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Leia o trecho a seguir: Na sistemática do Código de Defesa do Consumidor, os produtos e serviços colocados no mercado de consumo não poderão acarretar riscos à saúde e à segurança dos consumidores, exceto aqueles que por sua natureza e fruição, como cigarros e agrotóxicos, apresentam risco inerente, ou seja, os que previsivelmente apresentam riscos. Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre a qualidade e segurança dos produtos e serviços, é possível afirmar que:

os artigos 9° e 10° do CDC fazem distinções quanto à nocividade e periculosidade entre os produtos e serviços.
o legislador utiliza do conceito aberto de nocividade e periculosidade de modo que cabe ao magistrado, em caso concreto, a análise de sua caracterização.
produtos com nocividade latente são aqueles que à primeira vista não apresentam risco e que posteriormente, em razão de defeitos de fabricação, colocam em risco a saúde e segurança do consumidor.
o fornecedor não é proibido de colocar no mercado de consumo produto que saiba apresentar alto grau de nocividade e periculosidade à saúde e segurança do consumidor.
produtos com nocividade adquirida são os que apresentam um período previsível, em que qualquer consumidor teria a ciência da existência do perigo no consumo ou uso do produto.
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Exercícios Para o Aprendizado

há 2 anos

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há 2 anos

Vamos analisar as alternativas uma a uma: 1. "os artigos 9° e 10° do CDC fazem distinções quanto à nocividade e periculosidade entre os produtos e serviços." - Correto, mas não é a afirmação mais precisa sobre a questão. 2. "o legislador utiliza do conceito aberto de nocividade e periculosidade de modo que cabe ao magistrado, em caso concreto, a análise de sua caracterização." - Esta afirmação é verdadeira, pois o CDC realmente permite essa análise. 3. "produtos com nocividade latente são aqueles que à primeira vista não apresentam risco e que posteriormente, em razão de defeitos de fabricação, colocam em risco a saúde e segurança do consumidor." - Esta definição está correta. 4. "o fornecedor não é proibido de colocar no mercado de consumo produto que saiba apresentar alto grau de nocividade e periculosidade à saúde e segurança do consumidor." - Esta afirmação é falsa, pois o CDC proíbe a comercialização de produtos que apresentem riscos à saúde. 5. "produtos com nocividade adquirida são os que apresentam um período previsível, em que qualquer consumidor teria a ciência da existência do perigo no consumo ou uso do produto." - Esta definição não está correta. Após a análise, a alternativa mais correta e que reflete a essência do Código de Defesa do Consumidor é: "o legislador utiliza do conceito aberto de nocividade e periculosidade de modo que cabe ao magistrado, em caso concreto, a análise de sua caracterização."

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Leia o trecho a seguir: “Corno já mencionamos anteriormente, embora separados no que diga respeito aos deveres específicos imputados ao fornecedor (adequação e segurança), tanto a responsabilidade pelo fato, como a responsabilidade pelo vício do produto ou do serviço, observam o regime da responsabilidade objetiva, decorrente do traço comum a ambos os regimes de responsabilidade, que é a denominada teoria da qualidade, vinculada à proteção da confiança dos consumidores.” Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre responsabilidade civil no Código de Defesa do Consumidor: vício e defeito, analise as afirmativas a seguir.

I. O regime consagrado dos vícios redibitórios no Código Civil vigente se confunde com a responsabilidade por vícios prevista no CDC.
II. O vício de qualidade decorre da ausência de propriedades ou características nos produtos que atendam aos fins esperados pelo consumidor.
III. É ilegítimo ao consumidor assegurar que o produto adquirido conserve seu valor.
IV. É vedado ao fornecedor a comercialização de produtos com pequenos defeitos mesmo que de conhecimento do consumidor.
V. Os vícios redibitórios mantiveram a importância nas relações civis após a entrada em vigor, do Código de Defesa do Consumidor.

