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Cuidadora Infantil Português Instrumental SUMÁRIO UNIDADE 1 – COMUNICAÇÃO e ORTOGRAFIA ............................................................................................. 3 UNIDADE 2 – ESTRUTURA TEXTUAL : LEITURA E CONSTRUÇÃO DE SENTIDOS-------- -------------29 UNIDADE 3 – DOCUMENTOS FORMAIS: OFÍCIO, MEMORANDO, REQUERIMENTO, MENSAGEM DE E-MAIL, RELATÓRIO TÉCNICO, CURRICULUM VITAE ............................................................................... 41 – REFERÊNCIAS ................................................................................................................................................... 103 Caro Aluno, Iniciaremos um importante estudo com o objetivo de compreendermos e aplicarmos, da melhor forma possível, a Comunicação, a Linguagem, e o uso da Gramática. Ao longo de nossas aulas, espero que possamos nos aprofundar cada vez mais nos meandros da Língua Portuguesa e sejamos capazes de aplicar nossos novos conhecimentos em nossas vidas, onde quer que elas nos levem. Prof. Alecx UNIDADE 1 – COMUNICAÇÃO 1. A Comunicação Comunicar é a utilização de qualquer meio pelo qual um pensamento é transmitido de pessoa sem perder, tanto quanto possível, a sua intenção original. Assim, comunicar implica busca de entendimento, de compreensão. Em suma, contato. É uma ligação, transmissão de sentimentos e ideias. 1.1. Objetivo Influenciar para afetar com intenção, visando a uma reação específica de uma pessoa ou grupo (mudança no comportamento). Em outros tempos, acreditava-se que, para manter uma comunicação, era necessário apenas um diálogo, ou uma escrita, mas estudos recentes da psicologia moderna constataram que alguns itens a mais constituem uma comunicação real. Nessa constatação de processo, deve-se observar que a fonte e o receptor são sistemas similares. Se assim não fosse, não haveria comunicação. 1.2. Elementos essenciais do processo de comunicação Comunicar envolve uma dinâmica que não dispensar as unidades que englobam o processo e que, dissociadas, constituem os elementos mais importantes da comunicação. 1.2.1. Fonte Fonte é a origem da mensagem. Exemplo: Ao enviar um telegrama, será fonte o redator do mesmo. 1.2.2. Emissor etc. Emissor é quem envia mensagem através da palavra oral ou escrita, gestos, expressões, desenhos, Pode ser também uma organização informativa como rádio, TV, estúdio cinematográfico. Exemplo: Ao enviar um telegrama, será emissor o telegrafista que codifica a mensagem. OBERVAÇÃO 3 Geralmente, a fonte coincide com o emissor. Exemplo: Num diálogo, o falante é fonte e emissor ao mesmo tempo. Geralmente, o destino coincide com o recebedor/receptor. Exemplo: Num diálogo, o ouvinte é destino e recebedor/receptor ao mesmo tempo. NATURAL = ÓRGÃOS SENSORIAIS CANAL ESPACIAL TECNOLÓGICO TEMPORAL 1.2.3. Mensagem Mensagem é o que a fonte deseja transmitir, podendo ser visual, auditiva ou audiovisual. Serve-se de um código que deve ser estruturado e decifrado. É preciso que a mensagem tenha conteúdo, objetivos e use canal apropriado. Exemplo: No telegrama, a mensagem é o texto. 1.2.4. Recebedor/Receptor Recebedor/receptor é um elemento muito importante no processo. Pode ser a pessoa que lê, que ouve, um pequeno grupo, um auditório, uma multidão. Ao recebedor/receptor cave decodificar a mensagem e dele dependerá, em termos, o êxito da comunicação. Temos que considerar, nesse caso, os agentes externos do recebedor/receptor (ruídos entropia1). Exemplo: Ao enviar um telegrama, o recebedor/receptor será o telegrafista que decodifica a mensagem. 1.2.5. Destino Destino é(são) a(s) pessoa(s) a quem se dirige mensagem. Exemplo: Ao enviar um telegrama, o destino será o destinatário. OBERVAÇÃO 1.2.6. Canal Canal é a forma utilizada pela fonte para enviar a mensagem. Ele deve ser escolhido cuidadosamente , para assegurar a eficiência e o bom êxito da comunicação. O canal pode ser: 1 Desordem ou imprevisibilidade. 4 VERBAL CÓDIGO NÃO-VERBAL ➢ Canal tecnológico espacial: Leva a mensagem de um lugar para o outro como o rádio, telefone, telex, teletipo, televisão, fax. ➢ Canal tecnológico temporal: Transporta a mensagem de uma época para a outra, como os livros, os discos, fotografias, slides, fitas gravadas, CDs. 1.2.7. Código Código é o conjunto de sinais estruturados. O código pode ser: O código verbal é o que utiliza a palavra falada ou escrita. Exemplo: Português, inglês, francês, etc. O código não-verbal é o que não utiliza a palavra. Exemplo: Gestos, sinais de trânsito, expressão facial, etc. O código não-verbal não é só visual ou sonoro, mas plurissignificante. Apresenta-se fragmentado, imprevisto, não-linear, ao contrário do código verbal, que é discursivo e onde, geralmente, predomina a lógica. Alguns códigos não-verbais, pela sua própria natureza, dificultam a descodifica 5 começar... Conhecidos os tipos e a aplicação dos pronomes numa frase (cons- trução sintática), agora passaremos para a ortografia, começando pela acentuação gráfica. Na Língua Portuguesa, há a necessidade de apontar a sílaba tônica, por meio de acentuação, em algumas palavras. Os acentos gráficos servem para indicar a pronúncia correta. Mas, por outro lado, há situações em que os acentos estão sobre as vogais para diferenciar as PALAVRAS HOMÔNIMAS, sendo denominados acentos diferenciais. Nesta aula, os acentos que vamos estudar são: • acento agudo; • acento circunflexo; • til; • acento grave (conhecido também como crase). Além deles, veremos também o hífen e o apóstrofo. Fonte: http://www.sxc.hu Figura 9.1: A reforma ortográfica de 2009 também trouxe mudanças para o alfabeto brasileiro. PALAVRAS HOMÔNIMAS São as palavras que têm a mesma pronúncia e que se escrevem do mesmo modo, mas cujos significados são diferentes, ou palavras que são pronunciadas da mesma forma, mas cujos sentidos e escritas são diferentes. Em janeiro de 2009, entraram em vigor algumas mudanças na ortografia das palavras da Língua Portuguesa quanto à acentuação gráfica e ao hífen, além de ter havido a abolição do trema (¨) e a volta das letras “k”, “y” e “w” ao alfabeto oficial brasileiro. Tais mudanças serão abordadas aqui para que possamos conhecer melhor o novo modo de escrever. Vamos começar pelas regras gerais de acentuação gráfica? C e ci le G ra a t A U L A 1 – A c e n tu a ç ã o g rá fi c a http://www.sxc.hu/ ATENÇÃO! Para entender as regras, primeiramente vamos ver alguns conceitos relativos à sílaba tônica das palavras: – Palavras oxítonas: as últimas sílabas são tônicas. Exemplos: queimar / quei-mar impulsionar / im-pul-sio-nar função / fun-ção – Palavras paroxítonas: as penúltimas sílabas são tônicas. Exemplos: grave / gra-ve limpo / lim-po paisagem / pai-sa-gem areia / a-rei-a – Palavras proparoxítonas: as antepenúltimas sílabas são tônicas. Exemplos: cálido / cá-li-do único / ú-ni-co médico / mé-di-co Regras gerais As regras gerais que vamos discutir nesta aula são referentes ao conceito de sílabas tônicas. Por isso, lembre-se desse conceito na hora de tirar a dúvida se uma palavra que você está escrevendo tem acento ou não. Vamos às regras? ATENÇÃO! Apesar de as paroxítonas terminadas em n serem acentuadas, as terminadas em ens não o são. Por exemplo: hífen leva acento; no entanto, o plural hifens não possui o acento agudo, assim como “polens”. Palavras oxítonas As regras de acentuação das oxítonas são as seguintes: • Acentuam-se as oxítonas terminadasem a(s): Exemplos: maracujá, ananás • Acentuam-se as oxítonas terminadas em e(s): Exemplos: café, você, vocês, pedrês, até • Acentuam-se as oxítonas terminadas em o(s): Exemplos: dominó, paletós, vovô, avós • Acentuam-se as oxítonas terminadas em em e en(s): Exemplos: armazém, vintém, armazéns, provém Palavras paroxítonas As regras de acentuação das paroxítonas são as seguintes: • Acentuam-se as paroxítonas terminadas em um e un(s): Exemplos: fórum, álbum, médiuns • Acentuam-se as paroxítonas terminadas em r: Exemplos: caráter, mártir, açúcar • Acentuam-se as paroxítonas terminadas em x: Exemplos: tórax, ônix, clímax, látex • Acentuam-se as paroxítonas terminadas em n: Exemplos: pólen, hífen, abdômen A U L A 1 – A c e n tu a ç ã o g rá fi c a Os encontros vocálicos acontecem quando há encontro de vogais em uma palavra. Eles são classificados em ditongo, tritongo e hiato: – Ditongo: encontro de duas vogais proferidas em uma só sílaba, sendo que uma delas se chama semivogal (boi, gló-ria, tê-nue). – Tritongo: encontro, em uma mesma sílaba, de uma semivogal, uma vogal e outra semivogal (U-ru-guai, em-xa-guou, a-ve-ri-guei). – Hiato: encontro de duas vogais, sendo que cada uma delas está em uma sílaba diferente (ra-iz, Lu-a-na). • Acentuam-se as paroxítonas terminadas em l: Exemplos: fácil, amável, indelével • Acentuam-se as paroxítonas terminadas em ão(s): Exemplos: órgão, órgãos, órfão • Acentuam-se as paroxítonas terminadas em ps: Exemplos: bíceps, fórceps • Acentuam-se as paroxítonas que terminam em ditongos: Exemplos: Itália, memória, cárie, róseo, Ásia, fáceis, férteis, imóveis, fósseis, jérsei Palavras proparoxítonas Todas as palavras proparoxítonas são acentuadas. Exemplos: árvore, álibi, lâmpada, público, rápido, pêssego, quiséssemos SAIBA MAIS... Mudanças ortográficas na Língua Portuguesa em 2009 A partir de janeiro de 2009, Brasil, Portugal e as nações da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné- Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste) tiveram a ortografia unificada. Após o inglês e o espanhol, o português é a terceira língua ocidental mais falada. Ter duas ortografias (a do Brasil e a dos demais países de Língua Portuguesa) atrapalha a divulgação do idioma e a sua prática em eventos internacionais. Por isso, Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste assinaram um acordo para unificar a escrita do português. Com as modificações propostas no acordo, 1,6% do vocabulário de Portugal é modificado. No Brasil, a mudança será bem menor: 0,45% das palavras terá a escrita alterada. Mas, apesar das mudanças ortográficas, serão conservadas as pronúncias típicas de cada país. As mudanças ocorrem na acentuação e utilização do hífen; além disso, o sinal gráfico trema (¨) deixa de ser usado e as letras “k”, “y” e “w” retornam ao alfabeto oficial brasileiro. A nova ortografia passou a valer em janeiro de 2009. No entanto, segundo a lei, as duas versões podem conviver até dezembro de 2012. Depois, o uso da or- tografia anterior será considerado erro orto-gráfico. A U L A 1 – A c e n tu a ç ã o g rá fi c a ATENÇÃO! Herói! Não confunda: a palavra “herói” continua sendo acentuada. Ape- sar de ter o ditongo aberto “ói”, ela é oxítona, não paroxítona. As palavras “chapéu” e “troféu” (“éu” – oxítonas), por exemplo, seguem a mesma regra. ATENÇÃO! O “i” e o “u” tônicos que formam hiato com a vogal anterior não são acentuados se forem seguidos, na mesma sílaba, pelas letras l, m, n, r ou z. Exemplos: Raul, ruim, contribuinte, sairdes, juiz Da mesma forma, não se acentuam o “i” e o “u” tônicos dos hiatos se estiverem seguidos de nh. Exemplos: Rainha, ventoinha Regra negativa: ditongos abertos das paroxítonas De acordo com normas ortográficas da Língua Portuguesa no Brasil que entraram em vigor em janeiro de 2009, os ditongos abertos (“ei”, “oi”) das paroxítonas não devem ser acentuados. Exemplos: ideia, Coreia, europeia, heroico, boia, asteroide, estreia, joia, plateia, paranoia, jiboia, assembleia. Hiatos tônicos Devem-se acentuar as vogais “i” e “u” tônicas que formam hiato com a vogal anterior, desde que esta não forme ditongo (veja a regra seguinte). Exemplos: saída, saíste, saúde, balaústre, saímos, baú, raízes, juízes, Luís, saí, país, Heloísa ATENÇÃO! Piauí, maiúscula, feiíssimo, friíssimo Palavras como essas continuam sendo acentuadas, pois não são paroxítonas. Apesar de a palavra “Piauí” ter “i” tônico depois de ditongo, ela é oxítona e, por isso, não entra na regra. Da mesma forma, “maiúscula”, “feiíssimo” e “friíssimo” são proparoxítonas e, como tais, nada muda quanto à acentuação. Regra negativa: hiatos “i” e “u” tônicos depois de ditongos Ainda conforme a reforma ortográfica de 2009: O “i” e o “u” tônicos, quando vierem após um ditongo, não devem mais ser acentuados. Exemplos: feiura, Sauipe, Guaiba, bocaiuva, Baiuca Regra negativa: “oo” e “ee” em formas verbais Segundo a regra ortográfica anterior ao ano de 2009, “oo” e “ee” apareciam acentuados em algumas formas verbais, o que agora não deve mais ser feito. Exemplos: • Voar: voo (“voar” em primeira pessoa do singular do presente do indicativo) Eu voo bem alto. • Abençoar: Abençoo (“abençoar” em primeira pessoa do singular do presente do indicativo) Eu abençoo você, meu filho. • Dar: deem (“dar” em terceira pessoa do plural do presente do subjuntivo) Tomara que eles nos deem uma ajuda! • Ler: leem (“ler” em terceira pessoa do plural do presente do indicativo) Eles leem muito nas férias. • Ver: veem (“ver” em terceira pessoa do plural do presente do indicativo) Eles sempre veem essas coisas mais que nós. ATIVIDADE 1 – ATENDE AO OBJETIVO 1 Nos textos a seguir, acrescente os acentos que foram omitidos: Texto 1: “Em forma gasosa, o hidrogenio é o combustivel perfeito. Ele pode ser extraido facilmente de uma fonte inesgotavel (os oceanos), libera muita energia ao reagir com o oxigenio e não polui, pois o unico residuo da reação é a propria agua. Seria perfeito se não fosse um detalhe. Não da para usar em carros porque é dificil armazenar com segurança: ao menor contato com o ar ele explode.” (Revista Superinteressante, fev. de 2000.) Texto 2: “Qual é, afinal, o sentido do novo acordo ortografico? Sua importancia é muito mais de ordem politica que linguistica. Até 2009, o portugues era a unica lingua ocidental com duas ortografias oficiais: a brasileira, usada no Brasil, e a portuguesa, usada no pais europeu e nas ex- colonias africanas e asiaticas. Se um documento era redigido em Portugal com as charmosas consoantes lusas – usadas em palavras como ‘facto’ ou ‘amnistia’ –, chegava ao Brasil incorreto. E tinha que ser redigido novamente na grafia brasileira. Agora, tudo que for escrito em paises onde se fala portugues podera ser lido em todos os demais, sem necessidade de adaptação.” (Revista Época, 5 jan. 2009.) Os acentos Já conhecemos as regras gerais de acentuação, que são relativas às terminações e classificações das palavras de acordo com a sílaba tônica. Mas, mesmo assim, estudaremos cada um dos sinais gráficos. Neste estudo, daremos mais atenção ao hífen; afinal, houve muitas mudanças na forma de empregá-lo a partir de 2009. Comecemos pelo acento agudo, cujo emprego já foi bastante abordado anteriormente... Acento agudo O acento agudo (´), ao ser colocado sobre as vo- gais, indica a sílaba tônica, com vimos anteriormente. Quando é colocado sobre as letras “e” e “o”, indica, além de tonicidade, timbre aberto, como em “lépido”, “céu” e ”léxico”. No entanto, não se pode esquecer de uma regra negativa já vista: não se acentuamos ditongos abertos das paroxítonas. Além disso, nem sempre o acento agudo indica vogal aberta. Pode, quando acentua as letras “i” e “u”, assinalar somente a vogal tônica: tímido, caí, túmulo, baú. Acento circunflexo O acento circunflexo é colocado sobre as letras “a”, “e” e “o” e indica, além da vogal tônica, um timbre fechado. Exemplos: lâmpada, pêssego, supôs, Atlântico, têm, vêm, fôrma Há situações em que o acento circunflexo diferencia palavras homônimas. No entanto, em determinados casos, o acento diferencial desapareceu – como em “pêlo” (substantivo), que agora é escrito somente sem o acento –, de acordo com a reforma ortográfica de 2009. Mas algumas palavras ainda conservam essa acentuação. Vamos vê-las? Acento circunflexo diferencial O acento circunflexo diferencial serve para, como o próprio nome diz, diferenciar palavras com a mesma grafia e significados diferentes. Várias palavras, até dezembro de 2008, dispunham desse acento. A ortografia proposta para entrar em vigor em 2009 determinou que tais palavras, agora, devem ser diferenciadas somente por meio do contexto da frase. O acento circunflexo diferencial valerá para algumas poucas palavras. Vamos vê-las: • Pôde x Pode O acento circunflexo diferencia o verbo “pôde” (poder na terceira pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo) de “pode” (poder na terceira pessoa do singular do presente do indicativo). Exemplos: Você pode ir lá na loja comigo? Como você pôde fazer isto? • Pôr x Por O acento circunflexo, aqui, diferencia “pôr” (verbo no infinitivo) de “por” (preposição). Exemplo: Por favor, você pode pôr os copos no armário? • Têm x Tem Neste caso, o acento diferencia o verbo “ter” quanto ao número (singular/ plural): “têm” (terceira pessoa do plural do presente do indicativo) e “tem” (terceira pessoa do singular do presente do indicativo). Exemplo: Ela tem um apartamento, mas eles têm uma casa na praia. • Vêm x Vem Assim como no verbo “ter”, o acento diferencia o verbo “vir” quanto ao número: vêm (terceira pessoa do plural do presente do indicativo) e “vem” (terceira pessoa do singular do presente do indicativo). Exemplo: Angélica vem à festa de ônibus e seus pais vêm de carro. • Fôrma x Forma Neste caso, há diferenciação de dois substantivos: “forma” (significados: configuração, arranjo, feitio, exterior, alinhamento) e “fôrma” (molde, caracteres tipográficos, vasilha em que se assa bolos e pudins). Exemplos: Ele está em forma! Preciso de uma fôrma maior para o bolo. Til O til (~) é colocado sobre as letras “a” e “o” e serve para indicar sonorização nasal. Exemplos: alemã, órgão, portão, expõe, corações, ímã, não, vão, cãibra, mãe, afã, fã. Também é colocado nas formas verbais do verbo “pôr” e seus derivados (põe, põem, depõe, compõem). Apóstrofo O apóstrofo (‘) é um sinal em forma de vírgula, só que colocado acima da palavra. Serve para indicar supressão de letra(s). Exemplos: Com apóstrofo: copo d’água Sem apóstrofo: copo de água Nesse caso, houve a supressão da vogal “e” da preposição “de”. Hífen Sinal (-) usado para ligar os elementos de palavras compostas (couve-flor, ex-presidente) e para unir pronomes átonos a verbos (ofereceram-me, vê-lo-ei). Assim como na acentuação de palavras paroxítonas, as regras de utilização do hífen também foram modificadas pelo acordo ortográfico. Vamos, então, aprender as novas regras! SAIBA MAIS... Antes da reforma ortográfica que entrou em vigor em janeiro de 2009, o acento agudo também era usado como acento diferencial. No entanto, a acentuação que distinguia “pára” (verbo) de “para” (preposição), por exemplo, foi abolida. Da mesma forma, o acento circunflexo não deve mais ser usado para diferenciar “pêlo” (substantivo) de “pelo” (preposição). ATENÇÃO! Os prefixos “co” e “re” continuam sem ser separados por hífen, como em “cooperar”, “coordenar”, “reeditar” e reeleger”. Se o elemento seguinte ao prefixo começar com a letra “h”, fica como antes do acordo de 2009. Exemplos: super-homem, pré-história ATENÇÃO! A palavra ”bico de papagaio”, se estiver se referindo a um problema de coluna, continua sem hífen. No entanto, “bico-de- papagaio”, com hífen, designa uma espécie botânica. Usar o hífen em… • Palavras compostas, quando o prefixo termina com uma vogal e o elemento seguinte começa com a mesma vogal. Exemplos: anti-inflamatório, micro-ondas, micro-ônibus, arqui-inimigo, tele-educação, micro-organismo • Nomes de espécies botânicas e zoológicas. Exemplos: bem-me-quer, formiga-branca, feijão-preto, azeite-de-dendê, água-de-coco • Nomes compostos de lugar que sejam iniciados por “Grão”, que contenham verbo ou cujos elementos sejam ligados por um artigo. Exemplos: Grão-Pará, Santa Rita do Passa-Quatro, baía de Todos-os- Santos ATENÇÃO! Não confunda a regra! Quando o prefixo termina por consoante, usa-se o hífen se o segundo elemento começar pela mesma consoante. Exemplos: super-resistente, inter-relacional Nos demais casos, não se usa o hífen: hipermercado, intermunicipal, superinteressante, por exemplo. ATENÇÃO! Em contraposição à regra anterior, o hífen deve ser mantido nas seguintes palavras compostas: água-de-colônia, cor-de- rosa, pé-de-meia, deus-dará, arco-da-velha, queima-roupa e mais-que-perfeito. NÃO usar o hífen em… • Palavras compostas quando o prefixo termina em uma vogal e o elemento seguinte começa com uma vogal diferente. Exemplos: antiaéreo, infraestrutura, autoajuda • Palavras compostas quando o prefixo termina em uma vogal e o elemento seguinte começa com uma consoante. Ainda: caso o prefixo termine em vogal e o segundo elemento comece com “r” ou “s”. Nesse caso, as letras ficam dobradas na palavra que se formou. Exemplos: ultrassonografia, contrarrega, antissemita, semisselvagem • Palavras compostas cuja noção de composição se perdeu. Exemplos: mandachuva, paraquedas, paraquedista, paraquedismo • Conjuntos de palavras que, juntas, criam outra palavra, com significado e/ou função gramatical diferentes. Exemplos: dia a dia, café da manhã, dona de casa, mão de obra, pé de moleque Acento grave (crase) O acento grave, mais conhecido como crase, existe somente na Língua Portuguesa. Ele serve para indicar a fusão de duas letras “a” (a + a). Embora idênticas, essas letras pertencem a classes gramaticais diferentes: a primeira é uma preposição e a segunda pode ser um artigo feminino, pronome demonstrativo ou pronome relativo. Por isso, o termo que precede a crase sempre é uma palavra feminina. Da mesma forma, por exigir a presença da preposição “a”, o verbo que antecede a crase sempre é transitivo indireto, já que essa é a classificação dos verbos que exigem complemento verbal com preposição. Exemplos: • Preposição a + artigo definido feminino a(s): Fomos à praia. (Fomos a a praia.) Retornamos às praias. (Retornamos a as praias.) • Preposição a + pronomes demonstrativos aquele(s), aquela(s), aquilo: Fui àquele monumento. (Fui a aquele monumento.) • Preposição a + pronomes relativos a qual ou as quais: A cidade à qual nos referimos fica perto daqui. (A cidade a a qual nos referimos fica perto daqui.) 1. Assinale a opção em que todas as palavras devem ser acentuadas: a. ideia, Piaui, feiura, pode, voo. b. maiuscula, anti-inflamatorio, heroi, friissimo. c. heroi, paranoia, Guaiba, gratuito. d. Para, pelo, por, tem. 2. Assinale a opção em que todas as palavras não devem ter hífen: a. micro-ondas, Todos-os-Santos, cor-de-rosa, para-quedas. b. super-resistente, pé-de-moleque, tele-educação, ultra-sonografia. c. dia-a-dia, mão-de-obra, manda-chuva, anti-aéreo. d. café-da-manhã, para-quedista, arqui-inimigo, anti-horário. ATIVIDADE 2 – ATENDE AO OBJETIVO 2 • Preposiçãoa + pronome demonstrativo a ou as: Esta caneta é semelhante à que você me deu. (Esta caneta é semelhante a a que você me deu.) Regras gerais para utilização da crase Para que ocorra a crase, em primeiro lugar, é preciso que o termo anterior exija a preposição “a” (verbo transitivo indireto) e o termo seguinte seja uma palavra feminina e antecedida pelo artigo feminino definido a(s). Os casos em que a crase ocorre são: a. Diante de nomes de lugar Fonte: www.sxc.hu Figura 9.2: Vista aérea do Vaticano – Roma, Itália. Um dos nomes de países que admitem ser precedidos por “a” “craseado” é o país cuja capital é Roma: a Itália. Caso o termo antecedente exija a preposição “a” e o termo seguinte seja feminino e admita a utilização do artigo “a”, utiliza-se a crase. No entanto, para saber se o nome do lugar admite a crase, observe o seguinte: • Se, ao formular a frase com o verbo “vir”, o nome do lugar admitir a preposição “da”, significa que, neste caso, a crase é admissível. Exemplos: Viajamos à Argentina no mês passado. (Viemos da Argentina.) Vou à Itália no próximo mês. (Venho da Itália.) • Se, em vez de “da”, o nome do lugar vier precedido por “de”, a crase não deve ser usada: Retornou a Roma (Veio de Roma.) Lembre-se de que “a” e “as” são pronomes demonstrativos quando equivalem a “aquele” e “aquelas”! A id a s Z u b k o n is http://www.sxc.hu/ • No entanto, quando o nome do lugar não admitir a preposição “da”, mas vier determinado por algum adjetivo, ocorrerá a crase. Exemplos: Retornamos à agradável Curitiba. (Venho da agradável Curitiba.) Vou à Roma antiga. (Venho da Roma antiga.) b. Diante das palavras “casa” e “terra” As palavras “casa” (no sentido de “moradia”) e “terra” (no sentido de “terra firme”) não admitem a anteposição pelo artigo “a”; então, diante delas, não ocorre a crase. Entretanto, se tais palavras vierem especificadas, passarão a admitir artigo e, conseqüentemente, crase. Exemplos: Iremos bem cedo à casa deles. Os marinheiros desceram à terra dos anões. c. Diante do pronome relativo “a(s) qual(is)” Ocorrerá a crase quando o pronome vier precedido pela preposição “a”. Exemplo: A cidade à qual chegaremos possui praias às quais iremos. Nesse caso, os termos “chegaremos” e “iremos” exigem a preposição “a”, que se funde com o artigo “a”, formando a crase. d. Expressões adverbiais, prepositivas e conjuntivas O “a” inicial das expressões adverbiais, prepositivas e conjuntivas formadas por palavras femininas devem receber crase. Veja exemplos de algumas delas: • À noite • À tarde • À vista • Às duas horas • À meia-noite • Às vezes • Às pressas • Às escondidas • À moda de • À medida que • À proporção que • À exceção de • À beira de ATENÇÃO! O “a” das expressões adverbiais femininas de instrumento (a máquina, a caneta) e das expressões formadas por palavras repetidas (cara a cara, frente a frente) não deve receber acento grave. Exemplos: Chegou às duas horas e só saiu à noite. Às vezes caminhava às pressas pela rua. As mulheres estão à beira de um ataque de nervos. À noite a temperatura é mais agradável. Observe que, se substituirmos o termo regido pelo artigo “a” por um correlato no masculino, obteremos a combinação “ao” (preposição “a” + artigo “o”). Exemplo: Chegou ao meio-dia e só saiu à noite. e. Expressões numéricas que indicam hora Na indicação de horário, utiliza-se o “a” craseado antes da expressão numérica. Exemplos: Sairemos às duas horas da tarde para a universidade. Ela foi para casa às três horas da manhã. f. Utilização facultativa: nome próprio feminino Quando o termo antecedente exigir preposição e vier seguido de um nome próprio feminino, você pode optar por usar a crase (fundir a preposição com um artigo antes do nome) ou não. Exemplo: Remeti os documentos à Rita. / Remeti os documentos a Rita. g. Uso facultativo: diante de pronomes possessivos femininos Diante de tais palavras, pode ou não ocorrer a crase, pois a presença do artigo “a” é facultativa antes de pronomes possessivos. Preencha as lacunas com a, à, as ou às: 1. Restrição ao crédito causa temor empresários. 2. O que se quer fazer é cabeça do povo. 3. Fui praia e logo começou chover. 4. Gosto de apreciar praças. 5. Tivemos que assistir comemoração da Independência. 6. Nunca assistimos tanta injustiça social. 7. Contarei uma história você. 8. Resta-nos última esperança. 9. Fui Roma e Bahia. 10. Ela não se dirige pessoas frente frente. 11. Estive no garimpo procura de ouro. ATIVIDADE 3 – ATENDE AO OBJETIVO 3 Exemplos: Obedeço a minha irmã. / Obedeço à minha irmã. Fez referência as suas colegas. / Fez referência às suas colegas. h. Uso facultativo: depois da preposição “até” Podemos, indiferentemente, usar a preposição “até” ou a locução prepositiva “até a”. Exemplo: Chegou até às raias da loucura. / Chegou até as raias da loucura. Conclusão Para escrever em conformidade com a norma culta da Língua Portuguesa, é preciso, também, saber acentuar corretamente as palavras. Isso é possível não só tendo conhecimento das regras de acentuação, mas, também, pela prática da leitura e da escrita, que ajudarão a adaptar o conhecimento. O “Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa” que entrou em vigor no ano de 2009 não é a primeira e nem vai ser a última reforma no nosso modo de escrever. Neste sentido, para nos adaptarmos às mudanças da língua escrita (o modo de falar, como já vimos, continua o mesmo), é preciso conhecê-las e praticá-las para que nos habituemos com a nova grafia. RESUMINDO... Os acentos gráficos servem para indicar a pronúncia correta ou para diferenciar as palavras homônimas. • O Acordo Ortográfico de Língua Portuguesa que entrou em vigor em janeiro de 2009 trouxe mudanças no alfabeto, no uso do hífen e na acentuação das palavras paroxítonas, além de abolir de vez o trema. • São acentuadas as oxítonas terminadas em “a(s)”, “e(s)”, “o(s)”, “em” e “ens”. • Acentuam-se as paroxítonas terminadas em “um”, “uns”, “r”, “x”, “n”, “l”, “ão(s)”, “ps” e também as que terminam em ditongos e as que formam hiato com a vogal anterior (exceto se forem seguidas pelas letras “l”, “m”, “n”, “r”, “z” ou “nh”). • Os ditongos abertos (ei, oi) das paroxítonas não devem ser acentuados. • Não se acentuam os hiatos “i” e “u” tônicos se vierem depois de ditongos. • Todas as proparoxítonas devem ser acentuadas. • Não se acentuam o “oo” e o “ee” das formas verbais. • A • O acento agudo (´), ao ser colocado sobre as vogais, indica a sílaba tônica. Quando é colocado sobre as letras “e” e “o”, indica, além de tonicidade, timbre aberto. • O acento circunflexo é colocado sobre as letras “a”, “e” e “o” e indica, além da vogal tônica, um timbre fechado. • O til é colocado sobre as letras “a” e “o” e serve para indicar sonorização nasal. • O apóstrofo é um sinal em forma de vírgula (’) que é colocado acima da palavra e serve para indicar supressão de letra(s). • O hífen (-) é usado para ligar os elementos de palavras compostas e para unir pronomes átonos a verbos. A utilização desse sinal também foi modificada pelo acordo ortográfico de 2009. • Utiliza-se o hífen em: palavras compostas em que o prefixo termina com uma vogal e o elemento seguinte começa com a mesma vogal ou com a letra “h”; nomes de espécies botânicas e zoológicas; nomes compostos de lugar que sejam iniciados por “Grão” ou que contenham verbos ou cujos termos sejam ligados por artigo. • Não se utiliza o hífen em: palavras compostas quando o prefixo termina em uma vogal e o elemento seguinte começa com uma vogal diferente; palavras compostas quando o prefixo termina em uma vogal e o elemento seguinte começa com umaconsoante; palavras compostas cuja noção de composição se perdeu; conjuntos de palavras que, juntas, criam uma outra palavra, com significado e função gramatical diferentes. E, ainda, caso o prefixo termine em vogal e o segundo elemento comece com “r” ou “s”, essas letras ficam dobradas na palavra que se formou. • O acento grave (crase) existe somente na Língua Portuguesa e serve para indicar a fusão de duas letras: “a” (preposição) + “a” (artigo definido feminino). e Atividade 1 Texto 1: “Em forma gasosa, o hidrogênio é o combustível perfeito. Ele pode ser extraído facilmente de uma fonte inesgotável (os oceanos), libera muita energia ao reagir com o oxigênio e não polui, pois o único resíduo da reação é a própria água. Seria perfeito se não fosse um detalhe. Não dá para usar em carros porque é difícil armazenar com segurança: ao menor contato com o ar ele explode.” (Revista Superinteressante, fev. 2000.) RESPOSTAS DAS ATIVIDADES Informação sobre a próxima aula Na próxima aula, abordaremos as principais dúvidas do dia a dia quanto à ortografia e à pronúncia das palavras em diferentes contextos. • O termo seguinte à crase sempre é uma palavra feminina. • A crase é utilizada: diante de nomes de lugar, desde que o termo antecedente exija a preposição “a” e o termo seguinte seja feminino e admita a utilização do artigo “a”; diante das palavras “casa” e “terra”, se tais palavras vierem especificadas por substantivos ou adjetivos; diante do pronome relativo “a(s) qual(is)” quando ele vier precedido pela preposição “a”; em expressões adverbiais, prepositivas e conjuntivas formadas por palavras femininas; em expressões numéricas que indicam hora. • Os casos de uso facultativo da crase são: antes de nome próprio feminino; diante de pronomes possessivos femininos; depois da preposição “até”. Texto 2: “Qual é, afinal, o sentido do novo acordo ortográfico? Sua importância é muito mais de ordem política que linguística. Até 2009, o português era a única língua ocidental com duas ortografias oficiais: a brasileira, usada no Brasil, e a portuguesa, usada no país europeu e nas ex- colônias africanas e asiáticas. Se um documento era redigido em Portugal com as charmosas consoantes lusas – usadas em palavras como ‘facto’ ou ‘amnistia’ –, chegava ao Brasil incorreto. E tinha que ser redigido novamente na grafia brasileira. Agora, tudo que for escrito em países onde se fala português poderá ser lido em todos os demais, sem necessidade de adaptação.” (Revista Época, 05 jan. 2009.) Atividade 2 1. b. maiúscula, anti-inflamatório, herói, friíssimo 2. c. dia a dia, mão de obra, mandachuva, antiaéreo Atividade 3 1. Restrição ao crédito causa temor a empresários. 