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(10/08/2020)Aula 29 °–° UCX: Aspectos Anatômicos,
histológicos e Fisiológicos das Glândulas Mamárias 
segunda-feira, 10 de agosto de 2020 14:54 
Aula 29 – UCX: Aspectos Anatômicos, histológicos e Fisiológicos das Glândulas
Mamárias Objetivo da aula - Reconhecer estruturas anatômicas, histológicas,
citológicas e do desenvolvimento das mamas. Entender as principais doenças da
mama. Objetivos específicos da aula - Compreender o desenvolvimento das
mamas; - Identificar as diferentes estruturas que compõem as mamas; - Relação
anatômica com os músculos da parede torácica; - Drenagem venosa e linfática -
Compreender a importância da mamografia digital - Estudar as alterações que
ocorrem das mamas durante a vida reprodutiva; - Entender as principais doenças
associadas. 
 
CHECK-LIST Seção Anatomia 1. 
 
 De acordo com a representação anatômica da mama caracterize as estruturas: 
 a) Aréola da mama: A aréola demonstra pequenas elevações pontuais em sua
superfície, que são produzidas pelas muitas glândulas areolares. Estas são em sua
maioria glândulas sudoríparas e sebáceas, bem como glândulas mamárias
modificadas, chamadas de glândulas de Montgomery. As glândulas mamárias estão
localizadas na tela subcutânea, sobre os músculos peitorais maior e menor. Na parte
mais proeminente da mama está a papila mamária, circundada por uma área cutânea
pigmentada circular, a aréola. A pigmentação areolar aumenta durante o segundo mês
de gravidez. A extensão da aréola e seu grau de pigmentação são variáveis. 
 b) Papila mamária: A papila mamária é circundada pela aréola pigmentada,
ligeiramente elevada e circular, cuja cor depende da cor da pele. Às vezes há inversão
(retração) de uma ou ambas as papilas; essa pequena anomalia congênita pode
dificultar a amamentação. 
Em homens e em mulheres nulíparas jovens – aquelas que nunca tiveram um filho
viável – com mamas de tamanho médio, a papila mamária situa-se anteriormente ao 4o
espaço intercostal, distante aproximadamente 10 cm da LMA. Em geral, porém, a
posição das papilas varia muito com o tamanho da mama, sobretudo em mulheres
multíparas – aquelas que deram à luz duas ou mais crianças. Assim, tendo em vista as
variações no tamanho e formato, as papilas não servem como referência segura para
localizar o 4o espaço intercostal em mulheres adultas. 
 
 c) Glândulas areolares : glândulas areolares (glândulas sebáceas na pele da aréola).
A aréola contém glândulas sebáceas, glândulas sudoríparas e glândulas mamárias
modificadas (glândulas de Montgomery). Acredita-se que as glândulas de Montgomery
produzam uma secreção lubrificante e protetora que modifica o pH da pele e inibe o
crescimento microbiano assim como também hidratam a papila mamária, evitando
rachaduras e possíveis infecções. 
 
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Roteiro do Laboratório Morfofuncional 2 2. Observe a figura abaixo e descreva a
relação entre o posicionamento da mama e as estruturas torácicas: 
As mamas são as estruturas superficiais mais proeminentes na parede anterior do
tórax, sobretudo nas mulheres. As mamas são formadas por tecido glandular e tecido
fibroso de sustentação integrados a uma matriz adiposa, junto com vasos sanguíneos,
vasos linfáticos e nervos. Homens e mulheres têm mamas; normalmente, elas só são
bem desenvolvidas em mulheres. As glândulas mamárias estão localizadas na tela
subcutânea, sobre os músculos peitorais maior e menor. Na parte mais proeminente
da mama está a papila mamária, circundada por uma área cutânea pigmentada
circular, a aréola. 
As glândulas mamárias presentes nas mamas estão relacionadas com a reprodução
nas mulheres. Nos homens, são rudimentares e não funcionais formadas apenas por
alguns pequenos ductos ou cordões epiteliais. Em geral, a gordura presente em
mamas masculinas não é diferente da tela subcutânea encontrada em outras partes do
corpo, mas normalmente não há desenvolvimento do sistema glandular. A gordura ao
redor do tecido glandular determina o tamanho das mamas não lactantes. O corpo
aproximadamente circular da mama feminina fica apoiado sobre um leito que se
estende transversalmente da margem lateral do esterno até a linha axilar média e
verticalmente da costela II a VI. Dois terços do leito são formados pela fáscia peitoral
sobre o músculo peitoral maior; o outro terço, pela fáscia que cobre o músculo serrátil
anterior. Entre a mama e a fáscia peitoral há um plano de tecido conjuntivo frouxo ou
espaço potencial – o espaço retromamário. Esse plano, que contém pouca gordura,
permite que a mama tenha algum grau de movimento sobre a fáscia peitoral. Uma
parte menor da glândula mamária pode estender-se ao longo da margem inferolateral
do músculo peitoral maior em direção à fossa axilar, formando um processo axilar ou
cauda de Spence. O processo axilar pode aumentar durante o ciclo menstrual. 
 
