos, liderados pelos fariseus, e os grupos mais helenizados e aristocráticos, liderados pelos saduceus.18 A viúva de 
Alexandre Janeu, Salomé Alexandra, reinou depois dele e, com a morte dela, em 67 a.C., seus filhos Aristóbulo II e Hircano II 
lutaram pelo trono.
o s P e R Í o D o s R o m a n o e B i Z a n t i n o
O governo romano
Por essa mesma época, Roma avançou 
para a região. Pompeu, o Grande, destruiu o 
reino Selêucida, capturou Jerusalém e estabe-
leceu Decápolis como região independente do 
controle judaico. Hircano II recebeu o sacerdó-
cio, mas sua influência política desapareceu. Ao 
idumeu (i.e., edomita) Antípater foi dado o título 
de procurador da Judeia, por serviços prestados 
a Júlio César. Em 40 a.C., os partos tomaram 
Jerusalém e reinstalaram o governo hasmoneu 
na pessoa de Antígono. Herodes (o Grande), 
filho do idumeu Antípater, fugiu para Roma e re-
tornou mais tarde com o exército romano para 
tomar Jerusalém e, com o apoio dos romanos, 
reivindicar o título de rei.
Herodes governou até 4 a.C. e dedicou 
esse tempo a numerosos projetos de con-
strução, entre eles o porto da cidade marítima 
de Cesareia, o palácio-fortaleza de Massada e o 
Herodium, a fortaleza Antônia e o templo de Jerusalém. No final da vida, paranoico e corrupto, assassinou alguns de seus 
filhos e não deixou herdeiros evidentes.19 O imperador Augusto dividiu o domínio de Herodes entre seus três filhos (Arquelau, 
Herodes Antipas e Filipe). A região foi unificada outra vez por um breve período sob o governo de Herodes Agripa l, mas com 
sua morte, em 44 d.C., o governo dos herodianos chegou a fim, e a Terra Santa caiu sob o controle absoluto dos romanos.
A mistura da arrogância romana com o antagonismo judaico ao governo pagão provou-se mortal. A incompetente e 
violenta administração de Géssio Floro, procurador entre 64 e 66 d.C., mostrou-se intolerável, e os judeus se revoltaram em 
Relevo comemorativo à vitória romana sobre a Judeia.
Preserving Bible Times; © Dr. James C. Martin; com permissão de Eretz Israel Museum
17Ver “Antíoco IV Epifânio”, em Dn 11.   18Ver “Os fariseus”, em Mt 5; “Os saduceus”, em Mt 22.  19Ver “Herodes, o Grande”, em Mc 3. 
a h I s t ó r I a d a t e r r a s a N t a 1 1
20Ver “Josefo e a queda de Jerusalém”, em Mt 24. 21Ver “A Cesareia marítima”, em At 10. 22Ver “Constantino e o papel da rainha Helena na 
preservação dos locais sagrados”, em Jo 19.  
66 d.C., porém, depois de alguns sucessos iniciais, eles foram massacrados pelo exército romano liderado por Vespasiano e seu 
filho Tito. Em 70 d.C., Jerusalém e o templo foram destruídos entre as horríveis desventuras judaicas.20 A Cesareia marítima, 
cidade do governador, foi transformada em colônia romana,21 e o centro da vida religiosa judaica mudou para Jâmnia, cidade 
localizada a oeste de Jerusalém, próxima do Mediterrâneo. Em 132 d.C., o imperador Adriano decidiu reconstruir Jerusalém 
como colônia romana, a Aelia Capitolina, o que provocou nova rebelião, sob a liderança de Simão Bar Kosba, que foi sau-
dado como um messias e chamado de Bar Kokhba (“o filho da estrela”) pelo rabi Akiba. A batalha foi feroz e terminou com o 
extermínio quase total dos judeus da região, e um édito proibia-os de entrar em Jerusalém. O cristãos, que não se juntaram 
à revolta, tiveram melhor sorte.
O governo bizantino
Finalmente, o Império Romano dividiu-se em duas partes, com a porção oriental governada a partir da cidade de Bizâncio 
(também chamada Constantinopla e, atualmente, Istambul). Assim, a região hoje conhecida como Palestina caiu sob o controle 
bizantino. A conversão do imperador bizantino Constantino I ao cristianismo (312 d.C.) aumentou em muito o prestígio da região 
com seus relicários. Tornou-se local de peregrinações, e várias igrejas foram construídas sob patrocínio imperial.22 A arqueolo-
gia recuperou restos de muitos sítios, e os relatórios informam diversos achados do período bizantino. Com exceção de alguma 
revolta ocasional, a região desfrutou um prolongado período de paz sob o governo bizantino.
O governo islâmico
A ascensão do islã trouxe a invasão árabe do leste. O primeiro califa, Abu Bakr, convocou um jihad para tomar posse 
da região e, depois de um sangrento conflito com os exércitos bizantinos, a terra caiu sob o controle de Umar I, em 636 d.C. 
Depois disso, a Terra Santa passou a ser governada pelos omíadas, e teve início o processo de arabização e conversão do 
povo ao islã. Em 691 d.C., os muçulmanos construíram o Domo da Rocha, no monte do Templo, sob a alegação de ter sido 
aquele o lugar do qual Maomé ascendeu ao céu. As outras dinastias muçulmanas (os abássidas, os ikhshídidas e os fatímidas) 
sucessivamente dividiram o controle da área.
Os governantes fatímidas, em particular o califa al-Hakim (996-1021 d.C.), foram intolerantes para com os cristãos. As 
igrejas ocidentais reagiram, e tiveram início as Cruzadas. Por volta de 1100d.C., Jerusalém estava nas mãos dos cruzados. 
Prolongadas guerras entre os muçulmanos e os cruzados se seguiram. Os muçulmanos obtiveram vitórias decisivas sob a 
liderança de Saladino (1137-1193 d.C.), e, por volta de 1291 d.C., a Terra Santa estava outra vez nas mãos dos seguidores de 
Maomé. Enquanto isso, uma aristocracia militar de fala turca, denominada mamelucos, forçara sua ascensão ao poder no 
Egito e se tornou a classe governante, até mesmo do Oriente. Mas o Oriente Médio vivia tempos agitados, lutando contra os 
invasores mongóis, e os enfraquecidos mamelucos caíram diante dos turcos otomanos, em 1516 d.C.
A Palestina, outrora alvo de acirradas disputas, permaneceu um tanto isolada durante os trezentos anos do governo 
otomano, embora constantemente agitada por revoltas e massacres internos e por guerras entre as facções que disputavam o 
poder do império. O envolvimento europeu teve seu recomeço com a campanha de Napoleão no Egito (1798-1801 d.C.). Depois 
disso, o enfraquecido Império Otomano recebia ocasionalmente o apoio da Europa. Alguns assentamentos franceses, russos e 
alemães surgiram na região, e o primeiro assentamento sionista apareceu em 1882 d.C. Em 1896, Theodor Herzl escreveu um 
panfleto advogando o estabelecimento de um Estado judeu na Palestina.
o m a n D a t o B R i t  n i C o
A Primeira Guerra Mundial trouxe mudanças decisivas. Havia intenso conflito na própria Palestina durante a guerra, e o de-
crépito Império Otomano finalmente expirou. Em 1917, o ministro do exterior britânico Arthur Balfour, na esperança de obter 
apoio judeu na guerra, emitiu a Declaração de Balfour, que defendia o Estado judeu na Palestina. Como consequência da guerra, 
os árabes rejeitaram a Declaração de Balfour e elegeram Faiçal para governar a formação do conhecemos hoje por Síria, Líbano 
e Palestina. No entanto, uma conferência realizada em 1920 pôs a Síria e o Líbano sob a tutela da França e a Palestina sob o 
a h I s t ó r I a d a t e r r a s a N t a1 2
mandato da Inglaterra. O curto reinado de Faiçal chegou ao fim, e os árabes passaram a se referir ao ano de 1920 como “o 
ano da catástrofe”. Na década de 1930, com a ascensão do nazismo, um grande número de judeus migrou para a Palestina, 
e tiveram início graves conflitos entre os recém-chegados e os árabes da região. A política britânica oscilava entre o apoio aos 
judeus e aos árabes.
A Segunda Guerra Mundial e o Holocausto ocasionaram a migração em massa de judeus para a região. A Liga Árabe 
opôs-se oficialmente ao Estado sionista na Palestina, mas as potências ocidentais, especialmente os Estados Unidos, foram 
simpáticas à causa judaica, e os próprios judeus determinaram nunca mais se permitir uma situação que resultasse no mas-
sacre de seu povo ou num novo Holocausto. Em 1947, as Nações Unidas votaram a partição da Palestina em dois Estados, 
um judaico e um árabe, mas o plano encontrou resistência armada por parte dos árabes palestinos. Entretanto, os sionistas 
expulsaram os árabes, no início de 1948, e o mandato britânico chegou ao fim. Em 14 de maio de 1948, foi criado o moderno 
Estado de Israel. Perto do final do ano, todos os exércitos árabes de oposição haviam sido derrotados, e Israel tornou-se mem-
bro das Nações Unidas.
I S R A E L E P A L E S T I N A
Durante os anos seguintes muitos árabes palestinos deixaram o território de Israel, mudando-se para a área palestina (o lado 
oeste e a faixa de Gaza) ou para outros territórios. Em 1964, surgiu a Organização de Libertação da Palestina (OLP), e vários 
movimentos guerrilheiros, como o Fatah, iniciaram suas atividades. Na guerra de 1967, os militares israelitas derrotaram de-
finitivamente as forças árabes formadas contra Israel e tomaram o controle do lado oeste e da faixa de Gaza (também o Sinai, 
que voltou para as mãos egípcias depois da Guerra do Yom Kippur, de 1973). A Jordânia conduziu as unidades de guerrilha 
palestinas para fora de seu território, e os palestinos fugiram para o Líbano. O resultado foi que o Líbano passou a ser sacudido 
por guerras civis. Os israelenses continuam a lutar contra as guerrilhas e contra os terroristas palestinos estabelecidos nos 
territórios ocupados e no Líbano.
A arqueologia dessa terra, portanto, não está relacionada apenas com a história bíblica, mas com todas as eras, desde 
a Idade da Pedra até a modernidade. Em qualquer sítio, os arqueólogos podem encontrar níveis de ocupação calcolíticos, do 
Bronze Médio, do Ferro I, do período helenístico ou do Bizantino, das Cruzadas e/ou do Império Otomano, bem como artefatos 
dos inúmeros invasores que passaram pela região. É claro que o progresso da arqueologia tem sido bastante prejudicado pelos 
conflitos modernos. A história da terra prometida sempre foi escrita com sangue.
I n t r o d u ç ã o a Romanos
a U t o R , L U g a R e D a t a D a R e D a Ç Ã o
Que Paulo é o autor de Romanos (1.1) é praticamente incontestável. O livro é geralmente datado de 57 d.C., provavelmente durante a ter-
ceira viagem missionária de Paulo (At 20). Prestes a concluir sua obra no Mediterrâneo oriental, ele desejava levar o evangelho ao Ocidente 
(Rm 15.19,24). A maioria dos especialistas acredita que Paulo escreveu esta carta de Corinto.
D e s t i n a t Á R i o
Os leitores originais de Paulo eram os cristãos — predominantemente gentios (Rm 1.13) — de Roma. Paulo apresentou-se à igreja romana 
(que ele não havia implantado) e explicou por que pretendia visitá-la.
F a t o s C U L t U R a i s e D e s t a Q U e s
Durante muitos anos, Paulo desejou visitar Roma para ministrar ali (1.13-15). Alguns supõem que ele esperava usar Roma como base para 
seu empreendimento missionário na Espanha e escreveu esta carta para explicar a natureza de sua obra. Outros sugerem que o objetivo 
da epístola era pastoral: tratar das divisões existentes naquela igreja (14.1—15.6). Outros, ainda, postulam um objetivo apologético: o 
evangelho de Paulo estava sendo atacado, e ele precisava defender seu ensino fundamental de que “o justo viverá pela fé” (1.17) da 
acusação caluniosa de que ele pregava um evangelho antinomista e libertino (3.8). Qualquer que seja o objetivo do apóstolo, está claro que 
a preocupação principal do livro é a relação entre judeus e gentios no abrangente plano de Deus para a salvação. 
L i n H a D o t e m P o
Nascimento de Jesus (ca. 6/ 5 a.C.) 
Morte, ressurreição e ascensão de Jesus (ca. 30 d.C.)
A conversão de Paulo (ca. 35 d.C.)
As viagens missionárias de Paulo (ca. 46-67 d.C.)
Reinado de Nero (ca. 54-68 d.C.)
Redação da carta aos Romanos (ca. 57 d.C.)
Primeira prisão de Paulo em Roma (ca. 59-62 d.C.)
Prisão e morte de Paulo em Roma (ca. 67-68 d.C.)
Destruição do templo de Jerusalém (ca. 70 d.C.)
10 a.C. d.C.1 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100
e n Q U a n t o v o C Ê L Ê
Atente para os temas recorrentes de fé e obras, lei e graça, pecado e justiça, juízo e justificação e para a explicação sistemática e abran-
gente do evangelho de Paulo: os gentios vieram de um contexto de idolatria e incredulidade, ao contrário dos judeus, cuja herança incluía 
o conhecimento da Lei e as promessas de Deus. Apesar disso, todos pecaram (cap. 1—3). A justificação é pela fé, não por obras, ainda 
que isso não seja uma permissão para viver uma vida de pecado (cap. 4—6). Os judeus, que antes buscavam a justiça nas obras, não a 
encontraram, enquanto os gentios, que não buscavam Deus na Lei, encontraram-no e foram enxertados, por meio da fé, no verdadeiro 
Israel. Isso se dá por causa da eleição divina e do plano de Deus — que, mesmo assim, se lembrou de seu povo, Israel (cap. 9—11). Sobre 
o alicerce da fé, Paulo passa a tratar de questões relativas à vida cristã no dia a dia (cap. 12—15).
I n t r o d u ç ã o a r o m a n o s1 4
v o C Ê s a B i a ?
•	 Os judeus da época, por terem a Lei mosaica, consideravam-se superiores aos gentios (2.1).
•	 Costumava-se guardar nos templos pagãos grandes quantidades de riquezas (2.22)
•	 Nos tempos do NT,o batismo acontecia logo depois da conversão. Isso fazia que ambos fossem considerados aspectos de um único 
ato (6.3,4).
•	 A adoção era comum entre os gregos e romanos, e eram garantidos ao filho adotado todos os privilégios de um filho legítimo, inclusive 
direitos de herança (8.15).
t e m a s
O livro de Romanos contém os seguintes temas:
1. A fidelidade de Deus. Um tema central de Romanos é a fidelidade da aliança de Deus. Sua fidelidade à promessa feita ao patriarca Abraão 
é revelada na salvação baseada na fé. Judeus e gentios encontram justiça diante de Deus por meio da fé em Jesus (3.21-26).
2. Justiça. Nem judeus nem gentios têm méritos pessoais diante de Deus. Todos, à exceção de Cristo, estão debaixo de sua ira (2.1—3.20). 
Mas há boas notícias: pela morte de Cristo, Deus credita a justiça dele próprio a todos os que creem e confiam em sua promessa de 
salvação em Cristo (3.21—5.21). Unidos a Jesus, os cristãos são capacitados, pelo poder do Espírito Santo, a viver uma vida justa aqui e 
agora (6.1—8.39).
3. Reconciliação. Romanos ressalta a preocupação de Paulo com a reconciliação racial e sensibilidade para com as culturas. Seus con-
selhos para a solução dos conflitos internos da igreja (14.1—15.6) exaltam a atitude de Cristo como exemplo para nós (15.1-6). Paulo 
reitera o ensino de Jesus, segundo o qual o amor ao próximo cumpre o intento da Lei (13.8-10).
s U m Á R i o
I. Introdução (1.1-15)
II. Tema: A justiça que vem de Deus (1.16,17)
III. A injustiça de toda a humanidade (1.18—3.20)
IV. A justificação (3.21—5.21)
A. A justiça vem somente por meio de Cristo (3.21-26)
B. A justiça é recebida pela fé (3.27—4.25)
C. A paz e a alegria são frutos da justiça (5.1-11)
D. Morte por meio de Adão, vida por meio de Cristo (5.12-21)
V. Santificação (6—8)
A. Escravos do pecado ou escravos da justiça (6)
B. A luta contra o pecado (7)
C. A vida fortalecida pelo Espírito (8)
VI. O reconhecimento da justiça de Deus: o problema da rejeição de Israel (9—11)
A. A escolha soberana de Deus (9.1-29)
B. A incredulidade de Israel (9.30—10.21)
C. O remanescente e os galhos enxertados (11)
VII. A justiça praticada (12.1—15.13)
VIII. Conclusão (15.14—16.27)
1 Paulo, servoa de Cristo Jesus, chamado para ser apóstolo,a separadob para o evangelho de Deus,c 2 o qual foi prometido por ele de antemão por meio dos seus profetas nas Escrituras Sagradas,d 
3 acerca de seu Filho, que, como homem,e era descendente de Davi, 4 e que mediante o Espíritob 
de santidade foi declarado Filho de Deus com poder, pela sua ressurreição dentre os mortos: Jesus 
Cristo, nosso Senhor. 5 Por meio dele e por causa do seu nome, recebemos graça e apostolado para 
chamar dentre todas as naçõesf um povo para a obediência que vem pela fé.g 6 E vocês também estão 
entre os chamados para pertencerem a Jesus Cristo.h
7 A todos os que em Roma são amados de Deusi e chamados para serem santos:
A vocês, graça e paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo.j
Paulo Anseia Visitar a Igreja em Roma
8 Antes de tudo, sou grato a meu Deus, mediante Jesus Cristo, por todos vocês,k porque em todo o 
mundo está sendo anunciada a fé que vocês têm.l 9 Deus, a quem sirvom de todo o coração pregando 
o evangelho de seu Filho, é minha testemunhan de como sempre me lembro de vocês 10 em minhas orações; 
e peço que agora, finalmente, pela vontade de Deus, me seja aberto o caminho para que eu possa visitá-los.o
11 Anseio vê-los,p a fim de compartilhar com vocês algum dom espiritual, para fortalecê-los, 12 isto 
é, para que eu e vocês sejamos mutuamente encorajados pela fé. 13 Quero que vocês saibam, irmãos, 
que muitas vezes planejei visitá-los, mas fui impedido até agora.q Meu propósito é colher algum fruto 
entre vocês, assim como tenho colhido entre os demais gentiosc.
14 Sou devedorr tanto a gregos como a bárbarosd, tanto a sábios como a ignorantes. 15 Por isso estou 
disposto a pregar o evangelho também a vocês que estão em Roma.s
16 Não me envergonho do evangelho,t porque é o poder de Deusu para a salvação de todo aquele 
que crê: primeiro do judeu,v depois do grego.w 17 Porque no evangelho é reveladax a justiça de Deus, 
uma justiça que do princípio ao fim é pela fé, como está escrito: “O justo viverá pela fé”e.y
A Ira de Deus contra a Humanidade
18 Portanto, a ira de Deusz é revelada dos céus contra toda impiedade e injustiça dos homens que 
suprimem a verdade pela injustiça, 19 pois o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, 
porque Deus lhes manifestou.a 20 Pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, seu 
eterno poder e sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das 
coisas criadas,b de forma que tais homens são indesculpáveis; 21 porque, tendo conhecido a Deus, não 
o glorificaram como Deus, nem lhe renderam graças, mas os seus pensamentos tornaram-se fúteis e 
o coração insensato deles obscureceu-se.c 22 Dizendo-se sábios, tornaram-se loucosd 23 e trocaram a 
glória do Deus imortal por imagense feitas segundo a semelhança do homem mortal, bem como de 
pássaros, quadrúpedes e répteis.
24 Por isso Deus os entregouf à impureza sexual, segundo os desejos pecaminosos do seu coração, 
para a degradação do seu corpo entre si.g 25 Trocaram a verdade de Deus pela mentira,h e adoraram e 
serviram a coisasi e seres criados, em lugar do Criador, que é bendito para sempre.j Amém.
26 Por causa disso Deus os entregouk a paixões vergonhosas.l Até suas mulheres trocaram suas 
relações sexuais naturais por outras, contrárias à natureza.m 27 Da mesma forma, os homens 
a 1.1 Isto é, escravo.
b 1.4 Ou que quanto a seu espírito.
c 1.13 Isto é, os que não são judeus; também em todo o livro de Romanos.
d 1.14 Isto é, aqueles que não possuíam cultura grega.
e 1.17 Hc 2.4.
r o m a n o s 1 . 2 7 1 5
1.1 a1Co 1.1; 
bAt 9.15; c2Co 11.7 
1.2 dGl 3.8 
1.3 eJo 1.14 
1.5 fAt 9.15; 
gAt 6.7 
1.6 hAp 17.14 
1.7 iRm 8.39; 
j1Co 1.3 
1.8 k1Co 1.4; 
lRm 16.19 
1.9 m2Tm 1.3; 
nFp 1.8 
1.10 oRm 15.32 
1.11 pRm 15.23
1.13 qRm 15.22,23 
1.14 r1Co 9.16 
1.15 sRm 15.20 
1.16 t2Tm 1.8; 
u1Co 1.18; 
vAt 3.26; 
wRm 2.9,10 
1.17 xRm 3.21; 
yHc 2.4; Gl 3.11; 
Hb 10.38 
1.18 zEf 5.6; Cl 3.6 
1.19 aAt 14.17 
1.20 bSl 19.1-6
1.21 cJr 2.5; 
Ef 4.17,18 
1.22 d1Co 1.20,27 
1.23 eSl 106.20; 
Jr 2.11; At 17.29 
1.24 fEf 4.19; 
g1Pe 4.3 
1.25 hIs 44.20; 
iJr 10.14; jRm 9.5 
1.26 kv. 24,28; 
l1Ts 4.5; 
mLv 18.22,23 
1.27 nLv 18.22; 
20.13 
1.1-7 As cartas antigas geralmente começavam com uma identificação 
simples do remetente e dos destinatários, seguida de uma saudação (ver 
“As cartas no mundo greco-romano”, em 2Co 3). As cartas do NT se-
guem esse padrão, mas nenhuma introdução é tão elaborada como a 
carta de Paulo aos cristãos de Roma, talvez porque estivesse escrevendo 
para uma igreja que ele nunca visitara. Paulo usa seis versículos para se 
identificar, antes de mencionar seu público e saudá-lo.
1.1 A palavra grega aqui traduzida por “servo” significa literalmente 
“escravo”, aquele que pertence a seu dono e não tem liberdade para ir 
embora (ver “Trabalho e bem-estar no mundo antigo”, em 2Ts 3; e 
“Escravidão no mundo greco-romano”, em Fm).
1.2 Sobre as “Escrituras Sagradas”, ver “O Antigo Testamento da igreja 
primitiva”, 2Tm 3.
1.7 Ver “Roma”, em Rm 2.
.1.13 A palavra grega traduzida por “irmãos” era usada no tempo de 
Paulo quando alguém se dirigia a uma multidão ou comunidade que 
incluía homens e mulheres (ver At 1.14-16).
1.14 Os “gregos” são os gentios que falavam grego ou seguiam o estilo 
grego de vida, embora fossem cidadãos do Império Romano e falassem 
latim. 
“Bárbaros” (i.e., os não gregos) é uma palavra que provavelmente imi-
tava o som, ininteligível aos ouvidos gregos, dos idiomas de outros 
povos.
1.18 A ira de Deus não é igual à ira egoísta e imprevisível atribuída aos 
deuses míticos com os quais o público romano de Paulo estava familiari-
zado (ver “Os deuses dos gregos e dos romanos”, em Gl 4). 
