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Estudo dos Fonemas e Letras

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É o estudo funcional dos fonemas de uma língua. 
 
Fonemas e letras 
 
Fonema é a menor unidade sonora que se pode isolar no 
interior de uma palavra. O fonema possui a propriedade 
de estabelecer distinção entre palavras de uma língua. 
 
Tia/dia manto/mato caro/carro bola/bela fico/fixo 
 
Observando os pares acima, podemos concluir que: 
 
O fonema pode ser representado por uma única letra. 
O fonema pode ser representado por mais de uma letra. 
Uma letra pode representar mais de um fonema. 
 
Na língua escrita, os fonemas são representados por si-
nais gráficos denominados letras. Além de letras, utiliza-
mos notações léxicas (acentos gráficos, til, cedilha) para 
representar fonemas. 
 
Dígrafos 
 
Dígrafos ou digrama é o encontro de duas letras para 
representar um único fonema. 
Dígrafos consonantais 
 
Ch / lh / nh / rr / sc / sc / ss / xc / gu / qu. 
 
Ex.: chuva, telha, rainha, carro, crescer, cresço, pêssego, 
excelente, guerra, esquentar. 
 
Dígrafos vocálicos 
 
Am, an, em, en, im, in, om, on, um, un. 
 
Ex.: tampa, canto, tempo, tenente, limpo, tinta, pomba, 
tonta, Jumbo, fundo. 
 
CLASSIFICAÇÃO DOS FONEMAS 
 
 
 
Os fonemas classificam-se, de acordo com a forma com 
que são emitidos, em vogais, consoantes e semivogais. 
 
Vogais são fonemas que resultam da livre passagem da 
corrente de ar pela boca, ou pela boca e cavidades nasais. 
São representados pelas letras a, e, i, o, u e pelos dígrafos 
vocálicos e funcionam sempre como base da sílaba. Não 
existe sílaba sem vogal. 
 
Consoantes são fonemas que resultam de algum obstácu-
lo encontrado pela corrente de ar. Só formam sílaba 
quando apoiadas em uma vogal os fonemas consoantes 
são representados pelas letras: b, c, d, f, g, j, l, m, n, p, q, r, 
s, t, v, x, z e pelos dígrafos consonantais. 
 
Semivogais são os fonemas /j/ e /w/. cuja articulação é 
semelhante à das vogais e que se juntam a uma vogal 
para com ela formar sílaba, São representados pelas le-
tras e, i, o, u, quando pronunciadas de forma átona. 
 
Classificação das vogais 
 
Segundo a NGB, as vogais devem ser classificadas de 
acordo com quatro critérios: 
 
 
 
 
@ten.prof.edvaldo 
ten.prof.edvaldo@bol.com.br 
 
 
Quanto à zona de articulação 
 
 Anteriores – e, i. 
 Médias – a. 
 Posteriores – o, u. 
 
Quanto ao timbre 
 
 Abertas – casa, pele, loja. 
 Fechadas – mesa, sino, porto, pura. 
 Reduzidas – casa, tenente, menino. 
 
Quanto ao papel da cavidade bucal e nasal 
 
 Orais – maré, pele, livro, loja, música. 
 Nasais – órfã, empresa, ímã, ombro, penumbra. 
 
Quanto à intensidade 
 
 Tônicas – casa, pele, lobo. 
 Átonas – casa, pele, lobo. 
 
Classificação das consoantes 
 
A NGB classifica as consoantes da seguinte forma: 
 
Quanto ao modo de articulação 
 
 Oclusivas 
 
 Construtivas – fricativas, laterais e vibrantes. 
 
Quanto ao ponto de articulação 
 
 Bilabiais 
 Labiodentais 
 Linguodentais 
 Alveolares 
 Palatais 
 Velares 
 
Quanto ao papel das cordas vocais 
 
 Surdas 
 Sonoras 
 
Quanto ao papel das cavidades bucal e nasal 
 
 Orais 
 Nasais 
 
Encontros vocálicos 
 
Há, em português, três espécies de encontros vocálicos: 
ditongo, tritongo e hiato. 
 
Ditongo 
 
É o encontro de uma vogal e uma semivogal numa mes-
ma sílaba, ou vice-versa. Não podemos ter duas vogais na 
mesma sílaba. 
 
Os ditongos podem ser: 
 
a) Crescentes – a semivogal vem antes da vogal. (ré-
gua). 
b) Decrescentes – a vogal vem antes da semivogal. 
(pai). 
c) Orais – quando a vogal é oral. (mágoa). 
d) Nasais – quando a vogal é nasal. (falaram). 
 
Tritongo 
 
É o encontro de semivogal + vogal + semivogal numa 
mesma sílaba. 
 
Os tritongos podem ser: 
 
a) Orais – Paraguai, averiguei, enxaguou. 
b) Nasais – saguão, enxáguam, águam, enxáguem, sa-
guões. 
 
Hiato 
 
É o encontro imediato de duas vogais, cada uma delas 
pertencendo a uma sílaba distinta: 
 
Ra-iz, ru-im, Sa-a-ra, pa-ul. 
 
Encontros consonantais 
 
Encontros consonantais são grupos formados por mais 
de uma consoante sem vogal intermediária. Podem ser: 
 
a) Perfeitos – as consoantes pertencem à mesma síla-
ba. 
 
Blu-sa, pra-to, psi-co-lo-gi-a, crí-ti-ca. 
 
b) Imperfeitos – as consoantes pertencem a sílabas 
diferentes. 
 
Af-ta, ab-so-lu-to, rit-mo, pac-to. 
 
Divisão silábica 
 
A divisão das sílabas de uma palavra é feita pela soletra-
ção. A separação é marcada pelo hífen (-). 
 
Convém observar as seguintes regras: 
 
 
 
 
a) Não se separam os ditongos e os tritongos. 
 
Au-ro-ra, U-ru-guai. 
 
b) Separam-se as vogais que formam um hiato. 
 
Ra-i-nha, ca-a-tin-ga, co-or-de-na-ção. 
 
c) Palavras como teia, maio, praia, meia e balaio são 
separadas assim: 
 
Tei-a, mai-o, prai-a, mei-a, ba-lai-o. 
 
d) Não se separam os dígrafos ch, lh, nh, gu, qu: 
 
Fi-lho, ma-nhã, fo-gue-te 
 
e) Não se separam os encontros consonantais perfeitos. 
 
a-plau-so, li-vrei-ro, bra-sa. 
 
f) Os demais encontros consonantais devem ser sepa-
rados: 
 
Ed-val-do, Dig-no, rit-mo, oc-ci-pi-tal, ap-to, af-ta. 
 
g) Sempre se separam os dígrafos rr, ss, sc, xc, sc: 
 
As-cen-são, ex-ce-ção, car-ro-ça, des-ça, as-sas-si-no. 
 
Atenção para as seguintes palavras: 
 
 Sub-lin-gual, sub-le-gen-da, ab-rup-to, su-bes-ti-mar, 
tungs-tê-nio, su-bo-fi-ci-al, subs-tan-ti-vo. 
 
 
 
PRATICANDO COM EDVALDO 
 
01.(Consulpam 2019) Marque abaixo o item onde todas 
as palavras estão silabicamente separadas de forma 
CORRETA: 
 
A) A-ca-de-mi-a, re-fei-tó-rios, u-ti-li-tá-ri-o. 
B) Re-fe-i-tó-ri-os, a-po-i-o, ex-ce-lên-ci-a. 
C) ba-ir-ros, es-tá-di-os, ter-i-na-men-to. 
D) Man-ti-que-i-ra, um-se-u, ma-io-res. 
 
02.(Cetrede 2019) Está CORRETA a divisão silábica de 
todas as palavras da alternativa 
 
A) Subs-tra-to / pers- pi-caz / ab-ro-gar. 
B) Ab-sces-so / ab-ru-pto. 
C) Feld-spa-to / des-in-to-xi-car. 
D) A-mné-sia / su-bli-nhar / zoo-bi-o-lo-gia. 
E) In-ex-au-rí-vel / ar-te-rios- cle-ro-se. 
03.(Cetrede 2019) Nas palavras blusa, prato e pardo, en-
contra-se 
 
A) ditongos crescentes. 
B) encontros consonantais. 
C) hiatos. 
D) ditongos decrescentes. 
E) dígrafos. 
 
04.(Cetrede 2019) As palavras também, igual, pia e égua 
possuem, respectivamente, 
 
A) ditongo crescente, ditongo crescente, hiato e diton-
go crescente. 
B) dígrafo, tritongo, ditongo, e ditongo. 
C) ditongo decrescente, tritongo, hiato e ditongo cres-
cente. 
D) ditongo, ditongo, ditongo e ditongo. 
E) ditongo decrescente, ditongo crescente, hiato e di-
tongo crescente. 
 
05.(Cetrede 2016) Assinale a alternativa em que todos os 
vocábulos apresentam um dígrafo. 
 
A) Queijo, flecha, torresmo, piscina. 
B) Nascer, patriarca, tosse, também. 
C) Cachecol, ficha, prateleira, guerra. 
D) Tóxico, pretensão, carroça, bondade. 
E) Grandeza, florescer, misto, quitanda. 
 
06.(Cetrede 2016) Marque a opção que apresenta encon-
tro consonantal. 
 
A) Lenço. 
B) Guerra. 
C) Chumbo. 
D) Francês. 
E) Cachorro. 
 
07.(UECE 2016) Analisando a palavra “TOCHA”, pode-se 
afirmar corretamente que há 
 
A) mais letras do que sons. 
B) 4 letras e 5 sons. 
C) 4 letras e 4 sons. 
D) mais sons do que letras. 
 
08.(Consulpam 2015) Assinale a alternativa em que todas 
as palavras estão separadas corretamente: 
 
A) a-ve-ri-guei, Pi-au-í, mag-ní-fi-co 
B) sa-iu, p-neu, Jó-ia 
C) tun-gstê-nio, re-lap-so, pers-cru-tar 
D) at-mos-fe-ra, e-gi-pcio, pers-pi-caz 
 
 
 
 
09. (Consulpam 2014) O substantivo soalheira apresenta: 
 
A) Um hiato e um ditongo oral decrescente. 
B) Dois ditongos, um oral crescente e um oral decrescen-
te. 
C) Dois hiatos. 
D) Um hiato e um ditongo oral crescente. 
 
10.(Consulpam 2014) A separação silábica das palavras 
está CORRETO em: 
 
A) Pés.si.mo, pro.fes.so.ra, vi.es.se 
B) Vies.se, ain.da, fre.guês 
C) Fre.gu.ês. a.in.da. pe.ssi.mo 
D) Qu.an.do. fre.gu.ês. vi.es.se 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
As regras de acentuação gráfica procuram reservar os 
acentos para as palavras que se enquadram nos padrões 
prosódicos menos comuns da línguaportuguesa. Disso, 
resultam as seguintes regras básicas: 
 
PROPAROXÍTONAS - são todas acentuadas: 
 
lâmpada – Atlântico – Júpiter – ótimo - flácido 
 
PAROXÍTONAS - são as palavras mais numerosas da lín-
gua. São acentuadas as que terminam em: 
 ã, ãs, ão, ãos (foca um) 
ímã – órfã – ímãs – órfãs – bênção - órgão - órfãos 
 us, um, uns, ons (foca dois) 
vírus – bônus – álbum - parabélum (arma de fogo) 
 ps, r x, n, l, i, is (Pássaro RouXiNoL Ítalo ISraelita) 
Fórceps – éter – tórax - hífen – útil - júri – oásis 
 Ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido ou não 
de s. 
água – árduo - pônei – vôlei – cáries – mágoas 
OXÍTONAS – são acentuadas as que terminam em: 
 a, as 
Pará – vatapá – estás – irás 
 e, es 
vocês – café – Urupês – jacarés 
 o, os 
jiló - avô – retrós - supôs 
 em, ens 
alguém – vintém - armazéns – parabéns 
MONOSSÍLABOS TÔNICOS – são acentuados os termina-
dos em: 
 a, as 
pá – vá – gás – Brás 
 e, es 
pé – fé – mês – três 
 o, os 
só, xô, nós, pôs 
 
 
ATENÇÃO! 
 