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 3. Sobre o exame físico descreva os aspectos relacionados a inspeção e
palpação da mama: 
 
O exame físico mamário é dividido em três etapas distintas, quais sejam: 
INSPEÇÃO (estática e dinâmica), 
PALPAÇÃO (cadeias linfáticas, mamas e outras estruturas) e terminamos com a
EXPRESSÃO MAMÁRIA. 
Inspeção Estática: para esta etapa do exame físico, a paciente deverá estar em
posição ortostática ou sentada, com os braços soltos ao longo do corpo, conforme
pode ser observado na Figura 1. Lembrar que nas pacientes com mamas muito
volumosas, e/ou muito flácidas, devemos elevá-las para melhor visualização do pólo
inferior e sulco inframamário. Em relação às mamas, deve-se observar o número de
mamas, localização, forma, volume (tomando-se o cuidado de se graduar quando se
fizer a anotação), contornos (abaulamentos e retrações) e também a simetria. Em
relação à pele, deve-se observar a cor, brilho, presença de cicatrizes, vascularização e
distribuição dos vasos, pêlos, edema cutâneo (“peau d’orange”) e lesões (úlceras e
feridas). Em relação ao complexo aréolo-mamilar (CAM), avalia-se a forma, dimensões,
simetria, características da pele e retração. Devem-se observar ainda eventuais
alterações do tórax (cifoses, escolioses e defeitos das articulações costoesternal) e da
cintura escapular. 
Inspeção Dinâmica: esta etapa do exame físico é feita com a paciente na mesma
posição anteriormente descrita, e engloba três manobras distintas que visam mobilizar
a glândula mamária sobre a parede torácica. Primeiramente pedimos que a paciente
eleve progressivamente os braços, que devem estar estendidos, com o objetivo de
tornar tenso a pele e ligamentos de Cooper (Figura 2). Na seqüência pedimos que a
paciente coloque as mãos na cintura e faça compressão (Figura 3), ou com os braços
na frente do tórax, comprima a palma da mão esquerda contra a palma da mão direita.
O objetivo desta manobra é contrair o músculo peitoral maior, o que pode realçar
eventuais nódulos mamários que estejam aderidos a esta estrutura. A terceira manobra
utilizada implica que a paciente estenda os braços e flexione o tronco anteriormente, de
modo que as mamas fiquem pêndulas (Figura 4). Nesta etapa do exame físico
devemos observar se há limitação da movimentação dos membros superiores, se há
edema dos mesmos e a presença de escápula alada, principalmente em pacientes
submetidas à cirurgia prévia. Toda e qualquer alteração observada durante a
realização desta etapa deve ser meticulosamente anotada. 
Palpação: realizamos esta etapa do exame físico na seqüência da inspeção dinâmica,
aproveitando o fato das pacientes estarem sentadas, e o realizamos em dois tempos
distintos, quais sejam: palpação das cadeias ganglionares e a palpação das mamas,
sempre bilateralmente. Iniciamosa palpação pelas cadeias ganglionares cervicais e
supra-claviculares. Para a palpação destas cadeias, preferimos nos posicionar de
frente para a paciente (Figura 5), porém há quem prefira estar posicionado atrás da
mesma. Na seqüência, palpa-se as cadeias infra-ganglionares e finalmente as cadeias
axilares (Figuras 6). Deve-se fazer a palpação da cadeia da mamária interna com a
paciente deitada. Para a palpação da cadeia linfática axilar direita, deve-se deixar o
braço direito da paciente solto ao longo do corpo, ou apoiado ou sustentado pelo braço
direito do examinador, enquanto com a mão esquerda, este faz a palpação. Para a
cadeia linfática do lado esquerdo, inverte-se o braço de apoio e a mão que palpa, ou
