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Questão 1/10 - O Pensamento Histórico do Brasil* Considere a seguinte citação: “[...] o conhecimento histórico brasileiro se produziu e se produz em diferentes suportes: crônicas, tratados, romances, ensaios, monografias, teses, artigos, aulas, conferências etc., atravessando diferentes paradigmas, modos de fazer e funções sociais, que se alteram em função dos diversos contextos surgidos ao longo do tempo”. Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: CARVALHO, R.; LIMA, H.; LIMA, J. Historiografia brasileira: uma breve história da história no Brasil. Curitiba: InterSaberes, 2018. p. 14. Considerando estas informações e os conteúdos do livro-base Historiografia brasileira: uma breve história da história no Brasil sobre o contexto da produção do conhecimento histórico brasileiro, assinale a alternativa correta: A A produção historiográfica brasileira limita-se ao conhecimento produzido no âmbito acadêmico e universitário. B A função social do conhecimento histórico brasileiro restringe-se à manutenção do poder político, sem questioná-lo. C Crônicas e romances do período colonial não são fontes históricas nem são consideradas produções de conhecimento histórico. D O conhecimento histórico produzido no Brasil vincula-se exclusivamente aos períodos colonial e imperial. E O conhecimento histórico brasileiro abriga uma série de documentos, variando de acordo com os contextos históricos e os modos de produzir e escrever história. Você assinalou essa alternativa (E) Questão 2/10 - O Pensamento Histórico do Brasil* Leia a citação: “De um lado, o fanatismo religioso, o sebastianismo, a visão messiânica de um líder com forte apelo popular, a quem se atribuem poderes sobrenaturais, derrotado e visto como injustiçado. Do outro, a força de uma milícia cruel e sanguinária, que se julga garantida pela razão e pela lei, munida, nas palavras de Euclides, do ‘argumento único, incisivo, supremo e moralizador — a bala’. [...] mais de 120 anos depois, o valor da obra de Euclides não está nas explicações geográficas, climáticas, raciais ou científicas, todas elas ultrapassadas. Está na explicação para a tragédia do Brasil.” Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: GUROVITZ, Hélio. Euclides da Cunha em tempos de Lula e Bolsonaro. Época, 27 jun. 2019 <https://epoca.globo.com/euclides-da-cunha-em-tempos-de-lula-bolsonaro-23766946>. Acesso em: 30 jun. 2019. Considerando a citação e os conteúdos do livro-base Historiografia brasileira: uma breve história da história no Brasil sobre a contribuição de Euclides da Cunha para as interpretações do Brasil, é correto afirmar que: A as contribuições de Euclides da Cunha restringem-se às interpretações da natureza brasileira, sobre a qual fez uma detalhada explanação conceitual. B Euclides da Cunha entendia a violência do Estado como necessária para manter longe os líderes messiânicos que enganavam populares pobres. C o messianismo de Antônio Conselheiro é um fenômeno exclusivo de movimentos populares do século XIX, como Canudos. D a atualidade da obra de Cunha permanece por causa do entendimento do Brasil como um país unificado geográfica e politicamente. E A partir da obra de Euclides da Cunha é possível notar sérios problemas que afligem o Brasil atual: violência do Estado e visão messiânica de líderes políticos. Você assinalou essa alternativa (E) Questão 3/10 - O Pensamento Histórico do Brasil* Leia a passagem de texto: “O clima do Brasil geralmente é temperado de bons, delicados e salutíferos ares, donde os homens vivem muito até 90, cento e mais anos [...] a terra é um tanto melancólica, regada de muitas águas, assim de rios caudais, como do céu, e chove muito nela, principalmente no inverno; é cheia de grandes arvoredos que todo o ano são verdes; é terra montuosa, principalmente nas fraldas do mar.” Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: CARDIM, Fernão. Tratados da terra e gente do Brasil. Rio de Janeiro: J. Leite & Cia, 1925. p. 35. Considerando a passagem de texto e os conteúdos do livro-base Historiografia brasileira: uma breve história da história no Brasil é correto afirmar que o padre Fernão Cardim, o autor do trecho acima: A interpreta a natureza brasileira como um elemento divino e relaciona os nativos com os primeiros habitantes do Jardim do Éden. B elogia o clima, relacionando-o à longevidade da população local e destaca os verdes e a abundância de chuvas. Você assinalou essa alternativa (B) C conduz uma leitura que reforça a beleza da natureza e a humanidade do indígena, retirando dele o estereótipo de selvagem. D exagera na sua representação da natureza brasileira, já que as mesmas características climáticas, de fauna e flora existiam na Europa. E Induz os leitores de sua obra a relacionarem a natureza brasileira com o inferno e o nativo com o bestial e selvagem. Questão 4/10 - O Pensamento Histórico do Brasil* Leia o seguinte fragmento de texto: “A feição deles é serem pardos, um tanto avermelhados, de bons rostos e bons narizes, bem feitos. Andam nus, sem cobertura alguma. Nem fazem mais caso de encobrir ou deixar de encobrir ou de mostrar suas vergonhas do que de mostrar a cara. Acerca disso são de grande inocência.” Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: CAMINHA, Pero Vaz. A Carta. http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000292.pdf. Acesso em: 28 maio 2019. Considerando estas informações e os conteúdos do livro-base Historiografia brasileira: uma breve história da história no Brasil sobre os primeiros documentos históricos do período colonial, é correto afirmar que: A Os cronistas do século XVI eram apenas portugueses que desembarcaram na costa litorânea do Brasil, como é o caso de Caminha. B Caminha ao escrever sobre as indígenas é movido por uma lógica cristã, representando assim seu assombro com os nativos e o desconhecido. Você assinalou essa alternativa (B) C Caminha apresenta em seu texto uma preocupação em entender a realidade cultural e social dos indígenas locais. D A nudez, apesar de despertar a atenção de Caminha, ganha uma posição secundária, já que seu ambiente de produção era marcadamente antirreligioso. E Caminha reconhece a superioridade racial dos indígenas frente aos portugueses ao descrevê-los como “bem feitos”. Questão 5/10 - O Pensamento Histórico do Brasil* Leia a passagem de texto: “Os projetos de colonização do interior, até então, esbarravam, no IHGB, no consenso axiomático de que o indígena era um ente degenerado. Como fundar um contrato social com seres degenerados, como interiorizar a civilização contornando-se as ‘ruínas de povos’, como trazer à ‘comunhão brasileira’ tantos ‘inimigos internos’?” Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: FERREIRA, L. M. Ciência nômade: O IHGB e as viagens científicas no Brasil imperial. História, Ciências, Saúde, Manguinhos, v. 13, n. 2, p. 271-292, abr./jun., 2006. p. 282. Considerando a passagem de texto e os conteúdos do livro-base Historiografia brasileira: uma breve história da história no Brasil sobre o trabalho coletivo do IHGB, é correto afirmar que: A incorporou o nativo como símbolo da nação, no contexto de construção da identidade nacional. B reconheceu a inferioridade do indígena e condenou a consolidação do projeto europeu de civilização. C considerou o indígena como mais uma etnia digna de cidadania, junto com escravos africanos e imigrantes europeus. D defendeu etnias do interior e condenou etnias do litoral, respeitando, contudo, suas particularidades religiosas. E construiu um discurso histórico de redução da humanidade indígena e, paralelamente, exaltação dos padrões europeus. Você assinalou essa alternativa (E) Questão 6/10 - O Pensamento Histórico do Brasil* Atente para a citação: “Mas, as viagens científicas brasileiras também teriam monumentos para estudar: os obeliscos assentados no Pará, asconstruções e ruínas provenientes da presença holandesa no Brasil, e mesmo vestígios de civilização, como as estátuas indígenas descobertas na embocadura do rio Negro.” Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: FERREIRA, L. M. Ciência nômade: O IHGB e as viagens científicas no Brasil imperial. História, Ciências, Saúde, Rio de Janeiro, v. 13, n. 2, p. 271-292, abr./jun., 2006. p. 277. Considerando a citação e os conteúdos do livro-base Historiografia brasileira: uma breve história da história no Brasil sobre o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), é correto afirmar que: A o IHGB reconhecia como fontes unicamente documentos orais, desprezando os outros modelos. B a busca do IHGB pelos monumentos nacionais reforçava a perspectiva de história ligada também à prática da arqueologia. Você assinalou essa alternativa (B) C A descoberta de monumentos reforçaria os argumentos do IHGB que centralizavam a identidade nacional no indígena. D O IHGB vinculava-se à influência de escolas norte-americanas que exportavam seu modelo cientificista para o mundo. E O cientificismo do IHGB eximia-se de qualquer perspectiva que estivesse ligada a uma escala evolutiva civilizacional. Questão 7/10 - O Pensamento Histórico do Brasil* Atente para a passagem de texto: “Em Casa Grande & Senzala, o recurso à perversão sexual como fator de estabilidade da estrutura social tem como objetivo explicar a aproximação entre senhores e escravos, brancos e negros, dois grupos divididos por profundas diferenças sociais e culturais.” Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: MARCUSI, A. A. Mestiçagem e perversão sexual em Gilberto Freyre e Arthur de Gobineau. Estudos Históricos, Rio de Janeiro, v. 26, n. 52, p. 275-293, jul./dez., 2013. p. 284. Considerando a passagem de texto, que trata da produção de Gilberto Freyre, e os conteúdos do livro-base Historiografia brasileira: uma breve história da história no Brasil é correto afirmar que Freyre: A tem uma abordagem culturalista, inovando ao estudar relações entre senhores e escravos inclusive no âmbito da sexualidade. Você assinalou essa alternativa (A) B entende o mundo colonial marcado pela presença de brancos e negros, dois polos extremos sem nenhuma possibilidade de contato cultural e social. C reconhece a sexualidade como um fator de afastamento cultural, ou seja, um fenômeno que distanciava brancos e negros. D centraliza sua preocupação em aspectos da vida pública, desconsiderando os aspectos da vida privada. E defende a lógica cristã que permeou a colonização enfatizando seu poder de evitar a perversão sexual. Questão 8/10 - O Pensamento Histórico do Brasil* Atente para a citação: “Essa interação entre o ‘eu’, interior e particular a cada um, e o ‘outro’, o além de mim, é o que denominamos de alteridade. Esse conceito parte do pressuposto de que todo indivíduo social é interdependente dos demais sujeitos de seu contexto social, isto é, o mundo individual só existe diante do contraste com o mundo do outro.” Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: RODRIGUES, Lucas de Oliveira. Conceito de alteridade. https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/conceito-alteridade.html. Acesso em: 28 maio 2019. Considerando a citação e os conteúdos do livro-base Historiografia brasileira: uma breve história da história no Brasil sobre a questão da alteridade durante o processo de colonização, é correto afirmar que: A Os primeiros cronistas do período colonial brasileiro valeram-se da alteridade para compreender e respeitar as populações nativas e, em seguida, os escravos africanos que vieram para o Brasil. B O choque cultural ocorrido com a chegada dos europeus a América representou o primeiro passo em direção à convivência pacífica e harmônica entre esses diferentes povos. C Existia uma preocupação dos primeiros cronistas em entender o “outro”, representando-o sempre como humano e, por isso, abriam mão da perspectiva do “eu”, no caso, a cultura europeia. D No processo de colonização, Pero Magalhães de Gandavo e os demais cronistas viam o outro como incivilizado e bestial, e usavam essa percepção como justificativa para a exploração. Você assinalou essa alternativa (D) E A superioridade europeia foi representada de maneira secundária, ocupando pequenos espaços nos documentos históricos do século XVI, quando se inicia a colonização. Questão 9/10 - O Pensamento Histórico do Brasil* Leia a passagem de texto: “A teoria da história tem por objetivo analisar o que sempre foi a base do pensamento histórico em sua versão científica e que, sem a explicitação e a explicação por ela oferecidas, nunca passaria de pressupostos e de fundamentos implícitos.” Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: RÜSEN, Jörn. Razão histórica: teoria da história: os fundamentos da ciência histórica. Brasília: UnB, 2001. p. 14. Conforme a passagem de texto e os conteúdos do livro-base Historiografia brasileira: uma breve história da história no Brasil, a historiografia brasileira apresenta algumas fases. Tendo em vista a consolidação da ciência histórica no Brasil, relacione os historiadores abaixo às suas obras e ideias: 1. Sérgio Buarque de Holanda 2. Fernand Braudel 3. Afonso Taunay ( ) Autor do ensaio Raízes do Brasil. ( ) Francês, foi professor da prestigiada École Pratique des Hautes Études. ( ) Autor de História do café no Brasil, obra de 15 volumes. ( ) Desenvolveu o conceito de homem cordial para compreender o comportamento nacional. ( ) Defendia a busca da totalidade histórica por parte da pesquisa historiográfica recorrendo a interdisciplinaridade. Agora, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta: A 1 – 2 – 3 – 1 – 2 Você assinalou essa alternativa (A) B 1 – 3 – 2 – 1 – 3 C 2 – 1 – 3 – 1 – 1 D 2 – 1 – 3 – 3 – 2 E 3 – 2 – 1 – 2 – 1 Questão 10/10 - O Pensamento Histórico do Brasil* Leia a passagem de texto: “Martius deixa claro que seu trabalho não se resume a um mero estudo etnográfico sobre povos exóticos, mas se reveste de séria importância para o futuro de um nascente império. Mescla de naturalista, etnógrafo e historiador (e, desta forma, autorizado profeta), ele pensa que a população autóctone faz parte de uma raça que desaparecerá.” Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: ODA, A. M. Da enfermidade chamada banzo: excertos de Sigaud e de von Martius (1844). Revista Latinoamericana de Psicopatologia Fundamental, São Paulo, v. 11, n. 4, p. 762-778, dez., 2008. p. 767. Considerando a passagem de texto e os conteúdos do livro-base Historiografia brasileira: uma breve história da história no Brasil sobre a construção historiográfica no século XIX e as ideias de Von Martius, assinale a alternativa correta: A Sua perspectiva científica desvincula-se das matrizes europeias, sendo von Martius um pesquisador independente. B Von Martius, estudioso de caráter multidisciplinar, priorizava o estudo das três principais raças brasileiras. Você assinalou essa alternativa (B) C As proposições de von Martius apresentam limitações práticas, já que suas pesquisas ficaram restritas ao litoral. D Von Martius considerava o elemento indígena a alavanca necessária para o desenvolvimento histórico nacional. E Ao limitar-se em estudar botânica, a contribuição de von Martius restringiu-se apenas ao campo da flora e fauna.