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LOGÍSTICA E DISTRIBUIÇÃO 
PROF. ME. MARCO ANTÔNIO SENA DE SOUZA
Reitor: 
Prof. Me. Ricardo Benedito de 
Oliveira
Pró-Reitoria Acadêmica
Maria Albertina Ferreira do 
Nascimento
Diretoria EAD:
Prof.a Dra. Gisele Caroline
Novakowski
PRODUÇÃO DE MATERIAIS
Diagramação:
Alan Michel Bariani
Thiago Bruno Peraro
Revisão Textual:
Fernando Sachetti Bomfim
Marta Yumi Ando
Simone Barbosa
Produção Audiovisual:
Adriano Vieira Marques
Márcio Alexandre Júnior Lara
Osmar da Conceição Calisto
Gestão de Produção: 
Cristiane Alves
© Direitos reservados à UNINGÁ - Reprodução Proibida. - Rodovia PR 317 (Av. Morangueira), n° 6114
 Prezado (a) Acadêmico (a), bem-vindo 
(a) à UNINGÁ – Centro Universitário Ingá.
 Primeiramente, deixo uma frase de 
Sócrates para reflexão: “a vida sem desafios 
não vale a pena ser vivida.”
 Cada um de nós tem uma grande 
responsabilidade sobre as escolhas que 
fazemos, e essas nos guiarão por toda a vida 
acadêmica e profissional, refletindo diretamente 
em nossa vida pessoal e em nossas relações 
com a sociedade. Hoje em dia, essa sociedade 
é exigente e busca por tecnologia, informação 
e conhecimento advindos de profissionais que 
possuam novas habilidades para liderança e 
sobrevivência no mercado de trabalho.
 De fato, a tecnologia e a comunicação 
têm nos aproximado cada vez mais de pessoas, 
diminuindo distâncias, rompendo fronteiras e 
nos proporcionando momentos inesquecíveis. 
Assim, a UNINGÁ se dispõe, através do Ensino a 
Distância, a proporcionar um ensino de qualidade, 
capaz de formar cidadãos integrantes de uma 
sociedade justa, preparados para o mercado de 
trabalho, como planejadores e líderes atuantes.
 Que esta nova caminhada lhes traga 
muita experiência, conhecimento e sucesso. 
Prof. Me. Ricardo Benedito de Oliveira
REITOR
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01
SUMÁRIO DA UNIDADE
INTRODUÇÃO ................................................................................................................................................................4
1. HISTÓRIA E CONCEITUAÇÃO DA LOGÍSTICA ........................................................................................................5
1.1 IMPORTÂNCIA DA LOGÍSTICA ...............................................................................................................................5
1.1.1 A LOGÍSTICA E O COMÉRCIO ELETRÔNICO .......................................................................................................8
1.2 HISTÓRIA E CONCEITUAÇÃO DA LOGÍSTICA ......................................................................................................9
1.2.1 UM POUCO DE HISTÓRIA DA LOGÍSTICA ......................................................................................................... 12
1.2.2 LOGÍSTICA NA CONTEMPORANEIDADE .......................................................................................................... 15
2. A LOGÍSTICA DE DISTRIBUIÇÃO ........................................................................................................................... 16
2.1 LOGÍSTICA OUTBOUND E INBOUND .................................................................................................................... 18
CONSIDERAÇÕES FINAIS ...........................................................................................................................................22
BASES CONCEITUAIS SOBRE A LOGÍSTICA 
E DISTRIBUIÇÃO
PROF. ME. MARCO ANTÔNIO SENA DE SOUZA
ENSINO A DISTÂNCIA
DISCIPLINA:
LOGÍSTICA E DISTRIBUIÇÃO 
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INTRODUÇÃO
 
Entre os dias 21 e 31 de maio de 2018, uma greve da categoria dos caminhoneiros 
conseguiu paralisar por 11 dias a economia brasileira, impactando a distribuição de vários 
tipos de produtos e serviços em todo o território nacional, causando, por decorrência, 
prejuízos consideráveis nos mais diferentes setores produtivos. Também outra brutal redução 
de operações comerciais se iniciou em todo território brasileiro. Tal medida fora decretada 
por vários governadores em meados do mês de março de 2020 como uma das medidas de 
enfrentamento da epidemia do coronavírus, em seus respectivos Estados. Dentre as várias lições 
aprendidas com esses eventos, de fato, ele conseguiu fazer com que as autoridades e a sociedade 
em geral constatassem a falta de um olhar preocupado com os problemas do transporte. Mais 
recentemente, o temor em relação ao coronavírus impactou o setor de turismo de muitos 
países, cancelamento de megaeventos, viagens de negócios, comprometimento da logística de 
abastecimento de cadeias de suprimentos dos países, dentre outros impactos relacionados à 
área. 
A discussão sobre a falta de produtos em ambos os casos demonstra um cenário onde os 
personagens desempenham um papel dentro do ambiente ainda desconhecido, que é a logística. 
A logística envolve uma série de ações, desde a aquisição de atacadistas e fornecedores até a 
fabricação, armazenamento e entrega aos clientes de produtos e matérias-primas. É imperativo 
que todo empresário tenha um forte entendimento de seus sistemas de logística para garantir 
que ele esteja maximizando os lucros e seja capaz de oferecer aos clientes a experiência mais 
positiva possível.
Assim, a gestão da logística leva em conta a ideia de que ela afeta as empresas a obter 
uma eficiência na relação fornecedor/cliente e, dessa forma, ajuda empresas a crescerem em 
seus mercados e vendas, e constroem fortes relações com seus clientes.
Nesse primeiro módulo, estudaremos o conceito e a evolução da logística, lembrando 
que você deve buscar alinhar a teoria e a prática para privilegiar o melhor aprendizado das 
principais ideias sobre o tema “logística”, que, por sua vez, devem resultar no conhecimento e 
desenvolvimento de um futuro profissional.
Bons estudos!!!
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1. HISTÓRIA E CONCEITUAÇÃO DA LOGÍSTICA
1.1 Importância da Logística
Concentre-se no fato de que você acabou de fazer a aquisição de um produto pela 
internet (comércio eletrônico). Para o momento, entenderemos que nada de excepcional há nessa 
operação, nem na operação de pagamento desse produto. Porém, vamos dar o destaque devido ao 
processo de como fazer esse produto chegar até você. Sejamos mais ambiciosos ainda e pensemos 
na situação desde o processo de obtenção da matéria-prima até a chegada do produto a suas 
mãos. Ao se perguntar sobre o porquê você faria isso, e arriscando fazê-lo, você simplesmente 
estará entrando no coração da logística. 
Em um primeiro momento, atenha-se ao fato de que há uma complexidade envolvida 
no processo de deslocar mercadorias, envolvendo, para isso, por exemplo, conhecimentos sobre 
gestão, economia, engenharia, geografia, e de várias ferramentas computacionais, para que todo 
o sistema de deslocamento não falhe, dado que há condicionantes como aspectos jurídicos 
envolvidos, bem como prazos estabelecidos. Que tal os desafios de como levar um rinoceronte-
negro da República Checa para a Tanzânia; aspargos frescos do Peru para as mesas de requintados 
restaurantes brasileiros; e que tal lidar com a logística humanitária em desastres naturais? Você 
terá de reunir grandes capacidades e habilidades para esses e para tantos outros eventos que 
envolvem uma complexidade na gestão logística.
O mundo contemporâneo é marcado pela agressividade concorrencial entre empresas, 
envolvendo muita criatividade em explorar novas oportunidades. No entanto, também há uma 
busca incessante e crescente em dar maior satisfação para empresas e clientes. Para isso, um serviço 
altamente valorizado e especializado será desenvolvido para gerar uma dinâmica distintiva na 
relação empresa/cliente. As mercadorias comercializadas terão de chegar a seus destinos, tendo 
sido asseguradas suas características e aspectos contratuais, lembrando que a concorrência aque 
nos referimos é global, e mais e mais empresas de variados portes ingressam nesse mercado. 
Segundo a Federação Internacional da Cruz Vermelha, a Logística humanitária 
consiste em um conjunto de processos e sistemas envolvidos na mobilização 
de pessoas, recursos e conhecimento para ajudar comunidades vulneráveis, 
afetadas por desastres naturais ou emergências complexas. Ela busca à pronta 
resposta, visando a atender o maior número de pessoas, evitar falta e desperdício, 
organizar as diversas doações que são recebidas nesses casos e, principalmente, 
atuar dentro de um orçamento limitado.
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Por conta desse imenso mercado e o desenvolvimento de tecnologias, chegamos a um 
nível em que concorremos com produtos de outros países. E nisso lhe pergunto: será que você 
não tem nenhum produto de origem chinesa em sua residência? Sem nos darmos conta, estamos 
utilizando lápis de escrever de origem alemã, camisetas de origem cambojana e até mesmo cabelos 
naturais para aumento do comprimento e volume nos cabelos de homens e mulheres, e que foram 
importados pela Índia. A Suíça não possui clima para plantar cacau, mas seus chocolates estão 
presentes em vários Duty Frees nos mais variados aeroportos internacionais, inclusive no Brasil. 
A Alemanha também não produz café, mas possui várias marcas de cafés comercializadas no 
mercado internacional. Estando por lá, peça um Schwarzkaffee (café preto), mas, a menos que 
você seja um(a) degustador(a) profissional, não saberá se esse café é brasileiro ou colombiano. 
Também em Apucarana – PR, conhecida como terra do boné, as empresas têm de concorrer 
com os bonés de origem chinesa que, por sua vez, também estão disponíveis nas várias cidades 
brasileiras. Realidades como essas nos inspiram a muitas outras discussões, mas novamente nos 
indagamos: como esses produtos chegam até o consumidor? 
Por fim, sendo algo comum a todos nós, fazer compras em um supermercado nos estimula 
a pensar no quanto a logística é uma parte indispensável das empresas fornecedoras, conferindo 
a elas competitividade e economia de custos, mas isso se efetivamente houver profissionais 
capacitados. 
É por isso que estudar logística implica habilidades necessárias para um profissional 
que irão muito além da visão limitada de simples deslocamentos de produtos de uma localidade 
a outra. Envolverá o controle de estoque da cadeia de distribuição, a colaboração do sistema 
de compras no plano estratégico da empresa, gerenciamento de bens intrínsecos através dos 
processos de armazenagem, lista das metas a serem alcançadas observando os processos de 
expedição e transporte, tomada de decisões sobre aspectos específicos de logística, como por 
exemplo, logística de hospitais, logística reversa, logística inbound/onbound; gestão financeira e 
planejamento logístico nacional e internacional. Ufa!!! São muitos aspectos e esteja certo de que 
tem muito mais a se explorar. 
Observe, no entanto, que tudo na logística afeta os resultados empresariais. Isso inclui 
deterioração, custos de combustível, taxas de remessa, armazenamento e qualquer outra coisa 
envolvida no trânsito do produto ao seu cliente. Se você pode reduzir a deterioração do produto 
ou reduzir os custos de logística, economizará dinheiro e aumentará suas margens de lucro. 
A lógica é muito simples, mas não o será se não houver uma profissionalização nesse sentido. 
Para Pozo (2019), a grande importância da logística é gerar um valor comprador para o cliente 
e um valor estratégico para a empresa. Antecipando ou melhor compreendendo as demandas e 
expectativas dos clientes, a empresa consegue se posicionar estrategicamente tendo a logística 
como uma ferramenta ou uma finalidade organizacional. 
E como você pode compreender, a logística transcende aquela visão imediatista e 
equivocada de ser tão somente um instrumento de movimentação de mercadorias. Ela está ligada 
ao gerenciamento de estoques e equilíbrio entre oferta e a demanda por produtos, também está 
presente na relação entre países, respeitando suas leis e tratados, bem como está desenvolvendo 
seus serviços para atendimento dos mercados e da satisfação dos clientes.
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É importante, também, observarmos que, por conta do desenvolvimento das operações das 
empresas na melhoria de seus processos e atividades, essas demandam um perfil de profissionais 
cujas atribuições são as seguintes para o atual profissional de logística: 
• Formação profissional e cursos de especialização na área em que deseja atuar. 
• Capacidade de interagir com os mais variados níveis hierárquicos das organizações. 
• Ser uma pessoa que saiba trabalhar em equipe. 
• Possuir proatividade, não esperando que seja cobrado pelas suas tarefas, e 
multifuncionalidade, adaptando-se a outras funções correlatas sempre que necessário. 
• Vontade de aprender e crescer, responsabilidade e, principalmente, cumplicidade com o 
trabalho e com a organização, fidelidade não à chefia, mas à empresa e seus objetivos. 
• Conhecimento de tecnologias da informação que proporcione maior performance e 
rendimento aos processos logísticos. 
• Possuir resiliência para ser capaz de vencer as dificuldades e obstáculos, por mais fortes 
e traumáticos que eles sejam. 
• Possuir inteligência emocional para ter a capacidade de manipular as emoções de forma 
que elas trabalhem a favor e o conduzam mais próximo de seus objetivos. 
• Saber onde se deseja chegar, sempre respeitando o próximo e a si mesmo.
De fato, as habilidades mais demandadas para a maioria das ocupações deve mudar com 
o advento da chamada Quarta Revolução Industrial, que corresponde à aplicação da robótica 
avançada, inteligência artificial e a automação dos processos. 
Vídeo comercial da Temp Log, intitulado Revolução Logística – veja 
os últimos 20 anos. Como item complementar, o vídeo traz um 
conceito aproximado ao conteúdo explicado até aqui, e que pode 
lhe descortinar uma nova visão sobre a logística. 
TEMP LOG. Revolução Logística – veja os últimos 20 anos, 2019. 1 
vídeo. Disponível em: 
https://www.youtube.com/watch?v=7PalRl6Ld9k . Acesso em: 14 abr. 2020.
Logística 4.0, no sentido mais restrito, implica a criação de redes e a integração 
de processos logísticos dentro e fora das empresas comerciais e instalações 
de produção, até o controle descentralizado em tempo real das redes logísticas. 
As soluções incluem os sistemas ciberfísicos, que consistem em sistemas 
embarcados interconectados via redes de comunicação ou componentes como 
dispositivos com inteligência autônoma e recursos de tomada de decisão, como 
câmeras, detectores e carros autônomos. 
https://www.youtube.com/watch?v=7PalRl6Ld9k
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1.1.1 A logística e o comércio eletrônico
Estão se tornando muito comuns as compras em plataformas eletrônicas. Compras feitas 
na internet envolvem produtos de interesse e uma superplataforma de transações eletrônicas, mas 
se não houver meios de pagamento adequados aos clientes e um sistema de entrega satisfatório, 
o fracasso é iminente. Clientes que tenham uma boa experiência de compras em sites de vendas 
podem não se importar com a forma de como se fabrica o seu produto, mas com certeza o tem com 
o fato do prazo com que irão ter seus produtos entregues, sobretudo nas condições estabelecidas 
ou pactuadas. Portanto, esse é um grande problema para os fornecedores online. Quando sua 
logística não consegue preparar pedidos rapidamente para entrega, remessa ou entrega, o cliente 
fica esperando e provavelmente pode até estar comprando em outro site.
Melhorar a experiência do cliente pode ser conseguido através do processo de 
automatização de muitas etapas de quem trabalha nessas organizações, incluindo o controle de 
estoque,o controle da sanidade ou condições físicas do produto, ou ainda se o mesmo está de 
acordo com as especificações técnicas envolvidas. Também em relação aos clientes, é importante 
fornecer constantemente atualizações e feedback a eles, o que lhes dá uma sensação de maior 
confiança no serviço prestado (TURCHI, 2019). O envio de números de rastreamento de entrega 
para que esse cliente acompanhe em tempo real o pedido formulado faz parte da moderna 
prestação de serviço.
Importa lembrar que, segundo o Código de Defesa do Consumidor (Lei n° 8.078/90), 
o cliente comprador tem o direito de arrependimento em sua compra online no prazo de sete 
dias, em que esse passando a desistir da operação de compra não precisará explicar o motivo. 
Observe aqui o contexto que está relacionado à logística, dado que a devolução de compras feitas 
aos fornecedores dessa mercadoria envolverá uma operação cujo fluxo de etapas é invertido, ou 
seja, a mercadoria partirá do cliente em direção ao fornecedor. Percebe a dimensão que a logística 
começa a assumir?
De fato, a dedicação e o aperfeiçoamento de profissionais da logística são necessários para 
lidar com esses desafios também, pois, por exemplo, no momento em que você faz a leitura desse 
texto, um gigantesco número de operações de compra de produtos pelos sites está sendo feito 
ao redor do mundo. E a lógica permanece igual: as empresas estarão acionando seus processos 
produtivos no sentido de fazer chegar ao cliente o produto solicitado, no tempo certo e com as 
características certas. Por outro lado, conforme citado anteriormente, muitos serão aqueles que 
estarão desistindo da sua intenção de compra, exigindo novos esforços das empresas envolvidas 
com a logística para o retorno dos produtos aos fornecedores. 
 Da sua atuação no sistema de logístico de sua organização, um conjunto de atividades 
serão desenvolvidas para superar as barreiras no espaço e no tempo que possam ocorrer no 
período da Black Friday, ou no transporte e armazenamento dos veículos do circuito da Fórmula 
1, como também na movimentação dos 19.224 contêineres que cabem no maior navio do mundo. 
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Portanto, a logística vai lidar com o fluxo de armazenamento de mercadorias, como 
o desempenho de serviços, com terceirização, com o fluxo de informações dentro e fora das 
organizações nas mais diversas circunstâncias. 
1.2 História e Conceituação da Logística
Como dissemos preliminarmente, a logística pode ser definida como o conjunto de 
atividades e processos necessários para garantir a entrega da mercadoria ao seu cliente final. 
Envolve as atividades que garantem a entrega da mercadoria ao cliente, isto é, o processo de 
transporte de mercadorias do local de produção para o ponto em que o produto é comercializado 
ou entregue ao consumidor final. Mas ampliando a visão sobre esse importante segmento 
empresarial, e diante dos exemplos apresentados, veremos que a logística é um processo de 
coordenação e movimentação de recursos, como o de equipamentos, alimentos, líquidos 
(combustíveis, por exemplo), inventários, materiais de um local a outro onde se processará o 
armazenamento até o destino desejado desses itens. 
Um fluxo de materiais e informações percorre ao longo da cadeia de suprimentos (supply 
chain), funcionando como pontes entre fornecedores e clientes como veremos mais à frente. 
A Black Friday é uma das principais datas para os lojistas online em que, 
além de haver grande possibilidade de aumentar os rendimentos de micro e 
pequenas empresas, é uma época em que os Correios e transportadoras estão 
sobrecarregados, e os atrasos são frequentes. Segundo levantamento da Agência 
Brasil, em 2019, dos 1500 consumidores entrevistados no país, 76% entendem que 
essa é uma data de evento de preço, cuja atratividade pelo valor das mercadorias 
é um atributo reconhecido por 53% dos entrevistados, estando os homens (na 
média) dispostos, naquele ano, a gastar R$741,00 e as mulheres R$325,00.
Vamos fazer um fechamento desse tópico, lidando com a questão 
da terceirização dentro do e-commerce. Uma palestra voltada para 
lojistas do mercado digital com uma empreendedora que faz a 
ligação da evolução da logística com a nova tendência chamada 
Fulfillment. 
LOGÍSTICA FULFILLMENT. Fulfiment – a evolução logística, 2018. 
1 vídeo. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=mIpqwGOmQ0M . 
Acesso em: 14 abr. 2020.
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Tais afirmações apresentam clara relação com o conceito formulado pela principal 
entidade internacional que reúne profissionais na área da gestão logística de quase todos os 
setores da indústria, governo e universidades, que é o Council of Supply Chain Management 
Professional – “Conselho de profissionais de Supply Chain”, que diz que: a logística é o processo 
de planejar, implementar e controlar, eficientemente, o custo correto, o fluxo e armazenagem de 
matérias-primas, estoques durante a produção e produtos acabados, e as informações relativas a 
esta atividade, desde o ponto de origem até o ponto de consumo, com o propósito de atender aos 
requisitos do cliente. 
Considerando o significado do termo “conceito” ser uma “ideia, juízo ou opinião”, podemos 
observar que o conceito apresentado nos traz muitas opções para outras reflexões. Por exemplo, 
os proprietários de empresas que não têm uma boa noção de logística geralmente lutam para 
entender por que o roubo, a deterioração e as perdas por movimentação de mercadorias são altas 
em relação aos números do estoque. O estoque no fundo é um recurso que não está efetivamente 
sendo utilizado, mas potencialmente pode gerar mais recursos financeiros à empresa. Em outra 
situação, se o proprietário de uma empresa sabe que deve levar dois dias para levar um produto 
de um lado do país a outro, mas está levando três, ele precisará enfrentar e corrigir o problema 
junto ao fornecedor ou mesmo substituí-lo por um novo (GIACOMELLI; PIRES, 2016).
Também é uma questão de a logística optar por ter muito estoque disponível. São decisões 
que envolvem riscos, pois, se ocorrer um incêndio no armazém, perdas consideráveis podem 
ter efeitos em curto, médio e longo prazos na confiança do consumidor. Os pedidos existentes 
resultariam atrasos no cumprimento e novos pedidos não teriam continuidade. A base de clientes 
pode pensar que a empresa não poderá mais atender aos pedidos se o problema persistir por 
um período de tempo muito prolongado. Além disso, os custos de seguro e o tratamento de 
sinistros são por demais impactantes, pois muitas empresas têm um seguro insuficiente quando 
se trata de inventário (bens e materiais disponíveis em estoque). Outra realidade é a de que 
há muitos caminhões trafegando nesse país sem que a carga esteja segurada. Sabemos que há 
uma questão de custos associada, mas pense nos riscos envolvidos novamente. As empresas 
precisam ter fornecedores confiáveis para garantir que não precisem absorver os custos e riscos 
do armazenamento, mantendo sob seu controle o excesso de estoque de produtos. 
Para que você possa ir lidando com essas possibilidades, com tomadas variadas de decisão, 
precisamos que compreenda que, nesse contexto, teremos as operações logísticas mantidas pela 
execução de três atividades logísticas primárias, que são fundamentais ao processo logístico. 
Segundo Ballou (2001 apud BLOCK et al., 2017), essas são:
1. Transporte – responsável pela obtenção de mercadorias, movimentação de matérias-
primas e produtos para fornecedores e clientes, mas é responsável por 1/3 a 2/3 dos custos 
logísticos.
2. Estrutura e manutenção de estoques – responsável pela disponibilidade de produtos à 
demanda de clientes, exercendo efeito “amortecedor” entre oferta e demanda de produtos.
3. Processamento de pedidos – responsável pela dinâmica das atividades logísticas com o 
recebimentodo pedido, localização no estoque, armazenagem, separação e despacho desses itens 
aos clientes via transporte.
Demais atividades indispensáveis às atividades primárias são denominadas de atividades 
logísticas de apoio, que incluem atividades de manuseio de materiais, embalagem de proteção dos 
produtos, obtenção, programação de produtos e manutenção de informações.
Essas atividades ditas “primárias” não podem faltar, aliás, não há sentido ou propósito 
logístico sem elas. Elas ajudam no desenvolvimento dos objetivos logísticos, mas são apresentadas 
dessa forma para que, com esse entendimento, você elabore no ambiente de logística a estratégia 
pertinente a cada caso e que, notadamente, começa com o entendimento das atividades primárias, 
transcendendo imediatamente às atividades de apoio.
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Ainda que lhe sejam estimulantes os desafios a serem assumidos e que possam ser 
vislumbrados nos conceitos apresentados, vamos deixar mais interessantes, nessa parte 
introdutória, alguns outros problemas concretos que devem corroborar com suas análises e 
soluções eficazes, o que é esperado de você na qualidade de profissional dessa área. Vejamos:
• Desenvolvimento Tecnológico – no trânsito de mercadorias dentro de um armazém, pode 
ocorrer do uso de novas tecnologias. O custo da adaptação às novas tecnologias usadas 
na cadeia de suprimentos é alto, mas é um requisito para sobreviver no setor competitivo. 
Algumas dessas tecnologias incluem identificação por radiofrequência para código de 
barras e escaneamento (RFID), tecnologia de comunicação como intercâmbio eletrônico 
de dados (EDI), GPS e tecnologia de manuseio de materiais. Provavelmente, você já 
tenha ouvido falar de entregas utilizando drones nos Estados Unidos. É uma inovação 
que chegará em breve.
• Lógica reversa – é exigida por todos os negócios de comércio eletrônico. Como dissemos 
anteriormente, os clientes precisam de uma maneira de devolver os itens que compraram, 
caso estejam insatisfeitos, e esse processo precisa ser executado sem problemas. Uma 
estratégia de logística reversa pode ser desafiadora e dispendiosa, sem o suporte certo. 
Processar as devoluções de produtos em tempo hábil para satisfazer seus clientes pode 
incluir reembalar itens não utilizados para revenda ou pode incluir reformar itens a 
serem vendidos a um preço com desconto. Importa lembrar que a legislação ambiental do 
país é considerada uma das mais sofisticadas do mundo, porém atender a seus requisitos 
implica grande poder de visão. Aprofundaremos essa temática mais à frente.
• Infraestrutura das estradas e segurança – Uma coisa é você trafegar por uma rodovia 
como no trecho Campinas-SP a Jacareí (SP-065 e SP-340), considerada, na pesquisa 
CNT/2019 (23ª Pesquisa Rodoviária da Confederação Nacional do Transporte), a melhor 
rodovia do país nessa ligação, e que está entre aquelas de menor índice de violência no 
trânsito. Outra coisa é você interligar transportadores de carnes da região sul para a 
região norte, que chegam a percorrer mais de 3823 km ou mais de 66h no trecho São 
Paulo-Manaus. Muitos riscos estão associados, mas o destaque está na qualidade dos 
pavimentos asfálticos das estradas, sinalização, pontos de apoio, pontos de fiscalização 
presentes ao longo de uma rota.
No cenário atual de recuperação da economia global, a logística desempenha um papel 
fundamental na facilitação do comércio e, por extensão, na garantia do sucesso das operações 
comerciais. No entanto, mudanças nas demandas dos consumidores, modelos de negócios 
complexos, demandas crescentes dos clientes e tratamento específico para cada um, são apenas 
alguns dos principais fatores que caracterizam as relações de mercado com o gerenciamento 
de logística. Então, como o gerenciamento de logística pode personalizar um serviço 
convencionalmente padrão? Esse talvez seja o principal desafio que a indústria vem enfrentando 
nos últimos anos, dentre outros, aos quais você tem convite garantido para participar.
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1.2.1 Um pouco de história da logística
Para compreendermos as origens da logística, temos de nos voltar para a Grécia antiga, 
onde a palavra “logos” tinha um significado de razão/proporção. Decorreu uma evolução com essa 
palavra, surgindo então o termo logistiki que podia ser traduzido essencialmente por organização 
financeira. Agora, estamos em uma França napoleônica, onde os meios comuns de absorção 
de palavras ocorrem. Agora, logistiki se torna loger, compreendido como alojamento, mas logo 
assumiu o significado de transporte, abastecimento e alojamento de tropas. Já na Inglaterra, o 
termo Logistics irá ter significado por volta do século XVII. 
Não se pretende aqui com essa explicação que você tenha de se prender a uma informação 
sobre a evolução propriamente da palavra logística, mas sim de que, originalmente, como um termo 
militar usado para descrever como a força militar obtinha, armazenava e movia equipamentos e 
suprimentos, ele evoluiu acompanhando a dinâmica das atividades militares, porém, adaptadas 
ao conceito empresarial. Portanto, e de fato, os primeiros “logísticos” foram oficiais militares 
gregos cujo trabalho era garantir que alimentos, armas e suprimentos médicos chegassem ao 
lugar certo, na hora certa sob um planejamento ajustado às necessidades do momento futuro.
 