2. O que se quer fazer é a cabeça do povo. 3. Fui à praia e logo começou a chover. 4. Gosto de apreciar as praças. 5. Tivemos que assistir à comemoração da Independência. 6. Nunca assistimos a tanta injustiça social. 7. Contarei uma história a você. 8. Resta-nos a última esperança. 9. Fui a Roma e à Bahia. 10. Ela não se dirige às pessoas frente a frente. 11. Estive no garimpo à procura de ouro. Referências bibliográficas FARACO, Carlos Hemílio; MOURA, Francisco Marto. Língua e literatura. São Paulo: Ática, 1985. FAUSTICH, Enilde L. de J. Como ler, entender e escrever um texto. Petrópolis: Vozes, 1987. RODRIGUES, Araci dos Reis. O pequeno guia prático da nova ortografia. Revista Época. São Paulo, n. 555, p. 80-88, jan de 2009. TERRA, Ernani; NICOLA, José de. Português no mundo do trabalho. São Paulo: Scipione, 2004. Site consultado Novo Acordo Ortográfico. Disponível em <http://www.abril.com.br/reforma- ortografica/integra.shtml>, Acesso em: 14 de jan. de 2009. http://www.abril.com.br/reforma- UNIDADE 2 – Estrutura Textual :Leituraeconstrução de sentidos 1- Texto, Contexto e Elementos Paratextuais Você já se perguntou o que é, de fato, um texto? Geralmente, entendemos o texto como um conjunto de frases, ou seja, algo que foi feito para ser lido. Mas a definição de texto não é tão simples quanto parece. Imagine, por exemplo, que você está lendo um livro e, de repente, encontra em uma página qualquer um papel com a palavra “madeira”. Ora, certamente você ficará intrigado ou simplesmente não dará importância a isso. Agora, vamos imaginar outra situação: você está no meio de uma floresta e ouve alguém gritar: “Madeira!”. Bem, se você pretende preservar sua vida, sua reação imediata é sair correndo. Isso acontece porque a situação em que você se encontra levou-o a interpretar o grito como um sinal de alerta. A partir desses exemplos simples, podemos chegar a algumas conclusões importantes: 1º - os textos não são apenas escritos, eles também podem ser orais; 2º - os textos não são simples amontoados de palavras ou frases, ou seja, eles precisam fazer sentido. Na segunda situação, uma única palavra foi capaz de transmitir uma mensagem de sentido completo, por isso ela pode ser considerada um texto. Mas o que leva um texto a fazer sentido? Existem elementos que nos ajudam a interpretar os textos que estão a nossa volta, mas para que se possa compreender bem um texto é necessário identificar o contexto (social, cultural, estético, político) no qual ele está inserido. O contexto pode ser explícito, quando é expresso por palavras (o texto em que se encontra a frase ou a frase em que se encontra a palavra), ou implícito, quando está embutido na situação em que o texto é produzido. Logo, a simples mudança de contexto faz com que a palavra “madeira” seja interpretada de maneiras diferentes. Na primeira situação, embora a palavra esteja dentro de um livro, ela está totalmente fora de contexto, por isso não produz sentido algum. Para deixar ainda mais claro, numa frase o que seria o contexto e qual importância dele. Observe o seguinte enunciado: “Que belo dia!” Sem se levar em conta o contexto, não se pode explicar o sentido desta frase. Poderia se imaginar que ela poderia se referir a um dia agradável, que a rotina flui sem imprevistos, ou poderia ter sido dita por alguém que ganhou na loteria. Não se sabe a que contexto se refere, se a um dia de sol após um período chuvoso ou se é um dia de chuva após meses de sol escaldante. Como não foi apresentada a situação em que esse enunciado foi proferido, há várias possibilidades de sentido nesta frase. Observe o texto abaixo retirado de um site de notícias: Por Bernardo Caram, G1, Brasília 11/12/2016 16h52 Atualizado 12/12/2016 22h10 “Delator da Odebrecht cita doações não declaradas a mais de 30 políticos Em informações prestadas ao Ministério Público Federal (MPF) para a assinatura de acordo de delação premiada, o ex-diretor de relações institucionais da Odebrecht Cláudio Melo Filho apresentou valores repassados a políticos com a finalidade de obter vantagens para a empreiteira. O depoimento, que veio a público na sexta- feira (9), traz nomes, valores, circunstâncias e motivação dos repasses. Parte dos recursos foi paga por meio de doações eleitorais oficiais, mas também há registro de propina e de caixa 2. Em alguns casos, como o dos senadores Romero Jucá (PMDB-RR) e Renan Calheiros (PMDB-AL), o dinheiro era entregue a uma pessoa, mas serviria para abastecer um grupo dentro do partido. Em outros casos, não é possível identificar se a doação foi oficial. Cláudio atuava na relação da Odebrecht com o Congresso Nacional. Segundo ele, alguns pagamentos eram feitos para garantir a aprovação de projetos de interesse da empreiteira. ” Para compreendermos melhor sobre a informação retratada no texto é necessário que estejamos atentos a situação política do nosso país. Conhecimento de mundoAo longo de sua vida, o leitor adquire conhecimentos utilizados durante a leitura dos textos. O leitor constrói o sentido do texto quando articula diferentes níveis de conhecimento, entre eles o conhecimento de mundo. Esse tipo de conhecimento costuma ser adquirido informalmente, através de nossas experiências pessoais e convívio em sociedade. Ativar seu conhecimento de mundo no momento certo pode ser útil tanto para salvar sua vida no meio da floresta ou para resolver questões do ENEM. Agora observe a seguinte imagem: O texto é uma propaganda de um adoçante que tem o seguinte mote: “Mude sua embalagem”. A propaganda utiliza recursos “verbais” e “não verbais”. Os recursos verbais referem-se à palavra “açúcar”, escrita no saco, e ao slogan “mude sua embalagem”. O conteúdo verbal da propaganda é reforçado pela parte não verbal, ou seja, a imagem do saco de açúcar semelhante a uma barriga gorda, que contrasta com a imagem do adoçante no canto inferior, bem fininho. Textos verbais e visuais Até aqui, vimos que os textos podem ser orais Figura 1 - Figura 1- Disponível em: http://www.ccsp.com.br. Acesso em: 27 jul. 2010 (adaptado). (Foto: Reprodução/Enem) http://www.ccsp.com.br/ ou escritos. Mas essa noção precisa ser ampliada, pois há textos que não contam com o auxílio da palavra, seja ela escrita ou oral. É o caso, por exemplo, da fotografia e da pintura. Dizemos, então, que há textos verbais e visuais. Há ainda textos que utilizam os dois recursos, como no exemplo anterior, assim também como os filmes, que usam imagens, diálogos e legendas. Então, chegamos a conceito de texto mais ampliado e consistente: todo enunciado que faz sentido para um determinado grupo em uma determinada situação. No ENEM, essa noção mais moderna de texto é a que vale. Em resumo temos que: Texto: Tomando como definição de texto a de Costa Val (1999:3), para quem “texto é uma ocorrência linguística, falada ou escrita, de qualquer extensão, dotado de unidades sócio comunicativa semântica e formal”. Contexto: O contexto situacional é formado por informações que estão fora do texto, sejam elas históricas, geográficas, sociológicas, literárias. Ele é essencial para uma leitura mais eficaz, aproximando o interlocutor/leitor do sentido que o locutor/escritor quis imprimir ao texto. Além do texto e do contexto temos ainda o Elementos paratextuais. A sabedoria popular diz que não devemos “julgar um livro pela capa”. Isso acontece porque muitas vezes a capa de um livro acaba despertando ou não nosso interesse pelo texto. Porém, quando abrimos um livro, podemos nos deparar com outros elementos, como contracapa, biografia do autor, prefácio, dedicatória, índice, notas de rodapé, citações, posfácio e ilustrações. Esses elementos que margeiam o texto são chamados de elementos paratextuais. Portanto, paratextos são elementos que estão para além do texto, ou seja, informações que acompanham uma obra. Como podem motivar a aquisição e a leitura livros, os elementos paratextuais são muito privilegiados pela indústria editorial. De todos os elementos paratextuais, o mais importante é o título, pois funciona como uma espécie de “slogan” do texto, ou seja, algo que faça com que o leitor “compre” suas ideias. Alguns especialistas já chegaram a sugerir que o título não é relevante para a leitura de um texto, mas não é bem assim. Um título adequado pode direcionar a compreensão do texto, ajudando o leitor a criar expectativas de leitura. Em alguns casos, o título fornece pistas importantes para que o leitor levante hipóteses sobre o que vai ler. Por exemplo, diante de um título como “Conheça as angiospermas”, o leitor espera ler um texto que trará explicações sobre as angiospermas, seus tipos e exemplares na natureza. Com a ajuda de outros elementos paratextuais, como a ilustração de uma flor, o leitor poderá imaginar que se trata de plantas. A partir do título desses livros é possível especular qual será o enredo da história. Sobre o título “A culpa é das estrelas” de John Green, é possível imaginar que se trata de uma história romântica já que o título parece fazer alusão a expressão “escrito nas estrelas”, já o segundo título “ Para todos os amores errados” de Clarissa Corrêa, podemos interpretar que a história apesar de uma história romântica vai tratar mais especificamente de desilusões amorosas. Todos esses apontamentos são apenas suposições feitas a partir do título 2- Definições e concepções de leitura: as essências O tema Leitura Segundo Orlandi (2000:7), o termo leitura é polissêmico, isto é, permiti distinguir vários sentidos. Podemos entendê-lo, em sua acepção mais ampla, como atribuição de sentidos, tanto em relação à linguagem escrita como em relação à linguagem oral. Qualquer expressão linguística, de qualquer natureza, permite uma leitura. Leitura também pode significar concepção, e é nesse sentido que o termo é usado quando falamos em leitura de mundo, isto é, quando usamos a palavra leitura para refletir o conhecimento de cada leitor, considerando-se ou não sua escolaridade. No sentido acadêmico – mais restrito -, leitura pode significar a construção das bases teóricas metodológicas que permitem chegar a um texto: são várias as leituras de Rubem Alves, ou de um texto de Paulo Freire. Em um sentido ainda mais específico, o termo leitura pode ser entendido como estrita aprendizagem formal, quando se vincula leitura e alfabetização. Uma reflexão mais aprofundada sobre leitura nos permite concluir que o leitor precisa recorrer a estratégias que lhe permitam alcançar o sentido do texto. Além disso, devemos lembrar que há diferentes modos de leitura, em relação direta com a vida intelectual do leitor, isto é, com sua maneira de estabelecer os sentidos daquilo que lê. Leitura e sentido As palavras significam o que o grupo social convencionou que elas devem significar, mas a comunicação exige muito mais que apenas usar e aceitar passivamente significados preestabelecidos. Ler, então, é mais que decifrar: ler é ser capaz de atribuir um significado ao texto, partindo do próprio texto, de modo que cada leitor consiga relacioná-lo a todos outros textos significativos, seja capaz de reconhecer o tipo de leitura que o autor pretendia, e possa, depois, dono da própria vontade, entregar-se à leitura ou rejeitá-la. Para que tudo isso aconteça, é preciso que autor e leitor interajam ao longo de um texto. Ao autor cabe delinear o caminho percorrido durante a produção do texto, direcionando o efeito de sentido desejado e a intenção comunicativa pretendida; ao leitor compete ler, reler, analisar, comparar, fazer inferências, ativar conhecimentos. Todo leitor, ao ler um texto, deve participar da produção de leitura desse texto. Para isso, deve construir, através do que passaremos a chamar de pistas textuais que o próprio texto fornece, um sentido para ele (o texto) – mas somente o sentido que o próprio texto autorizar. Procurar essas pistas faz parte do processo de leitura, porque é a partir delas que o autor formula e reformula hipóteses, aceita ou rejeita conclusões. Agora, pedimos que você coloque em ordem, numerando de 1 a 4, as diferentes etapas de participação do leitor na produção de leitura de um texto. ( ) construção de sentido autorizado pelo texto ( ) identificação de pistas textuais ( ) aceitação ou rejeição de conclusões ( ) formulação e reformulação de hipóteses Esperamos que Você tenha respondido que o leitor procura, em primeiro lugar, pistas textuais; em seguida, constrói, por meio dessas peitas, um sentido autorizado pelo próprio texto; depois, deposse dessas pistas, formula e reformula hipóteses, para, finalmente, aceitar ou rejeitar conclusões. Conhecimento Linguístico E Conhecimento De Mundo Como podemos deduzir das palavras de Paulo Freire, há uma íntima relação entre linguagem e realidade, que passamos a chamar de conhecimento linguístico e de conhecimento de mundo. A precedência a que ele se refere localiza-se, sobretudo, no momento da alfabetização. Criança ou adulto nessa situação já acumularam muito conhecimento sobre a realidade que os cerca e muito pouco conhecimento específico sobre a linguagem. Realizada a aprendizagem da leitura, mais e mais, a cada ato de ler, ocorrerá sempre a utilização, pelo leitor, dos já referidos conhecimentos. Por exemplo: quando lemos o parágrafo acima destacado, pomos em prática nosso conhecimento sobre Paulo Freire, suas concepções sobre alfabetização, os momentos políticos brasileiros por ele vividos e, principalmente, o fato de que estava proferindo uma conferência em um Congresso sobre leitura, mas também ativamos o conhecimento linguístico sobre morfologia, sintaxe e semântica recebidas da escola ao longo de nossa formação: Esses conhecimentos nos permitem reconhecer as palavras por ele usadas, a ordem sintática preferencialmente direta e os significados que essas palavras e essa organização nos possibilitam. Eis a operacionalização, no ato de ler, dos dois conhecimentos necessários: o de mundo e o linguístico. Você deverá fazer uso do seu conhecimento linguístico e do seu conhecimento de mundo para resolver as questões propostas a seguir, com base na leitura do texto abaixo. a).Agora, liste o conhecimento de mundo e conhecimento linguístico que Você ativou para compreender a mensagem veiculada no texto. Conhecimentos de mundo Conhecimentos linguísticos: b).Explicite os sentidos que o autor dos texto quis evidenciar. Estamos convictos de que você conseguiu desenvolver as atividades solicitadas em a e b, pois certamente interpretou o termo Nokia como o nome de uma marca de aparelho telefônico celular e percebeu o duplo sentido intencional no termo fala e no termo nele. Esses conhecimentos o levaram a compreender que o autor da frase quis evidenciar dois sentidos: o de que todos usam o aparelho e o de que todos comentam sobre ele. Informações implícitas Muitos candidatos ao ENEM se perguntam como melhorar sua capacidade de interpretação dos textos. Primeiramente, é preciso ter em mente que um texto é formado por informações explícitas e implícitas. As informações explícitas são aquelas manifestadas pelo autor no próprio texto. As informações implícitas não são manifestadas pelo autor no texto, mas podem ser subentendidas. Muitas vezes, para NOKIA O mundo todo só fala nele. efetuarmos uma leitura eficiente, é preciso ir além do que foi dito, ou seja, ler nas entrelinhas. A partir de elementos presentes no texto, é possível ao leitor recuperar as informações implícitas, para que possa, efetivamente, chegar a produção de sentido. Por isso, o leitor precisa estabelecer relações dos mais diversos tipos do texto e o contexto, de forma a interpretar adequadamente o enunciado. Por exemplo, observe este enunciado: - Patrícia parou de tomar refrigerante. A informação explícita é “Patrícia parou de tomar refrigerante”. A informação implícita é “Patrícia tomava refrigerante antes”. Agora, veja este outro exemplo: -Felizmente, Patrícia parou de tomar refrigerante. A informação explícita é “Patrícia parou de tomar refrigerante”. A palavra “felizmente” indica que o falante tem uma opinião positiva sobre o fato – essa é a informação implícita. Com esses exemplos, mostramos como podemos inferir informações a partir de um texto. Fazer uma inferência significa concluir alguma coisa a partir de outra já conhecida. Nos vestibulares, fazer inferências é uma habilidade fundamental para a interpretação adequada dos textos e dos enunciados. A seguir, veremos dois tipos de informações que podem ser inferidas: as pressupostas e as subentendidas. Pressupostos Uma informação é considerada pressuposta quando um enunciado depende dela para fazer sentido. Considere, por exemplo, a seguinte pergunta: “Quando Patrícia voltará para casa?”