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991. (FUVEST/2018) No que se refere à crise do coloni-
alismo português na África na segunda metade do sé-
culo XX, 
a) a Era das Revoluções, ao implicar a abolição do tráfico 
transatlântico de escravos para as Américas, erodiu as ba-
ses do domínio de Portugal sobre Angola e Moçambique. 
b) Portugal, com um poder de segunda ordem no concerto 
europeu, se viu alijado das deliberações da Conferência de 
Berlim, perdendo assim o domínio sobre suas colônias. 
c) as independências de Angola e de Moçambique foram 
marcadas por um processo relativamente pacífico, que en-
volveu ampla negociação com os poderes metropolitanos 
em Portugal. 
d) o processo de independência das colônias portuguesas, 
ao contrário do que ocorreu nas colônias inglesas e france-
sas, não se relacionou às polarizações geopolíticas da 
Guerra Fria. 
e) o movimento de independência colonial foi decisivo para 
o processo de transformação política em Portugal, ao ace-
lerar a crise do regime autoritário nascido no período entre 
guerras. 
 
992. (UNCISAL AL/2018) Ao longo do século XIX, a Eu-
ropa efetivou um domínio mais formal do continente 
africano. Os europeus promoveram a partilha da África 
entre si, por meio de tratados e acordos. A divisão dos 
territórios visava atender aos interesses econômicos 
das Metrópoles e os limites traçados separavam povos 
ou aglutinavam grupos étnicos diferentes. Após a Se-
gunda Guerra Mundial, a atuação de diversos movimen-
tos nacionalistas, associada ao declínio das antigas po-
tências imperialistas e à expansão do socialismo, per-
mitiu que os países africanos alcançassem indepen-
dência. No entanto as disputas pelo controle de territó-
rios entre diferentes grupos provocaram conflitos com 
consequências desastrosas para a população. Em rela-
ção a esses conflitos, analise as assertivas e assinale a 
alternativa que aponta as corretas. 
 
I. Durante a década de 1980, a região conhecida como 
Sahel foi palco de intensos conflitos entre grupos ri-
vais. Os casos mais graves ocorreram na Somália e na 
Etiópia. 
II. Na década de 1990, o confronto entre as etnias Tutsis 
e Hutus, que disputavam o controle do território de Ru-
anda, provocou a morte de mais de oitocentas mil pes-
soas. 
III. Angola e Moçambique, após a independência, opta-
ram pela implantação do socialismo. As disputas entre 
grupos pró-soviéticos e pró- Estados Unidos geraram 
conflitos que perduraram por décadas. 
IV. No Sudão, os conflitos na região de Darfur, entre os 
grupos separatistas cristãos e os mulçumanos, gera-
ram mais de 2 milhões de refugiados, que ocupam pre-
cários acampamentos na própria região. 
 
a) I, II, III e IV. 
b) Apenas I e II. 
c) Apenas II, III e IV. 
d) Apenas I e IV. 
e) Apenas II e III. 
 
 
 
993. (ESPM SP/2018) Depois do período de transição, 
em 11 de novembro de 1975, o MPLA, sob a direção de 
Agostinho Neto, proclamou a independência, reconhe-
cida pelo governo português. 
A primeira guerra de independência estava terminada. 
Mas a continuidade das divisões internas logo transfor-
mou-se em uma segunda guerra civil, disputada entre 
MPLA e UNITA. Esta contou com a participação direta 
dos EUA e da África do Sul. Quanto ao MPLA, teve 
apoio logístico e humano da URSS, da China e sobre-
tudo de Cuba. 
(Leila Hernandez. A África na sala de aula) 
 
O texto faz menção à independência de: 
a) Angola; 
b ) Moçambique; 
c) Guiné-Bissau; 
d) Cabo Verde; 
e) Argélia. 
 
994. (UERJ/2018) Tínhamos a incumbência de reelabo-
rar nosso passado sombrio, contribuindo assim para 
tratar um povo traumatizado e ferido. Uma tarefa gran-
diosa, já que todos os sul-africanos tinham suas le-
sões. Queríamos obter a unidade da nação e a reconci-
liação. 
DESMOND TUTU. Adaptado de dw.com, 29/10/2008. 
 
O arcebispo Desmond Tutu dirigiu a Comissão da Ver-
dade na África do Sul, entre 1996 e 1998, durante o go-
verno do presidente Nelson Mandela. 
 
Ao propor “a unidade da nação e a reconciliação”, o ar-
cebispo buscava enfrentar os problemas causados pela 
vigência do regime de: 
a) segregação racial 
b) natureza totalitária 
c) ordenamento cultural 
d) disciplinarização social 
 
995. (PUC SP/2018) “Já vi o demônio da violência, o de-
mônio da cobiça e o demônio do desejo ardente; [...] 
eram todos demônios fortes, vigorosos [...] Mas ali, na-
quela colina, antevi que ao brilho ofuscante do Sol da-
quela terra eu iria conhecer um outro demônio, flácido, 
falso e de olhos fracos, de uma insensatez rapinante e 
impiedosa.” 
CONRAD, Joseph. Coração das Trevas. 
São Paulo: Companhia da Letras. 2013 
 
O texto refere-se à exploração das terras do Congo du-
rante o imperialismo do século XIX, o que deixou mar-
cas no país e em todo continente africano. Sobre a his-
tória deste continente a partir do século XIX, podemos 
AFIRMAR que 
 
I. A divisão territorial criada pela Conferência de Berlim, 
em 1885, ajudou a motivar inúmeros conflitos regionais 
no continente, pois não respeitou as diferentes etnias 
africanas e suas ocupações territoriais de origem. 
II. A grande maioria dos países africanos conquistou 
sua independência após a Segunda Guerra Mundial, po-
rém, inúmeros outros conflitos surgiram, decorrentes 
de disputas políticas internas associadas às influências 
de EUA e URSS, já no contexto da Guerra Fria.