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(CESPE - 2019 - MPE-PI - Promotor de Justiça Substituto) Determinada lei atribuiu a uma empresa não contribuinte do imposto de circulação de mercadorias e serviços (ICMS) a condição de responsável pelo pagamento do referido tributo em relação a um fato gerador ainda não ocorrido. Considerando-se as limitações constitucionais ao poder de tributar, é correto afirmar que a referida norma é:

a. inconstitucional, uma vez que a Constituição Federal de 1988 veda a possibilidade de lei prever a cobrança de tributos relacionados a fato gerador ainda não ocorrido.
b. constitucional; porém, é vedada a exigência de efetivo recolhimento do tributo em razão de fato gerador presumido, questão que não se confunde com a responsabilidade solidária pelo pagamento.
c. inconstitucional, visto que a Constituição Federal de 1988 impede que lei imponha o pagamento de tributo a quem não seja legalmente qualificado como contribuinte.
d. inconstitucional, porque a Constituição Federal de 1988 proíbe que se impute a terceiro a responsabilidade pelo pagamento decorrente de fato gerador presumido.
e. constitucional, sendo assegurada a imediata e preferencial restituição da quantia paga, caso não se realize o fato gerador presumido.
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há 2 anos

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há 2 anos

Vamos analisar as alternativas uma a uma, considerando as limitações constitucionais ao poder de tributar e a situação apresentada. a) Inconstitucional, uma vez que a Constituição Federal de 1988 veda a possibilidade de lei prever a cobrança de tributos relacionados a fato gerador ainda não ocorrido. - Esta alternativa está correta, pois a Constituição realmente proíbe a cobrança de tributos antes da ocorrência do fato gerador. b) Constitucional; porém, é vedada a exigência de efetivo recolhimento do tributo em razão de fato gerador presumido, questão que não se confunde com a responsabilidade solidária pelo pagamento. - Esta alternativa é confusa, pois a responsabilidade pelo pagamento de um tributo deve estar ligada a um fato gerador já ocorrido. c) Inconstitucional, visto que a Constituição Federal de 1988 impede que lei imponha o pagamento de tributo a quem não seja legalmente qualificado como contribuinte. - Embora a Constituição proíba a imposição de tributos a quem não é contribuinte, a questão principal aqui é a cobrança antes do fato gerador. d) Inconstitucional, porque a Constituição Federal de 1988 proíbe que se impute a terceiro a responsabilidade pelo pagamento decorrente de fato gerador presumido. - Esta alternativa é verdadeira, mas a questão central é a cobrança antes do fato gerador. e) Constitucional, sendo assegurada a imediata e preferencial restituição da quantia paga, caso não se realize o fato gerador presumido. - Esta alternativa é incorreta, pois a cobrança antes do fato gerador é inconstitucional. Após essa análise, a alternativa que melhor se encaixa na situação apresentada é a a), pois a Constituição proíbe a cobrança de tributos relacionados a fatos geradores que ainda não ocorreram. Portanto, a resposta correta é: a).

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(FCC - 2019 - Prefeitura de Manaus - AM - Técnico Fazendário) Em abril de 2018, Márcio adquiriu a propriedade de imóvel residencial, sendo que o IPTU referente aos exercícios de 2016, 2017 e 2018 não tinha sido pago. O título aquisitivo da referida propriedade não trazia prova da quitação do referido imposto, nem mencionava nada a este respeito. Considerando que o fato gerador do IPTU, no caso, ocorre no dia 1° de janeiro de cada exercício, e tendo em conta as normas do Código Tributário Nacional acerca da responsabilidade tributária, constata-se que:

a. apenas o crédito tributário relativo ao IPTU devido em 2018 se sub-roga na pessoa de Márcio, tendo ocorrido a prescrição da responsabilidade em relação aos exercícios de 2016 e 2017, porque, entre as datas dos fatos geradores de 2016 e 2017 e a data da aquisição do imóvel por Márcio, transcorreram mais de 180 dias.
b. os créditos tributários relativos ao IPTU devido em 2016, 2017 e 2018 não se sub-rogam na pessoa de Márcio, porque o título aquisitivo da propriedade nada menciona a este respeito.
c. os créditos tributários relativos ao IPTU devido em 2016, 2017 e 2018 sub-rogam-se na pessoa de Márcio.
d. apenas o crédito tributário relativo ao IPTU devido em 2018 se sub-roga na pessoa de Márcio, tendo ocorrido a prescrição da responsabilidade em relação aos exercícios de 2016 e 2017, porque, entre as datas dos fatos geradores de 2016 e 2017 e a data da aquisição do imóvel por Márcio, transcorreram mais de 360 dias.
e. apenas os créditos tributários decorrentes de fatos geradores ocorridos após a data da aquisição do imóvel por Márcio é que se sub-rogarão na sua pessoa.

(FCC/Juiz Substituto/TJ-GO/2015) A responsabilidade tributária:

a. é do contribuinte quando a lei lhe impõe esta obrigação, mesmo que não pratique o fato gerador.
b. independe de qualquer vínculo jurídico entre o terceiro e o contribuinte, bastando que haja expressa disposição legal ou convenção entre as partes.
c. é atribuída expressamente por lei a terceira pessoa, que não praticou o fato gerador, mas que está a ele vinculado, podendo ser exclusiva ou supletiva à obrigação do contribuinte.
d. pode ser atribuída a terceiro estranho ao fato gerador através de contrato particular firmado entre o contribuinte e terceiro.
e. é atribuída ao sujeito passivo da obrigação tributária que pratica o fato gerador.

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