seja, mão direita palpa axila esquerda e mão esquerda palpa axila direita (Figura 7).
Deve-se observar a presença de gânglios, localização dos mesmos, tamanho,
consistência, mobilidade, relação entre si, aderência a planos profundos e eventuais
ulcerações. Da mesma forma, todos os achados devem ser criteriosamente anotados.
Na palpação das mamas, lembrar que este tempo implica no exame da região que tem
como limites a clavícula, o sulco infra-mamário, a linha axilar posterior, a linha médio-
esternal e o prolongamento axilar. Para a palpação das mamas, a paciente deve estar
em decúbito dorsal, de forma que toda a mama se distribua sobre a parede torácica.
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Os braços devem estar elevados com as mãos atrás da nuca. Deve-se colocar um
coxim embaixo do dorso (espádua) correspondente à mama que se palpa.
Preconizamos iniciar a palpação pela mama “sadia”, palpando a mama afetada após, e
sempre comparando os achados. A palpação deve ser sempre sistematizada, de forma
suave e deve abranger toda a extensão mamária. Deve-se utilizar a ponta e a polpa
digital dos dedos indicadores, médios, anulares e mínimos (Figura 8). Movimentos de
dedilhamento, de massagem e de deslizamento das mãos podem aumentar a
sensibilidade do examinador, como também a pressão variável sobre as mamas.
Achados como nódulos, espessamentos, consistência do parênquima, temperatura e
dolorimento devem ser criteriosamente anotados. Para a descrição mais acurada do
local onde a alteração se encontra na mama, dividimos a mama em quatro quadrantes,
direitos ou esquerdos, quais sejam: Quadrante súpero lateral (QSL), quadrante ínfero
lateral (QIL), quadrante súpero medial (QSM) e quadrante ínfero medial (QIM). Alguns
consideram ainda um quinto quadrante que seria o quadrante central (retro-areolar).
Além destas informações, a descrição da lesão pode ser feita de forma bastante
precisa tomando-se como referência um mostrador de relógio e a distância do CAM
onde está a lesão (Figura 9). Lembrar que em pacientes com mamas volumosas,
grandes, devemos fazer a palpação também com a pacientes sentada. Expressão:
terminamos a palpação com a expressão das mamas, bilateralmente (Fig. 10). Deve-se
fazer ordenha, de forma firme, porém delicada. Os movimentos devem ser
abrangentes, estendendo-se da base da mama até o CAM e de forma radiada. Caso
ocorra a descarga papilar, devemos observar sua característica (líquida, oleosa ou
pastosa), coloração (hialina, leitosa, sanguinolenta ou escura), volume, número de
ductos excretores, bilateralidade e a presença de ponto gatilho, ou seja, ponto que ao
ser tocado produz derrame papilar. Gravidez: durante a gravidez as mamas sofrem
considerável variação em volume e, às vezes em forma, devido ao grande estímulo
hormonal decorrente da gestação. Pode ocorrer dolorimento e aumento da consistência
do parênquima mamário. As aréolas apresentam pigmentação, tornando-se mais
escuras, sofre alargamento de seu diâmetro e há maior proeminência dos tubérculos
de Montgomery, que são glândulas sebáceas presentes na aréola. A rede venosa
superficial sofre dilatação e é chamada de rede venosa de Haller. Em conseqüência do
aumento de volume, pode ocorrer o aparecimento de estrias cutâneas. Da mesma
forma, a presença de colostro pode ser verificada, com aumento do volume à medida
que a gravidez avança. 
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https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/5233201/mod_resource/content/1/SEMIOLOGI
A%20MAMA%CC%81RIA%20%281%29.pdf 
 