1.27 A expressão “atos indecentes”é uma referência à sodomia, pela qual 
Sodoma se tornou conhecida (Gn 19.5). Deus proibiu estritamente essa 
prática (Dt 23.17) Ela geralmente estava em conexão com a adoração 
pagã, e sua inclusão era sinal de distanciamento do Senhor (1Rs 14.24). 
Asa (1Rs 15.12) e Josafá tomaram medidas contra esse pecado (1Rs 
22.46), mas sua prática continuou: na época de Josias, era praticada até 
mesmo na casa do Senhor (2Rs 23.7).
também abandonaram as relações naturais com as mulheres e se inflamaram de paixão uns pelos 
outros. Começaram a cometer atos indecentes, homens com homens, e receberam em si mesmos o 
castigo merecido pela sua perversão.n
28 Além do mais, visto que desprezaram o conhecimento de Deus, ele os entregouo a uma dispo-
sição mental reprovável, para praticarem o que não deviam. 29 Tornaram-se cheios de toda sorte de 
injustiça, maldade, ganância e depravação. Estão cheios de inveja, homicídio, rivalidades, engano e 
malícia. São bisbilhoteiros,p 30 caluniadores, inimigos de Deus, insolentes, arrogantes e presunçosos; 
inventam maneiras de praticar o mal; desobedecem a seus pais;q 31 são insensatos, desleais, sem amor 
pela família,r implacáveis. 32 Embora conheçam o justo decreto de Deus, de que as pessoas que pra-
ticam tais coisas merecem a morte,s não somente continuam a praticá-las, mas também aprovamt 
aqueles que as praticam.
r o m a n o s 1 . 2 81 6
notas HIstÓrICas E CuLturaIs
1.28 ov. 24,26 
1.29 p2Co 12.20 
1.30 q2Tm 3.2 
1.31 r2Tm 3.3 
1.32 sRm 6.23; 
tSl 50.18; 
Lc 11.48; At 8.1; 
22.20 
ROMANOS 1 Em Romanos 1.24-32, 
Paulo descreve a depravação dos 
gentios. Cita a homossexualidade 
como o exemplo mais importante 
e comprobatório de sua reprova-
ção. Com esse comportamento, eles 
demonstravam a realidade de que 
rejeitar a Deus conduz à perversão 
de tudo o que é bom e correto. De 
fato, a homossexualidade difundida 
é prova irrefutável de que uma cul-
tura está sob juízo divino.
Hoje, entretanto, muitos intér-
pretes afirmam que ler Romanos 1 à 
luz da realidade cultural do mundo 
greco-romano revela que Paulo não 
estava, na verdade, condenado a 
homossexualidade em si, mas repro-
vando uma versão particularmente 
sensual e promíscua dessa inclinação 
sexual. Ou seja, de acordo com esses 
estudiosos, a homossexualidade, no 
contexto de um relacionamento cui-
dadoso e amável, não só é aceitável, 
como não fazia parte das preocupações de 
Paulo.
Essa interpretação baseia-se numa dis-
torção do que conhecemos sobre as práticas 
e crenças antigas. A homossexualidade era 
muito comum no mundo grego e durante o 
período do NT difundiu-se também no mun-
do romano. Na época, como agora, havia 
orgias homossexuais, porém muitas outras 
variedades de comportamento homossexual 
eram praticadas. Entretanto, não podemos 
afirmar que o comportamento homosse-
xual pagão era estritamente orgiástico. Os 
homens gregos envolviam-se em relacio-
namentos homossexuais com adolescentes. 
Muitos, na verdade, consideravam isso 
uma experiência para atingir a maturidade. 
Qualquer atração homossexual era descrita 
com termos românticos. Poetas e poetisas 
celebravam seu amor por pessoas do mesmo 
sexo. Safo (ca. 630 a.C.) foi a poetisa mais fa-
mosa desse gênero, embora a natureza pre-
cisa de seu relacionamento com a mulher de 
seu poema seja alvo de debates. O imperador 
romano Adriano era tão dominado pelo amor 
passional por um jovem chamado Antínoo 
que, quando o objeto de sua afeição se afo-
gou, o imperador deprimido decretou 
que ele fosse adorado como um deus.
Os judeus, no entanto, conside-
ravam os homossexuais depravados 
por natureza — atitude fundamen-
tada em textos bíblicos, como Leví-
tico 18.22. Os escritos judaicos desse 
período tratavam a atividade homos-
sexual como digna de morte. Paulo, 
longe de discordar desse ponto de 
vista, endossou-a rigorosamente 
(1Co 6.9). É importante observar, no 
entanto, que nem Paulo nem seus 
contemporâneos judeus faziam dis-
tinção entre homossexualidade legal 
e ilícita. Para eles, tal preferência 
sexual era, por natureza, errada em 
qualquer contexto.
Há evidências de que mesmo os 
gregos podiam estar cientes de que 
esse comportamento era depravado. 
Aristófanes, poeta cômico grego, 
fazia piadas sobre o comportamento 
homossexual (ainda que o utilizasse 
como artifício cômico). Por exemplo, em 
Mulheres na Tesmoforia, ridiculariza sem 
piedade a homossexualidade notória do 
poeta Agatão. Seria exagero afirmar que 
Aristófanes se opunha à prática homosse-
xual, mas sua comédia indica uma consciência 
preocupada com esse comportamento na 
cultura em que estava inserido. Platão, por 
sua vez, em seus primeiros diálogos, aprova 
o comportamento homossexual, porém, já 
no final de sua carreira, observa em suas Leis 
que a relação sexual homossexual era larga-
mente reconhecida como não natural.
Imperador Adriano
Preserving Bible Times; © dr. James C. Martin; usado com permissão do Museu de Israel
Homossexualidade no mundo antigo
O Justo Juízo de Deus
2 Portanto, você, que julga os outros é indesculpável;u pois está condenando você mesmo naquilo em que julga, visto que 
você, que julga, pratica as mesmas coisas.v 2 Sabemos que o juízo 
de Deus contra os que praticam tais coisas é conforme a verdade. 
3 Assim, quando você, um simples homem, os julga, mas pratica 
as mesmas coisas, pensa que escapará do juízo de Deus? 4 Ou 
será que você despreza as riquezasw da sua bondade,x tolerânciay 
e paciência,z não reconhecendo que a bondade de Deus o leva 
ao arrependimento?a
5 Contudo, por causa da sua teimosia e do seu coração obsti-
nado, você está acumulando ira contra você mesmo, para o dia da 
ira de Deus, quando se revelará o seu justo julgamento.b 6 Deus 
“retribuirá a cada um conforme o seu procedimento”a.c 7 Ele dará 
vida eterna aos que, persistindo em fazer o bem, buscam glória, 
honrad e imortalidade.e 8 Mas haverá ira e indignação para os que 
são egoístas, que rejeitam a verdade e seguem a injustiça.f 9 Have-
rá tribulação e angústia para todo ser humano que pratica o mal: 
primeiro para o judeu, depois para o grego;g 10 mas glória, honra e 
paz para todo o que pratica o bem: primeiro para o judeu, depois para o grego.h 11 Pois em Deus não 
há parcialidade.i
12 Todo aquele que pecar sem a Lei, sem a Lei também perecerá, e todo aquele que pecar sob a Lei,j 
pela Lei será julgado. 13 Porque não são os que ouvem a Lei que são justos aos olhos de Deus; mas 
os que obedecemk à Lei, estes serão declarados justos. 14 (De fato, quando os gentios, que não têm a 
Lei, praticam naturalmente o que ela ordena,l tornam-se lei para si mesmos, embora não possuam 
a Lei; 15 pois mostram que as exigências da Lei estão gravadas em seu coração. Disso dão testemunho 
também a sua consciência e os pensamentos deles, ora acusando-os, ora defendendo-os.) 16 Isso tudo 
se verá no dia em que Deus julgar os segredos dos homens,m mediante Jesus Cristo,n conforme 
o declara o meu evangelho.o
Os Judeus e a Lei
17 Ora, você leva o nome de judeu, apoia-se na Lei e orgulha-se de Deus.p 18 Você conhece a vontade 
de Deus e aprova o que é superior, porque é instruído pela Lei. 19 Você está convencido de que é guia 
de cegos, luz para os que estão em trevas, 20 instrutor de insensatos, mestre de crianças, porque tem 
na Lei a expressão do conhecimento e da verdade. 21 E então? Você, que ensina os outros, não ensina 
a você mesmo? Você, que prega contra o furto, furta?q 22 Você, que diz que não se deve adulterar, 
adultera? Você, que detesta ídolos, rouba-lhes os templos?r 23 Você, que se orgulha da Lei,s desonra a 
Deus, desobedecendo à Lei? 24 Pois, como está escrito: “O nome de Deus é blasfemado entre os gentios 
por causa de vocês”b.t
25 A circuncisão tem valor se você obedece à Lei;u mas, se você desobedece à Lei, a sua circuncisão 
já se tornou incircuncisão.v 26 Se aqueles que não são circuncidados obedecem aos preceitos da Lei,w 
não serão eles considerados circuncidados?x 27 Aquele que não é circuncidado fisicamente, mas obe-
deceà Lei, condenará vocêy que, tendo a Lei escrita e a circuncisão, é transgressor da Lei.
28 Não é judeu quem o é apenas exteriormente,z nem é circuncisão a que é meramente exterior e 
física.a 29 Não! Judeu é quem o é interiormente, e circuncisão é a operada no coração, pelo Espírito,b 
e não pela Lei escrita.c Para estes o louvor não provém dos homens, mas de Deus.d
a 2.6 Sl 62.12; Pv 24.12.
b 2.24 Is 52.5; Ez 36.22.
r o m a n o s 2 . 2 9 1 7
2.1 uRm 1.20; 
v2Sm 12.5-7; 
Mt 7.1,2 
2.4 wRm 9.23; 
Ef 1.7,18; 2.7; 
xRm 11.22; 
yRm 3.25; 
zÊx 34.6; a2Pe 3.9 
2.5 bJd 6 
2.6 cSl 62.12; 
Mt 16.27 
2.7 dv. 10; 
e1Co 15.53,54 
2.8 f2Ts 2.12 
2.9 g1Pe 4.17
2.10 hv. 9 
2.11 iAt 10.34 
2.12 jRm 3.19; 
1Co 9.20,21 
2.13 kTg 1.22,23, 
25 
2.14 lAt 10.35 
2.16 mEc 12.14; 
nAt 10.42; 
oRm 16.25 
2.17 pv. 23; 
Mq 3.11; Rm 9.4 
2.21 qMt 23.3,4 
2.22 rAt 19.37 
2.23 sv. 17 
2.24 tIs 52.5; 
Ez 36.22 
2.25 uGl 5.3; 
vJr 4.4 
2.26 wRm 8.4; 
x1Co 7.19 
2.27 yMt 12.41,42 
2.28 zMt 3.9; 
Jo 8.39; Rm 9.6,7; 
aGl 6.15 
2.29 bFp 3.3; 
Cl 2.11; cRm 7.6; 
dJo 5.44; 1Co 4.5; 
2Co 10.18; 
1Ts 2.4; 1Pe 3.4 
 2.1 Os judeus da época, por terem a Lei mosaica, consideravam-se 
superiores aos gentios. De acordo com eles, os gentios nada sabiam da 
revelação de Deus e tinha um estilo de vida imoral.
2.22 Costumava-se guardar nos templos pagãos grandes quantidades de 
riquezas.
2.25 A circuncisão era um sinal da aliança que Deus firmou com Israel 
e penhor da bênção decorrente dessa aliança (ver Gn 17 e nota; ver tam-
bém “Homossexualidade no mundo antigo”, em Rm 1). 
Se alguém faz a observação despreocupa-
damente ou com toda a seriedade, o outro 
deve observar que, quando o corpo macho 
se une para a procriação com a fêmea, 
o prazer que apoia isso é compreendido 
como de acordo com a natureza, mas 
quando um macho se une a outro macho, 
ou uma fêmea a outra fêmea, é fora dos 
limites da natureza. Esse ultraje era ini-
cialmente feito por pessoas cujo desejo de 
prazer era sem autocontrole.
— Platão sobre a homossexualidade 
De Platão, Leis, 636c (tradução por Duane Garrett)
Ver o artigo “Homossexualidade no mundo antigo”, 
em Rm1.
Vozes antigas
r o m a n o s 2 . 2 91 8
s Í t I o s a r Q u E o L Ó G I C o s
ROMANOS 2 No primeiro século d.C., 
Roma tinha cerca de um milhão de habitan-
tes. A cidade era lar de vários templos, tais 
como o templo de Concorde, o de Castor e o 
de Vesta. O último era uma estrutura mo-
desta, porém antiga, dedicada à deusa do 
lar e servido pelas virgens vestais. O antigo 
centro da vida religiosa, cultural, comercial 
e política era o Fórum, embora no primeiro 
século houvesse outros fóruns (como o Fó-
rum de Augusto e o Fórum de Júlio César) 
ali perto.
César Augusto e seu tenente M. Ves-
pasiano Agripa haviam comandado várias 
construções em Roma um século antes.1 
Suas obras incluíam o Panteão (templo de-
dicado a todos os deuses de Roma),2 o Altar 
da Paz, residência imperial na colina Pala-
tina, o templo de Júlio César, um arco do 
triunfo, aquedutos e sistemas de esgoto e 
várias outras estruturas. Augusto gabava-se 
de que havia encontrado Roma como uma 
cidade de pedra e que a deixou como 
uma cidade de mármore.
Ainda assim, muitos dos moradores de 
Roma viviam na miséria. Massivas constru-
ções de apartamentos chamados insulae (lit. 
“ilhas”) estavam espalhadas pela cidade.3 
Além de serem infestadas de delinquentes, 
essas construções eram áreas de alto risco de 
incêndios: em 64 d.C., um incêndio devastou 
três dos catorze bairros da cidade, deixando 
apenas quatro incólumes. Nero, imperador 
na época, usou a terra desnudada pelo fogo 
para construir uma extravagante residência 
para si, que denominou Domus Aurea (“casa 
dourada”).4 O famoso Coliseu, anfiteatro 
com capacidade para 50 mil pessoas senta-
das, foi dedicado em 80 d.C. O arco de Tito, 
construído em 81 d.C., comemora o saque 
de Jerusalém pelos romanos.5
Roma era lar de uma população etnica-
mente misturada, inclusive de um número 
significativo de judeus.6 Os grupos étnicos 
tendiam a se agrupar em bairros diferentes, 
e a cidade era caracterizada por severa dife-
rença de classes. Entre um terço e metade 
dos moradores de Roma eram escravos ou 
escravos recém-libertos, embora aqueles 
não estivessem necessariamente na base da 
hierarquia social.7 É provável que os pobres 
livres experimentassem a sina mais difícil 
e vivessem nas condições mais difíceis. Os 
necessitados dependiam do donativo do 
governo e podiam rapidamente se tornar 
uma turba (daí o ditado de que o povo exigia 
“pão e circo”).
Roma, o centro de comércio do império, 
era facilmente acessível por meio de uma 
rede de estradas e canais. Como as vizi-
nhanças étnicas, o mercado era organizado 
em quarteirões agrupados de acordo com 
as categorias comercializadas. Isso facilitava 
ao visitante estrangeiro o encontro com 
outros de sua confraria e aos consumidores 
a localização rápida dos itens que desejavam 
comprar. Os que compartilhavam de deter-
minada profissão geralmente formavam 
clubes e associações, o que lhes permitia 
uma vida social em comum e uma comuni-
dade de negócios afins.8
A Basílica de São Pedro está localizada 
no sítio tradicional (mas não comprovado) 
em que o apóstolo Pedro foi sepultado, 
enquanto a Basílica de São Paulo, fora dos 
muros da cidade, marca o local de sepul-
tamento tradicional desse apóstolo. Uma 
placa encontrada ali, datada do período 
de Constantino, contém a inscrição PAULO 
APOSTOLO MART[YRI] (“Ao apóstolo Paulo, 
mártir”).9
roma
1Ver “César Augusto, imperador de Roma; o censo; Quirino, governador da Síria”, em Lc 1. 2Ver “Os deuses dos gregos e dos romanos”, em Gl 4. 3Ver “Casas na Terra 
Santa do século I d.C.: a casa de Pedro em Cafarnaum; Insulae”, em Mt 14. 4Ver “Nero, o perseguidor dos cristãos”, em Fp 4. 5Ver “Josefo e a queda de Jerusalém”, 
em Mt 24. 6Ver “A diáspora judaica no século I d.C.”, em At 2. 7Ver “Escravidão no mundo greco-romano”, em Fm. 8Ver “As viagens no mundo greco-romano”, em 
1Ts 3; e ”Comércio e mercantilismo no Império Romano”, em Ap 18. 9Ver “Constantino e o papel da rainha Helena na preservação dos locais sagrados”, em Jo 19.
A colina Palatina, em Roma
Preserving Bible Times; © dr. James C. Martin; usado com permissão do Ministério de Propriedades e Atividades Culturais — Superintendência Arqueológica de Roma
3 Que vantagem há então em ser judeu, ou que utilidade há na circuncisão? 2 Muita, em todos os sentidos! Principalmente porque aos judeus foram confiadas as palavras de Deus.e
3 Que importa se alguns deles foram infiéis?f A sua infidelidade anulará a fidelidade de Deus?g 4 De 
maneira nenhuma! Seja Deus verdadeiro,h e todo homem mentiroso.i Como está escrito:
“Para que sejas justificado nas tuas palavras
e prevaleças quando fores julgado”a.j
5 Mas, se a nossa injustiça ressalta de maneira ainda mais clara a justiça de Deus, que diremos? Que 
Deus é injusto por aplicar a sua ira? (Estou usando um argumento humano.)k 6 Claro que não! Se fosse 
assim, como Deus iria julgar o mundo?l 7 Alguém pode alegar ainda: “Se a minha mentira ressalta a 
veracidade de Deus, aumentando assim a sua glória,m por que sou condenado como pecador?” 8 Por 
que não dizer como alguns caluniosamente afirmam que dizemos: “Façamos o mal, para que nos 
venha o bem”?n A condenação dos tais é merecida.
Ninguém é Justo
9 Que concluiremos então? Estamos em posição de vantagemb? Não! Já demonstramos que tanto 
judeus quanto gentios estão debaixo do pecado.o 10 Como está escrito:
“Não há nenhum justo, nem um sequer;
11 não há ninguém que entenda,
ninguém que busque a Deus.
12 Todos se desviaram,
tornaram-se juntamente inúteis;
não há ninguém que faça o bem,
não há nem um sequer”c.p
13 “Sua garganta é um túmulo aberto;
com a língua enganam”d.q
“Veneno de víbora está em seus lábios”e.r
14 “Sua boca está cheia de maldição e amargura”f.s
15 “Seus pés são ágeis para derramar sangue;
16 ruína e desgraça marcam os seus caminhos,
17 e não conhecem o caminhoda paz”g.
18 “Aos seus olhos é inútil temer a Deus”h.t
19 Sabemos que tudo o que a Lei diz,u o diz àqueles que estão debaixo dela,v para que toda boca se cale e 
o mundo todo esteja sob o juízo de Deus. 20 Portanto, ninguém será declarado justo diante dele baseando-
-se na obediência à Lei,w pois é mediante a Lei que nos tornamos plenamente conscientes do pecado.x
A Justiça por meio da Fé
21 Mas agora se manifestou uma justiça que provém de Deus,y independente da Lei, da qual 
testemunham a Lei e os Profetas,z 22 justiça de Deus mediante a féa em Jesus Cristo para todos os 
a 3.4 Sl 51.4.
b 3.9 Ou desvantagem.
c 3.10-12 Sl 14.1-3; Sl 53.1-3; Ec 7.20.
d 3.13 Sl 5.9.
e 3.13 Sl 140.3.
f 3.14 Sl 10.7.
g 3.15-17 Is 59.7,8.
h 3.18 Sl 36.1.
r o m a n o s 3 . 2 2 1 9
3.2 eDt 4.8; 
Sl 147.19 
3.3 fHb 4.2; 
g2Tm 2.13 
3.4 hJo 3.33; 
iSl 116.11; jSl 51.4 
3.5 kRm 6.19; 
Gl 3.15 
3.6 l Gn 18.25 
3.7 mv. 4
3.8 nRm 6.1 
3.9 ov. 19,23; 
Gl 3.22 
3.12 pSl 14.1-3 
3.13 qSl 5.9; 
rSl 140.3 
3.14 sSl 10.7 
3.18 tSl 36.1 
3.19 uJo 10.34; 
vRm 2.12
3.20 wAt 13.39; 
Gl 2.16; xRm 7.7 
3.21 yRm 1.17; 
9.30; zAt 10.43 
3.22 aRm 9.30; 
bRm 10.12; 
Gl 3.28; Cl 3.11 
3.8 O antinomismo é a ideia de que a lei moral não se aplica aos cristãos, 
que estão, em vez disso, sob a lei da graça. Porque a salvação não vem 
por meio de obras, mas pela graça, pensava-se, o esforço moral podia ser 
diminuído. Paulo pensava que esse tipo de heresia se havia infiltrado na 
igreja (1Co 5 e 6). Outros escolheram deturpar o ensino de Paulo a res-
peito da graça (como nesse versículo), e Paulo demonstrou o absurdo do 
ataque (Rm 6.1,15). Desde o primeiro século até nossos dias, pessoas e 
grupos tentaram combinar a vida espiritual com a permissividade moral, 
mas a Escritura não deixa dúvidas de que a nova vida em Cristo significa 
a morte para os antigos desejos malignos (Gl 5.24).
3.10-18 Vários fatores explicam por que as citações do AT nem sempre 
são exatamente literais no NT. 1) As citações feitas no NT às vezes se 
ocupavam do sentido geral, sem a pretensão de ser literais. 2) O grego 
não usava aspas nas citações. 3) As citações eram muitas vezes tomadas 
da tradução grega (a Septuaginta) do AT hebraico, porque os leitores de 
língua grega não tinham familiaridade com a Bíblia hebraica. 4) Às vezes, 
o escritor do NT, para ressaltar a lição que ensinava, propositadamente 
aumentava, abreviava ou adaptava um texto do AT ou combinava dois 
ou mais textos (ver “A Septuaginta e seu uso no Novo Testamento”, 
em Hb 11).
3.21 “A Lei e os Profetas” são Escrituras do AT em sua totalidade (ver 
“O Antigo Testamento da igreja primitiva”, em 2Tm 3).
3.22-25 Paulo valeu-se de várias dimensões da experiência humana de 
seus dias. “Justificação” faz parte do jargão jurídico: é quando um juiz 
declara um réu inocente. “Redenção” vem do mundo do comércio e da 
escravidão: a pessoa podia redimir escravos, comprando-lhes a liberdade. 
“Sacrifício para propiciação”, obviamente, é linguagem da religião: o ato 
de se apresentar uma oferta que toma o lugar do culpado.
que creem. Não há distinção,b 23 pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus, 24 sendo 
justificados gratuitamente por sua graça,c por meio da redençãod que há em Cristo Jesus. 25 Deus o ofe-
receu como sacrifício para propiciaçãoae mediante a fé, pelo seu sangue,f demonstrando a sua justiça. 
Em sua tolerância, havia deixado impunes os pecados anteriormente cometidosg; 26 mas, no presente, 
demonstrou a sua justiça, a fim de ser justo e justificador daquele que tem fé em Jesus.
