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manual eSocial 1 0

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utilizada no eSocial 
 
A configuração padrão utilizada no eSocial é "Case Insensitive" para diferenciação entre 
maiúsculo e minúsculo. Isso significa que a utilização de letras maiúsculas ou minúsculas no 
preenchimento dos campos é indiferente para a base de dados. Por exemplo, os códigos de rubrica a 
serem informados na tabela de rubricas não diferencia: "Rubrica001" de "rubrica001" e de 
"RUBRICA001". Caso seja enviada uma rubrica com o código (codRubr) “Rubrica001” e, na sequência, 
o empregador tentar enviar outra rubrica com o código “RUBRICA001”, o sistema deve informar que 
já existe registro com o mesmo código de identificação. 
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Entretanto, é importante destacar que, embora a base de dados não seja sensível a caracteres 
maiúsculos ou minúsculos, as regras de validação dos arquivos XML definidos no esquema XSD (XML 
Schema Definition) do eSocial podem exigir determinado formato de dados que envolvam maiúsculos 
ou minúsculos. Exemplo: campo {evtRemun} do evento S-1299 permite preenchimento apenas com as 
opções "S" ou "N" (Sim/Não). Este campo deve ser preenchido com "S" ou com "N" em letra maiúscula. 
Se for preenchido com letra minúscula haverá erro. O mesmo ocorre com os estados brasileiros, cuja 
sigla também deve ser preenchida com letras maiúsculas. Exemplo: "AM", "RJ", "SP". 
Além disso, como regra geral, os campos do tipo C (caractere) não devem possuir quebra de linha. 
Excepcionalmente, os campos do tipo C de tamanho máximo 80, 100, 150, 200, 255 e 999 permitem 
quebra de linha no meio do texto. No entanto, esses campos não podem começar com espaço ou 
quebras de linha. 
Outra configuração padrão utilizada na base de dados do eSocial refere-se ao caractere “Espaço”. 
Tal caractere é considerado tanto quando digitado antes da sequência de caracteres quanto ao final 
da sequência de caracteres (string). Exemplo: o espaço digitado à esquerda da sequência de caracteres 
“ Vendedor” é aceito na base de dados. Caso haja uma nova inclusão com os caracteres "Vendedor", o 
eSocial aceita a inclusão como uma descrição de cargo diferente, ambas válidas: " Vendedor" e 
"Vendedor". 
(Excluído) 
Observação: cabe destacar que de acordo com a REGRA_CARACTERE_ESPECIAL a utilização do 
"Espaço" à direita ou à esquerda da sequência de caracteres é vedada nos seguintes campos: S-1010: 
{codRubr} e {ideTabRubr} no grupo {inclusao}; S-1020: {codLotacao} no grupo {inclusao}; S-1200, S-
1202, S-1207, S-2299 e S-2399: {ideDmDev}; S-2190, S-2200 e S-2300: {matrícula}. 
 