A etimologia da palavra “logística”, cujo conceito apresentado anteriormente sobre o 
contexto de logística, versa sobre o gerenciamento do fluxo de coisas entre o ponto de origem e o 
consumo é feito para atender aos requisitos de consumidores ou corporações. Fixado o conceito, 
perceba, então, e volte seu olhar novamente para a importância da logística no mundo moderno. 
São muitos detalhes que fazem total diferença nos resultados das empresas, ou mesmo para você 
no seu cotidiano. Nas refeições que você faz, nos deslocamentos que você tem de fazer na sua 
cidade ou localidade, e até mesmo nas comunicações que você precisa estabelecer. 
Como sugestão de vídeo, poderemos apreciar a condição prática 
da logística na Primeira Guerra Mundial. Perceba a importância da 
logística avaliando as dificuldades das tropas portuguesas que não 
contaram com a eficiência logística como suporte de operações. 
DEFESA NACIONAL. Postal da Grande Guerra: partidas e logística. 
2017. 1 vídeo. Disponível em: 
https://www.youtube.com/watch?v=QDVdL9Pnc7k .
Acesso em 12 mar.2020. 
Também é interessante avaliar uma parte da logística militar 
brasileira através da narrativa de um oficial que explana como é o 
funcionamento e peculiaridades da logística do exército. 
EXÉRCITO BRASILEIRO. A logística de uma operação militar. 2019. 
1 vídeo. Disponível em: 
https://www.youtube.com/watch?v=sQkMmniIxLk . Acesso em: 12 
mar. 2020.
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O mundo “respira e transpira” logística. Para além dos itens responsáveis pela dinâmica 
da logística dos recursos, ela envolverá também a integração de produção, embalagem, segurança 
de transporte, manuseio de materiais e fluxo de informações, itens considerados atividades de 
apoio. No entanto, logístico é eminentemente um termo militar; portanto, as primeiras aplicações 
foram em áreas militares. A principal importância da palavra foi entendida e aplicada durante 
a Segunda Guerra Mundial e depois passou a ser vista e também aplicada como um assunto 
científico (GIACOMELLI; PIRES, 2016). 
Antes, porém, vários são os pontos na história que consolidam as posições teóricas práticas 
da importância da logística. De fato, a humanidade sempre necessitou transportar itens de um 
local para outro, e logo o desenvolvimento adveio na medida em que melhores equipamentos 
e recursos ajudavam a obter mais itens para mais locais com menores esforços. Os avanços na 
tecnologianos permitiram levar esses itens muito mais rápido e distante. 
Imagine a construção das pirâmides do Egito antigo há quase 5.000 anos. Ainda que não 
fosse conhecida como tal, a logística utilizada nessa extraordinária edificação desempenhou um 
papel imprescindível. Estima-se que egípcios trabalharam ao longo de 20 anos para erguer tais 
monumentos, entre corte de blocos que pesavam em média 2,5 toneladas, apesar de que foram 
encontradas pedras gigantes estimadas em até 80 toneladas. Apesar de haver rochas calcárias 
próximas a essas edificações, de fato, os registros demonstram que alguns blocos vinham de até 
800 quilômetros de distância do ponto onde seriam utilizados.
Na verdade, não há um consenso sobre como os blocos gigantes foram transportados, 
mas, de toda forma, tal complexidade encontrou uma solução brilhante de cunho logístico. A 
pirâmide de Gizé tem 146 metros de altura e pesa 6 milhões de toneladas, e explicações sobre 
como um nível de precisão foi obtido naquela época (entre 2700 a.C. e 2300 a.C.) contrasta com 
os meios de transportes que auxiliavam nessa façanha, mas que viriam com esse sucesso ditar 
aspectos na fundação do comércio internacional com o uso dos navios de remos gregos.
Agora, em um salto no tempo, imagine-se observando de perto o deslocamento das 
tropas de Alexandre o Grande, da Macedônia (356 a.C. a 323 a.C.). Imagine as campanhas junto 
a um exército de 35.000 homens que marchavam em média 32 quilômetros por dia, alcançando 
feitos como o percurso de 6.400 km do Egito à Pérsia e Índia sabendo que para isso um enorme 
suprimento logístico se faria necessário para essa empreitada. Como profissionais, deixaremos 
de lado as conquistas feitas, mas exaltaremos os feitos logísticos para um exército considerado 
o mais rápido em deslocamento para sua época. Também, outro feito anterior a Alexandre o 
Grande ocorreu em 481 a.C., no deslocamento das tropas de Xerxes na expedição de encontro 
aos gregos, onde cerca de 3.000 navios foram utilizados. Posterior a Alexandre o Grande, houve, 
em 218 a.C., a guerra entre Cartago e Roma (Segunda Guerra Púnica), onde o general Aníbal 
utilizou elefantes para o transporte de 60.000 homens e suprimentos na travessia dos Pirineus em 
direção à Itália. Um feito considerado extraordinário.
A trajetória humana está repleta de feitos similares a esses, mas vamos a mais um salto 
na história, e veremos que, por volta de 1500, já havia um serviço postal na Europa com tempos 
de trânsito para a entrega postal, estritamente definidos. Cartas eram entregues em lugares como 
Paris, cidades da Espanha e a corte imperial de Viena. Esse correio atingia seu destino com muito 
pouco atraso. Por volta de 1800, o uso prático do motor a vapor, a invenção de veículos, ferrovias 
e navios, bem como a descoberta de petróleo bruto inauguraram uma nova era econômica que 
gerou novas missões, ferramentas e oportunidades para a logística. Mas o destaque vai para 
as locomotivas inglesas e americanas que começaram a deslocar mercadorias e passageiros 
em meados das décadas de 1820 e 1830. As máquinas, com o passar do tempo, evoluíam e se 
adaptavam melhor às curvas e desenvolviam maior velocidade. Seguiram-se rapidamente outras 
inovações e, por volta de 1850, locomotivas inglesas e americanas eram exportadas para nações 
em desenvolvimento.
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A logística também foi um tópico de interesse de filósofos militares e historiadores, 
como o filósofo chinês Sun Tzu (545 a.C. a 470 a.C.), e Carl Von Clausewitz (1790 a 1831) que 
retrataram a arte da logística em seus trabalhos. Von Clausewitz, em seu renomado texto “Da 
Guerra (1832)”, refere-se à logística e a linhas de suprimento como centros de gravidade, ou alvos 
que, se destruídos, podem derrotar o inimigo sem o embate direto.
Durante a Primeira Guerra Mundial, a logística militar foi o elo vital na rede que forneceu 
tropas com rações, armas e equipamentos. Com o início da Segunda Guerra Mundial, a logística 
foi aperfeiçoada, porém, em novembro de 1941, o front de guerra alemão cai, vitimando 250 mil 
soldados da Wehrmacht (forças armadas da Alemanha) devido à imprevidência do comando 
alemão totalmente despreparado para lidar com temperaturas na casa de 10 ºC. O despreparo 
logístico na frente oriental da Segunda Guerra Mundial, como exemplo, sofreu uma guinada total 
quando analisamos o conflito chamado Guerra do Golfo. Ali, contrário ao ocorrido das cercanias 
da cidade de Stalingrado (atual Rússia), tropas de uma coalisão lideradas pelos Estados Unidos, 
demonstraram haver um excelente planejamento logístico; centralização do comando logístico; 
apoio de bases em território Saudita, com boa infraestrutura e superioridade militar e tecnológica 
para atuar em território iraquiano. 
Como resultado, não há como negar que a logística ganhou um lugar de maior importância 
ainda também no mundo dos negócios. A inspiração na disciplina e precisão foi disseminada em 
várias atividades. A partir de então, muitos dos logísticos militares continuaram suas trajetórias 
como gerentes de logística. O trabalho deles era garantir que houvesse uma empresa de transporte 
eficiente cuidando de todas as entregas, tanto estrangeiras quanto domésticas, além dos níveis de 
estoque e armazenamento. A entrega é apenas uma parte da equação logística. De fato, pode não 
ser a parte mais importante. Afinal, o que importa se uma organização estruturar um transporte 
que garanta a pronta entrega se não tiver os produtos certos em estoque? Razões como essas 
justificam o porquê de as empresas começarem a investir em logística a partir da década de 1950. 
Além disso, as empresas estavam se globalizando e essas agora prescindiriam de sistemas que as 
ajudasse a fornecer bens e serviços de forma rápida e acessível a todos os pontos do globo.
Veja os aspectos de um projeto que dependeu de um grande 
esforço logístico e que teve a especificidade de atuar em um 
patrimônio ambiental da humanidade, que é a floresta amazônica. 
O projeto do gasoduto Urucu-Coari-Manaus foi outro feito inédito, 
pois foi desenvolvido em um local que não havia estradas ou 
portos para a condução de  equipes e material; não havia fontes 
de energia instaladas; não havia infraestrutura de alojamentos, alimentação e 
comunicações. Vejamos o que efetivamente foi esse esforço logístico. 
ANDRADE GUTIERREZ. Andrade Gutierrez – Coari-Manaus. 2014. 1 vídeo. 
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=ju-aee3RXmg&pbjreload=10 . 
Acesso em: 12 mar. 2020. 
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1.2.2 Logística na contemporaneidade
É ao término da 2ª Guerra Mundial que empresas e negócios adotaram os fundamentos 
da logística e começaram a implementá-los nos processos comerciais, de forma mais específica 
por volta dos anos 60 e continua até a data de hoje, porém de forma inovadora e acelerada. Por 
volta de 1990, a logística dá uma especial atenção ao processo de distribuição. A resposta rápida 
e eficiente ao consumidor é agora possível pelo uso de tecnologias que foram desenvolvidas e 
aplicadas por muitos varejistas e empresas atacadistas. Através das ferramentas computacionais, 
os tempos de reação aos desenvolvimentos de mercados e ao fornecimento eficiente são uma 
realidade. Nesse período, as empresas começaram a exportar mais e, portanto, a transportar mais. 
A busca por inovações trouxe uma onda de concorrências nas empresas, e essa competição 
na era da globalização moldou a história da logística da maneira que é hoje. Outro aspecto 
interessante é o advento do container marítimo que impacta as condições de produção em quase 
todas as indústrias ao redor do mundo. É através dele e do comércio entre os países que novas 
regiões experimentam booms comerciais, contribuindo significativamente para a globalização.
Nesse período, a logística dará uma especial atenção ao processode distribuição. 
Conforme dito anteriormente, a resposta rápida e eficiente ao consumidor é agora possível pelo 
uso de tecnologias que foram desenvolvidas e aplicadas por varejistas e empresas atacadistas. 
Os tempos de reação aos desenvolvimentos do mercado e o estabelecimento de fornecimento 
eficiente são uma realidade, dado que, nesse período, as empresas começaram a exportar mais 
e, assim, a transportar mais. A busca por inovações trouxe uma onda de concorrências nas 
empresas, e essa competição na era da globalização moldou a história da logística da maneira 
que é hoje. 
Muitos brasileiros, por conta da pandemia do coronavírus, não puderam seguir 
rotinas de fazer suas compras em shoppings ou em lojas de rua, favorecendo o 
comércio eletrônico, que registrou um aumento de demanda ante a essa restrição. E 
muitos não puderam contar com suas encomendas vindas do exterior. Uma dúvida 
surge a partir daí: a logística doméstica é diferente da logística internacional? Pois 
bem, apesar de a logística doméstica ser feita dentro das fronteiras de um país, ela 
não é tão trabalhosa como a logística internacional que prescinde de processos 
aduaneiros e de burocracias no trânsito de mercadorias. Além da distância onde 
se opera, o tempo para todo o trâmite, desde o embarque até a liberação da carga 
em um porto seco conta muito e mesmo o modal transporte que se utiliza, em boa 
medida, é feito com contêineres. É importante saber que o Regulamento Aduaneiro 
não prevê concessões ou tolerâncias aos erros, por menor ou mais insignificante 
que for, sendo necessárias permissões da autoridade aduaneira, pagamentos de 
tributos às esferas federais e estaduais. Muitos profissionais estão atuando no 
comércio exterior, e, por conta disso, muitos têm trajetória de suas carreiras em 
outras nações.
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Surge, então, o gerenciamento da cadeia de suprimentos que é visto como uma 
consideração holística dos principais processos de negócios que se estendem dos fornecedores 
aos consumidores e que pode alimentar o desenvolvimento de mercados globais. Decorrente a 
isso, as organizações logo percebem que a logística pode aumentar ou diminuir sua participação 
no mercado, envolvendo muitas empresas e etapas para a gestão do produto do fornecedor 
ao cliente final. A gestão da cadeia de suprimentos ou Supply Chain será objeto de estudo em 
próximo módulo.
2. A LOGÍSTICA DE DISTRIBUIÇÃO 
Como você pode perceber, muitas são as atividades presentes no gerenciamento da 
logística, nas quais, é normal envolver o gerenciamento de transporte inbound (de entrada), que é 
um processo de fazer o fluxo de matérias chegar do fornecedor até a unidade de processamento ou 
fábrica; e o transporte outbound (de saída), feito da unidade processadora ou fábrica em direção 
aos centros de distribuição (CDs), pontos de venda ou ao consumidor final. De várias formas e em 
vários graus, a logística fará os atendimentos aos clientes, influenciando direto ou indiretamente 
os pedidos de fornecimento e compras nas fábricas, o planejamento e programação da produção 
e a montagem que ocorrem dentro do gerenciamento da distribuição física. 
A distribuição física lida com a distribuição de produtos acabados de maneira a atender às 
necessidades e expectativas dos clientes ao menor custo possível, com a transferência do produto 
para o usuário final (GIACOMELLI; PIRES, 2016). É clara essa questão, mas o que está em jogo 
são os tipos de tarefas de logística que se aplicam àqueles que operam na última parte da cadeia 
de suprimentos. Não se esqueça de que o processo de distribuição começa quando um fornecedor 
recebe um pedido de um cliente.
Vamos às principais etapas:
1.Gestão de transporte – é aqui onde você aplicará seus conhecimentos na escolha do 
meio de transporte (modal) para o transporte da carga, observando se isto lhe levará a contratação 
de frota terceirizada ou de veículos próprios. De maneira prática, utilizaremos a comparação do 
preço do uso de caminhões (modal rodoviário) que é 1,7 vezes superior ao do ferroviário, mas 
devemos considerar a velocidade, a disponibilidade e a frequência de trens para determinados 
locais.
2. Avaliação e expedição de mercadorias - envolve a separação de mercadorias que pode 
ser feita de forma manual ou com o uso de coletores de dados, voz (Picking by voice) ou através do 
uso de níveis de automação que reduz o contato do operador com mercadoria. Em boa medida, 
o que está em jogo é a velocidade de disponibilidade da carga para transporte.
Não há como negar os impactos que a logística promove no meio 
social. Paulatinamente, as sociedades assimilam os propósitos 
vinculados a ela e conhecem sua importância. Assim, como leitura 
complementar, sugerimos a leitura de um texto que lhe ajudará a 
fixar vários conceitos. Acesse: 
OLIVEIRA, Luciel. Introdução à Logística. 2006. Disponível em: 
https://administradores.com.br/artigos/introducao-a-logistica.
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3. Administração de frete – o trabalho nessa etapa exige muita atenção e análise de 
mercado. É nessa etapa que o transporte de uma carga será feito mediante pagamento dos custos 
das empresas, tendo bases para cálculo diversas variáveis que são resolvidas, muitas vezes, pela 
presença de uma tabela de frete utilizada para cálculos pelas transportadoras e para conferência 
das faturas enviadas para pagamento por parte do embarcador. Envolve aspectos como peso, 
impostos, prazos de entregas, tipos de carga (fracionada? compacta?) etc.
4. Indicadores de desempenho – é por eles que você irá organizar melhor sua organização 
e irá fazer planejamentos, pois as métricas relevantes dos processos logísticos permitem tomadas 
de decisões ante a necessidade de previsão ou minimização de problemas. Os prazos cumpridos 
dentro do tempo previsto de entrega é um exemplo de indicador, além do número de incidentes 
como pedidos errados, mercadorias danificadas, custos de armazenagem, dentre outros. 
Como já é considerada uma ferramenta utilizada para separação 
de produtos por voz, é interessante você conhecer as atividades 
relacionadas à picking. Há vantagens de se utilizar o voice picking, 
aplicados em operações de envio de produtos ao varejo. Vamos ver 
isso no vídeo da Prática Logística. 
PRÁTICA LOGÍSTICA. Voice Picking. 2017. 1 vídeo. Disponível em: 
https://www.youtube.com/watch?v=FvhPELZaom8 . Acesso em: 12 mar. 2020. 
Veja os principais tipos de fretes utilizados pelas empresas 
brasileiras que são os fretes CIF e FOB e que envolve a avaliação da 
qualidade do serviço, a reputação da empresa transportadora e as 
condições de pagamento, por exemplo. Vejamos isso no vídeo da 
Bluesoft ERP. 
BLUESOFT ERP. Diferença entre os fretes CIF e FOB. 2018. 1 vídeo. 
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=U_hWguVhmQQ. Acesso em: 
12 mar. 2020. 
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5. Roteirização ou planejamento de rotas – aqui o trabalho está relacionado à economia 
de consumo de recurso (como combustível, desgaste do veículo etc.) e de tempo, pois se deve 
levar em consideração, na sua tomada de decisão, o trânsito das vias, condições da infraestrutura 
de transporte, restrições como alturas máximas dos veículos e/ou das cargas, pedágios, riscos 
e segurança dispensada ao processo de transporte. Provavelmente, você já tenha feito o uso de 
aplicativos para smartphones baseados em navegação por satélite para localização e rotas como 
os populares Waze ou Google Maps, que são exemplos de menor porte dentre uma grande 
variedade de softwares disponíveis no mercado, mas que servem e complementam o propósito 
da roteirização. 
Muitas funções de negócios se enquadram na categoria de logística, como você viu até 
agora. No entanto, o conceito de logística geralmente pode serdividido em logística de entrada 
(INBOUND) e logística de saída (OUTBOUND). Vejamos do que se trata.
2.1 Logística Outbound e Inbound
Comecemos nosso assunto com um exemplo: a logística Inbound e Outbound de veículos 
acabados são gerenciadas separadamente em todo o mundo, oferecendo desafios distintos. Isso 
significa que a distribuição de veículos da fábrica para o revendedor é conhecida como logística 
Outbound ou logística de saída. 
A logística Inbound ou de entrada”, em contraste, compreende as operações logísticas entre 
os componentes fornecidos às montadoras de veículos, e representa uma parcela significativa 
do tempo de entrega total do pedido à entrega no setor automotivo (veja a Figura 1). Observe 
que o gerenciamento da logística está presente em todos os níveis de planejamento e execução: 
estratégico, operacional e tático. 
Figura 1 – Esquema gráfico da logística Inbound/Outbound. Fonte: O autor.
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É uma função de integração que coordena e também integra atividades de logística com 
outras funções, incluindo marketing, fabricação e vendas, finanças e tecnologia da informação. 
A partir do exemplo apresentado, vamos conhecer um pouco mais a logística Outbound (de 
saída). Essa logística requer infraestrutura em termos de equipamento de transporte, como navios 
e caminhões especialmente projetados, equipamentos especializados de manuseio, instalações 
portuárias, armazéns, centros de distribuição e assim por diante. Então, a logística de distribuição 
outbound na prática administrativa envolverá um esforço de tentar gerenciar sistematicamente 
um conjunto de atividades inter-relacionadas, que ocorrem antes da entrega final (NOGUEIRA, 
2018). Veja a Figura 2.
Figura 2 – Detalhamento da logística Outbound. Fonte: O autor.
Vale lembrar que o termo outbound significa saída; então poderemos considerar que a 
logística associada ao termo envolve todos os procedimentos que farão com que o cliente receba 
suas mercadorias. Ou seja, existem vários itens a serem compreendidos e administrados além dos 
acima mencionados, como: 
• Planejamento de rotas otimizadas.
• Embalagem.
• Endereçamento.
• Emissão de documentos e notas fiscais.
• Logística reversa.
• Distribuição e movimentação de cargas.
• Realocação de produtos para os centros de distribuição.
• Rastreamento das mercadorias.
• Contratação de transportadoras ou operadores logísticos.
 Todas essas áreas devem ser gerenciadas para que eles possam interagir entre si para 
fornecer o nível de serviços que o cliente exige e a um custo que a empresa possa pagar. Após 
isso, você pode se perguntar: mas o que eu teria de ganhos com essas atividades? Um conjunto de 
benefícios da logística outbound se apresenta a seguir: 
• Obtenção de maior giro de estoque – o que evita o excesso e falta de produtos.
• Melhora da qualidade das remessas e atendimento ao cliente.
• Redução de prazos de entrega.
• Fidelização de clientes.
• Controlar com maior eficácia a logística até o consumidor.
https://dclogisticsbrasil.com/entenda-por-que-o-servico-de-rastreamento-de-carga-e-fundamental/
https://dclogisticsbrasil.com/como-otimizar-o-prazo-de-entrega-sem-aumentar-o-custo-logistico/
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Em contraste, a logística inbound, com significado de “entrada”, e, no caso, a entrada 
de componentes para a produção, envolverá assim as atividades relacionadas à aquisição, 
armazenamento e entrega de matérias-primas e peças ao departamento de produtos ou serviços. 
É parte integrante das operações, para uma empresa envolvida em negócios de manufatura, 
o que segue: 
Figura 3 – Detalhamento da logística Inbound. Fonte: O autor.
Em termos mais simples, essa logística de entrada é uma atividade fundamental, que 
se concentra na compra e agendamento da entrada de materiais, ferramentas e bens finais 
disponibilizados pelos fornecedores à unidade de produção, armazém ou loja de varejo. 
Não é incomum ainda nos dias de hoje vermos empresas que não dão importância a ela, 
por pura negligência, e não por excesso de zelo, mas imagine se a matéria-prima necessária a seu 
processo produtivo não chegasse nos prazos estabelecidos. Pense agora que isso ocorreu com vários 
segmentos da indústria mundial, em especial com os importadores de produtos da China, quando 
houve a paralisação da produção nas empresas chinesas para conter a pandemia do coronavírus. 
Em nosso país, houve a necessidade de se realizarem férias coletivas em várias empresas, o que 
foi anunciado aos respectivos sindicatos das categorias. Mas, em épocas anteriores, já ocorreram 
fatos similares, como crises de abastecimento de alimentos, de medicamentos e a própria crise 
do petróleo ocorrida no Brasil entre os anos 1973 e 1974, quando o preço do petróleo importado 
aumentou 400%. Outra ideia sobre a inbound se dá quando uma rede varejista de eletrônicos e 
móveis precisa recompor seus estoques após o período compreendido entre a Black Friday e as 
festas natalinas. 
Desde a etapa de negociação e compra junto às fábricas, além da entrega dos produtos 
nos centros de distribuição (CD), esse acompanhamento é feito pela logística inbound. Como um 
ponto positivo, haverá a possibilidade de se analisar os custos do frete em suas várias modalidades. 
Sendo assim, façamos uma comparação da logística inbound e a outbound. Todas as etapas 
de gerenciamento realizadas na logística outbound devem ser observadas na inbound. 
Bases de 
comparação INBOUND OUTBOUND
Conceito O fluxo de matéria-prima e peças, dos fornecedores à fábrica.
 Movimento de saída dos produtos acaba-
dos, da empresa ao cliente final.
Foca em Implantação de recursos e maté-rias-primas, dentro da fábrica.
 Movimenta produtos acabados ou pro-
dutos da empresa para o cliente final.
Interação Entre fornecedores e empresas. Entre empresas e consumidores.
Quadro1 – Diferenças entre as logísticas Inbound e Outbound. Fonte: Ballou (2006 apud SIKILERO et al., 2014).
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Você faz, portanto, o gerenciamento distinto desses processos por conta de a gestão de 
prazos na entrega serem diferentes (entrega na empresa e para o cliente), dadas as distâncias 
envolvidas em um caso e em outro; os seus custos e suas estratégias de redução se dão também de 
forma diferente, além das especificidades encontradas em cada um dos processos. 
No entanto, esses processos devem trabalhar de forma controlada e integrada para o 
sucesso da gestão logística da organização.
Por ser importante o conhecimento das melhores práticas dos 
processos logísticos de distribuição, sugerimos a leitura de um 
artigo que fará uma abordagem sobre o gerenciamento logístico 
em todo o canal de distribuição de bananas, tendo um estudo de 
caso como pano de fundo desse estudo. Acesse: 
NUNES, M. G. C. et al. Análise dos serviços logísticos de distribuição 
de bananas: um estudo de caso na empresa sítio Barreiras. Id on Line. Revista 
Multidisciplinar e de Psicologia, v. 12, n. 41, p. 266-293, 2018. Disponível em: 
https://idonline.emnuvens.com.br/id/article/view/1220 .
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CONSIDERAÇÕES FINAIS
O papel da logística tem impactado muitos executivos de diversas organizações por ser 
essa uma atividade da qual todas as organizações do meio comercial necessita. Ter o produto certo 
para o lugar certo pelo menor custo se traduz numa sequência de ideias nas quais os profissionais 
do setor da logística de sucesso devem investir toda sua criatividade para o cumprimento de cada 
um desses aspectos, porém, sabendo da complexidade que cada um enseja, e o esforço criativo 
que deverá investir nas questões mais complexas da logística.
Por serem atividades que envolvem umadose de complexidade e ainda que essencial para 
as empresas, a logística envolve uma síntese de muitos conceitos, princípios e métodos de alguns 
dos campos mais tradicionais como o de marketing, produção, prestação de serviços e transporte, 
e também das disciplinas mais variadas como as de matemática e economia, direito etc.
No ambiente atual de profundas adaptações ou de reconfigurações de funcionamento das 
empresas pós-pandemia, mais e mais empresas tendem a examinar, reestruturar e reposicionar 
suas operações para obter vantagem competitiva e, nesse intento, a logística pode desempenhar 
um papel vital na integração e diferenciação para produzir uma vantagem competitiva desejada. 
Esses aspectos incluem também o transporte, estoque, processamento, compra, armazenamento, 
tratamento, embalagem, padrões diferenciados de atendimento ao cliente. 
Pode-se observar que o conceito de logística é baseado na visão total do sistema em 
materiais e mercadorias, desde as principais fontes até os consumidores ou usuários. Além 
disso, também é responsável por obrigar um gestor ou administrador a pensar em termos de 
gerenciamento de sistemas, em vez de participar apenas de uma parte.
O estudo dos aspectos da Logística deve trazer benefícios em transporte mais rápido 
e barato, garantindo que os consumidores serão atendidos conforme preconizado no seu 
atendimento, pois isso estimula a demanda. No entanto, o principal desafio é lidar com um 
consumidor mais exigente e que não quer esperar muito pelos produtos adquiridos por ele. 
Portanto, as empresas precisam tentar implementar estratégias de distribuição baseada em suas 
prioridades competitivas e circunstâncias para atingir o nível desejável de desempenho.
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02
SUMÁRIO DA UNIDADE
INTRODUÇÃO ...............................................................................................................................................................24
1. CADEIA LOGÍSTICA ..................................................................................................................................................25
1.1 AS ESTRUTURAS DOS CANAIS DE DISTRIBUIÇÃO E O SUPPLY CHAIN MANAGEMENT (SCM) ...................27
1.2 GERENCIAMENTO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS/SUPPLY CHAIN ...............................................................33
2 TERMINOLOGIA LOGÍSTICA ....................................................................................................................................35
3 ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS DE LOGÍSTICA: AQUISIÇÃO E LOCAÇÃO .....................................................40
4 ADMINISTRAÇÃO DE SUPRIMENTOS: INTEGRAÇÃO LOGÍSTICA ......................................................................44
4.1 PLANEJAMENTO DO SUPPLY CHAIN ................................................................................................................... 51
4.2 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO EM SUPPLY CHAIN ............................................................................................53
4.3 EMPRESAS PRESTADORAS DE SERVIÇOS INTEGRADOS DE LOGÍSTICA ......................................................56
CONSIDERAÇÕES FINAIS ...........................................................................................................................................58
ASPECTOS DA CADEIA LOGÍSTICA 
PROF. ME. MARCO ANTÔNIO SENA DE SOUZA
ENSINO A DISTÂNCIA
DISCIPLINA:
LOGÍSTICA E DISTRIBUIÇÃO 
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INTRODUÇÃO
 Dentre as várias eras pelas quais a humanidade passa, considerando o seu processo de 
permanente evolução, muitas transformações ocorreram em caráter gradual e notadamente em 
contraposição a diversos aspectos de períodos históricos. Chegamos aos dias de hoje marcados 
pela necessidade de informações e de uso de tecnologias, que, de certa maneira, traduzem-se 
na moeda corrente (moeda de troca), ou mesmo em um ente de grande valor para a sociedade, 
estando esse valor arraigado ao comportamento da população e dos mercados. 
Deixamos para trás uma época movida pelo carvão e pelo vapor, de relações de trabalho 
rígidas, modelos de produção industrial como taylorismo e o fordismo, para passarmos a 
processos automatizados, otimizados e descentralizados. 
Essa valorização da informação e da tecnologia nos faz estar 24 horas próximos do centro 
da ação ou mesmo participando dela, graças, em boa medida, ao advento da internet. Pudemos 
acompanhar fatos recentes em tempo real, como as manifestações populares em diversos países, a 
exemplo de Chile (outubro de 2019), um presidente boliviano renunciar por meio do Twitter (10 
de novembro de 2019), e nossos olhos e mentes ficaram presos à gigantesca quarentena imposta a 
uma parte do território chinês (23 de janeiro de 2020); além de acompanhar em um final de tarde 
a deflagração de uma guerra de preços do petróleo entre Arábia Saudita e Rússia (09 de abril de 
2020). Ou seja, o “mundo está mais acelerado” e temos uma necessidade pelo imediatismo; coisa 
que só a Era da Informação, também chamada de Era Tecnológica ou Era Digital, proporciona-
nos através do uso dos microprocessadores, computadores pessoais, fibra ótica, dentre outros; 
e nesse contexto em que também os mercados têm mudado, onde o que era uma concorrência 
feita de empresa para empresa passa agora a uma concorrência feita entre cadeias produtivas ou 
redes de organizações. A cadeia produtiva ou supply chain incluirá a relação entre empresas, seus 
fornecedores e clientes, e não apenas a relação em específico com os seus fornecedores. 
Vamos, nesta unidade, compreender melhor como esse processo “fornecedor-cliente” liga 
desde organizações produtoras de matérias-primas até o ponto de consumo de produtos finais, 
compreendendo seus aspectos concorrenciais que ainda estão em aperfeiçoamento nas cadeias 
logísticas.
Bons estudos!!!
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1. CADEIA LOGÍSTICA
Um tópico importante no estudo da Logística é a compreensão do que seja a cadeia 
logística. A cadeia logística ou cadeia de suprimentos, ou ainda o Supply Chain, são termos 
sinônimos e, portanto, equivalentes. Porém, existem três pontos importantes que estão inseridos 
nesse termo, que são:
• Logística de suprimento: é a logística necessária para levar a matéria-prima até o 
fornecedor que desenvolverá os primeiros passos com esse item, incluindo, por exemplo, 
o uso de estoque de matérias-primas. Aqui, são envolvidos itens como suprimentos, 
transporte, armazenagem e planejamento e controle de estoques. 
• Logística de Produção: aqui as matérias-primas são processadas, resultando produtos 
semiacabados ou acabados, havendo a necessidade de aplicação de planejamento e 
controle de estoques e da produção, estocagem, embalagem e planejamento dos recursos 
de distribuição.
• Logística de Distribuição: como vimos no módulo 1, essa logística inclui uma ampla gama 
de atividades voltadas em obter uma distribuição e movimentação eficientes de produtos 
acabados. Isso leva as mercadorias do final de uma linha de produção para alcançar os 
consumidores. 
Decorre que há um equívoco quando se diz que esses termos são formas intercambiáveis 
e que não há diferenças práticas entre a cadeia de suprimentos e logística. Temos uma polêmica 
entre autores que argumentam que a cadeia de suprimento é o mesmo que a logística, com 
argumentações pertinentes daqueles que concordam e daqueles que não concordam. Para o 
desenvolvimento de nossos trabalhos e baseados no módulo anterior, frisamos que a logística 
faz parte do gerenciamento da cadeia de suprimentos, havendo relações claras com os processos 
de gerenciar compras, manuseio de materiais, embalagem, transporte, controle de estoque, 
armazenamento, estabelecendo uma dinâmica de movimentação e posicionamento de produtos, 
desenvolvendo um papel em termos de sincronizaçãoda cadeia de suprimentos. Não se esqueça 
de que a atividade logística tem por intenção primeira garantir que o produto solicitado estará 
no momento e local certo, com a qualidade e o preço certo. Podemos observar essas atividades 
através de duas subcategorias tratadas na Unidade 1: a logística inbound e a logística outbound.
Com a evolução da concorrência empresarial mundial, há uma migração dessa 
concorrência para patamares mais arrojados, cujo cenário é o de fronteiras comerciais se 
liquefazendo, distâncias sendo reduzidas pela sofisticação dos meios de transporte e aproximação 
de fornecedores e clientes, fazendo com que relações muito mais estreitas fossem desenvolvidas 
desde as empresas fornecedoras de matérias-primas até os PDV´S (pontos de vendas). De outra 
forma, podemos entender que uma estratégia para um ambiente de negócios foi criada onde se 
faz necessário delimitar o mercado, a rede de distribuição, o processo de produção e a atividade de 
compra, resultando na prestação do melhor serviço a um custo total menor, através de processos 
de negócios que integram empresas. Portanto, o conceito de gerenciamento da cadeia logística de 
abastecimento ou, em inglês, Supply Chain Management, segundo RICE (2015), em publicação 
pela ASCM – Association for Suplly Chain Management/Associação para Gerenciamento da Cadeia 
de Suprimentos, uma outra importante associação global para profissionais de gerenciamento da 
cadeia de suprimentos pode ser compreendida como: o design, planejamento, execução, controle 
e monitoramento das atividades da cadeia de suprimentos com o objetivo de criar valor líquido, 
construir uma infraestrutura competitiva, alavancar a logística mundial, sincronizar a oferta com 
a demanda e medir o desempenho globalmente.
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Existem muitas definições sobre gerenciamento da cadeia de suprimentos havendo 
elementos comuns nelas, porém, da mesma forma, existem muitos elementos incluídos em 
algumas outras definições. O objetivo perseguido é que qualquer uma das empresas da cadeia - 
intermediários, varejistas, fornecedores - podem acessar os dados necessários para se tomar as 
melhores decisões para justamente aumentar o atendimento ao cliente. 
Sem dúvida, quando as necessidades e suprimentos são sincronizados, todos os agentes 
do canal de logística vencem; os clientes obtêm o produto desejado mais cedo, os atacadistas 
e varejistas vendem os produtos recém-armazenados, os fabricantes fazem melhor uso de sua 
capacidade e os custos gerais diminuem como também há um aumento da satisfação no sistema 
como um todo. 
Figura 1 – Cadeia de suprimentos (Supply Chain) típica. Fonte: O autor.
Na verdade, isso seria a condição ótima de trabalho, mas raramente acontece em ambientes 
de alta concorrência. 
Mediante o exposto, é interessante você ver essa questão de uma 
forma mais prática, observando as nuances que existem entre 
cadeias de diferentes produtos através do vídeo Agronegócio 
brasileiro e as cadeias produtivas. Após assisti-lo, você poderá ter 
condições de pensar nas variáveis que podem, de certa maneira, 
dificultar o pleno funcionamento dessas cadeias. Mas vamos ao 
vídeo. SCOT CONSULTORIA. Agronegócio brasileiro e as cadeias produtivas. 
2013. 1 vídeo. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=1rlN2nanUCE . 
Acesso em: 18 abr. 2020.
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Para a colaboração entre empresas para conectar fornecedores, clientes e outros parceiros, 
como um meio de aumentar a eficiência e produzir valor para o consumidor final, são necessárias 
muitas decisões estratégicas dentro de uma estrutura operacional. 
1.1 As Estruturas dos Canais de Distribuição e o Supply Chain Management 
(SCM)
Para melhor compreensão sobre os aspectos práticos do supply chain management, 
há necessidade do conhecimento sobre canais de distribuição. Canais de distribuição são as 
maneiras pelas quais bens e serviços são disponibilizados para uso dos consumidores. Todas as 
mercadorias passam por canais de distribuição, e seu marketing dependerá da maneira como 
suas mercadorias são distribuídas. A rota que o produto leva da produção para o consumidor é 
importante porque um profissional de marketing deve decidir qual rota ou canal é melhor para 
seu produto específico.
Assim, temos canais muito simples como é um canal direto, no qual o consumidor solicita 
diretamente ao produtor e o produtor envia a mercadoria ao consumidor. A internet e o comércio 
eletrônico popularizaram a distribuição direta.
Figura 2 – Cadeia Direta. Fonte: O autor.
Canais de distribuição indireta trazem outros participantes. Um produtor pode vender 
seus produtos a um atacadista, que os vende a um varejista, o qual os vende ao consumidor.
Figura 3 – Cadeia Estendida. Fonte: O autor.
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Dependendo do que está sendo vendido, esses canais podem ser curtos ou longos (Figura 
4). 
A implementação do gerenciamento da cadeia de suprimentos/supply chain envolve 
identificar os membros com os quais é fundamental fazer uma ligação, quais processos precisam 
ser conectados a cada um desses membros e qual o nível de integração a se aplicar a cada link de 
processo (PASSOS, 2016).
Figura 4 – Cadeia Final. Fonte: O autor.
As empresas também podem usar o termo “canais” para se referirem a diferentes maneiras 
de fazer a conexão de vendas com o consumidor - em lojas de varejo, por exemplo, ou através de 
telemarketing ou de pedidos através de um website. As compras são feitas pelo fabricante, pelo 
varejista e, em seguida, o vendedor vende a mercadoria ao consumidor. Esse canal é usado por 
fabricantes especializados na produção de produtos para compras. As companhias com quem 
uma empresa focal interage são os membros da cadeia de suprimentos/supply chain desde o 
ponto de origem até o ponto de consumo.
As organizações de sucesso desenvolvem parcerias eficazes e respeitosas entre as equipes 
de marketing e da cadeia de suprimentos. Quando a equipe da cadeia de suprimentos entende a 
dinâmica do mercado e os pontos de flexibilidade em produtos e preços, eles podem otimizar o 
processo de distribuição. Também, quando o marketing tem o benefício de um gerenciamento 
eficaz da cadeia de suprimentos - que está analisando e otimizando a distribuição dentro e fora 
dos canais de marketing -, maior valor é entregue aos clientes. Portanto, numa estrutura de 
canal direto, como fabricantes de computadores têm feito em nosso país, o controle da função 
marketing é de extremo interesse, mas, associado a isso, está o custo de distribuição que tende a 
ser maior, dependendo a indústria, portanto, de um grande volume de vendas para que consiga 
competir com outras marcas.
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Mediante o exposto, tomemos agora o exemplo de um produto: um pacote de café moído. 
Temos o café, um invólucro plástico laminado e à prova de umidade. Esse pacote está em um 
supermercado ou em uma loja especializada (boutique de café). Supomos que o valor praticado 
na venda desse produto seja 5,00 Mixuco$ (moeda local). Quanto seria o ganho com a venda desse 
produto? Não faltarão pessoas que reagirão com o famoso “depende”. Mas independentemente da 
resposta em termos da indagação, haverá ainda muitos outros que dirão que os lucros serão em 
torno de 3,50 a 4,00 Mixuco$. Se isso for verdade, muitos estariam vendendo café e vivendo uma 
“vida de ostentação” em nosso país.
Trata-se de um conceito equivocado, simplista e até muito comum que consumidores 
incautos têm. O custo de um produto não equivale ao custo de seus materiais, e, no nosso caso, 
devemos pensar nos processos de aquisição de cada um dos itens que estarão no produto final 
que é o pacote de1kg de café moído tipo premium. 
Também teremos de pensar nas caixas para transporte, filme plástico, estrados ou pallets 
para armazenar as caixas, uma empilhadeira (elétrica, a gás, à gasolina). Para transportar os 
pallets com as caixas, precisaremos de um operador de empilhadeira para colocar as caixas no 
caminhão, daí precisaremos de um motorista, combustível, veículo, seguro do veículo e da carga, 
um galpão de armazenagem e as instalações industriais para o empacotamento. O café cultivado 
e colhido, bem como a energia utilizada nas máquinas de empacotamento não serão fornecidos 
gratuitamente, ainda que se tenha a propriedade particular para explorar o cultivo. À medida 
que as etapas para esse pacote chegar até o ponto de venda, mais pessoas, materiais e processos 
vão se agregando à proposta de venda desse produto. E quem terá o trabalho de fazer com que 
essas etapas ocorreram sem falhas, ao menor custo, ao menor esforço? Isso mesmo, um gestor 
de Supply Chain. Vejamos uma cadeia de suprimento e tire outras conclusões do que é o Supply 
Chain. 
Figura 5 – Exemplo do Supply Chain. Fonte: Oliver Wyman (2017).
Conheça os principais canais de distribuição que podem melhor 
atender a um varejista, o que deve lhe permitir conectar aspectos 
mercadológicos e aspectos logísticos. Acesse o vídeo. 
GRUPO ENOVA. 12 Canais de vendas e distribuição. 2016. 1 vídeo. 
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=VylGQ7uP4Co . 
Acesso em: 14 abr. 2020.
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Note dois aspectos nesse pequeno modelo que nos auxilia a entender as explicações até 
aqui apresentadas. Já havíamos falado dos fluxos logísticos, mas note que o fluxo de materiais se 
movimenta em um sentido (em direção ao cliente final), diferentemente do fluxo de informações 
(em direção aos fornecedores). A lógica do fluxo do produto é inequívoca, ressaltando que 
os esforços para atender os prazos para que sejam cada vez menores têm sido demandados e 
aumentados pelos consumidores finais. Por outro lado, o volume de informações que seguem do 
cliente para o fornecedor versa sobre itens como a qualidade dos produtos, nível da demanda, 
informações sobre a distribuição, sobre a produção, taxa de retorno de produtos, dados financeiros, 
dentre outras informações. 
Vejamos as características dos entes de uma cadeia de suprimento/supply chain:
• Fornecedores/Produtores – empresas que exploram ou criam as matérias-primas ou 
ativos intangíveis (softwares, projetos etc.).
• Distribuidores – patrocinam e sustentam a relação de fornecedores/produtores de 
matérias-primas aos atacadistas e varejistas.
• Atacadistas/Varejistas – estando mais próximo do consumidor final, lidam com a demanda 
desses, armazenam estoques e comercializam tais produtos e serviços.
• Cliente final – empresas ou mesmo os consumidores que adquirem ou utilizam o produto 
ou serviço. 
É importante gerenciar o fluxo de informações na cadeia, e para se fazer isso, uma 
das maneiras é fazer a medição de performance dos processos logísticos, como: 
nível de estocagem, trocas, descartes e outros processos logísticos. É comum o 
uso de KPIs (Key Performance Indicator – Indicador chave de performance, ou na 
prática, indicador de desempenho de processo) de logística que se utiliza para 
comparar inclusive sua posição com os concorrentes e o que pode ser alterado 
para trazer um impulso positivo aos índices de satisfação do cliente e manter os 
custos sob controle. Eles são responsáveis por responder questões comerciais 
relacionadas à porcentagem de clientes cujos prazos de entrega prometidos são 
perdidos, a pedidos que chegaram danificados por mês, a pedido errado, a pedidos 
que aguardaram longos períodos de tempo para receber seu pedido, dentre outros.
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Outra observação é de que entes da cadeia têm uma relação logística uns com os outros 
de tal forma que os atacadistas e varejistas são clientes da distribuição/transporte que, por sua 
vez, é cliente do distribuidor, que é cliente dos fornecedores/produtores de matéria-prima (Veja 
as Figuras 6 e 7). Cada um dos entes da cadeia desempenha papel específico, existindo, portanto, 
as seguintes categorias:
Figura 6 – Relações do Supply chain. Fonte: O autor.
Mediante o exposto, imagine que o produtor de café premium da cadeia de suprimentos/
supply chain se prepara, através de um conjunto de estratégias, para se voltar totalmente para o 
mercado internacional, projetando um crescimento de 10% no ano e que, por uma gigantesca 
coincidência, um grupo de varejistas que compra com esse fornecedor tem a intenção de crescer 
20% no mesmo período em que o principal fornecedor está mudando seu foco de atuação no 
mercado. 
Embora os tamanhos e os sistemas de produção sejam distintos (de uma fábrica e de um 
varejista), é certo que uma das hipóteses aqui implícitas é a de que pode não haver mercadorias 
suficientes para abastecer um mercado. Você, então, estará no coração do supply chain. 
Vamos agora ver de outra forma essa cadeia, sob o prisma do fluxo financeiro, observando 
a Figura 7 que nos mostrará que as transações financeiras que ocorrem ao longo da cadeia 
identificam haver no sistema uma só entrada financeira (o dinheiro pago pelo usuário pelo 
produto final) e várias saídas: os custos operacionais e lucros de todos dependem do “pagante” da 
cadeia de suprimentos.
Figura 7 - Cadeia de suprimentos simples. Fonte: Corrêa (2019).
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Segundo Corrêa (2019), o preço pago pelo cliente final (usuário) inclui o somatório 
de todo o custo operacional e de todo o lucro obtido por todos os nós da cadeia. Portanto, há 
necessidade de que a cadeia seja competitiva para que os entes ineficientes não acabem por 
onerar os produtos com preços mais altos ao cliente final, ou em margens de lucro menores, ou 
ambos, com consequentes níveis piores de competitividade da cadeia como um todo (CORRÊA, 
2019). Assim, a comunicação e o relacionamento mais próximos dos entes da cadeia, permitindo 
o compartilhamento de metas e projeções, otimiza processos e custos. Dá-se aqui a visão de que 
cada um desses entes é uma engrenagem que trabalha para atender a demanda do mercado. Se 
o mercado dá sinais de que há espaço para aumentar vendas e, portanto, de crescimento, todas 
as engrenagens (entes da cadeia) agem juntas para aumentar a oferta e atender às demandas. Ao 
contrário, ou ocorrendo uma retração no consumo (em um mercado), novamente as engrenagens 
trabalharão no sentido de equilibrar essa oferta. O conhecimento das necessidades de uns e de 
outros entes permite cruzar crises com condições mais estruturadas. Entenda que isso não tem 
relação com uma formação de uma espécie de “cartel”, pois cada ente tem consciência comercial 
de seu papel na cadeia de suprimentos e se adapta de acordo com seus interesses, não havendo ou 
não se evitando uma concorrência mútua que é necessária, e tão pouco afasta competidores dos 
valores pragmáticos do mercado, dado a necessidade de cumprir os objetivos que cada membro 
da cadeia de suprimento tem em satisfazer suas intenções. E é nesse contexto que também 
compreendemos como se forma o preço de venda final e a importância dessa harmonia.
Portanto, não é uma tarefa fácil de sincronizar e integrar muitas áreas das empresas 
pertencentes à cadeia de suprimentos com a finalidade de promover uma sinergia de suas 
atividades dentro de uma cadeia. Mas, ainda que em estado embrionário, estamos caminhando 
para isso, principalmente pela disseminação e uso de plataformas de tecnologia da informação. 
Os contratos de longo prazo e previsões muito mais estáveis hoje, por conta do avanço 
tecnológico, fazem com que as demandas sejam trabalhadas quase que instantaneamente. As 
empresas estão se conscientizandode que não é possível atender às exigências de serviço dos 
clientes e, simultaneamente, cumprir com os objetivos de custo da empresa, sem trabalhar de 
forma coordenada e integrada com outros participantes da cadeia de suprimento. A tecnologia 
nesse caso é uma aliada com grande potencial de atuação de equilíbrio no futuro.
A construção conceitual de confiança entre parceiros de uma cadeia de suprimentos 
é um fato real ou só obedece ao protocolo de gentilezas entre empresas que possuem 
objetivos comuns? Pensar na questão de confiança entre parceiros comerciais é 
uma realidade hoje. É como se houvesse uma sociedade cujo intuito é comum aos 
dois (ou mais) parceiros comerciais, tornando-se um propósito também comum. 
Assim, os membros da cadeia de suprimentos devem se esforçar para reduzir os 
níveis de risco para criar confiança, em vez de se esforçar para criar confiança para 
reduzir os riscos que a atividade econômica possui. Em um nível mais pragmático, 
as novas tecnologias têm permitido consumidores adquirirem seus refrigeradores 
que possuem em seu interior sensores que avaliam a necessidade de um produto 
e dispara uma ordem de compra a um supermercado (fornecedor) previamente 
contratado para fornecimento delivery. O mesmo, em nível macro, já acontece 
entre algumas empresas e seus respectivos fornecedores.
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1.2 Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos/Supply Chain
Como um gerenciamento de relações, informações e fluxos de materiais, através das 
fronteiras da empresa, o supply chain tem a clara intenção de oferecer um atendimento distintivo 
na eficácia de abordagem ao cliente? Através da gestão sincronizada do fluxo de bens físicos e 
informações que vai desde o abastecimento até o consumo, distingue-se da logística, segundo 
alguns aspectos.
Considerando que o supply chain vem evoluindo, muitas dessas áreas funcionais se 
cruzam de tal sorte que tudo resultou em definições sobrepostas para alguns desses termos, como 
logística e gerenciamento da cadeia de suprimentos/ supply chain. Embora esses dois termos 
tenham algumas semelhanças, eles são, de fato, conceitos diferentes com significados diferentes. 
Como você pode perceber, o supply chain é um conceito abrangente que vincula vários processos 
para obter vantagem competitiva, enquanto a logística se refere ao movimento, armazenamento e 
fluxo de mercadorias, serviços e informações dentro da cadeia de suprimentos geral.
Para que o supply chain tenha sucesso na sua implementação (GIACOMELLI; PIRES, 
2016), alguns requisitos devem ser observados, segundo seus objetivos:
1. Relacionamento com os clientes – desenvolvimento da compreensão da atratividade 
de produtos e serviços para os clientes, como esforço das empresas.
2. Serviços aos clientes – dispor de ponto de atendimento das consultas e requisições 
para qualquer cliente.
3. Administração da demanda – aprimorar controles para manter o equilíbrio da oferta 
e da demanda.
4. Atendimento de pedidos – obedecendo a prazos e mantendo as especificações 
contratadas pelos clientes no processo de compra.
5. Administração do fluxo de produção – através de sistemas de resposta a alterações de 
fluxo de negócios no mercado.
6. Compras/suprimento – contando com sistemas de parcerias para assegurar 
desempenho das organizações.
Com os avanços tecnológicos, o mundo passou a contar com 
operações na supply chain, com o uso de robôs na logística, Internet 
das Coisas (Iot - Internet of Things), por exemplo, simplificando 
processos e aumentando a velocidade das entregas e atendendo 
aos novos hábitos e expectativas dos consumidores. Acesse o 
vídeo da Accenture Brasil. 
ACCENTURE BRASIL. Como a Indústria 4.0 acelera a cadeia de suprimentos? 
2019. 1 vídeo. Disponível em: 
https://www.youtube.com/watch?v=0K3VCiZ-kGw . 
Acesso em: 15 abr. 2020.
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7. Desenvolvimento de novos produtos – o qual deve contar com o envolvimento de 
fornecedores.
Observando os itens acima, podemos observar que há um predomínio de atenção ao 
cliente nos itens de 1 a 4, sendo que hoje utilizamos dispositivos diversos para atendimento aos 
requisitos apresentados. Uma maneira advém do uso de sensores para sinalizar necessidades 
na gôndola do varejo, como também o uso de serviços on-site, ou check-outs automatizados e 
também o uso de programas de fidelidade acessados pelo celular do consumidor. Os itens de 
5 a 7 dizem respeito ao processo de gerenciamento da cadeia de forma que todas as empresas 
agreguem valor ao cliente desde a fabricação dos materiais até a entrega final ao cliente.
Cada um deles é objeto de análise no sentido de se conseguir um alinhamento de objetivos 
das estratégias competitivas e de suprimento, isto é, a compatibilidade entre as prioridades do 
cliente, satisfeito pela estratégia competitiva e as habilidades da cadeia de suprimento/supply 
chain.
Como exemplo, apresentamos os problemas solucionados pela fábrica de caminhões e 
ônibus da Volkswagen do Brasil Ltda em Resende (RJ), em relação à gestão do supply chain e 
que envolvia a parceria com sete fornecedores. Espera-se que se possa exemplificar a integração 
entre participantes de uma cadeia de suprimentos. Segundo Di Serio et al. (2002), a parceria entre 
a VW e os fornecedores ainda não estava suficientemente solidificada para poder desenvolver 
novos modelos; problemas de falta de peças ou peças com baixa qualidade, além da insatisfação 
com o sistema de remuneração adotado pela VW no pagamento aos seus parceiros, eram questões 
que precisavam ser solucionadas. Isso foi se conseguido com o passar do tempo, gerando um 
ambiente melhor de negócios na parceria. 
Um outro exemplo, que também está focado no valor das relações em uma cadeia, é a 
pandemia 2020, sobre a qual ainda não se tem estudos suficientes sobre o impacto que o coronavírus 
provocou na gestão de cadeias, e que exigiu, até onde a prudência comercial permitiu, um regime 
especial de parcerias. Esses estudos ainda estão em andamento, pois as primeiras notícias vindas 
da China foram no início de dezembro de 2019. Em específico, a produção mundial e o comércio 
com a China foram impactados. Mas perceba a dimensão dessas dificuldades, considerando o 
fato de que o transporte marítimo da China para o Brasil leva, em média, 30 dias. 
Veja uma animação que demonstra as atividades em uma cadeia 
de suprimentos. Apesar da clareza da explicação, ao assistir esse 
vídeo, podemos consolidar algumas informações ao imaginarmos 
as adversidades que se somam à atividade da organização médico 
humanitária, Médicos Sem Fronteiras, em oferecer ajuda médica 
a populações em situações de emergência em meio a guerras, 
desastres naturais, epidemias, fome e exclusão social. Portanto, vamos acessar o 
vídeo: MSFBrasil. 
MSF BRASIL. Médicos Sem Fronteiras / Maio 2016 em foco/ Cadeia de Suprimentos. 
2016. 1 vídeo. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=ZlbTulC8-_s . 
Acesso em: 15 abr. 2020.
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Com o fechamento das fábricas chinesas em 25 de janeiro, os últimos navios chegaram aqui na 
última semana de fevereiro. Muitos navios não saíram, e terminais ficaram lotados, cobrando 
inclusive sobretaxas, sem falar nos caminhões e ferrovias parados. Assim, o mundo começou a 
sofrer mais o impacto do vírus a partir de março de 2020. Um sistema de monitoramento e gestão 
de fornecedores se demonstrou extremamente necessário para uma reorganização do Supply 
Chain. Talvez essa seja uma das primeiras lições após os estudos que já estão em andamento.
2 TERMINOLOGIA LOGÍSTICA
No mundo da logística, existem muitos termos e jargões do setor relacionados à 
conformidade ou que são essenciais no uso diário. Baseados em Giacomelli e Pires (2016), 
exploramos um pouco mais essestermos e definições essenciais aos sistemas e operações de 
cadeia de suprimentos.
• Classificação ABC – permite uma categorização de inventário frequentemente usada 
no gerenciamento de materiais, entendendo que inventário é um rol descritivo dos itens 
disponíveis em estoque (também denominado de SKUs) da empresa.
Para uma leitura complementar, que reforça o conteúdo 
ministrado nessa etapa, mas também esboça a vantagem 
competitiva da gestão da cadeia de suprimentos. Acesse: 
ASSUNÇÃO, S. Gestão da cadeia de suprimentos para a 
obtenção de vantagem competitiva. 2010. Disponível em: 
https://administradores.com.br/artigos/gestao-da-cadeia-
de-suprimentos-para-a-obtencao-de-vantagem-competitiva. 
Acesso em: 17 abr. 2020.
Uma Unidade de Manutenção de Estoque, ou SKU (Stock Keeping Unit), é um 
código alfanumérico usado por lojas de varejo, por exemplo, para identificar um 
produto específico. Os SKUs geralmente estão em códigos de barras digitalizáveis 
e representam diferentes características do produto, como cor, tamanho e marca, 
e são usados para o gerenciamento de inventário.
https://administradores.com.br/artigos/gestao-da-cadeia-de-suprimentos-para-a-obtencao-de-vantagem-competitiva
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A Classificação ABC fornece um mecanismo para identificar itens que terão um impacto 
significativo no custo geral do estoque, além de fornecer um mecanismo para identificar diferentes 
categorias de estoque que exigirão diferentes configurações de política e controle de estoque. 
Há uma flexibilidade no uso dessa ferramenta, e dentre as análises permitidas, você poderá 
distinguir produtos de grande importância para a empresa, pois, em função de sua demanda, 
não podem faltar sob pena de paralisar um processo produtivo; como também há aqueles que 
possuem “média” importância e aqueles que apresentam uma importância menor. Também pela 
curva você pode avaliar os custos de estocagem inerentes a eles.
 