. Esse enunciado só faz sentido se considerarmos que Patrícia saiu de casa, ao menos temporariamente – essa é a informação pressuposta. Caso Patrícia se encontre em casa, o pressuposto não é válido, o que torna o enunciado sem sentido. Repare que as informações pressupostas estão marcadas através de palavras e expressões presentes no próprio enunciado e resultam de um raciocínio lógico. Portanto, no enunciado “Patrícia ainda não voltou para casa”, a palavra “ainda” indica que a volta de Patrícia para casa é dada como certa pelo falante. Subentendidos Ao contrário das informações pressupostas, as informações subentendidas não são marcadas no próprio enunciado, são apenas sugeridas, ou seja, podem ser entendidas como insinuações. O uso de subentendidos faz com que o enunciador se esconda atrás de uma afirmação, pois não quer se comprometer com ela. Por isso, dizemos que os subentendidos são de responsabilidade do receptor, enquanto os pressupostos são partilhados por enunciadores e receptores. Em nosso cotidiano, somos cercados por informações subentendidas. A publicidade, por exemplo, parte de hábitos e pensamentos da sociedade para criar subentendidos. Já a piada é um gênero textual cuja interpretação depende a quebra de subentendidos. Observemos como isso é verdadeiro e deve acontecer em todos os atos de leitura, dos mais simples aos mais complexos. Considere a manchete do Caderno de Esporte do jornal O Liberal, de 24.08.2003. PAPÃO PROCURA O CAMINHO DA VITÓRIA Essa manchete esportiva, uma simples e curta frase declarativa, interpretada adequadamente, desencadeia uma série de relações entre ela e o leitor, a partir de uma informação explícita de que alguém, no caso, um clube de futebol, procura uma forma de vencer. Estabelecidas essas relações, o leitor encontra outros sentidos além do que foi explicitado. A primeira dessas relações, que se estabelece entre texto e contexto, leva à compreensão de que, para vencer, é preciso uma tática de jogo, uma estratégia, sentido latente na metáfora caminho da vitória. A segunda, linguística por natureza, requer que o leitor reconheça o valor do artigo definido o: ele permite entender que o caminho existe, que é um preciso e determinado caminho, que só ele conduzirá à vitória. A terceira, ainda no âmbito da linguagem, está centrada no significado de procura. Quem procura é porque perdeu ou porque nunca teve. No caso do clube paraense ele conhecia bem o caminho da vitória, porém, no dia em que a manchete foi produzida, não conhecia mais. A quarta novamente uma relação entre texto e contexto, cumplicidade entre autor e leitor, indica que o clube já não vencia há algum tempo. Finalmente a quinta relação por meio da qual o autor também busca a adesão do leitor, descortina a crítica ao clube que vinha vencendo seguidamente, enchia a sua torcida de orgulho e parara de vencer. Uma sutil ironia sem dúvida. Um ouvinte/leitor eficiente precisa captar não apenas as informações explícitas (postas, dadas, expressas), como também as que estão implícitas, pois, se ele não tiver essa habilidade, passará por cima de significados importantes, ou – o que é mais grave – concordará com ideias ou ponto de vista que talvez rejeitasse se os percebesse. Por que utilizamos sentidos implícitos? Em todo grupo social, há um conjunto de tabu linguísticos. Isso não significa apenas a existência de palavrasque, em certas circunstancias, não podem ou não devem ser pronunciadas (os palavrões, por exemplo), mas também a de temas proibidos e protegidos por uma espécie de “lei do silêncio”. Um ditado popular traduz plenamente essa restrição: “não se fala em corda em casa de enforcado”. Esses tabus linguísticos também se fazem presente em relação a determinada informações que uma pessoa não pode ou não deve dar, não porque elas sejam proibidas, mas porque o ato de expressá-las constituiria uma atitude repreensível ou comprometedora. Além dos tabus linguísticos um outro motivo para o uso de sentidos implícitos é que toda declaração explícita pode tornar-se temas de discussões. O que é dito pode ser contradito, de modo que não se poderia anunciar uma opinião ou um desejo sem, ao mesmo tempo, expô-lo às eventuais objeções dos interlocutores. Julgue v você mesmo: no dia 01.02.2003, um deputado federal reeleito em resposta ao repórter do Jornal Nacional, que referia aos erros desse parlamentar no mandato anterior, respondeu: “a gente não comete os mesmos erros, porque há tantos erros novos para serem cometidos...”. Como Você observou o parlamentar admite que continuará errando apenas não pretende repetir erros já cometidos, o que é muito grave, porque o repórter se referia a erros prejudiciais ao povo que o elegeu. Quando se lê, considera-se não apenas o que está dito, mas também o que está implícito, isto é, aquilo que não está dito, mas que também significando. E o que não está dito pode ser de várias naturezas: a) O que não está dito, mas que de certa forma, sustenta o que está dito; b) O que está suposto para que se entenda o que está dito; c) O sentido que se opõe àquilo que está dito; d) Outras maneiras de se dizer o que se disse. Em época de forte repressão, a livre manifestação do pensamento, o direto de contestar e de se denunciar se materializam por meio de sentidos implícitos. Foi o que aconteceu no período da ditadura militar no Brasil. Atento a isso, leia o excerto abaixo, do poema- canção de Chico Buarque, datado de 1984, para aprofundar seu conhecimento sobre sentidos implícitos. (...) Num tempo Página triste da nossa história Passagem desbotada na memória Das nossas novas gerações Dormia A nossa pátria-mãe tão distraída Sem perceber que era subtraída Em tenebrosas transações. (...) Recupere dois sentidos implícitos: (a) Esperamos que você tenha percebido que os quatro primeiros versos significam o período da ditadura militar, entre 1964 e o limiar da década de 80 do século XX, e que os quatro últimos denunciam a intensa corrupção ocorrida no referido período. Por isso, tem sido cada vez mais frequente o cuidado de “medirmos as palavras”, para evitarmos os perigos que advêm dos sentidos literais ou explícitos da língua. O recurso que se tem mostrado mais frequente e eficaz parece ser simplesmente o uso dos sentidos implícitos, que conseguem expressar aquilo que queremos dizer, mas sem que corramos o risco de ser responsabilizados por aquilo que dizemos. Não é por acaso que, muitas vezes, pessoas de destaque no grupo social, ao falarem, o fazem de forma tão opaca e incompreensível que seu discurso acarreta lacunas no entendimento de seus interlocutores. 3- Condições De Textualidade Para que uma sequência de enunciados seja reconhecida como texto, é preciso que ela forme um todo significativo, nas circunstancias de uso em que os enunciados ocorrem. É sobre as condições de textualidade, ou seja, aquelas que permitem que você avalie a qualidade do que lê e do que escreve. A primeira dessas condições é alcançada com a coerência, isto é, o fator responsável pela unidade de sentido; a segunda é a coesão, que permite a harmoniosa articulação entre os diferentes constituintes do texto. (b) Textualidade Chama-se textualidade ou tecitura ao conjunto de propriedades que qualquer manifestação linguística deve possuir para que não seja apenas uma simples sequência de palavras ou frases. Contemplamos dois, dentre os fatores responsável pela textualidade de qualquer discurso, juntamente os que envolvem os componentes conceitual e linguístico. Componentes conceitual e linguístico Um texto deve apresentar um conjunto de propriedades decorrentes da relação entre as partes que o compõem, de tal modo que, ao final, essa relação resulte em uma unidade de sentido e estabeleça uma ligação – nem sempre aparente – entre essas partes. No primeiro caso, manifesta-se a coerência; no segundo a coesão. Coerência A coerência ou conectividade conceitual é a interdependência semântica entre os elementos constituintes de um texto, isto é, a relação entre as partes desse texto e que resulta em unidade de sentido. A coerência decorre da continuidade do sentido, do compromisso entre as partes que formam a macroestrutura (estrutura semântica global do texto) e está ligada à compreensão, possibilidade de Interpretação do que dizemos, escrevemos, ouvimos ou lemos. Para que a coerência se realize, há três propriedades fundamentais – continuidade ou repetição, não-contradição e progressão – que serão desenvolvidas a seguir. A relação entre o texto e o contexto, entendido este como a unidade maior em que a unidade menor está inserida, é relevante para a depressão das relações do sentido que compõem a globalidade do texto. Elas devem obedecer a condições cognitivas gerais, satisfazendo às relações lógico-semânticas entre estados e coisas, como por exemplo, relações de ordenação temporal, relações de casualidade – entre outras. Essas relações podem se manifestar pelo vocabulário, pela combinação dos tempos verbais, pela ordem de apresentação de conteúdo, pela adequação dos campos semânticos. No texto abaixo, queremos mostrar-lhe como se constrói o sentido de um texto a partir de uma ideia-chave. Acompanhe com atenção e, ao final, você constatará que, num texto, tudo significa. Dentro do planalto: Fome de reforma “João Pedro Stédile está afinado com o governo petista. Na semana passada, o líder do MST andou pelos corredores do Planalto como se fosse um velho conhecido do austero prédio. Jotapê tenta convencer o governo de que R$ 1 bilhão, previsto no Orçamento para o Incra, é pouco para tocar a reforma agrária. Quer abocanhar parte do capital internacional destinado ao projeto Fome Zero. Reforma agrária, diz, é a maneira mais eficaz de combate à fome.” ( Época – 03.02.2003 – p. 8) Observe que, nesse texto, há uma idéia-chave: João Pedro Stédile. Essa idéia- chave, embora não esteja expressa no título nem no subtítulo, é uma espécie de “primeiro ponto” para o ato de “tecer o texto”. Ela se repete, quer representar por vocábulos diferentes (João Pedro Stédile / o líder do MST / um velho conhecido / jotapê), quer representada pelo apagamento do vocábulo que a poderia expressar. Essa mesma ideia-chave é responsável pelas formas verbais em 3ª pessoa do singular (está afinado/ andou/ fosse/ tentar convencer/ quer/ diz). Além disso, o seu conhecimento prévio permite que você identifique a relação de afinidade entre João Pedro Stédile e governo petista, assim como entre João Pedro Stédile / governo petista e entre corredores do Planalto / austero prédio / o governo / fome zero /combate à fome. A coerência conceitual – macroestrutura ou estrutura semântica – é um dos requisitos fundamentais para construção de qualquer texto, quer ele seja literário, jornalístico, científico, jurídico, acadêmico, quer seja uma conversão espontânea. Coesão A coesão pode ser entendida como o modo pelo qual frases ou partes delas se combinam para assegurar o desenvolvimento textual, ou seja, é o modocomo as palavras estão ligadas entre si, dentro de uma sequência, a fim de criar uma relação semântica entre um elemento do texto e outro elemento que é fundamental para sua interpretação. A coesão – isto é, a articulação – será eficaz quando estabelecer não apenas a ligação de uma ideia a outra, mas também que tipo de relação específica se institui a partir desse recurso. A coesão é marcada linguisticamente quando, para isso, empregamos nomes, conjunções, pronomes relativos, preposições, advérbios, locuções adverbiais, elementos de transição adequados. Não há dúvida de que a coesão marcada por elementos linguísticos contribui para conferir coerência ao texto. Tais elementos, no entanto, não são nem suficientes nem imprescindíveis para garanti- la. É perfeitamente possível haver textos coerentes que não apresentam elementos coesivos, como no parágrafo a seguir, extraído de uma reportagem sobre Di Cavalcanti. “Nas vacas magras, ia de cerveja a cachaça. Nunca bêbado. Tinha um poder enorme sobre o copo. Bebia, depois deitava, lia, relaxava..” (Veja – julho/1997) As quatro orações do período estão separadas por ponto. Embora não haja conectores gramaticais explícitos, é fácil perceber de que modo essas orações se combinam para formar uma sequência, pois é fácil recuperar os elementos coesivos que não foram expressos. Nada impediria que o autor da matéria tivesse escrito o texto assim: Nas vacas magras, ia de cerveja a cachaça, porém nunca ficava bêbado, pois tinha um poder enorme sobre o corpo, isto é, bebia, depois deitava, lia e relaxava… A coesão pode ser estabelecida por elementos que fazem o texto progredir a partir da conexão por eles operacionalizada. Esses conectores estabelecem uma relação semântica de acordo com o sentido que expressam. É pela coesão que se estabelece o nexo entre as partes de um texto. As relações coesivas realizam-se por meio de um léxico da língua e suas marcas são fixadas principalmente por elementos da natureza gramatical (pronomes, conjunções, preposições, formas verbais), elementos da natureza lexical (sinônimos, antônimos, repetições) e por mecanismos sintáticos (subordinação, coordenação, ordenação dos vocábulos, das orações). A coesão, como elemento responsável pela textualidade, diz respeito a todos os processos de referenciarão ou segmentação que asseguram ou tornam recuperável uma ligação linguística significativa entre os elementos que ocorrem na superfície textual. 