Proparoxítonas aparentes 
 
Os encontros ia, ie, io, ua, ue, uo finais, átonos, seguidos, 
ou não, de s, classificam-se quer como ditongos, quer 
como hiatos, uma vez que ambas as emissões existem no 
domínio da Língua Portuguesa: histó-ri-a e histó-ria; sé-ri-e 
e sé-rie; pá-ti-o e pá-tio; ár-du-a e ár-dua; tê-nu-e e tê-nue; 
vá-cu-o e vá-cuo» p.52 
 
«São proparoxítonas (incluindo-se os vocábulos termina-
dos por ditongo crescente)» p.71 
BECHARA, Evanildo, Moderna Gramática Portuguesa. 
Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009 
 
CUNHA, Celso & Luis Filipe Lindley CINTRA. Nova Gramá-
tica do Português Contemporâneo. Lisboa: Ed. J. Sá da 
Costa,1984:Todas as palavras proparoxítonas devem der 
acentuadas graficamente (...) Incluem-se neste preceito 
os vocábulos terminados em encontros vocálicos que 
costumam ser pronunciados como ditongos crescentes: 
área, espontâneo, ignorância, imundície, lírio, mágoa, ré-
gua, vácuo, etc.» p. 70 
CUNHA, Celso & Luis Filipe Lindley CINTRA. Nova Gramática do Português 
Contemporâneo. Lisboa: Ed. J. Sá da Costa,1984 
 
AS REGRAS ESPECIAIS 
 
Além dessas regras que você acabou de estudar e que se 
baseiam na posição da sílaba tônica e na terminação, há 
outras, que levam em conta aspectos específicos da so-
noridade das palavras. Essas regras são aplicadas nos 
seguintes casos: 
 
HIATOS 
 
Quando a segunda vogal do hiato for i ou u, tônicos, 
acompanhados ou não de s, haverá acento: 
 
saída – proíbo – faísca – caíste – saúva – viúva – bala-
ústre – carnaúba – país – aí - baú – Jaú 
 
CUIDADO: se o i for seguido de nh, não haverá acento. É o 
caso de rainha, moinho, tainha, campainha. Também não 
haverá acento se a vogal i ou a vogal u se repetirem, o que 
ocorre em poucas palavras: vadiice, sucuuba, mandriice, 
xiita. 
 
Convém lembrar que, quando a vogal i ou a vogal u forem 
acompanhadas de outra letra que não seja s, não haverá 
acento: ruim, juiz, paul, Raul, cairmos, contribuiu, contribuin-
te. 
 
DITONGOS 
 
Ocorre acento na vogal tônica dos ditongos ei, eu, oi desde 
que sejam abertos e não sejam paroxítonas, como em: 
 
anéis – aluguéis - coronéis – céu - chapéu – réu 
CUIDADO: não haverá acento se o ditongo for aberto, mas 
não tônico: chapeuzinho, heroizinho, aneizinhos, pasteizi-
nhos, ideiazinha. Você notou que, em todas essas pala-
vras, a sílaba tônica é zi. Se o ditongo apresentar timbre 
fechado, também não haverá acento, como em azeite, 
manteiga, eu, judeu, hebreu, apoio, arroio, comboio. 
 
O U e o I tônicos antecedidos de ditongo ou tritongo (Ex-
ceto em paroxítonas). 
 
Piauí – teiu - tuiuiú – sauí etc. 
 
FORMAS VERBAIS SEGUIDAS DE PRONOMES OBLÍQUOS 
 
Para acentuar as formas verbais associadas a pronomes 
oblíquos, leve em conta apenas o verbo, desprezando o 
pronome. Considere a forma verbal do jeito que você a 
pronuncia e aplique a regra de acentuação corresponden-
te. Em cortá-lo, considere cortá, oxítona terminada em a e, 
portanto, acentuada. Em incluí-lo, considere incluí, em que 
ocorre hiato. Já em produzi-lo, não há acento, porque pro-
duzi é oxítona terminada em i. 
 
ACENTOS DIFERENCIAIS 
 
Existem algumas palavras que recebem acento excepcio-
nal, para que sejam diferenciadas, na escrita, de suas 
homófonas. São casos muito particulares e, por isso 
mesmo, pouco numerosos. Convém iniciar a relação lem-
brando o acento que diferencia a terceira pessoa do sin-
gular da terceira pessoa do plural do presente do indicati-
vo dos verbos ter e vir: 
 
ele tem - eles têm ele vem - eles vêm 
 
Com os derivados desses verbos, é preciso lembrar que 
há acento agudo na terceira pessoa do singular e circun-
flexo na terceira do plural do presente do indicativo: 
 
Ele detém - eles detêm 
Ele intervém - eles intervêm 
Ele mantém - eles mantêm 
Ele provém - eles provêm 
Ele obtém - eles obtêm 
Ele convém - eles convêm 
 
Existe apenas um acento diferencial de timbre em portu-
guês: pôde (terceira pessoa do singular do pretérito perfei-
to do verbo poder), diferencial de pode (terceira do singu-
lar). 
 
Há ainda uma palavra que recebe acento diferencial de 
tonicidade (uma é tônica, a outra é átona): 
 
• Pôr (verbo) 
• Por (preposição) 
 
 
 
 
PRATICANDO COM EDVALDO 
 
01.(Imparh 2020) Com referência à acentuação gráfica, 
NÃO são acentuadas em razão da mesma regra as pa-
lavras: 
 
A) até e será. 
B) bíblico e países. 
C) hipotética e século. 
D) tecnológica e climáticas. 
 
02.(Imparh 2019) Com relação às regras de acentuação 
gráfica, assinale a alternativa cujo teor está certo. 
 
A) O vocábulo “exuberância” é acentuada graficamen-
te, porque é uma proparoxítona terminada em di-
tongo. 
B) A palavra “escritório” deve acentuar-se por ser paro-
xítona terminada em ditongo crescente oral. 
C) Os vocábulos “mágoa” e “abundância” se acentuam 
devido a regras diferentes. 
D) As palavras “é” e “aí” recebem acento gráfico em 
virtude da mesma regra. 
 
03.(Cetrede 2019) Só em uma alternativa, todos os vocá-
bulos estão acentuados corretamente. Assinale-a. 
 
A) Feiúra / epopéia / saúde. 
B) Projétil / ínterim / vôo. 
C) Tórax / álcool / mártir. 
D) Cárie / júnior / gratuíto. 
E) Nóbel / íbero / fortuíto. 
 
04.(Cetrede 2018) As palavras “relatório”, “vários” e “pá-
reo” seguem a mesma regra de acentuação de 
 
A) história. 
B) revólver. 
C) miosótis. 
D) saúde. 
E) período. 
 
05.(Imparh 2018) No tocante à acentuação da palavra 
“lençóis”, qual é a afirmação correta? 
 
A) Esse vocábulo se acentua por ter um ditongo aberto 
e por ser oxítono. 
B) Não deveria haver o acento agudo em razão de essa 
palavra ser paroxítona. 
 
 
 
C) A colocação desse acento é facultativa, ou seja, 
também existe a forma “lençois”. 
D) O uso do acento agudo em ditongos abertos foi abo-
lido pelo acordo ortográfico (AOLP 1990). 
 
06.(Cetrede 2018) Qual das palavras a seguir deve rece-
ber acento? 
 
A) Geleia. 
B) Destroi. 
C) Canoa 
D) Constroem. 
E) Nucleico. 
 
07.(Consulpam 2015) Assinale a alternativa que indica 
corretamente a regra de acentuação da palavra desta-
cada do texto: 
 
A) País (linha 1) – Acentuam-se as palavras oxítonas 
terminadas em “i”, seguido ou não de “s”. 
B) Séria (linha 8) – Acentuam-se as palavras paroxíto-
nas terminadas em ditongo, seguido ou não de “s”. 
C) Praticá-la (linha 9) – Acentuam-se as palavras mo-
nossílabas terminadas em “a”, seguido ou não de 
“s”. 
D) Judiciário (linha 12) – Acentuam-se as vogais tôni-
cas dos hiatos, seguidas ou não de “s”, na sílaba tô-
nica. 
 
08.(Consulpam 2015) Consoante ao Novo Acordo Ortográ-
fico vigente (em vigor desde 2009 e obrigatório a partir 
de 2016), na sequência de versos “As cartas de amor, 
se há amor/Têm de ser/ ridículas” (texto 1), o vocábu-
lo TÊM está grafado: 
 
A) De maneira INCORRETA, uma vez que o acento dife-
rencial que distingue a 3a pessoa do singular/plural 
do verbo TER não poderá mais ser utilizado 
B) De maneira CORRETA, uma vez que a obrigatorieda-de do acento diferencial instituído a partir do Novo 
Acordo Ortográfico foi devidamente utilizado nesse 
caso. 
C) De maneira CORRETA, já que o acento circunflexo 
empregado na conjugação dos verbos ter e man-
ter foi inalterado porque já era utilizado antes da 
promulgação do Novo Acordo. 
D) De maneira INCORRETA, pois o acento diferencial 
instituído pelo Novo Acordo Ortográfico não pode 
ser aplicado aos verbos defectivos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
09.(Imparh 2015) Quanto à acentuação gráfica das palavras constantes do segundo parágrafo, qual é a afirma-
ção incorreta? 
 
A) A acentuação gráfica da única palavra oxítona é devida ao fato de ela ser terminada pela vogal o. 
B) As palavras “Cássia" e “vários" podem ser acentuadas em virtude da mesma regra. 
C) Existem mais proparoxítonas aparentes do que proparoxítonas reais. 
D) Inexiste inadequação referente à acentuação gráfica. 
 
 
 
 
 
 
 
10.(Imparh 2015) Em conformidade com o AOLP (1990), em vigor desde 1º. de janeiro de 2009, marque a opção verda-
deira. 
 
A) De acordo com a base XI, a palavra “transgênero” pode escrita apenas dessa forma. 
B) A palavra “discórdia”, segundo a base XI, só pode ser classificada como paroxítona aparente. 
C) Conforme a base XV, a palavra “sexta-feira” deve ser hifenizada, diferentemente da palavra mandachuva. 
D) Consoante a base XIX, o termo “papa”, grafado com inicial minúscula, apresenta incorreção com essa grafia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MORFEMAS 
 
Govern-o, govern-a, des-govern-o, des-govern-a-do, govern-
a-dor-es, in-govern-á-vel 
 
Cada um desses elementos formadores é capaz de forne-
cer alguma noção significativa à palavra que integra. 
Além disso, nenhum desses pode sofrer nova divisão. 
Estamos diante de unidades de significação mínimas, ou 
seja, elementos significativos indecomponíveis, a que 
damos o nome de morfemas. 
 
CLASSIFICAÇÃO DOS MORFEMAS 
 
RADICAIS 
 
É o morfema govern-, comum a todas as palavras obser-
vadas nos exemplos anteriores, que faz com que as con-
sideremos palavras de uma mesma família de significa-
ção. Ao morfema comum de uma família de palavras 
chamamos radical; às palavras que pertencem a uma 
mesma família chamamos cognatas. O radical é a parte 
da palavra responsável pela sua significação principal. 
 
AFIXOS 
 
Observe que des- e dor- dos exemplos anteriores são mor-
femas capazes de mudar o sentido do radical a que são 
anexados. Esses morfemas recebem o nome de afixos. 
 
Quando são colocados antes do radical, como acontece 
com des-, os afixos recebem o nome de prefixos. Quando, 
como -dor, surgem depois do radical, os afixos são cha-
mados de sufixos. 
 
DESINÊNCIAS 
 
Se você agora pluralizar a palavra governo, encontrará a 
forma governos. Isso nos mostra que o morfema –s, 
acrescentado ao final da forma governo, é capaz de indi-
car a flexão de número desse substantivo. 
 
