Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Aspectos Gerais da Nova Reforma 
Tributária – Gabriel Rabelo 
ASPECTOS GERAIS DA NOVA 
REFORMA TRIBUTÁRIA 
Professor Gabriel Rabelo 
 
 
 
Patricia de Souza Timoteo - fiscal@suzantur.com.br - IP: 177.188.182.235
 
 
 
2 
Reforma Tributária - Gabriel Rabelo 
 
Parte 01: Introdução e Legislação 
Legislação tributária atual 
Constituição Federal de 1988 
 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm 
 
Código Tributário Nacional (Lei 5.172/1966) 
 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l5172compilado.htm 
 
Legislação ordinária e complementar 
Legislação da Reforma Tributária 
 
A Reforma Tributária teve início com a PEC 45/2019, do Deputado Baleia Rossi. 
 
Após a tramitação completa, ela deu origem à Emenda Constitucional de n. 132 de 20/12/2023 
 
PEC 45: 
 
https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2196833 
 
EC 132: 
 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/emendas/emc/emc132.htm 
 
Lembrando que uma PEC precisa ser aprovada pelas duas casas do Congresso, em dois turnos, por três quintos 
dos votos. 
 
Depois disso, há promulgação da Reforma, que não passa pela sanção presidencial. 
 
Por isso, o Presidente, em teoria, não tem participação na aprovação da reforma. 
Conceito de tributo 
Conforme o Código Tributário Nacional: 
Art. 3.º Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que 
não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente 
vinculada 
Esclarecendo … 
Prestação Compulsória: Se tivéssemos a opção, provavelmente optaríamos por não pagarmos tributo, não é 
mesmo? Só que, infelizmente, essa obrigação está além da nossa vontade. Portanto, o tributo possui a 
característica da compulsoriedade. 
Prestação pecuniária, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir: Basicamente o legislador quis dizer que 
tributo deve ser pago em moeda ou por outros meios que possam ser expressos de tal forma, desde que, esses 
meios estejam previstos no Código Tributário Nacional. 
Não constitua sanção de ato ilícito: Tributo não pode ser confundido com multa. 
Instituída em lei: Como citamos, o tributo tem caráter compulsório, e, no ordenamento jurídico brasileiro, 
apenas a lei poderá obrigar o particular a fazer algo. Portanto, para que o tributo possa ser cobrado, é 
necessário que lei o institua. 
Cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada: A partir do momento em que ocorre o fato 
gerador, a autoridade administrativa deverá cobrar o tributo independentemente de sua vontade. 
Panorama do sistema tributário atual 
O sistema tributário atual (antes da Reforma Tributária) é extremamente complexo, oneroso. 
 
Patricia de Souza Timoteo - fiscal@suzantur.com.br - IP: 177.188.182.235
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l5172compilado.htm
https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2196833
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/emendas/emc/emc132.htm
 
 
 
3 
O modelo atual: 
 
1 - É complexo 
2 - Tem elevados custos para conformidade fiscal 
3 - Tem altos níveis de litigância 
 
Isso reflete na quantidade de investimentos e na própria produtividade como um todo. 
 
Diversas empresas estrangeiras sequer cogitam vir para o nosso país, por conta do emaranhado da legislação 
tributária (Ex. Tesla). 
 
 
Veja, por exemplo, o tamanho do Regulamento do ICMS do Estado do Rio de Janeiro: 
 
https://legislacao.fazenda.rj.gov.br/wcc/?web_id=WCC300844 
Exemplos de como o nosso sistema tributário é confuso: 
Cesta básica do Estado do Rio de Janeiro 
 
 
 
 
Essa pasta seria enquadrada como cesta básica nos termos da legislação do ICMS? 
 
Patricia de Souza Timoteo - fiscal@suzantur.com.br - IP: 177.188.182.235
https://legislacao.fazenda.rj.gov.br/wcc/?web_id=WCC300844
 
 
 
4 
 
 
E esta pasta poderia ser enquadrada como item da cesta básica? 
 
 
 
Sonho de valsa: bombom ou waffer? 
Patricia de Souza Timoteo - fiscal@suzantur.com.br - IP: 177.188.182.235
 
 
 
5 
 
Se classificado como bombom, o Sonho de Valsa pagava 5% de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). 
 
Ao recorrer ao CARF (última instância de decisão da RFB) a empresa argumentou que o produto deveria ser 
considerado waffer. E, pasmem, ganhou. 
 
Biscoito waffer está classificado na lista de itens com IPI 0. 
 
 
 
Já os bombons têm alíquota de IPI de 5%. 
A Contabilidade e a Reforma Tributária 
Teremos uma mudança muito grande, principalmente para empresas de serviços, posto que teremos, tanto 
para o IBS como para a CBS o que chamamos de não-cumulatividade plena. 
 