27 Onde está, então, o motivo de vanglória?h É excluído. Baseado em que princípio? No da obe-
diência à Lei? Não, mas no princípio da fé. 28 Pois sustentamos que o homem é justificado pela fé, 
a 3.25 Ou como sacrifício que desviava a sua ira, removendo o pecado.
r o m a n o s 3 . 2 32 0
notas HIstÓrICas E CuLturaIs
3.24 cRm 4.16; 
Ef 2.8; dEf 1.7,14; 
Cl 1.14; Hb 9.12 
3.25 e1Jo 4.10; 
fHb 9.12,14; 
gAt 17.30 
3.27 hRm 2.17,23; 
4.2; 1Co 1.29-31; 
Ef 2.9 
ROMANOS 3 O significado da circuncisão 
entre os não israelitas do mundo antigo é 
debatido entre os especialistas (se era um 
rito de casamento ou da puberdade ou se 
era praticado por questões higiênicas). 
Mas, para Israel, o rito era um “sinal” do 
penhor da aliança do povo que tinha de 
“andar diante [Yahweh]1 e ser íntegro” 
(Gn 17.1,11). O procedimento era realizado 
no órgão reprodutor masculino a fim de 
lembrar o receptor de que o juramento 
de fidelidade era compulsório tanto para 
ele quanto para seus descendentes. Também 
é provável que o corte ritual, no contexto 
da aliança (cf. Gn 15.7-18; Jr 34.17-20), 
apontasse para a maldição de ser “corta-
do”, que devia ser lançada sobre todos os 
que violassem a aliança (cf. Gn 17.14; Êx 
4.25).
 A retirada por completo do prepúcio 
fez da circuncisão uma marca de diferen-
ciação étnica para Israel, pois separava os 
machos israelitas dos egípcios e de muitos 
dos vizinhos ocidentais semitas de Israel 
(cf. Jr 9.24,25) que realizavam o rito apenas 
fendendo o prepúcio; dos filisteus “incircun-
cisos” e dos semitas orientais da Mesopotâ-
mia, que não praticavam de forma alguma o 
ritual; finalmente, dos gregos e dos romanos 
dos períodos intertestamental e do NT, que 
rejeitavam toda forma de circuncisão.
 Não é surpresa que, para Israel, o termo 
“prepúcio” gerasse uma conotação negativa, 
vindo a representar tudo que se opunha a 
Deus e a seu povo. Ao mesmo tempo, o ter-
mo “circuncisão” era usado metaforicamente 
para designar alguém que renunciou às 
práticas pagãs e que agora era inteiramente 
devotado a Yahweh (Dt 10.16; Jr 4.4). Com 
o estabelecimento da fé cristã, todas as 
marcas nacionais, como a circuncisão física, 
perderam o valor, e o povo de Deus tornou-
-se diferente apenas pela fé, que se desen-
volvia em amor — o verdadeiro sinal de sua 
identificação com o Messias por meio da obra 
transformadora do Espírito (Rm 2.28,29; Gl 
5.6; 6.14-16; cf. Dt 30.6; Jr 31.33; 32.39; Ez 
36.26,27).
1Ver o Glossário na p. 2080 para as definições das palavras em negrito.
Texto grego de Romanos 3; Egito, século III d.C.
© The Schøyen Collection; cortesia do sr. Martin Schøyen
Circuncisão no mundo antigo
r o m a n o s 4 . 2 1 2 1
independente da obediência à Lei.i 29 Deus é Deus apenas dos judeus? 
Ele não é também o Deus dos gentios? Sim, dos gentios também,j 
30 visto que existe um só Deus, que pela fé justificará os circuncisos 
e os incircuncisos.k 31 Anulamos então a Lei pela fé? De maneira 
nenhuma! Ao contrário, confirmamos a Lei.
Abraão Foi Justificado pela Fé
4 Portanto, que diremos do nosso antepassado Abraão? 2 Se de fato Abraão foi justificado pelas obras, ele tem do que se 
gloriar, mas não diante de Deus.l 3 Que diz a Escritura? “Abraão 
creu em Deus, e isso lhe foi creditado como justiça.”am
4 Ora, o salário do homem que trabalha não é considerado 
como favor,n mas como dívida. 5 Todavia, àquele que não trabalha, 
mas confia em Deus, que justifica o ímpio, sua fé lhe é creditada 
como justiça. 6 Davi diz a mesma coisa, quando fala da felicidade 
do homem a quem Deus credita justiça independente de obras:
7 “Como são felizes aqueles
que têm suas transgressões
perdoadas, cujos pecados são apagados!
8 Como é feliz aquele
a quem o Senhor não atribui culpa!”bo
9 Destina-se essa felicidade apenas aos circuncisos ou também 
aos incircuncisos?p Já dissemos que, no caso de Abraão, a fé lhe foi 
creditada como justiça.q 10 Sob quais circunstâncias? Antes ou de-
pois de ter sido circuncidado? Não foi depois, mas antes! 11 Assim 
ele recebeu a circuncisão como sinal, como selo da justiça que ele 
tinha pela fé, quando ainda não fora circuncidado.r Portanto, ele é 
o pais de todos os que creem,t sem terem sido circuncidados, a fim 
de que a justiça fosse creditada também a eles; 12 e é igualmente o 
pai dos circuncisos que não somente são circuncisos, mas também 
andam nos passos da fé que teve nosso pai Abraão antes de passar 
pela circuncisão.13 Não foi mediante a Lei que Abraão e a sua descendência 
receberam a promessau de que ele seria herdeiro do mundo,v mas 
mediante a justiça que vem da fé. 14 Pois, se os que vivem pela Lei 
são herdeiros, a fé não tem valor, e a promessa é inútil;w 15 porque 
a Lei produz a ira.x E onde não há Lei, não há transgressão.y
16 Portanto, a promessa vem pela fé, para que seja de acordo com a graçaz e seja assim garantidaa 
a toda a descendência de Abraão; não apenas aos que estão sob o regime da Lei, mas também aos que 
têm a fé que Abraão teve. Ele é o pai de todos nós. 17 Como está escrito: “Eu o constituí pai de muitas 
nações”c.b Ele é nosso pai aos olhos de Deus, em quem creu, o Deus que dá vidac aos mortos e chamad 
à existência coisas que não existem,e como se existissem.
18 Abraão, contra toda esperança, em esperança creu, tornando-se assim pai de muitas nações,f como 
foi dito a seu respeito: “Assim será a sua descendência”d.g 19 Sem se enfraquecer na fé, reconheceu que 
o seu corpo já estava sem vitalidade,h pois já contava cerca de cem anos de idade,i e que também o 
ventre de Sara já estava sem vigor.j 20 Mesmo assim não duvidou nem foi incrédulo em relação à promessa 
de Deus, mas foi fortalecido em sua fé e deu glória a Deus,k 21 estando plenamente convencido de que ele 
a 4.3 Gn 15.6.
b 4.7,8 Sl 32.1,2.
c 4.17 Gn 17.5.
d 4.18 Gn 15.5.
3.28 iv. 20,21; 
At 13.39; Ef 2.9 
3.29 jRm 9.24 
3.30 kGl 3.8 
4.2 l1Co 1.31 
4.3 mv. 5,9,22; 
Gn 15.6; Gl 3.6; 
Tg 2.23 
4.4 nRm 11.6 
4.8 oSl 32.1,2; 
2Co 5.19 
4.9 pRm 3.30; qv. 3 
4.11 rGn 17.10,11; 
sv. 16,17; Lc 19.9; 
tRm 3.22 
4.13 uGl 3.16,29; 
vGn 17.4-6
4.14 wGl 3.18 
4.15 xRm 7.7-25; 
1Co 15.56; 
2Co 3.7; Gl 
3.10; Rm 7.12; 
yRm 3.20; 7.7 
4.16 zRm 3.24; 
aRm 15.8 
4.17 bGn 17.5; 
cJo 5.21; dIs 48.13; 
e1Co 1.28 
4.18 fv. 17; 
gGn 15.5 
4.19 hHb 11.11,12; 
iGn 17.17; 
jGn 18.11 
4.20 kMt 9.8 
4.9-17 No pensamento judaico, uma distinção permanecia entre os 
descendentes de Abraão — os participantes da aliança — e as “outras” 
nações, que também receberam benefícios por meio de Abraão de alguns 
modos não definidos. Paulo quebrou essa distinção: gentios e judeus são 
“descendentes” de Abraão, beneficiários das bênçãos provenientes da 
aliança de Deus. 
4.11 Ver “Circuncisão no mundo antigo”, em Rm 3.
Agora eles deixaram Trebônio, membro da 
conspiração, para atrasar Antônio à porta 
com conversas. Os outros permaneceram 
ao lado de César enquanto ele estava sen-
tado em sua cadeira, como se fossem seus 
amigos, mas haviam escondido adagas. 
Um do grupo, Tílio Cimber, aproximou-
-se de seu rosto e perguntou pelo retorno 
de seu irmão exilado. Enquanto César 
respondia que estava adiando essa ques-
tão, Cimber agarrou o tecido da toga de 
César, como se o pressionasse com seu 
pedido, puxou para trás o manto do pes-
coço dele e gritou: “Por que esperar mais, 
amigos?”. Casca foi o primeiro. Estava de 
pé, acima da cabeça de César, e levou a 
adaga ao pescoço dele, mas escorregou 
e golpeou-o no peito. César agarrou a toga 
de Cimber, prendeu a mão de Casca, sal-
tou da cadeira e virou-se. Então derrubou 
Casca com uma força tremenda. Enquanto 
César estava curvado desse jeito, outra 
pessoa empurrou uma adaga contra seu 
lado. Cássio esfaqueou-o no rosto, Brutus 
atingiu-o na coxa e Bucoliano acertou-lhe 
as costas. César virou-se contra todos eles, 
enfurecido e gritando feito um animal, 
mas quando percebeu que Brutus o estava 
golpeando, ele se desesperou, arrumou-se 
em sua toga, e caiu com dignidade ao lado 
da estátua de Pompeu.
— o historiador aPiano sobre o assassi-
nato de Júlio César
De Apiano, História romana, 2.16 (tradução por Duane Garrett)
Ver o artigo ”O Império Romano”, em Rm 4.
Vozes antigas
r o m a n s :2 2 r o m a n s :2 2
PoVos, tErras E GoVErnantEs antIGos
r o m a n o s 4 . 2 22 2
ROMANOS 4 A tradição afirma que Roma 
foi fundada em 753 a.C. e que no início foi 
governada por uma série de reis.1 Localizada 
num aglomerado de colinas no rio Tibre, na 
Itália Central, desde os seus primeiros anos 
a cidade foi pressionada pelos etruscos ao 
norte e pelos colonos latinos e gregos ao sul, 
num processo longo até assumir o controle 
da península italiana. A monarquia romana 
chegou ao fim por volta de 509 a.C. e foi 
substituída pela República. A maior parte da 
Itália estava sob o controle romano por volta 
de meados do século III a.C., e na parte final 
daquele século Roma lutou em várias guerras 
ao norte da África, contra a cidade Cartago (as 
Guerras Púnicas). Na Segunda Guerra Púnica 
(218-201 a.C.), Roma sofreu derrotas catas-
tróficas para o cartaginês Aníbal, mas por fim 
prevaleceu, por absoluta força de vontade, e 
obteve o controle do Mediterrâneo ociden-
tal. Movendo-se na direção do Mediterrâneo 
Oriental, os romanos subjugaram os gregos, 
a Anatólia (Turquia), a Síria e a Terra Santa. 
A independência do Egito terminou quando 
Cleópatra, última representante dos faraós, 
cometeu suicídio diante do ataque das forças 
romanas, em 30 a.C.
Enquanto isso, o governo da República, 
que fora projetada com uma série complexa 
de freios e contrapesos, tornava-se progres-
sivamente estagnada e caracterizada pela 
disputa política. Generais como Caio Mário 
(ca. 157-86 a.C.) e Lúcio Cornélio Sula (ca. 
138-78 a.C.) demonstraram que um gene-
ral bem-sucedido podia controlar a política 
romana apenas com seu exército.2 Caio 
Júlio César (ca. 100-44 a.C.) explorou essa 
condição ao máximo e, depois de conquistar 
a Gália (França) e de derrotar seu rival, Pom-
peu, o Grande (ca. 106-48 a.C.), numa guerra 
civil, foi declarado ditador vitalício em Roma. 
Numa tentativa de restaurar a República, os 
membros conservadores do Senado o assas-
sinaram, porém o sistema havia chegado ao 
fim. Após sucessivas guerras civis, Otaviano 
(César Augusto), sobrinho-neto e herdeiro 
adotado de Júlio César, estabeleceu-
-se como governante exclusivo 
do mundo romano.3
Teve início assim o pe-
ríodo da história romana 
conhecido como Princi-
pado (27 a.C.-285 d.C.), 
durante o qual o mundo 
romano foi governado por 
vários imperadores. Após 
um longo declínio, o impe-
rador Diocleciano (245-316 
d.C.) restaurou a ordem e 
dividiu o império em quatro 
distritos administrativos. A 
abdicação de Diocleciano foi 
seguida por outro período 
de guerras e confusão, do 
qual Constantino, o Grande 
(ca. 280-337 d.C.), emergiu vito-
rioso. Ele mudou sua capital para 
Bizâncio, renomeou-a Constantinopla 
(a moderna Istambul) e declarou 
o cristianismo religião oficial do 
Império Romano.4 O im-
pério ocidental entrou 
em declínio e caiu em 
476, com a abdicação de 
Rômulo Augusto, mas sua contra-
partida oriental sobreviveu como 
Império Bizantino até a queda de Constan-
tino diante dos turcos otomanos, em 1453.
O Principado romano proporciona a es-
trutura política e cultural para os escritos do 
NT. As cidades que sucumbiram ao controle 
romano tinham cada uma sua história com 
relação a Roma. Tarso, por exemplo, era 
uma cidade livre e não pagava impostos,5 e 
Corinto e Filipos, colônias de oficiais roma-
nos, desfrutavam certos benefícios legais.6 
A cidadania romana, embora amplamente 
concedida, não era garantida a todos os que 
viviam sob o domínio romano.7 Um sistema 
extensivo de estradas beneficiava as ativida-
des militares e também comerciais do impé-
rio.8 Com uma economia baseada em grande 
parte na agricultura e na escravidão, os 
números das classes inferiores aumentaram.
O mundo romano incorporou um confu-
so rol de religiões, cultos e superstições. Além 
disso, os imperadores romanos eram divini-
zados quando morriam e esperava-se que 
todos os que viviam dentro das fronteiras do 
império manifestassem sua lealdade a Roma 
participando do culto imperial e prestando 
homenagem a César.9 Quando os cristãos se 
recusaram a fazer isso, foram acusados de 
traição.10 Mesmo assim, as condições pací-
ficas que prevaleceram nessa época (a pax 
romana ou “paz de Roma”), a cultura comum 
greco-romana e o vastosistema de transpor-
te permitiram que o cristianismo florescesse.
1Ver “Roma”, em Rm 2. 2Ver “O exército romano e a ocupação da Terra Santa”, em At 27. 3Ver “César Augusto, imperador de Roma; o censo; Quirino, governador da 
Síria”, em Lc 1. 4Ver “Constantino e o papel da rainha Helena na preservação dos locais sagrados”, em Jo 19. 5Ver “Impostos romanos”, em Rm 11. 6Ver “Corinto”, 
em 2Co 1; e “Filipos”, em Fp 1. 7Ver “Cidadania romana”, em Fp 3. 8Ver “As viagens no mundo greco-romano”, em 1Ts 3; e “Comércio e mercantilismo no Império 
Romano”, em Ap 18. 9Ver “O culto imperial”, em Mc 12. 10Ver “Primeiras perseguições à Igreja”, em Ap 17.
Imperador Cláudio
Preserving Bible Times; © dr. James C. Martin; usado com permissão do 
Museu Britânico
O Império Romano
r o m a n s : 2 3r o m a n o s 6 . 4 2 3
era poderoso para cumprir o que havia prometido.l 22 Em consequência, “isso lhe foi creditado como 
justiça”a.m 23 As palavras “lhe foi creditado” não foram escritas apenas para ele, 24 mas também para nós,n 
a quem Deus creditará justiça, a nós, que cremos naqueleo que ressuscitou dos mortosp a Jesus, nosso 
Senhor. 25 Ele foi entregue à morte por nossos pecadosq e ressuscitado para nossa justificação.
Paz e Alegria
5 Tendo sido, pois, justificados pela fé,r temosb paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo, 2 por meio de quem obtivemos acessos pela fé a esta graça na qual agora estamos firmes;t e nos gloria-
mosc na esperançau da glória de Deus. 3 Não só isso, mas também nos gloriamos nas tribulações,v 
porque sabemos que a tribulação produz perseverança;w 4 a perseverança, um caráter aprovado; e o 
caráter aprovado, esperança. 5 E a esperançax não nos decepciona, porque Deus derramou seu amor 
em nossos corações, por meio do Espírito Santoy que ele nos concedeu.
6 De fato, no devido tempo,z quando ainda éramos fracos, Cristo morreu pelos ímpios.a 7 Difi-
cilmente haverá alguém que morra por um justo, embora pelo homem bom talvez alguém tenha 
coragem de morrer. 8 Mas Deus demonstra seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando 
ainda éramos pecadores.b
9 Como agora fomos justificados por seu sangue,c muito mais ainda, por meio dele, seremos salvos 
da irad de Deus! 10 Se quando éramos inimigos de Deuse fomos reconciliadosf com ele mediante a 
morte de seu Filho, quanto mais agora, tendo sido reconciliados, seremos salvos por sua vida!g 11 Não 
apenas isso, mas também nos gloriamos em Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo, mediante 
quem recebemos agora a reconciliação.
Morte em Adão, Vida em Cristo
12 Portanto, da mesma forma como o pecado entrou no mundo por um homem,h e pelo pecado 
a morte,i assim também a morte veio a todos os homens, porque todos pecaram; 13 pois antes de ser 
dada a Lei, o pecado já estava no mundo. Mas o pecado não é levado em conta quando não existe lei.j 
14 Todavia, a morte reinou desde o tempo de Adão até o de Moisés, mesmo sobre aqueles que não 
cometeram pecado semelhante à transgressão de Adão, o qual era um tipo daquele que haveria de vir.k
15 Entretanto, não há comparação entre a dádiva e a transgressão. De fato, muitos morreram por 
causa da transgressão de um só homem,l mas a graça de Deus, isto é, a dádiva pela graça de um só, 
Jesus Cristo,m transbordou ainda mais para muitos. 16 Não se pode comparar a dádiva de Deus com a 
consequência do pecado de um só homem: por um pecado veio o julgamento que trouxe condenação, 
mas a dádiva decorreu de muitas transgressões e trouxe justificação. 17 Se pela transgressão de um só 
a morten reinou por meio dele, muito mais aqueles que recebem de Deus a imensa provisão da graça 
e a dádiva da justiça reinarão em vida por meio de um único homem, Jesus Cristo.
18 Consequentemente, assim como uma só transgressão resultou na condenação de todos os 
homens,o assim também um só ato de justiça resultou na justificaçãop que traz vida a todos os homens. 
19 Logo, assim como por meio da desobediência de um só homemq muitos foram feitos pecadores, 
assim também por meio da obediênciar de um único homem muitos serão feitos justos.
20 A Lei foi introduzida para que a transgressão fosse ressaltada.s Mas onde aumentou o pecado 
transbordou a graça,t 21 a fim de que, assim como o pecado reinou na morte,u também a graça reine 
pela justiça para conceder vida eterna, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor.
Mortos para o Pecado, Vivos em Cristo
6 Que diremos então? Continuaremos pecando para que a graça aumente?v 2 De maneira nenhu-ma! Nós, os que morremos para o pecado,w como podemos continuar vivendo nele? 3 Ou vocês 
não sabem que todos nós, que fomos batizadosx em Cristo Jesus, fomos batizados em sua morte? 
4 Portanto, fomos sepultados com ele na morte por meio do batismo, a fim de que, assim como 
Cristo foi ressuscitado dos mortosy mediante a glória do Pai, também nós vivamos uma vida nova.z
a 4.22 Gn 15.6.
b 5.1 Ou tenhamos.
c 5.2 Ou gloriemo-nos; também no versículo 3.
4.21 lGn 18.14; 
Hb 11.19 
4.22 mv. 3 
4.24 nRm 15.4; 
1Co 9.10; 10.11; 
oRm 10.9; pAt 2.24 
4.25 qIs 53.5,6; 
Rm 5.6,8 
5.1 rRm 3.28
5.2 sEf 2.18; 
t1Co 15.1; uHb 3.6 
5.3 vMt 5.12; 
wTg 1.2,3 
5.5 xFp 1.20; 
yAt 2.33 
5.6 zGl 4.4; 
aRm 4.25 
5.8 bJo 15.13; 
1Pe 3.18 
5.9 cRm 3.25; 
dRm 1.18 
5.10 eRm 11.28; 
Cl 1.21; 
f2Co 5.18,19; 
Cl 1.20,22; 
gRm 8.34 
5.12 hv. 15,16,17; 
1Co 15.21,22; 
iGn 2.17; 3.19; 
Rm 6.23 
5.13 jRm 4.15 
5.14 k1Co 15.22, 
45 
5.15 lv. 12,18,19; 
mAt 15.11 
5.17 nv. 12
5.18 ov. 12; 
pRm 4.25
5.19 qv. 12; rFp 2.8 
5.20 sRm 7.7,8; 
Gl 3.19; 
t1Tm 1.13,14 
5.21 uv. 12,14 
6.1 vv. 15; 
Rm 3.5,8 
6.2 wCl 3.3,5; 
1Pe 2.24 
6.3 xMt 28.19 
6.4 yCl 3; zRm 7.6; 
Gl 6.15; Ef 4.22-
24; Cl 3.10 
4.25 Essas palavras, que refletem a tradução da Septuaginta de Is 53.12, 
provavelmente constituíam uma fórmula confessional cristã (ver “A 
Septuaginta e seu uso no Novo Testamento”, em Hb 11).
6.1 Sobre a heresia do antinomismo (ideia que a lei moral não se aplica 
aos cristãos, que estão sob a lei da graça), ver nota em 3.8.
6.3,4 Nos tempos do NT, o batismo acontecia logo depois da conversão. 
Isso fazia que ambos fossem considerados aspectos de um único ato 
(ver At 2.38; ver também “Batismo no mundo antigo”, em Mt 3).
5 Se dessa forma fomos unidos a ele na semelhança da sua morte, certamente o seremos também 
na semelhança da sua ressurreição.a 6 Pois sabemos que o nosso velho homemab foi crucificado com 
ele,c para que o corpo do pecadod seja destruídob, e não mais sejamos escravos do pecado; 7 pois quem 
morreu foi justificado do pecado.
8 Ora, se morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos. 9 Pois sabemos que, tendo 
sido ressuscitado dos mortos,e Cristo não pode morrer outra vez: a morte não tem mais domínio sobre 
ele.f 10 Porque, morrendo, ele morreu para o pecadog uma vez por todas; mas, vivendo, vive para Deus.
11 Da mesma forma, considerem-se mortos para o pecado,h mas vivos para Deus em Cristo Jesus. 
12 Portanto, não permitam que o pecado continue dominando o corpo mortal de vocês, fazendo que 
a 6.6 Isto é, a nossa velha vida em Adão.
b 6.6 Ou seja deixado sem poder
r o m a n o s 6 . 52 4
notas HIstÓrICas E CuLturaIs
6.5 a2Co 4.10; 
Fp 3.10,11 
6.6 bEf 4.22; 
Cl 3.9; cGl 2.20; 
Cl 2.12,20; 
dRm 7.24
6.9 eAt 2.24; 
fAp 1.18 
6.10 gv. 2 
6.11 hv. 2 
ROMANOS 6 A escatologia é o “estudo das 
últimas coisas” e os meios pelos quais certas 
comunidades religiosas concebem o final ou 
o objetivo da História. A Bíblia não usa o ter-
mo abstrato “escatologia”, mas sugere essa 
ideia em expressões como “os dias vindou-
ros”, “os últimos dias”, “o fim dos tempos” 
ou “o dia do Senhor” e sua versão reduzida 
“naquele dia” (Dt 4.30; Is 11.11; Dn 2.28; Jl 
2.1). No judaísmo e no cristianismo primiti-
vo, a escatologia era uma consequência ne-
cessária da convicção dupla de que um Deus 
verdadeiro e vivo criou o Universo e pretende 
resgatá-lo.