Figura 8 – Curva ABC. Fonte: O autor.
Portanto, para itens com classificação “A” devido à alta demanda desses itens, é necessária 
uma análise frequente do valor. Esses são seus itens de movimentação rápida e normalmente de 
menor valor, que direcionam a maior porcentagem de seus níveis de serviço de destino e taxas de 
satisfação do cliente. Os itens da “Classificação “B” são importantes, mas são menos importantes 
do que os itens “A” e mais importantes do que os itens “C”. Normalmente, eles estão no intervalo 
médio do valor do estoque e da frequência do pedido. Os itens da “classificação C” são de 
importância marginal, e, normalmente, a frequência de pedido é muito baixa apesar do valor de 
estoque (ou seja, produto pode apresentar baixo giro ou utilidade, tendo um investimento neles 
que está parado). Esses itens geralmente são estocados com quantidades muito baixas, em parte 
pelo seu uso ou devido aos altos custos de transporte associados aos níveis de estoque que ele 
representa.
Quando se trata de classificar seu inventário, geralmente é seguro seguir o Princípio de 
Pareto, também conhecido como regra 80/20. O Princípio de Pareto é a teoria de que a maioria 
das empresas vê 80% de suas vendas provenientes de aproximadamente 20% dos clientes, que 
devem se enquadrar na sua categoria de “classificação A”. Muitas empresas utilizam os sistemas 
de gerenciamento de estoque para dar suporte ao processo de reabastecimento de seus pedidos, 
mas descobrem que geralmente excedem o estoque ou os itens em estoque sem muita precisão, 
levando a vendas perdidas ou grandes quantidades de estoque em excesso em seus armazéns.
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Assumimos que há várias críticas sobre o uso desse sistema, mas ele se demonstra muito 
produtivo ao estimular o “olhar gerencial” sobre os itens que realmente podem impactar uma 
organização, estabelecendo elementos para melhor organizar parte do sistema logístico.
• CRM – houve uma época em que as videolocadoras, antes mesmo de sucumbirem à 
época do Netflix, que orientou boa parte do consumo de cinema em casa, utilizavam 
de um sistema simples, no qual, era possível fazer um registro e controle dos títulos que 
os clientes escolhiam entre as prateleiras com filmes. Conseguia-se, com pouco esforço, 
identificar a linha de filmes (drama, ação etc.) da preferência do cliente, a frequência, 
e até mesmo associar à faixa de renda, dado que esses registros forneciam elementos 
para identificar um comportamento de consumo. Mas hoje o Customer Relationship 
Management – CRM, ou Gerenciamento de Relacionamento com o Cliente, atingiu 
um desenvolvimento que engloba vários processos e tarefas no sentido de gerenciar o 
relacionamento com o cliente de modo integrado. Assim, fidelizar o cliente com o objetivo 
de fazer crescer a rentabilidade das relações comerciais deve ocorrer segundo estratégias 
para isso. 
Portanto, algumas das empresas estão aproveitando a riqueza de dados de clientes 
coletados enquanto usam seus aplicativos para fazer pedidos. Considera-se também que essas 
empresas modelam as melhores práticas quando se trata de sistemas de gerenciamento da cadeia 
de suprimentos. As empresas podem rastrear dados como preferências do cliente, quais franquias 
eles visitam, padrões de compra e quais produtos estão em demanda. Essas informações se 
traduzem em informações valiosas para os sistemas da cadeia de suprimentos. Ela indica para 
onde enviar quais suprimentos, quais fornecedores estão fornecendo os produtos ou serviços 
mais demandados e o desempenho dos produtos e serviços. A integração de sistemas de CRM 
com o software da cadeia de suprimentos pode criar uma ferramenta poderosa.
Assim, convido-lhe a observar os quadrantes do esquema da Figura 9, que relaciona um 
conjunto de variáveis que nos faz compreender estratégias de relacionamento. Os elementos do 
CRM variam desde um site da empresa e e-mails a correspondências em massa e telefonemas. A 
mídia social é uma outra maneira de as empresas se adaptarem às tendências mais recentes, por 
meio delas, há maior engajamento dos clientes, e obviamente, maiores resultados financeiros.
Inventário logístico é uma lista de todos os bens e materiais disponíveis em 
estoque; podem estar armazenados nas próprias instalações das companhias ou 
fora delas (ENDEAVOR, 2015). O importante aqui é você evitar desperdícios, ou 
perdas de vendas, pois muitas são as organizações que não possuem exatamente 
a quantidade de produtos disponíveis para venda em estoque. Mas por que ocorre 
isso? Notadamente, porque empresas não possuem meios necessários para 
atualizar esse estoque, seja por falta de uma pessoa ou setor responsável, ou seja, 
porque a empresa agrega tanto valor aos produtos comercializados que itens de 
matérias-primas são mero detalhe, refletindo falta de profissionalização na gestão 
desse aspecto.
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O objetivo principal do CRM é criar experiências positivas com os clientes para mantê-
los voltados à organização, criando uma base crescente de clientes recorrentes.
Figura 9 - Diagnóstico e escolhas estratégicas possíveis. Fonte: Paulillo (2020).
De fato, há cada vez mais uso do termo CRM para se referir aos sistemas de tecnologia 
e que as empresas podem opcionalmente contratar para gerenciar suas interações externas 
com os clientes em todos os pontos, até a compra e a pós-compra. Portanto, há um conjunto de 
funcionalidades que realmente importa para a logística, conforme segue:
• Automação de processos de vendas e marketing.
• Otimização dos fluxos de trabalho.
• Gerenciamento de contatos.
•Ferramenta de atendimento ao cliente e segmentação.
• Análise em tempo real e relatórios personalizados.
• Opções de colaboração e compartilhamento de documentos.
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Podemos dizer que o CRM também tem condições de fornecer as ferramentas necessárias 
para se calcular o Retorno sobre investimento - ROI de cada atividade executada, de modo que 
essas informações mais consistentes permitem detectar as áreas mais fracas de atuação e fazer 
melhorias quase que instantâneas nas transações com os clientes. 
• Just in Time – JIT - Esse termo pode ser compreendido como “bem em tempo/na hora 
certa”. Trata-se de uma técnica atribuída e desenvolvida na fábrica japonesa da Toyota Motor 
Co., cuja prática se demonstrou inovadora, rompendo com premissas básicas do gerenciamento 
convencional, e adotadas nos Estados Unidos e em outros países desenvolvidos a partir de meados 
de 1980. A ideia é a de que cada processo da linha de produção deve ser suprido com os itens e 
quantidades certas, no tempo e lugar certo. Ou seja, com o JIT se busca eliminar perdas como 
excesso de estoque, com tempos de produção, com paralisação de atividades etc. Nesse contexto, 
observa-se que a velocidade da entrega dos pedidos é um aspecto cada vez mais examinado 
no gerenciamento da cadeia de suprimentos, particularmente com a constante expansão das 
demandas dos consumidores por entrega no mesmo dia ou no dia seguinte. Daí, a convergência 
do processo de entrega e a filosofia do Just-In-Time (JIT) ser uma estratégia de gerenciamento de 
inventário que ajuda a facilitar o atendimento mais rápido de pedidos com aplicações específicas 
em pedidos de matérias-primas e fabricação. 
Assim, também podemos avaliar como se dará a produção para entrega Just-in-Time, 
onde devem ocorrer atividades específicas para pedidos específicos de clientes, o que pode 
demandar mais prazos e custos para esse atendimento. Pode ser que aconteçam atrasos ou mesmo 
descompassos entre produção e entrega. Como os serviços Just-in-Time não podem ser atrasados 
em relação ao atendimento normal da cadeia de suprimentos, as mercadorias são “puxadas” ou 
demandadas pela própria cadeia de suprimentos, o que é objeto de análises para que os recursos 
necessários sejam transferidos dentro de um contexto adequado. Portanto, o processo de 
produção começará quando um cliente faz um pedido e o setor do estoque faz a entrega conforme 
a necessidade for explicitada. Esse é o conceito de “puxar” que comentamos. Embora a aplicação 
do Just-in-Time tenha sido concentrada em operações de fabricação, manuseio e armazenamento 
de materiais e entregas de fornecedores, seus princípios podem ser estendidos por toda a cadeia 
de suprimentos. Os métodos Just-in-Time simplificam e racionalizam processos da cadeia de 
suprimentos de materiais e nos fluxos de informações que a planejam e a controlam. 
O sistema Just-in-time tem inúmeras implicações para os executivos de logística e, como 
fundamento, estaremos comprando ou produzindo apenas o que é necessário, e quando se torna 
necessário. Não se esqueça de que isso tem de ter uma cadência e prazos que resultem em boa 
performance organizacional, zelando pela inexistência de qualquer desperdício. O Just-in-time 
deixa isso muito claro.
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3 ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS DE LOGÍSTICA: AQUISIÇÃO E 
LOCAÇÃO
O interessante em ser um(a) observador(a) da história é que assim você pode apreciar 
prazerosamente as mudanças que ocorrem na trajetória humana. Tivemos a experiência por 
longo tempo em ambientes de comerciais, em que predominava uma rivalidade até natural entre 
empresas, em especial, nos processos de negociação em que a ideia era de uma empresa ganhar 
vantagem financeira sobre a outra. Não que não exista esse procedimento hoje em dia, mas já há 
mudanças no horizonte, mudanças que dão espaço agora a ambientes cooperativos (de cooperação 
mútua), cujo interesse é garantir que as empresas estejam posicionadas para implementarem suas 
estratégias de produção e marketing com apoio da base de fornecedores (GIACOMELLI; PIRES, 
2016).
Essas relações de confiança em ambientes de negócios, desenvolvidas entre empresas 
parceiras, têm reflexos no fornecimento contínuo e manutenção dos estoques, e também apresenta 
uma contribuição muito positiva ao estímulo e desenvolvimento de fornecedores, melhoria da 
qualidade de produtos e prestação de serviços. A gestão da aquisição, popularmente conhecida pela 
atividade de compras tem relação direta com isso, revestindo-se de importância principalmente 
pelo volume de recursos investidos nela. Como toda atividade administrativa, para alcançar 
um grau de eficácia, precisa ser antecedida por um processo de planejamento, o que na área 
de aquisição não é diferente. Notadamente, tal orientação parte da consolidação dos dados de 
uma previsão de demanda para um dado período, ou seja, você projeta números baseados nos 
resultados anteriores e na experiência que o comportamento de consumo lhe diz. Incluem-se 
também os prazos e a confiabilidade das entregas, além de outros itens específicos e inerentes a cada 
tipo de empresa. Não faz sentido você tão somente produzir quando se tem algum pedido. Isso é 
bastante diferente, obviamente, no tipo de produção por projetos, onde atividades específicas são 
desenvolvidas. Produzir barcos, edifícios, plataformas para prospecção de petróleo, são exemplos 
que podem ilustrar a afirmação feita, pois não são produzidos todos os dias por uma empresa ou 
pool de empresas; porém, itens de moda, produtos lácteos, beneficiamento de grãos, dentre tantos 
outros exemplos de menor porte, possuem uma previsibilidade de consumo mais constante e, por 
isso, a necessidade da previsão de demanda. Ela tem impacto na função de compras que pode 
ser definida como uma função logística que lida com a aquisição e gerenciamento de materiais, 
equipamentos, peças e serviços que devem ser recebidos pela organização nas condições exigidas 
para realizar suas operações de maneira adequada, com o objetivo final de entregar as informações 
e serviços requeridos por seus clientes (BALLOU, 2006 apud SORG; SILVA; NOGUEIRA, 2019). 
Ou seja, a logística depende de informações para melhor equilibrar as relações de produção e 
consumo.
Portanto, essa função tem como principal objetivo garantir o fluxo contínuo da produção, 
sem a interrupção por faltas, provendo o processo produtivo das quantidades necessárias, dentro 
das especificações de qualidade requeridas, e nos tempos certos (POZO, 2019). Portanto, o uso 
da tecnologia da informação contribui e muito. Diferentes sistemas informatizados permitem um 
fluxo de informações mais veloz e preciso, permitindo decisões mais apuradas no momento de 
comprar ou não de um fornecedor. Algumas decisões sobre a função compras são cruciais tais 
como: Comprar ou fabricar internamente? Comprar ou alugar? Centralizar ou descentralizar as 
compras? Que estrutura é requerida para o setor de compras? Manter-se fiel a um fornecedor ou 
desenvolver vários fornecedores? Essas são algumas questões para as quais só se pode encontrar 
resposta a partir de uma análise detalhada da situação de cada organização. Não há como ter uma 
resposta padrão, inclusive, podendo ser diferentes dentro de uma mesma empresa dependendo 
do material a ser adquirido (insumos e bens de capital, por exemplo). 
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Mas saiba que, guardando-se as devidas proporções, temos essas mesmas indagações 
dentro de nossos lares. As famílias possuem suas predileções, por exemplo, por marcas de sabões 
em pó ou sabões lava-roupas concentrados. Existem aquelas famílias cuja prática é fazer sabões 
para uso na lavagem de roupas ou para lavar louças e panelas, como também há aquelas quetestam produtos alternativos, fornecedores alternativos. 
Então, uma nova indagação pode surgir: qual é a relação de compras com logística? Como 
você sabe, a área de aquisição/compras é uma área operacional em que estamos lidando com a 
ação de controlar e manter uma atividade produtiva abastecida. Porém, também é estratégica 
pelo auxílio à empresa em atingir seus objetivos de longo prazo, que é conseguida em boa medida 
nos processos de negociação de aquisição de produtos necessários. A logística, por sua vez, está 
planejando, implementando e controlando o fluxo de bens físicos. 
De outra maneira, você deve entender que, com o advento da importância do gerenciamento 
da cadeia de suprimentos, também houve uma crescente importância das atividades relacionadas 
à compra, onde a capacidade interna de fabricação de muitas empresas se viu muito mais 
vinculada à aquisição de peças justamente por estar dentro de uma cadeia de suprimento/Supply 
Chain. Muitas operações foram terceirizadas e, por exemplo, muitas delas foram terceirizadas 
para empresas, havendo muitas operações externas feitas em países diferentes, com leis diferentes 
e com governos diferentes. É o caso da própria China que se tornou um grande exportador de 
produtos de baixo custo.
Assim, o gerenciamento de compras, que incluía preocupações com a definição de custos, 
com os preços finais do produto, incluindo-se as encomendas, o recebimento dos produtos e 
o pagamento por eles e, portanto, com tarefas não estratégicas, desdobrou-se saindo do 
gerenciamento convencional e passando para uma condição mais estratégica (Figura 10). Essa 
condição envolve o abastecimento de toda a cadeia, a gestão dos multivariados fornecedores e 
dos respectivos contratos.
Figura 10 – Relações entre aquisição e logística. Fonte: Usefi (2016).
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Considerando a hipótese de que as empresas possuem uma configuração gráfica como a 
demonstrada na Figura 10, podemos perceber que todas as três áreas mencionadas de gerenciamento 
precisam cuidar para que o suprimento de uma organização continue funcionando (a coisa 
certa, no lugar certo, na qualidade certa, na hora certa e nos custos certos). Para isso, também 
surgiram várias empresas que prestam serviço com o intuito da manutenção do suprimento, 
havendo empresas que você conhece, como as fornecedoras de remessas e transportes (Empresa 
de Correios e Telégrafos - ECT), fornecedores locais de caminhões, transportadoras etc. Por 
conta disso, você percebe também que as funções de Logística, Aquisição, Compras e a Cadeia de 
Suprimentos são interdependentes e a interseção, conforme sugere a Figura 10, varia de acordo 
com o design da organização e o setor em que ela atua. Por exemplo, um hospital não pode deixar 
faltar materiais de consumo em seu estoque como compressa de gaze, que é muito utilizada para 
absorção de sangue, limpeza e cobertura de curativos em geral. Esses como também seringas, 
algodões, equipos para soro, dentre outros materiais precisam ser constantemente reabastecidos, 
daí a necessidade de se ter procedimentos nos quais se espera maior eficiência e eficácia dos 
serviços.
Na maioria das vezes, os fornecedores são selecionados por empresas com base em três 
fatores básicos: a capacidade de cumprir com alguns padrões de qualidade, aspectos contratuais 
da entrega e o preço que eles oferecem. No entanto, no gerenciamento moderno, é preciso levar 
em consideração vários outros fatores para ter sucesso e estabelecer um relacionamento de longo 
prazo com seus fornecedores. Assim, os fornecedores se tornam os melhores ativos intangíveis 
da organização. De qualquer forma, organizações modernas precisam abraçar integralmente 
sua base de fornecedores. Os relacionamentos “fornecedor-cliente” constituem um sistema que 
otimiza o desempenho corporativo quando todos os envolvidos trabalharem para esse fim. 
Outra questão importante é que as empresas vêm implantando programas de 
desenvolvimento de fornecedores há décadas, bem como implementando iniciativas nesse 
sentido, pois sabem que aí está um meio de se conseguir vantagens, como os sugeridos por 
Giacomelli e Pires (2016):
• Criar novas fontes de fornecimento para quando não existem fornecedores para a empresa.
• Criar fontes de fornecimento mais convenientes e baratas.
• Diminuir a dependência excessiva de um único fornecedor.
• Melhorar as habilidades existentes no fornecedor para atender seus requisitos de 
qualidade, prazos.
• Trabalhar o baixo desempenho do atual fornecedor.
Conheça a realidade da logística hospitalar na atuação de garantir 
o produto certo, na hora certa, no momento certo, para o paciente 
certo. 
SILVA, R. Logística Hospitalar. 2016. Disponível em: 
https://administradores.com.br/artigos/logistica-hospitalar .
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• Assim, conseguem-se vários benefícios conforme o que preconiza Moura (2009):
• Parceiros mais fortes e foco comum na qualidade.
• Confiabilidade de entregas e melhor controle de processo.
• Dependência mútua e congruência de objetivos.
• Redução no custo da cadeia logística.
Uma das preocupações à medida que os custos de transporte relacionados à logística 
aumentam é em terceirizar os requisitos de serviço da logística para uma empresa confiável, 
reduzindo assim significativamente os custos. Você pode ver a menção a isso no artigo da 
logística hospitalar, anteriormente sugerido. A terceirização ou outsourcing dos requisitos de 
serviços de logística para um provedor de serviços externo de logística pode ser uma decisão 
sábia a longo prazo. Esses prestadores de serviços de logística lidam principalmente com serviços 
como transporte, armazenamento, entrega e outras operações relacionadas. Eles estão crescendo 
rapidamente a cada dia, oferecendo estratégias superiores de terceirização e planos de transição 
a taxas econômicas. Eles garantem serviços de logística personalizados, conforme desejado por 
seus clientes.
É importante você lembrar com o exemplo do advento da pandemia da COVID-19, que 
além da rápida queda da demanda por produtos e serviços que provocou a diminuição da escala 
de produção de muitas empresas, também se romperam várias cadeias de suprimento dado 
terem sido interrompidas o abastecimento de componentes específicos que não foram entregues 
pontualmente às fábricas para elaboração de produtos finais. Portanto, o risco de manter a 
continuidade dos negócios e manter a produção em um nível ideal aumenta, sendo necessário 
recorrerem aos fornecedores pela parceria entre eles. Muitas empresas buscaram reagir aos 
problemas advindos, tomando a decisão de terceirizar sua produção ou mesmo de licenciar 
a marca para empresas terceirizadas, bem como de transferir a produção dos componentes 
e produtos semiacabados para outros países, para outras regiões econômicas do globo, a fim 
de encurtar e simplificar a logística internacional, mas fundamentalmente, cumprir com seus 
compromissos anteriormente pactuados.
Nesse aspecto de simplificar a logística internacional, há uma convergência na tomada 
de decisão entre as condições de viabilidade do negócio, com as principais plataformas de 
aquisição de matérias-primas e de meios de exportar os produtos manufaturados. Por exemplo, a 
Samsung desistiu de fabricar celulares na China, transferindo sua produção de smartphones para 
a Tailândia. Recentemente, a fábrica de motores da MWM localizada em Córdoba, na Argentina, 
que produziu motores à diesel para modelos da Ford, GM e Mercedes-Benz, mudou suas operações 
para o Brasil. Como negócio, é verídico que o capital busque ambientes de prosperidade. Como 
ente social, é uma perda para a localidade e para o país em termos de desenvolvimento. Mas a 
discussão ficará no aspecto das mudanças que a produção assume nos dias de hoje, em que as 
distâncias entre países diminuemconsideravelmente, deixando de ser um impeditivo maior. E é 
nesse ambiente que os fornecedores são forjados.
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Diante dessa argumentação, podemos elaborar um rol contendo os muitos motivos para 
se terceirizar os serviços de logística, sendo que os principais motivos para terceirizar serviços de 
logística incluem (MOURA, 2009):
• Liberdade para se concentrar em operações críticas: em vez de tentar executar serviços de 
logística internamente, terceirize-os para uma empresa, portanto, liberando tempo útil e 
aumentando a produtividade.
• Satisfação aprimorada do cliente: a maioria dos provedores de serviços é especializada 
apenas em serviços de logística, o que pode aumentar a satisfação do cliente e criar 
parcerias que podem ser duradouras.
• Economias de escala: um provedor de serviços de logística terceirizado pode ajudar a 
obter economias de escala, pois despesas como custos de seguro, custos de transporte ou 
custos fixos de armazém são atendidas pelos prestadores de serviços de logística. 
Depois de decidir terceirizar os serviços de logística, é necessário identificar o provedor 
de serviços certos. E, então, alguns dos fatores a serem considerados incluem:
• Análise dos aspectos críticos como custos, operações da cadeia de suprimentos e 
viabilidade da terceirização, entre outros aspectos.
• A experiência dos prestadores de serviços - número e capacidade de armazéns, sistema de 
transporte, processo de compras, canais de atendimento ao cliente etc.
• Análise dos concorrentes em relação ao custo-benefício verificando o suporte 
administrativo, taxas de incidência excepcionais (eventos negativos ocorridos), índice de 
desempenho etc.
Veja que é muito similar ao que um profissional de Recursos Humanos faz em um 
processo de seleção de colaboradores para ocupação de um cargo dentro de uma organização. 
Você elabora um conjunto de critérios e confirma se o perfil é o ideal para suas demandas.
4 ADMINISTRAÇÃO DE SUPRIMENTOS: INTEGRAÇÃO LOGÍSTICA
O domínio de técnicas e de novos requisitos impostos principalmente pelo cenário virtual 
provoca mudanças nos processos logísticos, sendo visto agora como um fluxo integrado ou fluxo 
incorporado de materiais e informações. Estrategicamente, é importante o controle desses fluxos, 
ou ter meios para acompanhar, dado que as transações comerciais são muito rápidas hoje entre 
varejo e indústria para atendimento de demandas, o que faz com que a ideia de uma logística 
competitiva e integrada surja a partir de uma combinação de uma estratégia logística de negócios 
com teorias de estratégia competitiva. Sendo assim, compreenda que, se não houver uma união 
ou interatividade entre diversos setores e processos de uma empresa, não se conseguirá uma 
orientação para a logística integrada, que é concebida com foco na gestão e não no foco da 
operação. 
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“Aperte seus cintos”, pois o desafio só tende a aumentar!
Então, considere haver uma visão holística onde conseguiremos enxergar todos os 
processos da origem do produto até a entrega do mesmo, porém compreendendo ser “algo único”. 
Não há aqui mais aquela visão fragmentada ou individualizada de partes de quando estudamos 
os processos logísticos, mas uma relação de importância onde não se pode alterar uma lógica ou 
os componentes do processo sem que o mesmo não altere seus resultados. A maneira como uma 
atividade é desempenhada afeta os custos ou a eficiência das outras atividades, pois elas criam, 
com frequência, um intercâmbio em relação a um conjunto de variáveis que recorrentemente 
devem ser avaliadas na sua dinâmica. Esse intercâmbio significa que setores das organizações 
para atuarem nas novas concepções da logística precisam trabalhar juntos, para que possam 
melhorar as ações que ajudam a mover o produto da fonte de matéria-prima para o cliente final. 
A logística integrada é uma prática gerencial surgida em meados dos anos 90 em um 
Brasil cuja economia alcançava uma estabilização com o advento do Plano Real. A partir desse 
período caracterizado pelo favorecimento de uma dinâmica de negócios, os mercados passaram 
a influenciar vigorosamente a formação de preço de produtos, pressionando assim as empresas a 
reduzirem seus custos olhando para a cadeia produtiva a que pertenciam. Decorre disto que houve 
uma elevação a outro patamar de importância do supply chain, pois na equação das vantagens 
competitivas que uma empresa possa ter com a logística, está inclusa uma ótima entrega de 
produtos aos clientes. 
A logística integrada é assim mais orientada para otimizar custos e tempos de produção, 
além de melhorar a qualidade. Perceba, por exemplo, que armazenar lotes de produtos para 
depois expedir produtos para armazenagem tem lógicas comuns no fluxo, mas é muito distinto 
na evidência dos custos envolvidos. Isso porque podem ocorrer muitos fatores incidentes que 
exercem variações nos custos, tempo e qualidade logística como o valor do câmbio do dólar, 
eventos climatológicos e tantos outros eventos que interferem nos itens logísticos, apontados 
anteriormente como variáveis. 
A definição de logística integrada, em alguns aspectos, parece idêntica à concepção do 
conceito de logística. No entanto, contém uma diferença fundamental: a integração de cada 
etapa, tanto na fase de planejamento quanto na fase de controle. Em outras palavras, a logística 
integrada, além de lidar com tudo relacionado à logística tradicional, também se conecta com os 
setores de produção, marketing e todos os outros setores da empresa, tendo como suporte para 
isso sistemas inteligentes para controlar o fluxo de logística e coordenar todas as atividades.
Assim, integrar a cadeia de suprimentos significa melhorar e minimizar os custos, 
aumentando a competitividade do mercado como um todo, porém, você só consegue isso 
integrando as diferentes funções dos processos de negócios dentro das organizações participantes 
da cadeia de suprimento. O que tem sido comum na literatura disponível nesse assunto, conforme 
apontamos anteriormente, são as relações mais estreitas entre setor de produção, marketing, 
finanças e, por certo, o setor de logística, porque são esses os responsáveis pelas atividades 
relacionadas à aquisição, movimentação e estocagem de materiais. Também, com a integração se 
conseguirá melhor gerenciamento de armazéns, uso de transporte e de materiais. Por outro lado, 
se conseguirmos integrar empresas das cadeias de suprimentos, conseguiremos muitas vezes 
antecipar o que o cliente necessita e quer, além de fazer utilização de uma rede de trabalho para 
atendimento em tempo hábil às solicitações dos clientes, como também a aquisição de meios 
como informações para o atendimento ao cliente. 
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Observe que os esforços vão no sentido do atendimento do cliente, o que é algo 
claramente compreensível, pois a satisfação desse se constitui em um dos principais propósitos 
dessa empreitada concorrencial. Segundo Vaz e Lotta (2011), espera-se que a integração logística 
produza benefícios como: aumento da capacidade de resposta e da velocidade das etapas da cadeia 
de suprimentos; redução ao mínimo da variância na oferta dos produtos e serviços; otimização 
de estoques e custos de transporte; melhoria da qualidade dos serviços.
Duas atividades são fundamentais para determinar o perfil da logística integrada, definido 
por Wood (1998 apud CARLINI, 2002): 
• Identificação do ambiente competitivo (identificar e estabelecer comparações e direcionar 
ações de melhores clientes e fornecedores).
• Determinação dos custos e valores da cadeia (determinar os custos e valores de cada 
atividade e de orientação das ações de otimização).
Tais argumentos se espelham no conceito da logística integrada,tendo implícita a busca 
dos entes da cadeia por facilidades para que as operações logísticas ocorram da melhor forma 
possível, onde preexiste uma condição de parceria entre esses entes, principalmente pelo fato 
de haver necessidade de compartilhamento de informações sobre produtos e serviços. Segundo 
Petraglia et al. (2009), a logística integrada exige que os valores conceituais das atividades da 
empresa sejam administrados como um sistema, e não como uma coleção de partes separadas, 
motivo esse que justifica nossos apontamentos anteriores de maior proximidade entre setores 
internos das organizações e das próprias organizações da cadeia de suprimentos. 
Isso foi provado diante das dificuldades iniciais na questão de distribuição de alimentos, de 
medicamentos, de kits de testes do coronavírus, na crise pandêmica, que apresentou um conjunto 
de ações desconexas por conta do estado de emergência, pela súbita demanda de produtos, 
aliado à impossibilidade de a logística proceder o atendimento dessa emergência. Fronteiras 
terrestres tiveram seus acessos limitados (9 países limítrofes ao Brasil) como também o acesso aéreo 
de estrangeiros oriundos de países da Ásia e da Europa. A logística foi imensamente impactada. E o 
que dizer os exportadores e importadores do país? Toda a cadeia produtiva foi impactada de tal forma 
que, se não houvesse uma logística de contingência para esses problemas, o caos se instalaria.
Analise os aspectos mais recentes que acarretaram uma 
interferência nas atividades logísticas que conseguiu romper várias 
cadeias de suprimento. Acesse: Máxima Tech.
MÁXIMA TECH. O impacto do CORONAVÍRUS na logística brasileira. 
2020. 1 vídeo. Disponível em: 
https://www.youtube.com/watch?v=MMjRcG46NvM . 
Acesso em: 17 abr. 2020.
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Dentro de condições normais, pode ocorrer que produtos que são anunciados na mídia 
e que deverão estar disponíveis nos pontos de vendas estejam indisponíveis nas prateleiras, 
determinando além da perda de giro e margem pela frustração de vendas, o impacto à marca 
do produto. E também é fácil compreender essa situação quando se tem vários produtos 
equivalentes/similares para uso e consumo, que podem cair no gosto dos consumidores, tendo a 
logística um papel a desenvolver como um mecanismo de diferenciação baseadas em custos mais 
baixos e melhoria nos serviços prestados. Isso confere melhores possibilidades de se concorrer 
com determinado produto dentro do ambiente da logística integrada. 
Ok, mas como isso se daria nessa questão? Bem, você deve ter percebido que a rapidez 
na resposta às demandas é algo primordial nessa questão, bem como não se disponibilizar 
produtos. Simplesmente, o produto não pode faltar no ponto de venda. Igualmente é importante 
a confiabilidade do sistema logístico em entregar o que fora prometido. Para isso, por exemplo, 
para que haja a integração, poderão ser designadas pessoas ou equipes que atuem de ponta a 
ponta na cadeia de suprimento, ou seja, colaboradores que atuem junto ao ponto de venda, até 
aqueles que trabalham com os fornecedores. É importante destacar que os esforços dispendidos 
por esse pessoal se resumem na simplificação dos fluxos logísticos aos quais estão vinculados. 
Pessoas específicas ou as equipes serão responsáveis por liderar e gerenciar esses esforços na 
cadeia produtiva, podendo ser, como dissemos anteriormente, uma atividade interna ao ambiente 
das empresas ou mesmo externas, que seriam feitas através dos setores internos ou grupos de 
cada uma das organizações. 
É vital que cada participante da cadeia de suprimentos agregue valor à perspectiva do 
cliente final na cadeia de suprimentos, o que é conseguido através da transferência de informações 
que são geradas e compartilhadas ao longo da cadeia. Com essas informações, as decisões tomadas 
serão em menor tempo e de forma assertiva, conferindo assim maior capacidade de resposta 
às mudanças nas necessidades dos clientes. Isso decorre porque as empresas têm condições 
de reunir informações precisas com as quais programam suas operações com mais eficiência, 
antecipando-se aos interesses dos clientes. Por exemplo, um setor de compras de uma empresa 
recebe informações do setor de estoque de outra empresa, sabendo assim as condições dos seus 
fornecedores, dos estoques, do transporte. Ou, então, o setor de estoque, cujo acompanhamento 
em tempo real de suas informações determinará um tipo de desempenho na aquisição de futuros 
itens, assim como um setor de compras que pode identificar produtos desejados pelos clientes. 
Um sistema inteligente, capaz de monitorar cada etapa do fluxo, desde a criação de ordens 
de serviço até a reserva e envio dos produtos para o armazém ou entrega ao cliente, permitirá a 
coordenação dentre as várias partes interessadas ajudando a construir uma operação eficiente e 
sem complicações. Para otimizar e tornar os processos eficientes, as empresas precisam redefinir 
uma estratégia digital e a maneira como seu trabalho com processos internos estará conectado, 
o que irá abranger muitos dados, análises e conexões com vários entes da cadeia e argumentos 
para elaborarmos estratégias. Veja como a logística integrada proporciona o controle do fluxo dos 
produtos e processos:
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Chamamos sua atenção para a Figura 11, observando-a como um todo, imaginando os 
dados que cada etapa pode gerar e o que você pode administrar, considerando que cada item da 
figura é considerado uma empresa distinta.
Figura 11 - Serviço logístico integrado. Fonte: Galarza (2015).
Mas que tipos de dados são consultados? Vejamos um exemplo de grande envergadura 
e que nos inspira a buscar organizar dados conforme nossas realidades. Olhando o gráfico da 
Figura 12, podemos observar o tamanho do impacto às cadeias logísticas de exportação para a 
China, viabilizadas pelo modal de transporte aquaviário. Em azul, você pode observar a queda 
de programação de navios para lá e, em vermelho, o de containers até o dia primeiro de março 
de 2020, onde há clara ruptura de cadeias de suprimentos em empresas que operam a partir da 
China. 
Aqui, você pode imaginar questões como a ociosidade da capacidade de navios 
disponíveis, embarcadores, despachantes etc. Para as empresas que dependem das entregas 
pontuais de produtos, componentes e materiais, o controle desses riscos é uma preocupação 
estratégica essencial.
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Está se tornando ainda mais premente à medida que as expectativas de serviço dos clientes 
continuam a aumentar com o passar do tempo. Quando uma empresa descobre que houve um 
problema na cadeia, o dano já pode ter sido causado. Por exemplo, um fornecedor chinês desistiu 
de fornecer 15000 respiradores que haviam sido negociados pelo governo brasileiro alterando as 
expectativas e estratégias do Ministério da Saúde. Pode ocorrer também um problema em um 
porto, armazém ou, ainda, em outro continente, pode algum fato causar uma reação em cadeia de 
produção perdida, entregas atrasadas, vendas perdidas e clientes insatisfeitos em todo o mundo.
Figura 12 - Efeitos a curto prazo do surto de coronavírus. Fonte: UNCTAD (2020).
Outro exemplo mais recente que tem acelerado as relações tanto entes de cadeias 
produtivas como governos de quatro países (Canadá, China, Estados Unidos e Rússia) diz 
respeito às disputas em curso pelas rotas entre os portos do Extremo Oriente e a Europa, pelo 
tráfego através do oceano Ártico. Navegar por ali representa uma substancial economia para 
muitas empresas que precisam sair ou chegar na Ásia utilizando a rota do Canal de Suez. 
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É bem verdade que há um drama associado a essa questão,que é a diminuição das calotas 
polares do Polo Norte por conta do fenômeno do aquecimento global e por um clima imprevisível, 
porém, vamos nos deter exclusivamente ao nosso tema inicial.
Figura 13 – Localização Yamal e Nansha. Fonte: Google Maps (2020).
Hoje, embarcações russas têm condições de trafegar entre o porto chinês de Nansha, 
em Cantão (Guangzhou), cruzar o estreito de Behring em direção a Yamal, no norte da Sibéria 
Ocidental - Rússia. Essa era uma rota que só poderia ser utilizada no verão ou, de outra forma, 
deveriam passar pelo Canal de Suez para chegar a Yamal, o que atrai as atenções dos Estados 
Unidos, Canadá e de outros países, podendo haver desdobramentos por conta de um conflito de 
interesses comerciais.
Certamente, a alteração de rota irá estabelecer uma vantagem competitiva no contexto 
da logística integrada das empresas chinesas e russas quanto aos tempos para disponibilidade 
do suprimento de matérias-primas e da distribuição física de produtos no futuro, conforme 
sugerimos anteriormente. 
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4.1 Planejamento do Supply Chain
As cadeias de suprimentos são uma rede complexa de empresas, pessoas, recursos, 
sistemas e informações. O potencial de desconexões e subotimização entre todos esses diferentes 
elementos é significativo, conforme pudemos demonstrar, sendo necessário um planejamento 
eficiente da cadeia de suprimentos (Supply Chain).
Integrar operacionalmente a cadeia de suprimentos implica três fatores de orientação ao 
planejamento da cadeia: 
1. Visibilidade na cadeia de suprimentos – envolvendo acesso a dados relacionados 
a transações que envolvem informações desde a monitoração dos estoques e 
disponibilidade de recursos para a cadeia de suprimentos.
2. Aspectos relacionados aos recursos – informações sobre quantidades, prazos, 
localização para entrega, aspectos contratuais.
3. Utilização de recursos – identificando aspectos vinculados à máxima produtividade, 
como custos baixos e excelência na prestação de serviços.
Tais orientações levam em consideração a frequência e velocidade de comunicação por 
meio da cadeia, o que afeta os níveis de estoques, eficiências, custos e tempos de preparação e 
expedição de produtos. Para tanto, a previsão de demanda (diária, semanal, mensal) é uma forma 
de estratégia de dar viabilidade técnica à produção e estoque, pois levará em consideração na 
análise do cálculo todos esses itens para que o exercício de “futurologia” seja o mais próximo 
de uma dada realidade. Notadamente, é um processo com base no histórico de vendas e na 
experiência do mercado, mas que tem relação com o planejamento logístico, envolvendo por sua 
vez ações relacionadas aos processos de transporte, de armazenamento e de estocagem dentro das 
organizações e mesmo entre os entes da cadeia de suprimento.
Todo elemento de sucesso no planejamento da cadeia de suprimentos aumenta a 
perspectiva das margens de lucro, o que na prática é quase sempre apertado. Um planejador 
da cadeia de suprimentos deve não apenas se preparar para o que é previsível e conhecido, 
mas também deve se preparar para os momentos em que as coisas dão errado, ou mesmo os 
imprevistos. 
Para isso, um planejamento de vendas e operações será uma ferramenta importante para 
o processo de gerenciamento de negócios que possibilita maior foco nos principais fatores da 
cadeia de suprimentos, incluindo aspectos relacionados às vendas, marketing, gerenciamento de 
demanda, produção, gerenciamento de inventário e dados sobre a introdução de novos produtos 
(se for o caso). De olho no impacto financeiro e nos negócios, o objetivo do Planejamento de 
vendas e operações, enquanto um processo que coordena planos de oferta e demanda, é permitir 
que os executivos tomem decisões mais bem informadas por meio de uma conexão dinâmica de 
planos e estratégias nos negócios. 
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Portanto, devemos casar planos de receita de vendas projetadas com os esforços de 
marketing e vendas, e também com os planos logísticos para superar restrições operacionais 
existentes na cadeia de suprimentos. Avalie essas informações conforme o esquema abaixo.
Figura 14 – Conflitos no processo de planejamento. Fonte: Bowersox et al. (2014 apud GIACOMELLI; PIRES, 2016).
Para se alcançar uma disponibilidade de estoques (inventário), deve-se esclarecer que se 
exigirá muito mais do planejamento, por incrível que pareça, e menos da alocação de estoque 
para armazéns, em um primeiro momento, com base nas informações das previsões de vendas. 
Nas operações logísticas e nos processos de vendas, um conjunto de informações precisa ser 
analisado, considerando os níveis de capital imobilizado nos estoques, o nível de serviço adotado 
pela organização, a qualidade dos produtos, bem como as margens financeiras de interesse. Na 
prática, temos visto que a chave é encontrar os pontos de disponibilidade de estoque para clientes 
selecionados ou principais clientes, mantendo o investimento total em estoques e instalações, 
no mínimo. Tal desempenho requer integração total de todos os recursos logísticos e das metas 
relacionadas a compromissos de crescimento da empresa no mercado.
Com o vídeo Logística Empresarial – Previsão de demanda e 
planejamento de estoques, poderemos complementar e consolidar 
os argumentos sobre a utilização da previsão de demanda na gestão 
de estoques, dado ser um importante instrumento utilizado para 
reduzir o nível de incerteza da procura e melhoria dos indicadores 
de custos e nível de serviço. Acesse e assista. 
IDEL. Logística Empresarial – Previsão de demanda e planejamento de estoques. 
2016. 1 vídeo. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=bHhV2s5Otxo. 
Acesso em: 19 abr. 2020.
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4.2 Sistemas de Informação em Supply Chain
Sabemos que na implantação de um sistema de informação, muitas vezes, ocorre um 
enrijecimento dos processos por conta da resistência de colaboradores às inovações, ou porque 
podem não estar engajados aos novos propósitos da organização. Contudo, um sistema (TI) 
é concebido para dar mais fluidez aos processos, sendo indispensável para se gerenciar um 
Supply Chain. Um bom profissional nessa área verá que é muito importante ter cadastros bem 
consolidados no sistema, sendo os mais comuns os cadastros de produtos, de fornecedores, de 
clientes, de veículos, dentre outros. Esse profissional compreende desde cedo o que o sistema 
faz e extrai daí as melhores análises das necessidades da empresa, sabendo que os custos de 
implantação de um sistema de informação normalmente são altos. Há também a necessidade de 
sistemas que possam trazer para as empresas a integração necessária de todas as informações. 
Novamente, observe que todos os departamentos devem ser capazes de compartilhar seus dados 
e repassar as informações vitais de forma organizada e eficiente.
Vários são os sistemas de tecnologia de informações (TI) disponíveis auxiliando no intento 
de interligar o gerenciamento da logística (integrada). Os sistemas como o Enterprise Resources 
Planning (ERP) são muito utilizados por empresas de médio e grande porte. O ERP (Planejamento 
de Recursos da Empresa) pode combinar vários aplicativos que facilitam o fluxo de informações 
dentro de uma organização, tornando-o uma ferramenta poderosa para a logística, atuando desde 
operações mais elementares das empresas até os níveis estratégicos, incluindo questões fiscais. 
Esses softwares, portanto, possuem módulos que tratam das questões financeiras da organização, 
compras, vendas, gestão de pessoas, contabilidade para quem precisa dessas informações. Mais 
especificamente, ele permitirá que os operadores de frota, por exemplo, gerenciem funções de 
negócios, como distribuição de produtos e manutenção deequipe, e fornece às empresas dados 
valiosos em todas as etapas da cadeia de suprimentos. Também auxiliará no gerenciamento dos 
estoques permitindo visualizar pedidos, vendas e entregas, além de análises de dados em tempo 
real que fornecem às empresas uma valiosa inteligência comercial. Muitas ferramentas de ERP 
promovem a comunicação entre fornecedores, distribuidores e varejistas e permitem que as 
transportadoras enviem informações ao vivo para os motoristas, como relatórios de tráfego e 
endereços de clientes. 
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Mas, sem um treinamento necessário para operar um sistema desses, o que você veria 
de imediato numa tela de computador? Suponha que você, acessando um desses sistemas, tenha 
dados dispostos similares aos das Figuras 15 e 16, conforme seguem:
Figura 15 – Visualização de tela de um daschboard (painel de controle) ERP. Fonte: Softvar (2020).
Figura 16 – Visualização de tela de um daschboard (painel de controle) ERP. Fonte: Ramco (2020). 
Produtos
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O cruzamento desses dados lhe dará uma informação de interesse. Essa é a sensação do 
gestor com esses sistemas. Pelo que você pode perceber, temos de imediato a possibilidade de:
• Planejamento de capacidade.
• Gestão de recursos (estoques com entradas e saídas de produtos).
• Visibilidade em tempo real do que ocorre no fluxo de materiais.
• Relatórios detalhados.
• Análise em tempo real.
• Envio em tempo real dos dados.
No ambiente do supply chain, tudo tem urgência por conta das incertezas, apesar dos 
planejamentos e por se ter dados em tempos reais. E essa é considerada uma condição de 
normalidade. Para você participar dessa atmosfera de trabalho, por um momento, avalie que, 
enquanto você estiver estudando, certamente novas ferramentas computacionais estarão surgindo 
ou sendo aperfeiçoadas, simplificando operações, e dando mais agilidade a outras atividades. Por 
outro lado, várias sortes de sinistros podem estar se formando.
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4.3 Empresas Prestadoras de Serviços Integrados de Logística
Precisamos fazer um alerta, pois é possível que você encontre muitas organizações que se 
apresentarão aptas a prover o mercado com Serviços Integrados de Logística. Elas se apresentam 
através da informação de fazerem uma logística integrada de Manaus para São Paulo ou de Porto 
Alegre para Recife, por exemplo.
 Há uma diferença clara entre a integração logística que se dá através dos esforços 
dentro de uma organização e entre as organizações de uma cadeia com o fim de trabalharem 
conjuntamente, o que muito difere de outras organizações que se propõem a fazer a prestação de 
serviços de forma personalizada, totalmente adaptada às necessidades de cada cliente. Tomemos 
novamente o caso da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, ou simplesmente Correios. 
Essa organização goza de um monopólio nos serviços de entregas de correspondências, mas que 
paulatinamente tem desenvolvido novos serviços para que não fique obsoleta perante outras 
empresas concorrentes que na Era Digital oferecem serviços similares. Seu propósito na logística 
integrada é a busca da vantagem competitiva pela terceirização de atividades. 
Figura 17 – Correios LOG+. Fonte: Correios e Telégrafos (2020).
Para tanto, oferece um conjunto de atividades como consultoria logística e gerenciamento 
completo da cadeia de valor, realizando atividades como: recepção, armazenamento, expedição, 
transporte, distribuição, logística reversa, totalmente harmonizada com a estratégia logística dos 
clientes. Funciona conforme o estabelecido pela ilustração. Os serviços são desenvolvidos para 
a comodidade da organização contratante (empresas de médio e grande porte), envolvendo os 
processos de negociação e indo até a implantação e gerenciamento de soluções logísticas. 
Pode-se observar que é uma empresa que realiza uma variedade de atividades de 
serviços relacionados à logística de ponta a ponta, como transporte aéreo, marítimo, rodoviário 
e ferroviário (itens 6 e 7 da Figura 17), armazenamento (item 3 da Figura 17) e outros serviços 
de valor agregado (itens 2, 4, 5 e 8 da Figura 17) que compõem um total pacote de serviços de 
logística. As empresas que fornecem esses serviços devem ter um entendimento das operações de 
seus clientes, e também de sua cultura e de seus objetivos comerciais. 
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A economia de custos é um componente diretivo e ter o conhecimento e a experiência necessários 
para identificar pontos fracos na cadeia de suprimentos para fornecer soluções que agilizam os 
processos do cliente são os diferenciais dessas organizações.
Em síntese, o que fazem empresas como a do exemplo em sua prestação de serviços? 
Retomemos os conceitos trabalhados nesta unidade e veremos que, além de analisarem todos os 
aspectos logísticos dos negócios de seus clientes, desenvolvem atividades desde o fornecimento 
de matérias-primas ou componentes da fabricação até o armazenamento e até a entrega final do 
produto acabado aos revendedores, distribuidores e usuários finais. Além dos aspectos contratuais 
entre contratante e contratado, deve-se ter em mente que relacionamentos são construídos sobre 
confiança e um profundo entendimento das operações, mercados, valores e cultura do cliente.
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CONSIDERAÇÕES FINAIS
Vimos que a cadeia de suprimentos ou supply chain se tornou uma estratégia vital para 
as operações de muitas empresas. Para tomar as melhores decisões, os gerentes precisam acessar 
dados em tempo real, sendo isso desenvolvido através das tecnologias digitais que favorecem 
a transparência de ponta a ponta da cadeia. É certo que futuramente a função da cadeia de 
suprimentos pode até se tornar obsoleta pelo surgimento de um outro nível de interação melhor 
do que há nas empresas de grande porte, dado que essas gerenciam de maneira ideal os fluxos 
de trabalho na cadeia, justamente por ter uma estrutura desenhada para requerer muito poucas 
intervenções. Elas possuem normalmente setores de compras, manufatura, planejamento 
e logística, o que, por sua vez, inexiste, em boa medida, nas micro e pequenas empresas. Seu 
dever de casa é unir inicialmente os setores internos dessas organizações para posteriormente 
unir os esforços das organizações de uma cadeia. Apesar de haver muitas iniciativas, as micro e 
pequenas empresas seguem uma trajetória de união, considerando possuírem objetivos comuns 
e articulação promovida por entidades (SEBRAE-SC) como no caso da cadeia produtiva da 
moda, joias e acessórios da grande Florianópolis. Ainda que haja espaço para muitas atividades 
desenvolvidas por empreendedores nessa área, a simples análise preditiva está ajudando as 
empresas a melhorar sua previsão de demanda, para que possam reduzir ou gerenciar melhor a 
volatilidade de modismos, aumentar a utilização de ativos e fornecer conveniência ao cliente a 
um custo otimizado.
Como sabemos, estruturas de organizações logísticas variam significativamente, 
dependendo da missão específica, tipo de negócios e recursos humanos disponíveis. Assim, 
também sabemos que a logística é vista como uma competência que vincula uma empresa a seus 
clientes e fornecedores. Portanto, nada é mais interessante do que estimular todos os gestores de 
empresas a pensarem em agir em termos de recursos integrados, associando-se a uma tendência 
mundial. As informações sobre os clientes fluem através das empresas na forma de atividades 
de vendas, previsões e pedidos. E essas informações, uma vez refinadas, podem favorecer a 
aproximação dessas organizações no sentido de melhorintegrar as etapas envolvidas para obter 
um produto ou serviço para o cliente. As etapas incluem mover e transformar matérias-primas 
em produtos acabados, transportar esses produtos e distribuí-los ao usuário final. Lembre-se que 
o desafio é envolver as entidades envolvidas na cadeia de suprimentos que incluem produtores, 
vendedores, armazéns, empresas de transporte, centros de distribuição e varejistas. Vá pensando 
nisso!
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SUMÁRIO DA UNIDADE
INTRODUÇÃO ...............................................................................................................................................................60
1 LOGÍSTICA INTERNA: ARMAZENAMENTO ............................................................................................................ 61
1.1 RAZÕES PARA A ESTOCAGEM ..............................................................................................................................63
1.2 FUNÇÕES E OPERAÇÕES EM INSTALAÇÕES DE ARMAZENAGEM ..................................................................65
1.3 OS CUIDADOS DA ARMAZENAGEM .....................................................................................................................68
1.4 SISTEMAS DE ESTOCAGEM E SISTEMAS DE MOVIMENTAÇÃO ......................................................................69
2 LOGÍSTICA INTERNA: DISTRIBUIÇÃO .................................................................................................................... 73
3 MODAIS DE TRANSPORTE: CARACTERÍSTICAS E ADMINISTRAÇÃO ................................................................79
3.1 INTERMODALIDADE ..............................................................................................................................................86
CONSIDERAÇÕES FINAIS ...........................................................................................................................................88
LOGÍSTICA INTERNA E MODAIS DE 
TRANSPORTE
PROF. ME. MARCO ANTÔNIO SENA DE SOUZA
ENSINO A DISTÂNCIA
DISCIPLINA:
LOGÍSTICA E DISTRIBUIÇÃO 
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INTRODUÇÃO
Olá, pessoal!
 
