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Evolução de metazoários não bilatérios – Zoologia I 
 
 
@bomdialaura 
Evolução de metazoários não bilatérios 
o Esforços para compreender as relações entre os seres vivos 
são antigos; 
o Hipóteses refletiam as expectativas do pesquisador: subjetivas; 
o Algumas dessas hipóteses: corroboradas ou não; 
o Visão tradicional da evolução animal: aumento gradual da 
complexidade: 
 
o Reconstrução de árvores: métodos subjetivos e/ou 
dissociados de uma teoria científica; 
o Mudança de paradigma: publicações de Henning; 
o Ideias difundidas em 1966 (tradução); 
o Passou a ser possível reconstruir criteriosamente a história 
das relações filogenéticas entre as espécies; 
1- Semelhanças podem ocorrer por meio de um 
compartilhamento de um caráter no estado derivado: 
sinapomorfia. 
֍ Muitos autores: sinapomorfia = homologia (reflete história 
evolutiva comum); 
 
2- Semelhanças de estados que tiveram origens independentes 
um do outro: homoplasias. Podem ser convergências ou 
reversões; 
֍ Convergências: transições para o estado derivado em 
duas ou mais linhagens independentes; 
֍ Reversões: transição no sentido inverso (de apomórfico 
para plesiomórfico) para um determinado caráter; 
 
o A princípio: não se sabe se as apomorfias compartilhadas 
surgiram apenas uma vez (e são sinapomorfias) ou mais de 
uma vez (e são homoplasias); 
 
o Mas: possível saber com os métodos da sistemática 
filogenética; 
o Reconstrução criteriosa das relações filogenéticas das 
espécies; 
o Duas hipóteses: 
 
o Quando duas linhagens têm a mesma origem comum, 
nenhuma é mais basal que outra; 
o Em geral, um clado X (Porifera) é mais basal que um clado Y 
(bilatéria), se Y (bilatéria) for um subgrupo de um grupo-irmão 
de X (Porifera); 
 
o Tradicionalmente, Porifera foi considerado grupo-irmão de 
todos os outros animais, coletivamente denominados 
Epitheliozoa; 
Evolução de metazoários não bilatérios – Zoologia I 
 
 
@bomdialaura 
 
o Em 2009, Porífera foi novamente posicionado como grupo-
irmão de todos os Metazoários; 
֍ Dados genômicos; 
֍ 44 espécoes; 
֍ Maior amostragem de Porifera, Ctenophorra, Placozoa e 
Cnidaria; 
o Novamente em 2009, Ctenophora foi novamente posicionado 
como grupo-irmão de todos os outros; 
o Em 2013 foi publicado o genoma completo de Ctenophora e 
Cnidaria foi considerado o grupo-irmão de todos os outros; 
o Posteriormente em outros estudos, Ctenophora foi 
novamente posicionado como grupo-irmão de todos os 
outros; 
o Disputa do grupo-irmão; 
o Implica compreensão da origem do sistema nervoso. Única ou 
ocorreu mais de uma vez? Depende da hipótese filogenética; 
o Ctenophora: com sistema nervoso, mas sem genes 
envolvidos no funcionamento do sistema nervoso de Cnidaria 
e Bilateria; 
o Origem independente: pode explicar os aspectos únicos do 
sistema nervoso de Ctenophora; 
o Complexidade do sistema nervoso; 
o Porifera e placozoa: possuem famílias gênicas que são 
características no desenvolvimento e funcionamento do 
sistema nervoso, apesar de eles não possuírem sistema 
nervoso; 
o Genes que estavam envolvidos em funções sensoriais: 
recrutados para desempenhar outras funções (co-opção 
genética); 
o Desempenho de diferentes funções: pode explicar o motivo 
de os genes não terem sido perdidos, apesar da perda do 
sistema nervoso; 
o Suporta uma visão de perdas de tipos celulares sofisticados; 
o Sistema nervoso: barreira física que impediria a máxima 
eficiência da filtração; 
o Custo metabólico do sistema nervoso é alto: energia 
direcionada para a filtração; 
o Coanócitos: 
֍ Hipótese de Porifera: grupo-irmão de todos os outros 
metazoários; 
֍ Esponjas possuem coanócitos: morfologia similar aos 
coanoflagelados (grupo-irmão de Metazoa); 
֍ Cenário: única origem seguida por uma única perda; 
֍ Entretanto: células com colarinho ocorrem em outros 
animais; 
֍ Função sensorial? 
֍ Ao invés de uma única origem e única perda: origem 
independente múltiplas vezes; 
֍ Questionaram a homologia entre coanócitos e 
coanoflagelados; 
֍ Diferenças: componentes do citoesqueleto no corpo 
celular; 
֍ Similaridade não é garantia de homologia; 
o Epitélio: 
֍ Porifera: sem epitélio verdadeiro (ausência de 
membrana basal), mas membrana basal é 
encontrada em algumas esponjas 
(Homoscleromorpha) e ausente em várias 
espécies de Ctenophora; 
֍ Porifera: possuem genes que são essenciais 
para codificar proteínas de células epiteliais, com 
“kit” genético epitelial mais completo que 
ctenóforos; 
֍ Estudos sobre epitélio em Ctenophora: ainda 
negligenciados; 
o Mesoderme: 
֍ Ctenophora: possuem apenas alguns genes que 
codificam componentes estruturais da mesoderme 
em Bilateira; 
֍ Podem ter evoluído independentemente esses tipos 
celulares; 
o Complexidade: 
֍ Hyman (1940): influência de pesquisas em várias 
gerações de biólogos; 
֍ Aumento progressivo da complexidade: 
· Folhetos germinativos (diploblásticos e 
triploblásticos); 
· Celoma (acelomados, pseudocelomados 
e celomados); 
o Não há um eixo único de complexidade; 
o Bilaterias: modelos; 
o Porifera: não são animais “simples”; 
o Ctenophora: não são animais “simples”; 
o 500 milhões de anos de história evolutiva: inovações 
únicas; 
o “Mix” de características simples e complexas, muitas das 
quais ainda desconhecemos; 
o Basal não é menos evoluído! 
o Complexidade: difícil de mensurar, frequentemente 
baseada em um critério antropocêntrico; 
o Esponjas no topo da “escada da complexidade”; 
o “complexidade”: cuidadosamente avaliada para inferências 
sobre a posição filogenética de metazoários; 
o Novas hipóteses: provocaram controvérsias e aparente 
conflito entre molecular e morfologia; 
o Necessidade de reinterpretações: homoplasia é comum; 
o Clássica visão de progressão linear da complexidade: 
falácia; 
Evolução de metazoários não bilatérios – Zoologia I 
 
 
@bomdialaura 
o Ciência: falseabilidade; 
o Reinterpretações das filogenias de Metazoa: não é um 
retrocesso, e sim como um constante avanço; 
o Sistemática filogenética: dinâmica; 
o Pesquisa evolutiva dos metazoários basais: mais novas 
perguntas do que respostas, estando em contínuo e 
crescente desenvolvimento; 
o “I think”: um lembrete de que são hipóteses;

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