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Sociologia e Educação: Teorias e Contradições

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Questões resolvidas

A teoria reprodutivista se caracteriza por entender que a escola é uma instituição que reproduz as injustiças sociais. Os teóricos dessa corrente podem ser entendidos como:
a . Pessimistas.
b. Interacionistas.
c. Contemporâneos.
d. Ideológicos.
e. Otimistas.

Ao defender que o conhecimento tem potencial transformador e é capaz de operar mudanças na vida das pessoas e na sociedade, Paulo Freire demonstrou que o pensamento educacional marxista assumiu no Brasil uma perspectiva:
a . Otimista, por acreditar na possibilidade de mudanças.
b. Pessimista, por acreditar que a reprodução das desigualdades é um fato consumado.
c. Providencialista, por acreditar no poder de providência do Estado.
d. Radical, por acreditar que não há nada que se possa fazer para mudar o estado de coisas.
e. Elitista, por defender a continuidade do padrão de ensino dos grupos dominantes.

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Questões resolvidas

A teoria reprodutivista se caracteriza por entender que a escola é uma instituição que reproduz as injustiças sociais. Os teóricos dessa corrente podem ser entendidos como:
a . Pessimistas.
b. Interacionistas.
c. Contemporâneos.
d. Ideológicos.
e. Otimistas.

Ao defender que o conhecimento tem potencial transformador e é capaz de operar mudanças na vida das pessoas e na sociedade, Paulo Freire demonstrou que o pensamento educacional marxista assumiu no Brasil uma perspectiva:
a . Otimista, por acreditar na possibilidade de mudanças.
b. Pessimista, por acreditar que a reprodução das desigualdades é um fato consumado.
c. Providencialista, por acreditar no poder de providência do Estado.
d. Radical, por acreditar que não há nada que se possa fazer para mudar o estado de coisas.
e. Elitista, por defender a continuidade do padrão de ensino dos grupos dominantes.