Estamos iniciando um conjunto de novos tópicos. Trataremos de algo que inevitavelmente 
tem relação com o que deve ter em sua casa, que são mantimentos estocados, em um sistema 
conhecido como armazenagem. Esses mantimentos chegaram ao aconchego do seu lar pela 
atividade da distribuição e, certamente, por algum modal de transporte.
Estamos em uma sociedade na qual fatores oriundos de uma cultura comum propiciada 
pelo processo de globalização, pela necessidade incessante de crescimento de produtividade e 
pelas instantaneidades das relações comerciais, impactam a logística. Um cenário tão complexo 
originou um interesse considerável pelo planejamento e controle de sistemas de armazenamento 
como também sobre a distribuição interna às organizações e dos modais de transporte utilizados 
para a distribuição externa. 
Esta unidade, portanto, oferecerá um tratamento sobre o que seja o processo de 
armazenamento estratégico em todo o sistema logístico, sobre a essência e a importância do 
processo de distribuição interno e escolha dos modais.
Observa-se que devido à demanda aprimorada dos clientes, para a maioria das indústrias 
de manufatura, tornou-se cada vez mais importante monitorar e progredir continuamente a 
logística interna. Se a definição de logística é o conjunto de atividades dentro da cadeia de valor 
que gerencia o fluxo de materiais, informações e capital por ela, veremos que a logística interna 
tem os mesmos objetivos, apenas “intramuros”.
Um curso superior procura preparar o(a) aluno(a) a atuar em ambiente de uma logística 
da empresa na qual se sabe que atualmente muitas empresas estão organizadas com informações 
de baixa tecnologia e, portanto, precisa planejar, elaborar uma plataforma logística integrada 
que atenda às suas necessidades de crescimento. Condições caóticas não são a maneira como as 
fábricas modernas podem funcionar, devendo-se garantir que a armazenagem, a distribuição 
interna e todos os transportes sejam planejados em tempo real para um suprimento de produção 
seguro. A gestão eficaz desses itens aqui apresentados mostrará o que leva as empresas a obter 
uma eficiência no processo de armazenagem, na distribuição dos produtos e da escolha dos 
modais para fazer o produto sair da esfera do produtor e chegar até o último consumidor, 
estabelecendo, dessa forma, reflexões sobre as ações necessárias para as organizações crescerem 
em seus mercados e construírem fortes relações com seus clientes.
Bons estudos!!!
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1 LOGÍSTICA INTERNA: ARMAZENAMENTO
 