Embora as crenças escatológicas judaicas 
no século I d.C. fossem bastante diversas, al-
guns conceitos básicos eram compartilhados:
 � Israelesperava a restauração e a reversão 
divina de tudo que estava errado no mundo.
 � Os impérios pagãos e seus ídolos seriam 
destruídos, e Jerusalém seria glorificada.
 � A liderança corrupta de Israel seria remo-
vida, e o verdadeiro rei davídico assumiria o 
poder.
 � Os pecados de Israel seriam perdoados, e 
Deus derramaria seu Espírito sobre seu povo 
para que a nação se tornasse obediente.
 � Como resultado, sairia luz de Jerusalém, 
que convocaria todas as nações para adorar 
ao Senhor de toda a terra.
Um aspecto importante desse quadro 
geral é a noção de um Redentor pessoal, um 
representante autorizado para mediar a re-
lação entre Deus e seu povo. Esse Ungido, o 
Messias, é compreendido de várias maneiras: 
um segundo Moisés, um príncipe, um servo 
sofredor ou um sumo sacerdote escolhido. 
Todos esses conceitos são profundamente 
devedores aos profetas do AT e refletem um 
panorama geral comum aos diversos grupos 
existentes em Israel. Alguns partidos judai-
cos, na verdade, esperavam dois messias: um 
messias sacerdotal e um messias real.
A crença escatológica judaica não era se-
gredo. Até mesmo os historiadores romanos 
Suetônio e Tácito sabiam da esperança ju-
daica de uma salvação messiânica. A liturgia 
da sinagoga também incluía orações diárias 
concentradas na esperança de Israel.1
A despeito da ampla unidade da escatolo-
gia judaica, um vasto rol de opiniões existia a 
respeito do tempo exato e da maneira precisa 
em que esses grandes acontecimentos se tor-
nariam públicos (1Pe 1.10-12). Vários autores 
articularam a esperança que Israel tinha do 
futuro por meio de uma cadeia de imagens 
e metáforas, porém o conjunto era difícil de 
conciliar. Diferentes grupos religiosos assumi-
ram compreensões muito divergentes tanto 
sobre os antecedentes da era messiânica 
quanto sobre a perspectiva de cada movi-
mento:
 � Os fariseus, que parecem ter reconhecido 
o cenário escatológico mais geral, entediam 
a fidelidade à Torá como prerrequisito divino 
para a visitação de Israel (At 15.5).2
 � Os saduceus negavam a ressurreição (Mt 
22.23) e sua atitude em relação à escatologia 
em geral permanece incerta.3
 � Os essênios de Qumran acreditavam que 
sua comunidade era o início do cumprimento 
da era da redenção. Separaram-se dos gen-
tios opressores e dos judeus apóstatas com os 
quais aguardavam um conflito final.
 � Josefo considerava os zelotes uma quar-
ta seita dentro do judaísmo. Seus membros 
se consideravam seguidores de Fineias, de 
Elias e dos macabeus por acreditarem que a 
resistência ativa era o antecedente necessário 
para a era escatológica.4
As diversas interpretações da profecia no 
judaísmo do primeiro século recomendam 
cautela nas interpretações da profecia nos 
dias de hoje. A mensagem principal do NT 
é que a esperança de Israel está cumprida 
em Jesus (Mc 1.15; 1Co 10.11; Hb 9.26; 1Pe 
1.20), e foi precisamente esse ponto que 
muitos líderes judeus, a despeito de sua 
leitura cuidadosa das profecias, precisavam 
reconhecer. Esforços recentes para empregar 
a profecia bíblica a fim de descrever com pre-
cisão como e quando os acontecimentos do 
fim do mundo acontecerão podem se provar 
tão enganosos quanto os dos intérpretes do 
primeiro século.
Escatologia judaica no século I d.C.
1Ver “Sinagogas antigas”, em At 9. 2Ver “Os fariseus”, em Mt 5. 3Ver “Os saduceus”, em Mt 22. 4Ver “Os zelotes e os essênios”, em Mt 10.
obedeçam aos seus desejos. 13 Não ofereçam os membros do corpo de vocês ao pecado, como instru-
mentos de injustiça;i antes ofereçam-se a Deus como quem voltou da morte para a vida; e ofereçam os 
membros do corpo de vocês a ele, como instrumentos de justiça.j 14 Pois o pecado não os dominará, 
porque vocês não estão debaixo da Lei,k mas debaixo da graça.l
Escravos da Justiça
15 E então? Vamos pecar porque não estamos debaixo da Lei, mas debaixo da graça? De maneira 
nenhuma! 16 Não sabem que, quando vocês se oferecem a alguém para lhe obedecer como escravos, 
tornam-se escravos daquele a quem obedecem: escravos do pecadom que leva à morte,n ou da obediên-
cia que leva à justiça? 17 Mas, graças a Deus,o porque, embora vocês tenham sido escravos do pecado, 
passaram a obedecer de coração à forma de ensinop que lhes foi transmitida. 18 Vocês foram libertados 
do pecadoq e tornaram-se escravos da justiça.
19 Falo isso em termos humanos,r por causa das suas limitações humanasa. Assim como vocês 
ofereceram os membros do seu corpo em escravidão à impureza e à maldade que leva à maldade, 
ofereçam-nos agora em escravidão à justiças que leva à santidade. 20 Quando vocês eram escravos do 
pecado,t estavam livres da justiça. 21 Que fruto colheram então das coisas das quais agora vocês se en-
vergonham? O fim delas é a morte!u 22 Mas agora que vocês foram libertados do pecadov e se tornaram 
escravos de Deusw o fruto que colhem leva à santidade, e o seu fim é a vida eterna. 23 Pois o salário 
do pecado é a morte,x mas o dom gratuito de Deus é a vida eternay emb Cristo Jesus, nosso Senhor.
A Ilustração do Casamento
7 Meus irmãos,z falo a vocês como a pessoas que conhecem a lei. Acaso vocês não sabem que a lei tem autoridade sobre alguém apenas enquanto ele vive? 2 Por exemplo, pela lei a mulher casada 
está ligada a seu marido enquanto ele estiver vivo; mas, se o marido morrer, ela estará livre da lei 
do casamento.a 3 Por isso, se ela se casar com outro homem enquanto seu marido ainda estiver vivo, 
será considerada adúltera. Mas, se o marido morrer, ela estará livre daquela lei e, mesmo que venha 
a se casar com outro homem, não será adúltera.
4 Assim, meus irmãos, vocês também morreram para a Lei,b por meio do corpo de Cristo,c para 
pertencerem a outro, àquele que ressuscitou dos mortos, a fim de que venhamos a dar fruto para Deus. 
5 Pois quando éramos controlados pela carnec, as paixões pecaminosas despertadas pela Leid atuavam 
em nosso corpo,e de forma que dávamos fruto para a morte. 6 Mas agora, morrendo para aquilo que 
antes nos prendia, fomos libertados da Lei, para que sirvamos conforme o novo modo do Espírito, e 
não segundo a velha forma da Lei escrita.f 
A Luta contra o Pecado
7 Que diremos então? A Lei é pecado? De maneira nenhuma! De fato, eu não saberia o que é 
pecado, a não ser por meio da Lei.g Pois, na realidade, eu não saberia o que é cobiça, se a Lei não 
dissesse: “Não cobiçarás”d.h 8 Mas o pecado, aproveitando a oportunidade dada pelo mandamento,i 
produziu em mim todo tipo de desejo cobiçoso. Pois, sem a Lei, o pecado está morto.j 9 Antes eu vivia 
sem a Lei, mas, quando o mandamento veio, o pecado reviveu, e eu morri. 10 Descobri que o próprio 
mandamento, destinado a produzir vida,k na verdade produziu morte. 11 Pois o pecado, aproveitando 
a oportunidade dada pelo mandamento, enganou-mel e por meio do mandamento me matou.
12 De fato a Lei é santa, e o mandamento é santo, justo e bom.m 13 E então, o que é bom se tornou 
em morte para mim? De maneira nenhuma! Mas, para que o pecado se mostrasse como pecado, ele 
produziu morte em mim por meio do que era bom, de modo que por meio do mandamento ele se 
mostrasse extremamente pecaminoso.
14 Sabemos que a Lei é espiritual; eu, contudo, não o sou,n pois fui vendidoo como escravo ao pe-
cado. 15 Não entendo o que faço. Pois não faço o que desejo, mas o que odeio.p 16 E, se faço o que não 
desejo, admito que a Lei é boa.q 17 Nesse caso, não sou mais eu quem o faz, mas o pecado que habita 
em mim.r 18 Sei que nada de bom habita em mim, isto é, em minha carne.s Porque tenho o desejo de 
a 6.19 Grego: por causa da fraqueza da sua carne.
b 6.23 Ou por meio de.
c 7.5 Ou pela natureza pecaminosa; também nos versículos 18 e 25.
d 7.7 Êx 20.17; Dt 5.21.
r o m a n o s 7 . 1 9 2 5
6.13 iv. 16,19; 
Rm 7.5; jRm 12.1; 
1Pe 2.24 
6.14 kGl 5.18; 
lRm 3.24 
6.16 mJo 8.34; 
2Pe 2.19; nv. 23 
6.17 oRm 1.8; 
2Co 2.14; 
p2Tm 1.13 
6.18 qv. 7,22; 
Rm 8.2 
6.19 rRm 3.5; 
sv. 13 
6.20 tv. 16
6.21 uv. 23 
6.22 vv. 18; 
w1Co 7.22; 
1Pe 2.16
6.23 xGn 2.17; 
Rm 5.12; Gl 6.7,8;Tg 1.15; yMt 25.46 
7.1 zRm 1.13 
7.2 a1Co 7.39 
7.4 bRm 8.2; 
Gl 2.19; cCl 1.22
7.5 dRm 7.7-11; 
eRm 6.13
7.6 fRm 2.29; 
2Co 3.6 
7.7 gRm 3.20; 
4.15; hÊx 20.17; 
Dt 5.21 
7.8 iv. 11 
jRm 4.15; 
1Co 15.56 
7.10 kLv 18.5; 
Lc 10.26-28; 
Rm 10.5; Gl 3.12 
7.11 lGn 3.13 
7.12 m1Tm 1.8 
7.14 n1Co 3.1; 
o1Rs 21.20,25; 
2Rs 17.17 
7.15 pv. 19; Gl 
5.17 
7.16 qv. 12 
7.17 rv. 20 
7.18 sv. 25 
7.2,3 Alguns especialistas insistem em que a prova de que se casar 
novamente por qualquer outro motivo que não a morte do cônjuge é 
adultério está nesses versículos. Contudo, tanto a lei romana quanto a 
lei judaica permitiam novo casamento após um divórcio legítimo (ver 
“Casamento e divórcio no antigo Israel”, em Ml 2). Paulo não está ensi-
nando a respeito de casamento ou divórcio, apenas ilustrando a ideia que 
os cristãos haviam “morrido” para a lei.
r o m a n s :2 6 r o m a n o s 7 . 1 92 6
Acontecimentos Pessoas
600 
a.C.
Queda do controle etrusco em Roma e fundação da República (509)
Primeiros cônsules indicados (508)
Primeiro ditador (501)
500
Coalizão de Roma com os latinos (493)
Doze Mesas (451-450)
400
Roma capturada pelos gauleses (390)
Primeira Guerra Samnita (343-341)
A Guerra Latina (340-338)
Dissolução da Liga Latina (338)
Segunda Guerra Samnita (327-304)
300
Terceira Guerra Samnita (298-290)
Primeira Guerra Púnica (264-241)
Diplomatas romanos em Atenas e Corinto (228)
Segunda Guerra Púnica (218-201)
Aníbal cruza os Alpes (218)
Primeira Guerra Macedônia (214-205)
Derrota de Roma por Cartago em Zama (202)
Cato, o Velho (234-149)
200
Segunda Guerra Macedônia: derrota de Roma para Filipe V (200-196)
Revogação da Lex oppia (195)
Guerra contra Antíoco III (o Grande) (191-189)
Terceira Guerra Macedônia (176-167)
Lex voconia (169)
Terceira Guerra Púnica: destruição de Cartago (150-146)
Guerra contra a Acaia; destruição de Corinto (146)
Guerra Servil na Sicília (135-131)
Cícero (106-43)
100
Guerra Servil contra Espártaco (73-71)
Primeiro consulado de Pompeu e Crasso (70)
Pompeu captura Jerusalém (63)
Consulado de Cícero (63)
Coalizão de Pompeu, César e Crasso (60)
Primeiro consulado de César (59)
Guerras de César na Gália (59-51)
Cato, o Jovem (95-46)
Catulo (84-54)
Virgílio (70-19)
Horácio (65-8)
Lucrécio (60)
Lívio (59 a.C-17 d.C.)
HISTÓRIA CRONOLÓGICA DE 600 A.C. ATÉ O FINAL DA 
REVOLTA JUDAICA, EM 150 D.C.
 
 
 
 
 
 
r o m a n s : 2 7
 
 
r o m a n o s 7 . 2 0 2 7
Acontecimentos Pessoas
100
Exílio de Cícero (58)
Retorno de Cícero (57)
Segundo consulado de Pompeu e Crasso (55)
César invade a Bretanha (55-54)
Crasso é derrotado e morto pelos partos (53)
Consulado exclusivo de Pompeu (52)
Júlio César derrota Pompeu em Farsalos (49)
A ditadura de César (49-44)
Assassinato de Júlio César (15 de março de 44)
Consulado de Otaviano e Triunvirato de Antônio, Lépido e Octávio (43)
Otaviano e Marco Antônio derrotam Brutus e Cássio em Filipos (42)
Derrota de Sexto Pompeu (36)
Guerra com a Pártia (36)
Morrem Antônio e Cleópatra III; o Egito é anexado (30)
César Otaviano Augusto (27 a.C.-14 d.C.)
A Galácia é anexada (25)
Ovídio (43 a.C.-17 d.C.)
Sêneca (3 a.C.-65 d.C.)
1 a.C.
1 d.C.
Campanhas contra a Germânia (14-17)
Tibério (14-37)
Calígula (37-41)
Cláudio (41-54)
Invasão e anexação do sul da Bretanha (43)
Nero (54-68)
Assassinato de Agripina, mãe de Nero (59)
Incêndio em Roma; cristãos são perseguidos (64)
Vespasiano (69-79)
Destruição de Jerusalém (70)
Tito (79-81)
Destruição de Pompeia e Herculano (79)
Domiciano (81-96)
Trajano (98-117)
Adriano (117-138)
Revolta dos judeus no Oriente (132-134)
Revolta final dos judeus contra Roma sufocada (135)
Plínio, o Velho (23-79)
Lucano (39-65)
Marcial (40-104)
Juvenal (50/51 até depois 
de 127)
Tácito (56-ca.117)
Plínio, o Jovem (61-113)
Suetônio (ca. 75-150)
Cronological and Background Charts of the New Testament, p. 48-49
fazer o que é bom, mas não consigo realizá-lo. 19 Pois o que faço não é o bem que desejo, mas o mal 
que não quero fazer esse eu continuo fazendo.t 20 Ora, se faço o que não quero, já não sou eu quem o 
faz, mas o pecado que habita em mim.u
21 Assim, encontro esta lei que atua em mim:v Quando quero fazer o bem, o mal está junto de mim. 
22 No íntimo do meu serw tenho prazer na Lei de Deus;x 23 mas vejo outra lei atuando nos membros do 
meu corpo, guerreandoy contra a lei da minha mente, tornando-me prisioneiro da lei do pecado que 
atua em meus membros. 24 Miserável homem que eu sou! Quem me libertará do corpo sujeito a esta 
morte?z 25 Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor! De modo que, com a mente, eu próprio sou 
escravo da Lei de Deus; mas, com a carne, da lei do pecado.
A Vida pelo Espírito
8 Portanto, agora já não há condenaçãoa para os que estão em Cristo Jesusa,b 2 porque por meio de Cristo Jesus a lei do Espírito de vidac me libertoud da lei do pecadoe e da morte. 3 Porque, aquilo 
que a Lei fora incapazf de fazer por estar enfraquecida pela carneb, Deus o fez, enviando seu próprio 
Filho, à semelhança do homem pecador,g como oferta pelo pecadoc.h E assim condenou o peca-
do na carne, 4 a fim de que as justas exigências da Lei fossem plenamente satisfeitas em nós, que não 
vivemos segundo a carne, mas segundo o Espírito.i
5 Quem vive segundo a carne tem a mente voltada para o que a carne deseja;j mas quem vive de 
acordo com o Espírito tem a mente voltada para o que o Espírito deseja.k 6 A mentalidade da carne 
é morte, mas a mentalidade do Espírito é vidal e paz; 7 a mentalidade da carne é inimiga de Deusm 
porque não se submete à Lei de Deus, nem pode fazê-lo. 8 Quem é dominado pela carne não pode 
agradar a Deus.
9 Entretanto, vocês não estão sob o domínio da carne, mas do Espírito, se de fato o Espírito de 
Deus habita em vocês.n E, se alguém não tem o Espírito de Cristo,o não pertence a Cristo. 10 Mas, se 
Cristo está em vocês,p o corpo está morto por causa do pecado, mas o espírito está vivod por causa 
da justiça. 11 E, se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus dentre os mortosq habita em vocês, aquele 
que ressuscitou a Cristo dentre os mortos também dará vida a seus corpos mortais,r por meio do seu 
Espírito, que habita em vocês.
12 Portanto, irmãos, estamos em dívida, não para com a carne, para vivermos sujeitos a ela. 13 Pois, 
se vocês viverem de acordo com a carne, morrerão; mas, se pelo Espírito fizerem morrer os atos do 
corpo, viverão,s 14 porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deust são filhos de Deus.u 15 Pois 
vocês não receberam um espírito que os escravize para novamente temerem,v mas receberam o Espí-
rito que os torna filhos por adoção, por meio do qual clamamos: “Abae, Pai”.w 16 O próprio Espírito 
testemunha ao nosso espíritox que somos filhos de Deus. 17 Se somos filhos, então somos herdeiros;y 
herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo, se de fato participamos dos seus sofrimentos, para que 
também participemos da sua glória.z
A Glória Futura
18 Considero que os nossos sofrimentos atuais não podem ser comparados com a glória que em 
nós será revelada.a 19 A natureza criada aguarda, com grande expectativa, que os filhos de Deus sejam 
revelados. 20 Pois ela foi submetida à inutilidade, não pela sua própria escolha, mas por causa da von-
tade daquele que a sujeitou,b na esperança 21 de quef a própria natureza criada será libertada da escravidão 
da decadênciac em que se encontra, recebendo a gloriosa liberdade dos filhos de Deus.
22 Sabemos que toda a natureza criada gemed até agora, como em dores de parto. 23 E não só isso, 
mas nós mesmos, que temos os primeiros frutos do Espírito,e gememosf interiormente, esperando 
ansiosamenteg nossa adoção como filhos, a redenção do nosso corpo. 24 Pois nessa esperança fomos 
salvos.h Mas esperança que se vê não é esperança. Quem espera por aquilo que está vendo? 25 Mas, se 
esperamos o que ainda não vemos, aguardamo-lo pacientemente.
a 8.1 Alguns manuscritos dizem Jesus, que não vivem segundo a carne, mas segundo oEspírito.
b 8.3 Ou pela natureza pecaminosa; também nos versículos 4, 5, 8, 9, 12 e 13.
c 8.3 Ou homem pecador, pelo pecado.
d 8.10 Ou o Espírito é vida.
e 8.15 Termo aramaico para Pai.
f 8.20,21 Ou a sujeitou em esperança. 21Pois.
r o m a n o s 7 . 2 02 8
7.19 tv. 15 
7.20 uv. 17 
7.21 vv. 23,25 
7.22 wEf 3.16; 
xSl 1.2 
7.23 yGl 5.17; 
Tg 4.1; 1Pe 2.11
7.24 zRm 6.6; 8.2 
8.1 av. 34; bv. 39; 
Rm 16.3 
8.2 c1Co 15.45; 
dRm 6.18; eRm 7.4 
8.3 f At 13.39; 
Hb 7.18; gFp 2.7; 
hHb 2.14,17 
8.4 iGl 5.16 
8.5 jGl 5.19-21; 
kGl 5.22-25 
8.6 lGl 6.8 
8.7 mTg 4.4 
8.9 n1Co 6.19; 
Gl 4.6; oJo 14.17; 
1Jo 4.13 
8.10 pGl 2.20; 
Ef 3.17; Cl 1.27 
8.11 qAt 2.24; 
rJo 5.21 
8.13 sGl 6.8 
8.14 Tg t15.18; 
uJo 1.12; Ap 21.7 
8.15 v2Tm 1.7; 
Hb 2.15; 
wMc 14.36; 
Gl 4.5,6 
8.16 xEf 1.13
8.17 yAt 20.32; 
Gl 4.7; z1Pe 4.13 
8.18 a2Co 4.17; 
1Pe 4.13; 5.1 
8.20 bGn 3.17-19 
8.21 cAt 3.21; 
2Pe 3.13; Ap 21.1
8.22 dJr 12.4 
8.23 e2Co 5.5; 
f2Co 5.2,4; gGl 5.5
8.24 h1Ts 5.8 
7.25 No NT, a palavra “mente” ocorre muitas vezes no sentido ético 
(referindo-se à vontade e à disposição moral de alguém), como acontece 
aqui e em Cl 2.18 (ver “Coração, fôlego, garganta e intestinos: antropo-
logia hebraica antiga”, em Pv 6).
8.15 A palavra subjacente para “filiação” é “adoção” (ver nota da NVI). 
A adoção era comum entre os gregos e romanos, e eram garantidos ao 
filho adotado todos os privilégios de um filho legítimo, inclusive direitos 
de herança (ver “Adoção no mundo romano”, em Rm 8).
Abba é a palavra aramaica para “pai”, transliterada para o grego e, depois, 
para nosso idioma. A palavra hebraica correspondente é Ab. Abba é en-
contrada três vezes no NT (ver também Mc 14.36; Gl 4.6). Sobre o uso 
da língua aramaica na época do NT, ver nota em Mc 5.41.
26 Da mesma forma o Espírito nos ajuda em nossa fraqueza, pois não sabemos como orar, mas o 
próprio Espírito intercede por nósi com gemidos inexprimíveis. 27 E aquele que sonda os coraçõesj co-
nhece a intenção do Espírito, porque o Espírito intercede pelos santos de acordo com a vontade de Deus.