Leia o trecho a seguir: A aplicação do Código de Defesa do Consumidor à medicina depende da compreensão de dois conceitos: o de consumidor e o de fornecedor de serviços. O consumidor, na ótica médica, é a pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza o serviço como destinatário final, conforme descreve o artigo 2° da Lei 8.078/90. O fornecedor por sua vez será toda pessoa física - profissional liberal - ou jurídica - estabelecimento de saúde, como hospitais, clínicas etc. - que desenvolve atividades de prestação de serviços, conforme disciplina o artigo 3° da Lei 8.078/90. Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre responsabilidade civil no Código de Defesa do Consumidor: vício e defeito, é possível afirmar que:

a relação travada entre o médico e o paciente é regida pelo Código Civil vigente.
a responsabilidade do médico é subjetiva, ou seja, independe de comprovação da culpa.
a relação jurídica entre médico e paciente é contratual, pelo que encerra uma obrigação de meios, mesmo nas cirurgias estéticas.
os profissionais liberais respondem objetivamente pelos danos causados, havendo solidariedade entre o médico cirurgião e o médico anestesista.

Leia o trecho a seguir: “O direito básico à proteção da saúde e à segurança do consumidor está intimamente vinculado, como é intuitivo, com a proteção do direito à vida. Constam inclusive, na mesma disposição normativa, do artigo 6.0, I, do CDC. Por direito à saúde podemos considerar o defeito a que se seja assegurado ao consumidor no oferecimento de produtos e serviços, assim como no consumo e utilização dos mesmos, todas as condições adequadas à preservação de sua integridade física e psíquica. Já no que diz respeito ao direito à segurança, consiste basicamente em direito que assegura proteção contra riscos decorrentes do mercado de consumo.” Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre a qualidade e segurança dos produtos e serviços, é possível afirmar que:

bens de consumo de periculosidade patente apresentam risco intrínseco associado à própria qualidade ou modo de funcionamento do produto.
o fornecedor pode colocar no mercado de consumo produto que apresente riscos à saúde ou segurança ao consumidor.
os produtos de periculosidade latente tornam-se perigosos em razão de defeito que, por qualquer razão, apresentem.

Leia o trecho a seguir: “Se o art. 8º regula os fornecimentos que acarretam riscos normais e previsíveis aos consumidores, o art. 9º supõe a exacerbação desses riscos. O dispositivo faz alusão aos produtos e serviços que podem ser colocados no mercado de consumo, apesar de potencialmente nocivos ou perigosos (…)”. Fonte: GRINOVER, A. P. Código Brasileiro de Defesa do Consumidor. 12. ed. Rio de Janeiro: Editora Forense, 2019, p. 301. Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre a qualidade e segurança dos produtos e serviços, pode-se afirmar que:

a edição das normas gerais sobre as relações de consumo cabe concorrentemente à União, aos Estados e aos municípios.
a reparação preventiva atua também para os produtos que divergem à fiscalização governamental.
cabe à União o exercício da fiscalização e controle dos produtos e serviços.

Leia o trecho a seguir: “O direito básico à proteção da saúde e à segurança do consumidor está intimamente vinculado, como é intuitivo, com a proteção do direito à vida. Constam inclusive, na mesma disposição normativa, do artigo 6.0, I, do CDC. Por direito à saúde podemos considerar o defeito a que se seja assegurado ao consumidor no oferecimento de produtos e serviços, assim como no consumo e utilização dos mesmos, todas as condições adequadas à preservação de sua integridade física e psíquica. Já no que diz respeito ao direito à segurança, consiste basicamente em direito que assegura proteção contra riscos decorrentes do mercado de consumo.” Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre a qualidade e segurança dos produtos e serviços, é possível afirmar que:

bens de consumo de periculosidade patente apresentam risco intrínseco associado à própria qualidade ou modo de funcionamento do produto.
o fornecedor pode colocar no mercado de consumo produto que apresente riscos à saúde ou segurança ao consumidor.
os produtos de periculosidade latente tornam-se perigosos em razão de defeito que, por qualquer razão, apresentem.
os defeitos de fabricação, de concepção e de comercialização são as três modalidades básicas de periculosidade adquirida.
o descumprimento, pelo fornecedor, do dever de informar o consumidor gera o chamado defeito de concepção.

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