 
 
4. Descreva a vascularização da mama: 
VASCULARIZAÇÃO DA MAMA 
A irrigação arterial da mama provém das seguintes artérias: 
•Ramos mamários mediais de ramos perfurantes e ramos intercostais anteriores da
artéria torácica interna, a partir da artéria subclávia 
•Artérias torácica lateral e toracoacromial, ramos da artéria axilar 
•Artérias intercostais posteriores, ramos da parte torácica da aorta nos 2o, 3o e 4o
espaços intercostais. 
A drenagem venosa da mama se faz principalmente para a veia axilar, mas há alguma
drenagem para a veia torácica interna . 
https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/5233201/mod_resource/content/1/SEMIOLOGIA%20MAMA%CC%81RIA%20%281%29.pdf
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 Roteiro do Laboratório Morfofuncional 3 
 
 
 
5. Descreva a inervação da mama: 
 
NERVOS DA MAMA 
Os nervos da mama derivam dos ramos cutâneos anteriores e laterais do 4o ao 6o
nervo intercostal. Os ramos dos nervos intercostais atravessam a fáscia peitoral que
cobre o músculo peitoral maior para chegar à tela subcutânea superposta e à pele da
mama. Os ramos dos nervos intercostais conduzem fibras sensitivas da pele da mama
e fibras simpáticas para os vasos sanguíneos nas mamas e músculo liso na pele e
papila mamária sobrejacentes. 
• Os ramos cutâneos anterior e lateral do segundo ao sexto nervos intercostais são
responsáveis pela inervação da mama. Note que o mamilo é inervado pelo quarto
nervo intercostal. 
 
• A inervação da mama é realizada pelos ramos anteriores e laterais do IV ao VI
nervos intercostais, conduzindo fibras sensitivas e simpáticas eferentes. Além
disso, a papila mamária tem suprimento nervoso dado pelo ramo anterior do ramo
cutâneo lateral de T4. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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6. Escreva sobre a drenagem linfática das mamas: 
A drenagem linfática da mama é importante devido ao seu papel na metástase de
células cancerosas. A linfa passa da papila, da aréola e dos lóbulos da glândula
mamária para o plexo linfático subareolar. A drenagem linfática a partir desse plexo
ocorre da seguinte maneira: 
•A maior parte da linfa (> 75%), sobretudo dos quadrantes laterais da mama, drena
para os linfonodos axilares, inicialmente para os linfonodos anteriores ou peitorais.
Entretanto, parte da linfa drena diretamente para outros linfonodos axilares ou até
mesmo para os linfonodos interpeitorais, deltopeitorais, supraclaviculares ou cervicais
profundos inferiores. 
•A maior parte da linfa remanescente, sobretudo dos quadrantes mediais da mama,
drena para os linfonodos paraesternais ou para a mama oposta, enquanto a linfa dos
quadrantes inferiores flui profundamente para os linfonodos abdominais (linfonodos
frênicos inferiores subdiafragmáticos). 
A linfa dos axilares vai drenar pelo infraclaviculares e supraclaviculares. 
 
 
 
 
 
