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Balanço Hídrico

Material sobre balanço hídrico: define componentes e escalas (macro, bacia, local), apresenta equações simplificadas (∆ARM = P–ET–DP; P = ET + Q) e traz exercício resolvido que calcula ET anual (569,3 mm) e coeficiente de escoamento (C = 0,525) para uma bacia.

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Balanço Hídrico
· É a contabilização das entradas e saídas de água de um sistema.
· Várias escalas espaciais podem ser consideradas para se contabilizar o balanço hídrico.
· Na escala macro, o “balanço hídrico” é o próprio “ciclo hidrológico”, cujo resultado nos fornecerá a água disponível no sistema (no solo, rios, lagos, vegetação úmida e oceanos), ou seja, na biosfera.
BH em 
Bacias Hidrográficas
· Em uma escala intermediária, representada por uma bacia hidrográfica, o BH resulta na vazão de água desse sistema.
· Vazão (Q): quantidade de água que sai de um lugar em um determinado tempo.
· Para períodos em que a chuva é menor do que a demanda atmosférica por vapor d’água, Q diminui, ao passo em que nos períodos em que a chuva supera a demanda, Q aumenta.
 
BH em 
Escala Local
· Na escala local, no caso de uma cultura, o BH tem por objetivo estabelecer a variação de armazenamento e, consequentemente, a disponibilidade de água no solo.
· Conhecendo-se qual a umidade do solo ou quanto de água este armazena é possível se determinar se a cultura está sofrendo deficiência hídrica, a qual está intimamente ligada aos níveis de rendimento dessa lavoura.
Componentes
do BH
 Saídas:
· ET = evapotranspiração
· Ro = escorrimento superficial
· DLo = escorrimento subsuperficial
· DP = drenagem profunda
 Entradas:
· P = chuva
· O = orvalho
· Ri = escorrimento superficial
· Dli = escorrimento subsuperficial
· AC = ascensão capilar
· Equacionando-se as entradas e as saídas de água do sistema, tem-se a variação de armazenamento de água no solo:
ARM = P + O + Ri + DLi + AC – ET – Ro – DLo – DP
- A “P” representa a principal entrada de um sistema.
- O “O” só assume papel importante em regiões muito áridas assim desprezível.
- As entradas de água pela “AC” também são muito pequenas e somente ocorrem em locais com lençol freático superficial e em períodos muito secos, sendo assim desprezível.
- Já os fluxos horizontais de água (Ri, Ro, DLi, DLo), para áreas homogêneas, se compensam, portanto, anulam-se.
- A “ET” é a principal saída de água do sistema, especialmente nos períodos secos.
- A “DP” constitui-se em outra via de saída de água do volume controle de solo nos períodos excessivamente chuvosos.
· Considerando que Ri = Ro, DLi = DLo, O e AC desprezíveis, resulta:
ARM = P – ET – DP
Equação em
Bacias Hidrográficas
Para bacias hidrográficas, devemos considerar a seguinte equação:
· = variação do volume de água armazenada na bacia (m3)
· = intervalo de tempo considerado (s)
· P = precipitação (m3. S-1)
· ET = evapotranspiração (m3. S-1)
· Q = escoamento (ou deflúvio) (m3. S-1)
No entanto, em períodos maiores que um ano, a tende a ser zero.
Logo, podemos simplificar a equação do BH:
P = ET + Q
Exercício
A bacia hidrográfica do rio Estivas, em Alagoas, recebe anualmente 1200mm de precipitação. Na lagoa Manguaba é feita a medida da vazão final deste rio, e a média é de 200 m3. S-1. Considerando que a bacia tem uma área de 10.000 km2, responda:
a) Qual a evapotranspiração média anual da bacia?
P = 1200mm
Q = 200m3. S-1
A = 10.000 km2 
 
1 km2 = 1.000,000 m2 ou 106 m2
P = ET + Q é preciso transformar Q para mm.
1)
2) 
3)
Portanto, este valor representa a quantidade de segundos em um ano, que deverá ser multiplicado pelo volume de água (200m3 – neste exemplo.
4)
Multiplicou pelo 200m3.
5)
· Q corresponde a 630,7 mm
P = ET + Q
ET = P – Q
ET = 1200 – 630,7
ET = 569,3 mm
b) Qual o coeficiente de escoamento de longo prazo?
Coeficiente de escoamento é uma estimativa da proporção da precipitação que escoa em uma bacia.
C = 
C = 
C = 0, 525

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