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Colégio Objetivo
Para Rogério Diniz Junqueira, em seu artigo sobre o currículo heteronormativo e cotidiano escolar homofóbico, “escola é um espaço obstinado na produção, reprodução e atualização dos parâmetros da heteronormatividade. Esta se refere a um conjunto de disposições (discursos, valores, práticas etc.) por meio dos quais a heterossexualidade é instituída e vivenciada como única possibilidade legítima de expressão sexual e de gênero [...] A heteronormatividade está na ordem das coisas, no cerne das concepções curriculares, e a escola faz de tudo para reafirmar e garantir o êxito dos processos de heterossexualização compulsória e de incorporação das normas de gênero”. Para tanto, reconhece-se que:

A heteronormatividade não influenciam e nem subjetiva as crianças
A heteronormatividade não está no cotidiano escolar pelo fato de que não cabe a escola se preocupar com estas questões ou fazer discursos sobre estas especificidades
A heteronormatividade acaba por criar corpos que sejam obrigatoriamente a performatizar identidades compreendidas como a correta (menino joga bola e menina brinca de boneca)
A heteronormatividade busca criar corpos que vivenciem as suas identidades sem que haja quaisquer tipos de discriminações e opressões
A heteronormatividade ocorre após a juventude, em torno dos 15 anos, quando as pessoas começam a se descobrir quem são e as suas respectivas preferências
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Estudando com Questões

há 2 anos

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há 2 anos

Analisando as opções apresentadas em relação ao texto de Rogério Diniz Junqueira, podemos identificar a que melhor reflete a crítica à heteronormatividade no contexto escolar. 1. A heteronormatividade não influenciam e nem subjetiva as crianças - Esta afirmação é incorreta, pois o texto sugere que a heteronormatividade influencia diretamente as crianças. 2. A heteronormatividade não está no cotidiano escolar pelo fato de que não cabe a escola se preocupar com estas questões ou fazer discursos sobre estas especificidades - Essa opção também é errada, já que o texto argumenta que a escola está profundamente envolvida na reprodução da heteronormatividade. 3. A heteronormatividade acaba por criar corpos que sejam obrigatoriamente a performatizar identidades compreendidas como a correta (menino joga bola e menina brinca de boneca) - Esta opção está alinhada com a crítica do autor, que menciona a imposição de normas de gênero e a heterossexualização. 4. A heteronormatividade busca criar corpos que vivenciem as suas identidades sem que haja quaisquer tipos de discriminações e opressões - Esta afirmação é contraditória ao que o texto defende, pois a heteronormatividade é, na verdade, uma fonte de discriminação e opressão. 5. A heteronormatividade ocorre após a juventude, em torno dos 15 anos, quando as pessoas começam a se descobrir quem são e as suas respectivas preferências - Essa opção é incorreta, pois o texto sugere que a heteronormatividade está presente desde a infância. Portanto, a alternativa correta é: A heteronormatividade acaba por criar corpos que sejam obrigatoriamente a performatizar identidades compreendidas como a correta (menino joga bola e menina brinca de boneca).

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As violências escolares, popularmente conhecidas como bullying, estão inseridas nas escolas brasileiras e muitas vezes naturalizadas como brincadeiras ou “algo que faz parte do processo de amadurecimento juvenil”. Com o objetivo de mitigar a sua existência, recomenda-se à escola: Escolha uma opção:

Criar projetos, sem a participação discente, pelo entendimento de que docentes e gestores têm maiores conhecimentos sobre os cotidianos escolares e consequentemente têm maiores condições para fomentar as melhorias necessárias.
Não cabe a escola se atentar a esta realidade pelo fato de que ela é constitutiva da formação da juventude, servindo como aprendizado para lidarem com as práticas discriminatórias existentes na sociedade.
Criar projetos educacionais, com participação discente, para que fomente o respeito às diferenças e se debate os motivos para que tais discriminações ocorram em sala de aula com o objetivo de mostrar que são construções sociais que violentam aquele que sofre perante a ocorrência delas.
Acionar a base da polícia militar local pelo entendimento de que apenas a instituição militar tem condições de criar projetos específicos para acabar com esse tipo de violência dentro da instituição escolar, visto que a polícia militar já está acostumada a lidar com a violência.
Chamar os responsáveis da criança que pratica os atos de violência e pedir a sua imediata retirada, para ser transferida para outra escola, e assim fazer com que sirva de exemplo para outras/os possíveis agressoras/es.

Para Santos (2011), “a libertação das nossas defesas torna-nos capazes de ser receptivos a ouvir os outros e aceitá-los, compreendendo o modo como vivem. O conhecimento do outro representa um momento que despoleta a sua aceitação e respeito.”. Entretanto, quando há a ocorrência de um atentado aos Direitos Humanos por meio de violências diversas, a escola deve:

Compreender que não compete a ela o desenvolvimento de qualquer tipo de projeto desta temática, sim o ensino-aprendizagem dos conteúdos existentes nos PCNs.
Compreender a importância do desenvolvimento de projeto educacional, mas evitar realiza-lo por se tratar de temas polêmicos que cabem apenas a família este tipo de discussão.
Compreender a importância do desenvolvimento de projeto educacional, mas não o realizar pelo entendimento de que não compete a escola esse tipo de discussão.
Compreender a importância de que os processos de violências são constitutivos da formação identitária das pessoas e necessárias para que possam amadurecerem.
Compreender a importância do desenvolvimento de projeto educacional, específico com o objetivo de mitigar este tipo de violência dentro e fora de seus muros.

