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Questão 5/10 - O Pensamento Histórico do Brasil* Leia a passagem de texto: “Os projetos de colonização do interior, até então, esbarravam, no IHGB, no consenso axiomático de que o indígena era um ente degenerado. Como fundar um contrato social com seres degenerados, como interiorizar a civilização contornando-se as ‘ruínas de povos’, como trazer à ‘comunhão brasileira’ tantos ‘inimigos internos’?” Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: FERREIRA, L. M. Ciência nômade: O IHGB e as viagens científicas no Brasil imperial. História, Ciências, Saúde, Manguinhos, v. 13, n. 2, p. 271-292, abr./jun., 2006. p. 282. Considerando a passagem de texto e os conteúdos do livro-base Historiografia brasileira: uma breve história da história no Brasil sobre o trabalho coletivo do IHGB, é correto afirmar que:
incorporou o nativo como símbolo da nação, no contexto de construção da identidade nacional.
reconheceu a inferioridade do indígena e condenou a consolidação do projeto europeu de civilização.
considerou o indígena como mais uma etnia digna de cidadania, junto com escravos africanos e imigrantes europeus.
defendeu etnias do interior e condenou etnias do litoral, respeitando, contudo, suas particularidades religiosas.
construiu um discurso histórico de redução da humanidade indígena e, paralelamente, exaltação dos padrões europeus.
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há 2 anos

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ano passado

Vamos analisar as alternativas com base na passagem do texto e no contexto do IHGB (Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro) em relação ao indígena. A passagem menciona que o IHGB tinha um "consenso axiomático de que o indígena era um ente degenerado", o que indica uma visão negativa sobre os indígenas. Agora, vamos avaliar cada alternativa: A) Incorporou o nativo como símbolo da nação, no contexto de construção da identidade nacional. - Esta alternativa não se alinha com a visão negativa expressa no texto. B) Reconheceu a inferioridade do indígena e condenou a consolidação do projeto europeu de civilização. - Embora reconheça a inferioridade do indígena, não parece que o IHGB condenou o projeto europeu; na verdade, o texto sugere que havia um consenso em torno da civilização europeia. C) Considerou o indígena como mais uma etnia digna de cidadania, junto com escravos africanos e imigrantes europeus. - Esta alternativa não é compatível com a ideia de que o indígena era visto como "ente degenerado". D) Defendeu etnias do interior e condenou etnias do litoral, respeitando, contudo, suas particularidades religiosas. - Não há menção a uma defesa de etnias do interior ou condenação das do litoral no texto. E) Construiu um discurso histórico de redução da humanidade indígena e, paralelamente, exaltação dos padrões europeus. - Esta alternativa se alinha bem com a ideia de que o IHGB via o indígena de forma negativa e exaltava a civilização europeia. Portanto, a alternativa correta é: E) Construiu um discurso histórico de redução da humanidade indígena e, paralelamente, exaltação dos padrões europeus.

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há 2 anos

Analisando a passagem de texto e os conteúdos do livro-base Historiografia brasileira: uma breve história da história no Brasil, a alternativa correta é: "construiu um discurso histórico de redução da humanidade indígena e, paralelamente, exaltação dos padrões europeus." Alternativa E.