4- Intertextualidade Assunto comum no Enem, a intertextualidade acontece quando um texto retoma uma parte ou a totalidade de outro texto – o texto fonte. Geralmente, os textos fontes são aqueles considerados fundamentais em uma determinada cultura. No exemplo dado, compositores brasileiros contemporâneos retomam um dos textos mais reverenciados da literatura portuguesa. Nos anos 90, Pedro Luis e Fernanda Abreu lançaram a canção “Tudo vale a pena”, cujo refrão diz o seguinte: “Tudo vale a pena, sua alma não é pequena”. O mote, na verdade, faz referência ao famoso poema “Mar português” (1934), do poeta Fernando Pessoa: Valeu a pena? Tudo vale a pena Se a alma não é pequena. Quem quer passar além do Bojador Tem que passar além da dor. Deus ao mar o perigo e o abismo deu, Mas nele é que espelhou o céu. Como podemos ver, temos dois textos que, apesar de distantes no tempo e no espaço, dialogam entre si. A intertextualidade é exatamente essa relação, uma forma de diálogo entre dois ou mais textos. É importante considerar que a intertextualidade pode ocorrer entre textos de mesma natureza ou de naturezas diferentes. Como é um conceito amplo e passível de classificações, a intertextualidade pode ser classificada em dois tipos principais: intertextualidade explícita e intertextualidade implícita. Na intertextualidade explícita ocorre a citação da fonte do intertexto, encontrada principalmente nas citações, nos resumos, resenhas e traduções, além de estar presente também em diversos anúncios publicitários. Nesse caso, dizemos que a intertextualidade se localiza na superfície do texto, pois alguns elementos nos são fornecidos para que identifiquemos o texto fonte. Observe um exemplo: A intertextualidade, quando explícita, fornece ao leitor diversos elementos que o remetem ao texto fonte No anúncio publicitário utilizado no exemplo, há uma forte referência ao texto fonte, facilmente identificada pelo leitor através dos elementos fornecidos pela linguagem verbal e pela linguagem não verbal. A composição do anúncio nos transporta imediatamente para o filme “Tropa de Elite”, do cineasta José Padilha, e isso só é possível em razão do forte apelo popular da produção, que ganhou grande projeção em nossa sociedade. Já a intertextualidade implícita ocorre de maneira diferente, pois não há citação expressa da fonte, fazendo com que o leitor busque na memória os sentidos do texto. Geralmente está inserida nos textos do tipo paródia ou do tipo paráfrase, ganhando espaço também na publicidade. Observe o exemplo: No anúncio há um elemento verbal que permite a retomada do texto fonte, mas essa inferência depende de um conhecimento prévio do leitor: se ele não souber que há uma referência à música “Mania de você”, da cantora Rita Lee, provavelmente o texto não será compreendido em sua totalidade. Portanto, a intertextualidade é um elemento muito importante para a constituição de sentidos do texto, colaborando em muito para a coerência textual ao reforçar a ideia de que a competência linguística não depende apenas do conhecimento do código linguístico, mas também do conhecimento das relações intertextuais. A seguir, veremos vários exemplos de intertextualidade, seja em forma de citação, paródia ou paráfrase. Citação Esse procedimento intertextual acontece quando um texto reproduz outro texto ou parte dele. Para sinalizar que houve a reprodução de outro texto, são utilizados alguns marcadores, como as aspas. Dessa forma, o texto deixa claro que o trecho ou o texto citado foi tirado de outra fonte, como no exemplo. A compreensão adequada de um intertexto depende, naturalmente, do conhecimento do texto fonte. Vejamos o outro exemplo abaixo. Figura 2- Propaganda Chevrolet (Foto: Reprodução) No exemplo dado, a propaganda buscou inspiração no texto bíblico "Do pó vieste e ao pó voltarás", marcando sua reprodução por meio de aspas. Paródia A paródia consiste em uma subversão ao texto fonte, recriando-o de maneira satírica ou crítica. Dizendo de outra maneira, a paródia ironiza o texto original e inverte seu sentido. “Canção do exílio” (1847) é um dos textos mais parodiados da cultura brasileira, exercendo sua influência por várias gerações. UNIDADE 3 – Documentosformais: ofício, memorando, requerimento, mensagem de e-mail, relatóriotécnico, curriculumvitae INTRODUÇÃO: A linguagem documental formal é comumente utilizada pela comunicação organizacional e constitui um dos elementos auxiliares em tomada de decisão, registro e coordenação sistemática de atividades, construção da realidade, identidade e planejamento das organizações. Percebendo a importância desse instrumento, também, no eixo das atividades de entidades comunitárias sem fins lucrativos, decidi, voluntariamente, elaborar este Manual de Elaboração de Documentos por algumas razões, em especial: 1- Possibilitar o desenvolvimento de habilidades, em escrita, para a construção da história, garantia de direitos e deveres, institucionalização e exercício de papel político na sociedade; 2 – Facilitar a captação de recursos e formação de parcerias das organizações, devido às exigências formais de financiadores e parceirosgovernamentais e não governamentais; 3 – Aproximar os conhecimentos do Secretariado às comunidades de práticas sociais, na tentativa de disseminar técnicas e ferramentas de assessoria, não somente em ambientes organizacionais economicamente favorecidos, como também em organizações de caráter e formação social e política. Para que haja transformações, o conhecimento deve agregar e servir à maioria socialmente excluída. Esse tipo de redação apresenta algumas peculiaridades em sua estrutura e estilo. Isso porque geralmente tratam-se de documentos oficiais de correspondência que possuem uma finalidade, seja informar, solicitar, registrar, esclarecer, dentre outros. A redação técnica é um texto redigido de maneira mais elaborada e formal. Ela difere das redações literárias, pois são objetivas e imparciais, além do que utilizam a linguagem denotativa. Já nas redações literárias, predominam a subjetividade e a linguagem conotativa. Por isso, nas redações técnicas é utilizada a linguagem formal, objetiva, e segue as regras da norma cultapadrão. Ela abriga modalidades de textos que cotidianamente nos deparamos, por exemplo, a ata de uma reunião, ocurrículo, o relatório, o atestado, dentre outros. As redações técnicas são muito utilizadas no meio acadêmico, profissional, comercial e empresarial. VAMOS CONHECER ALGUNS DESSES! 4 1.0) ATA O QUE É? Ata é um documento usado para relatar todas os acontecimentos, discussões, propostas, votaçõese decisões ocorridas numa sessão, reunião, assembléia, congresso, evento, etc... COMO FAZER? ❖ A ata deve ser redigida em linguagem corrente, sem parágrafos, a fim de impedir aintrodução de modificações e alterações indevidas; ❖ Não deve apresentar rasuras nem emendas; ❖ Nos casos de erro ou esquecimento de algo importante no momento em que você estiverescrevendo-a, basta escrever a palavra digo seguida da forma correta; Ex: ....e foram traídos, digo, trazidos para a assembléia.... ❖ Quando as falhas e erros só forem percebidas após a redação da ata, você deve utilizar aexpressão em tempo, seguida da correção; Ex: Em tempo: na décima sétima linha desta ata, onde lê-se “foram escolhidos osrepresentantes”, leia -se “foram escolhidos 2 (dois) representantes”. ❖ É melhor que os números sejam escritos por extenso em parênteses , para que não ocorram dúvidas ou falsificações; Ex: sortearam-se 3 (três) vagas no curso de capacitação. ❖ No caso de importância em dinheiro, é necessário escrever assim: Ex: R$ 13.500,00 (treze mil e quinhentos reais) ❖ Não devemos usar abreviaturas; Ex: SSA. para dizer Salvador. ❖ Quando se tratar de reuniões ou assembléias previstas em estatutos e regulamentos, a ata será lavrada (escrita) em livro próprio, com as páginas do livro enumeradas e autenticadas pelo responsável; ❖ Usamos letras maiúsculas para escrever as iniciais das seguintes palavras e expressões: Assembléia Geral Ordinária, Assembléia Geral Extraordinária, Reunião da Diretoria, Reunião do Conselho, Presidente, Mesa, Livro de Presença, Edital; 5 ❖ Quando o responsável por escrever a ata não encontra-se na reunião ou assembléia, os participantes da sessão escolhem entre os presentes, pessoas que escreverão a ata; Ex: ...para esta Reunião da Diretoria, não estando presente o encarregado de redigir “ad hoc” a ata, (“ad doc” expressão do latim que quer dizer “para isto” ou “para esta reunião”) foi eleito pelos membros de diretoria presentes, João Silva que substituirá o encarregado, especialmente nesta reunião. ❖ A redação da ata obedece a seguinte seqüência: a) Dia, mês, ano, hora e local da reunião ou evento; b) Nomeação das pessoas presentes, com suas qualificações e cargos; c) Referência ao modo utilizado para a convocação da reunião ou assembléia (se foi edital, aviso, comunicado, carta); d) Referência à abertura dos trabalhos pelo presidente, que geralmente, lê a ata da reunião anterior para que sejam feitas as correções ou alterações de acordo com a vontade dos participantes; e) Registro do cumprimento da pauta ou ordem do dia (assuntos a serem discutidos), seguindo a descrição fiel e resumida de todas as ocorrências e das decisões que tiverem sido discutidas e adotadas pela maioria dos participantes; f) Fecho, contendo os seguintes dizeres: Ex: Nada mais havendo a tratar, foi lavrada a presente ata que vai assinada por mim, secretário ad hoc que a redigiu e lavrou, pelo Presidente que dirigiu os trabalhos e pelos que estiveram presentes na qualidade de participantes da Sessão (reunião, assembléia, etc). h) As assinaturas devem ser colocadas logo após a última palavra do texto, para não deixar espaço livre. OBS¹: além desse modelo tradicional de ata em algumas ocasiões de caráter menos oficial e solene é possível adotar a Ata-Síntese, conforme modelo 02 a seguir. OBS²: é comum que todos os presentes assinem todas as páginas da Ata 6 MODELO 02 - ATA TRADICIONAL: ATA DA ASSÉMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA DA ASSOCIAÇÃO DEPESCADORES DE AMARALINA Aos vinte (vinte) dias do mês de Novembro de 2003 (dois mil e três), pelas 22:00 (vinte e duas horas), na sede social localizada na Rua Timbó, número 20 (vinte), no bairro de Amaralina, desta cidade de Salvador, reuniram-se em Assembléia Geral Extraordinária, sócios da Associação de Pescadores de Amaralina, CNPJ. No.8009090/0001, representando a totalidade dos associados com direito a voto, conforme se verifica pelas assinaturas colocadas no Livro de Presença. Assumindo a presidência dos trabalhos, na forma prevista no Estatuto, o sócio Figueiras, convidou a mim, sócio Roberto Luis, para secretariar a Assembléia. Formada assim a Mesa, o Sr. Presidente encerrou o Livro de Presenças e declarou aberta a Assembléia, convocada pelo Aviso do dia 16 (dezesseis) deste corrente mês, publicado no pátio da Creche “Filhos de Peixe”, situada neste bairro de Amaralina. Aviso – “Ficam convidados os senhores sócios para se reunirem em Assembléia Geral Extraordinária, em primeira convocação, no dia vinte de Novembro corrente, às 22:00, com o quorum declarado no Estatuto, ou às 22:30 (vinte duas e trinta) minutos, com qualquer número de participantes, na sede social, Rua Timbó, número 20, desta cidade, a fim de avaliarem a proposta da Diretoria, com a seguinte pauta: a) reforma e consolidação do Estatuto; b) o que ocorrer. Salvador, 16 de novembro de 2003. Figueiras – Diretor- Presidente“. Dando prosseguimento aos trabalhos, o Senhor Presidente determinou que se procedesse à leitura da proposta (deve-se escrever toda a proposta) da Diretoria, citada na pauta da convocação. Terminada a leitura do documento de proposta, que foi feita em voz alta, por mim, na qualidade de Secretário ad hoc, o Senhor Presidente submeteu à discussão dos presentes a nova redação da proposta para o Estatuto, artigo por artigo, e, ao final da discussão, como não houve qualquer sugestão ou emenda, foi a matéria posta em votação pelo Senhor Presidente, resultando unanimemente aprovada, em conseqüência do que ele declarou que o Estatuto da Associação passava, então, a vigorar com a redação constante da proposta aprovada. Nada mais havendo a tratar, foi suspensa a reunião para que fosse lavrada esta ata, no livro próprio, a qual, depois de lida e achada conforme, vai assinada por mim que redigi e lavrei, e por todos os presentes, dando o Senhor Presidente por encerrada a Assembléia. (seguem as assinaturas, logo após, sem deixar espaços . 7 AtadaReunião MODELO 02 - FORMULÁRIO DE ATA –SÍNTESE Reunião de: ASSUNTOS TRATADOS: Convocados: Assinaturas: Assinaturas: Não compareceram: Encaminhamentos: Data: Coordenador: 8 2.0) ATESTADO O QUE É? É um documento em que se confirma ou asseguraa existência ou inexistência de uma situação de direito, de que temos conhecimento, referente a alguém, ou sobre um fato e situação. É dizer por escrito, afirmando ou negando, que determinada coisa ou algum fato referente a alguém corresponde à verdade e assim responsabilizar- se, ao assinar o documento. COMO FAZER? ❖ O Atestado, geralmente, é fornecido por alguém que exerce posição de cargo superior ouigual ao da pessoa que está pedindo o atestado; ❖ O papel do atestado deve conter carimbo ou timbre da entidade que o expede; ❖ O atestado costuma ser escrito em atendimento à solicitação do interessado; ❖ A redação de um atestado apresenta a seguinte ordem: a) Título, ou seja, a palavra ATESTADO em maiúsculas; b) Nome e identificação da pessoa que emite (que pode ser escrito no final, após aassinatura) e o nome e identificação da pessoa que solicitou; c) Texto, sempre resumido, claro e preciso, contendo o que se está confirmando ou negando; d) Assinatura, nome e cargo ou função de quem atesta. 9 MODELO DE ATESTADO PARA CURRÍCULO PROFISSIONAL: EMPRESA TUDO SEI INFORMÁTICA Rua: Câmara, n.84, Bairro: Ingá Tel:........./ e-mail:.............CNPJ:......... ATESTADO Atesto para fins de registro curricular, que o Sr. Falcão Neto, estagiário, trabalhou nesta empresa, no período de novembro de 1998 à dezembro de 2003, onde ingressou mediante aprovação em testes de capacitação a que se submeteu, havendo sempre desempenhado, de forma competente e aplicada, as tarefas que lhe foram confiadas e de cujo exercício se demitiu por interesse pessoal, nada constando contra este. Salvador, 25 de dezembro de 2003. (assinatura) (Nome completo e cargo que ocupa) 10 3.0) AVISO O QUE É? É um documento escrito por meio do qual as empresas e instituições transmitem informações, ordens, convites, notificações a empregados ou a terceiros com quem elas tenham interesse em comum. COMO FAZER? ❖ Deve ser escrito em papel timbrado (com a marca da instituição); ❖ Deve conter apenas o teor da comunicação. O conteúdo deve ser escrito em linguagem eobjetiva, para que não haja dúvidas quanto à interpretação; ❖ Sua estrutura é bem simples: a) Título, que é a palavra AVISO (em letras maiúsculas); b) Indicação da pessoa a quem se destina o aviso; c) Texto contendo a mensagem; d) Fecho simples (dispensável conforme o caso); e) Local e data; f) Assinatura, nome e qualificação (cargo) ou identificação do responsável. 11 AVISO AOS ESTUDANTES DO BECO DA CULTURA As Diretorias das Escolas do Beco da Cultura levam ao conhecimento de todos que, a partir do próximo mês de abril, darão inicio à pintura externa dos muros das escolas, e desejam informar àqueles estudantes que realizarão pinturas, desenhos e artes nestes, com a intenção de decorar e personalizar o patrimônio escolar que é de todos nós, devem comparecer à Diretoria no dia 1ode Abril para acertarmos as atividades e materiais. Atenciosamente, Salvador, 22 de março de 2002. (assinatura das diretoras das Escolas do Beco) Maria Gersilda das Neves, etc. Diretora da Escola Sorrindo e Educando. MODELO DE AVISO: OBS: este tipo de aviso acima pode ser distribuído individualmente ou afixado em localconsiderado visível pelos interessados, como os quadros de aviso. 12 MODELO DE AVISO PRÉVIO: DISPENSA DO EMPREGADO SEM JUSTA CAUSA. Salvador, ...../..../..... Prezado Sr. José da Silva C.T.P.S no ..... , série. Ba Ref. AVISO PRÉVIO Servimo-nos da presente para comunicar a V.Sa. que, a partir do dia .../.../..., seus serviços não mais serão utilizados por esta instituição, valendo esta carta como Aviso Prévio de 30 (trinta) dias, de acordo com o que determina a legislação trabalhista vigente, a ser cumprido na forma da letra ... do quadro abaixo. Solicitamos seu comparecimento em nosso escritório no dia .../.../..., às ...horas, munido de sua CTPS, a fim, de receber seus direitos, conforme determina a legislação em vigor. Atenciosamente, (carimbo e assinatura da Instituição) ciente: .../.../... (assinatura do empregado) FORMA DE CUMPRIMENTO: a) Trabalhar durante 30 (trinta) dias, com redução de acordo com a opção abaixo; b) Desobrigado do cumprimento (Aviso Prévio Indenizado). OPÇÃO DE CUMPRIMENTO: ( ) Redução de 2 (duas) horas no inicio do trabalho;( ) Redução de 2 (duas) horas no final do trabalho; ( ) Trabalho de 23 (vinte e três) dias corridos e os 7 (sete) últimos em descanso; ( ) Descanso nos 7 (sete) primeiros dias e trabalho nos 23 (vinte e três) restantes. 13 4.0) CARTA O QUE É? A CARTA é a forma escrita mais comum de comunicação entre as pessoas. Ela é o documento utilizado nas empresas, instituições e órgãos e, também, por pessoas físicas, a fim de tratar de interesses comuns. Esta também é conhecida como “Carta Comercial”. COMO FAZER? O que se pretende com uma carta comercial é provocar uma pronta resposta para o assunto nelatratado, mesmo que seja uma resposta contrária aos interesses de quem a escreveu. A carta tem a estrutura similar à do Ofício, porém ela é mais utilizada na iniciativa privada,associações, instituições e escritórios de profissionais liberais, enquanto que o Ofício eMemorando são utilizados no serviço público. ❖ Os componentes básicos de uma carta são: a) Timbre (logomarca); b) Tipo e número à esquerda e no alto da página (não são obrigatórios); c) Local e data (Á direita, na mesma altura do tipo e do número); d) Nome do destinatário e endereço; e) Vocativo (pronome de tratamento); f) Texto (contendo a introdução e desenvolvimento do assunto); g) Fecho; h) Assinatura de quem remete; i) Nome e cargo abaixo da assinatura, se for o caso. ATENÇÃO: ❖ Atualmente é comum não utilizar espaços (recuos) no inicio de parágrafos. ❖ Costume colocar, no final, à esquerda da única ou última página, as letras iniciais do autor do documento (letra maiúscula) e as de quem o datilografou ou digitou (letra minúscula), separadas por barra. ❖ Usa-se a abreviatura REF ou Ref. (referência), colocada um pouco antes do vocativo, àdireita do papel, para indicar o resumo do que vai ser tratado. 