1.3.5. Orientações sobre o procedimento de alteração de CPF do trabalhador ou de beneficiário 
 
Em situações raras e excepcionais o número de CPF de uma pessoa pode ser alterado pela Receita 
Federal do Brasil. O CPF, contudo, é utilizado pelo eSocial como o principal identificador do trabalhador 
e com base nele são aplicadas inúmeras regras e validações, portanto, qualquer solução para a situação 
de fato - alteração de CPF - tem que levar em consideração que: o CPF é chave, e é necessária a 
vinculação entre o CPF antigo e o novo. Por esta razão, apesar de tratar-se de um dado pessoal do 
trabalhador ou beneficiário, essa alteração não pode ser feita através de um evento S-2205 (Alterações 
cadastrais) ou S-2405 (Alteração de dados de beneficiário). 
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Assim, para evitar que o declarante tenha que excluir e reenviar com o novo CPF todos os eventos 
do trabalhador ou beneficiário, foi criado um procedimento especial para tratar esses casos 
excepcionais de alteração de número de CPF, baseado no envio de um evento de S-2299 
(Desligamento) seguido de um novo evento de S-2200 (Admissão), nos moldes do procedimento 
utilizado para o trabalhador transferido entre empresas de um mesmo grupo econômico ou no caso 
de sucessão de declarantes ou baseado no envio de um evento S-2420 (Término de benefício), seguido 
de um S-2410 (Cadastro de benefício). 
 Como é sabido, quando ocorre transferência de um empregado de um declarante para outro do 
mesmo grupo econômico, deve ser enviado ao eSocial um evento S-2299 com motivo [11] – 
“Transferência de empregado para empresa do mesmo grupo empresarial (...)” e, em seguida, deve 
ser enviado o evento S-2200 na empresa que está recebendo o trabalhador, com o campo {tpAdmissao} 
preenchido com [2] - “Transferência de empresa do mesmo grupo econômico”, mantendo a data da 
admissão inicial e informando a data da transferência. 
Nesse caso, o contrato de trabalho não sofre qualquer alteração, afinal, as empresas que formam 
um grupo econômico são consideradas um empregador único e o que ocorre no sistema é apenas a 
alteração do número de identificação do empregador. 
 A mesma lógica foi aplicada para a mudança do número de identificação do trabalhador, ou seja, 
quando o CPF de um trabalhador é alterado, o empregador que quiser evitar o trabalho de excluir todas 
as informações enviadas com o CPF antigo e reenviá-las com o novo CPF, deve executar procedimento 
análogo ao da transferência de empregados entre declarantes, ou seja, deve executar os seguintes 
passos: 
1 – Enviar evento de S-2299 (Desligamento) com o motivo [36] – “Mudança de CPF”, indicando 
no campo {novoCPF} o novo número de inscrição do empregado; 
2 – Em seguida, deve enviar evento S-2200 (Admissão), com o campo {tpAdmissao} preenchido 
com [6] – “Mudança de CPF”, mantendo a data de admissão original do trabalhador. Deve, ainda, 
preencher o grupo [mudancaCPF] com os números de CPF e matrícula anteriores e com a data em que 
houve a alteração. O eSocial não permite que uma matrícula seja reaproveitada, portanto, quando o 
CPF é alterado, nova matrícula deve ser atribuída ao trabalhador. 
Da mesma forma como ocorre na transferência de empregados, apesar de existir um novo evento 
de admissão, o vínculo contratual do trabalhador não é alterado, sendo considerado desde a data de 
admissão original e transpassando a data de transferência ou mudança de CPF. 
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Assim, caso haja uma alteração contratual, por exemplo, com data de efeito anterior à data de 
mudança de CPF, o sistema recepciona normalmente o evento, desde que essa data de efeito seja 
posterior a sua admissão. Qualquer informação de pagamento retroativo, informada no grupo 
[remunPerAnt], pode indicar período de referência {perRef} anterior a mudança de CPF, desde que a 
competência seja igual ou posterior a sua admissão. 
Ressalte-se que os eventos extemporâneos referentes ao período anterior à mudança de CPF 
devem ser enviados com o CPF antigo do trabalhador. 
É importante frisar que, como o vínculo/contrato não sofre alteração com a mudança do CPF, 
todas as informações cadastrais e contratuais do novo evento S-2200 devem ser idênticas àquelas 
vigentes no contrato anterior, exceto a matrícula. O sistema realiza validações para garantir que a data 
de admissão, que a categoria do trabalhador e que o tipo de regime de trabalho e de previdência sejam 
mantidos idênticos. O sistema também faz validação para garantir que o evento de admissão por 
mudança de CPF seja enviado no dia imediatamente seguinte ao evento de desligamento pelo mesmo 
motivo. 
O mesmo procedimento descrito também se aplica para TSVE – Trabalhadores Sem Vínculo de 
Emprego nos eventos S-2300 e S-2399. O evento S-2399 deve ser enviado com o campo {mtvDesligTSV} 
preenchido com [7] – “Mudança de CPF” e a informação do novo CPF preenchida no grupo 
[mudancaCPF]. O novo evento S-2300 deve ser enviado no dia imediatamente seguinte com o grupo 
[mudancaCPF] preenchido, desta vez com os dados do CPF anterior. Os seguintes campos do novo 
evento S-2300 devem ser idênticos aos existentes no RET: {codCateg} e {dtInicio}. 
No caso de alteração de CPF de beneficiário informado no evento S-2400, também é aplicado 
tratamento análogo. Deve ser enviado o evento S-2420 (Benefício – Término), seguido de um novo S-
2400 (Cadastro de beneficiário) e, ainda, de um novo S-2410 (Cadastro de benefício).

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