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Questão 1/10 - O Pensamento Histórico do Brasil* Considere a seguinte citação: “[...] o conhecimento histórico brasileiro se produziu e se produz em diferentes suportes: crônicas, tratados, romances, ensaios, monografias, teses, artigos, aulas, conferências etc., atravessando diferentes paradigmas, modos de fazer e funções sociais, que se alteram em função dos diversos contextos surgidos ao longo do tempo”. Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: CARVALHO, R.; LIMA, H.; LIMA, J. Historiografia brasileira: uma breve história da história no Brasil. Curitiba: InterSaberes, 2018. p. 14. Considerando estas informações e os conteúdos do livro-base Historiografia brasileira: uma breve história da história no Brasil sobre o contexto da produção do conhecimento histórico brasileiro, assinale a alternativa correta:
A produção historiográfica brasileira limita-se ao conhecimento produzido no âmbito acadêmico e universitário.
A função social do conhecimento histórico brasileiro restringe-se à manutenção do poder político, sem questioná-lo.
Crônicas e romances do período colonial não são fontes históricas nem são consideradas produções de conhecimento histórico.
O conhecimento histórico produzido no Brasil vincula-se exclusivamente aos períodos colonial e imperial.
O conhecimento histórico brasileiro abriga uma série de documentos, variando de acordo com os contextos históricos e os modos de produzir e escrever história.
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Questão 2/10 - O Pensamento Histórico do Brasil* Leia a citação: “De um lado, o fanatismo religioso, o sebastianismo, a visão messiânica de um líder com forte apelo popular, a quem se atribuem poderes sobrenaturais, derrotado e visto como injustiçado. Do outro, a força de uma milícia cruel e sanguinária, que se julga garantida pela razão e pela lei, munida, nas palavras de Euclides, do ‘argumento único, incisivo, supremo e moralizador — a bala’. [...] mais de 120 anos depois, o valor da obra de Euclides não está nas explicações geográficas, climáticas, raciais ou científicas, todas elas ultrapassadas. Está na explicação para a tragédia do Brasil.” Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: GUROVITZ, Hélio. Euclides da Cunha em tempos de Lula e Bolsonaro. Época, 27 jun. 2019 . Acesso em: 30 jun. 2019. Considerando a citação e os conteúdos do livro-base Historiografia brasileira: uma breve história da história no Brasil sobre a contribuição de Euclides da Cunha para as interpretações do Brasil, é correto afirmar que:
as contribuições de Euclides da Cunha restringem-se às interpretações da natureza brasileira, sobre a qual fez uma detalhada explanação conceitual.
Euclides da Cunha entendia a violência do Estado como necessária para manter longe os líderes messiânicos que enganavam populares pobres.
o messianismo de Antônio Conselheiro é um fenômeno exclusivo de movimentos populares do século XIX, como Canudos.
a atualidade da obra de Cunha permanece por causa do entendimento do Brasil como um país unificado geográfica e politicamente.
A partir da obra de Euclides da Cunha é possível notar sérios problemas que afligem o Brasil atual: violência do Estado e visão messiânica de líderes políticos.
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Questão 3/10 - O Pensamento Histórico do Brasil* Leia a passagem de texto: “O clima do Brasil geralmente é temperado de bons, delicados e salutíferos ares, donde os homens vivem muito até 90, cento e mais anos [...] a terra é um tanto melancólica, regada de muitas águas, assim de rios caudais, como do céu, e chove muito nela, principalmente no inverno; é cheia de grandes arvoredos que todo o ano são verdes; é terra montuosa, principalmente nas fraldas do mar.” Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: CARDIM, Fernão. Tratados da terra e gente do Brasil. Rio de Janeiro: J. Leite & Cia, 1925. p. 35. Considerando a passagem de texto e os conteúdos do livro-base Historiografia brasileira: uma breve história da história no Brasil é correto afirmar que o padre Fernão Cardim, o autor do trecho acima:
interpreta a natureza brasileira como um elemento divino e relaciona os nativos com os primeiros habitantes do Jardim do Éden.
elogia o clima, relacionando-o à longevidade da população local e destaca os verdes e a abundância de chuvas.
conduz uma leitura que reforça a beleza da natureza e a humanidade do indígena, retirando dele o estereótipo de selvagem.
exagera na sua representação da natureza brasileira, já que as mesmas características climáticas, de fauna e flora existiam na Europa.
Induz os leitores de sua obra a relacionarem a natureza brasileira com o inferno e o nativo com o bestial e selvagem.
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Considerando a passagem de texto, que trata da produção de Gilberto Freyre, e os conteúdos do livro-base Historiografia brasileira: uma breve história da história no Brasil é correto afirmar que Freyre:
A tem uma abordagem culturalista, inovando ao estudar relações entre senhores e escravos inclusive no âmbito da sexualidade.
B entende o mundo colonial marcado pela presença de brancos e negros, dois polos extremos sem nenhuma possibilidade de contato cultural e social.
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