14 Salvador, 15 de março de 2001. À Promoção de Vendas Século XXI Ltda. Rua dos Carvalhos, 97. 6º andar. Rio de Janeiro – RJ 20035-000 Senhores, Acuso o recebimento de um cartão de compras “Século XXI”, que me foi enviado na semana passada, mediante correspondência dessa empresa, postada em 10 de março do ano corrente. Apresso-me em esclarecer que não fiz qualquer solicitação nesse sentido, razão por que o inutilizei e agora devolvo a V.Sas, anexo a esta carta, na certeza de que o assunto fica encerrado. Saudações, (Assinatura) (Nome Completo) ST/st ❖ A carta pode conter parágrafos numerados para melhor indicar o assunto.Quando digitada em computador as margens da carta ou de qualquer outro documento devem ser de:inferior 2,5; direita 2,5; superior 3,5; esquerda 3,5, MODELO DE CARTA DE PESSOA FÍSICA PARA EMPRESA: 15 5.0) CERTIFICADO O QUE É? É o documento que dá testemunho de ato ou fato. Ele é diferente de Certidão, pois a certidão éuma cópia, resumida ou integral, de algum registro escrito já existente. É importante saber que os seguintes documentos: atestado, certificado e declaração têm semelhanças, tanto na finalidade, quanto na forma. A diferença é que o Atestado é expedido em favor de alguém; a Declaração e o Certificado são emitidos em relação a alguém, podendo, ounão, ser-lhes favoráveis. COMO FAZER? A seqüência de redação do Certificado é esta: a) Título, isto é, a palavra “CERTIFICADO” (em maiúsculas); b) Nome e identificação da autoridade que o emite (também podem ser expressos no final, após aassinatura); c)O Texto é sempre resumido e preciso, contendo apenas o que se está certificando (que iniciapor “certifico ou certificamos”). d) Assinatura, nome e cargo ou função de quem certifica. 16 CERTIFICADO Certifico que o Sr. CLÁUDIO MANOEL BRITO, morador da Região do Nordeste de Amaralina Mestre de Capoeira da Associação Tudo Legal, colaborou e participou do evento de fechamento do Plano de Desenvolvimento da Região, realizado no dia 15 de Setembro de 2005, na Casa de serviços Viva Nordeste, situada nesta região. Salvador, 10 de janeiro de 2005. (assinatura) (nome completo) (coordenadora do Programa) MODELO DE CERTIFICADO DE FREQÜÊNCIA E PARTICIPAÇÃO 6.0) CONTRATO O QUE É? É o acordo de vontades de pessoas, empresas ou instituições, objetivando a criação, modificaçãoou extinção de uma relação de direitos e de obrigações entre si. A elaboração e efetivação de um termo de contrato, a depender das circunstâncias em que as partes se encontram, geralmente, requer o acompanhamento de um advogado ou assessoria jurídica, como por exemplo: Termo de voluntariado e Termo de Comodato. 17 É importante conhecer os tipos de contratos existentes. São eles: o Contrato Unilateral - é o chamado “contrato gratuito”, é aquele em que somente uma daspartes envolvidas assume obrigações. Exemplo: contrato de doações; o Contrato Bilateral – é o chamado “Contrato oneroso”, pois envolve duas partes queassumem os respectivos ônus ou obrigações dele decorrentes. Ex: o contrato de aluguel; o Contrato Administrativo – é o instrumento utilizado pela Administração Pública quando oacordo é firmado com pessoas ou entidades particulares. Neste contrato a validade está sujeita ao cumprimento de exigências específicas, além dos outros requisitos e formalidades comuns a todos os tipos de contrato. O contrato administrativo se destina a resguardar o interesse público, ou seja, da coletividade. COMO FAZER? Na iniciativa privada e na esfera pública o Contrato apresenta, basicamente, o seguinte formato de redação: a) Título: CONTRATO ou TERMO DE CONTRATO; b) Ementa (resumo) do assunto escrito com letras menores que as do texto completo ealinhados à direita do papel. Ex: Contrato de Locação de Imóvel residencial que entre si fazem, de um lado, como LOCADOR , José de Castro, e do outro, como LOCATÁRIO, Antonio Fagun 18 c) Texto iniciado com os nomes e as qualificações dos contratantes, seguido da indicação de vontade de firmarem o compromisso: Ex: JOSÉ DE CASTRO, brasileiro, casado, comerciante residente nesta cidade, com endereço à Av........., no , portador de R.G.no........e do CPF no....., neste instrumento abreviadamente denominado LOCADOR, e ANTÔNIO FAGUNDES, brasileiro, solteiro, economista, residente nesta cidade à Rua....., no....., portador do R.G no...... e do CPF n. ..... , neste ato denominado LOCATÁRIO, têm entre si, justo e contratado, por via deste instrumento e melhor forma de direito, por si e seus sucessores, a qualquer título, o seguinte:..... d) Cláusulas dispostas em parágrafos numerados em que se estabelecem, com clareza eobjetividade, as condições e os requisitos da contratação. Ex: CLAÚSULA PRIMEIRA – O LOCADOR é senhor e legitimo possuidor da casa situada naAv. das Palmeiras, n. , no bairro de Amendoeiras, desta cidade do Rio de Janeiro; CLÁUSULA SEGUNDA – Pelo presente instrumento, o LOCADOR dá em locação o imóvel ..; CLÁUSULA TERCEIRA – O preço do aluguel é de , etc; CLÁUSULA QUARTA – O LOCATÁRIO obriga-se a ............ (e assim por diante, até a última cláusula). e) Fecho no qual, geralmente, consta os seguintes dizeres: e por estarem assim justas e contratadas, firmam o presente contrato, em (quantidade de vias) vias de contrato de aluguel de igual teor e forma, para um só efeito, que vão pelas partes devidamenteassinadas; f) Nomes dos contratantes sobre os quais são escritas as assinaturas. g) Para as testemunhas é comum a necessidade das assinaturas de duas pessoas e para fiador reservam-se espaços no final do documento, onde serão colocados os respectivos nomes e assinaturas; h) Havendo posteriormente necessidade de acrescentar ou alterar um CONTRATO já firmado e concluído, elabora-se um outro documento que se chama Termo Aditivo, cujo texto é semelhante ao Termo de Contrato ou Contrato; i) Em documentos em que se assegurem direitos, garantias, acordos (Contrato, Convênio, Estatuto, Petição, Procuração, etc) é costume colocar os nomes pessoais e as palavras- chave, “locador” e “locatário” (no caso de contrato de aluguel) escritas em maiúscula e 19 em destaque (negrito) para dar mais visibilidade às responsabilidades e direitos adquiridospor estes. MODELO ÚNICO:CONTRATO DE LOCAÇÃO DE IMÓVEL RESIDENCIAL: INSTRUMENTO PARTICULAR DE CONTRATO DE LOCAÇÃO Contrato de Locação de Imóvel residencial que entre si fazem, de um lado, como LOCADOR, José de Castro, e do outro, como LOCATÁRIO, Antonio Fagundes. JOSÉ DE CASTRO, brasileiro, casado, comerciante residente nesta cidade, com endereço à Av........., no.........., portador de R.G.no........e do CPF no....., neste instrumento abreviadamente denominado LOCADOR, e ANTÔNIO FAGUNDES, brasileiro, solteiro, economista, residente nesta cidade à Rua....., no....., portador do R.G no...... e do CPF n......., neste ato denominado LOCATÁRIO, têm entre si, justo e contratado, por via deste instrumento e melhor forma de direito, por si e seus sucessores, a qualquer título, o seguinte: CLAÚSULA PRIMEIRA – O LOCADOR é senhor e legitimo possuidor da casa situada na Av. das Palmeiras, n..., no bairro de Amendoeiras, desta cidade do Rio de Janeiro; CLÁUSULA SEGUNDA – Pelo presente instrumento, o LOCADOR dá em locação o imóvel acima descrito, pelo prazo de 1 (um) ano, a contar de 1o(primeiro) de agosto de 2000 e a terminar em 1o(primeiro) de agosto de 2001, sujeitando-se o LOCATÀRIO à multa convencional de R$50,00 (cinqüenta reais) por dia de atraso na entrega do imóvel, sem prejuízo das medidas cautelares que se impuserem, em juízo ou fora dele, por parte do LOCADOR; CLÁUSULA TERCEIRA – O preço do aluguel é de R$1.200,00 (mil e duzentos reais) pagáveis mensalmente pelo LOCATÁRIO ao LOCADOR, até o dia 5 (cinco) de cada mês seguinte ao vencido, correndo por conta do LOCATÁRIO todas as despesas de consumo d´água e de energia elétrica, assim como os impostos e taxas que incidem sobre o imóvel objeto do presente contrato; CLÁUSULA QUARTA – O LOCATÁRIO obriga-se a conservar o imóvel da forma como ora o recebe, fazendo os consertos e substituições que se fizerem necessários, bem como a 20 devolve-lo, quando do término da locação, nas exatas condições de conservação e limpeza emque lhe está sendo entregue; CLÁUSULA QUINTA – As benfeitorias úteis e necessárias que porventura vierem deste contrato, serão incorporadas ao imóvel, não cabendo por elas qualquer indenização por parte do LOCADOR; CLÁUSULA SEXTA – A casa objeto do presente instrumento destina-se, exclusivamente, à residência do LOCATÁRIO e de sua família, não lhe sendo permitido, em qualquer hipótese, salvo mediante consentimento por escrito do LOCADOR, cedê-la, transferi- la ou sublocá-la total ou parcialmente; CLÁUSULA SÉTIMA – O LOCADOR poderá concordar com a prorrogação do presente contrato por mais um ano, desde que o LOCATÁRIO manifeste sua intenção por escrito, pelo menos 60 (sessenta) dias antes do término da locação; CLÁUSULA OITAVA - Como fiador e principal pagador solidariamente responsável pelo cumprimento de todas as cláusulas aqui estipuladas, até a entrega definitiva das chaves, assina o presente contrato o Sr. JOSÉ DA SILVA XAVIER, brasileiro, industrial, portador do RG n. e do CPF n...., casado com a Sra. MARIA DO CARMO XAVIER, arquiteta, que como esposa, também assina, na forma da lei, ambosresidentes nesta cidade de Vassouras, RJ; CLÁUSULA NONA – O presente contrato obriga as partes, seus herdeiros e sucessores, a qualquer título, ficando eleito o foro da cidade de Vassouras, RJ, com renúncia de qualquer outro que possam vir a ter os contratantes, para dirimir as dúvidas e questões suscitadas. E por estarem assim justos e contratados, assinam o presente instrumento contratual em duas vias de igual teor e forma, e para um só efeito, justamente com as testemunhas abaixo. Vassouras (RJ), 25 de Julho de 2000. LOCADOR: JOSÉ DE CASTRO LOCATÁRIO: ANTONIO FAGUNDES FIADOR: José da Silva Xavier Maria do Carmo Xavier (esposa do fiador) Testemunhas: 21 7.0) CONVÊNIO O QUE É? É um acordo, ou pacto, celebrado entre órgãos públicos, ou entre eles e instituições privadas, visando ao trato ou regulamento de interesses comuns. Não é correto chamar-se convênio o acordo em que nenhum dos pactuantes é instituição pública, nesse caso, o nome correto seria Contrato. COMO FAZER? ❖ Sua estrutura parece com a do contrato, mas não é necessária a assinatura ou existência defiador. Não existe convênio unilateral; ❖ Os convênios só passam a ter validade depois de publicados em Diário Oficial. O mesmoacontece com os contratos, termos aditivos e outros acordos; ❖ Estrutura da redação de convênio: a) Título: CONVÊNIO ou TERMO DE CONVÊNIO (em maiúsculas), e numeração (sehouver). b) Ementa (resumo do assunto). Também escrito em letras menores que as do texto integral ealinhados à direita do papel. Ex: Convênio celebrado entre a Secretaria da Justiça e o Centro de Recuperação Educacional e Cultural (CREC) para a implementação de cursos educacionais de Cidadania, Direitos Humanos e Oficinas de Leitura em estabelecimentos penitenciários. c) Texto mencionando data e local, seguidos da indicação dos nomes e da qualificação dos convenentes (pessoas que firmam o convênio), bem como a expressão de vontade de firmarem o compromisso. Ex: Aos .... dias do mês....do ano..., a Secretaria da Justiça, denominado neste ato, apenas, SECRETARIA, representado pelo seu Secretário-Executivo, Fulano de tal, e Centro de Recuperação Educacional e Cultural, denominado neste ato, apenas, CREC, representado pelo 22 seu Diretor Executivo, Beltrano de tal, reuniram-se na Sala de Atos da Secretaria da Justiça, em Brasilândia, BR, a fim de celebrar o presente Convênio que se regerá pelas seguintes cláusulas:. d) Cláusulas distribuídas em parágrafos numerados em que se estabelecem as condições e os requisitos do CONVÊNIO. Ex: CLÁUSULA PRIMEIRA – A CREC promoverá, com recursos que lhe forem destinados pela SECRETARIA, os recursos humanos e materiais necessários à implementação dos cursos e Oficinas acordados nos seguintes estabelecimentos penitenciários localizados em .... ............................................................................................................................. ...................... ....... CLÁUSULA OITAVA – Se uma das partes convenentes descumprir qualquer das cláusulas aqui pactuadas, este convênio ficará rescindido de pleno direito, independentemente de interpelação judicial e extrajudicial (e assim por diante até a última cláusula); e) Fecho que tem dizeres semelhantes a este: e por estarem de acordo, lavram o presente termo que vai assinado pelas partes interessadas e pelas testemunhas abaixo: f) Nomes e assinatura dos convenentes e testemunhas. 23 MODELO DE CONVÊNIO ENTRE DOIS ÓRGÃOS PÚBLICOS: TERMO DE CONVÊNIO Convênio celebrado entre a Secretaria da Justiça e o Centro de Recuperação Educacional e Cultural (CREC) para a implementação de cursos educacionais de Cidadania, Direitos Humanos e Oficinas de Leitura em estabelecimentos penitenciários. Aos .... dias do mês....do ano. .., a Secretaria da Justiça, denominado neste ato, apenas,SECRETARIA, representado pelo seu Secretário-Executivo, Fulano de tal, e Centro deRecuperação Educacional e Cultural, denominado neste ato, apenas, CREC, r epresentado peloseu Diretor Executivo, Beltrano de tal, reuniram-se na Sala de Atos da Secretaria da Justiça, emBrasilândia, BR, a fim de celebrar o presente Convênio que se regerá pelas seguintes cláusulas: CLÁUSULA PRIMEIRA – A CREC promoverá, com recursos que lhe forem destinados pela SECRETARIA, os recursos humanos e materiais necessários à implementação dos cursos eOficinas acordados nos seguintes estabelecimentos penitenciários localizados em .... CLÁUSULA SEGUNDA - Caberão à CREC todos os encargos de .... ............................................................................................................................. ...................... ......... CLÁUSULA OITAVA – Se uma das partes convenentes descumprir qualquer das cláusulas aqui pactuadas, este convênio ficará rescindido de pleno direito, independentemente de interpelação judicial e extrajudicial. CLÁUSULA NONA – Este Convênio entrará em vigor na data de sua publicação no Diário Oficial da União, e terá validade pelo prazo de .... anos, podendo ser prorrogado ... CLÁUSULA DÉCIMA – Fica eleito o foro de Brasilândia, BR, para dirimir quaisquer dúvidas ... E por estarem, assim, acordados, SECRETARIA e CREC, juntamente com duas testemunhas,firmam o presente Termo em (quantidade) vias de igual teor e para um só efeito. 24 Brasilândia, .... de ....de .... (seguem-se os nomes e cargos dos signatários com respectivas assinaturas) OBS: por se tratar de um documento muito extenso será necessário, neste exemplo, suprimir o conteúdo de algumas cláusulas. 25 8.0) CONVITE O QUE É? É um instrumento de comunicação escrita por meio do qual se chama, convoca ou solicita ocomparecimento de alguém a algum local, em horário marcado, e com finalidade determinada. COMO FAZER? ❖ A redação deste documento limita-se a dizer o essencial: a) Nome do órgão, instituição ou pessoa que convida; b) Formulação do convite; c) Nome dos convidados; d) Indicação do evento; e) Dia, hora e local em que o evento ocorrerá. ❖ Nos convites de cerimônias de casamento, formatura e outros do gênero, o nome dosconvidados só constam escrito no envelope. ❖ O Convite deve ser redigido em papel timbrado quando for emitido por entidade,instituições e/ou empresas. 