Tomando o verbo governar e conjugando algumas de 
suas formas, você irá perceber modificações na parte 
final dessa palavra: governava, governavas, governava, 
governávamos, governáveis, governavam. Essas modifi-
cações ocorrem à medida que o verbo vai sendo flexiona-
do em número (singular/plural) e pessoa (primeira, se-
gunda e terceira). Também ocorrem se modificarmos o 
tempo e o modo do verbo (governava, governara, gover-
nasse, por exemplo). 
Podemos concluir, assim, que existem morfemas que 
indicam as flexões das palavras. Esses morfemas sem-
pre surgem na parte final das palavras variáveis e rece-
bem o nome de desinências. Há desinências nominais 
(indicam flexões nominais, ou seja, o gênero e o número) 
e desinências verbais (indicam flexões do verbo, como 
número, pessoa, tempo e modo). 
 
VOGAIS TEMÁTICAS 
 
Observe que entre o radical govern- e as desinências ver-
bais surge sempre o morfema –a-. Esse morfema que liga 
o radical às desinências é chamado vogal temática. Sua 
função é justamente a de ligar-se ao radical, constituindo 
o chamado tema. É ao tema (radical + vogal temática) que 
se acrescentam as desinências. Tanto os verbos como os 
nomes apresentam vogais temáticas. 
 
PROCESSOS DE FORMAÇÃO DAS PALAVRAS 
 
DERIVAÇAÇÃO PREFIXAL OU PREFIXAÇÃO 
 
Resulta do acréscimo do prefixo à palavra primitiva, que 
tem o seu significado alterado; veja, por exemplo, alguns 
verbos derivados de pôr: 
 
 Repor, dispor, compor, indispor. 
 
DERIVAÇÃO SUFIXAL OU SUFIXAÇÃO 
 
Resulta do acréscimo do sufixo à palavra primitiva. 
 
 Unhada, alfabetizar, lealdade. 
 
DERIVAÇÃO PARASSINTÉTICA OU PARASSÍNTESE 
 
Ocorre quando a palavra derivada resulta do acréscimo 
simultâneo de prefixo e sufixo à palavra primitiva. É um 
processo que dá origem principalmente a verbos, obtidos 
a partir de substantivos e adjetivos. Veja alguns exem-
plos: 
 
 Amaldiçoar, espreguiçar, engatilhar, esfarelar, enrijecer, 
engordar, apodrecer, enlouquecer, envelhecer, etc. 
 
DERIVAÇÃO REGRESSIVA 
 
Ocorre quando se retira a parte final de uma palavra primi-
tiva, obtendo-se por essa redução palavra derivada. É um 
processo particularmente produtivo na formação de subs-
tantivos a partir de verbos principais da primeira e da 
segunda conjugações. Esses substantivos, chamados por 
isso de deverbais, indicam sempre o nome de uma ação. 
 
 
 
 
O mecanismo para sua obtenção é simples: substitui-se a 
terminação verbal formada pela vogal temática + desi-
nência de infinitivo (-ar ou –er) por uma das vogais temá-
ticas nominais (-a, -e ou –o): 
 
Sacar – saque 
Cortar - corte 
Vender – venda 
Atacar – ataque 
 
DERIVAÇÃO IMPRÓPRIA 
 
Ocorre quando determinada palavra, sem sofrer qualquer 
acréscimo o supressão em sua forma, muda de classe 
gramatical. Isso acontece, por exemplo, nas frases: 
 
 Não aceitarei um não como resposta 
 É um absurdo o que você esta propondo. 
 
Na primeira frase, não, um advérbio, converteu-se em 
substantivo. Na segunda, o adjetivo absurdo converteu-se 
em substantivo. 
 
COMPOSIÇÃO 
 
Costumam-se apontar dois tipos de composição: 
 
Composição por justaposição 
 
Ocorre quando os elementos que formam os compostos 
são simplesmente colocados lado a lado (justapostos), 
sem que se verifique qualquer alteração fonética em al-
gum deles: 
 
 Segunda-feira, passatempo, para-raios, girassol. 
 
Composição por aglutinação 
 
Ocorre quando os elementos que formam o composto se 
aglutinam, o que significa que pelo menos um deles perde 
sua integridade sonora, sofrendo modificações. 
 
 Vinagre (vinho+acre), Aguardente (água + ardente) 
 
HIBRIDISMO 
 
São palavras que combinam elementos de origens diver-
sas. 
 
 Genocídio, televisão e automóvel (grego e latim) 
 Surfista (inglês e português), Sambódromo (quimbundo 
e grego)etc. 
 
 
 
 
ABREVIAÇÃO VOCABULAR 
 
A Abreviação vocabular consiste na eliminação no seg-
mento de alguma palavra a fim de se obter uma forma 
mais curta. Ocorre, portanto, uma verdadeira truncação, 
obtendo-se uma nova palavra cujo significado é o mesmo 
da palavra original. 
 
Cinematógrafo – cine 
Pneumático – pneu 
Pornográfico – pornô 
Analfabeto – analfa 
Professor – fessor 
 
SIGLONIMIZAÇÃO 
 
Essa palavra dá nome ao processo de formação de siglas. 
As siglas são formadas pela combinação das letras inici-
ais de uma sequência de palavras que constitui um nome. 
 
 BNB – Banco do Nordeste do Brasil 
 IOF – Imposto sobre Operações Financeiras 
 CBF – Confederação Brasileira de Futebol 
 
COMBINAÇÃO 
 
A combinação resulta do acoplamento de duas palavras, 
em que ao menos uma sofreu truncação. 
 
 Brasiguaio, portunhol, bebemorar, grenal, chafé, show-
mício, etc. 
 
NEOLOGISMO SEMÂNTICO 
 
Frequentemente, acrescentamos significados a determi-
nadas palavras sem que elas passem por qualquer pro-
cesso de modificação formal. Pense, por exemplo, na 
palavra arara, nome de uma ave, que também é usada 
para designar uma pessoa nervosa, irritada. Arara, como 
sentido de ¨irritado, nervoso¨, é um neologismo semânti-
co, ou seja, um novo significadoque se soma ao que a 
palavra já possuía. 
 
EMPRÉSTIMOS LINGUÍSTICOS 
 
O português recebeu empréstimos principalmente da 
língua francesa. Atualmente, a maior fonte de emprésti-
mos é o inglês norte-americano. As palavras de origem 
estrangeiras normalmente passam por um processo de 
aportuguesamento fonológico e gráfico. 
 
 Bife, futebol, abajur, xampu, “shopping”, etc. 
 
 
 
 
 
 
 
 
PRATICANDO COM EDVALDO 
 
01.(Consulpam 2019) Marque o item onde só constam 
palavras derivadas: 
 
A) Combatente, visitação, treinamento. 
B) Principal, bancárias, próprias. 
C) Auditório, museu, militar. 
D) Ensino, logísticas, cadetes. 
 
02.(Consulpam 2019) Marque o item onde só constam 
palavras derivadas: 
 
A) Maresia, sol, infiel. 
B) Pedreiro, vidraça, luzeiro. 
C) Caiado, roubo, insuportável. 
D) Maremoto, terremoto, terra. 
 
03.(Consulpam 2015) Na frase: “... contra a Samarco e 
suas controladoras para criar um fundo de R$ 20 bi-
lhões para iniciativas de minimização dos impactos 
e indenização.” A palavra destacada é formada pelo 
processo de: 
 
A) Derivação sufixal. 
B) Aglutinação. 
C) Derivação parassintética. 
D) Derivação prefixal. 
 
04.(Consulpam 2015) Nas palavras ATENUADO, TELEVI-
SÂO, PERCURSO, temos, respectivamente, os seguin-
tes processos de formação de palavras: 
 
A) parassíntese, hibridismo, prefixação 
B) aglutinação, justaposição, sufixação 
C) sufixação, aglutinação, justaposição 
D) hibridismo, parassíntese, justaposição 
 
05.(Uece 2018) Assinale a palavra cujo processo de for-
mação se diferencia das demais opções. 
 
A) descarrilamento 
B) irreconciliáveis 
C) consciência 
D) insignificante 
 
06.(Uece 2018) Assinale a opção em que os três exem-
plos seguem o mesmo processo de formação de pala-
vras. 
 
A) contracheque – impunidade – representante 
B) estradinha – igualmente – poderosos 
C) desgraça – intocável – servidores 
D) representante – contracheque – igualmente 
Leia: 
 
Texto – A geração digital entra em cena 
 
Julia Baldacci Orlovsky brinca de boneca e faz roupinhas 
como toda criança de 5 anos fazia na época de sua mãe e 
continua fazendo ainda hoje. Com uma diferença: ela 
desenha no computador os vestidos, que depois são im-
pressos em tecido. O fim da velha brincadeira de casinha? 
Não, sinal dos tempos. A nova geração, nascida sob o 
signo da revolução da informática, sabe manejar compu-
tadores com a mesma agilidade com que suas avós ma-
nejavam dedal, agulha e linha (...). 
 
(Heitor Shimizu e Frances Jones. Época, São Paulo. 
Globo, 19/10/1998. Fragmento). 
 
07.(Uece 2017) O sufixo –INHA em “roupinhas” e “casi-
nha” apresenta valor semântico 
 
A) pejorativo. 
B) afetivo. 
C) aumentativo. 
D) neutro. 
 
08.(Uece 2016) Assinale a opção em que todas as pala-
vras foram formadas pelo mesmo processo de deriva-
ção. 
 
A) irremediável – infeliz – inquieto 
B) infância – independente – inúmeras 
C) desapego – desamparo – irreal 
D) irremediável – desengano – insinua 
 
09.(Uece 2011 adaptada) Atente ao que é dito sobre o 
vocábulo “vamovê” na frase “Mas, no vamovê, limita-se 
a exigir do leitor o projeto de escrita proposto pelo lei-
tor” e marque com V o que for verdadeiro e com F o 
que for falso. 
 
( ) Foi construído a partir de duas formas linguísticas 
que sofreram o fenômeno da apócope (supressão 
de um ou mais fonemas no final da palavra). 
( ) Mesmo formado por dois verbos, esse vocábulo 
pertence à classe dos substantivos. 
( ) Tem o mesmo sentido de "na hora do pega pra 
capar" e, assim como essa outra expressão popu-
lar, significa, em outro registro da língua, "na hora 
de agir", "na hora de pôr em prática a teoria". 
( ) Está de acordo com o registro formal, por isso 
causa estranheza ao leitor. 
A sequência correta, de cima para baixo, é: 
 
A) V, V, F, V. 
B) F, V, F, V. 
C) V, V, V, F. 
D) V, F, V, V. 
 
 
10.(Uece 2011) Assinale a opção em que os vocábulos 
apresentam o sufixo i(m/n) com o mesmo sentido que 
ele tem na palavra inelegíveis. 
 
A) Ingerir, imortal, irrealidade. 
B) Irracional, inimaginável, importar. 
C) Imprudente, impermeável, intolerante. 
D) Imergir, impenitente, ilegalidade. 
 
11.(Uece 2011) Assinale a opção que contém os elemen-
tos que estruturam a palavra “indefinível”, separados e 
classificados corretamente. 
 
A) in (prefixo) + definir (raiz) + ível (sufixo) 
B) in (sufixo) + definir (raiz) + ível (prefixo) 
C) inde (raiz) + finir (prefixo) + vel (raiz) 
D) inde (raiz) + finir (sufixo) + vel (raiz) 
 
12.(Uece 2009) Marque a alternativa que apresenta a 
correlação adequada entre o elemento mórfico desta-
cado nas palavras e sua classificação. 
 
A) Fustigados. Desinência de número. 
B) Velhas. Vogal temática. 
C) Restará. Radical. 
D) Viver. Desinência modo-temporal. 
E) Iludo. Vogal temática. 
 
13. (Uece 2006) Possui desinência do feminino a palavra 
da opção: 
 
A) "colega". 
B) "culpada" 
C) "malha". 
D) "quantia". 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Uso do hífen com compostos 
 
Usa-se o hífen nas palavras compostas que não apresen-
tam elementos de ligação. 
 