Ou seja, os tributos não incidirão em cascata em nenhuma fase da cadeia. 
 
Hoje, no Brasil, temos mais de 500 mil profissionais contábeis e mais de 90 mil escritórios de contabilidade. 
 
Nós somos os operadores do sistema tributária nacional, tanto para interpretar as leis, apurar os tributos e 
cumprir com as obrigações acessórias. 
 
O contador é um grande elo entre o contribuinte e o Fisco. 
 
Mas como a Reforma Tributária pode se mostrar como uma excelente oportunidade para contadores? 
 
1 - Mudanças nas próprias leis. 
2 - Complexidade adicional com novas regras e período de transição 
3 - Planejamento tributário 
4 - Revisão de processos e sistemas 
5 - Necessidade de especialização 
 
Com isso, não há dúvidas de que teremos: 
 
1 - Alta demanda por serviços contábeis 
2 - Maior valorização profissional 
Patricia de Souza Timoteo - fiscal@suzantur.com.br - IP: 177.188.182.235
 
 
 
6 
 
A Reforma Tributária é um novo começo para profissionais contábeis, pois, como já dissemos, haverá uma 
mudança total do nosso sistema tributário sobre o consumo. 
 
Em primeiro lugar, as empresas precisarão fazer uma grande análise de como se adaptar a ela. 
 
Exemplo: No Simples Nacional, IBS e CBS poderão ser apurados por dentro ou por fora do Simples. O que é 
mais vantajoso para mim? 
 
Além disso, você terá que fazer um diagnóstico completo da empresa. Em que setor ela se encontra, como 
ficará com as possíveis alíquotas de IVA, que benefícios ou termos de acordo possui e se serão revogados. Se 
a empresa faz parte de um setor beneficiado. 
 
Parte 02: Fundamentos, objetivos e fases da Reforma Tributária 
O que é a Reforma Tributária? 
A Reforma Tributária, portanto, alterou o nosso sistema tributário por completo. 
 
Mas não é uma alteração de todos os tributos. Apenas dos tributos sobre o consumo. 
 
Tributo e impostos são coisas diferentes. 
 
Tributo é o gênero. Como vimos anteriormente, impostos são apenas uma espécie dos nossos tributos. 
 
Exemplo: 
 
Tributos sobre consumo afetados pela Reforma Tributária: ICMS, ISS, IPI, PIS, COFINS. 
Tributos não afetados pela Reforma Tributária: Tributos sobre a renda, como IRPF, IRPJ, CSLL. 
 
Tributos criados com a Reforma Tributária: IBS, CBS, Imposto Seletivo. 
Tributos extintos com a Reforma Tributária: ICMS, ISS, PIS, COFINS, IPI. 
Objetivos da Reforma Tributária 
 
O principal objetivo da Reforma Tributária não é a redução dos tributos, mas sim a simplificação das obrigações 
acessórias. 
Fundamentos da Reforma Tributária 
A criação do IVA dual 
 
O IVA hoje é adotado em 170 países dos 193 países que são reconhecidos pela ONU. 
 
O principal ponto da Reforma Tributária sobre o consumo, prevista na EC 132, é a aprovação do IVA dual. 
 
IVA = Imposto sobre valor agregado 
 
IVA sempre remete a um mecanismo de débitos e créditos, por isso a reforma tributária está intrinsecamente 
ligada ao que chamamos de não cumulatividade plena. 
 
No Brasil, em tese, o IVA não seria uma novidade, pois o ICMS, por exemplo, é um imposto que, de certa 
forma, incide sobre o valor agregado. 
 
Basta lembrar que quando fazemos o cálculo de ICMS-ST nos utilizamos da chamada margem de valor 
agregado. 
 
Em países avançados, há a existência de apenas um IVA.Patricia de Souza Timoteo - fiscal@suzantur.com.br - IP: 177.188.182.235
 
 
 
7 
Aqui, nós teremos um IVA dual. 
Principais características do IVA dual 
 
 
1. Base ampla de incidência: alcança todas as operações com bens, tangíveis e intangíveis, e serviços. 
Hoje os tributos são apurados cada um sobre a sua competência. Você não pode compensar IPI com 
ICMS, por exemplo, pois cada qual tem suas regras e competências específicas. Com a base ampla isso 
muda. 
 
 
2. Tributação no destino: devido ao local do consumo da mercadoria ou serviço. 
3. Legislação uniforme: regras harmônicas aplicáveis em todo o território nacional. 
 