Prévia do material em texto

Prof. Me. Marcelo Almeida
UNIDADE II
Sociologia e Educação
 O estudo sociológico da escola
 A imaginação e os futuros possíveis: três cenários recorrentes quando se discute sociedade
do futuro, globalização e diversidade cultural.
- A visão do caos apocalíptico;
- A visão da utopia tecnológica;
- A visão da utopia verde.
Unidade II
A educação e sua complexidade.
Alguns dos elementos e contradições que envolvem a Educação.
Os limites da Educação: aquilo que não é de sua alçada.
A amplitude do estudo sociológico da escola: para refletirmos...
A educação é um processo complexo e conflituoso de construção do sujeito que envolve:
 Indivíduo e coletividade;
 Objetividade e subjetividade;
 Servidão e liberdade;
 Alienação e autoconsciência;
 Soma-se a isto o fato de se atribuir à Educação diversas “missões” talvez muito maiores do 
que é capaz de realizar; exemplo: a transformação da sociedade e dos modos de produção, 
a eliminação da miséria.
A amplitude do estudo sociológico da escola: para refletirmos...
Veremos as teorias “pessimistas” e as teorias “otimistas”.
Seus maiores representantes.
As tradições sociológicas aplicadas à educação: os significados
 Teorias pessimistas: pessimistas no sentido de que não vislumbram alternativas possíveis ao 
papel da educação na sociedade. 
 Atribuem à escola uma função predeterminada e fechada. 
 De um modo geral, elas seguem o pressuposto de que a função da educação é determinada 
por uma lógica superior (estrutura ou necessidade social) e a mudança dessa lógica não é 
possível, dado o poder ou o sentido da referida lógica superior.
As tradições sociológicas aplicadas à educação: os significados
 Teorias otimistas: otimistas porque vislumbram e propõem a mudança, a transformação 
social, incluindo a mudança na (e por meio da) educação. 
 Reconhecem o peso que as estruturas sociais exercem para predeterminar o papel da 
educação, mas tendem a não reconhecê-las como justas, por isso buscam sua superação. 
As tradições sociológicas aplicadas à educação: os significados
a) Teorias otimistas: Marx, Gramsci, Mannheim e Snyders. 
b) Teorias pessimistas: Weber, Althusser e Bourdieu. 
c) Teorias do consenso/da conservação: Comte e Durkheim.
d) Teorias contemporâneas (complexas): Michael Young, Mannheim e Snyders.
As tradições sociológicas aplicadas à educação e seus autores 
Veremos a influência dos teóricos da sociologia clássica sobre os 
autores mais contemporâneos 
Fernando Azevedo, Paulo Freire, Bourdieu, Althusser, Weber e Paulo Freire
A influência de Durkheim na sociologia de Fernando Azevedo: otimismo!
 Relembrando: na visão durkheimiana, o papel da escola é o de fazer com que o indivíduo se 
socialize, apreendendo os valores sociais passados pela escola, ou seja, o trabalho de 
socialização dos imaturos pelos maduros. Educação moral!
 Durkheim serviu de inspiração para Fernando Azevedo, um dos pioneiros nos estudos 
sociológicos da Educação no Brasil, ainda que este tenha ido além de Durkheim, ao 
considerar que o aluno não age passivamente diante dos comportamentos e saberes 
que lhe são passados – antes, reage de acordo com sua história e o conjunto de suas 
experiências de vida.
A influência de Durkheim na sociologia de Fernando Azevedo: otimismo!
Relembrando a teoria reprodutivista da escola:
 O fracasso escolar é o resultado das relações de classe;
 A escola é uma instituição burguesa a excluir os filhos das camadas populares;
 A realidade estaria previamente dada; é um círculo vicioso.
 Bourdieu – A escola exerce a violência simbólica (capital cultural dominante);
 Althusser – A escola como aparelho ideológico de Estado;
 Weber – A escola foi transformada em uma fábrica de mão de obra para alimentar uma 
administração que se racionaliza; pedagogia do treinamento.
A influência da visão marxista na obra de Bourdieu, Althusser e Weber: 
pessimismo!
A teoria reprodutivista se caracteriza por entender que a escola é uma instituição que reproduz 
as injustiças sociais. Os teóricos dessa corrente podem ser entendidos como:
a) Pessimistas.
b) Interacionistas.
c) Contemporâneos. 
d) Ideológicos.
e) Otimistas.
Interatividade
A teoria reprodutivista se caracteriza por entender que a escola é uma instituição que reproduz 
as injustiças sociais. Os teóricos dessa corrente podem ser entendidos como:
a) Pessimistas.
b) Interacionistas.
c) Contemporâneos.
d) Ideológicos.
e) Otimistas.
Resposta
Os anos 1960 e o pensamento de Paulo Freire: um caso emblemático
Fonte: http:// www.brasildefato.com.br/content/
ideal-de-ensino-libert%C3%A1rio-continua-contribuindo-com-aprendizagem
Para Paulo Freire:
 A educação devia partir do conhecimento do educando, para daí construir um conhecimento 
mais teórico e abstrato. Acolher a cultura originária do educando.
 Privilegiar o conhecimento universalmente reconhecido seria uma atitude de opressão aos 
alunos de classes menos favorecidas.
 Não acreditava em um conhecimento desvinculado da prática e em uma prática que não 
implica reflexão, postura oriunda do conceito marxista de práxis.
 A educação poderia possibilitar aos menos favorecidos romper 
com a dominação e a visão de mundo ingênua. A superação 
da consciência ingênua, a libertação da condição de oprimido.
A influência da visão marxista na obra de Paulo Freire: otimismo!
Para Paulo Freire:
 A educação no Brasil estava organizada de modo a eternizar a oposição entre dominantes e 
dominados e reproduzir as desigualdades existentes na sociedade.
 Apesar de ter incorporado em seu pensamento as ideias dos teóricos reprodutivistas, 
Freire não assumiu uma postura pessimista, mas optou por acreditar na 
possibilidade de mudanças.
A influência dos teóricos reprodutivistas na obra de Paulo Freire: otimismo!
 Adotar as teorias pessimistas ou as teorias otimistas: uma questão de conceber o educador 
como detentor ou não de uma autonomia relativa no ato de educar...
O educador deve escolher o pessimismo ou o otimismo...
O educador deve levar em conta que:
 O comportamento humano é tão rico e diverso que escapa a qualquer esquema teórico.
 O conhecimento é “mágico” e capaz de operar transformações na vida das pessoas.
 A leitura e a escrita nos humaniza, nos faz melhores, faz um mundo melhor.
 Uma formação sólida, inclusive na disciplina de Sociologia da Educação, possibilita ao 