Exemplos: 
 
 Guarda-chuva, arco-íris, boa-fé, segunda-feira, mesa-
redonda, vaga-lume, joão-ninguém, porta-malas, porta-
bandeira, pão-duro, bate-boca etc. 
 
* Exceções: Não se usa o hífen em certas palavras que 
perderam a noção de composição, como girassol, ma-
dressilva, mandachuva, pontapé, paraquedas, paraquedis-
ta, paraquedismo. 
 
Usa-se o hífen em compostos que têm palavras iguais ou 
quase iguais, sem elementos de ligação. 
 
Exemplos: 
 
 Reco-reco, blá-blá-blá, zum-zum, tico-tico, tique-taque, 
cri-cri, glu-glu, rom-rom, pingue-pongue, zigue-zague, es-
conde-esconde, pega-pega, corre-corre, etc. 
 
Não se usa o hífen em compostos que apresentam ele-
mentos de ligação. 
 
Exemplos: 
 
 Pé de moleque, pé de vento, pai de todos, dia a dia, fim 
de semana, cor de vinho, ponto e vírgula, camisa de for-
ça, cara de pau, olho de sogra 
 
Incluem-se nesse caso os compostos de base oracional. 
 
Exemplos: 
 
 Maria vai com as outras, leva e traz, diz que diz que, 
deus me livre, deus nos acuda, cor de burro quando foge, 
bicho de sete cabeças, faz de conta 
 
* Exceções: água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa, 
mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao deus-dará, à queima-
roupa. 
 
Usa-se o hífen nos compostos entre cujos elementos há o 
emprego do apóstrofo. 
 
Exemplos: 
 
 Gota-d’água, pé-d’água 
 
 
Usa-se o hífen nas palavras compostas derivadas de to-
pônimos (nomes próprios de lugares), com ou sem ele-
mentos de ligação. 
 
Exemplos: 
 
 Belo Horizonte — belo-horizontino 
 Porto Alegre — porto-alegrense 
 Mato Grosso do Sul — mato-grossense-do-sul 
 Rio Grande do Norte — rio-grandense-do-norte 
 África do Sul — sul-africano 
 
Usa-se o hífen nos compostos que designam espécies 
animais e botânicas (nomes de plantas, flores, frutos, 
raízes, sementes), tenham ou não elementos de ligação. 
 
Exemplos: 
 
Bem-te-vi, peixe-espada, peixe-do-paraíso, mico-leão-
dourado, andorinha-da-serra, lebre-da-patagônia, erva-
doce, ervilha-de-cheiro, pimenta-do-reino, peroba-do-
campo, cravo-da-índia. 
 
Obs.: não se usa o hífen, quando os compostos que de-
signam espécies botânicas e zoológicas são empregados 
fora de seu sentido original. Observe a diferença de senti-
do entre os pares: 
 
a) bico-de-papagaio (espécie de planta ornamental) - bico 
de papagaio (deformação nas vértebras). 
b) olho-de-boi (espécie de peixe) - olho de boi (espécie de 
selo postal). 
 
Uso do hífen com prefixos 
 
As observações a seguir referem-se ao uso do hífen em 
palavras formadas por prefixos (anti, super, ultra, sub etc.) 
ou por elementos que podem funcionar como prefixos 
(aero, agro, auto, eletro, geo, hidro, macro, micro, mini, multi, 
neo etc.). 
 
Casos gerais 
 
Usa-se o hífen diante de palavra iniciada por h. 
 
Exemplos: 
 
 anti-higiênico 
 anti-histórico 
 macro-história 
 mini-hotel 
 proto-história 
 sobre-humano 
 super-homem 
 ultra-humanoUsa-se o hífen se o prefixo terminar com a mesma letra 
com que se inicia a outra palavra. 
 
Exemplos: 
 
 micro-ondas 
 anti-inflacionário 
 sub-bibliotecário 
 inter-regional 
 
Não se usa o hífen se o prefixo terminar com letra diferen-
te daquela com que se inicia a outra palavra. 
 
Exemplos: 
 
 autoescola 
 antiaéreo 
 intermunicipal 
 supersônico 
 superinteressante 
 agroindustrial 
 aeroespacial 
 semicírculo 
 
* Se o prefixo terminar por vogal e a outra palavra come-
çar por r ou s, dobram-se essas letras. 
 
Exemplos: 
 
 minissaia 
 antirracismo 
 ultrassom 
 semirreta 
 
Casos particulares 
 
Com os prefixos sub e sob, usa-se o hífen também diante 
de palavra iniciada por r. 
 
Exemplos: 
 
 sub-região 
 sub-reitor 
 sub-regional 
 sob-roda 
 
Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de 
palavra iniciada por m, n e vogal. 
 
Exemplos: 
 
 circum-murado 
 circum-navegação 
 pan-americano 
 
 
 
Usa-se o hífen com os prefixos ex, sem, além, aquém, re-
cém, pós, pré, pró, vice. 
 
Exemplos: 
 
 além-mar 
 além-túmulo 
 aquém-mar 
 ex-aluno 
 ex-diretor 
 ex-hospedeiro 
 ex-prefeito 
 ex-presidente 
 pós-graduação 
 pré-história 
 pré-vestibular 
 pró-europeu 
 recém-casado 
 recém-nascido 
 sem-terra 
 vice-rei 
 
O prefixo co junta-se com o segundo elemento, mesmo 
quando este se inicia por o ou h. Neste último caso, corta-
se o h. Se a palavra seguinte começar com r ou s, dobram-
se essas letras. 
 
Exemplos: 
 
 coobrigação 
 coedição 
 coeducar 
 cofundador 
 coabitação 
 coerdeiro 
 corréu 
 corresponsável 
 cosseno 
 
Com os prefixos pre e re, não se usa o hífen, mesmo dian-
te de palavras começadas por e. 
 
Exemplos: 
 
 preexistente 
 preelaborar 
 reescrever 
 reedição 
 
Na formação de palavras com ab, ob e ad, usa-se o hífen 
diante de palavra começada por b, d ou r. 
 
Exemplos: 
 
 ad-digital 
 ad-renal 
 ob-rogar 
 ab-rogar 
 
Outros casos do uso do hífen 
 
Não se usa o hífen na formação de palavras com não e 
quase. 
 
Exemplos: 
 
 (acordo de) não agressão 
 (isto é um) quase delito 
 
Com mal*, usa-se o hífen quando a palavra seguinte co-
meçar por vogal, h ou l. 
 
Exemplos: 
 
 mal-entendido 
 mal-estar 
 mal-humorado 
 mal-limpo 
 
* Quando mal significa doença, usa-se o hífen se não hou-
ver elemento de ligação. 
 
Exemplo: mal-francês. 
 
Se houver elemento de ligação, escreve-se sem o hífen. 
 
Exemplos: mal de lázaro, mal de sete dias. 
 
Usa-se o hífen com sufixos de origem tupi-guarani que 
representam formas adjetivas, como açu, guaçu, mirim. 
 
Exemplos: 
 
 capim-açu 
 amoré-guaçu 
 anajá-mirim 
 
Usa-se o hífen para ligar duas ou mais palavras que oca-
sionalmente se combinam, formando não propriamente 
vocábulos, mas encadeamentos vocabulares. 
 
Exemplos: 
 
 ponte Rio-Niterói 
 eixo Rio-São Paulo 
 
Para clareza gráfica, se no final da linha a partição de 
uma palavra ou combinação de palavras coincidir com o 
hífen, ele deve ser repetido na linha seguinte. 
 
Exemplos: 
 
 
 
 Na cidade, conta- 
-se que ele foi viajar. 
 
 O diretor foi receber os ex- 
-alunos. 
 
REGRA GERAL 
 
Se a segunda palavra começar com H, tem de separar! 
 
 Anti-hispânico, pré-história, anti-higiênico, sub-hepático, 
super-homem, etc. 
 
O que é igual SEPARA! O que é diferente JUNTA! 
 
 Autoescola, anti-inflamatório, micro-ondas, neolibera-
lismo, supra-auricular, extraoficial, Arqui-inimigo, semi-
círculo, sub-bibliotecário, superintendente etc. 
 
Quanto ao “R” e o “S”: se o prefixo terminar em vogal, a 
consoante deverá ser dobrada: 
 
 Contrarreforma, autorretrato, suprarrenal, ultrassonogra-
fia, minissaia, antisséptico, contrarregra. 
 
Entretanto, se o prefixo terminar em consoante, não se 
unem de jeito nenhum. 
 
 Sub-reino, ab-rogar, sob-roda, etc. 
 
 
 
PRATICANDO COM EDVALDO 
 
01.(Consulpam 2015) Assinale a alternativa em que o uso 
do hífen foi empregado CORRETAMENTE em todas as 
palavras: 
 
A) Auto-escola, anti-histórico, ob-nubilado, aquém-
Pirineus 
B) Auto-estima, joão-de-barro, mal-nascido, olho 
d’água. 
C) Auto-observação, neo-realismo, mal-me-quer, bate-
estacas 
D) Anti-ibérico, couves-flores, inter-racial, bem-me-quer. 
 
02.(Imparh 2015) Em conformidade com o Acordo Orto-
gráfico da Língua Portuguesa (AOLP 1990), em vigor 
desde 1º de janeiro de 2009, é correto asseverar que: 
 
A) se deve grafar com hifens apenas a locução adver-
bial dia-a-dia. 
B) se trata de um erro de ortografia, pois o substantivo 
dia-a-dia tem hifens. 
C) o substantivo dia a dia não se grafa mais com hi-
fens por causa desse acordo. 
D) o substantivo dia a dia apresenta duas maneiras de 
ser grafada, ou seja, com ou sem hífenes. 
 
03.(CCV 2017) Todos os vocábulos encontram-se corre-
tamente grafados na alternativa: 
 
 
A) acessível – hiper-inflação. 
B) re-utilização – autoestrada. 
C) ascenção – impressindível. 
D) infra-estrutura – agronegócio 
E) macroeconomia – socioeconômico. 
 
04.(CCV 2016) Assinale a alternativa cuja palavra, como 
“autorretrato” (linha 05), sofreu mudança gráfica no 
Novo Acordo Ortográfico (Decreto Nº 6.583, de 29 de 
setembro de 2008). 
 
A) Bem-te-vi 
B) Autoanálise 
C) Extraterrestre 
D) Recém-casado 
E) Super-realidade 
 
05.(CCV 2016) Como “corresponsável” e “coautor”, tam-
bém está grafada corretamente, conforme o Decreto 
Nº. 6.583, de 29 de setembro de 2008 (Novo Acordo 
Ortográfico), a palavra: 
 
A) reelaborar. 
B) auto-estima. 
C) extra-oficial. 
D) superrealista. 
E) pré-estabelecer. 
 
06.(CCV 2013) Como autoestima, está grafada conforme o 
Novo Acordo Ortográfico (Decreto Nº. 6.583, de 29 de 
setembro de 2008), a palavra: 
 
A) auto-suficiente. 
B) auto-realização. 
C) auto-medicação. 
D) auto-organização. 
E) auto-administração. 
 
07.(CCV-Unilab 2011) O prefixo de interlocução está em-
pregado conforme as regras do Novo Acordo Ortográ-
fico em: 
 
A) inter-social. 
B) inter-ação. 
C) interrelação. 
D) interhispânico. 
E) interpartidário. 
 
 
 
 
 
A noção de texto é central na linguística textual, abran-
gendo realizações em todos os campos, que tenham a 
extensão mínima de dois signos linguísticos, sendo que a 
situação pode assumir o lugar de um dos signos como 
em "Oh! Meu Deus!". 
 
Para a interpretação ou construção de um texto é neces-
sária a junção de vários fatores que dizem respeito tanto 
aos aspectos formais como as relações sintático-
semânticas, quanto às relações entre o texto e os elemen-
tos que o circundam: falante, ouvinte, situação. 
 
Um texto bem construído e, naturalmente, bem interpre-
tado, vai apresentar um conjunto de características que 
fazem com que ele seja coerente e coeso. 
 