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 Roteiro do Laboratório Morfofuncional 4 SeçãoHistofisiologia 
1. Estude e descreva quais estruturas estão presentes na estrutura da mama de
uma mulher não grávida. 
Cada mama é uma projeção hemisférica de tamanho variável anterior aos músculos
peitoral maior e serrátil anterior, e ligada a eles por uma camada de fáscia composta
por tecido conjuntivo denso irregular. Cada mama tem uma projeção pigmentada, a
papila mamária, que tem uma série de aberturas pouco espaçadas de ductos
chamados ductos lactíferos. A área circular de pele pigmentada ao redor do mamilo é
chamada aréola da mama e tem aspecto áspero, porque contém glândulas sebáceas
modificadas. Faixas de tecido conjuntivo chamadas ligamentos suspensores da mama
correm entre a pele e a fáscia e apoiam a mama. No interior de cada mama está uma
glândula mamária, uma glândula sudorífera modificada que produz leite. A glândula
mamária consiste em 15 a 20 lobos, ou compartimentos, separados por uma
quantidade variável de tecido adiposo. Em cada lobo existem vários compartimentos
menores chamados lóbulo, compostos por agrupamentos de glândulas secretoras de
leite em forma de uva chamados de alvéolos, embutidos no tecido conjuntivo. A
contração das células mioepiteliais em torno dos alvéolos ajuda a impulsionar o leite
em direção às papilas mamárias. Quando está sendo produzido leite, ele passa dos
alvéolos por vários túbulos secundários e, em seguida, para os ductos mamários.
Próximo do mamilo, os ductos mamários se expandem discretamente para formar seios
chamados seios lactíferos, onde um pouco de leite pode ser armazenado antes de ser
drenado para um ducto lactífero. Cada ducto lactífero normalmente transporta leite de
um dos lobos para o exterior. 
Ácino - menor parte da glândula e responsável pela produção do leite durante a
lactação; 
Lóbulo mamário - conjunto de ácinos; 
Lobo mamário - conjunto de lóbulos mamários que se liga à papila através de um
ducto; 
Ductos mamários - em número de 15 a 20 canais, conduzem a secreção (leite) até
a papila; 
Tecido glandular - conjunto de lobos e ductos; 
Papila - protuberância elástica onde desembocam os ductos mamários; 
Aréola - estrutura central da mama onde se projeta a papila; 
Tecido adiposo - todo o restante da mama é preenchido por tecido adiposo ou
gorduroso, cuja quantidade varia com as características físicas, estado
nutricional e idade da mulher. 
 
2. Quais as diferenças no desenvolvimento da mama em homens e em
mulheres? 
Antes da puberdade, as glândulas mamárias femininas e masculinas desenvolvem-se
de modo parecido. Nos homens, no início da puberdade, a testosterona atua sobre as
células mesenquimatosas, inibindo o crescimento adicional da glândula mamária. Na
mesma época, as glândulas mamárias nas mulheres sofrem maior desenvolvimento
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por influência hormonal do estrogênio e da progesterona. O estrogênio estimula o
maior desenvolvimento das células mesenquimatosas. A glândula mamária aumenta de
tamanho, principalmente devido ao crescimento do tecido adiposo interlobular. Os
ductos se estendem e se ramificam dentro do estroma de tecido conjuntivo em
expansão. A proliferação das células epiteliais é controlada por interações do epitélio
com o estroma de tecido conjuntivo frouxo intralobular especializado, sensível a
hormônios. Na vida adulta, a arquitetura ductal completa da glândula já está
estabelecida. 
 
 
 
3. Durante a gravidez, sabe-se que há um aumento substancial no volume das
mamas na mulher. 
 
1. Quais hormônios se elevam na gravidez e estão relacionados a essa mudança? 
Estrogênio 
Os estrogênios exercem basicamente função proliferativa na maioria dos órgãos
reprodutores e anexos da mulher. Durante a gravidez, as quantidades extremas de
estrogênios causam (1) aumento do útero materno; (2) aumento das mamas maternas
e crescimento da estrutura dos ductos da mama; e (3) aumento da genitália externa
feminina da mãe. 
Os estrogênios causam (1) desenvolvimento dos tecidos estromais das mamas; (2)
crescimento de um vasto sistema de ductos; e (3) depósito de gordura nas mamas. Os
lóbulos e alvéolos das mamas se desenvolvem até certo ponto sob a influência apenas
dos estrogênios, mas é a progesterona e a prolactina que determinam o crescimento e
a função final dessas estruturas. 
Progesterona 
A progesterona, secretada durante a gravidez, ajuda o estrogênio a preparar as mamas
da mãe para a lactação. 
A progesterona determina a formação alveolar e o crescimento lobular, bem como
contribui com o desenvolvimento secretório dos alvéolos e lóbulos mamários 
As glândulas mamárias permanecem em estado inativo até a gravidez, durante a qual
as glândulas mamárias assumem a sua maturação morfológica e funcional completa.
Isso ocorre em resposta aos estrógenos e à progesterona inicialmente secretados a
partir do corpo lúteo e posteriormente a partir da placenta, à prolactina da hipófise e
aos gonadocorticoides produzidos pelo córtex da suprarrenal. O verdadeiro início da
secreção de leite ocorre imediatamente após o parto e é induzido pela prolactina (PRL)
secretada pela adeno-hipófise. A ejeção do leite pelas mamas é estimulada pela
ocitocina, liberada pela neuro-hipófise 
 