Mais que Vencedores
28 Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam,a dos que foram 
chamadosk de acordo com o seu propósito. 29 Pois aqueles que de antemão conheceu,l também os 
predestinoum para serem conformes à imagem de seu Filho,n a fim de que ele seja o primogênito entre 
muitos irmãos. 30 E aos que predestinou,o também chamou; aos que chamou, também justificou;p aos 
que justificou, também glorificou.q
31 Que diremos, pois, diante dessas coisas?r Se Deus é por nós, quem será contra nós?s 32 Aquele 
que não poupou seu próprio Filho,t mas o entregou por todos nós, como não nos dará com ele, e de 
graça, todas as coisas? 33 Quem fará alguma acusaçãou contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os 
justifica. 34 Quem os condenará? Foi Cristo Jesus que morreu;v e mais, que ressuscitou e está à direita 
de Deus,w e também intercede por nós.x 35 Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou 
angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?y 36 Como está escrito:
a 8.28 Alguns manuscritos dizem Sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem dos que amam a Deus; 
outros trazem Sabemos que em todas as coisas Deus coopera juntamente com aqueles que o amam, para trazer à existência o 
que é bom, com os que foram.
r o m a n o s 8 . 3 6 2 9
notas HIstÓrICas E CuLturaIs
8.26 iEf 6.18 
8.27 jAp 2.23
8.28 k1Co 1.9; 
2Tm 1.9 
8.29 lRm 11.2; 
mEf 1.5,11; 
n1Co 15.49; 
2Co 3.18; Fp 3.21; 
1Jo 3.2
8.30 oEf 1.5,11; 
p1Co 6.11; 
qRm 9.23 
8.31 rRm 4.1; 
sSl 118.6 
8.32 tJo 3.16; 
Rm 4.25; 5.8 
8.33 uIs 50.8,9 
8.34 vRm 5.6-8; 
wMc 16.19; 
xHb 7.25; 9.24; 
1Jo 2.1 
8.35 y1Co 4.11
8.26 Para mais informações sobre a frase “gemidos inexprimíveis”, ver 
“O falar em línguas no culto cristão e no culto pagão”, em 1Co 12.
8.31-39 A retórica (a arte da fala e, particularmente, a ciência da per-
suasão) era importante no antigo mundo greco-romano (ver “Debate 
e retórica no mundo antigo”, em At 15). A linguagem de Paulo nesses 
versículos é retórica — escolhida para mudar ou convencer o leitor. Pau-
lo está tentando atrair seu público para a discussão.
8.34 Sobre a expressão “à direita de Deus”, ver “A ‘mão direita’ no pen-
samento antigo”, em Hb 1.
ROMANOS 8 A adoção era largamente 
praticada no mundo antigo. Evidências 
são encontradas desde os mesopotâmios, 
egípcios, gregos, romanos e antigas fontes 
judaicas. Por exemplo, de acordo com Êxodo 
2.10, Moisés, uma criança abandonada, foi 
adotado pela filha do faraó. De modo geral, 
só os homens livres (nem mulheres nem es-
cravos) podiam adotar alguém, e o adotado 
era sempre um adulto, não uma criança. Às 
vezes, a adoção era empreendida em parte 
para benefício de quem adotava. Por exem-
plo, um homem mais velho, cujos filhos 
naturais já tivessem morrido, poderia adotar 
um homem mais jovem como seu herdeiro. 
O adotado seria responsável por cuidar de 
quem o adotou quando este ficasse velho.1
A lei romana reconhecia dois tipos de 
adoção: adrogatio, em que um homem e 
todos sob sua autoridade eram adotados em 
outra família; adoptio, em que uma pessoa 
era adotada numa família. Em caso de adro-
gatio, a família adotada deixava de existir 
como entidade separada e se tornava parte 
da família de quem a adotou.
O homem ou menino adotado não mais 
pertencia ao lar de seu pai e, legalmente, se 
tornava filho de quem o adotou. O adotado, 
no mundo romano, levava o nome e a posi-
ção de quem o adotou e se tornava seu her-
deiro legal. A adoção tinha de ser conduzida 
de acordo com alguns protocolos (e.g., na 
presença do governador), e um testamento 
era sempre preparado em combinação com 
o processo oficial. A associação dessas duas 
atividades revela a conexão entre o status 
legal e familiar do adotado e seus direitos 
de herança.
Paulo utiliza a metáfora da adoção em 
Romanos 8 a fim de descrever a posição dos 
cristãos em relação a Deus. Deus, como Pai 
de seus filhos adotados, tem plena autori-
dade sobre eles, enquanto eles, por sua vez, 
assumiram a identidade dele. Paulo também 
escreve acerca da herança que pertence aos 
cristãos pelo fato de Deus os haver adotado 
como filhos (Gl 4.5-7). A redenção do corpo 
é um aspecto da herança dos cristãos que 
Paulo destaca em Romanos 8.23.
Adoção no mundo romano
1Ver “A historicidade das narrativas patriarcais”, em Gn 44; e “Herança no antigo Oriente Médio”, em Nm 35.
“Por amor de ti enfrentamos a morte todos os dias;
somos considerados como ovelhas destinadas ao matadouro”a.z
37 Mas em todas estas coisas somos mais que vencedores,a por meio daquele que nos amou.b 38 Pois 
estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demôniosb, nem o presente nem o fu-
turo, nem quaisquer poderes,c 39 nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação 
será capaz de nos separar do amor de Deusd que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.
A Soberania de Deus
9 Digo a verdade em Cristo, não minto;e minha consciência o confirmaf no Espírito Santo: 2 tenho grande tristeza e constante angústia em meu coração. 3 Pois eu até desejaria serg amaldiçoadoh e 
separado de Cristo por amor de meus irmãos, os de minha raça,i 4 o povo de Israel. Deles é a adoção 
de filhos;j deles são a glória divina, as alianças,k a concessão da Lei,l a adoração no templom e as 
promessas.n 5 Deles são os patriarcas, e a partir deles se traça a linhagem humana de Cristo,o que é 
Deus acima de todos,p bendito para sempre!cq Amém.
6 Não pensemos que a palavra de Deus falhou. Pois nem todos os descendentes de Israel são Israel.r 
7 Nem por serem descendentes de Abraão passaram todos a ser filhos de Abraão. Ao contrário: “Por 
meio de Isaque a sua descendência será considerada”d.s 8 Noutras palavras, não são os filhos naturaise 
que são filhos de Deus,t mas os filhos da promessa é que são considerados descendência de Abraão. 
9 Pois foi assim que a promessa foi feita: “No tempo devido virei novamente, e Sara teráum filho”f.u
10 E esse não foi o único caso; também os filhos de Rebeca tiveram um mesmo pai, nosso pai Isaque.v 
11 Todavia, antes que os gêmeos nascessem ou fizessem qualquer coisa boa ou má — a fim de que o pro-
pósito de Deusw conforme a eleição permanecesse, 12 não por obras, mas por aquele que chama — , foi 
dito a ela: “O mais velho servirá ao mais novo”g.x 13 Como está escrito: “Amei Jacó, mas rejeitei Esaú”h.y
14 E então, que diremos? Acaso Deus é injusto? De maneira nenhuma!z 15 Pois ele diz a Moisés:
“Terei misericórdia de quem eu quiser ter misericórdia
e terei compaixão de quem eu quiser ter compaixão”i.a
16 Portanto, isso não depende do desejo ou do esforço humano, mas da misericórdia de Deus.b 
17 Pois a Escritura diz ao faraó: “Eu o levantei exatamente com este propósito: mostrar em você o meu 
poder e para que o meu nome seja proclamado em toda a terra”j.c 18 Portanto, Deus tem misericórdia 
de quem ele quer e endurece a quem ele quer.d
19 Mas algum de vocês me dirá:e “Então, por que Deus ainda nos culpa? Pois quem resiste à sua 
vontade?”f 20 Mas quem é você, ó homem, para questionar a Deus? “Acaso aquilo que é formado pode 
dizer ao que o formou:g ‘Por que me fizeste assim?’k”h 21 O oleiro não tem direito de fazer do mesmo 
barro um vaso para fins nobres e outro para uso desonroso?i
22 E se Deus, querendo mostrar a sua ira e tornar conhecido o seu poder, suportou com grande 
paciênciaj os vasos de sua ira, preparadosl para a destruição? 23 Que dizer, se ele fez isso para tornar 
conhecidas as riquezas de sua glóriak aos vasos de sua misericórdia, que preparou de antemão para 
glória,l 24 ou seja, a nós, a quem também chamou,m não apenas dentre os judeus, mas também dentre 
os gentios?n 25 Como ele diz em Oseias:
a 8.36 Sl 44.22.
b 8.38 Ou autoridades celestiais.
c 9.5 Ou Cristo, que é sobre tudo. Seja Deus louvado para sempre!.
d 9.7 Gn 21.12.
e 9.8 Grego: da carne.
f 9.9 Gn 18.10,14.
g 9.12 Gn 25.23.
h 9.13 Ml 1.2,3.
i 9.15 Êx 33.19.
j 9.17 Êx 9.16.
k 9.20 Is 29.16; 45.9.
l 9.22 Ou prontos.
r o m a n o s 8 . 3 73 0
8.36 zSl 44.22; 
2Co 4.11 
8.37 a1Co 15.57; 
bGl 2.20; Ap 1.5; 
3.9 
8.38 cEf 1.21; 
1Pe 3.22 
8.39 dRm 5.8
9.1 e2Co 11.10; 
Gl 1.20; 1Tm 2.7; 
fRm 1.9 
9.3 gÊx 32.32; 
h1Co 12.3; 16.22; 
iRm 11.14 
9.4 jÊx 4.22; 
kGn 17.2; At 3.25; 
Ef 2.12; lSl 147.19; 
mHb 9.1; nAt 13.32 
9.5 oMt 1.1-16; 
pJo 1.1; qRm 1.25 
9.6 rRm 2.28,29; 
Gl 6.16 
9.7 sGn 21.12; 
Hb 11.18 
9.8 tRm 8.14
9.9 uGn 18.10,14 
9.10 vGn 25.21 
9.11 wRm 8.28 
9.12 xGn 25.23 
9.13 yMl 1.2,3 
9.14 z2Cr 19.7 
9.15 aÊx 33.19 
9.16 bEf 2.8 
9.17 cÊx 9.16 
9.18 dÊx 4.21 
9.19 eRm 11.19; 
f2Cr 20.6; Dn 4.35 
9.20 gIs 64.8; 
hIs 29.16 
9.21 i2Tm 2.20 
9.22 jRm 2.4
9.23 kRm 2.4; 
lRm 8.30 
9.24 mRm 8.28; 
nRm 3.29 
9.4 O “povo de Israel” são os descendentes de Jacó (a quem Deus deu o 
novo nome de Israel; ver Gn 32.28). O nome era usado em referência a 
toda a nação (ver Jz 5.7) e foi aplicado ao Reino do Norte depois que a na-
ção se dividiu (ver 1Rs 12) — o Reino do Sul chamava-se Judá. Durante o 
período intertestamental e mesmo depois, nos tempos do NT, os judeus da 
Palestina empregavam o título para mostrar que eram o povo escolhido por 
Deus, seus “filhos” adotivos (ver “Adoção no mundo romano”, em Rm 8). 
9.17 O “nome” de Deus é sinônimo do próprio Deus, porque reflete seu 
caráter (ver nota em Jr 16.21).
9.21 Os rabinos (inclusive Jesus) usavam ilustrações simples da vida co-
tidiana para levar os discípulos à compreensão de temas teológicos mais 
profundos. Ao descrever Deus como oleiro, ilustra-se sua soberania. Esse 
recurso, porém, não sustentava afirmações teológicas exaustivas. As ana-
logias entre Deus e o oleiro ou entre um ser humano e um vaso não 
deviam ser levadas a extremos. O ser humano é mais que um objeto 
inanimado feito de barro (ver “A fabricação de cerâmica nos tempos 
bíblicos”, em Jr 18).
“Chamarei ‘meu povo’ a quem não é meu povo;
e chamarei ‘minha amada’ a quem não é minha amada”a,o
26 e:
“Acontecerá que, no mesmo lugar em que se lhes declarou:
‘Vocês não são meu povo’, eles serão chamados ‘filhos do Deus vivo’ ”b.p
27 Isaías exclama com relação a Israel:
“Embora o número dos israelitas seja como a areia do mar,q
apenas o remanescente será salvo.r
28 Pois o Senhor executará
na terra a sua sentença, rápida e definitivamente”c.s
29 Como anteriormente disse Isaías:
“Se o Senhor dos Exércitost
não nos tivesse deixado descendentes,
já estaríamos como Sodoma,
e semelhantes a Gomorra”d.u
A Incredulidade de Israel
30 Que diremos, então? Os gentios, que não buscavam justiça, a obtiveram, uma justiça que vem 
da fé;v 31 mas Israel, que buscava uma lei que trouxesse justiça,w não a alcançou.x 32 Por que não? 
Porque não a buscava pela fé, mas como se fosse por obras. Eles tropeçaram na “pedra de tropeço”.y 
33 Como está escrito:
“Eis que ponho em Sião uma pedra de tropeço e uma rocha que faz cair;
e aquele que nela confia jamais será envergonhado”e.z
10 Irmãos, o desejo do meu coração e a minha oração a Deus pelos israelitas é que eles sejam salvos. 2 Posso testemunhar que eles têm zeloa por Deus, mas o seu zelo não se baseia no 
conhecimento. 3 Porquanto, ignorando a justiça que vem de Deus e procurando estabelecer a sua 
própria, não se submeteram à justiça de Deus.b 4 Porque o fim da Leic é Cristo, para a justificaçãof 
de todo o que crê.d
5 Moisés descreve desta forma a justiça que vem da Lei: “O homem que fizer estas coisas viverá 
por meio delas”g.e 6 Mas a justiça que vem da féf diz: “Não diga em seu coração: ‘Quem subirá aos 
céus?’hg (isto é, para fazer Cristo descer) 7 ou ‘Quem descerá ao abismo?’i” (isto é, para fazer Cristo 
subir dentre os mortos). 8 Mas o que ela diz? “A palavra está perto de você; está em sua boca e em seu 
coração”j,h isto é, a palavra da fé que estamos proclamando: 9 Se você confessari com a sua boca que 
Jesus é Senhor e crer em seu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos,j será salvo. 10 Pois com 
o coração se crê para justiça, e com a boca se confessa para salvação. 11 Como diz a Escritura: “Todo o 
que nele confia jamais será envergonhado”k.k 12 Não há diferença entre judeus e gentios,l pois o mesmo 
Senhor é Senhor de todosm e abençoa ricamente todos os que o invocam, 13 porque “todo aquele que 
invocar o nome do Senhorn será salvo”l.o
14 Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouvi-
ram falar? E como ouvirão, se não houver quem pregue? 15 E como pregarão, se não forem enviados? 
Como está escrito: “Como são belos os pés dos que anunciam boas-novas!”mp
a 9.25 Os 2.23.
b 9.26 Os 1.10.
c 9.27,28 Is 10.22,23.
d 9.29 Is 1.9.
e 9.33 Is 8.14; 28.16.
f 10.4 Grego: justiça.
g 10.5 Lv 18.5.
h 10.6 Dt 30.12.
i 10.7 Dt 30.13.
j 10.8 Dt 30.14.
k 10.11 Is 28.16.
l 10.13 Jl 2.32.
m 10.15 Is 52.7.
r o m a n o s 1 0 . 1 5 3 1
9.25 oOs 2.23; 
1Pe 2.10
9.26 pOs 1.10 
9.27 qGn 22.17; 
Os 1.10; rRm 11.5 
9.28 sIs 10.22,23 
9.29 tTg 5.4; 
uIs 1.9; Dt 29.23; 
Is 13.19; Jr 50.40 
9.30 vRm 1.17; 
10.6; Gl 2.16; 
Fp 3.9; Hb 11.7 
9.31 wIs 51.1; 
Rm 10.2,3; xGl 5.4 
9.32 y1Pe 2.8 
9.33 zIs 28.16; 
Rm 10.11 
10.2 aAt 21.20 
10.3 bRm 1.17
10.4 cGl 3.24; 
Rm 7.1-4; 
dRm 3.22 
10.5 eLv 18.5; 
Ne 9.29; 
Ez 20.11,13,21; 
Rm 7.10 
10.6 fRm 9.30; 
gDt 30.12 
10.8 hDt 30.14 
10.9 iMt 10.32; 
Lc 12.8; jAt 2.24
10.11 kIs 28.16; 
Rm 9.33 
10.12 lRm 3.22,29; 
mAt 10.36
10.13 nAt 2.21; 
oJl 2.32 
10.15 pIs 52.7; 
Na 1.15 
10.7 Ver “Sheol, Hades, Geena, Abismo e Tártaro: imagens do inferno”, 
em Sl 139.
10.9 A afirmação “Jesus é Senhor”, a mais antiga confissão de fé cristã 
(ver 1Co 12.3), provavelmente era usada nos batismos. Tendo em vista 
que o termo “Senhor” é empregado mais de 6 mil vezes na Septuaginta 
para traduzir o nome do Deus de Israel (Yahweh), fica claro que Paulo, 
ao aplicar a Jesus o título, está atribuindo a ele a divindade (ver “YHWH: 
o nome de Deus no Antigo Testamento”, em Êx 3).
Em termos bíblicos, o coração é o lugar não apenas das emoções e 
afeições,mas também do intelecto e da vontade (ver Sl 4.7 e nota; ver 
também “Coração, fôlego, garganta e intestinos: antropologia hebraica 
antiga”, em Pv 6).
r o m a n o s 1 0 . 1 73 2
11.4 Para mais informações sobre Baal, ver nota em Jz 2.13; ver também 
“O texto ugarítico do mito de Baal”, em Sl 104.
11.5 A distinção entre eleição coletiva (grupo) e individual era funda-
mental na tradição judaica. Dt 7.6 representa a primeira — a aliança 
compulsória entre Deus e Israel (como grupo). No decorrer da história 
de Israel, entretanto, os judeus continuaram a rebelar-se contra Deus. 
Disso surgiu o conceito do “remanescente” — israelitas que se manti-
veram fiéis ao compromisso com Deus. Paulo mescla as duas correntes: 
só os judeus que Deus escolheu pela graça eram verdadeiramente o seu 
povo — o Israel (indivíduos) dentro de Israel (o grupo).
16 No entanto, nem todos os israelitas aceitaram as boas-novas. Pois Isaías diz: “Senhor, quem creu 
em nossa mensagem?”aq 17 Consequentemente, a fé vem por se ouvir a mensagem,r e a mensagem é 
ouvida mediante a palavra de Cristo.s 18 Mas eu pergunto: Eles não a ouviram? Claro que sim: 
“A sua voz ressoou por toda a terra,
e as suas palavras até os confins do mundo”b.t
19 Novamente pergunto: Será que Israel não entendeu? Em primeiro lugar, Moisés disse:
“Farei que tenham ciúmesu de quem não é meu povo;
eu os provocarei à ira por meio de um povo sem entendimento”c.v
20 E Isaías diz ousadamente:
“Fui achado por aqueles que não me procuravam;
revelei-me àqueles que não perguntavam por mim”d.w
21 Mas, a respeito de Israel, ele diz:
“O tempo todo estendi as mãos a um povo
desobediente e rebelde”e.x
O Remanescente de Israel
11 Pergunto, pois: Acaso Deus rejeitou o seu povo? De maneira nenhuma!y Eu mesmo sou isra-elita, descendente de Abraão,z da tribo de Benjamim.a 2 Deus não rejeitou o seu povo, o qual 
de antemão conheceu.b Ou vocês não sabem como Elias clamou a Deus contra Israel, conforme 
diz a Escritura? 3 “Senhor, mataram os teus profetas e derrubaram os teus altares; sou o único que 
sobrou, e agora estão procurando matar-me.”fc 4 E qual foi a resposta divina? “Reservei para mim 
sete mil homens que não dobraram os joelhos diante de Baal.”gd 5 Assim, hoje também há um 
remanescentee escolhido pela graça. 6 E, se é pela graça, já não é mais pelas obras;f se fosse, a graça 
já não seria graça.h
7 Que dizer então? Israel não conseguiu aquilo que tanto buscava,g mas os eleitos o obtiveram. 
Os demais foram endurecidos,h 8 como está escrito:
“Deus lhes deu um espírito de atordoamento,
olhos para não ver e ouvidos para não ouvir,i até o dia de hoje”i.j
9 E Davi diz:
“Que a mesa deles se transforme
em laço e armadilha, pedra de tropeço e retribuição para eles.
10 Escureçam-se os seus olhos, para que não consigam ver,
e suas costas fiquem encurvadas para sempre”j.k
Os Ramos Enxertados
11 Novamente pergunto: Acaso tropeçaram para que ficassem caídos? De maneira nenhuma!l Ao 
contrário, por causa da transgressão deles, veio salvação para os gentios,m para provocar ciúme em 
Israel.n 12 Mas, se a transgressão deles significa riqueza para o mundo e o seu fracasso riqueza para os 
gentios,o quanto mais significará a sua plenitude!
13 Estou falando a vocês, gentios. Visto que sou apóstolo para os gentios,p exalto o meu ministério, 
14 na esperança de que de alguma forma possa provocar ciúmeq em meu próprio povo e salvarr alguns 
deles. 15 Pois, se a rejeição deles é a reconciliaçãos do mundo, o que será a sua aceitação, senão vida 
a 10.16 Is 53.1.
b 10.18 Sl 19.4.
c 10.19 Dt 32.21.
d 10.20 Is 65.1.
e 10.21 Is 65.2.
f 11.3 1Rs 19.10,14.
g 11.4 1Rs 19.18.
h 11.6 Alguns manuscritos dizem Mas, se é por obras, já não é mais a graça; se assim fosse, as obras já não seriam obras.
i 11.8 Dt 29.4; Is 29.10.
j 11.9,10 Sl 69.22,23.
10.16 qIs 53.1; 
Jo 12.38 
10.17 rGl 3.2,5; 
sCl 3.16 
10.18 tSl 19.4; 
Mt 24.14; Cl 
1.6,23; 1Ts 1.8 
10.19 uRm 11.11, 
14; vDt 32.21 
10.20 wIs 65.1; 
Rm 9.30 
10.21 xIs 65.2 
11.1 y1Sm 12.22; 
Jr 31.37; 
z2Co 11.22; 
aFp 3.5 
11.2 bRm 8.29 
11.3 c1Rs 19.10,14 
11.4 d1Rs 19.18 
11.5 eRm 9.27
11.6 fRm 4.4 
11.7 gRm 9.31; 
hv. 25; Rm 9.18 
11.8 iMt 13.13-15; 
jDt 29.4; Is 29.10 
11.10 kSl 69.22,23 
11.11 lv. 1; 
mAt 13.46; 
nRm 10.19 
11.12 ov. 25 
11.13 pAt 9.15 
11.14 qv. 11; 
Rm 10.19; 
r1Co 1.21; 
1Tm 2.4; Tt 3.5 
11.15 sRm 5.10; 
tLc 15.24,32 
r o m a n s 1 1 . 2 1 3 3
11.16 uLv 23.10, 
17; Nm 15.18-21 
11.17 vJr 11.16; 
Jo 15.2; wAt 2.39; 
Ef 2.11-13 
11.18 xJo 4.22 
11.20 y1Co 10.12; 
2Co 1.24; 
z1Tm 6.17; 
a1Pe 1.17 
notas HIstÓrICas E CuLturaIs
ROMANOS 11 Na República romana, os 
impostos comuns eram chamados vectigalia, 
embora um tributo extra chamado tributum 
também podia ser arrecadado. O Senado, 
anualmente, estabelecia o montante de 
impostos a ser coletado. Com a expansão 
do poder romano, entretanto, uma grande 
quantidade de riquezas provenientes das 
províncias era vertida em Roma, e o im-
pério era menos dependente das taxas cole-
tadas dos próprios cidadãos. Os governantes 
coletavam impostos para Roma nas provín-
cias e também enriqueciam durante esse 
processo. Os provincianos sofriam muito sob 
esse sistema, mas um governador que mos-
trasse comedimento e justiça podia ganhar 
a admiração do povo local (como fez Cícero 
quando governou a Cilícia, na Ásia Menor).1
Com o estabelecimento do império, Cé-
sar Augusto criou uma burocracia comum 
para conduzir o censo e cobrar impostos (ver 
Lc 2.1).2 As províncias estavam sujeitas tan-
to a um imposto sobre o voto quanto a um 
imposto sobre a terra. Os impostos susten-
tavam o exército, a casa imperial, os salários 
do governo, a manutenção das estradas e as 
obras públicas, assim como o donativo de 
cereais para as massas romanas.