Vamos ao estudo da coesão e coerência: 
 
ANÁFORA 
 
Fala-se de anáfora quando a interpretação de uma ex-
pressão (habitualmente designada por termo anafórico) 
depende da interpretação de uma outra expressão pre-
sente no contexto-verbal (o termo antecedente). Mais 
concretamente, a expressão referencialmente não autô-
noma (o termo anafórico) retoma, total ou parcialmente, o 
valor referencial do antecedente. Há casos de anáfora em 
que o termo anafórico e o antecedente são correferentes 
(isto é, designam a mesma entidade), mas há também 
casos de anáfora sem correferência. 
 
Exemplos: 
 
“Aquela voz subindo do mar de barracas e legumes eram 
como a própria sirena policial, documentando, por seu 
uivo, a ocorrência grave, que fatalmente se estaria con-
sumando ali, na claridade do dia, sem que ninguém pu-
desse evitá-la.” (retomada de uma palavra gramatical. 
Referente "-la" = "a ocorrência grave"). 
 
“Estamos ficando velhos. Há de consolar-nos o fato de 
que isso não é privilégio de alguns. Estamos todos.” (re-
tomada de uma frase inteira. Referente "isso" = "Estamos 
ficando velhos"). 
 
“Você sabe por que a televisão, a publicidade, o cinema, a 
Internet e os jornais defendem os músculos torneados, as 
vitaminas milagrosas, as modelos longilínease as aca-
demias de ginásticas? Porque tudo isso dá dinheiro. Sabe 
por que ninguém fala do afeto e do respeito entre duas 
pessoas comuns, ainda que meio gordas, um pouco feias, 
que fazem piquenique na praia? Porque isso não dá di-
nheiro para os negociantes, embora signifique prazer para 
os participantes.” (retomada de várias frases ou uma 
ideia. Referente "isso" = "Estamos ficando velhos"). 
O professor acordou feliz naquele dia. Edvaldo foi dar aula 
na Faculdade Prominas. (retomada por palavra lexi-
cal ”Edvaldo” = "professor"). 
O professor faz 50 anos no dia 01 de Janeiro de 2017. No 
dia seguinte parte para uma grande viagem de férias pela 
Amazônia. 
Aqui, exemplifica-se um caso de anáfora temporal. O va-
lor referencial da locução adverbial no dia seguinte cons-
trói-se a partir da interpretação do termo antecedente, a 
expressão temporal no dia 01 de Janeiro de 2017. Assim, 
o dia seguinte designa o dia 02 de Janeiro de 2017. 
 
Leia estes versos de Manuel Bandeira: 
 
“Vi uma estrela tão alta, 
Vi uma estrela tão fria! 
Vi uma estrela luzindo 
Na minha vida vazia”. 
 
Observe que o poeta inicia os três primeiros versos com a 
mesma expressão “Vi uma estrela”, com o objetivo de 
enfatizar essa ideia. Esse recurso é usado frequentemen-
te também na poesia. 
 
Veja outro exemplo, agora nos versos de Vinícius de Mo-
raes: 
 
“Tende piedade, Senhor, de todas as mulheres 
Que ninguém mais merece tanto amor e amizade 
Que ninguém mais deseja tanta poesia e sinceridade 
Que ninguém mais precisa tanto da alegria e serenidade”. 
 
A anáfora consiste também em repetir uma palavra ou 
expressão em espaços regulares durante o texto. 
 
“Noite – montanha. Noite vazia. Noite indecisa. Confusa 
noite. Noite à procura, mesmo sem alvo.” (Carlos Drum-
mond de Andrade) 
 
“Acorda, Maria, é dia 
de matar formiga 
de matar cascavel 
de matar estrangeiro 
de matar irmão 
de matar impulso 
de se matar”. 
 
(Carlos Drummond de Andrade) 
 
 
 
O poema “O último andar”, de Cecília Meireles, apresenta 
dois casos de anáfora: a repetição se dá nas expressões 
“último andar” e em “é lá que eu quero morar”, enfatizando 
o anseio do eu lírico em viver no último andar. 
 
“No último andar é mais bonito: 
do último andar se vê o mar. 
É lá que eu quero morar. 
 
O último andar é muito longe: 
custa-se muito a chegar. 
Mas é lá que eu quero morar. 
 
Todo o céu fica a noite inteira 
sobre o último andar. 
É lá que eu quero morar. 
 
Quando faz lua, no terraço 
fica todo o luar. 
É lá que eu quero morar. 
 
Os passarinhos lá se escondem, 
para ninguém os maltratar: 
no último andar. 
 
De lá se avista o mundo inteiro: 
Tudo parece perto, no ar. 
É lá que eu quero morar: 
 
no último andar.” 
 
CATÁFORA 
 
Numa cadeia de referência, a expressão que estabelece o 
referente pode ocorrer no discurso subsequente àquele 
em que surgem as expressões referencialmente depen-
dentes habitualmente designadas por termos anafóri-
cos (anáfora). Quando a cadeia de referência exibe esta 
ordenação linear, o termo catáfora substitui o ter-
mo anáfora. No fragmento textual 
 
"A aluna olhou-o e disse: - Edvaldo, você está com um ar 
cansado", o pronome pessoal o é uma expressão referen-
cialmente não autônoma, cujo valor depende da interpre-
tação de uma expressão presente no contexto discursivo 
subsequente, o nome próprio Edvaldo. Catáfora designa 
este tipo particular de anáfora, em que o termo anafórico 
precede o antecedente. 
 
De vocês só quero isto: dedicação. (antecipação de uma 
palavra gramatical "isto" = "dedicação") 
 
ELIPSE 
 
Leia a seguinte afirmação, extraída da obra de Autran 
Dourado: 
“A praia deserta, ninguém àquela hora na rua”. 
 
Observe que após o vocábulo “ninguém”, está implícito o 
verbo estava. Ele não aparece na afirmação, mas pode-
mos notar sua ausência pelo contexto. Por isso dizemos 
que aqui ocorreu elipse do verbo estava. 
 
Veja esta outra sentença: 
 
“No fim da festa, sobre as mesas, copos e garrafas vazi-
as”. 
 
Nesta frase, podemos identificar facilmente a ausência do 
verbo haver (No fim da festa haviam, sobre as mesas, 
copos e garrafas vazias). Portanto, podemos afirmar que, 
neste caso, também ocorreu elipse do verbo haver. 
 
A Elipse consiste em omitir um termo da frase, mas po-
demos facilmente identificá-lo pelo contexto. 
 
Outros exemplos: 
 
“Na casa vazia, nenhum sinal de vida” – elipse da expres-
são “não havia”. 
 
“A tarde talvez fosse azul, 
não houvesse tantos desejos” 
(Carlos Drummond de Andrade) – elipse da conjunção 
“se”, antes de “não”. 
 
Na frase "O professor viajou e reencontrou sua amada", 
verifica-se a elipse do sujeito da segunda oração, mas 
esse sujeito continua a ser interpretado anaforicamente, 
por retomada do valor referencial do antecedente ‘O pro-
fessor’. 
 
SINONÍMIA 
 
É um processo muito utilizado por falantes de uma língua. 
Sabe quando não queremos repetir o mesmo termo ou 
palavra a todo instante? Uma das maneiras de acabar 
com esse problema é com uso de sinônimos. Por exem-
plo, se digo: “Passe um dia na linda casa de Edvaldo.” e 
quiser referir-me novamente ao termo sublinhado “casa”, 
posso lançar mão de um sinônimo para não o ter que 
repetir: “Passe um dia na linda casa de Edvaldo e verá 
como o lar dele é aconchegante.” 
 
Para saber se o candidato domina mais esse subterfúgio 
da Língua Portuguesa, os avaliadores pedem a ele que 
substitua palavras ou termos retirados do texto e assinale 
em qual opção encontram-se aqueles que não alteram o 
sentido, ou os que alteram. Para se resolver esse tipo de 
questão é importante que o candidato tenha um certo 
domínio lexical, que conheça muitas palavras, o que é 
possível conseguir por meio de muita leitura. Pode-se ler 
 
 
de tudo. Jornais, revistas, livros, bulas de remédio, outdo-
ors, placas de trânsito... o fundamental é buscar informa-
ção. 
 
Exemplos: 
 
triste = melancólico. 
resgatar = recuperar 
maciço = compacto 
ratificar = confirmar 
digno = decente, honesto 
reminiscências = lembranças 
insipiente = ignorante. 
 
HIPONÍMIA 
 
Relação semântica em que uma palavra está num plano 
hierárquico inferior, uma vez que pertence a uma classe 
ou espécie que a inclui ao nível do significado. Este fato 
implica que o significado do hipônimo (etimologicamente 
significa nome pequeno) é mais específico e mais restrito 
do que o significado do hiperônimo a que pertence. O 
conceito de hiponímia também só é entendido em relação 
ao conceito de hiperonímia. Dizemos que há uma relação 
de hiponímia se o sentido de A estiver incluído no sentido 
de B, sendo que B deve possuir uma propriedade mais 
genérica e que inclua ao mesmo tempo o sentido de A e 
dos seus co-hipônimos. Por exemplo, peixe é hiperônimo 
em relação à sardinha, salmão, pirambu, pescada, baca-
lhau, que por sua vez são hipônimos de peixe e co-
hipônimos entre si. Os verbos afirmar, exclamar, sussur-
rar, murmurar, entre ouros, são hipônimos do verbo dizer. 
Os nomes: amarelo, branco, laranja, castanho, verde, azul, 
cinzento, vermelho, são hipônimos do hiperônimo cor. No 
mesmo nível hierárquico, os hipônimos de um mesmo 
hiperônimo, por possuírem semas semelhantes, podem 
estabelecer entre si outras relações semânticas, como a 
sinonímia, a antonímia ou a heteronímia. 
 
HIPERONÍMIA 
 
Relação semântica de superordenação hierárquica que 
uma palavra assume em relação à outra (o hipônimo) em 
virtude da sua maior abrangência de sentido. O hiperôni-
mo é etimologicamente um nome que está numa posição 
hierárquica superior (hiper) por ser capaz de incluir outras 
palavras - os seus hipônimos; ou seja, comporta-se como 
um nome de espécie ou de classe, mais genérico, menos 
restrito, a que pertencem subclasses de palavras coloca-
das num nível inferior na hierarquia do significado. Assim, 
a hiperonímia só é entendida em relação à hiponímia. Por 
exemplo, a palavra fruta é hiperônima em relação à maçã, 
pera, banana, laranja ou ao pêssego. A palavra animal é 
um hiperônimo de cão, gato, leão, tigre, elefante, girafa,rinoceronte, etc. Ou ainda, a palavra vestuário é um hipe-
rônimo de camisa, calças, saia, casaco, cachecol, etc. 
HOLONÍMIA 
 
Em termos bem objetivos, é o todo pela parte, ou seja, é 
uma palavra: “corpo”, em relação as suas partes: cabeça, 
pernas, braços, pés, etc. 
 
Neste caso, “corpo” tem uma relação de holonímia, quer 
dizer, de hierarquia semântica, com “pés”. 
 
Assim também acontece com: computador e monitor; 
alfabeto e letras; carro e cinto de segurança, etc. 
 
MERONÍMIA 
 
É o contrário da holonímia, ou seja, é a parte pelo todo. 
Logo, a parte por si só, “teclas” infere o todo “teclado” e 
faz relação semântica com o mesmo, chamada de mero-
nímia. Quando digo ou escrevo o merônimo “dentes”, 
lembro-me de seu holônimo “boca” 
 
ANTONÍMIA 
 
São palavras que possuem significados contrários, como 
largo e estreito, dentro e fora, grande e pequeno. O impor-
tante é saber que os significados são opostos, excluem-
se. 
 
Exemplos: 
 
bom x mau 
bem x mal 
condenar x absolver 
simplificar x complicar 
 
HOMONÍMIA 
 
É a identidade fonética e, ou gráfica de palavras com sig-
nificados diferentes. 
 