Você deve ter na sua casa um local em que armazena mantimentos por algum período. 
Às vezes, até pode ter se esquecido de algum produto que há muito passou do prazo de validade 
e entrou em um dilema sobre a possibilidade de ele poder ou não ser usado. Pois bem, esse 
conceito, em termos simples, é conhecido como armazenagem de mantimentos. Um armazém 
é normalmente visto como um local para armazenar o inventário. Contudo, muitas são as 
circunstâncias em que o papel do armazém é mais adequadamente visto como uma instalação de 
transferência, do que um recurso de armazenamento. 
Os produtos são armazenados em quase todas as instalações, como também na cadeia 
de suprimentos. O armazenamento garante também o preparo correto dos produtos para 
garantir que os pedidos possam ser atendidos e distribuídos. Independentemente do tamanho da 
instalação de armazenamento, desde um pequeno local de uma empresa até as instalações de um 
armazém central, as principais unidades operacionais de atividades de armazenamento são muito 
semelhantes. A complexidade dessas atividades varia com base no volume de produtos a serem 
gerenciados e o tamanho das instalações de armazenamento; bem como requisitos específicos, 
como armazenamento a frio. Assim, contrário ao que muitos pensam, a armazenagem é um 
processo que agrega valor ao produto e ao sistema logístico. Tal situação é similar ao caso das 
bebidas acondicionadas em tonéis, nos quais, quanto mais tempo são mantidas em ambientes 
especiais, melhor qualidade apresenta. Não é algo que se possa auferir senão a manutenção e 
cumprimento de uma conformidade do produto dentro de um processo logístico, pois estão 
presentes as atividades de guarda e movimentação de produtos em uma instalação antes de sua 
expedição. Lembre-se da distinção que existe da estocagem, que é um termo que está voltado à 
colocação de um produto acabado, semiacabado ou matéria-prima em um local, ainda que possa 
fazer a proteção do produto.
 
A discussão é relevante, pois quanto menor a quantidade de informações das organizações 
em relação a suas demandas futuras, maior será sua necessidade de investimento em armazenagem. 
Uma empresa busca crescer e, trabalhando nesse sentido, fatalmente verá a realidade de não ter 
espaços para seus produtos e serviços no futuro. A armazenagem dá suporte para uma atividade 
primária da logística que é a manutenção de estoques. Quanto maior é a necessidade de se manter 
estoques, maior é a tensão na armazenagem. 
Muitas foram as vilas e cidades que surgiram pelas rotas dos tropeiros. Esses 
pequenos comerciantes condutores de mulas faziam negócios em pequenos 
comércios chamados de “Secos e Molhados” ou também de empórios que na 
verdade são os armazéns do Brasil no século XVIII. A história dos armazéns no 
Brasil pode ser contada a partir desse contexto.
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Como exemplificamos anteriormente, há que se considerar as necessidades específicas 
(manutenção de temperatura, de umidade etc.) de determinados materiais, como as características 
para a suamanutenção, a segurança necessária, eficiência da movimentação de entrada e 
de saída desses produtos, a localização do material que está armazenado, o número de docas 
para movimentar essa estrutura de armazenagem e assim por diante. Além disso, nem todas 
as empresas podem prestar serviços de armazenamento, pois, nesse caso, há tributação pelo 
serviço bem como necessidade de autorização para a prestação desses serviços por autoridade 
competente. 
Atente-se ao fato de que são pensamentos ou razões como essas que, uma vez consideradas, 
diferenciarão os profissionais dos amadores. Observe também que o que está em jogo não é tão 
somente a armazenagem em si, mas os motivos da necessidade de se armazenar. 
Segundo Moura (2005), uma definição abrangente para armazenagem é:
[...] a denominação genérica e ampla que inclui todas as atividades de um 
ponto destinado à guarda temporária e à distribuição de materiais (depósitos, 
almoxarifados, centros de distribuição, etc.) e estocagem é uma das atividades 
do fluxo de materiais no armazém e o ponto destinado à locação estática dos 
materiais. Dentro de um armazém podem existir vários pontos de estocagem. 
A estocagem é uma parte da armazenagem (MOURA, 2005 apud MANGINI et 
al., 2019, p. 31).
Portanto, entendemos o conceito de armazenagem como uma função em que o foco 
da atividade envolve as mercadorias que serão acomodadas num intervalo de tempo entre sua 
produção e demanda e será parte da estratégia de marketing, no sentido de oferecer o melhor 
atendimento ao cliente. 
Uma filosofia (e não técnica) utilizada em processos logísticos é a aplicação do 
conceito just-in-time, uma estratégia para evitar ou minimizar a necessidade de 
estoques/inventário ou mesmo de armazenagem. Se a ideia é diminuir também os 
estoques/inventário, por que manter estruturas de armazenamento à disposição 
das empresas? Decorre que a maneira como o inventário dentro dos armazéns é 
gerenciado, paulatinamente, vem sendo mudado. Como se tem muitos dados em 
tempo real obtidos através da conexão de sistemas de softwares corporativos, 
o uso dos armazéns passará a uma nova concepção. Por exemplo, o varejo de 
vestuário tem um custo muito alto com manuseio e armazenagem de peças de 
roupas, de tal sorte que uma vez conectados, a transparência das fontes de dados 
permitirá um envolvimento mais ativo, e uma coordenação entre os parceiros da 
cadeia de suprimentos deverá se manter. Dependendo do ramo e da estratégia 
mais interessante às empresas, os armazéns tenderão a aumentar se houver uma 
centralização de produtos para expedição, ou diminuir se a estratégia implicar 
mais unidades descentralizadas. Ou seja, a estratégia maior é valorizar cada 
metro quadrado dos espaços físicos e diminuir perdas de recursos financeiros e 
de tempo.
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A interrupção temporária da circulação de produtos faz com que seja necessário realizar 
muitas operações de armazém, ou seja, descarga, movimentação, armazenamento etc. Estes são 
muito importantes tanto para a coordenação da produção quanto para a continuidade de vendas.
1.1 Razões para a Estocagem
Em conformidade com o que foi dito anteriormente, a ideia é evitar ter itens produzidos 
em estoque, uma vez que demandam uma série de recursos (serão vistos mais à frente), e o 
ideal é produzir e escoar a produção. Assim, o armazenamento se apresenta como uma opção de 
suporte da produção, ou seja, não podemos nos livrar completamente do armazenamento sendo, 
portanto, inevitáveis em alguma parte do processo produtivo. 
Segundo Giacomelli e Pires (2016), as causas para armazenamento incluem:
• Atendimento ao cliente, garantindo a disponibilidade dos produtos, fazendo a coordenação 
dos níveis de oferta e demanda, exigidos por suas substanciais variações ou pelo apoio a 
processos de marketing, montando ou armazenando para realizar ações promocionais de 
campanha.
• Fornecedor não confiável ou por conta de operações não confiáveis, como no caso de 
impedimentos de importação, não cumprimento de prazos de entrega, imprevisibilidade 
na produção de matérias-primas.
• Minimização de custos de pedidos e suprimentos, em que os custos totais podem ser mais 
baixos com um pedido grande, ou também redução dos custos de transporte, obtidos 
pela diminuição da frequência de suprimentos e aumento simultâneo de tamanho.
• Disponibilidade de matérias-primas apenas para uma parte do ano.
• Armazenamento intermediário da produção.
• Mercadorias importadas aguardam liberação sendo estocadas em entreposto aduaneiro.
• Matérias-primas aumentam a pressão sobre o preço, pois apoiar os processos de produção 
garante a continuidade no fornecimento da produção nas matérias-primas e de produtos 
acabados.
Condomínios logísticos são instalações destinadas à armazenagem 
e operações logísticas de e mpresas que têm nessas áreas uma 
infraestrutura flexível destinada a atender diversas atividades. 
Muitos são os empreendimentos que oferecem esses serviços 
através de empresas especializadas. É importante observar 
que elas se instalam em localidades estratégicas que permitem 
deslocamentos mais rápidos e em menor tempo como acesso a 
portos, aeroportos e grandes rodovias. Leia mais a esse respeito em: 
FLEURY, P. Análise dos condomínios logísticos no Brasil. ILOS – Especialistas em 
logísticas e Supply Chain. 2014. Disponível em: https://www.ilos.com.br/web/
analise-dos-condominios-logisticos-no-brasil/. Acesso em: 12 abr. 2020.
https://www.ilos.com.br/web/analise-dos-condominios-logisticos-no-brasil/
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• Proteção física de estoques, incluindo as condições técnicas do armazém para operação 
dos equipamentos internamente e estrutura mínima para combate a incêndios, proteção 
contra roubo.
• Manipulação facilitada para aceitação e retirada de produtos, identificação dos estoques 
no armazém e controle dos seus níveis de estoque. 
No entanto, para gerenciar esses itens presentes nos processos de armazenagem, devemos 
novamente nos ater aos pressupostos teóricos da logística, que dizem sobre os processos dinâmicos 
de fluxos de materiais e informações que transitam e devem ser utilizados por profissionais para 
otimizar a atividade diária de armazenagem. Veja a Figura 1. 
 
Figura 1 – A função armazenagem e os fundamentos da logística. Fonte: Rentizelas, Tolis e Tatsiopoulos (2009).
Ou seja, há um fluxo de produtos em um sentido e um fluxo de informações em sentido 
inverso, e ambos devem ser operacionalizados da melhor maneira possível.
Diante de tais argumentos em relação a se armazenar produtos, 
surge um questionamento: é interessante terceirizar o processo 
de armazenamento? Um ponto de vista que pode ser avaliado a 
esse respeito está no artigo de Cordova. 
CORDOVA, F. Vantagens e desvantagens de subcontratar a 
armazenagem. 2013. Disponível em: https://administradores.
com.br/artigos/vantagens-e-desvantagens-de-subcontratar-a-
armazenagem. Acesso em: 12 abr. 2020.
https://administradores.com.br/artigos/vantagens-e-desvantagens-de-subcontratar-a-armazenagem
https://administradores.com.br/artigos/vantagens-e-desvantagens-de-subcontratar-a-armazenagem
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1.2 Funções e Operações em Instalações de Armazenagem
Como uma das áreas mais tradicionais da logística, as funções do sistema de armazenagem 
são apresentadas pela possibilidade de impactarem esse sistema que tem relação com a ação 
de coordenar o fluxo de produtos de vários fornecedores, determinando o sucesso de todos os 
processos logísticos. De certa maneira, as funções do sistema de armazenagem se sobrepõem 
ou semesclam aos motivos para se fazer a armazenagem. Dentro das operações das instalações 
de um armazém, quatro atividades são consideradas básicas: o recebimento, a estocagem, a 
administração de pedidos e de expedição. Assim, ao caracterizar cada uma dessas atividades 
básicas, um leque de opções pode se suceder. 
Esses elementos têm relação com os custos de armazenagem que não podem ser eliminados, 
senão minorados quando se consegue ganhar escala no uso dessas unidades de armazenamento. 
 
Assim, essas funções estão presentes desde quando se faz a compra de materiais e 
equipamentos até quando se faz, portanto, a expedição dos produtos. Segundo Giacomelli e Pires 
(2016) e Corrêa (2019), têm-se os seguintes itens:
• Recebimento - como o próprio nome diz, envolve atividades de aceite adequado de todos 
os materiais que chegam ao armazém, assegurando a garantia de que a quantidade e a 
qualidade solicitadas e colocando os materiais para armazenamento ou para outras funções 
organizacionais que os exijam. Na função recebimento, estão afetas questões relacionadas 
à conferência fiscal, à própria avaliação dos fornecedores que acontece aqui (condições 
dos materiais entregues e os prazos), encaminhamento para o local de estocagem e a 
unitização de cargas através da separação em paletes ou mesmo nas próprias instalações 
nas estantes industriais e porta-paletes existentes.
Estudos têm demonstrado que a armazenagem representa um custo logístico 
que pode variar de 12% a 40% (BALLOU, 2011 apud FILIPPI; GUARNIERI, 2019) 
em relação ao custo logístico total, sendo a segunda maior fonte de despesas 
logísticas, estando atrás apenas dos custos de transportes.
No intuito de facilitar o manuseio de cargas, volumes fracionados são agrupados 
em um único palete ou unidade de carga. Daí, o termo unitização. Normalmente, 
ela respeita dimensões padronizadas para se adequar ao espaço que o modal de 
transporte disponibiliza. 
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• Manuseio e movimentação de materiais – inclui o carregamento e descarregamento 
de modais de transporte, bem como empilhamento de paletes e o transporte para a área 
produtiva. Há necessidade de habilidades técnicas para se fazer isso, pois não é incomum 
monumentais perdas (avarias ou inutilização) por conta da negligência pessoal dos 
operadores, como também no uso de máquinas e equipamentos de forma incorreta, 
como prateleiras industriais, carrinhos de movimentação e empilhadeiras por exemplo.
• Carregamento e descarregamento – como ação de entrada ou saída de produtos 
de um armazém, não é incomum que seja feita nas empresas maiores em docas onde 
caminhões entregam ou carregam seus produtos. Sua importância reside nas velocidades 
aprimoradas, bem como no estudo e preparação do layout do armazém para que não se 
interrompa o fluxo de movimentação.
• Estocagem – guardar o produto em seu ponto de guarda com a posse física desses 
produtos até serem demandados. Trata-se de um dos maiores custos dentro do negócio 
demandando de um planejamento para se evitar grandes prejuízos para a empresa.  O 
método de armazenamento depende do tamanho e da quantidade dos itens no estoque e 
das características de manuseio do produto ou de seu recipiente. Ele pode ser controlado 
por um software como um WMS - Warehouse Management System (Sistema de 
Gerenciamento de Armazém), que é um sistema que controla a quantidade total de itens 
fragmentados ou separados em cada palete (ou endereço). O sistema também possui 
funcionalidades como a procura e a colocação de produtos similares próximos uns aos 
outros para minimizar os deslocamentos das cargas. 
O WMS é um sistema de gerenciamento de armazém. O intuito com o 
vídeo da Sankhya, intitulado Veja na Prática como o WMS da Sankhya 
funciona na empresa, oportuniza uma melhor visualização de como 
operam esses sistemas em auxílio ao controle logístico. Portanto, 
acesse: https://www.youtube.com/watch?v=NnVRWw7dnmc .
Acesso em: 15 abr. 2020.
https://www.youtube.com/watch?v=NnVRWw7dnmc
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A estocagem necessita hoje do uso de códigos de barras tendo todo o controle por 
endereço ou localização do produto dentro do armazém.
 
Figura 2 - Atividade de um WMS. Fonte: Brandão (2020).
Lembre-se de que, no processo de estocagem, há entradas e saídas dos produtos do 
armazém, e o sistema gerencia esse arranjo não deixando erros de contagem ocorrer. As principais 
atividades desenvolvidas pelo software podem ser avaliadas segundo o esquema da Figura 2.
Administração de pedidos e de expedição – caracteriza-se por ser a fase que inicia a 
saída de um produto, ela inclui duas atividades:
• Processamento do pedido – averiguação e emissão de lista ou autorização para separação 
de pedidos. 
• Separação de pedidos ou Picking – seleção física dos produtos em seus locais, nas 
variedades e quantidades após receber os pedidos dos clientes. Em outras palavras, 
processo pelo qual os itens são removidos do armazenamento para atender a uma 
demanda específica. Documentos ou etiquetas de identificação são confeccionados 
quando da movimentação da carga para a área de consolidação ou expedição. 
 
Em nosso material, temos uma sugestão de vídeo que falará 
sobre o sistema Picking Voice, futuramente. Por ora, mostraremos, 
através do vídeo Logística Operacional, separação de produtos com 
WMS (COSTA, 2017), um aspecto da logística operacional, que é a 
simples separação de produtos com uso do WMS. Acesse: 
https://www.youtube.com/watch?v=88aMDNVsYx8 . 
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Você precisará observar uma fase burocrática e necessária na etapa da expedição, em 
que são conferidos e unidos ao produto os documentos necessários para sua expedição, como 
a nota fiscal eletrônica (NF-e), conhecimento de transporte eletrônico (CT-e) e manifesto 
eletrônico de documentos fiscais (MDF-e), com detalhe importante, dado que cada um dos 
documentos citados possui um documento de registro auxiliar. Porém, há necessidade de se 
consultar a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e o Departamento Nacional de 
Infraestrutura de Transportes (DNIT) para conferir a documentação necessária para o caso de 
cargas não convencionais ou que exijam especificidades para serem transportadas.
1.3 Os Cuidados da Armazenagem
Armazenar carga pode ser tão arriscado quanto transportá-la. Desde a sua chegada 
inicial às instalações, durante todo o período de armazenamento e até o ponto de expedição, 
mercadorias em armazéns e outras instalações de armazenamento podem ser facilmente 
perdidas ou danificadas, sendo frequentemente um alvo principal para o furto. De fato, armazéns 
e terminais de transportadoras são dois dos locais onde mais ocorre o roubo de carga, além, é 
claro, de algumas estradas, cujo cuidado deve ser redobrado.
Atente ao fato de que o furto e o roubo de cargas está presente no mundo inteiro, e 
nosso país de dimensões continentais sofre com isso, a exemplo de outros países. Para além 
dessa consideração, na armazenagem, é importante estabelecer diretrizes para ajudar a garantir 
o armazenamento e manuseio adequados dos produtos, considerando os atributos físicos e as 
operações de manuseio que podem variar ligeiramente de acordo com o local de armazenamento 
e especificidades, para se evitar perdas futuras. Imagine, por exemplo, os cuidados com 
equipamentos importados, utilizados e armazenados no canteiro de obras da Central Nuclear 
Almirante Álvaro Alberto, onde fica Angra 3 - RJ. 
Procedimentos válidos em armazéns específicos determinam que os colaboradores que 
atuam nesses ambientes devem estar familiarizados com o cumprimento dos procedimentos 
para o bom funcionamento do armazenamento dos produtos. Muitos são os acidentes que 
podem ocorrer nos processos de armazenamento,pois há uma série de equipamentos que são 
utilizados. Casos como o armazenamento das commodities de grãos em silos, armazenamento 
de produtos químicos e combustíveis, por exemplo, ensejam a necessidade desses cuidados. A 
ordem é priorizar medidas preventivas e corretivas para minimizar a probabilidade de falhas. 
Tenho certeza de que você não gostará de ser o responsável por uma explosão de um tanque de 
armazenamento (exemplo), justamente por não ter checado as condições de uso de uma válvula, 
não é?
Portanto, são considerados riscos para as cargas nas operações logísticas (CORRÊA, 
2019):
• Risco mecânico: o risco que causa atrito, compressão, impactos, sendo necessários 
engradados, embalagens etc.
• Risco físico: risco por empilhamento, armazenamento e transporte inadequado.
• Risco químico: risco por combustão espontânea, oxidação.
• Risco climático: umidade, temperatura.
• Risco contaminante: risco pelo odor dos produtos, pela infestação de pragas como ratos.
• Risco humano: pela falta de treinamento e pela insatisfação e falta de engajamento.
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• Risco imponderável: não há como prever tais riscos, sendo necessário dispor de seguros 
(dispendiosos) junto a companhias seguradoras para minimizar tal ocorrência.
A importância do fator humano em todas as sequências dos possíveis acidentes implica 
a constante melhoria do treinamento dos colaboradores que atuam nessas instalações. Não se 
esqueça disso!
Seguem duas indicações de vídeos para deixar mais claro o que estamos discutindo: 
Para além dessas orientações, também é importante na gestão do processo de 
armazenagem criar ou verificar os documentos internos da empresa na forma de ordens de 
direção, instruções ou regulamentos. Todo o conjunto de atos normativos é definido como base 
formal e legal para a organização dos estoques e o bom funcionamento do armazém. 
1.4 Sistemas de Estocagem e Sistemas de Movimentação
Em nossa casa, fazemos uso de uma série de itens para manter produtos ordenadamente 
guardados. Na verdade, assim como em um armazém, nós iremos possuir uma variedade de 
componentes e compartimentos de armazenamento, aproveitando ao máximo o espaço disponível, 
mantendo nossos bens seguros e organizados. Assim, também é a premissa para o inventário 
armazenado em uma organização. Em um armazém, a busca vai no sentido de se conseguir 
utilizar da melhor maneira possível cada metro quadrado disponível, de tal forma que esses 
sistemas sejam extremamente funcionais e fáceis de serem utilizados, ajudando os trabalhadores 
no armazém a realizar seus trabalhos com segurança e eficiência e que normalmente seguem o 
fluxo demonstrado na Figura 3. 
Considerando a necessidade de cuidados no armazenamento 
de produtos, trazemos para sua análise o vídeo Explosão silo 
de milho, que justamente contará como ocorre esse tipo de 
acidente. Existem outras ocorrências vinculadas ao uso de silos, 
mas através desse exemplo, você compreenderá a essência e o 
rigor para se trabalhar com riscos. Acesse e assista. 
OLIVEIRA, F. Explosão silo de milho. 1 vídeo. Disponível em: https://
www.youtube.com/watch?v=m7aEfc_w194&list=PLfw-U_lY1twX2XC39EA-
oyBvHUmTyb6h7&index=9. Acesso em: 15 abr. 2020.
Outro exemplo que mostra a responsabilidade direta do operador 
está no vídeo Acidente com empilhadeira, risco de morte, onde 
um operador de empilhadeira causa um prejuízo com a quebra de 
produtos, correndo o risco de cortes pelos cacos de vidros das 
garrafas. Acesse e assista. 
CORREIA CURSOS E TREINAMENTOS. Acidente com empilhadeira, 
risco de morte. 1 vídeo. Disponível em: 
https://www.youtube.com/watch?v=rra8BzcIzOA . Acesso em: 15 mar. 2020.
https://www.youtube.com/watch?v=m7aEfc_w194&list=PLfw-U_lY1twX2XC39EA-oyBvHUmTyb6h7&index=9
https://www.youtube.com/watch?v=m7aEfc_w194&list=PLfw-U_lY1twX2XC39EA-oyBvHUmTyb6h7&index=9
https://www.youtube.com/watch?v=m7aEfc_w194&list=PLfw-U_lY1twX2XC39EA-oyBvHUmTyb6h7&index=9
https://www.youtube.com/watch?v=rra8BzcIzOA
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Quanto à localização e o formato dessa localidade, não é uma escolha fácil de se fazer, pois 
há a necessidade, muitas vezes, de um grande investimento de capital que, dependendo do design 
e da forma como o projeto é concebido para ter um número de prateleiras e outros dispositivos 
de guarda, encaixam-se perfeitamente num primeiro momento na planta e nos processos do seu 
armazém, o que pode ajudar ou prejudicar a taxa de transferência das cargas.
O uso de casas residenciais para fins de armazenagem industrial não é algo incomum, 
principalmente em municípios pequenos. Trata-se, obviamente, de um improviso, mas que 
precisa ser bem avaliado, até por conta da segurança do local.
Figura 3 - Lógica no fluxo de armazenagem e principais áreas. Fonte: O autor.
Esse tipo de investimento não pode ser pedido por um planejamento deficiente. Pense no 
fato de alguém que tenha feito um investimento pesado em um quarto para um adolescente de 14 
anos. Apesar de agradar imensamente ao jovem naquele momento, não demorará muito para se 
constatar que o que foi planejado não servirá para uma pessoa adulta, pois as necessidades serão 
outras senão maiores. O primeiro móvel que se perde, por conta desse planejamento equivocado, 
é a cama. Em um armazém, as possibilidades imediatas são a de verticalizar a colocação dos 
produtos em prateleiras com maior número de bandejas. Como hoje existem diferentes categorias 
de sistemas operando em galpões de armazenagem, é fundamental não só se familiarizar com 
as opções existentes, mas compreender como tais opções podem não suportar as necessidades 
futuras. 
Não é demais lembrar que as estruturas para armazenagem dependem da topografia 
do terreno, das dimensões envolvidas na construção de um prédio e de outras especificidades 
que possam limitar as possibilidades de armazenagem. A estocagem de materiais mais comum 
é o empilhamento sobre prateleiras, principalmente para produtos fracionados, de baixo giro e 
pequeno volume. Existe o empilhamento sobre o piso, mas ele vai depender do tipo de produto, 
pois pode impedir ou bloquear passagens. 
Então as estantes antes nominadas serão chamadas doravante de “racks”. Esses racks são 
estruturas metálicas no formato de estantes e possibilitam verticalizar o armazém. Da mesma 
forma de um rack, mas com uma estrutura bem mais reforçada, encontramos os porta-paletes, 
que são projetados para suportar itens mais pesados. Esses itens são dispostos sobre esses paletes 
e movimentados através do uso de empilhadeiras para alcançar estruturas superiores.
 