A tarefa de coletar impostos nas provín-
cias era delegada a companhias privadas de 
coletores de impostos chamadas publicani 
ou conductores. Esses coletores acumulavam 
muito dinheiro para abastecer as demandas 
do Estado e também retinham algum lucro 
para si. Como se percebe pelo NT, os publicani 
eram considerados traidores e gananciosos a 
serviço dos soberanos estrangeiros.
Questões em torno dos impostos apa-
recem várias vezes no NT. O próprio Jesus 
pagou impostos, a despeito dos meios inco-
muns de que se utilizava para conseguir o 
dinheiro (ver Mt 17.24-27; esse imposto era 
cobrado dos judeus para a manutenção do 
templo de Jerusalém). A imagem de César 
nas moedas romanas causava certo dilema 
religioso para os judeus, embora Jesus consi-
derasse os escrúpulos acerca do assunto mais 
artificiais que sinceros (Mt 22.15-22).3 Paulo, 
em Romanos 13.6,7, deixa claro que a coleta 
de impostos por um governo é legítima e que 
o pagamento de impostos pelos cristãos é 
imperativo. Contra o panorama geral dos 
impostos romanos da época, a resistência 
era baseada num princípio, não na satisfação 
popular com o sistema.
1Ver “O governador romano”, em At 25. 2Ver também “César Augusto, imperador de Roma; o censo; Quirino, governador da Síria”, em Lc 1. 3Ver “Moedas e 
numismática”, em Lc 15.
Um acúmulo de moedas de 66 d.C. (provavelmente um resgate de impostos do templo 
antes de chegar ao templo de Jerusalém no início da Guerra dos Judeus)
Preserving Bible Times; © dr. James C. Martin; com permissão do Museu Eretz Israel
Impostos romanos
11.16 Parte da massa feita com os primeiros grãos da colheita (os pri-
meiros frutos) era oferecida ao Senhor. Assim, ficava consagrada a massa 
inteira (ver Nm 15.17-21).
11.17 O procedimento normal era enxertar um broto de uma árvore 
cultivada numa árvore silvestre ou comum. Nos versículos 17-24, no entan-
to, usa-se a metáfora do enxerto de um ramo de oliveira brava (os gentios) 
na oliveira cultivada. Esse procedimento é antinatural (cf. v. 24 e nota), e a 
lição é exatamente essa. Em geral, tal enxerto não valeria a pena.
dentre os mortos?t 16 Se é santa a parte da massa que é oferecida como primeiros frutos,u toda a massa 
também o é; se a raiz é santa, osramos também o serão.
17 Se alguns ramos foram cortados,v e você, sendo oliveira brava, foi enxertado entre os outrosw e 
agora participa da seiva que vem da raiz da oliveira cultivada, 18 não se glorie contra esses ramos. Se 
o fizer, saiba que não é você quem sustenta a raiz, mas a raiz a você.x 19 Então você dirá: “Os ramos 
foram cortados, para que eu fosse enxertado”. 20 Está certo. Eles, porém, foram cortados devido à 
incredulidade, e você permanece pela fé.y Não se orgulhe,z mas tema.a 21 Pois, se Deus não poupou os 
ramos naturais, também não poupará você.
22 Portanto, considere a bondadeb e a severidade de Deus: severidade para com aqueles que caíram, 
mas bondade para com você, desde que permaneçac na bondade dele. De outra forma, você também 
será cortado.d 23 E quanto a eles, se não continuarem na incredulidade, serão enxertados, pois Deus é 
capaz de enxertá-los outra vez.e 24 Afinal de contas, se você foi cortado de uma oliveira brava por na-
tureza e, de maneira antinatural, foi enxertado numa oliveira cultivada, quanto mais serão enxertados 
os ramos naturais em sua própria oliveira?
Todo o Israel Será Salvo
25 Irmãos, não quero que ignoremf este mistério,g para que não se tornem presunçosos:h Israel 
experimentou um endurecimentoi em parte, até que chegue a plenitude dos gentios.j 26 E assim todo 
o Israel será salvo, como está escrito:
“Virá de Sião o redentor
que desviará de Jacó a impiedade.
27 E esta é a minha aliança com eles
quando eu remover os seus pecados”a.k
28 Quanto ao evangelho, eles são inimigosl por causa de vocês; mas, quanto à eleição, são amados 
por causa dos patriarcas,m 29 pois os dons e o chamadon de Deus são irrevogáveis.o 30 Assim como 
vocês, que antes eram desobedientesp a Deus mas agora receberam misericórdia, graças à desobediên-
cia deles, 31 assim também agora eles se tornaram desobedientes, a fim de que também recebam 
agorab misericórdia, graças à misericórdia de Deus para com vocês. 32 Pois Deus sujeitou todos à 
desobediência,q para exercer misericórdia para com todos.
Hino de Louvor a Deus
33 Ó profundidade da riquezar da sabedoria e do conhecimentoc de Deus!s
Quão insondáveis são os seus juízos
e inescrutáveis os seus caminhos!t
34 “Quem conheceu a mente do Senhor?
Ou quem foi seu conselheiro?”du
35 “Quem primeiro lhe deu,
para que ele o recompense?”ev
36 Pois dele, por ele e para ele são todas as coisas.w
A ele seja a glória para sempre! Amém.x
Sacrifícios Vivos
12 Portanto, irmãos, rogoy pelas misericórdias de Deus que se ofereçam em sacrifício vivo,z san-to e agradável a Deus; este é o culto racionalf de vocês. 2 Não se amoldema ao padrão deste 
mundo,b mas transformem-se pela renovação da sua mente,c para que sejam capazes de experimen-
tar e comprovar a boa,d agradável e perfeita vontade de Deus.
3 Por isso, pela graça que me foi dadae digo a todos vocês: Ninguém tenha de si mesmo um conceito 
mais elevado do que deve ter; mas, ao contrário, tenha um conceito equilibrado, de acordo com a me-
dida da fé que Deus lhe concedeu. 4 Assim como cada um de nós tem um corpo com muitos membros 
e esses membros não exercem todos a mesma função,f 5 assim também em Cristo nós, que somos 
muitos, formamos um corpo,g e cada membro está ligado a todos os outros. 6 Temos diferentes dons,h 
a 11.26,27 Is 59.20,21; 27.9; Jr 31.33,34.
b 11.31 Alguns manuscritos não trazem agora.
c 11.33 Ou da riqueza, da sabedoria e do conhecimento.
d 11.34 Is 40.13.
e 11.35 Jó 41.11.
f 12.1 Ou espiritual.
r o m a n o s 1 1 . 2 23 4
11.22 bRm 2.4; 
c1Co 15.2; Hb 3.6; 
dJo 15.2 
11.23 e2Co 3.16 
11.25 fRm 1.13; 
gRm 16.25; 
hRm 12.16; iv. 7; 
Rm 9.18; jLc 21.24 
11.27 kIs 27.9; 
Hb 8.10,12 
11.28 lRm 5.10; 
mDt 7.8; 10.15; 
Rm 9.5 
11.29 nRm 8.28; 
oHb 7.21 
11.30 pEf 2.2 
11.32 qRm 3.9 
11.33 rRm 2.4; 
sSl 92.5; tJó 11.7 
11.34 uIs 40.13, 
14; Jó 15.8; 36.22; 
1Co 2.16 
11.35 vJó 35.7
 
11.36 w1Co 8.6; 
Cl 1.16; Hb 2.10; 
xRm 16.27
12.6 h1Co 7.7; 
12.4,8-10
11.25 As chamadas religiões de mistérios dos dias de Paulo empregavam 
a palavra grega mysterion no sentido de algo revelado apenas aos iniciados 
(ver “Religiões de mistério”, em Cl 3). Paulo usava o termo para se referir 
a algo anteriormente oculto ou obscuro, mas agora revelado por Deus 
para conhecimento e entendimento de todos.
11.26 O Talmude (coleção judaica de instruções religiosas) entendia Is 59.20 
como uma referência ao Messias, e Paulo parece usar o texto nesse sentido.
11.36 O conceito de Deus como fonte, sustentador e alvo de todas as 
coisas pode refletir a filosofia estoica grega (ver “As escolas filosóficas 
gregas”, em Cl 2).
12.1 Os estudiosos afirmam que, no mundo antigo, a religião era sacri-
fício. A popularidade do sacrifício nas religiões antigas, entretanto, quase 
sempre resultava em abusos. O povo pensava que tudo de que precisa-
vam fazer para satisfazer seu deus era oferecer um sacrifício, a despeito de 
sua sinceridade. Os autores judeus e pagãos dos dias de Paulo advertiam 
contra essa atitude.
r o m a n s : 3 5
i1Pe 4.10,11 
12.7 jEf 4.11 
12.8 kAt 15.32; 
l2Co 9.5-13 
12.9 m1Tm 1.5
12.10 nHb 13.1; 
oFp 2.3 
12.11 pAt 18.25 
12.12 qRm 5.2; 
rHb 10.32,36
12.13 s1Tm 3.2 
12.14 tMt 5.44 
12.15 uJó 30.25 
12.16 vRm 15.5; 
wJr 45.5; Rm 11.25 
12.17 xPv 20.22; 
y2Co 8.21 
12.18 zMc 9.50;
Rm 14.19 
12.19 aLv 19.18; 
Pv 20.22; 24.29; 
bDt 32.35 
12.20 cPv 25.21, 
22; Mt 5.44; 
Lc 6.27 
13.1 dTt 3.1; 
1Pe 2.13,14; 
eDn 2.21; Jo 19.11 
13.3 f1Pe 2.14 
13.4 g1Ts 4.6 
13.7 hMt 17.25; 
22.17,21; Lc 23.2 
13.8 iv. 10; 
Jo 13.34; Gl 5.14; 
Cl 3.14 
13.9 jÊx 20.13-
15,17; Dt 5.17-
19,21; kLv 19.18; 
Mt 19.19 
13.10 lv. 8; 
Mt 22.39,40
12.8 “Exercer liderança” é uma possível referência ao presbítero. A igreja 
de Éfeso já tinha presbíteros nessa época (ver At 20.17; ver também 1Tm 
5.17 e nota).
13.1 As “autoridades governamentais” eram as autoridades civis, todos 
provavelmente pagãos na ocasião em que Paulo escrevia. Os cristãos po-
dem ter se sentido tentados a não se submeter a eles, alegando lealdade 
somente a Cristo (cf. “O culto imperial”, em Mc 12). Nem a possibili-
dade de um governo perseguidor abalou a convicção de Paulo de que o 
governo civil é ordenado por Deus.
13.4 A espada era o símbolo da autoridade romana nos níveis nacional 
e internacional.
13.6 Ver “Impostos romanos”, em Rm 11.
de acordo com a graça que nos foi dada. Se alguém tem o dom de profetizara, use-o na proporção 
dab sua fé.i 7 Se o seu dom é servir, sirva; se é ensinar, ensine;j 8 se é dar ânimo, que assim faça;k se é 
contribuir, que contribua generosamente;l se é exercer liderança, que a exerça com zelo; se é mostrar 
misericórdia, que o faça com alegria.
O Amor
9 O amor deve ser sincero.m Odeiem o que é mau; apeguem-se ao que é bom. 10 Dediquem-se uns 
aos outros com amor fraternal.n Prefiram dar honra aos outros mais do que a vocês.o 11 Nunca falte 
a vocês o zelo, sejam fervorososp no espírito, sirvam ao Senhor. 12 Alegrem-se na esperança,q sejam 
pacientes na tribulação,r perseverem na oração. 13 Compartilhem o que vocês têm com os santos em 
suas necessidades. Pratiquem a hospitalidade.s
14 Abençoem aqueles que os perseguem;t abençoem-nos, não os amaldiçoem. 15 Alegrem-se com 
os que se alegram; chorem com os que choram.u 16 Tenham uma mesma atitude uns para com os 
outros.v Não sejam orgulhosos, mas estejam dispostos a associar-se a pessoas de posição inferiorc. 
Não sejam sábios aos seus próprios olhos.w
17 Não retribuam a ninguém mal por mal.x Procurem fazer o que é correto aos olhos de todos.y 18 Fa-
çam todo o possível para viver em paz com todos.z 19 Amados, nunca procurem vingar-se,a mas deixem 
com Deus a ira, pois está escrito: “Minha é a vingança; eu retribuirei”d,b diz o Senhor. 20 Ao contrário:
“Se o seu inimigo tiver fome, dê-lhe de comer;
se tiver sede, dê-lhe de beber.
Fazendo isso, você amontoará brasas vivas sobre a cabeça dele”e.c
21 Não se deixem vencer pelo mal, mas vençam o mal com o bem.
Submissão às Autoridades
13 Todos devemsujeitar-se às autoridades governamentais,d pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas.e 2 Portanto, aquele 
que se rebela contra a autoridade está se opondo contra o que Deus instituiu, e aqueles que assim 
procedem trazem condenação sobre si mesmos. 3 Pois os governantes não devem ser temidos, a não 
ser por aqueles que praticam o mal. Você quer viver livre do medo da autoridade? Pratique o bem, 
e ela o enaltecerá.f 4 Pois é serva de Deus para o seu bem. Mas, se você praticar o mal, tenha medo, 
pois ela não porta a espada sem motivo. É serva de Deus, agente da justiça para punir quem pratica 
o mal.g 5 Portanto, é necessário que sejamos submissos às autoridades, não apenas por causa da 
possibilidade de uma punição, mas também por questão de consciência.
6 É por isso também que vocês pagam imposto, pois as autoridades estão a serviço de Deus, sem-
pre dedicadas a esse trabalho. 7 Deem a cada um o que lhe é devido: se imposto, imposto;h se tributo, 
tributo; se temor, temor; se honra, honra.
O Amor ao Próximo e o Fim dos Tempos
8 Não devam nada a ninguém, a não ser o amor de uns pelos outros, pois aquele que ama seu 
próximo tem cumprido a Lei.i 9 Pois estes mandamentos: “Não adulterarás”, “Não matarás”, “Não 
furtarás”, “Não cobiçarás”fj e qualquer outro mandamento, todos se resumem neste preceito: “Ame 
o seu próximo como a si mesmo”g.k 10 O amor não pratica o mal contra o próximo. Portanto, o amor 
é o cumprimento da Lei.l
a 12.6 Isto é, falar por inspiração de Deus.
b 12.6 Ou de acordo com a.
c 12.16 Ou mas adotem um comportamento humilde.
d 12.19 Dt 32.35.
e 12.20 Pv 25.21,22.
f 13.9 Êx 20.13-15,17; Dt 5.17-19,21.
g 13.9 Lv 19.18.
r o m a n o s 1 3 . 1 0 3 5
r o m a n s 1 3 . 1 13 6
s Í t I o s a r Q u E o L Ó G I C o s
ROMANOS 13 Em 24 de agosto de 79 d.C., o 
monte Vesúvio, vulcão da costa ocidental da 
Itália, explodiu violentamente e lançou lava, 
pedras e cinzas a uma altura de 19 quilôme-
tros. Várias cidades que ficavam perto de sua 
base foram soterradas, entre elas Pompeia. 
O historiador Plínio, o Jovem, testemunhou 
a erupção de uma ilha distante da costa e 
descreveu em detalhes como o céu claro 
do dia se tornou negro. Mais tarde, naque-
la noite, o Vesúvio lançou uma tremenda 
tempestade piroclástica de gases nocivos e 
cinzas que cobriu tudo, menos os topos de 
umas poucas estruturas, e matou instanta-
neamente todos os que não haviam con-
seguido escapar. O lugar foi abandonado e 
depois esquecido. Pompeia foi redescoberta 
parcialmente em 1594, mas as escavações 
regulares no local só começaram em 1748. 
Com algumas interrupções, os arqueólogos 
têm trabalhado continuamente ali desde 
então.
O que corresponde a uma tragédia para 
os habitantes originais tornou-se uma dá-
diva para a arqueologia romana. Sob uma 
camada de cinzas de mais de 9 metros, 
Pompeia estava maravilhosamente bem 
preservada. As escavações revelaram uma 
cidade grande, relativamente rica, estabe-
lecida num padrão quadriculado. Dentro das 
casas, os pesquisadores descobriram belos 
mosaicos, afrescos coloridos e até mesmo o 
aviso familiar Cave Canem (“Cuidado com 
o cão”). Utensílios e objetos artísticos reve-
laram muito acerca da cultura de Pompeia.
Outra descoberta empolgante no meio 
das cinzas foi a existência de bolsas que se 
formaram nos locais em que jaziam os cor-
pos atingidos pela tempestade piroclástica. 
Com o tempo, os corpos se decompuseram 
e deixaram apenas os vãos dentro das cinzas 
secas. Os cientistas entornaram gesso calci-
genado dentro dessas cavidades e criaram 
moldes tridimensionais dos corpos das víti-
mas, tão precisos que os especialistas pude-
ram estimar a idade, a provável ocupação e 
o nível geral da saúde dessas pessoas.
Reunidos, esses restos arquitetônicos, 
artísticos e humanos provaram ser uma 
fonte inestimável para os historiadores na 
reconstrução da vida numa cidade romana 
do período do NT. As escavações também 
avançaram até os níveis inferiores, a fim 
de que se colhessem mais informações a 
respeito do desenvolvimento de Pompeia 
no decorrer do tempo. Muitos esforços e di-
nheiro têm sido investidos na conservação, 
uma vez que a poluição e o tráfego humano 
ameaçam esses tesouros antigos.1
PomPEIa
1Sobre as descobertas em Pompeia, ver “O triclínio”, em Jo 13.
O monte Vesúvio atrás de Pompeia
Foto: © William L. Krewson/Bible Places.com
11 Façam isso, compreendendo o tempo em que vivemos. Chegou a horam de vocês despertarem 
do sono,n porque agora a nossa salvação está mais próxima do que quando cremos. 12 A noite está 
quase acabando; o dia logo vem.o Portanto, deixemos de lado as obras das trevasp e revistamo-nos 
da armaduraq da luz. 13 Comportemo-nos com decência, como quem age à luz do dia, não em orgias 
e bebedeiras, não em imoralidade sexual e depravação, não em desavença e inveja.r 14 Ao contrário, 
revistam-se do Senhor Jesus Cristos e não fiquem premeditando como satisfazer os desejos da carnea.
Os Fracos e os Fortes
14 Aceitem o que é fraco na fét sem discutir assuntos controvertidos. 2 Um crê que pode comer de tudo; já outro, cuja fé é fraca, come apenas alimentos vegetais. 3 Aquele que come de tudo 
não deve desprezaru o que não come, e aquele que não come de tudo não deve condenarv aquele 
que come, pois Deus o aceitou. 4 Quem é você para julgar o servo alheio?w É para o seu senhor que 
ele está em pé ou cai. E ficará em pé, pois o Senhor é capaz de o sustentar.
5 Há quem considere um dia mais sagrado que outrob;x há quem considere iguais todos os dias. 
Cada um deve estar plenamente convicto em sua própria mente. 6 Aquele que considera um dia espe-
cial para o Senhor assim o faz. Aquele que come carne para o Senhor come, pois dá graças a Deus;y e 
aquele que se abstém para o Senhor se abstém, e dá graças a Deus. 7 Pois nenhum de nós vive apenas 
para si,z e nenhum de nós morre apenas para si. 8 Se vivemos, vivemos para o Senhor; e, se morremos, 
morremos para o Senhor. Assim, quer vivamos, quer morramos, pertencemos ao Senhor.a
9 Por esta razão Cristo morreu e voltou a viver,b para ser Senhor de vivos e de mortos.c 10 Portanto, 
você, por que julga seu irmão? E por que despreza seu irmão? Pois todos compareceremos diante do 
tribunal de Deus.d 11 Porque está escrito:
“ ‘Por mim mesmo jurei’, diz o Senhor,
‘diante de mim todo joelho se dobrará
e toda língua confessará que sou Deus’ ”c.e
12 Assim, cada um de nós prestará contas de si mesmo a Deus.f
13 Portanto, deixemos de julgarg uns aos outros. Em vez disso, façamos o propósito de não pôr 
pedra de tropeço ou obstáculo no caminho do irmão. 14 Como alguém que está no Senhor Jesus, 
tenho plena convicção de que nenhum alimentod é por si mesmo impuro,h a não ser para quem assim 
o considere; para ele é impuro.i 15 Se o seu irmão se entristece devido ao que você come, você já não 
está agindo por amor.j Por causa da sua comida, não destrua seu irmão, por quem Cristo morreu.k 
16 Aquilo que é bom para vocês não se torne objeto de maledicência.l 17 Pois o Reino de Deus não é 
comida nem bebida,m mas justiça, paz e alegria no Espírito Santo;n 18 aquele que assim serve a Cristo 
é agradável a Deus e aprovado pelos homens.o
19 Por isso, esforcemo-nos em promover tudo quanto conduz à pazp e à edificação mútua.q 20 Não 
destrua a obra de Deus por causa da comida.r Todo alimento é puro, mas é errado comer qualquer 
coisa que faça os outros tropeçarem.s 21 É melhor não comer carne nem beber vinho, nem fazer qual-
quer outra coisa que leve seu irmão a caire.t
22 Assim, seja qual for o seu modo de crer a respeito destas coisas, que isso permaneça entre você 
e Deus. Feliz é o homem que não se condenau naquilo que aprova. 23 Mas aquele que tem dúvidav é 
condenado se comer, porque não come com fé; e tudo o que não provém da fé é pecado.
15 Nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos,w e não agradar a nós mes-mos. 2 Cada um de nós deve agradar ao seu próximo para o bem dele,x a fim de edificá-lo.y3 Pois também Cristo não agradou a siz próprio, mas, como está escrito: “Os insultos daqueles que te 
a 13.14 Ou da natureza pecaminosa.
b 14.5 Grego: Há quem faça distinção entre um dia e outro.
c 14.11 Is 45.23.
d 14.14 Ou de que nada.
e 14.21 Vários manuscritos acrescentam ou a escandalizar-se, ou a enfraquecer-se.
13.11 m1Co 7.29-
31; 10.11; nEf 
5.14; 1Ts 5.5,6 
13.12 o1Jo 2.8; 
pEf 5.11; 
qEf 6.11,13
13.13 rGl 5.20,21 
13.14 sGl 3.27; 
5.16; Ef 4.24 
14.1 tRm 15.1; 
1Co 8.9-12 
14.3 uLc 18.9; 
vCl 2.16 
14.4 wTg 4.12 
14.5 xGl 4.10 
14.6 yMt 14.19; 
1Co 10.30,31; 
1Tm 4.3,4 
14.7 z2Co 5.15; 
Gl 2.20 
14.8 aFp 1.20 
14.9 bAp 1.18; 
c2Co 5.15 
14.10 d2Co 5.10 
14.11 eIs 45.23; 
Fp 2.10,11 
14.12 fMt 12.36; 
1Pe 4.5 
14.13 gMt 7.1
14.14 hAt 10.15; 
i1Co 8.7 
14.15 jEf 5.2; 
k1Co 8.11 
14.16 l1Co 10.30 
14.17 m1Co 8.8; 
nRm 15.13 
14.18 o2Co 8.21 
14.19 pSl 34.14; 
Rm 12.18; 
Hb 12.14; 
qRm 15.2; 
2Co 12.19 
14.20 rv. 15; 
s1Co 8.9-12 
14.21 t1Co 8.13 
14.22 u1Jo 3.21 
14.23 vv. 5 
15.1 wRm 14.1; 
Gl 6.1,2; 1Ts 5.14 
15.2 x1Co 10.33; 
yRm 14.19 
15.3 z2Co 8.9;
13.12 Isso não significa que os primeiros cristãos acreditavam que Jesus 
voltaria em poucos anos. A questão é que eles consideravam a morte e 
a ressurreição de Cristo fatos fundamentais na história que dava início 
aos últimos dias.