Existem três tipos de homônimos: 
 
Homônimos homógrafos – palavras de mesma grafia e 
significado diferente. Exemplo: jogo (substantivo) e jogo 
(verbo). 
Homônimos homófonos – palavras com mesmo som e 
grafia diferente. Exemplo: cessão (ato de ceder), sessão 
(atividade), seção (setor) e secção (corte). 
Homônimos perfeitos – palavras com mesma grafia e 
mesmo som. Exemplo: planta (substantivo) e planta (ver-
bo); morro (substantivo) e morro (verbo). 
PARONÍMIA 
 
É a semelhança gráfica e, ou fonética entre palavras. 
 
 
Exemplos de parônimos: 
 
 
 
Outros exemplos de homônimas e parônimas: 
 
Acender (atear fogo) e ascender (subir); acento (sinal 
gráfico) e assento (cadeira); ao invés de (ao contrário de) 
e em vez de (e lugar de); apreçar (tomar preço) e apressar 
(dar pressa); asado (alado) e azado (oportuno); assoar 
(limpar o nariz) e assuar (vaiar); acerca de (a respeito de), 
a cerca de (distância aproximada) e há cerca de (aproxi-
madamente tempo que passou); à-toa (ruim) e à toa (sem 
rumo); descriminar (inocentar) e discriminar (separar); 
despensa (depósito) e dispensa (licença); flagrante (evi-
dente) e fragrante (perfumoso); mandado (ato de mandar) 
e mandato (procuração); paço (palácio) e passo (marcha); 
ratificar (confirmar) e retificar (corrigir); tapar (fechar) e 
tampar (cobrir com a tampa); vultoso (volumoso) e vultu-
oso (rosto inchado). 
 
Lista com alguns homônimos e parônimos: 
 
afim = semelhante, com afinidade 
a fim de = com a finalidade de 
amoral = indiferente à moral 
imoral = contra a moral, libertino, devasso 
arrear = pôr arreios 
arriar = abaixar 
bucho = estômago de ruminantes 
buxo = arbusto ornamental 
caçar = abater a caça 
cassar = anular 
cela = aposento 
sela = arreio 
censo = recenseamento 
senso = juízo 
cessão = ato de doar 
seção ou secção = corte, divisão 
sessão = reunião 
chá = bebida 
xá = título de soberano no Oriente 
chalé = casa campestre 
xale = cobertura para os ombros 
 
cheque = ordem de pagamento 
xeque = lance do jogo de xadrez, contratempo 
comprimento = extensão 
cumprimento = saudação 
concertar = harmonizar, combinar 
consertar = remendar, reparar 
conjetura = suposição, hipótese 
conjuntura = situação, circunstância 
coser = costurar 
cozer = cozinhar 
deferir = conceder 
diferir = adiar 
descrição = representação 
discrição = ato de ser discreto 
despercebido = sem atenção, desatento 
desapercebido = desprevenido 
discente = relativo a alunos 
docente = relativo a professores 
emergir = vir à tona 
imergir = mergulhar 
emigrante = o que sai 
imigrante = o que entra 
eminente = nobre, alto, excelente 
iminente = prestes a acontecer 
esperto = ativo, inteligente, vivo 
experto = perito, entendido 
espiar = olhar sorrateiramente 
expiar = sofrer pena ou castigo 
estada = permanência de pessoa 
estadia = permanência de veículo 
fúsil = que se pode fundir 
fuzil = carabina 
fusível = resistência de fusibilidade calibrada 
incerto = duvidoso 
inserto = inserido, incluso 
indefesso = incansável 
indefeso = sem defesa 
infligir = aplicar pena ou castigo 
infringir = transgredir, violar, desrespeitar 
intemerato = puro, íntegro, incorrupto 
intimorato = destemido, valente, corajoso 
intercessão = súplica, rogo 
interse(c)ção = ponto de encontro de duas linhas 
laço = laçada 
lasso = cansado, frouxo 
soar = produzir som 
suar = transpirar 
sortir = abastecer 
surtir = originar 
sustar = suspender 
suster = sustentar 
tacha = brocha, pequeno prego 
taxa = tributo 
tachar = censurar, notar defeito em 
taxar = estabelecer o preço 
 
 
 
INTERTEXTUALIDADE 
 
Acontece quando há uma referência explícita ou implícita 
de um texto em outro. Também pode ocorrer com outras 
formas além do texto, música, pintura, filme ou novela. 
Apresenta-se explicitamente quando o autor informa o 
objeto de sua citação. Num texto científico, por exemplo, 
o autor do texto citado é indicado, já na forma implícita, a 
indicação é oculta. Por isso é importante para o leitor o 
conhecimento de mundo, um saber prévio, para reconhe-
cer e identificar quando há um diálogo entre os textos. A 
intertextualidade pode ocorrer afirmando as mesmas 
ideias da obra citada ou contestando-as. 
Há duas formas: a Paráfrase e a Paródia. 
 
PARÁFRASE 
 
Na paráfrase as palavras são mudadas, porém a ideia do 
texto é confirmada pelo novo texto, a referência ocorre 
para atualizar, reafirmar os sentidos ou alguns sentidos 
do texto citado. É dizer com outras palavras o que já foi 
dito. Temos um exemplo citado por Affonso Romano 
Sant’Anna em seu livro “Paródia, paráfrase & Cia” (p. 23): 
 
Texto Original 
 
Minha terra tem palmeiras 
Onde canta o sabiá, 
As aves que aqui gorjeiam 
Não gorjeiam como lá. 
(Gonçalves Dias, “Canção do exílio”). 
 
Paráfrase 
 
Meus olhos brasileiros se fecham saudosos 
Minha boca procura a ‘Canção do Exílio’. 
Como era mesmo a ‘Canção do Exílio’? 
Eu tão esquecido de minha terra… 
Ai terra que tem palmeiras 
Onde canta o sabiá! 
 
(Carlos Drummond de Andrade, “Europa, França e Bahia”). 
 
Este texto de Gonçalves Dias, “Canção do Exílio”, é muito 
utilizado como exemplo de paráfrase e de paródia, aqui o 
poeta Carlos Drummond de Andrade retoma o texto primi-
tivo conservando suas ideias, não há mudança do sentido 
principal do texto que é a saudade da terra natal. 
 
PARÓDIA 
 
A paródia é uma forma de contestar ou ridicularizar ou-
tros textos, há uma ruptura com as ideologias impostas e 
por isso é objeto de interesse para os estudiosos da lín-
gua e das artes. Ocorre, aqui, um choque de interpretação, 
a voz do texto original é retomada para transformar seu 
sentido, leva o leitor a uma reflexão crítica de suas verda-
des incontestadas anteriormente, com esse processo há 
uma indagação sobre os dogmas estabelecidos e uma 
busca pela verdade real, concebida através do raciocínio e 
da crítica. Os programas humorísticos fazem uso contí-
nuo dessa arte, frequentemente os discursos de políticos 
são abordados de maneira cômica e contestadora, provo-
cando risos e também reflexão a respeito da demagogia 
praticada pela classe dominante. Com o mesmo texto 
utilizado anteriormente, teremos, agora, uma paródia. 
 
Texto Original 
 
Minha terra tem palmeiras 
Onde canta o sabiá, 
As aves que aqui gorjeiam 
Não gorjeiam como lá. 
(Gonçalves Dias, “Canção do exílio”). 
 
Paródia 
 
Minha terra tem palmares 
onde gorjeia o mar 
os passarinhos daqui 
não cantam como os de lá. 
(Oswald de Andrade, “Canto de regresso à pátria”). 
 
O nome Palmares, escrito com letra minúscula, substitui a 
palavra palmeiras, há um contexto histórico, social e raci-
al neste texto, Palmares é o quilombo liderado por Zumbi, 
foi dizimado em 1695, há uma inversão do sentido do 
texto primitivo que foi substituído pela crítica à escravi-
dão existente no Brasil. 
 
 
 
PRATICANDO COM EDVALDO 
 
Leia: 
 
“Sou perseverante, eu sei. À mesa que ponho ninguém 
senta.Nas camas que arrumo ninguém dorme. Não há 
ninguém nesta casa, vazia há tanto tempo.” 
 
01.(Imparh 2018). Marque a frase em que a palavra grifa-
da constitui o antônimo de “perseverante”. 
 
A) Quando se trata de manter a casa limpa, sou uma 
mulher incansável! 
B) Às vezes, sinto-me tão volúvel por me preocupar 
com coisas tão fúteis... 
C) Vejo, todos os dias, como sou persistente em deta-
lhes de uma vida tão vazia. 
D) A vontade insistente de manter esta casa limpa dá 
significado a minha existência! 
 
 
 
Leia: 
 
Os deuses, meus descendentes; os profetas, meus public-
relations, os legisladores, meus advogados; proibir-te-ão 
como luxúria, como adultério, como crime, e até como 
atentado ao pudor! 
 
02.(Imparh 2016) Os substantivos “luxúria” e “pudor”, 
ambos apresentam entre si uma relação de: 
 
A) homonímia. 
B) paronímia. 
C) antonímia. 
D) sinonímia. 
 
03.(Imparh 2015) Neste excerto, “O papa Francisco pediu 
nesta sexta-feira (23) que os aparelhos tecnológicos, 
como celulares e tablets, não atrapalhem as conversas 
em família”, a relação de coesão entre “aparelhos tec-
nológicos” e “celulares e tablets” se dá por meio da: 
 
A) hiperonímia, a relação existente entre um termo 
mais genérico (“aparelhos tecnológicos”) e um mais 
específico (“celulares e tablets). 
B) meronímia, o segundo termo (“celulares e tablets”) 
constitui uma parte do primeiro (“aparelhos tecno-
lógicos”). 
C) catáfora, o segundo termo (“celulares e tablets”) re-
toma o primeiro termo (“aparelhos tecnológicos”). 
D) anáfora, o primeiro termo (“aparelhos tecnológicos”) 
aponta para o segundo (“celulares e tablets”). 
 
04.(Imparh 2015) Considere-se este verso da música Tua 
presença, de Paulo César Baruk, “Eu correria o mundo 
se não estivesses aqui”. A relação semântica existente 
entre a palavra sublinhada nesse verso e a palavra 
“correria” na frase “Com a correria do dia a dia” é de: 
 
A) homonímia. 
B) sinonímia. 
C) antonímia. 
D) paronímia. 
 
05.(Imparh 2015) Aponte a frase em que o termo desta-
cado apresenta oposição semântica com o verbo “as-
similar” (l. 08). 
 
A) Daniel Oppenheimer decidiu agregar mais dados re-
levantes a sua pesquisa. 
B) Os leitores desse texto poderão absorver bem mais 
informações se escreverem a mão. 
C) Os estudantes que assistiram à palestra não pude-
ram participar de outras pesquisas na área. 
D) Os pesquisadores de Princeton chegaram a esque-
cer as teorias da neurolinguística acerca disso. 
 
Leia: 
 
“Não se irrite o leitor com esta confissão. Eu bem sei que, 
para titilar-lhe os nervos da fantasia, devia padecer um 
grande desespero, derramar algumas lágrimas, e não al-
moçar. Seria romanesco; mas não seria biográfico. A rea-
lidade pura é que eu almocei, como nos demais dias...”. 
 
Machado de Assis 
 
06.(Imparh 2012) Marque a oração em que o verbo em 
destaque constitui uma antonímia para titilar: 
 
A) O amor platônico estimula o espírito sem a espe-
rança da aceitação. 
B) As tuas lágrimas mitigam o meu sofrimento, a mi-
nha dor, o meu ódio... 
C) As desilusões provocadas pelo amor inquietam o 
mais tranquilo dos corações! 
D) Punge os feridos por Cúpido a menor manifestação 
de carinho. 
 