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Um sistema de estantes dinâmicas de empilhamento de paletes como este é perfeito para 
uso quando há vários paletes do mesmo item sendo armazenados, havendo versões automatizadas.
Também há o flow rack, onde as prateleiras estão dispostas de forma inclinada, propiciando 
que as cargas leves e pequenas possam deslizar para o nível para no qual se faz o manuseio. Você 
pode ter visto esse item em algum filme, provavelmente, ou também nos “Correios” e mesmo 
em terminais de aeroportos. Outro tipo em nossa lista é o uso de mezaninos que se assemelham 
a um segundo andar, pois se trata de uma elevação entre o térreo e o piso superior que pode 
ser utilizado para armazenagem vertical. Notadamente, muitos são os barracões industriais 
em nosso país que são construídos para aproveitar o máximo de espaços, onde dentro dessas 
estruturas pode-se projetar dependências para um escritório com banheiro e copa, ou uma 
área coberta para oficina e garagem para empilhadeiras, e, na parte superior, um espaço a mais 
espaço para armazenagem.
Em relação à movimentação de cargas, essa pode ser feita por diferentes tipos de 
equipamentos, sendo que, dependendo da escolhae de como estarão organizados em seu 
armazém, afetarão esses mesmos processos. Por exemplo, o uso de uma ponte rolante para 
transferir produtos volumosos, pesados e desajeitados como os materiais a granel; ou então 
por esteiras transportadoras, que deverão ser consideradas, pois, para uma armazenagem de 
carga unitizada, ou paletizada ou conteinerizada, exigirá uma visão futura do negócio dada a 
dificuldade posterior de se fazer modificações na edificação após ter sido concluída.
Vídeo sobre o Push-Back – Sistema de Armazenagem, que nada 
mais é do que um sistema de estante de paletes de empuxo que 
funciona dentro de um armazém. Os paletes são movimentados 
pela ação da gravidade, através de carrinhos ou roletes, o que agiliza 
uma série de operações internas da organização. Acesse o vídeo: 
LONGA INDUSTRIAL. Push-Back – Sistema de Armazenagem. 
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=F6vNW7kqpug .
Acesso em: 15 mar. 2020.
Outro vídeo que vem complementar a tratativa do conteúdo 
programático, intitulado de Armazém Automatizado Bertolini – 
Transelevador, trata de um sistema controlado por computador, que 
facilita a movimentação rápida dos itens do estoque, pois atua de 
forma automática, gerenciando a localização dos pallets, sendo 
guiado por sensores e por uma central computadorizada. Acesse 
e assista. 
BERTOLINI SISTEMAS DE ARMAZENAGEM. Armazém Automatizado Bertolini – 
Transelevador. 2012. Disponível em: 
https://www.youtube.com/watch?v=qnRb90PGHY4 . Acesso em: 15 mar. 2020.
https://www.youtube.com/watch?v=F6vNW7kqpug
https://www.youtube.com/channel/UCXlUTV1K4YpfYR4nTVdLq_w
https://www.youtube.com/watch?v=qnRb90PGHY4
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 Essa afirmação funciona também como um alerta, pois vários são os modismos, dentre 
eles, o de automatizar tudo, onde uma simples instalação de transferência por plano inclinado 
pode ser uma opção menos onerosa e que não inviabiliza o sistema de movimentação. O gestor 
tem de pensar em vários detalhes, não é pessoal? Assim, podemos citar que auxiliam na ação de 
movimentação de cargas:
• Equipamento de armazenamento e manuseio: armazena mercadorias no tempo entre o 
recebimento e o envio. Exemplos de tais equipamentos são estruturas de empilhamento, 
prateleiras e prateleiras.
• Sistemas de engenharia: unidades automatizadas que movem mercadorias de maneira 
eficiente através de um armazém e reduzem a necessidade de intervenção manual. 
Sistemas automatizados de armazenamento, sistemas de entrega robótica, veículos 
guiados automaticamente e sistemas de transporte são os exemplos mais comuns nessa 
classe.
• Caminhões industriais: veículos motorizados que movimentam materiais em torno de 
um armazém. Aqui são incluídas as empilhadeiras, caminhões manuais, carregadeiras 
laterais e macacos para paletes.
• Equipamento de manuseio de materiais a granel: equipamento que auxilia os 
trabalhadores no manuseio de grandes cargas. Aqui, são incluídos os elevadores de 
caçambas e silos.
Mas nada como ter e poder operar uma empilhadeira, que é tão útil nas empresas. Elas 
são quase que indispensáveis!
Sinceramente, não há nada como uma empilhadeira utilizada em 
um chão de fábrica. Ela é muito útil por conta da versatilidade que 
ela apresenta no nosso dia a dia. O vídeo Tipos de empilhadeiras e 
equipamentos de movimentação irá complementar sua visão sobre 
um dos equipamentos mais utilizados (conforme mencionamos 
anteriormente) além de outros utilizados na movimentação e 
elevação de paletes nos armazéns. Acesse: 
SISARTEX CONSULTORIA & ENGENHARIA. Tipos de empilhadeiras e equipamentos 
de movimentação. 2019. 1 vídeo. Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=NU-xGhaBzIE . 
Acesso em: 15 mar. 2020.
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2 LOGÍSTICA INTERNA: DISTRIBUIÇÃO
Na logística interna (ou intralogística), lidamos com as movimentações que ocorrem 
dentro da empresa em termos logísticos, ou seja, em estoques, centros de distribuição, expedição 
etc. Assim, toda a movimentação de cargas e operações que visam a prestar suporte a essa 
movimentação dentro de uma organização, compõe o rol de atividades da logística interna. 
Compreende diversos processos, como armazenagem, controle de estoque, sistemas de automação 
e armazenamento, manuseio de materiais, equipamentos e tecnologia da informação.
A movimentação de produtos cria para a sociedade o “valor de lugar”, pois permite que os 
produtores coloquem o produto exatamente onde os consumidores desejam em curto espaço de 
tempo. Se um produto não estiver disponível na data exata em que se precisar dele, isso poderá 
gerar perdas em vendas, insatisfação do cliente ou parada da produção em caso mais extremo. E 
isso decorre, muitas vezes, por problemas no Picking do processo, na entrega das mercadorias, 
na produção dos produtos, por atrasos por conta de falhas em equipamentos de movimentação, 
dentre outros. Ao conhecer o problema, o gerente pode tomar alguma ação e, nesse caso, comprar 
mais empilhadeiras ou reorganizar a distribuição dos espaços ou das cargas no armazém, o que 
será uma ação para melhorar a logística interna.
O que pode ser corriqueiro no cotidiano de uma organização, na verdade pode se tornar 
uma estratégia da organização em reduzir custo e ao mesmo tempo de aumentar o nível de serviço 
oferecido ao cliente. 
A ausência dos processos logísticos internos gera problemas no movimento do material 
que alimenta a linha de produção, justamente pela falta de um fluxo de materiais bem sincronizado, 
que, por sua vez, só existe com um bom gerenciamento de logística interna. 
O termo “nível de serviço” diz respeito à probabilidade esperada de não haver um 
estoque esgotado ou de não se perder vendas por conta disso. Ou seja, atender 
à demanda dos clientes diante de qualquer pedido pendente ou venda perdida. 
Embora um nível de serviço de 100% possa atender a todos os clientes o tempo 
todo, além de parecer desejável, geralmente não é uma opção viável, pois os 
mercados podem oscilar, os produtos podem ficar obsoletos etc.
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Se você já é um profissional da área ou irá se tornar, uma coisa é certa, a velocidade com 
que a movimentação deve acontecer e o uso de estoque mínimo possível, seja de matéria-prima, 
seja de produtos acabados, é uma realidade. Além dos aspectos negativos listados anteriormente, 
problemas com acidentes, roubos de cargas, desgaste dos veículos, são exemplos que compõem 
o rol dos custos de transporte, sendo muito expressivo e impactante no cômputo dos custos de 
distribuição. Seu dilema não estará em reconhecer o custo em separado de cada um, mas a forma 
com que irá dar prioridade ou articular atacar dois ou mais problemas ao mesmo tempo. 
Então, fica claro que o sistema de movimentação, também chamado de distribuição física, 
tem relação com esses custos. A esse respeito, tem-se que as principais funções da distribuição 
física incluem atendimento ao cliente, processamento de pedidos, controle de estoque, transporte 
e logística e embalagens. Como dito anteriormente, na sua leitura você irá perceber que muitas 
funções se sobrepõem umas às outras nessa discussão, por conta exatamente da dinâmica que 
existe, por exemplo, entre um conjunto de engrenagens. Assim, a distribuição física ao fazer o 
movimento de entrada e saída de produtos dita a dinâmica da ação da logística de negócios 
por tanto fazer o fornecimento físico quanto a distribuição física. Lembre-se, essa logística da 
movimentação é feita dentro do fluxo, nos armazéns, na fábrica ou nos centros de consolidação 
(logística interna).
Eliminar movimentos desnecessários e reduzir os tempos de entrega internamente 
permite um aumento na produtividade, influenciando também nas atividades externas que 
dependem da logística comoé o caso da área de vendas (por exemplo). Atualmente, essa maior 
eficiência e precisão nos processos internos tem sido conseguida através do uso de um WMS para 
otimização da logística interna. Por outro lado, também há o uso de processos automatizados 
nas operações de movimentação de paletes e de picking, como também da carga e descarga dos 
processos logísticos.
Há várias tecnologias que estão sendo paulatinamente aplicadas nos armazéns, como uso 
de IOT (Internet das Coisas), uso de drones (POZO, 2019), dentre outros. Esse movimento 
de acompanhamento do uso das tecnologias inovadoras nesse ambiente, de fato, torna essas 
operações cada vez mais competitivas, mas como alertado anteriormente, há que se conhecer a 
fundo tais tecnologias para que não seja um prejuízo por ser produto de um modismo. 
No sistema de separação de pedidos, podem ser utilizadas vias 
através de roletes e correias transportadoras. Apresentamos, para 
sua análise, o vídeo Linha de separação de pedidos para auxiliar na 
fixação dos conteúdos ministrados. Acesse:
BRINT INTRALOGISTICS. Linha de separação de pedidos. 2016. 1 
vídeo. Disponível em: 
https://www.youtube.com/watch?v=Qk2s1eY449M . Acesso em: 15 mar. 2020.
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E seu desafio tanto será maior quando você estiver à frente de uma empresa que tem 
dezenas de colaboradores e grande quantidade de mercadorias para lidar. Há uma complexidade 
nesse caso, principalmente quando a empresa de armazenamento não usar algum método 
automatizado. É uma lógica vigente. Aqui, é importante deixar claro ao aluno que o processo de 
automatização não necessariamente trará desemprego em massa, e a exemplo do computador, 
criou-se ou aperfeiçoou-se tantas outras oportunidades de emprego.
Muito bem, retomando à ideia de otimização dos processos de distribuição. Giacomelli e 
Pires (2016, p. 88) apontam três etapas necessárias para que ocorra essa otimização da distribuição. 
São eles:
1. Estruturar e otimizar a rede, estabelecendo parâmetros-chave (onde e quanto espaço) 
para se proceder a entrega dos produtos aos clientes. 
2. Projetar e automatizar as atividades do armazém. 
3. Desenvolver e gerenciar os processos de negócio e as operações físicas dos centros de 
distribuição e da logística. 
Algumas vezes, é necessário que alguns centros de distribuição conectem os fabricantes 
e seus clientes para melhorar o fluxo de produtos. Aqui, você já deve ter pensado que há um 
conjunto de empresas fornecedoras que envia seus produtos para um armazém ou uma outra 
unidade de produção. Você tem razão! É o típico caso de organizações montadoras de produtos 
eletrônicos como aparelhos de som e TVs. Assim, surge também o problema de localização dos 
centros de distribuição, demandando um estudo das melhores opções de localização para esses 
centros de distribuição e de como transportar produtos da indústria ou do agronegócio para os 
clientes através dos CDs (centros distribuição). 
Nesse vídeo, há exemplos de tecnologia aplicada na logística. O 
vídeo O futuro da logística no E-Commerce: IoT e realidade aumentada 
demonstra como soluções de economia de tempo e redutores de 
erros no picking são utilizados. Essa constitui uma tendência futura, 
mas que já está a caminho de uso comum. Acesse: 
COMSCHOOL. O futuro da logística no E-Commerce: IoT e realidade 
aumentada. 2017. 1 vídeo. Disponível em: 
https://www.youtube.com/watch?v=5NlV6EEEpv0 .
Acesso em: 9 abr. 2020.
Outros elementos que preconizam o futuro da logística é 
apresentado no vídeo IoT Place e Logística com drone. Já terminou 
a fase de testes do uso de drones, e agora vários países dependem 
de uma legislação para a utilização desse meio de transporte. A 
IoT é utilizada por meio da incorporação de sensores, que permitem 
fazer leitura de temperatura do produto, e vários outros fatores 
relevantes. Acesse:
IOT PLACE. IoT Place e Logística. 2017. 1 vídeo. Disponível em: 
https://www.youtube.com/watch?v=3smCp0cSwJo . Acesso em: 9 abr. 2020. 
https://www.youtube.com/watch?v=3smCp0cSwJo
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Como isso encontra barreiras por conta de os custos totais serem relevantes, esse problema 
de localização da instalação recebe muita atenção, e profissionais se debruçam em frente a 
computadores para elaborar vários tipos de modelos, para que uma escolha seja feita.
A localização estratégica do armazém oferece oportunidades interessantes para a utilização 
de serviços logísticos ainda mais dinâmicos, podendo aumentar a velocidade de entrega ao cliente 
final. A implementação de novos arranjos operacionais decorre de relacionamentos cooperativos 
entre aqueles que atuam na cadeia de abastecimento/supply chain, porém, as soluções mais 
adequadas dependem de características próprias de cada empresa e da estratégia logística adotada 
(FLEURY; WANKE; FIGUEIREDO, 2000 apud MORELLI; DIMON, 2012).
Tem-se, assim, que os arranjos operacionais necessários são obtidos ou adaptados conforme 
a estratégia de distribuição logística que seja compatível com os interesses da organização. O 
tradicional ou o mais comum é a distribuição disponibilizar, via expedição, a transferência da 
carga para o envio ao cliente final (Figura 4).
Figura 4 – Sistema do fornecedor ao cliente final. Fonte: Rodorei Transporte Rodoviário (2020).
No vídeo Case de sucesso – Still e Havan, você verá a rotina e as 
tecnologias utilizadas em outro grande Centro de Distribuição. 
O gerente de célula faz a apresentação dessas atividades e 
dos detalhes da parceria com outra empresa fornecedora de 
sistemas de movimentação de produtos no CD. Acesse e assista. 
TECNOLOGÍSTICA. Case de sucesso – Still e Havan. 2019. 1 vídeo. 
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=Wh95B_vkWvU. Acesso em: 6 
abr. 2020.
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O Transit point é uma estratégia de distribuição na qual se utilizam instalações similares 
aos centros de distribuição, cuja diferença é a inexistência de estoque, dado que as operações ali 
desenvolvidas são tão somente de passagem, ou seja, as cargas já estão consolidadas, não existe o 
picking, porém são separadas para os pedidos já definidos anteriormente. 
Figura 5 – Sistema Cross-docking. Fonte: Rodorei Transporte Rodoviário (2020).
O transit point opera em instalações simples e de baixo investimento, pois, como dito 
anteriormente, as cargas já estão consolidadas. 
 
A carga consolidada é obtida quando se agrupam várias cargas de diversas origens 
(de um ou de diferentes clientes) para um destino único com grande economia e 
menos burocracia.
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O cross docking é um procedimento de logística em que os produtos de um fornecedor ou 
fábrica são distribuídos diretamente a um cliente ou cadeia de varejo através de um terminal de 
distribuição; geralmente, consiste em caminhões e portas de doca nos dois lados (entrada e saída) 
com espaço de armazenamento mínimo (Figura 6). O nome “cross docking” explica o processo 
de recebimento de produtos por meio de uma doca de entrada, depois basta transferi-los para a 
doca de transporte de saída. 
Figura 6 – Sistema Cross docking. Fonte: Rodorei Transporte Rodoviário (2020).
 
No caso, você tem as carretas que se posicionam nas docas e transferem suas cargas para o 
armazém, onde se desenvolve o processo de picking, sendo os pedidos posicionados agora na área 
da expedição, onde existem outros veículos aguardando os itens consolidados (diversos produtos 
de diferentes fornecedores são agrupados em uma mesmo lote), que podem ser caminhões 
pequenos, vans ou outros meios de transporte que farão a distribuição local. Podemos observar 
que a funcionalidade das instalações de armazenagem estará em consonância com amissão 
estratégica da armazenagem.
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3 MODAIS DE TRANSPORTE: CARACTERÍSTICAS E ADMINISTRAÇÃO
Uma vez que as mercadorias são embaladas e sua inspeção pré-embarque for concluída, 
um plano de logística de distribuição das mercadorias deve ter sido idealizado para garantir a 
entrega programada. Isso envolve planejamento para o transporte dos bens e a decisão quanto 
ao modo de transporte a ser utilizado é, portanto, a essência da distribuição logística. Os modos 
alternativos de transporte e o que é ideal do ponto de vista do custo total de transporte serão 
determinantes na remessa da carga e na negociação com os clientes, e muitas vezes com governos 
em diferentes esferas. Por exemplo, navios ficaram aguardando desembarque de cargas até 
autoridades sanitárias se certificarem de que não havia nenhuma dúvida de contaminação no 
evento da pandemia 2020. Outro exemplo são as gigantescas estruturas como o transporte de 
partes de um aerogerador ou mesmo de cargas indivisíveis que demandam a interdição parcial 
ou total de estradas. 
Porém, no mundo do comércio, a empresa com a capacidade de transportar mercadorias 
da maneira mais econômica é a que mais se destacará no setor. Portanto, a existência de uma 
empresa em uma cadeia de suprimentos/supply chain eficiente dependerá da visão e domínio 
de conhecimento que o profissional (você) deverá ter sobre os principais modais de transporte, 
devendo compreender os pontos fortes e fracos de cada modal. Compreenda que o problema 
não reside no simplismo do conhecimento, mas na falta de percepção de que há possibilidades 
maiores na combinação de modais de transporte, e que há um movimento mais forte nesse sentido 
nos dias de hoje. A gestão de grandes cidades já trabalha com esses conceitos que é a mobilidade 
multimodal, que veremos mais à frente.
Assim, as premissas que guiam um profissional da logística o motiva a trabalhar no sentido 
de poder mover o maior volume de produtos com a maior velocidade e a maior distância, com o 
menor custo. É como se fosse um padrão presente na tomada de decisão dos gestores, mas que, 
no geral, ainda que essas premissas sejam verdadeiras, nem sempre são facilmente alcançadas. 
Notadamente, é uma condição em detrimento da outra.
Mas entenda também que isso não é taxativo ou uma regra imutável. Os modos pelos 
quais as empresas abordam o uso dos modos de transporte mudam e, com o tempo, soluções 
mais arrojadas irão substituindo as vigentes, como é o caso do uso de drones e a promessa de 
veículos autônomos que dispensam o motorista nas estradas brasileiras, e que está em franco 
desenvolvimento. 
No estudo dos modais de transporte, o vídeo Os motoristas do 
arriscado, bonito e complexo transporte de pás eólicas irá lhe dar a 
clara noção dos desafios que alguns modais de transporte precisam 
transpor. Aproveite e observe a importância das operações logísticas 
de grande porte. Acesse e assista. 
ALVES, J. Os motoristas do arriscado, bonito e complexo transporte 
de pás eólicas. 2014. 1 vídeo. Disponível em: 
https://www.youtube.com/watch?v=rKI5KjyCuVQ . Acesso em: 12 mar. 2020.
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Nesse ínterim, estão as políticas públicas para o transporte para que essa área seja 
fomentada propiciando o aumento do comércio e o menor custo de vida para a sociedade. Cada 
um dos principais modos ou modais de transporte aqui apresentados tem suas próprias vantagens 
e desvantagens para os gestores levarem em consideração. O primeiro passo para escolher o modo 
certo é entender os aspectos que tornam cada modo distinto um do outro: Modal Rodoviário, 
Modal Aéreo, Modal Ferroviário, Modal Marítimo, Modal Dutoviário.
Vamos trabalhar as informações a respeito de cada um deles:
Modal Rodoviário - Não é segredo que o transporte rodoviário seja o mais versátil dos 
modos principais de transporte, até porque sua flexibilidade não é tão impactada com restrições 
geográficas. A ressalva se encontra nas condições das estradas, mas o transporte a menores 
distâncias e de menores dimensões permite que sejam feitas entregas de porta a porta. Portanto, 
é o meio de transporte mais popular. O transporte por caminhão é o mais disponível e acessível 
dos modos porque os veículos não são restritos a terminais de operação, mas pode fornecer 
serviços a partir do carregamento de outros modais, o que quer dizer que os caminhões concluem 
as tarefas das remessas inicialmente transportadas por outro modal de transporte. 
A viabilidade técnica dos tipos de caminhões se dá pela relação das quantidades de 
produtos, sejam pequenas a médias, e pelas distâncias a serem percorridas por estradas, apesar de 
que esse modal é usado principalmente para viagens curtas para produtos manufaturados de alto 
valor, porque caminhões têm custos operacionais mais altos e, obviamente, menores capacidades 
de que os trens. 
As rotas como São Paulo-Manaus e Porto Alegre-Recife são muito conhecidas por suas 
histórias, muito pertinentes a um país de dimensões continentais. Mesmo assim, as três principais 
rodovias mais utilizadas segundo a CNT – Confederação Nacional do Transporte (2018) são a 
rodovia Washington Luís (SP-310), que liga a cidade de São Paulo a São José do Rio Preto; BR 
369, que segue de Minas Gerais para o Paraná e que passa por São Carlos e Bauru (SP); e a 
rodovia Ayrton Senna (SP-70), que liga São Paulo a Guararema (SP). São estradas como essas que 
fazem valer uma máxima conhecida no meio logístico que diz que o transporte reflete a economia 
brasileira. 
Sabemos que inovações como a aplicação de drones na entrega de mercadorias 
bem como o uso de veículos autônomos (sem uso de motoristas) são exemplos de 
uma realidade que não há como voltar atrás. Essa afirmação nos leva a repensar 
questões de natureza social, ligadas ao contexto da logística, estando nos referindo 
à manutenção dos empregos de muitos profissionais. Será que, com a aplicação 
dessas inovações, haverá um espaço para utilização desses profissionais? Certo 
que a tecnologia e a automação trarão desafios cada vez maiores. Novos perfis 
de profissionais incluem ainda a visão geral de negócios e ter habilidades novas 
onde coadune as características dos profissionais com as novas demandadas. Já 
ouviu falar de piloto de drone? Pois bem, profissionais deixarão de fazer tarefas 
repetitivas e começarão a trabalhar nas partes estratégicas das empresas.
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Apesar de serem as mais movimentadas, o volume atual de cargas revela que o crescimento 
econômico do país esteja aquém do que precisa para ensaiar um crescimento sustentável. Mas 
para além da economia, a matriz de transporte sobre rodas, é impactada pela qualidade dos 
pavimentos das estradas, onde o asfalto ruim pode danificar os veículos e elevar o consumo de 
combustível, além do tempo das viagens. Outra questão para sua reflexão é apontada por Rebelo 
(2011 apud DEIMLING et al., 2016), que faz uma abordagem sobre o transporte por caminhões, 
onde aponta o fato de que este tem tarifas baixas devido à sobrecarga, sendo que na maioria dos 
casos não há inclusão do custo da depreciação dos veículos na tarifa, e por consequência faz com 
que a frota esteja em mau estado, e também por falta de recursos financeiros para renová-la. 
 Considerando os pontos favoráveis, como a flexibilidade, agilidade e capacidade de atingir 
quase todos os locais do território nacional, também há as desvantagens no transporte rodoviário, 
que são as influências externas que atingem sua eficácia, principalmente o clima, o trânsito e as 
regulamentações rodoviárias, três fatores que geralmente não influenciam outros modais. Além 
dessas desvantagens, pode ocorrer que em dado momento se torne difícilencontrar motoristas 
de caminhão. Detalhe: o Brasil é o único país do mundo onde predomina o caminhão.
Modal Aéreo – faz-se presente e necessário para muitas indústrias e serviços para 
completar sua cadeia de suprimentos e funções atreladas. Proporciona rapidez na entrega, menor 
risco de danos, segurança, flexibilidade, acessibilidade e boa frequência para destinos regulares, 
mas a desvantagem é o valor alto por unidade de peso das remessas. É uma tendência com a 
sinalização dos governos na ampliação do número de aeroportos que muitas empresas adquiram 
suas próprias frotas de aviões para obter uma vantagem competitiva no crescente mercado.
Existem algumas desvantagens no transporte aéreo. Em seu estado atual, o transporte 
aéreo ainda é, de longe, a maneira mais cara de enviar produtos. Além disso, devido à natureza 
das viagens aéreas, o peso e o volume do frete precisam permanecer mínimos para garantir a 
segurança do voo. O nível de emissões de gases na atmosfera, produzidas pelo transporte aéreo 
também é o mais alto que qualquer modo, o que é alvo de alguns reclames de sociedades protetoras 
do meio ambiente contra companhias aéreas e o governo. Sabe-se de um movimento mais forte 
na Europa e alguns nos Estados Unidos e Canadá, mas ele está se espalhando tendo chegado 
ao Brasil. Os dados de várias pesquisas mostram que o mercado de transporte aéreo continua 
crescendo, dada a tendência dos mercados mundiais e as tendências futuras do desenvolvimento 
do transporte aéreo na integração com outros modos de transporte, além das alianças e fusões de 
companhias. Considere também que oportunidades ocorrem com o encerramento de operações 
de grandes companhias e o nascimento de outras no ambiente de transporte aéreo. Certamente, 
em decorrência do advento da pandemia de 2020, muitas alterações estão em curso, em função 
de que muitos voos foram suprimidos da rotina de trânsito nos países e entre países. Ainda que 
haja esses obstáculos, o futuro da logística de transporte aéreo é continuar a absorver novas 
tecnologias embarcadas nas aeronaves e a cooperar com outros modos de transporte de maneira 
cada vez mais otimizada para fornecer uma base de serviços cada vez mais rápida e de porta a 
porta.
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E segundo o Ministério da Infraestrutura (2020), os cinco principais terminais de cargas 
no país são: Guarulhos, Viracopos, Manaus, Galeão e Brasília, mas que foram impactados em 
2020 com a pandemia do COVID-19, devido à brusca redução da demanda e da comercialização 
entre países. 
Modal Ferroviário - os trens transportam a maior quantidade de produtos na logística 
terrestre, principalmente por causa dos volumes de minério de ferro, soja, açúcar, carvão 
mineral, milho, farelo de soja, óleo diesel, celulose, produtos siderúrgicos e ferro-gusa que são 
manuseados a grandes distâncias, compatíveis às dimensões do país, o qual, por sua vez, ainda 
possui um sistema ferroviário menor do que nossos vizinhos argentinos (MINISTÉRIO DA 
INFRAESTRUTURA, 2020).
A grande maioria da infraestrutura ferroviária conecta áreas altamente povoadas com 
grandes faixas de terra não povoadas entre elas, tornando o transporte ferroviário ideal para viagens 
de longa distância. O transporte ferroviário está confinado a uma infraestrutura mais limitada que 
o transporte rodoviário, apesar de que um vagão permite atingir de 100 a 120 toneladas incluindo 
a tara do vagão e a carga. Como característica definidoras, as locomotivas estão confinadas a um 
caminho traçado que vai entre os pontos A e B com pouquíssimos pontos de parada. As ferrovias 
são caras e demoradas para serem construídas, e são limitadas a áreas geográficas que tornam a 
construção mais trabalhosa, o que no nosso caso dificulta, comparativamente, a chegarmos aos 
7,3 km que tem uma composição de 682 vagões puxados por 8 locomotivas de trens na Austrália. 
“Convenhamos, é uma composição muito longa. Fantástico!”
Uma outra curiosidade diz respeito ao túnel ferroviário de São Gotardo na Suíça, que tem 
57,5 Km de extensão, e demorou 17 anos para ser concluído, seu propósito foi o de aumentar o 
transporte de cargas até o Mediterrâneo. Assim, as ferrovias são acessíveis principalmente em 
grandes áreas metropolitanas. Esse atributo faz do trilho um dos principais participantes do 
transporte intermodal.
O que é interessante no vídeo Maior avião do mundo atrai curiosos 
em São Paulo 15/11/16 é exatamente o tamanho do maior avião 
de asa fixa ou a capacidade de transportar cargas que esse avião 
ainda em operação faz ao redor do mundo. Observe o quanto ele 
impacta a curiosidade das pessoas e em especial os colaboradores 
do aeroporto onde havia pousado. Acesse e assista. 
CANTOS DA MATA. MAIOR avião do mundo atrai CURIOSOS em SÃO PAULO 
15/11/16. 1 vídeo. Disponível em: 
https://www.youtube.com/watch?v=ZxQvqGZSjmM. Acesso em: 2 abr. 2020.
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Modal Marítimo - A indústria marítima desempenha um papel importante no 
transporte internacional. Pode fornecer um transporte barato e de alta capacidade de carga para 
os consumidores. Portanto, tem uma posição vital no transporte de mercadorias específicas, 
como petróleo e grãos. Sua desvantagem é que ele precisa de mais tempo de transporte e seu 
prazo é fortemente afetado pelos fatores climáticos. Por exemplo, navegar da China para o Brasil 
demandará em torno de 45 dias para uma carga estar disponível aqui. Mas existem outros prazos 
a serem observados:
• Tempo de movimentação e espera no terminal.
• Tempo de carga e descarga.
• Tempo de desembaraço aduaneiro.
Para economizar nos custos e aumentar a competitividade, as atuais empresas de logística 
marítima tendem a usar navios de grande porte e técnicas de operação cooperativas. Trata-se 
de um modal que precisa construir novos conceitos de logística para aumentar a satisfação do 
serviço, por exemplo, ter informações em tempo real, identificar de forma mais precisa as janelas de 
tempo e sistemas de rastreamento de mercadorias, dentre outros itens que efetivamente conferem 
uma tranquilidade e confiança comercial. A operação da indústria de transporte marítimo pode 
ser dividida em três tipos principais, apesar de que todo o transporte seja feito por barcos, navios 
ou balsas, via um corpo de água, é um transporte aquaviário: 
(1) Navegação marítima: o negócio é baseado nos mesmos navios, rotas, preço e viagens 
regulares. 
(2) Navegação fluvial: as rotas/hidrovias são determinadas pelos trechos em condição de 
navegabilidade dos rios que também são determinados pelo ciclo hidrológico e pela capacidade 
de escoamento do solo da bacia hidrográfica. 
(3) Navegação lacustre: sendo um transporte bastante restrito pelo número reduzido de 
lagos e pela sua profundidade, promove a ligação entre cidades e países limítrofes.
Figura 7 - Principais hidrovias brasileiras. Fonte: Oliva (2009).
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 Em relação às hidrovias brasileiras (Figura 7), essas têm como principal o objetivo de 
garantir o fornecimento de matérias-primas, o que pode ser observado nos principais fluxos 
de mercadorias. Estudos promovidos pela CNT - Confederação Nacional do Transporte 
(NASCIMENTO, 2019) demonstram que o Brasil utiliza 31% dos 63 mil quilômetros da malha 
hidroviária para o transporte comercial (passageiros e cargas). Segundo a mesma entidade, 
somente o sistema Paraná-Tietê se aproxima de uma hidrovia.
Observa-se haver um leque de oportunidades em que seu “faro empreendedor” lhe 
estimula a pensar mais a esse respeito, não é? Importa lembrar que algumas localidades têm nos 
rios sua principal via de transporte, sendo cruciais para o deslocamento e o abastecimento das 
comunidades ribeirinhas (NASCIMENTO, 2019). Cabem mais estudos, mas a oportunidade deexplorar esse modal nessas localidades é latente.
Figura 8 – Exemplo do movimento e rotas de navios tanques. Fonte: O Investidor (2020).
Portanto, intervenções necessitam ser feitas ao longo do tempo, como dragagens ou 
aumento das profundidades em alguns trechos, procedendo-se assim, a manutenção da hidrovia. 
Sobre o transporte marítimo (através dos oceanos), normalmente está associado ao uso de 
contêineres especializados, ressalvado outros tipos de cargas as quais podem contar com o uso de 
navios especialmente preparados para isso. É o caso dos navios petroleiros, de navios preparados 
para o transporte de gás liquefeito, para transporte de animais etc. 
O vídeo Por dentro do Triple-E: o maior navio do mundo trará 
informações sobre o navio que já foi o maior do mundo. Também é 
interessante observar a quantidade de contêineres que ele consegue 
transportar. Acesse o vídeo pelo endereço a seguir e assista. 
RICARDO VARGAS. Por dentro do Triple-E: o maior navio do mundo. 
2013. 1 vídeo. Disponível em: 
https://www.youtube.com/watch?v=wfklFmiDCyM&t=31s .
Acesso em: 8 abr. 2020.
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Sobre o contêiner, é interessante fazer uma comparação a uma caixa metálica, cujas 
estruturas são padronizadas internacionalmente, possuindo proporções tais, apropriadas para o 
transporte de mercadorias com segurança. Em princípio, o contêiner serve para qualquer tipo de 
carga. 
Se para o armazém o palete é uma unidade de transporte, para o transporte marítimo 
internacional, o contêiner também o é, apresentando uma facilidade no empilhamento, o que 
resulta em menores custos de armazenamento e transporte. Você verá muitos desses se estiver 
passando na BR-101 na altura de Itajaí – SC, também em outras cidades litorâneas como Rio de 
Janeiro e Santos.
Conforme o mapa (Figura 8), pode-se observar que o fluxo de navios é muito intenso no 
comércio internacional, havendo rotas perfeitamente conhecidas e usadas hoje como há séculos. 
No entanto, novas rotas, como a do Círculo Polar Ártico, ainda estão sendo procuradas e testadas 
para se verificar sua viabilidade.
O trânsito de navios é tal que se pode praticamente desenhar no mapa os limites dos 
continentes, dado que cerca de 90% desse comércio é realizado por meio de navios cargueiros que 
viajam em quase todas as principais massas de água e têm capacidade para transportar o maior 
volume de carga pelo menor custo.
Modal Dutoviário - O transporte por dutos não é um modo formal de transporte no 
sentido tradicional e podemos dizer que não é inovador também. Podemos relembrar que 
dentre as várias realizações da engenharia romana, estão os aquedutos. Como Roma aumentou 
consideravelmente o número de habitantes e da demanda por água, e, foram construídos, 
portanto, aquedutos. O primeiro foi construído em 312 a.C. No entanto, é importante reconhecer 
hoje sua importância no atual mercado de combustíveis.
Os oleodutos transportam combustíveis fósseis não refinados, como gás e petróleo, do 
ponto de origem (poço) até o ponto em que podem ser transferidos para as refinarias ou outro 
meio de transporte. O custo do transporte reside principalmente em sua construção, no diâmetro 
da tubulação e na viscosidade do fluido que está sendo transportado. Eles podem ser construídos 
acima do solo, subterrâneos ou subaquáticos, tornando-os ideais para perfuração offshore ou 
plataforma de prospecção de petróleo. Por exemplo, as 16 unidades de produção do pré-sal da 
Bacia de Santos estão a 300 km da costa operando em águas profundas (PETROBRÁS, 2019). Um 
grande desafio logístico.
 