26 MODELO DE CONVITE: ASSOCIAÇÃO VIVER E APRENDER Rua da Hora, s/n, Bairro da PaciênciaSalvador-Ba. Tel:.......... (Tipo e número, dispensável conforme o caso) (Local e data) Prezado Senhor, Temos a satisfação de convidar Vossa Senhoria para celebrar e participar da passagem do 10o Aniversário da Associação Viver e Aprender com caráter solene, que será realizada no próximo dia ..., quinta-feira, às 17 horas, na Sala de Atos, situado à Av. , desta cidade. Na ocasião, o Presidente da Associação, Sr. Fulano de Tal, nos agraciará com sua presença sempre tão significativa e construtiva durante os anos de existência desta Instituição. Contamos sempre com sua presença ilustre e parceria a qual, também, nos ajudou a desenvolver belos trabalhos durante nossa caminhada Em anexo, enviamos o cronograma do evento. Agradecemos, desde já, a confirmação de sua presença pelos telefones ...., ...e ..... Aproveitamos o ensejo para reiterar a Vossa Senhoria nossos protestos de apreço e consideração. caso) Ao Senhor Fulano de Tal (cargo ou função, se for o 27 A ,(assinatura) t (nome e completo) n (Cargo ou qualificação) c i o s a m e n t e (o endereço é dispensável, pois constará do envelope) 28 9.0) CURRICULUM VITAE O QUE É? É um documento em que devem constar dados e informações pessoais e profissionais de alguém que quer se apresentar e dizer quem é, o que sabe fazer e a experiência que já adquiriu.Tem por objetivo qualificar uma pessoa perante empresa, instituição e outros, a fim de contratado, promovido ou prestigiado profissionalmente. Existem dois tipos básicos de currículo, a depender de seus objetivos e destinações: a) Currículo Acadêmico – voltado para a área universitária e para as atividades de cultura, de uma maneira geral; b) b) Currículo Profissional - para o ingresso no mercado de trabalho. Este, geralmente, é mais resumido, enxuto e objetivo, do que o currículo acadêmico. COMO FAZER? O currículo profissional deve ser redigido de forma clara, objetiva e com boa apresentação gráfica para provocar o interesse de quem irá lê-lo ou avaliá-lo. Deve limitar-se aos seguintes itens, nas seguintes seqüências: a) Titulo CURRICULO ou CURRICULUM VITAE (em maiúsculas); b) Dados Pessoais - nome, idade, estado civil, endereço e telefone; c) Formação ou escolaridade – devem ser escritos em ordem decrescente (do mais recentepara o mais antigo); d) Experiências profissionais – devem ser escritas em forma decrescente (do mais recentepara o primeiro); e) Outras informações; f) Local e data. ❖ Recomenda-se não colocar números de documentos de identidade, CPF, título de eleitorou carteira de trabalho, etc, nem anexar suas respectivas cópias e assinar o currículo. 29 FORMAÇÃO: CURSOS: EXPERIÊNCIAPROFISSIONAL: MODELO DE CURRÍCULO PROFISSIONAL: CURRICULUM VITAE ANA BEATRIZ ROCHA, solteira, 23 anos,Rua Macapá, n.27, Salvador– BA. CEP: 40005-000. Telefone: (XX) 285-5221 e-mail: .Lola@yahoo.com 2o Grau completo – Escola Voar Livre, 1998. Curso de Corte e Costura – Escola técnica do SENAI, 2000. Curso de Atendimento ao Público e Telemarketing – SEBRAE, 2002. Curso Técnico em Enfermagem – Escola de Enfermagem, 2003 Local: Hospital Geral da Bahia Função: Coordenadora da Equipe Técnica de Enfermagem Atividades: Coordenação da equipe de profissionais; atendimento e observação ao paciente em Pronto Socorro sob orientações médicas; estocagem do almoxarifado de medicamentos e utensílios médicos. Período: Abril de 2003 a Maio de 2004 Salvador- Ba, .........., de..........., de......... Ana Beatriz Rocha mailto:.Lola@yahoo.com 30 10.0) ESTATUTO O QUE É? É o documento escrito em que se estabelecem normas e dispositivos necessários ao funcionamento de uma coletividade, associação, confraria, agremiação ou entidade de carátär público ou privado. COMO FAZER? ❖ É comum dizer-se ESTATUTO, no plural, apesar de se tratar de um documento único. Aqui neste texto e exemplo está sempre no singular; ❖ Por ser um conjunto de regras e dispositivosä o ESTATUTO segue o formato da redação legislativa, apresentando-se em títulos, capítulos, artigos e demais subdivisões; ❖ Apesar de estabelecer normas reguladoras das relações entre seus integrantes, o ESTATUTO não apresenta interesse contratual, e sim, o de um pacto entre partes que têm interesses comuns . O Estatuto Social deve ser criado a partir das práticas, dos interesses, objetivos, missão e valores da Organização em questão. Ele representa e caracteriza a Organização que será legalizada; ❖ A redação de um Estatuto Social de uma Organização da Sociedade Civil obedece, geralmente, à seguinte estrutura: a) Título (em letras maiúsculas e no alto da folha). Ex: ESTATUTO SOCIAL DA SOCIEDADE AMIGOS DO BAIRRO (escrever nome do bairro); b) Reflexão e desenvolvimento dos seguintes capítulos: - CAPÍTULO I - DA DENOMINAÇÃO, SEDE E FORO ; - CAPÍTULO II - DOS OBJETIVOS DA SOCIEDADE; - CAPÍTULO III - DO QUADRO SOCIAL ; - CAPÍTULO IV - DOS DIREITOS E DEVERES DOS SÓCIOS ; - CAPÍTULO V - DA ADMINISTRAÇÃO; - CAPÍTULO VI - DAS ASSEMBLÉIAS GERAIS; - CAPÍTULO VII - DO CONSELHO DELIBERATIVO; - CAPÍTULO VIII - DO CO NSELHO FISCAL ; - CAPÍTULO IX - DA DIRETORIA EXECUTIVA; - CAPÍTULO X - DA SUSPENSÃO E PERDA DO MANDATO; - CAPÍTULO XI - DO PATRIMÔNIO DA SOCIEDADE; - CAPÍTULO XII - DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS c) Local, data e assinaturas devidas. 31 11.0) PETIÇÃO O QUE É? É uma solicitação ou pedido em documento escrito que se encaminha a autoridade administrativa ou judicial. Na área jurídica, é o documento com o qual se formula o pedido, de reivindicação ou de defesa do direito de alguém, dirigido ao juiz competente para julgá-lo. COMO FAZER? ❖ Por se tratar de um documento muito empregado na área jurídica, é indicado que o requerente ou peticionário reforce a quantidade e a força dos dispositivos legais queapresenta para justificar seu pedido; ❖ Basicamente, a Petição tem a me sma estrutura do Requerimento. Apenas não é usada no final do texto a expressão “Nestes termos, pede deferimento” como no requerimento. ❖ Entre a invocação (pronome de tratamento) e o inicio do texto, o peticionário deve deixar um espaço de sete linhas, se for manuscrito ou de sete espaços duplos, se for datilografado ou digitado, para que a autoridade responsável forense aplique seu despacho; ❖ É comum que as petições sejam lavradas em papel timbrado do advogado no qual contenha seu nome e endereço, número da OAB, dentre outras informações. Acompanhado, quando for o caso, de procuração passada ao advogado pelo peticionário (requerente); ❖ O documento deve apresentar a seguinte estrutura: a) Invocação (pronome de tratamento devido, nome da autoridade e do cargo por ela exercido), no alto do papel; b) Texto, contendo inicialmente o nome, dados pessoais de identificação do requerente e, em seguida, a exposição do pedido com as alegações que o fundamentam (se forem muitas é indicado numerá-las); c) Fecho, utilizando-se apenas a expressão “Pede deferimento”; d) Local e data; e) Assinatura do peticionário. 32 MODELO DE PETIÇÃO: NOS AUTOS DE AÇÃO DE DIVÓRCIO EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA 2a. VARA DEFAMÍLIA DE SALVADOR. (espaço reservado para carimbo e despach JOÃO PEDRO MATIAS e MARIA ANGELA ASSIS, nos autos da ação de divorcio consensual que promovem nesse juízo (Processo No........), com audiência marcada para o próximo dia 06 (seis) do corrente, pelas 14h, vem apresentar o rol de testemunhas abaixo, todas residentes nesta cidade, que comparecerão independentemente de notificação: 1 – Pedro Paulo Luís, brasileiro, casado, médico; 2 – Rogério de Paula Lins, brasileiro, solteiro, psicólogo;3 – Rosangela Figuereido, brasileira, casada, atriz. Pede deferimento, Salvador, 11 de maio de 2000. (Assinatura do advogado)OAB- BA n...... DR. Fulano de Tal Beltrano e Cicrano Alameda das Rosas, 234, Bairro Ipê Amarelo Tel:......., CEP: ............ Salvador- BA 33 12.0) PROCURAÇÃO O QUE É? É o instrumento no qual pessoa física ou jurídica concede poderes competentes a outra pessoa,física ou jurídica, a fim de que essa última trate, de assuntos do seu interesse e em seu nome. COMO FAZER? • Quem concede os poderes é chamado “outorgante”, “mandante” ou “constituinte”; • Quem recebe os poderes e chamado de “outorgado”, “mandatário” ou “constituído”; • Trata-se de um mandato que pode ser conferido por instrumento público, isto é, em cartório de notas e ofícios; ou por instrumento particular, reconhecendo- se em cartório, quando for necessária, as firmas dos outorgantes; • Quando expedida por instrumento público, os cartórios adotam um formato próprio, já que se trata de um documento que tem fé pública. Geralmente fornecem traslados (cópias) aos interessados; • O termo “ad judicia” significa conceder poderes a advogado para atuar nas diversasinstancias jurídicas, em defesa dos interesses do outorgante; • Na essência e na estrutura a seqüência é a seguinte: a) Título, ou seja, a palavra PROCURAÇÃO escrita em maiúsculas, no alto da folha; b) Nome e qualificação (cargo, função, profissão) do outorgante; c) Nomeaçãoe constituição do outorgado, seguida de seu nome e qualificação; d) Indicação dos poderes conferidos pelo outorgante ao outorgado, para a prática dos atos que se fizerem necessários ao cumprimento do mandato (documento), acrescentando-se, ou não, a faculdade de substabelecer (transferir poderes), no todo ou em parte, o mandatoa terceiros; e) Prazo de validade para o exercício da procuração. Se não for expressa a validade, considera-se por tempo indeterminado o exercício dos poderes. Isto pode acarretar problemas, caso haja a hipótese de cassar (extinguir) os poderes do outorgado; f) Local e data; g) Assinatura e nome do outorgante. 34 MODELO DE PROCURAÇÃO 01 – POR INSTRUMENTO PARTICULAR PROCURAÇÃO Com o presente instrumento particular, o abaixo assinado (nome completo do outorgante), brasileiro, divorciado, professor do Estado aposentado, do quadro da Secretaria Estadual de Educação de Bananais, matricula n...., RG n...., e CPF n , residente e domiciliado em .................., nesta cidade, nomeia e constitui seu bastante procurador o Sr. (nome, qualificação e endereço do outorgado ), a quem confere poderes para representar o outorgante junto à esta Secretária Estadual de Bananais, e praticar, em seu nome, todos os atos que se fizerem necessários, em decorrência dos termos do Ofício n. 1234, de 21 de maio de 1999, em que é solicitado o comparecimento do outorgante àquela secretaria, a fim de tratar do processo de revisão de aposentadoria, podendo para tanto, tudo assinar, requerer, concordar, discutir, desistir, transigir, recorrer, efetuar pagamentos, dar e receber quitação, requisitar copias de documentos, em especial do referido processo, e substabelecer, inclusive, os poderes da cláusula “ad judicia” a profissional qualificado. Bananais, 29 de maio de 1999. (Assinatura do outorgante) (Nome completo do outorgante) 35 MODELO-SÍNTESE DE PROCURAÇÃO 02 – POR INSTRUMENTOPARTICULA PROCURAÇÃO OUTORGANTE: MARIA PEREIRA, brasileira, maior, solteira, comerciante residente na Rua Alagoas, s/n, Amaralina, Salvador, RG n........, e CPF n. ..... , . OUTORGADO: JOSÉ ANTONIO LASTANTE, brasileiro, casado, pedreiro, residente na Rua Flórida, n.19, Cidade Baixa, RG n......, e CPF n....... PODERES: realizar a matrícula da outorgante no 2o. ano do Ensino Médio da Escola Paz e Amor Salvador, .....de ..... de 2002 (Assinatura da outorgante) (Nome completo da outorgante) 36 13.0) RELATÓRIO O QUE É? É um tipo de comunicação escrita que expõe ou descreve atos ou fatos referentes a uma instituição, empresa ou entidade, em que devem constar análise e apreciação de quem o produz. Existem relatórios que são produzidos em decorrência de normas legais, administrativas ou estatutárias e são apresentados dentro de prazos e modelos previamente estabelecidos. COMO FAZER? Utilizaremos, como exemplo um Modelo-Síntese de Relatório Administrativo. Este modelo de relatório é mais utilizado por empresas e entidades. Vamos conhecer um pouco sobre ele. Conceito: é o documento elaborado com a finalidade de avaliar o desempenho de um a empresa, entidade ou instituição. A sua elaboração é essencial para acompanhar e melhorar o funcionamento destas organizações. É através do relatório que o dirigente ou gestor toma conhecimento dos dados e informações relativos às diversas áreas da organização e de suasatuações. ❖ A redação do relatório administrativo deve utilizar uma linguagem mais técnica referenteà área de atuação da organização, porém, sua linguagem deve ser clara e objetiva; ❖ A apresentação das informações e dos dados é feita de forma descritiva, devendo-se fazer, também, uma análise dos fatos ocorridos; a) Cap a; ❖ Em sua elaboração é comum a utilização de tabelas e gráficos, que têm o objetivo desintetizar os dados e informações, bem como, ilustrar fenômenos ocorridos; ❖ A estrutura usual de um relatório administrativo é a seguinte: b) Folha de rosto; c) Sumário; d) Introdução ou apresentação; e) Conclusão e logo após local, f) Data e assinatura do relator (logo abaixo da conclusão); g) Referências; h) Anexos 37 MODELO DE RELATÓRIO ADMINISTRATIVO DE UMA ONG DA ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL: a) capa: ORGANIZAÇÃO AMIGO DOS BICHOS Rua Tamanduá Bandeira, s/n, Bairro Mico Preto. Salvador-BaTel: 232546-1254 . CNPJ: 215245212/0001 (Logomarca da Organização) RELATÓRIO DE ATIVIDADES (Janeiro à Dezembro de 2003) Relator: João dos Pássaros - Diretor Requerente: Organização financiadora nome.......................... Salvador-Ba 38 b) Folha de rosto: Fevereiro de 2004 ORGANIZAÇÃO AMIGO DOS BICHOS Rua Tamanduá Bandeira, s/n, Bairro Mico Preto. Salvador-BaTel: 232546-1254 . CNPJ: 215245212/0001 RELATÓRIO DE ATIVIDADES (Janeiro à Dezembro de 2003) Relatório elaborado pela Assessoria Técnica – ASTEC, contendo o resultado do desempenho da organização do exercício de 2003 Equipe Responsável: Fulano de Tal; Beltrano. Coordenado r: João do Pássaros Salvador- Ba Fevereiro de 2004 39 c) sumário (em uma página inteira) SUMÁRIO 1.0) INTRODUÇÃO ............................................................................................. p. 1.1) Organização de passeatas. ..................................................................... p. 1.2) Campanhas de Mobilização contra a utilização de cobaias em laboratórios. ........................................................................................................p. 1.3) Campanhas de vacinação animal ........................................................... p. 1.4) Palestras em universidades e escolas. ................................................... p. 1.5) Capacitação de guardas florestais. ......................................................... p. 1.6) Captação de recursos............................................................................. p. 1.7) Aumento do quadro de funcionários e voluntários. ................................. p. 2.0) CONCLUSÃO .............................................................................................. p. 3.0) REFERÊNCIAS ............................................................................................ p. 4.0) ANEXOS ...................................................................................................... p. d) Desenvolvimento da apresentação ou introdução, dizendo quais os objetivos e motivos do relatório(em outra página); e) Desenvolvimento de cada item do sumário, descrevendo as atividades e analisando-as criticamente. Dizer se surtiu o efeito esperado, como, quem participou e quando ocorreu cada uma delas (em outra página); f) Desenvolvimento da conclusão, fazendo as devidas considerações finais e sugestões propostas. (em outra página); g) Referências: lista de locais ou fontes onde foram encontrados os dados utilizados (em outra página); h) Anexos : Contendo tabelas, documentos, folderes utilizados nas campanhas, fotos, gráficos etc... 40 14.0) REQUERIMENTO O QUE É? É todo pedido escrito encaminhado a uma autoridade do serviço público, solicitando alguma providência, reconhecimento ou a atribuição de um direito apresentando, argumentos para fundamentá-lo. COMO FAZER? • Quando o requerimento é feito por várias pessoas, recebe o nome de “abaixo-assinado”; • É impróprio utilizar um requerimento para fazer um pedido dirigido a chefes, diretores, ou gerentes, da área privada ou de instituições que não sejam públicas. Nesses casos o instrumento adequado é a carta; • Sua linguagem deve ser clara e objetiva, devendo evitar argumentos sentimentais; • Não deve-se utilizar formas de saudações à autoridade,quer no inicio ou no final do documento para não confundir um pedido justificável com adulação; • Deve-se deixar, entre a invocação e o inicio do texto, um espaço de sete linhas (se for escrito à mão) e de sete espaços-duplos (se for digitado ou datilografado), a fim de que a autoridade coloque seu despacho; • Em qualquer hipótese a estrutura deste documento é a seguinte: a) Invocação - nome da autoridade e do cargo por ela exercido, precedido da competente forma de tratamento, no alto do papel; b) Texto, contendo inicialmente o nome, dados pessoais de identificação do requerente e, em seguida, a exposição do pedido com os argumentos que o fundamentam. Se existir muitos argumentos, estes devem ser numerados; c) Fecho, utilizando-se, apenas, a expressão “Nestes termos” (em uma linha) e “pede deferimento” (na linha logo abaixo); d) Local e data; e) Assinatura do requerente. 