Leia: (Imparh 2009) 
 
“A expansão do domínio português terra adentro, na cons-
tituição do Brasil, é obra dos brasilíndios ou mamelucos. 
Gerados por pais brancos, a maioria deles lusitanos, sobre 
mulheres índias, dilataram o domínio português, exorbi-
tando a dação de papel das Tordesilhas, excedendo a 
tudo que se podia esperar.” 
(Ribeiro, Darcy. 1995) 
 
07.A forma pronominal “deles” refere-se a 
 
A) Brasilíndios. 
B) Mamelucos. 
C) Pais brancos. 
D) Brasilíndios e mamelucos. 
E) Brasilíndios, mamelucos e pais brancos. 
 
08.(Imparh 2009) O dicionário registra o verbete brasilín-
dio com o sentido de “indígena do brasil”. No texto 
acima, o referido termo deve ser lido como: 
 
A) Antônimo de mameluco. 
B) Sinônimo de mameluco. 
C) Hipônimo de mameluco. 
D) Hiperônimo.de mameluco. 
E) Equivalente à acepção dicionarial. 
 
09.(Uece 2018) Assinale a opção em que os parônimos 
em destaque estão com significação INVERTIDA. 
 
A) O agente fiscalizador do trânsito inflige penas a 
quem infringe as leis do trânsito. 
 
 
B) Os vultosos números de mortes no trânsito supe-
ram os de vítimas com algum tipo de sequela tem-
porária, como faces vultuosas. 
C) Pere Navarro apresentou várias conjeturas sobre o 
trânsito no Brasil, considerando a conjuntura da 
época da entrevista. 
D) O iminente especialista em segurança viária preo-
cupa-se com a eminente catástrofe no trânsito do 
Brasil. 
 
Sinônimo é um vocábulo que, em determinado texto, 
apresenta significado semelhante ao de outro e que pode, 
em alguns contextos, ser usado no lugar desse outro sem 
alterar o sentido da sentença. Hiperônimo é um vocábulo 
ou um sintagma de sentido mais genérico em relação a 
outro. Ele abarca vocábulos de sentidos menos genéricos 
ou mais específicos. Hipônimo é um vocábulo menos 
geral ou mais específico, cujo sentido é abarcado pelo 
sentido do hiperônimo. 
 
10.(Uece 2015) Considere a ordem em que foram distribu-
ídos os vocábulos do excerto transcrito a seguir e as-
sinale a opção correta: “abracei a senda do crime e en-
veredei pela do furto...”. 
 
A) Os vocábulos roubo e furto são sinônimos e um po-
de substituir o outro, indistintamente, em qualquer 
contexto. 
B) Crime é hiperônimo de furto. Isso significa que o 
sentido do vocábulo crime é mais genérico do que o 
sentido do vocábulo furto. 
C) Nesse contexto, a inversão da posição dos vocábu-
los crime e furto seria aceitável: “abracei a senda do 
furto e enveredei pela do crime”. 
D) Sendo vereda um caminho estreito e enveredar, se-
guir por uma vereda, seria lógico dizer “abracei a ve-
reda do crime e enveredei pelo caminho do furto”. 
 
Leia: 
O impacto social, provocado por essas obras relacionadas 
à Copa do Mundo, também é questionado pelo professor. 
"São obras que estão levando a milhares de remoções. 
Essas famílias estão sendo destinadas a morar em espa-
ços mais periféricos: as obras estão gerando exclusão 
social e territorial", critica. Segundo o governo do Ceará, 
cerca de 2.140 famílias terão seus imóveis atingidos total 
ou parcialmente pela obra do VLT. 
 
11.(Uece 2014) “Essas famílias estão sendo destinadas a 
morar em espaços mais periféricos ...”. O termo em 
negrito significa 
 
A) limitados. 
B) próximos. 
C) incompletos. 
D) afastados. 
Leia: 
É uma falha do nosso registro civil: as crianças não rece-
bem número ao nascer. Dão-lhes apenas um nome, às 
vezes surrealista, que as acompanhará por toda a vida 
como pesadelo, quando a numeração pura e simples viria 
garantir identidade insofismável, poupando ainda o ve-
xame de carregar certos antropônimos. 
 
Carlos Drummond de Andrade 
 
12.(Uece 2009) O vocábulo “insofismável” pode ser subs-
tituído, sem alteração do sentido do que lhe é dado no 
texto, por 
 
A) Solúvel. D) Incógnita. 
B) Indiscutível. E) Absurda. 
C) Violável. 
 
Leia: 
“No afã do progresso material, ele se desespiritualizou. 
Desespiritualizando-se, o homem não colocou o progres-
so material efetivamente a seu serviço.” 
 
13.(Uece 2008) A palavra “afã” tem como sinônimos 
 
A) ânsia; ambição; pressa. 
B) contradição; revolta; negação. 
C) falha; erro; descuido. 
D) busca; interesse; pesquisa. 
 
Leia o excerto abaixo: 
“Diversos estudos mostram isso há muito tempo. Por 
exemplo, uma análise feita por psicólogos alemães sobre 
a rotina de violonistas da Universidade das Artes em Ber-
lim, em 1993. Eles dividiram os alunos em dois grupos de 
acordo com sua habilidade: os de “elite” e os “medianos”. 
Os dois grupos dedicavam em média 50 horas por sema-
na ao estudo do violino. Só que os medianos praticavam 
aleatoriamente ao longo do dia, enquanto os de elite con-
centravam seu trabalho em dois períodos fixos: de manhã 
e à tarde. Quanto melhor o violonista, mais rígida era essa 
divisãoentre trabalho e lazer. E isso tinha um baita im-
pacto nas vidas dos músicos. Os melhores dormiam uma 
hora a mais por noite e dedicavam mais tempo à diversão. 
No fim das contas, os mais habilidosos eram também os 
mais relaxados.” 
 
14.(CCV 2013) O pronome “isso” no comentário “E isso 
tinha um baita impacto nas vidas dos músicos.”, faz 
remissão à: 
 
A) prática de violino ao longo do dia. 
B) fixação do trabalho em dois turnos. 
C) maior destinação de tempo ao lazer. 
D) rígida divisão entre trabalho e lazer. 
E) noite de sono mais longa e relaxante. 
 
 
 
VALOR SEMÂNTICO 
DOS CONECTIVOS 
 
VALOR DAS CONJUNÇÕES 
 
Para lá de importante é ter domínio sobre o valor semân-
tico (o significado) das conjunções, ou seja, é preciso 
saber que circunstâncias nos trazem as orações iniciadas 
por elas, relativamente à ideia expressa na oração à qual 
estão ligadas. Tais circunstâncias inferem-se, em geral, 
do próprio nome das conjunções. Por exemplo, na frase: 
“estamos bem preparados, portanto teremos um bom 
desempenho”, a conjunção (portanto) é conclusiva, e a 
oração iniciada por ela (negrito) expressa uma conclusão, 
decorrente do que se diz na oração anterior, isto é, do fato 
de estarmos bem preparados. 
 
Assim, as conjunções, além de ligar orações as seguintes 
circunstâncias: 
 
• Aditiva - adição, soma, aproximação: 
 
As flores embelezam e perfumam o ambiente. 
 
• Alternativa – alternância, exclusão: 
 
“Ou troteia, ou sai da estrada.” 
 
• Adversativa – adversidade, oposição: 
 
O Brasil é um país rico, mas os brasileiros são pobres. 
 
• Conclusiva – conclusão, consequência, resultado: 
 
“Penso, logo existo”. 
 
• Explicativa – explicação, motivo: 
 
Trabalhemos, porque o trabalho dignifica. 
 
• Causal – causa razão: 
 
“Estou triste, porque não tenho você perto de mim”. 
 
• Condicional – condição: 
 
Se a chuva parar, iremos ao jogo. 
 
• Concessiva – concessão (isto é: a oração iniciada por 
ela concede uma garantia de que a ideia da outra se rea-
liza): 
 
Embora tenhamos pouco tempo, concluiremos o trabalho. 
 
• Conformativa – conformidade, concordância: 
 
Devemos proceder conforme estabelece o regulamento. 
 
• Consecutiva – consequência, efeito: 
 
Tem contado tantas mentiras, que ninguém acredita nele. 
 
• Final – finalidade, resultado desejado ou preconcebido: 
 
Estudarei esse assunto, a fim de que possa compreendê-lo. 
 
• Proporcional – proporção, medida: 
 
À proporção que estudava, compreendia melhor o assunto. 
 
• Temporal – tempo: 
 
Quando voltares, visita-me. 
 
• Integrante – a conjunção integrante inicia uma oração 
que integra o sentido (além de exercer uma função sin-
tática) de um termo da oração anterior: 
 
Espera-se que venças. (sujeito de “espera-se”) 
A verdade é que vencerás. (predicativo) 
 
VALOR DAS PREPOSIÇÕES 
 
Especificamente falando sobre as preposições, é impor-
tante sabermos que elas fazem parte das dez classes 
gramaticais e que possuem a função de ligar termos den-
tro de uma oração. 
 
Elas também estabelecem relações semânticas entre o 
termo regente (aquele que pede a preposição) e o termo 
regido (aquele que completa seu sentido). Por isso veja-
mos uma relação em que há esta ocorrência: 
 
Peguei o livro do professor com o compromisso de devol-
vê-lo amanhã - Valor semântico de posse. 
 
As esculturas de cerâmica fizeram o maior sucesso du-
rante a exposição – Matéria. 
 
Estudar com os amigos é muito mais proveitoso – Com-
panhia. 
 
O conhecimento é a chave para o sucesso – Finalidade. 
 
 
 
Fiz o trabalho conforme você sugeriu – Conformidade. 
 
Falamos sobre Machado de Assis durante a apresentação 
do seminário – Assunto. 
 
O garoto se feriu com a faca – Instrumento. 
 
Aguardávamos com ansiedade o resultado do concurso – 
Modo. 
 
O cachorro morreu de uma epidemia desconhecida – 
Causa. 
 
A plateia protestou contra o alto preço da mensalidade – 
Oposição. 
 
O orientador estipulou um prazo de vinte dias para a en-
trega da tese de dissertação – Tempo. 
 
 
VALOR SEMÂNTICO 
DO ADJUNTO ADVERBIAL 
 
É a função sintática da palavra ou da expressão que ser-
vem para modificar ou intensificar o sentido do verbo, do 
predicativo ou de outro adjunto adverbial, atribuindo-lhes 
uma circunstância. 
 
Não se deve confundir adjunto adverbial com advérbio: 
advérbio é a classe gramatical; adjunto adverbial é a fun-
ção sintática. Em outras palavras: advérbio é o nome da 
palavra; adjunto adverbial é a função que a palavra exerce 
na oração. 
 
CLASSIFICAÇÃO DOS ADJUNTOS ADVERBIAIS 
 
Adjunto Adverbial de Tempo 
 
Ex. 
O ônibus chegará a qualquer momento. 
De vez em quando, vou à praia do Pirambu. 
Ninguém confia nos políticos hoje em dia, no Ceará. 
 
Observe que, quando o adjunto adverbial estiver no final 
da oração, não será separado por vírgula, a não ser que 
haja dois ou mais adjuntos adverbiais coordenados. Se o 
adjunto adverbial estiver no início da oração ou entre os 
elementos formadores da oração, deverá estar separado 
por vírgula. 
 
Adjunto Adverbial de Lugar 
 
Ex. 
O policial observava o bandido a distância. 
O documento está em cima da escrivaninha. 
De vez em quando, vou ao cinema. 
A locução adverbial a distância só receberá o acento gra-
ve indicativo de crase, se possuir a preposição de, for-
mando a locução prepositiva à distância de. Por exemplo: 
 
O policial observava o bandido à distância de cem metros. 
 
Adjunto Adverbial de Modo 
 
Ex. 
Os namorados caminhavam lado a lado. 
Caminhei à toa pelo Pirambu. 
O acontecimento espalhou-se boca a boca. 
 
À toa, adjunto adverbial, não tem hífen. Quando for locu-
ção adjetiva, ou seja, quando estiver qualificando um 
substantivo, terá hífen. Por exemplo, Aquele homem à-toa 
só anda à toa. 
 
Adjunto Adverbial de Negação 
 
Ex. 
Não o procurarei mais. 
De modo algum, você usará esse objeto. 
 