2. Indique os fatores estruturais relacionados com essa alteração. 
 
• O primeiro trimestre caracteriza-se por alongamento e ramificação dos
dúctulos terminais. As células epiteliais de revestimento e as células
mioepiteliais proliferam e diferenciam-se a partir das células progenitoras da
mama encontradas no epitélio dos dúctulos terminais. As células
mioepiteliais proliferam entre a base das células epiteliais e a lâmina basal
nas porções tanto alveolares quanto ductais da glândula; 
 
• O segundo trimestre caracteriza-se pela diferenciação dos alvéolos a partir
das extremidades em crescimento dos dúctulos terminais. O
desenvolvimento do tecido glandular não é uniforme. Observa-se variação no
grau de desenvolvimento até mesmo em um único lóbulo. As células variam
quanto a seu formato, de achatadas a colunares baixas. O estroma de tecido
conjuntivo intralobular é infiltrado por plasmócitos, linfócitos e eosinófilos à
medida que a mama se desenvolve. Nesse estágio, a quantidade de tecido
glandular e a massa da mama aumentam principalmente devido ao
crescimento dos alvéolos; 
 
• O terceiro trimestre começa com a maturação dos alvéolos. As células
glandulares epiteliais tornam-se cuboides, com núcleos localizados no
citoplasma basal da célula. Essas células desenvolvem um RER extenso, e
surgem vesículas secretoras e gotículas de lipídios no citoplasma. A
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proliferação efetiva das células estromais interlobulares declina, e ocorre
aumento subsequente da mama por meio de hipertrofia das células
secretoras e acúmulo de produto secretor nos alvéolos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
4. A secreção do leite, propriamente dito, pelas glândulas mamárias pode
iniciar somente após o quarto dia depois do nascimento do bebê. O que é
produzido pelas glândulas mamárias antes desse período? Quais as
principais diferenças entre as essas secreções produzidas pelas glândulas
mamárias? 
Durante a fase folicular do ciclo menstrual, o estrógeno na circulação estimula a
proliferação dos componentes dos ductos lactíferos. Após a oocitação na fase
lútea, a progesterona estimula o crescimento dos alvéolos; o estroma intralobular
torna-se edemaciado. Clinicamente, na fase lútea, as mulheres percebem uma
hipersensibilidade e um aumento progressivo na massa de tecido mamário.
Durante a gravidez, o corpo lúteo e a placenta produzem continuamente
estrógenos e progesterona, causando o aumento maciço nas ULDT. O ato de
sucção durante a amamentação inicia os impulsos sensoriais dos receptores do
mamilo para o hipotálamo. Os impulsos inibem a liberação do fator inibidor de
prolactina,e a prolactina é então liberada pela adeno-hipófise. Os impulsos
sensoriais também causam a liberação de ocitocina na neuro-hipófise. A ocitocina
estimula as células mioepiteliais que circundam a base das células secretoras
alveolares e a base das células nos ductos maiores, fazendo com que elas se