14.1 O “fraco na fé” é provavelmente um cristão judeu de Roma que 
não desejava abrir mão da observância de certas exigências da Lei, como 
as restrições alimentares e a guarda do sábado e de outros dias especiais. 
Essa preocupação não era exatamente igual à dos judaizantes da Galácia 
(ver nota em Gl 1.7), que acreditavam que Deus lhes deveria um favor se 
praticassem as obras da justiça e procuravam obrigar as igrejas da Galácia 
a aceitar essa doutrina herética. Os cristãos “fracos” de Roma não eram 
assim. Ainda não tinham ideia clara da posição dos regulamentos do AT 
no contexto da Nova Aliança, inaugurada pela vinda de Cristo.
14.20 Sobre o tema da contaminação no AT e no NT, ver nota em 
Ct 5.3.
14.21 Ver “Vinho e bebida alcoólica no mundo antigo”, em 1Pe 4.
r o m a n o s 1 5 . 3 3 7
insultam caíram sobre mim”a.a 4 Pois tudo o que foi escrito no passado foi escrito para nos ensinar,b 
de forma que, por meio da perseverança e do bom ânimo procedentes das Escrituras, mantenhamos 
a nossa esperança.
5 O Deus que concede perseverança e ânimo dê a vocês um espírito de unidade,c segundo Cristo 
Jesus, 6 para que com um só coração e uma só voz vocês glorifiquem ao Deus e Paid de nosso Senhor 
Jesus Cristo.
7 Portanto, aceitem-se uns aos outros,e da mesma forma com que Cristo os aceitou, a fim de que 
vocês glorifiquem a Deus. 8 Pois eu digo a vocês que Cristo se tornou servo dos que são da circuncisão,f 
por amor à verdade de Deus, para confirmar as promessasg feitas aos patriarcas, 9 a fim de que os 
gentiosh glorifiquemi a Deus por sua misericórdia, como está escrito:
“Por isso, eu te louvarei entre os gentios;
Cantarei louvores ao teu nome”b.j
10 E também diz:
“Cantem de alegria, ó gentios, com o povo dele”c.k
11 E mais:
“Louvem o Senhor, todos vocês, gentios;
cantem louvores a ele todos os povos”d.l
12 E Isaías também diz:
“Brotará a raiz de Jessé,m aquele que se levantará
para reinar sobre os gentios;
estes porão nele a sua esperança”e.n
13 Que o Deus da esperança os encha de toda alegria e paz,o por sua confiança nele, para que vocês 
transbordem de esperança, pelo poder do Espírito Santo.p
Paulo, Ministro dos Gentios
14 Meus irmãos, eu mesmo estou convencido de que vocês estão cheios de bondadeq e plenamente 
instruídos,r sendo capazes de aconselhar-se uns aos outros. 15 A respeito de alguns assuntos, eu escrevi 
a vocês com toda a franqueza, principalmente para fazê-los lembrar-se novamente deles, por causa 
da graça que Deus me deu,s 16 de ser um ministro de Cristo Jesus para os gentios,t com o dever sacer-
dotal de proclamar o evangelho de Deus,u para que os gentios se tornem uma ofertav aceitável a Deus, 
santificados pelo Espírito Santo.
17 Portanto, eu me glorio em Cristo Jesus,w em meu serviço a Deus.x 18 Não me atrevo a falar de 
nada, exceto daquilo que Cristo realizou por meu intermédio em palavra e em ação, a fim de levar os 
gentiosy a obedecerem a Deus,z 19 pelo poder de sinais e maravilhasa e por meio do poder do Espírito 
de Deus.b Assim, desde Jerusalémc e arredores até o Ilíricof, proclamei plenamente o evangelho de 
Cristo. 20 Sempre fiz questão de pregar o evangelho onde Cristo ainda não era conhecido, de forma que 
não estivesse edificando sobre alicerce de outro.d 21 Mas antes, como está escrito:
“Hão de vê-lo aqueles que não tinham ouvido falar dele,
e o entenderão aqueles que não o haviam escutado”g.e
22 É por isso que muitas vezes fui impedido de chegar até vocês.f
Paulo Planeja Visitar a Igreja em Roma
23 Mas agora, não havendo nestas regiões nenhum lugar em que precise trabalhar e visto que há 
muitos anos anseio vê-los,g 24 planejo fazê-lo quando for à Espanha.h Espero visitá-los de passagem 
a 15.3 Sl 69.9.
b 15.9 2Sm 22.50; Sl 18.49.
c 15.10 Dt 32.43.
d 15.11 Sl 117.1.
e 15.12 Is 11.10.
f 15.19 Região da costa leste do mar Adriático.
g 15.21 Is 52.15.
r o m a n o s 1 5 . 43 8
aSl 69.9 
15.4 bRm 4.23,24 
15.5 cRm 12.16; 
1Co 1.10 
15.6 dAp 1.6 
15.7 eRm 14.1 
15.8 fMt 15.24; 
At 3.25,26; 
g2Co 1.20 
15.9 hRm 3.29; 
iMt 9.8; 
j2Sm 22.50; 
Sl 18.49 
15.10 kDt 32.43 
15.11 lSl 117.1 
15.12 mAp 5.5; 
nIs 11.10; Mt 12.21 
15.13 oRm 14.17; 
pv. 19; 1Co 2.4; 
1Ts 1.5 
15.14 qEf 5.9; 
r2Pe 1.12 
15.15 sRm 12.3 
15.16 tAt 9.15; 
Rm 11.13; 
uRm 1.1; vIs 66.20 
15.17 wFp 3.3; 
xHb 2.17 
15.18 yAt 15.12; 
21.19; Rm 1.5; 
zRm 16.26 
15.19 aJo 4.48; 
At 19.11; bv. 13; 
cAt 22.17-21
15.20 d2Co 10.15, 
16 
15.21 eIs 52.15 
15.22 fRm 1.13 
15.23 gAt 19.21; 
Rm 1.10,11 
15.24 hv. 28
15.12 A missão aos gentios, realizada pela igreja primitiva, era um 
cumprimento dessa profecia, assim como a evangelização contínua das 
nações.
15.19 Jerusalém era a cidade da igreja-mãe, na qual o evangelho teve ori-
gem. Dali teve início sua disseminação (ver At 1.8; ver também “A Igreja 
da ressurreição à conversão de Paulo”, em At 1; “A expansão geográfica 
da Igreja sob perseguição”, em At 8; “Antes da expansão entre os gentios: 
as igrejas judaicas na Terra Santa”, em Hb 12). 
O Ilírico era uma província romana ao norte da Macedônia (atual 
Albânia e antiga Iugoslávia).
15.24 Paulo queria usar a igreja de Roma como quartel-general das ope-
rações de uma missão na Espanha (cf. v. 28).
tEXtos do 
noVo tEstamEnto
ROMANOS 15 Nenhum outro texto antigo é comprovado por tal 
riqueza de testemunhas textuais como o NT. Existem hoje 5.500 
manuscritos, cujo conteúdo varia da coleção inteira do NT até um 
pequeno fragmento de um único versículo. Há também centenas de 
cópias de traduções antigas (ou versões) do NT que revelam a for-
ma do texto conhecido por seus tradutores, além das muitas citações 
nos escritos dos pais da igreja primitiva, que apresentam a forma de 
alguns textos conhecidos por eles.
 ◆ A cópia mais antiga conheci-
da de uma porção do NT é o pa-
piro John Rylands, oficialmente 
designado P52 e datado de 125 
d.C., aproximadamente. Contém 
João 18.31-33,37,38.1
 ◆ Os manuscritos completos, 
ou quase completos, mais anti-
gos do NT são o Códice vaticano 
e o Códice sinaítico, ambos do 
século IV.
 ◆ Há também outros 65 ma-
nuscritos parciais do NT do século 
IV ou mais antigos, além de mui-
tos manuscritos completos de 
séculos posteriores.
O apoio textual é, de longe, 
superior ao de quaisquer outros 
documentos antigos, como os 
textos clássicos dos escritores 
gregos e romanos (e.g., Platão, 
Aristóteles e Cícero). Apenas 
manuscritos parciais sobreviveram de muitas obras da Antiguidade, 
e não é incomum descobrir-se que o único manuscrito completo 
de algum escrito antigo é uma cópia datada de mil anos após 
sua composição.
Os manuscritos originais do NT provavelmente eram de papiro, o 
material de escrita mais comum da época, eforam lidos e copiados 
até que não fossem mais legíveis.2 Na Antiguidade, não havia duas 
cópias de um manuscrito que fossem exatamente iguais, apesar do 
trabalho meticuloso dos copistas. Embora não tenhamos mais a 
oportunidade de consultar os manuscritos originais, a riqueza e a an-
tiguidade dos documentos que estão hoje à disposição dos especia-
listas são tais que não é difícil determinar o que os autores originais 
escreveram. Na maioria dos casos, podemos também discernir como 
e porque as variações surgiram nos manuscritos. Em nenhum caso, 
a doutrina cristã depende de aceitar a leitura de um manuscrito em 
detrimento de outro.3
A história da tradição do manuscrito no final da carta de Paulo 
aos Romanos é uma das mais complicadas em todo o NT. A bênção 
final encontrada em Romanos 16.25-27 aparece em três outros lu-
gares de vários manuscritos: imediatamente após o capítulo 14, de-
pois do capítulo 15 ou no fim dos 
capítulos 14 e 16. Para complicar, 
alguns manuscritos não incluem 
a doxologia. Essa evidência 
gerou um leque de sugestões 
acerca da história da redação de 
Romanos:
 ◆ Alguns especialistas in-
ferem que a carta aos Romanos 
tinha, originariamente, 14 ou 
15 capítulos, terminando com a 
doxologia. Eles sustentam que o 
lembrete foi adicionado poste-
riormente, provavelmente pelo 
próprio Paulo, quando enviou 
uma edição posterior da carta a 
outra igreja.
 ◆ A maioria dos especialis-
tas, no entanto, concorda em que 
a carta incluía, em sua forma ori-
ginal, todos os 16 capítulos, mas 
que algumas versões reduzidas 
circulavam entre as igrejas.
Alguns acreditam que a própria doxologia era uma adição poste-
rior, escrita para dar um final apropriado a uma das versões menores, 
mas adicionada ao final das outras formas também.
O mais provável, no entanto, é que a doxologia era o final origi-
nal de Romanos e mais tarde foi adicionada ao final das versões me-
nores, o que veio a complicar a história da tradição do manuscrito.
(Para mais informações sobre os textos do AT, ver “Textos do An-
tigo Testamento”, em Mq 7; e “Traduções antigas”, em Mq 7.)
1Ver “O papiro John Rylands (P52)”, em Jo 18. 2Ver “Materiais de escrita no mundo antigo”, em 3Jo; e “Rolos, selos e códices”, em Ap 5. 3Ver também “Crítica 
textual”, em Is 51.
Fac-símile de uma página do Códice vaticano, um dos 
manuscritos completos mais antigos do Novo Testamento
© Dr. James C. Martin, Sola Scriptura; Coleção de Van Kampen sobre a experiência na Terra Santa, 
na mostra em Orlando, Flórida, EUA
e dar a vocês a oportunidade de me ajudarem em minha viagem para lá, depois de ter desfrutado 
um pouco da companhia de vocês. 25 Agora, porém, estou de partida para Jerusalém,i a serviçoj dos 
santos. 26 Pois a Macedôniak e a Acaial tiveram a alegria de contribuir para os pobres que estão entre 
os santos de Jerusalém. 27 Tiveram prazer nisso e de fato são devedores aos santos de Jerusalém. Pois, 
se os gentios participaram das bênçãos espirituais dos judeus, devem também servir aos judeus com 
seus bens materiais.m 28 Assim, depois de completar essa tarefa e de ter a certeza de que eles recebe-
ram esse fruto, irei à Espanha e visitarei vocês de passagem. 29 Sei que, quando for visitá-los,n irei na 
plenitude da bênção de Cristo.
30 Recomendo, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e pelo amor do Espírito,o que se unam a 
mim em minha luta, orando a Deus em meu favor.p 31 Orem para que eu esteja livreq dos descrentes 
da Judeia e que o meu serviço em Jerusalém seja aceitável aos santos, 32 de forma que, pela vontade de 
Deus,r eu os visites com alegria e com vocês desfrute de um período de refrigério.t 33 O Deus da pazu 
seja com todos vocês. Amém.
Saudações Pessoais
16 Recomendov a vocês nossa irmã Febe, servaa da igreja em Cencreia.w 2 Peço que a recebam no Senhor,x de maneira digna dos santos, e lhe prestem a ajuda de que venha a necessitar; pois 
tem sido de grande auxílio para muita gente, inclusive para mim.
3 Saúdem Priscilab e Áquila,y meus colaboradores em Cristo Jesus.z 4 Arriscaram a vida por mim. Sou 
grato a eles; não apenas eu, mas todas as igrejas dos gentios.
5 Saúdem também a igreja que se reúne na casa deles.a
Saúdem meu amado irmão Epêneto, que foi o primeiro convertidob a Cristo na província da Ásia.
6 Saúdem Maria, que trabalhou arduamente por vocês.
7 Saúdem Andrônico e Júnias, meus parentesc que estiveram na prisão comigo. São notáveis entre os 
apóstolos, e estavam em Cristo antes de mim.
8 Saúdem Amplíato, meu amado irmão no Senhor.
9 Saúdem Urbano, nosso cooperador em Cristo,d e meu amado irmão Estáquis.
10 Saúdem Apeles, aprovado em Cristo.
Saúdem os que pertencem à casa de Aristóbulo.
11 Saúdem Herodião, meu parente.e
Saúdem os da casa de Narciso, que estão no Senhor.
12 Saúdem Trifena e Trifosa, mulheres que trabalham arduamente no Senhor.
Saúdem a amada Pérside, outra que trabalhou arduamente no Senhor.
13 Saúdem Rufo, eleito no Senhor, e sua mãe, que tem sido mãe também para mim.
14 Saúdem Asíncrito, Flegonte, Hermes, Pátrobas, Hermas e os irmãos que estão com eles.
15 Saúdem Filólogo, Júlia, Nereu e sua irmã, e também Olimpas e todos os santosf que estão com eles.g
16 Saúdem uns aos outros com beijo santo.h
Todas as igrejas de Cristo enviam saudações.
a 16.1 Ou diaconisa
b 16.3 Grego: Prisca, variante de Priscila.
r o m a n o s 1 5 . 2 54 0
15.25 iAt 19.21; 
jAt 24.17
15.26 kAt 16.9; 
2Co 8.1; lAt 18.12
15.27 m1Co 9.11 
15.29 nRm 1.10,11 
15.30 oGl 5.22; 
p2Co 1.11; Cl 4.12 
15.31 q2Ts 3.2 
15.32 rAt 18.21; 
sRm 1.10,13; 
t1Co 16.18 
15.33 uRm 16.20; 
2Co 13.11; Fp 4.9; 
1Ts 5.23; Hb 13.20 
16.1 v2Co 3.1; 
wAt 18.18 
16.2 xFp 2.29
16.3 yAt 18.2; 
zv. 7,9,10 
16.5 a1Co 16.19; 
Cl 4.15; Fm 2; 
b1Co 16.15 
16.7 cv. 11,21
16.9 dv. 3 
16.11 ev. 7,21
16.15 fv. 2; gv. 14 
16.16 h1Co 16.20; 
2Co 13.12; 1Ts 
5.26 
15.26 Para mais informações sobre a Macedônia e a Acaia, ver nota em 
1Ts 1.7,8.
15.30-32 A oração no final de Romanos 15 não dever ser entendida 
como a conclusão da carta, mas apenas como a conclusão apropriada de 
um tópico. Paulo fala de seu itinerário e se mostra profundamente como-
vido ao ponderar sobre os perigos que o impediam de visitar Jerusalém. 
Por isso, pede as orações dos santos de Roma a respeito desse assunto.
16.1 Febe era provavelmente a portadora da epístola a Roma (cf. v. 2). 
Ela é chamada “serva” (ver nota da NVI), aquela que serve ou ministra 
de alguma maneira. Com relação à igreja, como no presente caso, talvez 
se refira a um cargo específico: o de diaconisa. 
Cencreia era um porto localizado cerca de 10 quilômetros a leste de Co-
rinto, no golfo Sarônico.
16.3-24 A maioria das pessoas que constam nessa lista de saudações 
são gentios, escravos libertos ou descendentes de escravos libertos (ver 
“Trabalho e bem-estar no mundo antigo”, em 2Ts 3; e “Escravidão no 
mundo greco-romano”, em Fm). Paulo menciona especificamente pelo 
menos dois grupos de escravos: os servos domésticos de Aristóbulo e os 
de Narciso. As poucas evidências que temos sugerem que uma grande 
porcentagem dos primeiros cristãos veio das classes “baixas”.
Dos 27 cristãos saudados por Paulo saudou, dez são mulheres. Elas de-
sempenhavam um papel significativo na igreja cristã primitiva e se enga-
javam em ministérios importantes. Paulo elogia seis delas: Febe, Priscila, 
Júnias, Trifena, Trifosa e Pérside — por seu trabalho no Senhor.
16.3 Priscila e Áquila eram amigos íntimos de Paulo e tinham a mesma 
profissão: fabricantes de tendas.
16.5 Ver “Igrejas domésticas e edifícios eclesiásticos primitivos”, em 2Jo.
16.7 A leitura mais comum do texto grego é Júnia (não Júnias, como 
na NVI), um nome feminino. Andrônico e Júnia talvez fossem marido 
e mulher.
16.10 Aristóbulo talvez fosse neto de Herodes, o Grande, e irmão de 
Herodes Agripa I.
16.11 Narciso é, às vezes, identificado com Tibério Cláudio Narciso, 
um liberto abastado do imperador romano Tibério.
16.12 Trifena e Trifosa talvez fossem irmãs, até mesmo gêmeas, pois era 
comum dar a tais pessoas nomesprovenientes da mesma raiz. 
Pérside significa “mulher persa”.
16.14,15 Nenhum desses homens pode ser mais bem identificado. Sabe-
-se apenas que escravos ou libertos (emancipados da escravidão) perten-
centes à igreja de Roma (ver “Trabalho e bem-estar no mundo antigo”, 
em 2Ts 3, e “Escravidão no mundo greco-romano”, em Fm).
16.16 Justino Mártir (150 d.C.) dizia que o beijo santo fazia parte regu-
lar do culto de adoração em sua época. Ainda continua a ser praticado 
em algumas igrejas (ver “O costume judaico do beijo”, em Lc 7).
17 Recomendo, irmãos, que tomem cuidado com aqueles que causam divisões e põem obstáculos 
ao ensino que vocês têm recebido.i Afastem-se deles.j 18 Pois essas pessoas não estão servindo a Cristo, 
nosso Senhor, mas a seus próprios apetites.k Mediante palavras suaves e bajulação, enganaml o coração 
dos ingênuos. 19 Todos têm ouvidom falar da obediência de vocês, por isso estou muito alegre; mas 
quero que sejam sábios em relação ao que é bom, e sem malícia em relação ao que é mau.n
20 Em breve o Deus da pazo esmagaráp Satanás debaixo dos pés de vocês.
A graça de nosso Senhor Jesus seja com vocês.q
r o m a n o s 1 6 . 2 0 4 1
t E X t o s E a r t E F a t o s a n t I G o s
16.17 iGl 1.8,9; 
1Tm 1.3; 6.3; 
j2Ts 3.6,14; 
2Jo 10 
16.18 kFp 3.19; 
lCl 2.4 
16.19 mRm 1.8; 
nMt 10.16; 
1Co 14.20 
16.20 oRm 15.33; 
pGn 3.15; 
q1Ts 5.28 
ROMANOS 16 Erasto foi um cristão do 
primeiro século que trabalhou com Paulo. 
A menção mais antiga a seu nome está 
em Atos 19.22. Paulo, em Éfeso, durante 
sua terceira viagem missionária (ca. 53-55 
d.C.), “enviou à Macedônia dois dos seus 
auxiliares, Timóteo e Erasto”. Em Romanos 
16.23, Paulo escreve (provavelmente de Co-
rinto, ca. 57) que “Erasto, administrador da 
cidade”, mandava saudações. Finalmente, 
em 2Timóteo 4.20, quando Paulo escreve 
da prisão em Roma, em que ficou até o fim da 
vida (ca. 66-67), apresenta um relatório 
sobre seus colaboradores e informa que 
“Erasto permaneceu em Corinto”. Parece 
que Erasto residia em Corinto, e, se for assim, é 
provável que tenha se tornado cristão como 
resultado do ministério de 18 meses de Pau-
lo naquela cidade, em sua segunda viagem 
missionária (ca. 50-52; At 18.1-17).1
Em 1929, uma inscrição descoberta em 
Corinto mencionava um Erasto, que pode ter 
sido o mesmo do NT.2 Numa área pavimen-
tada a nordeste do teatro e datada da metade 
do século I d.C., lê-se: “Erasto, ao retor-
nar de seu magistrado, assentou [o pavimento] 
com seu dinheiro.” O aedile, oficial eleito, 
gerenciava os negócios da cidade e era res-
ponsável pelas ruas e pelos prédios públicos 
e mercados, bem como pelos impostos ali 
recolhidos. Atuava também como juiz e de-
cidia a maioria dos litígios comerciais e fi-
nanceiros. Além disso, era responsável pelos 
jogos públicos que aconteciam na cidade.
Assim, o termo “administrador da ci-
dade”, empregado por Paulo em Romanos 
16.23, parece indicar que Erasto era um 
desses magistrados. Para alguns estudiosos, 
uma vez que a palavra grega utilizada por 
Paulo, oikonomos, pode não ser o equiva-
lente exato da palavra latina aedile, é pos-
sível que Erasto ocupasse um cargo inferior 
na época da redação da carta. No entanto, 
é possível que Paulo tenha encontrado Eras-
to pela primeira vez quando se exonerava 
de suas responsabilidades fiscais e assim o 
distinguiu por esse papel. Além disso, Co-
rinto era diferente no tocante aos jogos que 
aconteciam ali: não era responsabilidade do 
magistrado, e sim de um grupo de oficiais. 
Desse modo, o aedile atuava em Corinto 
basicamente como “tesoureiro” da cidade, 
conforme traduzido em algumas versões 
(e.g., ARA).
1Ver também “Viagens missionárias de Paulo”, em At 14; e “Prisão no mundo romano: na prisão versus prisão domiciliar”, em At 26. 2Ver “Corinto”, em 2Co 1.