41 MODELO DE REQUERIMENTO: REQUERIMENTO EXCELENTÍSSIMA SENHORA SECRETÁRIA DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DABAHIA (espaço reservado para o despacho – sete espaços duplos) JOANA SILVA, brasileira, solteira, portadora de RG n........., e CPF n......, residente e domiciliada em Salvador, na Rua das Flores, n. 50, Imbuí, vem requerer a V. Exa. A permissão para a realização de palestras nas escolas estaduais de ensino médio sobre a profissão de Secretária Executiva, nos meses de setembro e outubro do corrente ano, a cargo deste diretório acadêmico. Nestes termos Pede deferimento Salvador, ...de de 2002 (assinatura do requerente) Presidente do D.A. de Secretariado Executivo – UFBA 42 Anexos 43 a) QUADRO DE PRONOMES DE TRATAMENTO DESTINATÁRIO VOCATIVO (Pronomes de Tratamento ) ENVELOPE TRATAMENT O ABREVIATUR A Oficiais até Coronel Prezado Senhor Ilmo Sr.Fulano de Tal Vossa Senhoria V.S.ª Funcionários graduados (diretores, chefes de ou, Ao Sr. Fulano de Tal seção) Diretor de ..... Monsenhores, Cônegos, Reverendíssi mo(a) Reverendíssimo (a) Vossa Senhoria V.S.ª Revma. Ou V. Revma V.Ex ª Rev.ma Padre e Religiosos Senhor(a) Senhor Padre ...ou Senhora Madre .... Reverendíssim a ou Vossa Reverendíssim a Bispos e Arcebispos Reverendíssi mo Reverendíssimo Vossa Excelência Senhor Senhor D. ............... Bispo Reverendíssim a de ..... Cardeais Eminentíssim Eminentíssimo Vossa eminência ou Vossa Eminência Reverendís sima V.Em ª ou o Senhor Senhor D. V.Em ª ...............Card Rev.ma eal de.. Papa Santíssimo Padre Santíssimo Padre Papa ...................... Palácio do Vaticano Vossa Santidade V.S. Reitor da Universidade Magnífico Reitor Exmº. Sr.Fulano de Tal Magnífico Reitorda Universidade Vossa Magnificênci a V. Mag. ª Procurador Geral da Excelentíssim o Ex.mo Sr. Fulano de Vossa Excelência V.Ex ª República; Senhor Tal DD.......... Procurador- Geral do estado; Procuradores- Gerais dos Tribunais; Embaixadores; Governador de Estado e Distrito Federal; Presidente e Membros de 44 assembléias Legislativas; Secretários de estado; Membros do Congresso Nacional; Presidente e Membros do Supremo Tribunal Federal, Tribunal de Contas da União, Tribunais de Justiça Eleitorais e Regionais do Trabalho; Tribunal Federal de recursos, Superior Eleitoral e Superior do Trabalho; Vice- presidente da República; Chefe dos Gabinetes 45 Civil e Militar da Presidência; Ministros de Estado; Oficiais -Generais; Consultor- Geral da República; Chefias do Estado-Maior do Exército, da Marinha, da Aeronáutica e das Forças Armadas. Juízes em geral e Auditores da Justiça Militar Meritíssimo Senhor Juiz Ex.mo Sr. Dr. Fulano Vossa Excelência de Tal V.Ex ª Presidente da Excelentíssim Excelentíssimo Vossa Excelência Senhor Fulano de Tal digníssimo Presidente da............. Não se usa República o Senhor Presidente da República Federativa do Brasil 46 b) ELEMENTOS DE REDAÇÃO O texto de um documento deve possuir as seguintes qualidades primordiais: • Clareza: consiste em não deixar margem a dúvidas ou interpretações equivocadas deduplo sentido; • Concisão: é expor o assunto em poucas palavras, mas com exatidão objetivando nãocansar àquele que lerá o documento; • Propriedade de Termos: é o mesmo que usar a palavra adequada para a idéia que sepretende expor; • Ordem Direta na Frase: é ordenar a frase de forma à evitar a inversão de palavras quepodem mudar o sentido do texto; • Coesão: amarração de palavras, frases e parágrafos dando uma forma lógica, ordenaçãotemporal ou seqüencial ao conteúdo do documento. Para redigir-se bem um documento a fim de obter o resultado desejado é preciso: 1) Saber o tipo e formato do documento que é adequado à ocasião e seráredigido; 2) Conhecer suas características e elementos básicos; 3) Ter noção do que pretende transmitir. Os elementos citados são essenciais para a elaboração de um documento capaz de surtir o efeito esperado, pois um documento bem redigido pode transmitir ou garantir direitos, oficializar e dar visibilidade às ações da organização, ajudar com o acompanhamento protocolar e avaliação dos processos organizacionais, como também pode colaborar com a construção histórica da instituição. UNIDADE 4: FORMATAÇÃO DE TEXTOS: NOÇÕES ELEMENTARES DE METODOLOGIA CIENTÍFICA. Para a elaboração de trabalhos acadêmicos, a norma utilizada da ABNT (Associação brasileira47de normas técnicas) é a 14724. Essa norma especifica, em detalhe, qual a estrutura e os elementos que o trabalho deve conter. Lembrando que há universidades que têm exigências específicas e, neste caso, o aluno deve se informar a respeito delas. Estrutura do trabalho acadêmico Os trabalhos devem ser estruturados conforme mostra a imagem abaixo: Capa • Nome do autor; • Título; • Cidade da instituição; • Ano do trabalho. 48 Exemplo de capa de trabalho acadêmico. Fonte: Guia de Normalização para Apresentação de Trabalhos Acadêmicos da Universidade Paulista: ABNT (imagem adaptada) Veja também: Como fazer capa de trabalho ABNT (modelo e guia) Lombada O título da lombada deve ser centralizado e impresso no mesmo sentido do nome do autor. Apresentada conforme a ABNT NBR 12225, a lombada deve conter os seguintes elementos: • Nome do autor; • Título; • Ano do trabalho. https://www.todamateria.com.br/capa-abnt/ 49 Modelo de lombada e capa de trabalho acadêmico de acordo com as normas da ABNT Folha de rosto A parte da frente deve conter: • Nome do autor; • Título; • Tipo de trabalho (dissertação, TCC), objetivo (aprovação em disciplina, grau pretendido), nome da instituição, área de concentração; • Nome do orientador; • Cidade da instituição; 50 • Ano do trabalho. A parte de trás deve conter: Dados de catalogação-na-publicação, conforme o Código de Catalogação Anglo-Americano. Exemplo de folha de rosto de trabalho acadêmico. Fonte: Guia de Normalização para Apresentação de Trabalhos Acadêmicos da Universidade Paulista: ABNT (imagem adaptada) Saiba mais: Folha de rosto ABNT Errata Inserida depois da folha de rosto (elemento obrigatório), a errata pode ser apresentada em folha solta ou encartada ao trabalho. Deve conter: • Nome do autor; • Título; • Tipo de trabalho (dissertação, TCC), objetivo (aprovação em disciplina,grau pretendido), nome da instituição, área de concentração; • Cidade da instituição; https://www.todamateria.com.br/folha-rosto-abnt/ 51 • Ano do trabalho; • Texto da errata. Exemplo de errata de trabalho acadêmico. Fonte: Guia do Aluno da SVPG - Serviço de Pós- Graduação da USP Folha de aprovação • Nome do autor; • Título; • Tipo de trabalho (dissertação, TCC), objetivo (aprovação em disciplina, grau pretendido), nome da instituição, área de concentração; • Data de aprovação; • Nome, titulação e assinatura dos elementos que fazem parte da banca examinadora e respectivas instituições. 52 Dedicatória Deve ser inserida depois da folha de aprovação, que é um elemento obrigatório. A dedicatória não tem título. 53 Exemplo de dedicatória de trabalho acadêmico de acordo com as normas da ABNT Para mais exemplos: Dedicatória de TCC (frases prontas) Agradecimentos Deve ser inserido depois da dedicatória e o seu título deve ser centralizado. https://www.todamateria.com.br/dedicatoria-tcc/ 54 Exemplo de folha de agradecimentos de trabalho acadêmico. Fonte: Manual para Elaboração de Trabalhos de Conclusão de Curso da Faculdade Oswaldo Cruz 55 Se quiser saber mais: Agradecimentos de TCC (modelo pronto e exemplos) Epígrafe A epígrafe é uma citação relacionada com o tema do trabalho. Essa folha não tem título e deve ser apresentada conforme a ABNT NBR 10520, a norma referente às citações nos trabalhos. Exemplo de epígrafe de trabalho acadêmico. Fonte: Manual para Elaboração de Trabalhos de Conclusão de Curso da Faculdade Oswaldo Cruz Veja também: Epígrafe para TCC: frases célebres para usar no trabalho Resumo (abstract) https://www.todamateria.com.br/agradecimentos-tcc/ https://www.todamateria.com.br/epigrafe-para-tcc/ Elaborados conforme a ABNT NBR 6028, os resumos devem conter objetivo, método, result5a6dos e conclusões do trabalho. Preferencialmente em um único parágrafo, e contendo entre 150 a 500 palavras, devem ser escritos na voz ativa e na terceira pessoa do singular. Os resumos são finalizados pelas palavras-chave, as quais devem ser separadas entre si por pontos. Exemplo de resumo de trabalho acadêmico na língua portuguesa. Fonte:Guia de Normalização para Apresentação de Trabalhos Acadêmicos da Universidade Paulista: ABNT 57 Exemplo de resumo de trabalho acadêmico na língua inglesa. Fonte: Guia de Normalização para Apresentação de Trabalhos Acadêmicos da Universidade Paulista: ABNT Listas de ilustrações e tabelas Os títulos das listas de ilustrações e tabelas devem ser centralizados. As listas, apresentada pela ordem das ilustrações ou tabelas inseridas no trabalho, deve conter: • Designação de cada item por nome específico (seguido por travessão); • Título; • Número da página. Exemplo de lista de ilustrações de trabalho acadêmico. Fonte: Normas ABNT da Escola Superior de Propaganda e Marketing Exemplo de lista de tabelas de trabalho acadêmico. Fonte: Normas ABNT da Escola Superior de Propaganda e Marketing Lista de abreviaturas e siglas As siglas devem ser apresentadas em ordem alfabética, seguidas da forma por extenso. O título da lista de abreviaturas e siglas deve ser centralizado. 58 59 Modelo de lista de abreviaturas e siglas de trabalho acadêmico de acordo com as normas da ABNT Lista de símbolos Apresentada pela ordem dos símbolos inseridos no trabalho, seguido do seu significado. O títu6l0o da lista de símbolos deve ser centralizado. Exemplo de lista de símbolos de trabalho acadêmico. Fonte: Guia de Normalização para Apresentação de Trabalhos Acadêmicos da Universidade Paulista: ABNT Sumário Elaborado conforme a ABNT NBR 6027. Os elementos pré-textuais — folha de rosto, folha de aprovação, resumos na língua portuguesa e estrangeira — não podem ser incluídos no sumário. 61 Exemplo de sumário de trabalho acadêmico. Fonte: Guia de Normalização para Apresentação de Trabalhos Acadêmicos da Universidade Paulista: ABNT (imagem adaptada) Para entender melhor: Como fazer um sumário (normas da ABNT) Elementos textuais • Introdução: Parte do texto em que é feita a delimitação do tema do trabalho; • Desenvolvimento: Exposição do assunto tratado no trabalho de forma detalhada; • Conclusão: Encerramento do texto, que contempla os resultados sobre os estudos realizados ao longo do trabalho. https://www.todamateria.com.br/sumario-abnt/ Veja também: Conclusão de TCC: dicas e passo a passo Referências Elaboradas conforme a ABNT NBR 6023. As referências devem conter: • Autoria; • Título; • Edição; • Cidade da publicação; • Editora; • Data. 62 https://www.todamateria.com.br/conclusao-tcc/ 63 Exemplo de referências de trabalho acadêmico Veja também: Referências bibliográficas ABNT: como fazer? https://www.todamateria.com.br/referencias-abnt/ Glossário 64 Deve ser apresentado em ordem alfabética. O título do glossário deve ser centralizado. Exemplo de glossário de trabalho acadêmico. Fonte: Normas ABNT da Escola Superior de Propaganda e Marketing Apêndice e Anexo O apêndice e o Anexo devem conter a palavra APÊNDICE ou ANEXO, seguida de letra maiús6c5ula (em ordem alfabética), travessão (—) e título. O título do apêndice e do anexo devem ser centralizados. Exemplo de apêndice de trabalho acadêmico. Fonte: Normas ABNT da Escola Superior de Propaganda e Marketing Índice Apresentado no fim do trabalho, o índice deve ser elaborado conforme a ABNT NBR 6034 e o 6s6eu título deve ser centralizado. O índice pode ser organizado por autores, assuntos, títulos, entre outros. 67 Exemplo de índice de trabalho acadêmico de acordo com as normas da ABNT Formatação Papel e cores • Texto a preto (ilustrações podem ter outras cores); • Papel, branco ou reciclado, no formato A4; • Impressão: introdução, desenvolvimento e conclusão, bem como as referências, devem ser preferencialmente impressos frente e verso. Margens • Parte da frente da folha: o do lado esquerdo, na parte superior, devem ter 3 cm; o do lado direito, na parte inferior, devem ter 2 cm. • Parte de trás da folha: o do lado direito, na parte superior, devem ter 3 cm; o do lado esquerdo, na parte inferior, devem ter 2 cm. Fonte Tamanho 12. Exceções: Citações com mais de três linhas, notas de rodapé, páginas, dados internacionais de catalogação- na-publicação, legendas e fontes — que devem ter tamanho menor, mas devem ser uniformes entre si. Espaçamento 1,5 entre as linhas Exceções: Citações com mais de três linhas, notas de rodapé, referências, legendas, tipo de trabalho, objetivo, nome da instituição, área de concentração — que devem ter espaço simples. Páginas A numeração impressa deve ser inserida a partir da introdução do trabalho. Isso quer dizer que folhas de rosto e de aprovação, resumos e sumáriodevem ser contados, mas não devem conter a impressão da página. A página deve ser inserida no canto superior direito. O último algarismo da página deve ficar a 2 cm da borda da folha. Além disso, é preciso saber que: • Numeração de trabalhos impressos na parte da frente da folha: somente as folhas da frente devem ser contadas; • Numeração de trabalhos impressos frente e verso: o impressão das páginas devem ser inseridas na parte da frente da folha - no canto superior direito; o impressão das páginas devem ser inseridas na parte de trás da folha - no canto superior esquerdo. 68 REFERÊNCIAS BÁSICAS GRANATIC, B. Técnicas básicas de redação. 4. ed. São Paulo. Scipione, 2005. ISKANDAR, J. I. Normas da ABNT: comentadas para trabalhos científicos. Paraná: Juruá, 2012. MARTINS, D. S.; ZILBERKNOP, L. S. Português Instrumental. 28ª ed. São Paulo. Atlas, 2009. OLIVEIRA, J. L. de. Texto acadêmico: técnicas de redação e pesquisa científica. Rio de Janeiro: Vozes, 2009. REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES AZEVEDO, C. B. Metodologia científica ao alcance de todos. São Paulo: Manole, 2013. FIORIN, J. L.; SAVIOLI, F. P. Lições de Texto: leitura e redação. 7ª ed. São Paulo. Ática, 1998 KOCK, Ingedore Villaça. A coesão textual. São Paulo: Contexto 1989. . A coerência textual. São Paulo: Contexto, 1992. ANTUNES, I. Aula de português: encontro &interação. São Paulo: Parábola Editorial, 2003. BAKHTIN, Mikhail Mjkhailovitch. Estética da criação verbal / Mikhail Bakhtin [tradução feita a partir do francês por Maria Emsantina Galvão G. Pereira. São Paulo: Martins Fontes, 1997. KOCH, Ingedore Villaça, ELIAS ,Vanda Maria. Lere Compreender: Os sentidos do texto. São Paulo: Contexto, 2010. MARCUSCHI. L. A. Produção Textual, Análise de Gêneros e Compreensão. São Paulo: Parábola Editorial, 2008. SILVA, Marina Cabral da. "O texto e o contexto"; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/redacao/o-texto- contexto.htm>. Acesso em 05 de janeiro de 2017. SOUZA, Elaine Brito. “O que é um texto?”; Educação. Disponível em <http://educacao.globo.com/portugues/assunto/es tudo-do-texto/o-que-e-um-texto.html>. Acesso em 05 de janeiro de 2017. SANTOS, Paula Perin dos. “Contexto”. Disponívelem<http://www.infoescola.com/redacao/contexto/ >. Acesso em 06 de janeiro de 2017. PEREZ, Luana Castro Alves. "Tipos deintertextualidade"; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/redacao/tipos- intertextualidade.htm>. Acesso em 10 de janeirode 2017. SOUZA, Elaine Brito. “Intertextualidade”, Educação. Disponível em <http://educacao.globo.com/portugues/assunto/estudo-do-texto/intertextualidade.html. Acesso em 4de janeiro de 2017. http://brasilescola.uol.com.br/redacao/o-texto- http://brasilescola.uol.com.br/redacao/o-texto- http://educacao.globo.com/portugues/assunto/es http://www.infoescola.com/redacao/contexto/ http://www.infoescola.com/redacao/contexto/ http://brasilescola.uol.com.br/redacao/tipos- http://brasilescola.uol.com.br/redacao/tipos- http://educacao.globo.com/portugues/assunto/estudo-do-texto/intertextualidade.html http://educacao.globo.com/portugues/assunto/estudo-do-texto/intertextualidade.html