educador trilhar caminhos que se voltem para a realidade dos alunos e tornar a vida escolar 
mais feliz, profícua e com mais significado para toda a comunidade escolar.
O educador deve escolher o pessimismo ou o otimismo...
Ao defender que o conhecimento tem potencial transformador e é capaz de operar 
mudanças na vida das pessoas e na sociedade, Paulo Freire demonstrou que o pensamento 
educacional marxista assumiu no Brasil uma perspectiva:
a) Otimista, por acreditar na possibilidade de mudanças.
b) Pessimista, por acreditar que a reprodução das desigualdades é um fato consumado.
c) Providencialista, por acreditar no poder de providência do Estado.
d) Radical, por acreditar que não há nada que se possa fazer para mudar o estado de coisas.
e) Elitista, por defender a continuidade do padrão de ensino dos grupos dominantes.
Interatividade
Ao defender que o conhecimento tem potencial transformador e é capaz de operar 
mudanças na vida das pessoas e na sociedade, Paulo Freire demonstrou que o pensamento 
educacional marxista assumiu no Brasil uma perspectiva:
a) Otimista, por acreditar na possibilidade de mudanças.
b) Pessimista, por acreditar que a reprodução das desigualdades é um fato consumado.
c) Providencialista, por acreditar no poder de providência do Estado.
d) Radical, por acreditar que não há nada que se possa fazer para mudar o estado de coisas.
e) Elitista, por defender a continuidade do padrão de ensino dos grupos dominantes.
Resposta
Projetando o futuro... Uma questão de coerência e compreensão da realidade.O jovem, o mundo atual e a educação
Quando um jovem estudante se vê diante do desafio da escolha de uma carreira profissional, 
muitas perguntas passam pela sua cabeça:
 Qual a carreira mais promissora? 
 O que vai me render mais dinheiro e prestígio social? 
 Qual carreira me trará mais realização pessoal e felicidade? 
 De quais profissionais o mercado está precisando? 
 Quais são as carreiras do futuro?
O jovem, o mundo atual e a educação
Pensar em Educação é pensar em uma visão de futuro que projetamos; por isso, quando 
pensamos na Educação, fazemos os mesmos tipos de pergunta:
 Que tipo de ser humano queremos formar para o futuro? 
 Como será esse futuro?
A imaginação e os futuros possíveis
Sobretudo em uma perspectiva sociológica: 
 Como formar o cidadão crítico e autônomo?
 Como esse cidadão pode contribuir para a melhoria da sociedade e para a erradicação das
desigualdades?
 Se o ser humano não for ético, consciente e solidário, não haverá o “bem comum”, mesmo
que a sociedade produza muita riqueza.
A imaginação e os futuros possíveis
Um exemplo de análise sociológica da escola é entender que:
a) A escola é sinônimo de educação.
b) A verdadeira educação não é aquela que acontece na escola.
c) Preparar para o mundo do trabalho é o objetivo maior da educação escolar.
d) A visão comum geralmente não é capaz de refletir a realidade da escola. 
e) A educação informal não exerce impacto significativo sobre o aluno.
Interatividade
Um exemplo de análise sociológica da escola é entender que:
a) A escola é sinônimo de educação.
b) A verdadeira educação não é aquela que acontece na escola.
c) Preparar para o mundo do trabalho é o objetivo maior da educação escolar.
d) A visão comum geralmente não é capaz de refletir a realidade da escola. 
e) A educação informal não exerce impacto significativo sobre o aluno.
Resposta
Segundo Whitaker (2000), todas as visões de futuro projetadas pela imaginação humana 
recaem sobre três visões:
 Caos apocalíptico;
 Utopia tecnológica;
 Utopia verde.
 Um dos propósitos do estudo das visões de futuro é nos 
permitir enxergar e perceber as motivações que podem tornar-
se a base de ações dos educadores em suas relações com as 
escolas e os alunos.
Visões de futuro 
 É uma visão de futuro pautada na desesperança e no pessimismo. O “fim está próximo e 
nada adianta”. Esta postura é muito conveniente para a manutenção do “sistema”, 
pois gera paralisia, conformismo, acomodação, indisciplina etc., o que é péssimo para a 
sociedade e a Educação.
Comentários muito comuns nas salas de aula do Brasil:
 Os alunos não querem saber de nada!
 Não adianta ensinar nada, pois os alunos não aprendem mesmo...
 A escola e a educação estão falidas!
 O aquecimento global vai acabar com tudo, a água está 
acabando, não há futuro!
A visão do caos apocalíptico
 É uma visão de futuro pautada em um otimismo ingênuo em relação à tecnologia, como se 
todos os problemas da escola fossem desaparecer com o emprego de tecnologias e 
computadores nas escolas.
 Sem professores bem formados, remunerados e com a autoestima em dia, as tecnologias 
pouco (ou nada) contribuirão para a Educação.
 A educação é uma atividade essencialmente humana e, por isso, intransferível. As 
tecnologias devem ser usadas como “ferramentas” para tal atividade, jamais substituindo-a.
A visão da utopia tecnológica
 Atualmente esta utopia faz parte do importante processo de conscientização do 
homem moderno.
 Consiste na ideia de que temos de nos desenvolver como civilização técnico-científica, mas 
em equilíbrio com o meio ambiente.
A visão da utopia verde
Reflexão sobre esta utopia:
 Não se resume em plantar árvores ou admirar o marketing de empresas que se dizem 
“verdes” ou preocupadas com o meio ambiente.
 Deixará de ser utopia a partir do momento em que questionarmos o modelo de 
desenvolvimento adotado pela nossa sociedade urbanocêntrica, pautada na 
acumulação e exploração desenfreadas da natureza e das pessoas.
A visão da utopia verde
As questões abaixo denunciam que tipo de visão de futuro?
 “Os alunos não querem saber de nada!” 
 “Não adianta ensinar nada, pois os alunos não aprendem mesmo...”
 “A escola e a educação estão falidas!”
a) Utopia tecnológica.
b) Utopia verde.
c) Caos tecnológico.
d) Caos apocalíptico.
e) Utopia do caos.
Interatividade
As questões abaixo denunciam que tipo de visão de futuro?
 “Os alunos não querem saber de nada!” 
 “Não adianta ensinar nada, pois os alunos não aprendem mesmo...”
 “A escola e a educação estão falidas!”
a) Utopia tecnológica.
b) Utopia verde.
c) Caos tecnológico.
d) Caos apocalíptico.
e) Utopia do caos.
Resposta
WHITAKER, D. Escolha da carreira e globalização. 11. ed. São Paulo: Moderna, 2000.
Referências
ATÉ A PRÓXIMA!

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