Observe que o adjunto adverbial não, apesar de estar no 
início da oração, não está separado por vírgula. Isso por-
que é representado por apenas uma palavra. Portanto só 
será separado por vírgula o adjunto adverbial que for re-
presentado por mais de uma palavra. 
 
Adjunto Adverbial de Afirmação 
 
Ex. 
Decididamente estou disposto a ajudá-lo. 
Sem dúvida alguma, iremos até aí amanhã. 
 
Adjunto Adverbial de Dúvida 
 
Ex. 
Quem sabe, conseguiremos a vaga. 
Talvez encontremos a solução. 
 
Adjunto Adverbial de Intensidade 
 
Ex. 
Ele bebeu em excesso. 
 
Adjunto Adverbial de Meio 
 
Ex. 
Gosto de viajar de avião. 
Atacou os desordeiros a pedras. 
 
Nas expressões adverbiais femininas, muitas vezes ocor-
re o acento grave sem que haja a crase, isto é, a fusão de 
dois aa. Verifique: Comprei o carro à vista. Se trocarmos 
 
 
por um masculino correspondente, teremos: Comprei o 
carro a prazo. Evidência clara de que na expressão à vista 
não houve a fusão de dois aa. Nesses casos, o uso do 
acento grave é justificado por alguns gramáticos por uma 
questão de tradição da língua, ou para tornar o contexto 
mais claro, evitando-se ambiguidades. 
 
Não confunda adjunto adverbial de meio com adjunto 
adverbial de modo. Este indica a maneira como a ação é 
praticada; aquele, o instrumento usado para a ação ser 
praticada. Por exemplo: Andei de bicicleta, vagarosamen-
te. de bicicleta é o meio; vagarosamente, o modo. 
 
Adjunto Adverbial de Causa 
 
Ex. 
Frank Zappa morreu devido a um câncer na próstata. 
O poço secou com o calor. 
 
Adjunto Adverbial de Companhia 
 
Ex. 
Passeei a tarde toda com Edvaldo. 
Andarei junto dele. 
 
Adjunto Adverbial de Finalidade 
 
Ex. 
Eles vieram aqui para um estudo aprofundado de Portu-
guês. 
Convidei meus amigos para um passeio. 
 
Adjunto Adverbial de Oposição 
 
Ex. 
O Ferroviário jogará com o Fortaleza. 
Ela agiu contra a família. 
Adjunto Adverbial de Argumento 
 
Ocorrerá o adjunto adverbial de argumento com as ex-
pressões chegar de e bastar de, no Imperativo. 
 
Ex. 
Chega de brigas. 
Basta de incompetência. 
 
Adjunto Adverbial de Assunto 
 
Ocorrerá o adjunto adverbial de assunto, quando houververbo, indicando comunicação entre as pessoas (falar, 
conversar, discutir...) com as preposições de, sobre, a 
locução prepositiva acerca de, a respeito de... 
 
Ex. 
Conversamos sobre Edvaldo ontem. 
Edvaldo falará a respeito dos problemas educacionais 
brasileiros. 
 
Adjunto Adverbial de Preço 
 
Ex. 
Essa camisa custa muito caro. 
 
As palavras caro e barato só serão adjunto adverbial de 
preço, junto do verbo custar. Caso surjam com verbo de 
ligação, funcionarão como predicativo do sujeito, concor-
dando com este elemento. Por exemplo 
As calças custaram caro. Mas As calças estão caras. 
 
Adjunto Adverbial de Matéria 
 
Ex. 
Fiz de ouro o meu relógio. 
 
Adjunto Adverbial de Acréscimo 
 
Ex. 
Além da tristeza, sentia um profundo mal-estar. 
 
Adjunto Adverbial de Concessão 
 
Ocorrerá adjunto adverbial de concessão na indicação de 
fatores contrários iniciados por apesar de, embora, inobs-
tante... 
 
Ex. 
Apesar de você, sou feliz. 
 
Adjunto Adverbial de Condição 
 
Ex. 
Sem disciplina, não há educação. 
 
Adjunto Adverbial de Conformidade 
 
Ex. 
Faça tudo conforme os regulamentos da empresa. 
 
Adjunto Adverbial de Substituição 
 
Ex. 
Abandonou suas convicções por privilégios. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PRATICANDO COM EDVALDO 
 
01.(Consulpam 2018) A conjunção presente na frase “A 
sociedade é desigual porque a partilha do poder eco-
nômico gera diferenças históricas definidas pela divi-
são social do trabalho e da propriedade” estabelece 
entre as orações que liga uma relação semântica de: 
 
A) Finalidade. 
B) Causalidade. 
C) Condicionalidade. 
D) Proporcionalidade. 
 
A DENTADURA 
 
Enquanto dormia, a dentadura saiu do vaso tranquilamen-
te e caminhou até a cozinha onde comeu todo o bolo. 
Voltou, pé ante pé, e viu o dono dormindo na santa paz do 
Senhor. Como resistir à passiva situação de permanecer, 
há tanto tempo, mergulhada em água azul de tão estra-
nhos odores? 
 
Resolveu ter vida própria. Somente à noite, pois demasia-
do era o trabalho na boca do Sr. Pirandelo durante o dia. 
Para obtenção desse privilégio usou de uma série de re-
cursos. O mais brilhante resume- se no seguinte: compri-
mir as gengivas do velho de uma forma terrível, todos os 
dias após o jantar. 
 
Péricles Prade 
 
“Toda saudade é uma espécie de velhice. Talvez, então, a 
melhor coisa seria contar a infância não como um filme 
em que a vida acontece no tempo, uma coisa depois da 
outra, na ordem certa, sendo essa conexão que lhe dá 
sentido, princípio, meio e fim." 
 
02.(Consulpam 2015) Qual das ideias abaixo expressa o 
sentido da palavra “então" no contexto? 
 
A) Audição 
B) Conclusão 
C) Oposição 
D) Consequência 
 
03.(Uece 2018) Na frase “À frente do Departamento Geral 
de Trânsito da Espanha entre 2004 e 2012, o engenhei-
ro comandou ações que contribuíram para uma queda 
drástica das mortes em acidentes de trânsito do país. 
(...)Ainda assim, o país se preocupa agora com um no-
vo perigo...”, a expressão conectiva destacada apre-
senta valor semântico de 
 
A) concessão. 
B) prioridade. 
C) alternância. 
D) exemplificação. 
 
04.(Uece 2018) A expressão conectiva destacada em “... 
para a melhoria do trânsito, tais como cooperação, so-
lidariedade, honestidade e valorização da vida” apre-
senta valor semântico de 
 
A) prioridade. 
B) finalidade. 
C) exemplificação. 
D) causalidade. 
 
05.(Uece 2018) Assinale a opção em que a conjunção 
destacada nos trechos retirados do texto e a relação 
de sentido estabelecida estão corretamente identifica-
das. 
 
A) “... compartilhá-los com todos os cidadãos para que 
estejam conscientes da magnitude da catástrofe do 
trânsito”. – TEMPO 
B) “... as leis eram as mesmas, mas o cidadão passou 
a cumpri-las”. – CAUSA 
C) “... se não são tomadas outras iniciativas, em seis 
meses retornamos ao ponto de partida”. – CONDI-
ÇÃO 
D) “... mandar mensagem enquanto se dirige equiva-
le...” – CONSEQUÊNCIA. 
 
06.(Uece 2018) A expressão conectiva destacada em 
“...os seus cidadãos perdem a segurança para andar 
nas ruas, seja por medo de bandido, seja por medo de 
polícia” apresenta valor semântico de 
 
A) condição. 
B) finalidade. 
C) alternância. 
D) concessão. 
 
07.(Uece 2018) Assinale a opção que garante a mesma 
ideia presente em: “Não é punitivo, mas alerta”. 
 
A) Como não é punitivo, alerta. 
B) Uma vez que é punitivo, alerta. 
C) Embora não seja punitivo, alerta. 
D) Ainda que seja punitivo, alerta. 
 
08.(Uece 2018) No subtítulo “Multa não tem valor legal, 
apenas educativo”, o termo destacado tem como prin-
cipal função a de estabelecer uma circunstância em re-
lação à palavra seguinte. Essa circunstância é de 
 
A) tempo. C) lugar. 
B) inclusão. D) exclusão. 
 
 
09.(Uece 2017) Assinale a opção em que o valor semânti-
co da conjunção destacada está corretamente identifi-
cado. 
 
A) “...faz roupinhas como toda criança de 5 anos fazia 
na época de sua mãe...” — oposição. 
B) “...não sabem ler nem escrever, mas desde os 3 me-
xe no micro.” — consequência. 
C) “...o mouse é mais fácil de movimentar do que a ca-
neta. — comparação. 
D) “Quando ligados à rede mundial, navegam pelos si-
tes...” — conclusão. 
 
10.(Cetrede 2015) Os versos “Como um velho boiadeiro 
levando a boiada, / Eu vou tocando os dias pela longa 
estrada” estabelecem uma circunstância de 
 
A) comparação. 
B) causa. 
C) consequência. 
D) condição. 
E) proporção. 
 
ESCRITA E FIXAÇÃO DE INFORMAÇÃO 
 
Com a correria do dia a dia e a tecnologia ao alcance de 
todos, escrever à mão tornou-se algo menos frequente. 
Mas pesquisadores da Universidade de Princeton, nos 
Estados Unidos, elucidaram que nem sempre o que se 
apresenta como mais fácil é o melhor método. Eles expli-
caram que escrever aumenta a memorização das infor-
mações. Estudo realizado pelo psicólogo Daniel Oppe-
nheimer comprovou, por meio de um teste aplicado a es-
tudantes, que após 30 minutos da apresentação de uma 
palestra, quando interrogados sobre o assunto abordado, 
os voluntários que digitaram no notebook, apesar de te-
rem anotado uma grande quantidade de texto, consegui-
ram assimilar bem menos as explicações do tema pro-
posto – diferente do que aconteceu com o grupo que 
escreveu à mão. 
 
(Revista Extrafarma. 10 ed. Nov. e dez. 2014, p. 16) 
 
11.(Imparh 2015) Existe entre “a correria do dia a dia e a 
tecnologia ao alcance de todos” e o fato de escrever a 
mão ter-se tornado menos frequente, respectivamente, 
uma relação de: 
 
A) causa e efeito. 
B) efeito e causa. 
C) condição e hipótese. 
D) hipótese e condição. 
 
 
 
 
12.(Cetrede 2014) Leia o texto abaixo e, em seguida, assi-
nale a opção que preenche, de uma forma coesa e coe-
rente, as três lacunas. De acordo com o cientista Ja-
mes Lovelock, por conta do aquecimento global, a so-
brevivência da raça humana corre sério risco. Na visão 
do estudioso, até 2020, secas e outros extremos climá-
ticos serão lugar-comum. Para outros pesquisadores, 
__________ a rapidez __________ as mudanças climáti-
cas acontecem em todo o mundo, há possibilidade de 
se reverter a situação, caso sejam tomadas medidas 
imediatas __________ reduzir a emissão de gases polu-
entes. 
 
A) portanto – que – objetivando 
B) não obstante – com que – no sentido de 
C) dessa maneira – na qual – para 
D) no entanto – como – de modo 
E) quanto à – na qual – é o caso 
 
Leia o excerto abaixo: 
 
(...) 
 
Denise teve uma infecção no seio, chamada de mastite, 
logo depois que o primeiro filho nasceu. “Eram dores hor-
ríveis, direto. Fiquei mais de um mês tomando antibiótico 
e não fazia efeito nenhum”, conta ela. Não fazia efeito 
porque a bactéria era resistente a antibióticos. Identifica-
da a bactéria, ela teve que fazer uma cirurgia e remover 
todo o pedaço infectado na mama. Denise ficou comple-
tamente curada. E pôde amamentar o segundo filho. 
 
(...) 
 
13.(UFC 2014) Em: “Fiquei mais de um mês tomando 
antibiótico e não fazia efeito nenhum” (linha 33), a re-
lação semântica que pode ser inferida entre

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