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O Brincar – A sua Evolução
Entender historicamente a importância do brincar para o desenvolvimento humano.
Autores:
CRISLAINE APARECIDA RIBEIRO SALOMÃO
ELAINE DE O C MORAL QUEIROZ
Antes de discutirmos sobre a evolução do brincar, é importante salientar que o termo refere-se à nossa primeira forma de cultura, algo que pertence a todos e que nos faz participar de objetivos comuns. “No brincar, a criança lida com sua realidade interior e sua tradução livre da realidade exterior: é também o que adulto faz quando está filosofando, escrevendo e lendo poesias.” (MACHADO, 2007, p. 22)
O brincar, como atividade lúdica, pode ser observado desde os povos primitivos, tanto pelo seu caráter religioso, quanto como forma de socialização e processo educacional, observando os princípios do respeito da ética e da moral. Historicamente, o jogo sempre se constituiu em uma forma de atividade com sentido e função social que hoje parece ter se perdido através dos tempos.
Vejamos abaixo como o jogo era caracterizado em algumas culturas:
Mesopotâmia
Os jogos já existiam entre os mesopotâmicos. Eles nos deixaram como herança, entre outras coisas, o jogo real de Ur[1], que data aproximadamente de 3500 a.C. (para ver a imagem do jogo clique aqui. Suas regras exatas não foram até hoje descobertas. As regras usualmente seguidas foram compiladas com base em desenhos, deduções e regras de jogos tradicionais e similares jogados até hoje.
Egito
Assim como para os mesopotâmicos, o Jogo Real de Ur foi um dos mais antigos jogos de tabuleiro, para os egípcios, o Sênat (ou Senet) eram jogos de percurso que tinham um significado religioso. Eles indicavam a passagem da vida para a morte, ou seja, “jogo de passagem da alma para outro mundo”. Era um jogo também de tabuleiro, desenhado em uma mesa de ébano. As peças eram de ouro, chamadas de dançarinos, e os dados, chamados de “dedos”. Os desenhos existentes no tabuleiro teriam utilidade para os mortos no seu caminho na outra vida. O jogo simbolizaria a luta da alma do jogador contra o mal ou com as forças inimigas, que vagam no Nada. 
Os brinquedos tinham como objetivo distrair as crianças e eram confeccionados com materiais diversificados, dependendo da classe social. Possuíam bolas de argila com pedrinhas dentro, animais feitos de madeira com olhos de vidro e patas móveis, e bonecas feitas de materiais diversos, desde papiro até ouro. À beira do Rio Nilo, ao ar livre, as crianças tinham possibilidade de correr, nadar, saltar, montar em animais, subir em árvores, divertindo-se.
Grécia e Roma
Os gregos foram os antigos que mais fizeram uso do jogo como prática esportiva e de lazer, como forma de educar as crianças, com o auxílio de objetos como bolas, aros, armas rudimentares, bonecas e o ioiô.
A cultura romana também deixou registrada a paixão pelas práticas lúdicas, pelos jogos. A sua prática era muito comum entre todas as classes sociais através dos teatros, dos circos e das termas (piscinas construídas cuidadosamente com água de diferentes temperaturas).
As bonecas eram feitas de ossos, os dados de madeira, mármore e pedra. As corridas de bigas (variação da corrida de cavalos, em que os animais puxavam uma pequena charrete), as lutas entre gladiadores e as competições esportivas, entre outras atividades, mostram como os romanos apreciavam a ludicidade. Conhecia, também, o pião, o jogo do soldado (semelhante ao de dama), a trilha, cara ou coroa, o aro, a pipa, as louças miniaturizadas, etc. O jogo da amarelinha parece ter sido muito praticado por eles.
Os gregos e os romanos, talvez tenham sido os primeiros a considerar o valor do jogo na infância.
Entre os outros povos
Entre todos os povos, a prática dos jogos sempre existiu através das festas populares, das quais participavam tanto as crianças como os adultos. Havia jogos para todas as idades, os quais eram uma maneira de transmissão dos conhecimentos de geração para geração. A brincadeira não tinha nem tempo específico, nem idade própria para acontecer. As crianças brincavam com objetos da vida do adulto, que era uma forma de exercitar os papéis que mais tarde iriam desempenhar.
Com a expansão da escolarização nos países protestantes e com a educação católica nas escolas jesuíticas, o mundo infantil foi se separando do mundo dos adultos, e com ele, os jogos.
Finalizando, não podemos deixar de mencionar que o brincar é a linguagem, como forma de expressão, que a criança utiliza para interagir com as pessoas. Assim, por meio dos jogos, dos brinquedos e das brincadeiras ocorrerá o desenvolvimento das habilidades sociais, da criatividade e da autonomia, além do desenvolvimento cognitivo.
Para refletirmos sobre a importância do brincar será fundamental tratarmos sobre as definições do brinquedo, do jogo e da brincadeira.
[1] Refere-se a dois tabuleiros de jogo encontrados nas escavações feitas na antiga cidade-estado de Ur pelo arqueólogo britânico Sir Leonard Wooley na década de 1920. Esses tabuleiros aparentam terem surgido no século XXVI a.C.sendo que um deles está exposto no Museu Britânico, em Londres. (pt.wikipedia.org/wiki/Jogo_Real_de_Ur)

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