O vídeo Gasoduto Présal – Plansal Comperj “Rota3” é um material 
complementar que lhe apresentará a rota de um gasoduto através 
de animação 3D. Acesse e assista. 
GB VÍDEO. Gasoduto Présal – Plansal Comperj “Rota3”. 2016. 1 vídeo. 
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=Fp1eXtULaRw . 
Acesso em: 7 abr. 2020.
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Figura 9 – Projeto Alcoolduto. Fonte: NovaCana (2013).
E semelhante a um oleoduto, está em fase de implantação o etanolduto ou alcoolduto 
(Figura 9), que é uma rede de tubulação para o transporte de álcool. Os projetos buscam interligar 
usinas, levando o biocombustível para as distribuidoras. Dois projetos estão em andamento, um 
no Estado de São Paulo e outro no Paraná.
3.1 Intermodalidade
Muitas vezes, na logística, uma remessa é concluída usando vários modais de transporte. O 
objetivo é aproveitar os pontos fortes individuais dos diferentes modais, reduzindo assim os custos 
na conexão entre regiões remotas do país. Essa prática é conhecida como transporte intermodal e 
geralmente é necessária em logística. O transporte multimodal oferece uma plataforma avançada 
para transporte de carga mais eficiente, confiável, flexível e sustentável. Planejar um sistema tão 
complicado fornece áreas interessantes de resposta aos requisitos de globalização, fabricação 
ágil e entrega rápida ao mercado. Portanto, segundo o site Portogente (2016), a intermodalidade 
caracteriza-se pela emissão individual de documento de transporte para cada modal, bem como 
pela divisão de responsabilidade entre os transportadores. Na multimodalidade, ao contrário, 
existe a emissão de apenas um documento de transporte, cobrindo o trajeto total da carga, do seu 
ponto de origem até o ponto de destino.
Mediante a descrição dos pormenores dos modais de transporte, 
é interessante termos contato com as tecnologias que permitem 
processos mais baratos, rápidos e com alta precisão na 
perspectiva de que clientes de determinadas áreas de mercado 
possam ser atendidos. Acesse e veja. 
FERRAMENTAL. O papel da tecnologia em transporte de cargas. 
2019. Disponível em: https://www.revistaferramental.com.
br/?cod=artigo/papel-tecnologia-transporte-cargas/. Acesso em: 20 abr. 2020.
https://www.revistaferramental.com.br/?cod=artigo/papel-tecnologia-transporte-cargas/
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Para tanto, exige-se um grande trabalho para que haja esse “casamento” entre um modal 
e outro ocorra, considerando questões como prazos, facilidades logísticas, documentação 
e burocracia envolvida. A multimodalidade tende a se tornar um aumento nos custos de 
movimentação, pois o transbordo de uma carga precisa de uma infraestrutura como armazém, 
uma área para movimentação e elevação de contêineres e outros equipamentos. Além disso, deve 
haver uma continuidade no trânsito dessas cargas para que não haja ociosidade no sistema, o que 
prejudicaria em muito um ou outro modal. Por exemplo, os produtores de algodão usam cada 
vez mais a ligação ferroviária entre Rondonópolis-MT e o maior porto da América Latina, Santos 
– SP, onde é finalizado o beneficiamento da matéria-prima, antes do embarque para exportação. 
E equipamentos para isso são desenvolvidos no sentido dessa integração. Outro exemplo são as 
composições ferroviárias que possuem pranchas para transportar os semirreboques, a exemplo 
de um contêiner. Os caminhões ficam na localidade, e os semirreboques percorrem o trajeto até 
seu destino, onde serão recepcionados na localidade por outro caminhão, ou ainda despachado 
de retorno.
Até mesmo a intermodalidade se apresenta como solução para a mobilidade urbana. Os 
usuários de patinete e bicicleta que se deslocam pela cidade, combinam a continuação de sua 
viagem com metrô, ônibus, trem, mas precisam de infraestrutura para que a integração seja uma 
realidade. 
Uma segunda razão para se utilizar essa modalidade é usufruir as vantagens dos dois modais 
de forma agregada, podendo estar relacionadas aos custos quanto aos serviços e considerando o 
valor agregado dos produtos que serão transportados ou a comodidade da população, levando 
em contaquestões como a segurança. Como você pode observar pelo que foi apresentado, deve 
haver algo mais para que tudo isso ocorra, que é fomentar um sistema de parcerias dos entes 
comerciais e não tão somente relações comerciais unilaterais. 
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CONSIDERAÇÕES FINAIS
Para esse módulo, vimos que a logística interna é uma das seções mais importantes nas 
empresas, especialmente nas empresas de grande porte. Ele gerencia, organiza, planeja e entrega 
os produtos acabados. É uma parte indispensável da cadeia de suprimentos, além de refletir o 
resultado da implementação da estratégia da empresa. 
O armazenamento é um dos processos no qual três funções principais são realizadas: 
recebimento de produtos de uma fonte, armazenamento de produtos pelo tempo que for 
necessário até que sejam executados ou solicitadas (interna ou externamente) e recuperação 
dos produtos quando é exigida. É um dos níveis mais importantes da cadeia de suprimentos, 
embora seja uma atividade de alto custo financeiro para as empresas. As iniciativas atuais de 
eliminar o armazenamento como um nível na cadeia de suprimentos é algo por demais difícil de 
ser alcançado, dado sua missão de compensar desequilíbrios na cadeia de suprimentos. 
Outra área especializada é a logística de distribuição, que inclui uma ampla gama de 
atividades. Todos eles se concentram em obter uma distribuição e movimentação eficientes de 
produtos acabados. Isso leva as mercadorias do final de uma linha de produção para alcançar os 
consumidores. Além disso, fornece um amplo conjunto de ferramentas de otimização. Eles são 
usados em áreas que incluem o atendimento de pedidos e gerenciamento de transporte.
E estudar os modos de transporte de produtos nos leva a buscar compreender além das 
características de cada modal, o porquê de não conseguirmos ainda a combinação de fatores 
positivos, presente em cada modal de transporte. É certo que a intermodalidade ainda não 
pode atender as necessidades do mercado nacional. O país precisa criar condições ao aumento 
da competitividade desde a recuperação da marinha mercante brasileira, passando por portos 
brasileiros que têm de se tornar mais eficientes e competitivos, chegando a especificidades como a 
criação de áreas específicas para cargas e a instalação de centros de distribuição em áreas próximas 
aos cais, dado que nessa localidade o volume de cargas é muito superior a outros que servem 
demais modais de transporte. Precisamos aproveitar essa imensa costa marítima que temos e 
avançar no desenvolvimento das hidrovias.
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SUMÁRIO DA UNIDADE
INTRODUÇÃO ............................................................................................................................................................... 90
1. LOGÍSTICA REVERSA...............................................................................................................................................91
1.1 PREÂMBULO SOBRE A GESTÃO AMBIENTAL ......................................................................................................91
1.2 A LOGÍSTICA REVERSA ......................................................................................................................................... 93
2 EMBALAGEM LOGÍSTICA ........................................................................................................................................101
2.1 USO DE SÍMBOLOS ................................................................................................................................................104
3. ESTRATÉGIA EM LOGÍSTICA ..................................................................................................................................106
CONSIDERAÇÕES FINAIS ........................................................................................................................................... 113
A ESTRATÉGIA LOGÍSTICA 
PROF. ME. MARCO ANTÔNIO SENA DE SOUZA
ENSINO A DISTÂNCIA
DISCIPLINA:
LOGÍSTICA E DISTRIBUIÇÃO 
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 INTRODUÇÃO
Olá, amigos!!!
Para esse último módulo, estaremos lidando com a informação de que a capacidade 
suporte de nosso planeta dá sinal de que estamos chegando a limites de tolerância ou de 
intolerância na quantidade de resíduos gerados pelo ser humano, descartados em boa medida, 
de forma incorreta. Apesar dos conhecidos lixões estarem migrando para o status de aterros 
sanitários, dado que nessas localidades se consegue fazer o controle e tratamento dos resíduos 
sólidos descartados, ainda assim a quantidade e o tempo para que esse resíduo seja disponibilizado 
adequadamente é curto, sob pena, por exemplo, de maiores localidades degradadas e inóspitas às 
atividades humanas. As primeiras teorias organizacionais não levavam em consideração questões 
relacionadas com os desperdícios de recursos naturais, mesmo que primassem pela minimização 
de recursos e tempos dentro das suas instalações produtivas. Mas, com o passar do tempo, muitas 
se alteraram, havendo hoje uma consciência ambiental, onde uma lógica biológica está associada 
agora às ações das organizações. Essa visão sobre a gestão ambiental, por sua vez, torna-se reflexo 
da melhoria da qualidade dos procedimentos fabris, porém, também justifica a qualidade de vida 
do cidadão comum, que não quer a poluição das águas, desertificação de grandes áreas, efeito 
estufa, poluição sonora... ou seja, o indivíduo tem direito e quer um ambiente ecologicamente 
equilibrado. 
A logística reversa entra nesse contexto ao auxiliar no controle dos itens que são 
consumidos e que podem ser descartados erroneamente, o que sugere haver um ganho duplo, 
pois através dessa logística, empresas poderão cumprir os requisitos de legislação existente em 
nosso país como em outros, além de ser uma atividade que traz benefícios na apropriação desse 
processo, como é o caso da reciclagem de materiais e a associação da marca a práticas sustentáveis 
em relação ao meio ambiente. 
Com a responsabilização dos fabricantes e do poder público, a atenção às embalagens 
se tornou muito mais forte, pois além da função precípua da embalagem de fazer a proteção do 
produto, permite o seu armazenamento e manuseio, e ainda de levar informações ao consumidor 
por meio de símbolos e cores. 
Dentro da proposta do módulo, também desenvolveremos reflexões sobre a estratégia em 
logística. É muito importante compreendermos o alcance de decisões como níveis de estoques, 
localizações de instalações, dentre outros itens que exercem impactos na empresa e na percepção 
da empresa pelo mercado.
Vamos em frente!
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1. LOGÍSTICA REVERSA
Logística reversa diz respeito a todas as operações relacionadas à reutilização de produtos 
e materiais. Baseado em Wille e Born (2012), define-se como o processo de planejar, implementar 
e controlar o fluxo eficiente e econômico de matérias-primas, estoque em processo, produtos 
acabados e informações relacionadas, do ponto de consumo ao ponto de origem, com o objetivo 
de recuperar valor adequado. 
Figura 1 - Fluxo genérico da logística reversa de resíduos pós-consumo. Fonte: Tecnologística (2019).
Há um forte contexto vinculado à gestão ambiental e, mais especificamente, com a proteção 
do meio ambiente e ao atendimento às normativas que obrigam a sociedade a esse propósito 
comum, e que é feito na logística através de um fluxo reverso, conforme a Figura 1. Para isso, 
alguns tópicos precisam ser trabalhados para que o objetivo maior seja alcançado. Vamos a eles!
1.1 Preâmbulo sobre a Gestão Ambiental
Você provavelmente deve ter tido contato com alguma notícia que narrava sobre um 
acidente ambiental. Muitos causaram não só um dano ao meio ambiente,mas danos a terceiros 
em decorrência da atividade poluidora resultante de seu processo produtivo, e também dano à 
imagem institucional (marca) da empresa, pois é motivo de reprovação pela sociedade. Alguns 
exemplos históricos facilitam essa tarefa. Vejamos alguns:
• Em 1984, um desastre químico ocorrido na cidade de Bophal, na Índia, liberou numa 
madrugada 40 toneladas de gás isocianato de metila, matando mais de 8000 pessoas.
• Em 1986, também numa madrugada, um reator nuclear da usina de Chernobyl explodiu, 
lançando uma nuvem radioativa de iodo-131 e césio-137, resultando em milhares de 
pessoas desenvolvendo graves doenças e entrando em óbitos. 
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• Em 2019, você pode testemunhar desastres de grande impacto como o rompimento da 
barragem de Brumadinho-MG, as gigantescas queimadas na floresta amazônica brasileira 
e boliviana e o vazamento de óleo que atingiu as praias da região nordeste do país. 
Esses acidentes que promoveram grandes impactos (degradação) na natureza reiteram 
a compreensão de que os recursos do meio ambiente são finitos. Grupos da sociedade civil 
organizada pressionam empresas e governos em relação às causas ambientais, e passando mais 
recentemente a pressionar a sociedade por comportamentos individuais mais respeitosos ao 
meio ambiente. Através da previsão legal que fez com que fabricantes e poder público sejam 
responsáveis pelo gerenciamento de resíduos, o consumidor é um dos atores mais importante, 
pois depende dele a atitude de encaminhar o retorno dessas embalagens à empresa de origem. 
Mas antes precisamos nos indagar sobre uma questão: o que é lixo? É tudo o que não 
serve mais?
As tarefas e responsabilidade no setor ambiental tem, portanto, uma relação direta com 
o direito ambiental, dado que há um aumento da complexidade dos problemas ambientais, que 
gera dificuldades de orientação até mesmo para especialistas. Mas olhando para uma questão 
mais básica, precisamos saber que ações de redução de resíduos perpassam inicialmente pelos 
seguintes conceitos (VGRESÍDUOS, 2020): 
• Lixo: os restos das atividades humanas, considerados pelos geradores como inúteis, 
indesejáveis ou descartáveis, podendo se apresentar no estado sólido e líquido, desde que 
não seja passível de tratamento.
• Resíduo: tudo aquilo que pode ser reutilizado e reciclado e, para isso, este material precisa 
ser separado por tipo, o que permite a sua destinação para outros fins. 
• Rejeito: tipo específico de resíduo, em que todas as possibilidades de reaproveitamento ou 
reciclagem já tiverem sido esgotadas devendo ser encaminhado para um aterro sanitário 
licenciado ambientalmente ou para incineração.
Assim, o primeiro item, o lixo, apresenta alguma possibilidade para ser utilizado; o 
segundo, o resíduo tem total condição de ser utilizado e o terceiro item, o rejeito, não tem mais 
como ser utilizado. 
Um outro conceito que deve ser considerado é o de ciclo de vida do produto. Consiste em 
estágios consecutivos e interligados de um processo de existência de um determinado produto, 
desde a aquisição da matéria-prima ou geração de recursos naturais até sua disposição final. 
Isso tem uma importância porque há uma relação com a destinação final de resíduos. Mais à 
frente, você perceberá que a logística reversa pode reduzir significativamente a quantidade de 
resíduos gerados, mas o importante mesmo é que se deve ter em mente a questão da destinação 
final. O controle dos efeitos ambientais de suas próprias atividades com a redução dos impactos 
ambientais permite que essas organizações possam buscar sua certificação segundo a norma ISO 
14001 de Sistema de Gestão Ambiental (SGA) vigente mundialmente. Essa norma orienta as 
práticas das empresas industriais e de prestação de serviços de qualquer tamanho e auxilia as 
organizações e seus responsáveis a cumprirem a missão de proteger o meio ambiente. 
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Dentre os vários benefícios dessa certificação, estão:
• Prevenção de riscos e cumprimentos de obrigações previstas nas leis (brasileiras, mas 
podem ser utilizado para leis de outros países).
• Identificação de potenciais de redução de custos.
• Melhoria da imagem pública.
• Facilidades junto a bancos e seguradoras.
• Facilidades nas relações com órgãos ambientais.
1.2 A Logística Reversa
A Logística Reversa é uma questão que tem recebido crescente atenção, sobretudo, na 
última década, dada a confluência de diversas situações. Por um lado, existe uma preocupação 
verificável sobre questões ambientais e desenvolvimento sustentável. Por outro lado, razões 
econômicas também tiveram sua contribuição nessa crescente importância das questões de 
Logística Reversa. 
De acordo com o conceito de logística, podemos ver um fluxo de materiais que segue do 
produtor ou da indústria e segue até a entrega do produto ao consumidor final. Contrariamente, 
segue-se um fluxo de informações que gera um feedback a todos os membros da cadeia 
produtiva, de tal sorte que possam rever seus planos, melhorar o contexto da produção e melhor 
se posicionarem no mercado concorrencial. Importa lembrar que, dentre essas atividades, há 
uma grande geração de rejeitos, sejam eles sólidos, líquidos ou emissão de gases que precisam 
ser mitigados (diminuídos) como parte de um esforço maior da sociedade em não degradar as 
condições ambientais do planeta.
Sobre o ciclo de vida do produto, um vídeo intitulado Resíduos sólidos 
– ciclo de vida de produtos e logística reversa, lhe apresenta uma 
parte de uma palestra como material complementar, cujo conteúdo 
relaciona aspectos da lei de Política Nacional de Resíduos Sólidos, 
como também apresenta mais um pouco sobre o ciclo de vida e 
potenciais de geração de renda com esse vídeo. Acesse e assista. 
GLEYSSON. Resíduos sólidos: ciclo de vida de produtos e logística reversa. 
2014. 1 vídeo. Disponível em: https://portalresiduossolidos.com/ciclo-de-vida-do-
produto/. Acesso em: 11 abr. 2020.
https://portalresiduossolidos.com/ciclo-de-vida-do-produto/
https://portalresiduossolidos.com/ciclo-de-vida-do-produto/
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Assim, a proposta que ainda não alcança totalmente a gama de produtos no Brasil é a de que 
fluxos de retorno de bens manufaturados, materiais ou equipamentos retornem dos compradores 
para a rede logística. Por exemplo, os produtos manufaturados podem ir do cliente ao distribuidor 
ou ao fabricante. Esses bens materiais e/ou equipamentos podem ser remanufaturados, 
reutilizados, recuperados ou reciclados. Pense na imensa quantidade de computadores pessoais 
existentes no mundo e que se tornam obsoletos mediante as novas tecnologias que surgem. O que 
dizer dos celulares, considerando que no Brasil, no ano de 2020, havia 107,39 celulares para cada 
100 brasileiros, ou 1,07 celulares/habitante. Se considerarmos que esses celulares terão um prazo 
de validade de uso, seja para sua bateria, ou seja, para uso dos seus sistemas operacionais que se 
tornam obsoletos ante as inovações que surgem, de fato eles serão descartados. As opções são a 
do descarte simples, de tal sorte que esses aparelhos serão parte integrante do resíduo controlado 
em um aterro sanitário por não ter sido dado uma destinação adequada (na pior das hipóteses), 
ou seguirá para uma unidade de desmonte, sendo suas partes reprocessadas para servir em outros 
fins. 
Obviamente, existem grandes oportunidades para se reutilizar esses computadores, 
celulares, por exemplo, e criar novos valores reutilizando componentes ou transformando em 
matérias primas. Além desses, existem os aparelhos de TV, equipamentos de áudio, baterias 
etc., que compõem o chamado lixo eletrônico que é uma grande fonte matérias-primas (após 
reprocessamento) de alumínio, chumbo, cobre, plástico, vidroetc. 
Na indústria automotiva, os resíduos podem incluir motores, alternadores, motores de 
partida, transmissões etc. Perceba que os fluxos logísticos reversos, ou seja, esses produtos, ao serem 
utilizados, retornam agora do consumidor ou do ponto de recolhimento do produto utilizado e 
segue em direção ao fabricante. No caso, o fluxo de informações segue no sentido contrário, 
sendo útil àqueles que necessitarem de tais informações para uso em seus planejamentos. 
O vídeo Logística reversa: lixos eletrônicos velhos viram novos 
equipamentos tratará de uma reportagem que destaca a 
transformação em filamentos para impressão 3D. Observando 
esse conteúdo, não só você verá a rotina de uma empresa que 
trabalha com esses produtos reciclados, mas também um contexto 
empreendedor, que estimule essa prática no nível comercial. 
Acesse e assista. 
PROGRAMA SC NO AR. Logística reversa: lixos eletrônicos velhos viram novos 
equipamentos. 1 vídeo. Disponível em: 
https://www.youtube.com/watch?v=z_nW2vxLQZ0 . Acesso em: 10 abr. 2020.
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Apesar dos vários caminhos visualizados através dos fluxos, vários também são os 
motivos para que ocorram os fluxos de retorno de parte desses produtos aos fornecedores. Há 
uma previsão legal, estabelecida pela Lei n°12.305/2010, na qual, importadores, distribuidores 
e comerciantes, dos consumidores e dos titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e de 
manejo dos resíduos sólidos, têm obrigação de orientar o retorno para as origens de produtos. Ou 
seja, ao varejista e atacadista, o dever de ter locais para a coleta desses resíduos; a indústria deve 
criar o sistema logístico para reutilização e reuso dos recursos, e o Governo a responsabilidade pela 
conscientização da população e a fiscalização dos entes da cadeia de suprimentos. Acrescenta-
se aqui, que a legislação ambiental brasileira traz o princípio do poluidor-pagador em um de 
seus artigos, pela qual será responsabilizado quem causa um prejuízo ao meio ambiente, arcando 
com as despesas de prevenção de danos ambientais ou então, como consequência de um dano 
causado, sendo obrigado a reparar o dano através de atos impostos ao poluidor (Lei 6.938/81). 
Além disso, o Código de Defesa do Consumidor (CDC), em seu artigo 49, prevê, em compras 
feitas longe do estabelecimento comercial (internet, telefone etc.), a garantia ao consumidor do 
direito de se arrepender de uma compra e devolver o produto no prazo de 7 dias a contar da sua 
assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço. 
Figura 2 - Fluxos logísticos e logísticos reversos. Fonte: Teodorovic e Janic (2017).
 
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Assim, há previsão legal para setores prioritários na logística reversa dos seguintes 
produtos utilizados:
• Embalagens e resíduos de agrotóxicos.
• Pilhas e baterias.
• Pneus, lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista.
• Embalagens e óleos lubrificantes.
• Produtos e componentes eletrônicos.
Recuperar materiais constituintes de máquinas e equipamentos ou resultante de outros 
usos que permita economias relacionadas à compra de materiais ou de reutilização de produtos 
mediante prévio tratamento pode interessar a várias empresas, dado que de fato o material 
reciclável não flui necessariamente para trás através do mesmo canal, conforme pode ser visto na 
Figura 2. Por exemplo, no Brasil, 97% das latinhas de alumínio são recicladas.
 
No entanto, somente material reciclável pode usar canais diferentes para retroceder? 
O item a ser “repatriado” pode ser feito de várias maneiras pelo consumidor. Você já deve 
ter visto o recolhimento de pilhas e baterias em bancos e cooperativas de créditos. Campanhas 
de recolhimento de equipamentos e de componentes eletrônicos são feitas em escolas, 
supermercados, lojas de materiais de construção, sendo ainda assim uma atividade considerada 
atividade de Logística Reversa.
Gerenciar a logística reversa não é como gerenciar a logística direta, pois ela 
possui seus próprios desafios, como sua imprevisibilidade onde a logística direta 
é muito intencional. Por isso, é quase unânime que as empresas terceirizem essa 
atividade.
O vídeo Como funciona a reciclagem de latinhas de alumínio 
irá demonstrar como as latas de refrigerantes e de cervejas 
são recicladas. O importante é a mensagem que consolida a 
necessidade e a oportunidade de atuar num mercado como esse, 
que tem crescido paulatinamente. Acesse e assista. 
MANUAL DO MUNDO. Como funciona a reciclagem de latinhas de 
alumínio. 1 vídeo. Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=wgPn3kZZtIY . Acesso em: 11 abr. 2020.
 