contraiam e ejetem o leite dos alvéolos e dos ductos. Na ausência de sucção, a
secreção de leite cessa, e as glândulas mamárias começam a regredir e a atrofiar.
O tecido glandular então, retorna a uma condição inativa. O líquido que vaza de
um ou de ambos os mamilos é chamado de secreção no mamilo. Cada mama tem
vários dutos de leite. Uma secreção pode vir de um ou mais desses dutos.
Secreção no mamilo pode ocorrer normalmente durante as últimas semanas de
gravidez e após o parto, quando o leite materno é produzido. A secreção no
mamilo também pode ser normal em mulheres que não estão grávidas ou
amamentando, especialmente durante os anos férteis. Nas mulheres, carícias,
amamentação, irritação da roupa ou excitação sexual podem estimular uma
secreção no mamilo, assim como o estresse. Uma secreção no mamilo normal é
geralmente um líquido ralo, turvo, esbranquiçado ou quase transparente que não é
pegajoso. No entanto, a secreção pode ter outras cores, como cinza, verde,
amarelo ou marrom. Durante a gestação ou amamentação, uma secreção normal
às vezes é um pouco sanguinolenta. Secreções anômalas têm aparências
variadas, dependendo da causa. Uma secreção anômala pode ser acompanhada
de outras alterações, tais como pele com covinhas, inchaço, vermelhidão,
descamação, feridas e mamilo retraído. (A retração do mamilo ocorre quando ele
está repuxado para dentro e não retorna à posição normal quando estimulado.) Se
houver secreção espontânea (sem nenhum tipo de estímulo no mamilo) em
apenas uma mama, isso é considerado uma anomalia. A composição do leite
humano varia entre as mulheres e em relação à própria mulher. Dentre os fatores
que podem interferir temos a nutrição materna e as fases da lactação. As fases de
lactação correspondem a produção do colostro, o leite de transição e o leite
maduro. O colostro é o leite produzido nos primeiros dias após o parto. É espesso
e de cor amarelada, possui maior conteúdo de proteína, vitaminas lipossolúveis,
sódio e zinco, e menor teor de gordura, lactose e vitaminas hidrossolúveis, quando
comparado com o leite maduro. Possui altas concentrações de fatores de defesa,
como as imunoglobulinas e agentes antinflamatórios, conferindo proteção ao
recém-nascido. O colostro também é laxativo favorecendo a eliminação do
mecônio (as primeiras fezes escuras), retirando a bilirrubina do intestino, ajudando
a prevenir a icterícia. O leite de transição é aquele produzido no período
intermediário entre o colostro e o leite maduro, ou seja, aquele produzido entre o
7º e o 14º dia após o parto. Nesta fase, a composição nutricional se modifica até
se transformar em leite maduro. O leite maduro é constituído de 87,5% de água, o
que promove a adequada hidratação do lactente durante os 6 meses de vida, não
necessitando ofertar água ao bebê. Esse leite também oferece a quantidade
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adequada de carboidratos, proteínas, lipídios, vitaminas e minerais para garantir
adequado crescimento e desenvolvimento da criança. 
 
