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Avaliação de Pesquisa 01 CDC ( Ariel Milani)

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O CDC e Sua Aplicação Nos Negócios Imobiliários
Aluno (a): Ariel Marcos Savicki Milani 
Data: 16 / 09 / 2021
Avaliação de Pesquisa 01
NOTA:
INSTRUÇÕES:
· Esta Avaliação de pesquisa contém 14 questões, totalizando 10 (dez) pontos.
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1) Qual a importância do CDC para a sociedade brasileira?
O Código de Defesa do Consumidor tem por objetivo primordial proteger e defender o consumidor que em regra é a parte hipossuficiente nas relações de consumo. Por hipossuficiente nesse sentido compreende-se que o consumidor é a parte mais fragilizada.
2) Quais os principais direitos criados pelo CDC?
· Educação e divulgação sobre o consumo adequado e correto dos produtos e serviços;
· Proteção da vida, da saúde e da segurança;
· Informações (quantidade, qualidade, composição, característica e preço) sobre os produtos e serviços;
· Proteção contra a publicidade enganosa e abusiva (caso seja enganado tem o direito de trocar o produto ou ter o dinheiro de volta);
· Qualidade e eficiência dos serviços públicos em geral
3) O que é autonomia privada e qual sua importância na sociedade?
O princípio da autonomia privada é um princípio jurídico que garante às partes o poder de manifestar a própria vontade, estabelecendo o conteúdo e a disciplina das relações jurídicas de que participam
4) Quantos são e onde estão localizados os conceitos de consumidor previstos na Lei 8.078/90?
Conforme o artigo 2º do CDC, consumidor é quem adquire o produto ou serviço como destinatário final, seja ele pessoa física ou uma empresa. No artigo 3º do mesmo diploma legal está expressa a definição de quem é considerado como fornecedor de produtos ou serviços
5) Qual a importância do princípio da transparência e quais as consequências de sua violação por parte do fornecedor?
O princípio da transparência consagra que o consumidor tem o direito de ser informado sobre todos os aspectos de serviço ou produto exposto ao consumo, traduzindo assim no princípio da informação
6) Se a lei proíbe que um contrato de locação tenha como uma de suas cláusulas o pagamento de aluguel em moeda estrangeira, como solucionar esse problema mantendo o contrato, já que o locatário precisa de um teto para morar?
De acordo com o artigo 315 do Código Civil, em vigor desde 2003, as dívidas em dinheiro devem ser pagas no vencimento, em moeda corrente e pelo valor nominal. Adiante, o artigo 318 determina que “são nulas as convenções de pagamento em ouro ou em moeda estrangeira, bem como para compensar a diferença entre o valor desta e o da moeda nacional, excetuados os casos previstos na legislação especia
Entretanto, a solução encontrada foi a possibilidade do aqui denominado princípio da "equivalência em moeda nacional", que nada mais é que a previsão contratual de valor em moeda estrangeira, porém com o seu pagamento no equivalente em moeda nacional. 
7) A inversão dos ônus da prova é uma regra no sistema protetivo criado pelo CDC?
O art. 6º do CDC prevê entre seus direitos básicos: A facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do ônus da prova, a seu favor, no processo civil, quando, a critério do juiz, for verossímil a alegação ou quando for ele hipossuficiente, segundo as regras ordinárias de experiências
8) O que pode ocorrer caso o fornecedor não esclareça, de modo completo e adequado, o consumidor com quem contrata, mormente, a partir dos direitos previstos no artigo 6.º do CDC?
Em boa hora, o CDC destacou no artigo 6.º, V, que é direito básico do consumidor “a modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais ou sua revisão em razão de fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas”, sendo manifestas as vantagens do consumidor que advém desse dispositivo legal.
9) Qual a amplitude do dever de segurança imposto aos fornecedores de produtos e serviços?
De acordo com teor dos artigos 8.º e 9.º do Código de Defesa do Consumidor (CDC), os produtos e serviços em oferta não poderão acarretar riscos à saúde ou segurança dos consumidores, salvo se tais riscos possam ser considerados normais e previsíveis em decorrência da natureza e do modo de utilização daqueles bens econômicos, lembrando que o fornecedor se encontra obrigado a informar, de modo claro e ostensivo, principalmente nesses casos, acerca do adequado uso do produto ou serviço, e ainda, sobre os potenciais riscos que os mesmos possam oferecer à coletividade.
10) Qual o prazo concedido pelo ordenamento jurídico para que o consumidor que é vítima de acidente de consumo possa ajuizar ação indenizatória?
O Código de Defesa do Consumidor dispõe em seu artigo 27 que é de cinco anos, contados do conhecimento do dano e da autoria, o prazo prescricional da pretensão do consumidor à reparação de danos decorrentes de fato do produto ou serviço (acidente de consumo)
11) Qual o prazo concedido pelo ordenamento jurídico para que o consumidor que é vítima de acidente de consumo possa ajuizar ação indenizatória? 
12) O fornecedor está obrigado a garantir a qualidade dos produtos que vende. Caso desconheça o problema, ainda sim assume essa obrigação?
Assim, verificamos que os responsáveis são o fabricante, o produtor, o construtor e o importador, independentemente de culpa. Estes deverão responder pela reparação dos danos causados aos consumidores pelos defeitos de projeto, fabricação, construção, montagem, fórmulas, manipulação, apresentação ou acondicionamento de seus produtos e pelas informações insuficientes ou inadequadas sobre a utilização e risco. 
Note que o caput transcrito não menciona "fornecedor", excluindo o comerciante, apesar de igualmente ativo nas relações de consumo.
13) Cite pelo menos quatro situações em que se manifesta a preocupação do legislador com a proteção do consumidor.
O consumidor é tutelado em razão de sua vulnerabilidade e é a partir do reconhecimento dessa situação pelo legislador que se transforma em destinatário da proteção do ordenamento jurídico, mormente porque a cada dia novos produtos e novas técnicas publicitárias destinam-se a fazer com que aquele acredite que precisa de uma infinidade de bens, em verdade, em sua maioria, absolutamente supérfluos.
· Proibição da usura, contida no Decreto 22.626/33, norma que tem por escopo inibir diversos abusos cometidos nos contratos de mútuo, limitando, por exemplo, as taxas dos juros convencionados e vedando a capitalização de juros sobre juros
· Poder Público tem um papel relevante na tutela dos destinatários dessa lei especial, pois é ululante que as necessidades dos consumidores devem ser atendidas, respeitando sua dignidade, saúde e segurança, e ainda, protegendo seus interesses econômicos, fatores esses que ligados hão de propiciar uma sensível melhoria da sua qualidade de vida.
· Entre as medidas específicas que devem ser adotadas pelo Estado, encontram-se as que visam à educação e à proteção do consumidor por meio da criação dos Procons.
· Incentivar a criação de associações representativas; intervir, quando necessário, no mercado de consumo, por exemplo, combatendo a formação de cartéis, tão conhecidos do povo brasileiro
14) O consumidor merece realmente ser tão protegido pelo legislador? Explique.
Sim, pois se não fosse a proteção que a legislação oferece, haveria muitos contratos com clausulas honerosas e de má fé. 
 Antes do CDC como não havia um orgão responsavel, muitas vezes a justiça não era feita, ou quando feita era dificil de ser provada. As empresas como tinham um maior poder ecomômico cabavam tendo maior poder e influência sobre as decisões. Visando isso digo que sim merece ser protegido pelo legislador, a ponto de deixar os direitos mais parelhos perante a lei. 
Avaliação de Pesquisa 01: O CDC e Sua Aplicação Nos Negócios Imobiliários