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Portanto, os produtos e materiais podem ser devolvidos ao fabricante original (na mesma 
cadeia de negócios) ou a outras empresas envolvidas em outras cadeias de negócios, desde que a 
atividade dessas empresas seja de fabricação. Conforme essas informações, você percebeu que as 
empresas podem se tornar mais ambientalmente eficientes através da reciclagem, mas também 
pela reutilização e redução da quantidade de materiais utilizados, o que pode ser pensado no 
processo da distribuição reversa de materiais entre os membros do canal. Aqui, é interessante 
esclarecer que a coleta de lixo municipal não é aceita dentro da definição de logística reversa, pois 
não diz respeito a fluxos opostos à direção tradicional da cadeia de suprimentos. 
Assim, a essência estratégica da logística reversa no macroambiente empresarial envolve 
características garantidoras da competitividade e da sustentabilidade às empresas, podendo ser 
observado no esquema da Figura 3 quais ideias são aglutinadas na competitividade empresarial.
Figura 3 - Estratégia empresarial e a logística reversa. Fonte: Leite (2017).
Além dos produtos de fim de vida no contexto do uso do cliente ou pela sua obsolescência, 
também há o retorno de produtos que apresentaram algum tipo de defeito, como por erro 
de emissão de pedido (por exemplo, a cor da camiseta errada), avarias no produto durante o 
transporte, ou até mesmo transformação do produto (por exemplo, o envio de flores) enquanto 
a caminho do consumidor. É um típico assunto que impacta principalmente os operadores de 
canais de e-commerce e em menor escala as lojas físicas. Parece um movimento exagerado das 
organizações, mas a qualidade é um atributo que está vinculado à experiência de compra, que, 
por sua vez, impacta diretamente a imagem da empresa e as vendas do produto. 
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Assim, você também encontrará o que chamamos de outlet premium, que são estruturas no 
formato de um shopping center, muitas vezes, distantes dos grandes centros urbanos, onde se 
faz a venda de produtos que apresentaram algum tipo de defeito na fabricação, coleções com 
padronagens ultrapassadas, peças com pequenos defeitos que o cliente devolveu, recuperando 
parte do valor das mercadorias dado poderem ser vendidas nesses locais a preços promocionais. 
Esse é o contexto da logística reversa pós-venda. 
Porém, também existe a logística pós-consumo. Como o próprio nome induz a 
compreender, o produto é consumido e a sua vida útil (do produto) se encerra, apesar de 
poder ser aproveitado para algum fim específico. A vida útil de um bem é entendida como o 
tempo decorrido desde a sua produção original até o momento em que o primeiro possuidor 
se desembaraça dele (LEITE, 2017). São casos facilmente verificáveis em produtos como os 
priorizados pela Lei n°12.305/2010, envolvendo artefatos plásticos, garrafas de vidro, livros e 
revistas, artefatos metálicos, dentre outros.
No canal reverso de reuso, você encontrará como exemplo o mercado de segunda mão, 
sendo um dos melhoresexemplos o comércio de automóveis usados, televisores e equipamentos 
de som.
Um último item importante para você na qualidade de gestor, é compreender também 
os desdobramentos de um trade-off entre a sustentabilidade econômica de uma organização e a 
sustentabilidade ambiental da mesma. Não estaremos discutindo nada além do contexto de duas 
decisões que são inversamente proporcionais, mas que o gestor terá de tomar uma delas. O que 
chamamos de “meio termo”, dificilmente pode ser construído diante de um trade-off. Um trade-
off, segundo Diniz Júnior (2011), pode ser definido como a relação negativa ou antagonismos 
de efeitos em um “caminho” que se apresenta em um processo de decisão. Veja dois exemplos 
propostos no estudo de Diniz Júnior (2011), avaliando o que está em jogo, considerando a 
necessidade da empresa, a necessidade do mercado e considerando o fato de que novos interesses 
acarretam novos trade-offs:
• Se de um lado a empresa pode rapidamente obter a oportunidade de se inserir em nichos 
“verdes”, por outro lado, a má gestão das diferenças culturais entre a empresa compradora 
e adquirida durante o processo de fusão, pode, a médio e longo prazos, diminuir a 
credibilidade da marca “verde”.
• Ao adotar critérios de sustentabilidade ambiental no desenvolvimento de produtos, a 
empresa pode estar se diferenciando em seu mercado de atuação ao mesmo tempo em 
que pode estar perdendo a oportunidade de maximização de lucratividade.
Trata-se de um vídeo com o título de Pós-consumo, que tem o 
intuito de demonstrar o exemplo de uma empresa, no caso o 
Walmart, no qual um projeto de reciclagem é desenvolvido com 
itens descartados. Observe que junto ao interesse de demonstrar 
ações de destinação de resíduos, há uma abordagem vinculada à 
responsabilidade social. Acesse e assista. 
WALMART BRASIL. Pós-consumo. Disponível em: 
https://www.youtube.com/watch?v=BVMhssZcJG4 . Acesso em: 11 abr. 2020.
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Em uma breve conclusão, aponta-se que a estratégia de uma empresa não é tarefa fácil de 
ser construída, dado que efeitos positivos poderão ocorrer em detrimento de efeitos negativos, e 
vice-versa, mas sempre deverá ser guiada no sentido de propiciar oportunidades de melhoria às 
operações da organização. Mas isso não exclui a percepção sobre a sustentabilidade que distingue 
as atividades logísticas, que devem ser desenvolvidas sobre bases ambientalmente corretas. Nas 
suas reflexões, sugiro incluir o fato de que um sistema capitalista funciona através de contínua 
necessidade de consumo. Mas se hoje eu consumo indefinidamente, só terei como manter essa 
tendência se minha atitude como a dos demais for a de preservarmos os recursos ambientais 
para que, no futuro, continuemos a consumir. Observe que a definição de desenvolvimento 
sustentável trata exclusivamente de consumo, de tal sorte que a sociedade pede que as empresas 
se envolvam mais no apoio a causas sociais e ambientais, e que possam estar atuando de acordo 
com a abordagem do Triple Bottom Line. O Triple Bottom Line, ou também conhecido em 
português como Tripé da Sustentabilidade, é um conceito adotado por empresas que desejavam 
mudar sua forma de fazer negócios. Cunhado pelo sociólogo e consultor John Elkington, esse 
conceito engloba três fatores voltados à sustentabilidade e envolve 3 dimensões: social, ambiental 
e econômica, ou seja, se as empresas quiserem se manter no mercado, também deverão pensar no 
bem-estar da sociedade, o que inclui preservar os recursos naturais, usá-los de maneira adequada 
e sem comprometer o bem-estar. 
A lógica reversa para um varejista de roupas pode ser demonstrada no exemplo 
de como se aceitam as devoluções. O cliente traz de volta a calça jeans. O 
varejista garante que eles não estejam danificados ou desgastados. Se não 
estiverem, o jeans será recolocado e rearranjado para venda. Se esse jeans ainda 
estiver na temporada de estação, ou em condição de venda no momento atual, 
provavelmente ainda poderá ser vendido pelo preço total. Esse cenário tem suas 
próprias complexidades: transferência de itens entre lojas, envio de pedidos on-
line de itens devolvidos nas lojas etc. Também possui suas próprias oportunidades 
para aumentar a lucratividade. 
O projeto TEDx traz uma série de profissionais que apresentam 
seus pontos de vista através de palestras de curta duração, 
normalmente. O vídeo O que é essa tal de sustentabilidade? é 
lhe apresentado com interesse provocativo quanto a uma quebra 
de paradigma e uma abordagem do Triple Bottom Line. Acesse e 
assista. 
TEDX TALKS. O que é essa tal de sustentabilidade? 
1 vídeo. Disponível em: https://www.youtube.com/results?search_
query=sustentabilidade+enraizando&sp=eAE%253D. Acesso em: 19 abr. 2020.
https://www.youtube.com/results?search_query=sustentabilidade+enraizando&sp=eAE%253D
https://www.youtube.com/results?search_query=sustentabilidade+enraizando&sp=eAE%253D
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Algumas abordagens, de acordo com Giacomelli e Pires (2016), podem ser apontadas 
como elementos para melhorar a sustentabilidade nas cadeias de suprimentos. Para os 
compradores e investidores preocupados com a sustentabilidade dos produtos que compram 
de organizações que buscam desenvolver políticas ambientalmente corretas, consideram como 
sendo de grande importância um conjunto de itens responsáveis por garantir que suas cadeias de 
suprimentos sejam bem gerenciadas. É bom lembrar que essas empresas também estão em uma 
posição forte para influenciar seus fornecedores. Essa abordagem é apresentada por Giacomelli 
e Pires (2016) como elementos para melhorar a sustentabilidade nas cadeias de suprimentos 
para que sejam mais sustentáveis:
• Dimensão ambiental: embora os custos sempre tenham sido um importante impulsionador 
das estratégias de gerenciamento da cadeia de suprimentos (supply chain), aspectos como 
consumo de energia e aspectos ambientais negativos de muitas cadeias de suprimentos 
têm sido um forte incentivo para melhorar o que é conhecido como gerenciamento da 
cadeia de suprimentos ecológica. 
• Dimensão ética: nos últimos anos, as empresas foram pressionadas a praticarem 
atividades ambientalmente coerentes. Muitas se apresentaram como tais, mas, por trás 
dessa imagem, pouco ou quase nada foi feito para estarem verdadeiramente conectadas 
com o consumidor que demanda por essa postura das empresas. Essa dimensão também 
inclui a ética e desempenho no trabalho, relações com a comunidade, transparência em 
suas atividades e rastreabilidade dos produtos.
• Dimensão educacional: garantia de ações educativas e preparatórias dos colaboradores 
visando a estabelecer a sustentabilidade educacional.
• Dimensão econômica: na sustentabilidade, essa dimensão se relaciona à melhoria na 
performance dos custos totais da cadeia de suprimentos, à eficiência e à confiabilidade 
que direcionam os investimentos da empresa. 
Embalagens de agrotóxicos e artefatos pneumáticos foram 
considerados símbolos da vilania perpetrada contra o meio 
ambiente. Veja no artigo sugerido o que tem sido feito para lidar 
com esses itens e que tem atraído a atenção para a mudança de 
sua perspectiva. 
WROBLESKI, A. Logística reversa: o exemplo das embalagens 
de agrotóxicos. 2012. Disponível em: https://www.awro.com.
br/post/16902813056/log%C3%ADstica-reversa-o-exemplo-das-embalagens-de. 
Acesso em: 21 abr. 2020.
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2 EMBALAGEM LOGÍSTICA
Na prática logística, a eficiência em movimentar mercadorias na cadeia de suprimentos 
depende, dentre outras coisas, de embalagens. Essas são consideradas,em meio a outras, uma 
atividade de apoio da logística, que precisa ser projetada adequadamente, adotados os requisitos 
técnicos, tipo de transporte, identificação e regulamentação do cliente aplicável a esse campo. 
Como nem todos os produtos têm formato de cubo e máxima densidade possível, o que facilitaria 
muito a todos que fazem o manuseio de cargas, do ponto de vista logístico, a embalagem deve 
cumprir as seguintes funções:
• Função de proteção – a embalagem deve ser totalmente adaptada às especificações 
técnicas e funcionais características do produto, bem como seu “valor”.
• Função de armazenamento, transporte e manuseio – estão associadas à suscetibilidade da 
embalagem aos processos de mecanização e automação (a embalagem deve ser adaptada 
para o sistema dimensional padronizado existente; facilitando o armazenamento, facilita 
a formação de unidades cargas vendáveis em termos de tamanho ou peso ou qualquer 
outra dimensão relevante para o produto).
• Função informativa – a embalagem é um portador de informações usadas na identificação, 
manuseio (incluindo complementação dinâmica) e processos de armazenamento, 
também úteis no controle ao longo de toda a cadeia de suprimentos.
Apesar de a logística reversa se apresentar como uma solução a um grave problema 
ambiental do cotidiano, que são os resíduos resultantes de atividades produtivas, 
indaga-se sobre o porquê de mesmo com o aparato legal, ações nesse sentido 
não estejam em plena utilização. Isso, por óbvio, não se aplica aos segmentos de 
empresas que já são obrigadas por lei a fazer a logística reversa (baterias, pneus 
etc.). Nas demais, podemos observar que a prática não é integrante da sua filosofia 
de trabalho, que aliado à falta de uma economia de escala suficiente, promove 
grande desinteresse pela causa. Sabe-se que existem custos associados à prática 
da logística reversa, mas que podem ser encarados por empresas como sendo um 
custo duplicado e que, por decorrência, irá provocar uma ineficiência de algumas 
cadeias reversas. Então, se a rentabilidade for baixa nesses elos da cadeia, será 
difícil alcançar valores relativos no comércio do que seriam as novas matérias-
primas recicladas, e também pela concorrência entre materiais descartados pela 
sociedade. Uma proposta que fora suscitada diz respeito à criação de um imposto 
com a finalidade de mitigar o problema, porém, sabe-se que ele fatalmente será 
repassado à sociedade. O problema por si necessita de vários pontos de vistas, 
porém, é um passo dado refletirmos a partir dessas ideias.
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• Função reciclagem – algumas embalagens podem ser reutilizadas. Sob uma dada 
perspectiva, um contêiner, enquanto desenvolvendo as funções de proteção e 
armazenagem, é reutilizado muitas vezes. Porém, com a busca dos fornecedores por 
embalagens reutilizáveis, cresce paralelamente a condição de reciclagem também, em 
que polímeros usados em embalagens plásticas podem se tornar matéria-prima para a 
fabricação de outro produto.
Apesar dos itens apresentados e que lhe permite várias considerações, na prática, fixe-se 
em dois princípios básicos do design de embalagens:
1. Os custos das embalagens não podem ser proibitivos. A maioria das embalagens de 
preços mais acessíveis já são consagradas há muitos anos, e, em boa medida, são compostas 
por papel e papelão, seguidos dos plásticos (filmes, sacos, tubos, engradados, frascos, baldes, 
tambores); embalagens laminadas, Tetra Pak, embalagens vítreas, embalagens metálicas que 
incluem desde as latas comuns até os contêineres e tanques metálicos. Também há produtos que 
são transportados utilizando-se de filmes de óleos aplicados sobre a superfície do produto, bem 
como o uso de parafina como selante de alguns embutidos e a cobertura de queijos. Portanto, saiba 
qual é o melhor meio de proteção do produto sem descuidar dos custos inerentes. 
2. Embalagens devem ser concebidas segundo a coerente relação de design e materiais. 
Assim, pensando em seu manuseio no depósito, é interessante buscar desenvolver embalagens 
para que quantidades múltiplas sejam adquiridas pelos varejistas, respeitando as dimensões 
do meio de transporte que será utilizado na movimentação da carga ao PDV. Também, aqui, 
é importante minimizar a deterioração do produto embalado, que pode ocorrer através de 
mecanismos de reação biológica ou físico-química. A deterioração biológica pode resultar do 
ataque de insetos, como ocorre, por exemplo, em alimentos, peles e tecidos. Temperaturas e 
umidades elevadas aumentam a taxa de atividade em vários estágios dos ciclos de vida de insetos. 
A fumigação química é possível em alguns casos, mas está se tornando mais rigorosamente 
controlada, respeitando a legislação do país ou de cada país na qual for objeto de exportação. 
Como uma regra do mundo da logística, um veículo transportador ou contêiner não pode 
transitar “ocupado com ar”, sendo desejoso o estudo e até a substituição do item de embalagem 
convencional por outro, para que se enquadre nos quesitos técnicos estabelecidos em normas 
e nos custos desse transporte. Assim, se um contêiner trouxer um carro importado, não seria 
de mau tom tentar compartilhar o mesmo contêiner com outros materiais muito mais leves, 
respeitando o que preconiza a legislação para esse trânsito de mercadoria internacional.
Veja um exemplo de uma tecnologia que deve se expandir dentro 
da cadeia produtiva de frutas através de um pequeno texto, que 
tem relação com a questão das embalagens. Acesse e leia. 
ABRE. EMBRAPA desenvolve sensor que avalia grau de 
maturação de frutas. 2020. Disponível em: https://www.abre.
org.br/tecnologia/embrapa-desenvolve-sensor-que-avalia-grau-
de-maturacao-de-frutas/. Acesso em: 17 ago. 2020.
https://www.abre.org.br/tecnologia/embrapa-desenvolve-sensor-que-avalia-grau-de-maturacao-de-frutas/
https://www.abre.org.br/tecnologia/embrapa-desenvolve-sensor-que-avalia-grau-de-maturacao-de-frutas/
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Outra regra prática diz respeito ao cuidado que se deve ter para se transportar variedades 
de caixas compatíveis (Figura 4).
Figura 4 - Benefícios da Embalagem Modular. Fonte: Bowesox et al. (2014 apud GIACOMELLI; PIRES, 2016).
É importante também trazer a essa discussão o fato de que os comerciantes devem trazer 
valor a potenciais compradores. Eles podem obter vantagem sobre seus concorrentes e garantir 
negócios se houver alguma oferta melhor do que a da concorrência, mesma no sistema de proteção 
da carga. Parece óbvia demais essa afirmação, mas não é. Muitos são aqueles que assumem uma 
estratégia de reduzir muito os custos relacionados à proteção dos produtos comercializados, ou 
mesmo de copiar os concorrentes, tornando determinados ambientes de negócio uma commoditie. 
Um diferencial requer criatividade na formulação da oferta, o que pode ser avaliado segundo o 
mix de marketing, também chamado de 4 Ps (produto, preço, praça e promoção) do marketing, 
que fornece a estrutura de decisões variadas para formular uma oferta rica em valor. Em relação 
ao produto, a criatividade não se refere apenas ao design básico do produto, acabamento, uso de 
vários materiais, especificações de qualidade, mas também em termos de rotulagem e embalagem 
do produto.
Além dessas questões, considerando as pressões exercidas pela necessidade de proteção 
ao meio ambiente e o crescente nível de conscientização das pessoas em relação aos níveis de 
poluição, a embalagem pode se tornar uma ferramenta promocional muito eficaz no mercado. As 
questões relacionadas à proteção ambiental, uso de rótulos ecológicos e embalagens ecológicas 
formaram uma atmosfera comercial, inclusive na área de negócios internacionais a partir de 
meados dos anos 90, que potencializaa aceitação do produto. Isso justifica eventos como a 
PackFair, a maior feira da América do Sul, feita anualmente no Brasil, e a Propak, que é uma feira 
que já possui mais de 20, destinada a vários itens como segmentos agrícolas, química e industrial, 
dentre outros, e que é realizada em Xangai, na China.
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2.1 Uso de Símbolos
Muitos são os fabricantes que precisam fazer uso de marcações e símbolos estampados 
nas caixas para que essas sejam manuseados. Essa informação é similar ao que é necessário para 
que um pacote ou uma carga chegue a seu destino final correto. Essas marcações, como dissemos, 
devem ser estampadas nas caixas e são, portanto, essenciais, devendo-se evitar e, na ausência de 
uma etiqueta padronizada, o giz de cera, canetas de marcação e cartões. Isso porque elas podem 
ser borradas, apagadas, ou mesmo descolar da carga, causando estragos comerciais por conta do 
extravio de mercadorias, além de danos imensuráveis e de caráter psicológico ao cliente.
Em relação às marcas estampadas nas caixas, essas devem ser grandes, claras e aplicadas 
ao lado da caixa de preferência por onde não se fará a abertura, contendo peso necessário e as 
informações de dimensão que devem ser claras. Assim, pode-se utilizar o seguinte exemplo para 
explicitação:
Figura 5 - Atribuição de marcas de código para remessa. Fonte: O autor.
Em um cenário de transporte e logística terrestre internacional, muitas vezes, 
é difícil para um expedidor e um destinatário conhecer a localização física em 
tempo real da carga após a sua remessa a um provedor de serviços de transporte 
e logística. Quando uma carga é transferida de um transportador para outro, é 
difícil obter informações do manifesto em um nível detalhado. Verificar o conteúdo 
real de uma remessa em rota e monitorar as informações de medição de tensão 
da carga durante o transporte rodoviário também é difícil, especialmente no caso 
de transportes terrestres selados, como contêineres. É uma tarefa diferente da 
administração de ordens em andamento, de expedidor para destinatário.
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Quanto aos símbolos que auxiliam a proteger as embalagens e proteger no transporte, 
deve-se respeitar critérios estabelecidos na norma NBR 7500, podendo ser por meio de etiquetas 
adesivas de alta qualidade, de cor preta, sendo apresentados os mais utilizados (Figura 6): 
1. A taça significa haver um conteúdo frágil ou que pode ser quebrado.
2. O uso de setas se faz necessário para indicar que a caixa deve estar com a face superior 
acomodada em tal direção.
3. O gancho riscado com um “x” diz respeito à proibição de uso de gancho para trabalhar 
com essa caixa ou de furar ou ainda manusear com guincho.
4. O guarda-chuva indica que a caixa não pode ser molhada ou ser acomodada em lugar 
úmido.
5. A corrente diz respeito ao içamento de mercadoria pesada.
6. A proteção contra radiação solar é um símbolo designado também para qualquer outra 
fonte de luz, mesmo a artificial.
Figura 6 - Símbolos de manuseio de caixas. Fonte: Norma NBR 7500 (2017).
Esse artigo trabalhará o contexto de armazenagem em um varejo 
de produtos veterinários. Seu título Armazenagem de rações 
secas: estudo de caso pet shop irá demonstrar como é trabalhar 
com produtos de embalagens variadas, bem como a dinâmica da 
armazenagem. Acesse: 
SANTOS, J. M. et al. Armazenagem de rações secas: estudo de caso 
pet shop. 2013. Disponível em: http://www.fatecguaratingueta.
edu.br/fateclog/artigos/Artigo_51.PDF Acesso em: 10 abr. 2020.
http://www.fatecguaratingueta.edu.br/fateclog/artigos/Artigo_51.PDF
http://www.fatecguaratingueta.edu.br/fateclog/artigos/Artigo_51.PDF
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Em relação ao contexto ambiental, as empresas estão engajadas em buscar minimizar 
os impactos ambientais promovidos por suas embalagens, seja essa ação motivada pela tutela 
jurídica ou por uma tendência moderna de incluir a sustentabilidade em seus negócios. Isso 
significa que os impactos ambientais causados não devem afetar suas estratégias operacionais, 
o que, portanto, implica o desenvolvimento de embalagens retornáveis e/ou recicláveis ou que 
essas não deixem resíduos após sua utilização. Por isso é que a rastreabilidade de embalagens é 
algo de interesse, pois pode auxiliar na mitigação (minimização) de danos ambientais. Decorre 
que muitas embalagens podem ser contaminadas com resíduos, como, por exemplo, com óleos 
ou graxas. Essas embalagens precisam ser segregadas adequadamente, além do que as demais 
precisam ser destinadas corretamente ao descarte. Uma outra opção é que esse descarte seja feito 
por organizações competentes ou órgãos públicos em ambiente controlado.
3. ESTRATÉGIA EM LOGÍSTICA
De forma sucinta, se algo é definido como estratégico, é porque irá impactar toda a 
empresa. Em um mundo onde um dos fundamentos da concorrência é a busca pela distinção de 
uma organização em relação a outra, embora desempenhem a prestação de serviços similares, 
não entregar um produto deve ser o exemplo mais simples e danoso que possa ocorrer com as 
organizações que estão em um supply chain. Porém, se esse produto for uma matéria-prima, isso 
poderá impactar a produção e por certo o fluxo de caixa de uma empresa, pois se pressupõe que 
a empresa receberá quando da entrega do pedido. Não se trata de um alarmismo exagerado, mas 
é algo explicado até em nível sensorial. Por exemplo, pense no fato de você ter sido multado por 
estacionar em local proibido, ou quando você teve de pagar juros pelo atraso de uma determinada 
conta mesmo tendo passado um dia do vencimento; ou ainda a possibilidade de ter comprado 
um produto e esquecido no lugar onde foi armazenado, para posteriormente dando falta dele, 
você constatar que ele está deteriorado para o uso. Esse e tantos outros exemplos demonstram 
o que é uma sensação de perda, e evitar esse tipo de sensação ou esse prejuízo em escala variada 
é o objetivo do esforço de se antecipar a esses fatos. Mas não nos esqueçamos de que a estratégia 
é “principalmente” um meio para que as empresas ganhem competitividade; desenvolvam-se e 
possam alcançar níveis de melhoria em todos os campos de sua atuação. É fácil compreender isso, 
mas elaborar todas as ações na forma como devem acontecer e no que deve resultar é uma ação 
que não só demanda tempo, mas um grande esforço de observação. 
Vamos nos servir de uma analogia nesse ponto. Uma estratégia auxilia a entender e mapear 
o que é claro e muitas vezes o que não é. Há que se vislumbrar todos os passos e saber que há, 
metaforicamente falando, a possibilidade de perder batalhas, porém, com enorme possibilidade 
de ganhar uma grande guerra. Sun Tzu, considerado um cientista militar que escreveu A arte da 
Guerra há 2.400 anos, tem sido utilizado no sentido de preparar gestores nas mais diversas áreas. Isso 
porque tem inspirado muitos a princípios vinculados a estratégias em que, segundo ele, deve-se 
procurar evitar conflitos, e mesmo que estes sejam inevitáveis, deve-se procurar vencê-los sem 
precisar lutar, ou seja, a guerra não deve ser física, mas de inteligência e estratégia. Assim, “a 
mente” estrategista necessita olhar e reflexionar sobre os elementos presentes nesse campo.
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A estratégia empresarial é compreendida como o conjunto dos propósitos, objetivos, 
metas, políticas e dos planos para concretizar uma situação anteriormente planejada, considerando 
as oportunidades existentes (BERTON; FERNANDES, 2005; apud CONCEIÇÃO; SILVA; 
SARRACENI, 2009). Então, estratégia é um conjunto de escolhas  (e não escolhas) claramente 
definidas e implementadas que geram uma distinção da organização no mercado, e estabeleceas 
principais rupturas que a organização deverá realizar para promover um crescimento sustentável e 
conquistar sua visão, de forma consistente com a missão e os valores da organização (LUZIO, 
2010).
Sem uma estratégia eficaz em andamento, não se saberá se a cadeia de suprimentos/Supply 
Chain está com baixo desempenho e impactando os resultados da sua empresa. Em níveis menores, 
por onde devemos começar nossas análises, precisamos ter em mente que o gerenciamento de um 
depósito ou centro de distribuição (CD) é muito complexo, dado que envolve muitas operações 
como recebimento, estocagem, movimentação interna, inventário, preparação de pedido, 
picking, conferência, embarque, devoluções, controle de avarias, e uma grande quantidade de 
pessoas envolvidas nessas operações, e aplicação de tecnologias para auxílio às operações, que, 
mesmo assim, não deixam de lado essa complexidade, até porque há as tradicionais pressões 
de fornecedores, de clientes e de concorrentes que estão buscando se diferenciar. Diante desse 
contexto, estabelecer uma estratégia logística é importante. Tomemos alguns elementos comuns 
que influenciam ou sugerem a formação de uma estratégia logística, dado que a sustentabilidade 
de um negócio depende delas baseados nas informações de Giacomelli e Pires (2016), Corrêa 
(2019) e de Pozo (2019).
1. O mercado - por exemplo, entre 2015 e 2016, a indústria de bebidas não só diminuiu suas 
vendas, mas viu uma transformação no padrão de consumo de seus produtos. Os consumidores 
diminuíram o consumo em PDVs (pontos de vendas) como bares e restaurantes, o que diminuiu 
a rentabilidade das operações de empresas do ramo, pois os preços praticados são diferentes para 
segmentos diferentes de PDVs (como supermercados). Esses consumidores passaram a consumir 
o produto em casa, e de garrafas de vidros comuns servidas em bares, as vendas de latinhas e de 
produtos engarrafados nas chamadas long neck se tornaram mais apropriadas a quem consome 
em casa esses produtos, o que, por sua vez, significa que a forma com que se transporta e se 
armazena essa mercadoria mudou. Assim, o mercado impacta as empresas e as cadeias produtivas 
(supply chain). Também, com o advento da pandemia global, produtos essenciais foram muito 
mais consumidos, e os produtos não essenciais foram muito menos consumidos. Portanto, é esse 
impacto que o mercado pode causar, uma mudança na lógica de trabalho da organização. 
2. O produto - sendo outro fator estratégico no ambiente de logística, podemos identificar 3 
tipos de produtos trabalhados na logística com produtos. O primeiro são os bens de conveniência 
(alimento, produtos de higiene pessoal, produtos de compra de produtos acostumados a 
comprar). Esse tipo de produto tende a ser intensificado na sua distribuição, estando presente 
em vários tipos de PDVs. Também há os bens de comparação (automóveis, eletrodomésticos, 
móveis) que podem ser adquiridos em lojas especializadas com seus mostruários, ou compradas 
por catálogos, ou ainda produtos customizados e adequados a seu gosto. E também há os bens 
especiais, como produtos exclusivos ou produtos de luxo (uma Ferrari, motos de competição, 
joias etc.), que demandam uma logística diferenciada. 
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3. Canais de distribuição (também chamado de canal de marketing ou canal comercial) - 
são os intermediários que irão fazer chegar os produtos às mãos do consumidor, sendo eles:
• Canal Direto: catálogos, venda porta a porta.
• Canal Indireto: atacadistas, varejistas, distribuidores ou corretores.
• Canal Híbrido: (misto dos canais direto e indireto) marcas que utilizam da internet 
para divulgar seus produtos, não entregando tais produtos via distribuidores 
autorizados. 
Observa-se que a internet se encaixa tanto como canal direto ou canal híbrido. 
4. Os processos – as atividades desenvolvidas no interior das organizações devem estar 
padronizadas, porém, devem ser revistos considerando a possibilidade de aprimoramento. 
5. Equipe de colaboradores – as funções de cada um devem estar atreladas aos processos, 
estando cada colaborador treinado e engajado com o desempenho de sua função, devendo ser 
medidos seus desempenhos para que posteriormente possa ser dado um feedback da sua atuação 
dentro da organização. 
6. Aplicação de Tecnologias – softwares e equipamentos aplicados na movimentação 
(plataformas de elevação, empilhadeiras, leitores de dados, etc.), bem como no processamento de 
dados, devem ser compatíveis com as necessidades da organização ou com as pretensões futuras. 
O que não pode ser admitido são sistemas que ficam ociosos e sem previsão de uso pleno na sua 
função.
7. Estrutura física e a localização – envolve todas as políticas, procedimentos e ferramentas 
organizacionais necessárias para manter as operações do armazém funcionando sem problemas. 
As ligações rodoviárias são também consideradas um fator muito importante no processo de 
decisão de localização das empresas e de suas filiais, bem como a qualidade das instalações (citadas 
anteriormente). Isso requer primeiro a definição de critérios quantitativos ou qualitativos nos 
estudos feitos, para a melhor decisão da localização que pode ser tomada em diferentes níveis 
geográficos (países ou regiões).
8. Nível de serviço ao cliente e desempenho logístico – feito através de um contrato entre 
um fornecedor de serviços de logística e um cliente, determinada em termos quantificáveis, quais 
serviços o fornecedor de serviços de logística o cliente contratará, ou seja, a qualidade com que 
o fluxo de bens ou serviço é gerido. Em geral, os indicadores de serviço logístico refletem 
a performance, sendo os mais importantes a percentagem de entregas realizadas dentro 
do prazo acordado; o tempo decorrido entre o recebimento do pedido até a data efetiva de 
entrega; a capacidade de estoque para atender a demanda, dentre outros.
9. Modificação do estoque de segurança - o inventário que é realizado para evitar a falta 
de estoque, muitas vezes, está diante de um cenário com fatores como flutuação da demanda do 
cliente e variabilidade nos prazos de entrega de matérias-primas. Nesse caso, as determinações 
do estoque de segurança não se destinam a eliminar todos os estoques, apenas a maioria deles. 
O estoque de estoque de segurança, às vezes, chamado de estoque tampão, é o nível de estoque 
extra que é mantido para reduzir o risco de esgotamento de matérias-primas ou produtos 
acabados devido a incertezas na oferta ou na demanda. O objetivo do estoque de segurança é 
garantir que, depois de analisar seu estoque de ciclo (o que você esperava vender durante um 
determinado período de tempo), você ainda esteja preparado para qualquer pedido, se houver 
uma mudança inesperada na demanda ou no fornecimento. Embora possamos projetar um nível 
de serviço muito elevado para termos menos interrupções nos processos produtivos, isso irá 
requerer (significativamente) mais estoque de segurança. Deve haver um equilíbrio entre custos 
de estoque e atendimento ao cliente. 
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Na prática, muitas empresas analisam suas próprias flutuações de demanda e assumem 
que não há como prever variabilidade futura. Recorrem a tentativas e erros ou abordagens 
baseadas em regras para estoque de segurança, como manter um certo número de semanas de 
demanda média histórica para fazer o atendimento de seus clientes por conta dessa variabilidade.
Figura 7 - Equilíbrio entre custos de estoque e atendimento ao cliente. Fonte: O autor.
Observe as curvas da Figura 7 e veja as relações que podemos tirar olhando para elas. Nessa 
figura, a curva de demanda pressupõe que, se os custos de transporte forem altos, a demanda será 
baixa, pois os consumidores de um serviço de transporte (de carga ou de passageiros) têm menos 
probabilidade de usá-lo.
Se os custos detransporte forem baixos, a demanda será alta, pois os usuários receberão 
mais serviços pelo mesmo custo. A curva de oferta se comporta inversamente. Se os custos 
forem altos, os fornecedores de transporte estariam dispostos a fornecer grandes quantidades 
de serviços, uma vez que é provável que haja altos lucros nessas circunstâncias. Se os custos 
forem baixos, a quantidade de serviços de transporte seria baixa, pois muitos fornecedores teriam 
poucos benefícios operando com prejuízo. O ponto de equilíbrio representa um compromisso 
entre o que os usuários estão dispostos a pagar e o que os fornecedores de serviços estão dispostos 
a oferecer. Observe também que quanto maior o nível de demanda esperado, maior deverá ser 
o nível de estoques para fornecimento e atendimento dessa demanda. De outra maneira, quanto 
maior a demanda, maior serão os custos de manutenção dos estoques para fornecimento. A 
oscilação dos estoques de segurança ocorrerá na medida em que se queira o máximo de paridade 
com a intenção estratégica decidida.
A estratégia é decorrente à necessidade de se dar um rumo à empresa, sendo extremamente 
necessário aos sistemas logísticos. Muitas são as empresas que ainda não possuem uma estratégia 
documentada para cadeias de suprimento/Supply Chain. Nessas empresas, muitas vezes não se 
consegue alinhar a estratégia da cadeia de suprimentos/Supply Chain à sua estratégia de negócios. 
Em situações de alto crescimento, as empresas precisam de uma cadeia de suprimentos flexível 
para garantir que seus planos de crescimento possam ser absorvidos.
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Esse trabalho geralmente apresenta:
• Alinhamento de clientes e fornecedores às operações internas da empresa.
• Alinhamento dos planos de marketing e vendas à estratégia da cadeia de suprimentos.
• Alinhamento das despesas de capital às operações da cadeia de suprimentos.
• Alinhamento da estratégia de RH às operações da cadeia de suprimentos.
• Alinhamento da estratégia da cadeia de suprimentos para atender aos objetivos de 
investimento.
• Alinhamento da estratégia da cadeia de suprimentos para atender às metas de crescimento.
• Otimização da cadeia de suprimentos para atender a objetivos de negócios mais amplos.
Isso fomenta ideias no sentido de que gestores responsáveis por diversas funções 
logísticas devem ser capazes de estabelecer estratégias segundo amplo questionamento de vários 
fatores que impactam a atividade logística. Aqueles que não participaram da formulação das 
estratégias formuladas pela alta gerência correm o risco de ter objetivos e visões não estratégicas. 
Ironicamente, a menor participação deles poderá gerar um maior impacto de longo prazo no 
desempenho logístico da organização, conforme sugerido no quadro a seguir. A formulação 
da estratégia implica um nível adequado de conscientização, percepção e de iniciativa ante as 
pressões inerentes ao mercado.
O gerenciamento da cadeia de suprimentos está se transformando continuamente 
e, no nível do setor, pode afetar qualquer negócio. Portanto, as organizações 
devem projetar uma estratégia logística abrangente que as ajude a entender como 
as mudanças que se aproximam influenciarão seus negócios, para que possam 
alterar seu fluxo organizacional para garantir que o atendimento ao cliente não 
seja afetado adversamente. Desde os preços das commodities às exigências dos 
clientes e a ameaça dos concorrentes, adicionados a uma redução continuada dos 
ciclos de vida dos produtos, tornam evidentes a necessidade de maior flexibilidade. 
Ou seja, a habilidade de responder rapidamente às demandas e às oportunidades 
determina o nível de flexibilidade da cadeia de suprimentos.
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A estratégia e qualquer ajuste da estratégia corporativa servirão para alinhar os esforços 
de logística às necessidades corporativas, mas desde que haja um engajamento dos gestores, e 
desdobramento, por todos os colaboradores. Há necessidade de formalização das estratégias 
dentro de um planejamento, pois do contrário haverá pouca garantia de que prioridades logísticas 
continuem sendo levadas em consideração no processo de formulação da estratégia.
Quadro 1 - Participação na tomada de decisão estratégica. Fonte: Heskett (2007).
Assim, podemos apresentar os seguintes exemplos de estratégias utilizadas na gestão 
logística:
• Terceirização - contratam-se empresas para que atividades que não fazem parte do escopo 
dos seus objetivos estratégicos sejam realizadas. São casos como a contabilidade, algumas 
atividades da área de recursos humanos são exemplos clássicos de terceirizações e que 
são os mais praticados. Nas atividades logísticas, as principais atividades terceirizadas 
são o desembaraço aduaneiro e o transporte (distribuição, transferência e suprimento), 
havendo para isso o respaldo de um enorme contingente de caminhoneiros autônomos 
em exercício. A logística reversa, armazenagem, gerenciamento do transporte intermodal, 
cross-docking e auditoria de frete são outras atividades que despontam em pesquisas como 
sendo de interesse da terceirização. 
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• Contratação de operadores logísticos - trata-se de um fornecedor de serviços logísticos 
integrados, capaz de atender a todas ou quase todas as necessidades logísticas de seus 
clientes, de forma personalizada. Provedores de serviços logísticos terceirizados (third-
party logistcs providers ou 3PL), provedores de logística integrada (integrated logistics 
providers), empresa de logística contratada (contract logistics companies) e operadores 
logísticos (logistics operators) são alguns dos termos comumente usados na literatura 
internacional para denominar empresas prestadoras de serviços logísticos, sendo 3PL a 
denominação mais comum.
• Quick Response (Resposta Rápida) - é uma estratégia de ajuste da logística para que o 
consumidor (ou fornecedor) tenha os produtos em prateleira (ou linha de montagem), 
nem antes nem depois da hora em que deseja. É um estado de capacidade de resposta e 
flexibilidade em que uma organização procura fornecer uma gama altamente diversificada 
de produtos e serviços a um consumidor na quantidade, variedade e qualidade exatas, e 
no momento, local e preço certos, conforme determinado pela realidade da demanda do 
cliente. Isso é feito para melhorar a eficiência em todas as suas cadeias de suprimentos, 
onde algumas empresas adotaram processos de resposta rápida. O método permite que 
fabricantes ou varejistas comuniquem as necessidades de estoque de suas prateleiras 
ou linhas de montagem em tempo quase real. Tradicionalmente, essas empresas se 
comunicam com parceiros de negócios sobre reposição de estoque por meio de sistemas 
de intercâmbio eletrônico de dados (EDI) ou telefone. Mas com o advento da Internet, 
um número crescente de organizações vem se voltando para sistemas baseados na Web. 
Não é uma tecnologia, mas uma nova maneira de fazer negócios, exigindo para tanto 
de computadores e redes de telecomunicações para funcionar, onde a resposta rápida é 
tecnicamente descomplicada. A dificuldade em adotá-la tem sido em relação à criação 
de padrões de informações em todos os setores, pois a comunicação automatizada dentro 
de uma organização é uma coisa e dentro de uma indústria ou setor da economia é algo 
totalmente diferente.
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CONSIDERAÇÕES FINAIS
A logística reversa é uma parte do processo de negócios inerente a qualquer empresa 
que fabrica ou vende um produto. Durante o processo de logística reversa, um cliente retorna 
um produto para a empresa por vários motivos. Embora esse processo geralmente resulte em 
prejuízo para os negócios, os pequenos empresários podemajudar a reduzir os custos associados 
ao processo de logística reversa por meio de um gerenciamento eficaz. Por outro lado, a maioria 
das grandes empresas de nosso país está incorporando a prática da logística reversa em sua cadeia 
de valor. Nos processos de fabricação, o conceito de logística reversa desempenha um papel 
vital na melhoria da margem de lucro da empresa para o crescimento sustentável dos negócios. 
Chama-nos a atenção para a crescente popularidade na adaptação das melhores práticas de 
logística reversa entre as diferentes indústrias. 
Em que pese as ideias aqui concebidas, o mundo das embalagens de uso industrial 
ou comercial participa desse contexto. Existem diferentes tipos de materiais de embalagem 
disponíveis para a fabricação de caixas para transporte de mercadorias, que dependendo do uso 
e localidade na qual irá transitar, sofrerão a ação de uma padronização. Mas alguns aspectos 
são comuns em âmbito internacional, dado que normas como a ASTM D6198-18 (ASTM – 
Sociedade Americana de Testes e Materiais) são seguidas por definir um padrão para o design 
de embalagens em relação a riscos de manuseio, armazenamento e transporte. No nosso caso, foi 
apresentado uma norma brasileira NBR 7500 que traz a simbologia inequívoca e compreensível 
em qualquer parte do planeta. Porém, é importante reconhecer que embalagens podem variar 
consideravelmente, sem diminuir o valor do processo de proteção e de identificação. 
Existe também uma crescente conscientização entre os consumidores nos mercados 
consumidores do mundo, em particular, para proteger seu meio ambiente dos efeitos nocivos 
da poluição. Eles são da opinião de que devem cuidar de seus ambientes para que as gerações 
futuras possam desfrutar de uma vida decente. Consequentemente, há uma atmosfera na qual os 
consumidores exigem produtos ambientais, a depender de responsabilizar os fabricantes por suas 
ações e produtos. Avaliando essa preocupação, os fabricantes começaram a encontrar maneiras e 
meios de satisfazer os clientes a esse respeito. 
Perceba que há uma vastidão de detalhes que devem ser estudados conforme a estratégia 
logística adotada. Os planos estratégicos de logística definem como um negócio planeja entregar 
produtos ou serviços aos clientes. Algumas empresas não exigem tantas etapas na entrega do 
produto, enquanto outras têm muitos estágios e etapas. Esperamos que, nesse final de módulo, 
você possa encarar a logística de maneira metódica e, se estiver em uma organização com essa 
responsabilidade, que dimensione para sua empresa as operações ou aumente a longevidade 
operacional dela através de uma visão criativa e comprometida com a melhoria contínua. Embora 
toda empresa tenha necessidades diferentes, observar exemplos de planos de logística ajudará 
você a desenvolver a estratégia certa para o desenvolvimento dos negócios.
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