A inscrição de Erasto
Preserving Bible Times; © dr. James C. Martin
A inscrição de Erasto
21 Timóteo,r meu cooperador, envia saudações, bem como Lúcio,s Jasomt e Sosípatro, meus 
parentes.u
22 Eu, Tércio, que redigi esta carta, saúdo vocês no Senhor.
23 Gaio, cuja hospitalidade eu e toda a igreja desfrutamos, envia-lhes saudações. Erasto,v adminis-
trador da cidade, e nosso irmão Quarto enviam saudações. 24 Que a graça de nosso Senhor Jesus Cristo 
seja com vocês todos. Amém.a
25 Ora, àquele que tem poderw para confirmá-los pelo meu evangelhox e pela proclamação de Jesus 
Cristo, de acordo com a revelação do mistérioy oculto nos tempos passados, 26 mas agora revelado 
e dado a conhecer pelas Escrituras proféticas por ordem do Deus eterno, para que todas as nações 
venham a crer nele e a obedecer-lhe; 27 sim, ao único Deus sábio seja dada glória para todo o sempre, 
por meio de Jesus Cristo. Amém.z
a 16.24 Muitos manuscritos não trazem o versículo 24.
r o m a n o s 1 6 . 2 14 2
16.21 rAt 16.1; 
sAt 13.1; tAt 17.5; 
uv. 7,11 
16.23 vAt 19.22
16.25 wEf 3.20; 
xRm 2.16; yEf 1.9; 
Cl 1.26,27 
16.27 zRm 11.36
16.21,22 Romanos é uma carta, não um tratado. Assim, não tinha a 
pretensão de ser um produto literário. Em meio às saudações dos ami-
gos que estavam com o autor enquanto ele escrevia, Tércio, o escriba a 
quem a carta é dedicada, insere sua saudação pessoal. Esse toque pessoal 
nos faz lembrar de que as pessoas da Bíblia eram seres humanos sob 
circunstâncias humanas, e a carta se torna mais significativa mais para 
nós justamente por causa disso.
16.21 Esse Jasom poder ser aquele mencionado em At 17.5-9. Sosípatro 
é provavelmente Sópatro, filho de Pirro, de Bereia (ver At 20.4).
16.22 Tércio é o secretário de Paulo.
16.23 Gaio é geralmente identificado com Tício Justo, temente a 
Deus (ver notas em Jo 12.20; At 10.2; cf. “convertidos” na nota de At 
2.11), em cuja casa Paulo se hospedou enquanto estava em Corinto (ver 
At 18.7; 1Co 1.14). Seu nome completo seria Gaio Tício Justo. 
Em Corinto, os arqueólogos descobriram um bloco de pedra reutilizado 
numa praça pavimentada, com a inscrição em latim: “Erasto, comissá-
rio de obras públicas, custeou as despesas desta pavimentação” (ver “A 
inscrição de Erasto”, em Rm 16). Talvez se trate do Erasto mencionado 
aqui. Nesse caso, seria a referência a um cristão por nome mais antiga 
fora do NT. Pode ser também aquele mencionado em At 19.22 e 2Tm 
4.20, embora seja difícil ter certeza, pois esse nome era bastante comum.
16.25-27 Vários manuscritos apresentam essa bênção final em lugares 
diferentes da carta aos Romanos — e alguns manuscritos não o trazem 
(ver “Textos do Novo Testamento”, em Rm 15).
Estudos
Guia de 
EstudosEstudos
Guia de 
 2079 Tabela de pesos e medidas
 2080 Glossário
 2090 Índice dos assuntos dos artigos
 2123 Lista de artigos em ordem alfabética
 2129 Lista de artigos pela ordem das referências bíblicas
 2135 Concordância Bíblica NVI
 2223 Índice dos mapas coloridos
UNIDADE
BÍBLICA
EQUIVALENTE
MÉTRICO
APROXIMADO
Pesos talento (60 minas) 34k
mina (50 siclos) 600g
siclos (2 becas) 11,5g
pim (2/3 siclo) 7,6g
beca (10 geras) 5,5g
gera 0,6g
Comprimento côvado 50cm
palmo 23cm
quatro dedos 8cm
Capacidade
medidas para seco coro [ômer] (10 efas) 200l
leteque (5 efas) 110l
efa (10 ômeres) 22l
seá (alqueire) (1/3 efa) 7,3l
gômer (1/10 efa) 2l
cabo (1/18 efa) 1l
medidas para líquidos bato (1 efa) 22l
him (1/6 bate) 4l
logue (1/12 bate) 0,3l
As cifras desta tabela são calculadas considerando que o siclo é igual a 11,5g; o côvado, a 50cm e o efa, a 22 l.
Esta tabela baseia-se nas melhores informações disponíveis, mas não pretende ter precisão matemática; apenas oferece uma aproxi-
mação dos montantes e das distâncias. Os pesos e as medidas diferiam um pouco entre si no mundo antigo, dependendo dos vários 
locais e períodos históricos. Não se tem certeza, em especial, no caso do efa e do bato; novas descobertas talvez lancem mais luz sobre 
essas medidas de capacidade.
I n t r o d u c t i o n t o
TitleTabela
d e pe s o s e m e d id a s
d e pe s o s e m e d id a s Glossário
acádia Seção setentrional ao sul da planície mesopotâmia.acádio Idioma semítico do III ao I milênio a.C., escrito em cuneiforme. Originário da Mesopotâmia, o acádio tornou-se a língua 
diplomática oficial de todo o Oriente Médio. Os dois principais dialetos conhecidos eram o assírio e o babilônio.
acrópole A parte mais elevada de uma cidade na cultura helenística, em geral reservada para práticas religiosas e cultuais. 
A acrópole mais importante é a de Atenas, com uma área de 300 metros por 150 metros, que contempla a cidade 
do alto. Sua importância na região se manteve por mais de três milênios. A construção do conjunto do templo começou no 
século VIII a.C e continuou por três séculos. O pináculo do conjunto é o grande Partenon, construído no século V a.C. e 
dedicado à deusa Atena. Ver “Atenas”, em At 17.
adivinhação Tentativa de obter conhecimento de fatos pela consulta aos deuses, por métodos diversos (e.g., sonhos, inter-
pretação de fenômenos naturais como maus presságios, exame de entranhas de animais sacrificados). Ver “Adivinhação 
na Acádia”, em Dt 18.
ai (Heb. “monturo”, “ruína”.) Cidade da Palestina Central, provavelmente na região de Jericó e de Jerusalém, a leste de 
Betel. Os israelitas comandados por Josué derrotaram a cidade depois de terem sido repelidos no primeiro ataque. 
A vitória só foi assegurada depois que o pecado de Acã foi castigado por Deus. Ver “Ai”, em Js 8.
amarna Cidade principal do faraó Amenotepe IV (século XIV a.C.). Estava localizada 288 quilômetros ao sul do Cairo, 
no lado oriental do Nilo. Milhares de cartas cuneiformes do período de Amenotepe III (meados do século XIV a.C.) foram 
encontradas ali. Muitas delas descrevem as condições políticas do Oriente no tempo em que os habirus atacavam as 
cidades-Estado cananeus. Ver “Os tabletes de Amarna e os habirus”, em Jz 2.
amenotepe iv (Aquenáton; ca. 1352-1336 a.C.) Faraó “herege” que tentou substituir a religião egípcia tradicional por outra 
que se aproximava do culto monoteísta a Aton. Seu reinado deixou para trás uma importante coleção de textos acádios 
denominados Cartas de Amarna.
amorreus Uma das nações que habitava Canaã antes da conquista israelita. É provável que os amorreus sejam o povo 
amurru, citado nos documentos cuneiformes, que infestavam a Mesopotâmia entre o final do III milênio até o início do II 
milênio a.C. e que fundaram a I Dinastia da Babilônia.
amuleto Talismã transportado ou usado, geralmente com inscrições de figuras ou de personagens. Era usado para proteger 
seu portador de doenças e feitiços.
anatólia Área que hoje corresponde à porção asiática da Turquia. Era a encruzilhada para o antigo mundo mediterrâneo, 
por isso mantinha numerosos contatos culturais importantes com a Siro-Palestina e seus habitantes. Ver “A Anatólia e 
os hititas”, em Êx 33.
ânfora Vaso alto de duas alças, usado na Roma e na Grécia antigas para guardar óleo, mel, vinho ou cereal.
apócrifo; apócrifos O termo “apócrifo” significa “escondido” e designa os livros não canônicos mais relevantes do AT ou 
do NT. A coleção chamada Apócrifos refere-se a 14 ou 15 documentos escritos, na maior parte, no período do século 
II a.C. ao século I d.C. O termo foi usado pela primeira vez por Jerônimo, no século V d.C., em referência aos livros que 
faziam parte da Septuaginta (a tradução grega do AT), mas que não constavam da Bíblia hebraica. Os protestantes não 
consideram esses livros canônicos. Ver “Os Apócrifos”, em Tt 1.
aquemênida Dinastia que governou o Império Persa de 550 a.C a 330 a.C. Fundada por Ciro, o Grande, alcançou seu 
apogeu no reinado de Dario, o Grande, quando o império se estendia do rio Indo, no Oriente, até a moderna Líbia, no 
Ocidente.
aramaico Língua semítica muito próxima do hebraico. Desenvolveu-se durante o II milênio a.C. e mais tarde tornou-se a 
língua franca do Oriente Médio. Nos tempos de Cristo, era a língua predominante entre os judeus da Palestina. Cristo 
falou e discursou em aramaico, e partes do AT foram escritas nesse idioma.
asdode Um dos cinco maiores centros políticos dos filisteus no século XI a.C. A cidade passou por conflitos entre filisteus 
e israelitas e vez por outra ficava sob o controle dos israelitas. A atual cidade de Asdode está situada cerca de 5 quilô-
metros ao norte do antigo local.
ashlar Tipo de alvenaria que permitia cortes precisos para manter as pedras juntas em amarração.
Í nd ic e d o s a s s u n to s d o s Artigos
abecedários
Abecedários Is 28
abimeleque
Abimeleque em Siquém Jz 9
abismo (ver “inferno”)
abraão
O período patriarcal: a Mesopotâmia no tempo
 de Abraão Gn 15
O papel do patriarca na vida familiar Gn 18
Costumes e leis na antiga Mesopotâmia Gn 21
Caverna de Macpela Gn 23
Harã Gn 27
A historicidade das narrativas patriarcais Gn 44
Hebrom 2Sm 3
Ur Ne 9
absalão
Príncipes ambiciosos entre os hititas 2Sm 19
acabe
Amom Jz 10
A história do Reino do Norte 1Rs 13
Ben-Hadade l e II 1Rs 20
Acabe e a batalha de Qarqar 1Rs 22
A estela de Tel Dan 2Rs 8
A queda de Tiro Ez 26
O vale de Jezreel Os 1
Os marfins de Samaria Am 3
A Assíria do Período Assírio Médio em diante Na 3
acácia, madeira de
Sitim Nm 25
acádio (idioma)
Suméria Gn 4
Hurritas Gn 34
Os tabletes de Amarna e os habirus Jz 2
Educação suméria dos escribas 1Cr 2
Línguas do mundo do Antigo Testamento Ed 2
Dario l Ed 5
Lançando sortes Jó 6
O cuneiforme e os tabletes de barro no antigo 
 Oriente Médio Is 30
acádios (povo)
O período patriarcal: a Mesopotâmia no tempo 
 de Abraão Gn 15
acaia
Gálio, procônsul da Acaia At 18
ação de graças
Os amuletos de Ketef Hinnom Nm 6
acaz
Menaém e Peca de Israel, Jotão de Judá e 
 Tiglate-Pileser III da Assíria 2Rs 15
Acaz, rei de Judá, e Rezim, rei da Síria 2Rs 16
açoite (romano)
A controvérsia em torno do sudário de Turim Mc 15
adivinhação (ver também “magia”)
Adivinhação na Acádia Dt 18
Necromancia antiga 1Sm 28
Lançando sortes Jó 6
Oração de agradecimento de um pagão Sl 116
Bênção hitita para uma casa Sl 127
Oração acádia aos deuses da noite Sl 134
Os demônios e a Bíblia Mt 8
A magia no mundo grego-romano Gl 5
admá
Cidades da planície Gn 13
administração
Administração egípcia e israelita 1Rs 4
Salomão e o Império Israelita 1Rs 6
Instruções hititas para postos fronteiriços Ne 4
História persa antiga até Dario Et 1
Teria Ageu liderado uma rebelião messiânica? Ag 2
adoção
Costumes e leis na antiga Mesopotâmia Gn 21
Direitos do primogênito Gn 25
Nuzi Gn 30
Adoção no mundo romano Rm 8
adonai
O Saltério eloístico Sl 42
adulão
Adulão Mq 1
adultério
Leis médio-assírias Lv 18
afeque
Afeque 1Sm 29
Ben-Hadade l e II 1Rs 20
afrodite
Corinto 2Co 1
ageu (profeta)
Dario l Ed 5
Teria Ageu liderado uma rebelião messiânica? Ag 2
Ágora
A ágora antiga At 16
Éfeso nos tempos de Paulo 2Tm 4
agricultura
O Calendário de Gezer Sl 107
A Galileia nos tempos de Jesus Mt 15
agripa l (ver “Herodes agripa l”)
agripa ii (ver “Herodes agripa ii”)
Água, sistemas de
O açude de Gibeom 2Sm 2
O tsinnor 2Sm 5
O túnel de Ezequias 2Rs 20
Ezequias contra os assírios Is 36
Jerusalém Jr 4
Poços, cisternas e aquedutos no mundo
 antigo Jr 38
A Cesareia de Filipe Mt 16
ai
Ai Js 8
aicam
A delegação a Hulda e Natã-Meleque, o oficial 2Rs 22
Álcool
Vinho e bebida alcoólica no mundo antigo 1Pe 4
alexandre, o grande
4 74 7 C o n C o r d  n C I a
ABA
Mc 14. 36 E dizia: “Aba, Pai”, tudo te é possível. 
Rm 8. 15 por meio do qual clamamos: “Aba, 
Pai”.
Gl 4. 6 e ele clama: “Aba, Pai”.
ABADOM
Ap 9. 11 ...o anjo do Abismo, cujo nome, em 
hebraico, é Abadom.
ABALAR
Sl 125. 1 como o monte Sião, que não se pode 
abalar. 
Lc 6. 48 a torrente deu contra aquela casa, 
mas não a conseguiu abalar. 
2Ts 2. 2 que não se deixem abalar nem alar-
mar tão facilmente 
ABANDONADA
Lv 26. 43 que por eles será abandonada. 
Is 27. 10 A cidade fortificada está abandona-
da.
Is 32. 14 A fortaleza será abandonada.
Is 34. 10 De geração em geração ficará aban-
donada. 
Is 49. 19 “Apesarde você ter sido arruinada e 
abandonada” 
Is 54. 6 como se você fosse uma mulher 
abandonada.
Is 60. 15 “Em vez de abandonada e odiada” 
Is 62. 4 Não mais chamarão abandonada.
Is 62. 12 ...cidade não abandonada.
Jr 26. 9 “...esta cidade ficará arrasada e 
abandonada?” 
Jr 49. 25 Como está abandonada a cidade 
famosa...! 
Ez 12. 20 e a terra ficará abandonada. 
Ez 14. 15 “e ela for abandonada de tal for-
ma...”
Ez 26. 19 “...quando eu fizer de você uma cida-
de...abandonada”
Am 5. 2 “Abandonada em sua própria terra”
Sf 2. 4 Gaza será abandonada.
ABANDONAR
Dt 12. 19 não abandonar os levitas
Js 24. 16 “Longe de nós abandonar o 
Senhor...” 
Jz 2. 19 Recusavam-se a abandonar suas 
práticas
1Cr 28. 9 se você o abandonar, ele o rejeitará 
para sempre 
2Cr 11. 14 chegaram até a abandonar as suas 
pastagens
Jó 18. 4 Deve-se abandonar a terra por sua 
causa? 
Is 57. 8 Ao me abandonar, você descobriu 
seu leito
Jr 2. 17 ao abandonar o Senhor, o seu 
Deus? 
Jr 2. 19 como é mau e amargo abandonar o 
Senhor
At 7. 19 obrigando-os a abandonar os seus 
recém-nascidos
Ef 4. 25 ...deve abandonar a mentira 
ABATER-SE
Pv 1. 27 abater-se...como uma tempestade
At 27. 20 a abater-se sobre nós grande tem-
pestade
ABATIDO
Dt 28. 31 ...abatido diante dos seus olhos
1Sm 1. 18 e seu rosto já não estava mais abati-
do
1Sm 17. 32 “...ficar com o coração abatido” 
2Sm 13. 4 “...por que todo dia você está abati-
do?...”
2Cr 35. 1 e o cordeiro da Páscoa foi abatido 
Jó 22. 29 ...ele salvará o abatido
Sl 34. 18 O Senhor...salva os de espírito aba-
tido 
Sl 38. 6 ...e muitíssimo abatido 
Sl 57. 6 fiquei muito abatido
Sl 61. 2 com o coração abatido
Sl 109. 22 o meu coração está abatido
Sl 142. 6 estou muito abatido
Is 2. 11 o orgulho dos homens será abatido
Is 5. 15 o homem será abatido
Ez 32. 28 “Você também, ó faraó, será abati-
do...” 
Zc 10. 11 O orgulho da Assíria será abatido
Mc 10. 22 ...ficou abatido
ABEDE-NEGO
Dn 1. 7 ...e a Azarias, Abede-Nego
Dn 2. 49 Sadraque, Mesaque e Abede-Nego
Dn 3. 13 mandou chamar...Abede-Nego
Dn 3. 19 furioso com...Abede-Nego 
Dn 3. 20 amarrassem...Abede-Nego
Dn 3. 22 levaram Sadraque, Mesaque e Abe-
de-Nego 
Dn 3. 26 ...e Abede-Nego, servos do Deus 
Altíssimo
Dn 3. 28 o Deus de...Abede-Nego...livrou os 
seus servos
Dn 3. 30 o rei promoveu...Abede-Nego na 
província da Babilônia
ABEL
Gn 4. 2 Voltou a dar à luz, desta vez a Abel
Gn 4. 4 O Senhor aceitou com agrado Abel 
e sua oferta 
Gn 4. 8 Caim atacou seu irmão Abel e o ma-
tou
Gn 4. 9 “Onde está seu irmão Abel?” 
Gn 4. 25 “Deus me concedeu um filho no lu-
gar de Abel”
2Sm 20. 18 “Peça conselho na cidade de Abel”
Mt 23. 35 desde o sangue do justo Abel
Lc 11. 51 desde o sangue de Abel até o sangue 
de Zacarias
Hb 11. 4 Abel ofereceu a Deus um sacrifício 
superior
Hb 12. 24 que fala melhor do que o sangue de 
Abel
ABELHAS
Dt 1. 44 os perseguiram como um enxame de 
abelhas 
Jz 14. 8 um enxame de abelhas e mel 
Sl 118. 12 Cercaram-me como um enxame de 
abelhas
Is7. 18 ...e as abelhas da Assíria 
ABENÇOAR
Gn 27. 30 Isaque acabou de abençoar Jacó
Gn 48. 20 “...para abençoar uns aos outros”
Nm 23. 20 ordem para abençoar
Nm 24. 1 agradava ao Senhor abençoar Israel
Dt 27. 12 “...para abençoar o povo...” 
Dt 28. 12 “O Senhor abrirá o céu...para aben-
çoar” 
1Sm 9. 13 pois ele deve abençoar o sacrifício
2Sm 6. 20 Voltando Davi...para abençoar sua 
família
1Cr 16. 43 Davi voltou...para abençoar sua fa-
mília
2Cr 30. 27 ...levantaram-se para abençoar o 
povo
Sl 109. 17 Não tinha prazer em abençoar...
ABERTO
Lv 14. 7 soltará a ave viva em campo aberto
Lv 17. 5 Os sacrifícios...em campo aberto
Lv 25. 31 consideradas campo aberto
Jz 20. 31 trinta homens...mortos em campo 
aberto 
Jz 21. 15 o Senhor tinha aberto uma lacuna 
2Sm 10. 8 posicionaram-se em campo aberto
2Sm 11. 23 “...saíram contra nós em campo 
aberto”
Sl 5. 9 A garganta é um túmulo aberto
Pv 24. 27 Termine primeiro o seu trabalho a 
céu aberto
Is 63. 13 Como o cavalo em campo aberto
Jr 5. 16 Sua aljava é como um túmulo aberto
Jr 9. 22 estirados como esterco em campo 
aberto
Jr 40. 7 que ainda estavam em campo aberto 
Ez 29. 5 Você cairá em campo aberto 
Ez 45. 2 ...para terreno aberto. 
Mq 1. 6 ...um monte de entulho em campo 
aberto
Mq 4. 10 para habitar em campo aberto
Jo 1. 51 “...verão o céu aberto”
Jo 9. 14 ...aberto os olhos daquele homem 
At 10. 11 Viu o céu aberto
At27. 5 ...atravessado o mar aberto
Rm 3. 13 Suas gargantas são um túmulo aber-
to
2Co 2. 12 o Senhor me havia aberto uma porta 
Ap 10. 2 aberto em sua mão
Ap 10. 8 pegue o livro aberto
Ap 11. 19 foi aberto o santuário de Deus
Ap 20. 12 ...livros foram abertos
ABIAIL
Nm 3. 35 filho de Abiail
1Cr 2. 29 O nome da mulher de Abisur era 
Abiail
1Cr 5. 14 descendentes de Abiail...
2Cr 11. 18 A mãe de Maalate era Abiail
Et 2. 15 ...a vez de Ester, filha de Abiail
Et 9. 29 a rainha Ester, filha de Abiail
ABIATAR
1Sm 22. 20 Abiatar, filho de Aimeleque
1Sm 22. 22 Davi disse a Abiatar...
1Sm 30. 7 Davi disse ao sacerdote Abiatar
2Sm 8. 17 ...Aimeleque, filho de Abiatar 
2Sm 15. 24 Abiatar também estava lá
2Sm 15. 27 ...Jônatas, filho de Abiatar 
2Sm 15. 29 Zadoque e Abiatar levaram a arca
2Sm 17. 15 ...aos sacerdotes Zadoque e Abiatar
2Sm 20. 25 Zadoque e Abiatar eram sacerdotes
1Rs 1. 7 com o sacerdote Abiatar
1Rs 1. 19 o sacerdote Abiatar
1Rs 1. 42 ...Jônatas, filho do sacerdote Abiatar
1Rs 2. 22 para o sacerdote Abiatar
1Rs 2. 26 Ao sacerdote Abiatar 
1Rs 2. 27 Salomão expulsou Abiatar
1Rs 2. 35 ...Zadoque no lugar de Abiatar
1Cr 15. 11 Zadoque e Abiatar
1Cr 18. 16 Aimeleque, filho de Abiatar
1Cr 27. 34 sucedido por...Abiatar
Mc 2. 26 Nos dias do sumo sacerdote Abiatar
ABIMELEQUE
Gn 20. 2 Então Abimeleque, rei de Gerar
Gn 20. 3 Deus veio a Abimeleque
Gn 26. 11 Abimeleque advertiu todo o povo
Gn 26. 16 Abimeleque pediu a Isaque...
Jz 8. 31 a quem ele deu o nome de Abimele-
que 
Jz 9. 1 Abimeleque, filho de Jerubaal
2Sm 11. 21 quem matou Abimeleque, filho de 
Jerubesete? 
ABISAQUE
1Rs 1. 3 ...encontraram Abisague, uma su-
namita 
ABISAI
1Sm 26. 6 Abisai, filho de Zeruia, irmão de 
Joabe
2Sm 2. 18 Estavam lá Joabe, Abisai e Asael
2Sm 3. 30 Joabe e seu irmão Abisai mataram 
Abner
ABISMO
Gn 1. 2 trevas cobriam a face do abismo
Jó 41. 32 como se fossem os cabelos brancos 
do abismo 
Sl 42. 7 Abismo chama abismo 
Pv 8. 27 sobre a superfície do abismo
Is 14. 15 irá ao fundo do abismo!
Ez 26. 19 cobrir com as vastas águas do abis-
mo
Am 7. 4 secou o grande abismo
Jn 2. 5 o abismo me cercou
Mapa 12 – AS PRIMEIRAS VIAGENS DOS APÓSTOLOS

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