Para o Prof. Dr. Marcos Garcia, em seu artigo Homofobia e heterossexismo nas escolas: discussão da produção científica no Brasil e no mundo, os “comportamentos associados ao bullying estão intrinsecamente ligados a relações sociais de poder e controle.”. Sendo assim, por que é necessário repensar a utilização da terminologia bullying?

Pelo fato de que esse termo em inglês não condiz com a realidade brasileira, sendo totalmente diferente e necessitando um termo mais brando, que dialogue com o contexto e cenário nacional.
Pelo fato de que ninguém tem conhecimento do que vem a ser bullying e consequentemente todo mundo cometer sem que haja nenhuma punição a sua existência.
Pelo fato de que não existe a ocorrência e prática deste tipo de comportamento na escola e nem na sociedade, sendo apenas uma criação para justificar a rebeldia juvenil.
Pelo fato de que hoje em dia tudo virou bullying e a juventude não está sabendo mais lidar com as brincadeiras, que nunca tiveram nenhum tipo de maldade e fazem parte da sociedade.
Pelo fato de que esta terminologia pode silenciar e invisibilizar as violências ocorridas dentro da escola, sendo necessário nomea-las para que se possa criar projetos educacionais voltamos exclusivamente para mitigar a sua prática.

Afirma-se que a relação de poder existente entre docentes e discentes, pode subalternizar as pessoas que estão à margem da normatividade social e, consequentemente, coloca-las como exemplos de comportamentos que devem ser evitados. Entende-se por subalternizar:
A prática de criar subsídios para o enfrentamento das violências diversas existentes no cotidiano escolar e consequentemente mitigar a sua ocorrência dentro da unidade de ensino
A prática de fomentar o empoderamento para que as pessoas que estejam à margem da norma tenham orgulho de suas identidades e subvertam está normatividade
A prática de silenciar as pessoas vítimas de violências para que elas compreendam que são consequências de seus próprios comportamentos. Devendo, portanto, mudarem e se adequarem as normas
A prática de destacar estas pessoas com o objetivo de que se tornem comportamentos a serem copiados pelo entendimento de que são benéficos para as normas escolares
A prática de enfrentar as violências, independentemente de quais sejam elas, e assim possibilitar que todos os corpos estejam inseridos no mesmo ambiente sem quaisquer tipos de silenciamentos
a) A prática de criar subsídios para o enfrentamento das violências diversas existentes no cotidiano escolar e consequentemente mitigar a sua ocorrência dentro da unidade de ensino
b) A prática de fomentar o empoderamento para que as pessoas que estejam à margem da norma tenham orgulho de suas identidades e subvertam está normatividade
c) A prática de silenciar as pessoas vítimas de violências para que elas compreendam que são consequências de seus próprios comportamentos. Devendo, portanto, mudarem e se adequarem as normas
d) A prática de destacar estas pessoas com o objetivo de que se tornem comportamentos a serem copiados pelo entendimento de que são benéficos para as normas escolares
e) A prática de enfrentar as violências, independentemente de quais sejam elas, e assim possibilitar que todos os corpos estejam inseridos no mesmo ambiente sem quaisquer tipos de silenciamentos

O empoderamento individual é uma forma de fazer com que os sujeitos tenham orgulho de sua identidade, de ser quem são e de suas histórias sociofamiliares. Já a empatia coletiva é uma possibilidade de fazer com que todas/os da sala de aula compreendam que são diferentes entre si e necessitam do respeito para que vivam em harmonia. Dentre as diversas possibilidades e formas da existência do empoderamento na escola, cita-se as mais presentes na contemporaneidade:
Manutenção do cabelo cacheado e crespo (armado ou não), valorização das negritudes e silenciamento das/os LGBTs
Manutenção do cabelo cacheado e crespo (armado ou não), eurocentrismo como modelo social, LGBTs fora do armário
Manutenção do cabelo alisado, eurocentrismo por meio de maquiagem que clareiam a pele e LGBTs silenciados porque nem a escola e nem a sociedade são obrigadas a lidarem com esse comportamento
Manutenção do cabelo alisado, valorização das negritudes e LGBTs fora do armário
Manutenção do cabelo cacheado e crespo (armado ou não), valorização das negritudes e LGBTs (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) fora do armário
a) Manutenção do cabelo cacheado e crespo (armado ou não), valorização das negritudes e silenciamento das/os LGBTs
b) Manutenção do cabelo cacheado e crespo (armado ou não), eurocentrismo como modelo social, LGBTs fora do armário
c) Manutenção do cabelo alisado, eurocentrismo por meio de maquiagem que clareiam a pele e LGBTs silenciados porque nem a escola e nem a sociedade são obrigadas a lidarem com esse comportamento
d) Manutenção do cabelo alisado, valorização das negritudes e LGBTs fora do armário
e) Manutenção do cabelo cacheado e crespo (armado ou não), valorização das negritudes e LGBTs (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) fora do armário

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