 
 
 
 
5. Existem diferentes tipos de carcinoma que acometem as mamas. Cite e
descreva 4 tipos e correlacione com os prognósticos e sobrevida das
pacientes. 
CARCINOMA DA MAMA: O carcinoma da mama é a neoplasia maligna
extracutânea mais comum em mulheres. Como em outras neoplasias, o câncer de
mama é uma proliferação clonal que se origina de células com várias mutações
genéticas, que são adquiridas por influencia de exposições hormonais ou genes
suscetíveis herdados. O câncer de mama pode ser hereditário, desenvolvendo‐se
em mulheres com mutações em genes supressores tumorais, ou esporádico.
Contudo, os fatores ambientais atuam diretamente na influência das formas
hereditárias do câncer de mama, e tanto os fatores genéticos quanto os
ambientais contribuem para as formas esporádicas do câncer. A identificação de
genes suscetíveis ao desenvolvimento do câncer de mama possibilitou
descobertas importantes na patogenia das formas esporádica e familiar do câncer
de mama. 
 
 
 
Carcinoma (in Situ) Não Invasivo 
Existem dois tipos de carcinoma de mama não invasivo: CDIS e CLIS. Estudos
morfológicos mostram que ambos os tipos surgem normalmente a partir de células
na unidade lobular do ducto terminal. O CDIS tende a preencher e distorcer os
espaços semelhantes a ductos. Por outro lado, o CLIS geralmente se expande,
mas não altera os ácinos dos lóbulos. Ambos são restritos por uma membrana
basal e não invadem o estroma ou os canais Iinfovasculares. 
CDIS 
O CDIS tem grande variedade de aparências histológicas. Padrões arquitetônicos
muitas vezes são misturados e incluem tipos sólido, comedo, cribriforme, papilar,
micropapilar e “agregado”. Pode haver presença de necrose em qualquer um
desses tipos. A aparência nuclear tende a ser uniforme em determinado caso e
varia de branda e monótona (grau nuclear baixo) até pleomórfica (grau nuclear
alto). 
A proporção dos cânceres da mama que são diagnosticados no estágio CDIS é de
apenas 5% 
em populações não examinadas, mas de até 40% nas populações que passaram
por triagem, em grande parte devido à capacidade da mamografia de detectar
calcificações. O CDIS só raramente se manifesta como massa palpável ou
radiologicamente detectável. O prognóstico para CDIS é excelente, com mais de
97% de sobrevida de longo prazo após mastectomia 
simples. Em algumas mulheres, metástase distante se desenvolve sem recidiva
local; esses pacientes geralmente têm CDIS extenso de alto grau nuclear,
provavelmente com pequenas áreas de invasão não detectadas. Pelo menos 33%
das mulheres com pequenas áreas de CDIS não tratados de baixo grau nuclear
acabarão por desenvolver carcinoma invasivo. 
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CLIS 
O CLIS tem aparência uniforme. As células são monomórficas, com núcleos
suaves e esféricos, e ocorrem em aglomerados fracamente coesivos dentro dos
lóbulos. Vacúolos de mucina intracelular (às vezes formando células em anel de
sinete) são comuns. O CLIS é quase sempre um achado incidental porque, ao
contrário do CDIS, apenas raramente está associado a calcificações. Portanto, a
incidência de CLIS manteve-se inalterada em populações avaliadas via 
mamografia. Aproximadamente 33% das mulheres com CLIS acabarão por
desenvolver carcinoma invasivo. Ao contrário do CDIS, carcinomas invasivos
subsequentes podem surgir em qualquer mama. A maioria desses cânceres é de
carcinomas lobulares invasivos; no entanto, carcinomas ductais invasivos também
surgem de CLIS. 
 
 
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• Carcinoma Invasivo (Infiltrante): Os carcinomas invasivos podem ser
divididos com base em características morfológicas e moleculares em vários
subgrupos clinicamente importantes. Os carcinomas da mama exibem
diferentes variantes morfológicas. Um terço pode ser classificado
morfologicamente em tipos histológicos especiais, alguns dos quais,
altamente relacionados às características biológicas clinicamente relevantes
(ver adiante). Todo o restante está agrupado em conjunto e são chamados
de “ductais” ou “sem outra especificação” (SOE). Após a realização de um
estudo de coorte em casos de câncer de mama descrevendo
detalhadamente as alterações genômicas e expressão de genes e proteínas,
criou‐se um sistema de referência para uma classificação molecular para
esse grupo de neoplasia. Esses carcinomas compõem três principais
subtipos moleculares, cada um deles revelandoimportantes associações
com características clínicas, resposta a tratamentos e sobrevida. 
 
 
Referências 
Livro Histologia do Ross 
Livro Anatomia orientada para a clínica Moore, 8ª ed. 
https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/5233201/mod_resource/content/1/SEMIOL
OGIA%20MAMA%CC%81RIA%20%281%29.pdf 
JUNQUEIRA, LC; CARNEIRO, J. Histologia básica. 12. ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2013. 
 
 
Referências Anatomia Patológica, Neuropatologia e Neuroimagem – UNICAMP.
Disponível em: http://anatpat.unicamp.br/. Bogliolo, Patologia, 8ª ed, 2011 Gartner,
Textbook of Histology, 4ª ed, 2017 MOL – Microscopia on line – USP. Disponível
em: http://mol.icb.usp.br Robbins, Patologia Básica 9ª ed, 2013. Ross, Histologia
Texto e Atlas, 7ª ed, 2016 Girloy, Atlas de anatomia, 3ª ed, 2017 Hankin,
Anatomia clínica: uma abordagem ao estudo de caso, 2015 Dugani, Anatomia
Clínica, 1ª ed, 2017 
https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/5233201/mod_resource/content/1/SEMIOLOGIA%20MAMA%CC%81RIA%20%281%29.pdf

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