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Bócio de tireoide

Resumo sobre diagnóstico e manejo do bócio e tumores de tireoide. Lista tipos de bócio; exames iniciais (TSH, USG, cintilografia, PAAF), achados USG suspeitos e Bethesda; padrões de captação; características e metástases dos carcinomas papilífero, folicular, anaplásico e medular; radioiodoterapia, tireoidectomia total, PCI e cuidados cirúrgicos.

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BÓCIO DE TIREOIDE
TIPOS DE BÓCIO
Bócio difuso
Atrofia de tireoide 
Bócio uninodular
Bócio multinodular 
EXAMES INICIAIS
dosagem de TSH: para
saber se é tóxico (TSH
baixo) ou atóxico (TSH
normal ou alto)
USG: para avaliar se o
bócio é uni ou
multinodular
NÓDULOS SUSPEITOS
NO US
Hipoecoicos
Sólidos
Bordas irregulares 
Microcalcificações 
Calcificações em
anel 
Altura > largura 
Doppler com fluxo no
centro 
CINTILOGRAFIA 
PAAF
CLASSIFICAÇÕES
Uninodular tóxico: Plummer
Uninodular atóxico: benigno
ou maligno? (PAAF)
Multinodular tóxico:
hipertireoidismo
Multinodular atóxico: comum
em mulheres na menopausa
TSH alto: hipotireoidismo (não tem nada a ver com nódulo)
TSH baixo: hipótese de bócio tóxico, tem que fazer a cintilografia com iodo
radioativo para ver se é tóxico ou não
TSH normal: decidir se vai fazer PAAF ou não pelas características do USG (se
tem suspeita de malignidade). 
A - tireoide normal 
B - captação aumentada em ambos os
lados da tireoide (Doença de Graves)
C - Doença de Plummer (Bócio
Multinodular Tóxico)
D - Adenoma tóxico 
E - Tireoidite
A PAAF é feita sempre diante de um TSH normal com US suspeito. 
Define se é benigno ou maligno.
Não é uma peça, são células dispersas (material citológico), por isso pode ter
dificuldade de diferenciar o adenoma folicular do carcinoma folicular. 
CLASSIFICAÇÃO DE BETHESDA: 
Nódulo quente: capta iodo
Nódulo morno: é igual ao tecido
Nódulo frio: não capta iodo
dosar TSH
ELEVADO
NORMAL
BAIXO
HIPOTIREOIDISMO
CINTILOGRAFIA 
USG 
PAAF
suspeito ou
> 1,5 cm
seguimento
CARCINOMA DE CÉLULAS FOLICULARES
ADENOCARCINOMA PAPILÍFERO
É o tipo mais comum (60 - 80% dos casos). 
Diferenciado. 
APRESENTAÇÃO CLÍNICA: nódulo indolor
PICO DE INCIDÊNCIA: 4ª década de vida (mais comum em mulheres)
METÁSTASES: regional e mediastino superior 
LINFONODOS REGIONAIS ACOMETIDOS: 40%
METÁSTASES À DISTÂNCIA: raro 
As células glandulares formam papilas. Formam corpos psamomatosos, que calcificam (microcalcificações).
CARCINOMA FOLICULAR
15 - 30% dos casos. 
Diferenciado. 
APRESENTAÇÃO CLÍNICA: nódulo indolor
PICO DE INCIDÊNCIA: 5ª década de vida (em áreas deficientes de iodo)
METÁSTASES: pulmonar ou óssea (o diagnóstico geralmente é feito pela metástase) - hematopoiéticas 
LINFONODOS REGIONAIS ACOMETIDOS: 6 - 13%
METÁSTASES À DISTÂNCIA: 12 - 33% (pulmão, osso e SNC)
ANAPLÁSICO
1 - 10% dos casos - indiferenciado
Maligno e agressivo. Um dos piores canceres que tem. Não responde a nenhum tratamento. 
CARCINOMA DE CÉLULAS PARAFOLICULARES
MEDULAR
2 - 10% 
Também é grave e pode dar metástases, mas como está relacionado à genética familiar, pode fazer um
diagnóstico precoce e até mesmo uma tireoidectomia preventiva. 
Na cirurgia deve ter cuidado para não lesar a paratireoide, o que poderia causar um hipoparatireoidismo e
hipocalcemia, além de cuidado com cordas vocais. 
RADIOIODOTERAPIA
Tanto o folicular quanto o papilífero são diferenciados, por isso, captam o iodo e respondem à radioiodoterapia. 
CIRURGIA
A maioria das cirurgias são tireoidectomias totais, porque é mais fácil para localizar metástases (pesquisa de
corpo inteiro PCI).
O PCI é dar iodo radioativo após a cirurgia e, como a pessoa não tem mais tireoide, esse iodo seria captado apenas
pelas metástases, caso existam. Portanto, o iodo será captado no local onde restou alguma célula tireoidiana.
Se for o caso de metástase, basta continuar dando uma dose maior de iodo radioativo até queimar de vez essas
células tireoidianas.

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