 
4. Não cumulatividade plena: os tributos pagos ao longo da cadeia geram créditos e serão totalmente 
recuperáveis. 
 
As exceções no que dizem respeito ao crédito do IVA ficam com relação ao uso e consumo pessoal ou quando 
há isenção ou não incidência. 
 
 
5. Cobrança por fora: o tributo não compõe a base de cálculo dele mesmo. Hoje, praticamente todos os 
nossos tributos - com exceção do IPI - são calculados por dentro. 
 
Ex: Veja o cupom fiscal abaixo. 
 
 
 
A sistemática por fora é distinta. Veja, por exemplo, essa nota fiscal do Walmart, em uma operação lá nos 
Estados Unidos. 
 
Patricia de Souza Timoteo - fiscal@suzantur.com.br - IP: 177.188.182.235
 
 
 
8 
 
 
IBS: conceitos e características 
Comecemos pelo IBS: Imposto sobre bens e serviços 
 
Competência do IBS: Estados e Municípios. 
 
O IBS substituirá o ICMS (Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações 
de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação) e o ISS (Imposto Sobre Serviços 
de Qualquer Natureza). 
 
Constituição Federal 
 
Art. 156-A. Lei complementar instituirá imposto sobre bens e serviços de competência compartilhada entre 
Estados, Distrito Federal e Municípios. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 132, de 2023) 
 
A nova redação da Constituição Federal prega ainda que: 
 
Art. 156-A. § 1º O imposto previsto no caput será informado pelo princípio da neutralidade e atenderá ao 
seguinte: 
 
Por neutralidade, entenda-se que as decisões dos agentes econômicos não são tomadas em função da carga 
tributária. 
 
Exemplo: O Contabilidade Facilitada Educacional é uma empresa do lucro presumido. Por isso, nossa sede 
anteriormente se situava no Rio de Janeiro, onde a alíquota do ISS é de 5%. Com a mudança para Barueri/SP, 
nossa carga tributária do imposto sobre serviços caiu para 2%. 
 
Art. 156-A. I - incidirá sobre operações com bens materiais ou imateriais, inclusive direitos, ou com 
serviços; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 132, de 2023) 
 
Portanto, o IBS incide sobre bens e serviços, materiais ou imateriais (tangíveis ou intangíveis). 
 
Art. 156-A. II - incidirá também sobre a importação de bens materiais ou imateriais, inclusive direitos, ou de 
serviços realizada por pessoa física ou jurídica, ainda que não seja sujeito passivo habitual do imposto, 
qualquer que seja a sua finalidade; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 132, de 2023) 
 
Art. 156-A. III - não incidirá sobre as exportações, assegurados ao exportador a manutenção e o 
aproveitamento dos créditos relativos às operações nas quais seja adquirente de bem material ou imaterial, 
Patricia de Souza Timoteo - fiscal@suzantur.com.br - IP: 177.188.182.235
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
 
 
 
9 
inclusive direitos, ou serviço, observado o disposto no § 5º, III; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 
132, de 2023) 
 
No que diz respeito à exportação, não haverá incidência do IBS, já que nunca há intenção de se exportar 
tributos. 
 
Essa é uma ideia amplamente consagrada no comércio internacional, a fim de manter a competitividade 
mundial. 
 
Já sobre a importação, há previsão de incidência do IBS. 
 
Art. 156-A. IV - terá legislação única e uniforme em todo o território nacional, ressalvado o disposto no inciso 
V; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 132, de 2023) 
 
Art. 156-A. V - cada ente federativo fixará sua alíquota própria por lei específica; (Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 132, de 2023) 
 
Art. 156-A. VI - a alíquota fixada pelo ente federativo na forma do inciso V será a mesma para todas as 
operações com bens materiais ou imateriais, inclusive direitos, ou com serviços, ressalvadas as hipóteses 
previstas nesta Constituição; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 132, de 2023) 
 
Art. 156-A XII - resolução do Senado Federal fixará alíquota de referência do imposto para cada esfera 
federativa, nos termos de lei complementar, que será aplicada se outra não houver sido estabelecida pelo 
próprio ente federativo; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 132, de 2023) 
 
Art. 156-A VII - será cobrado pelo somatório das alíquotas do Estado e do Município de destino da 
operação; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 132, de 2023) 
 
O IBS terá uma legislação única em todo o território nacional. Hoje, por exemplo, cada município tem uma 
legislação própria do ISS. 
 
Cada Estado tem uma legislação com dezenas de milhares de páginas sobre o ICMS e assim por diante. 
 
A Constituição prevê a unificação destes pontos. 
 
A exceção fica por conta das alíquotas, que poderá ser fixada para cada ente federativo. 
 
Uma vez que o ente federativo fixou a alíquota, ela seguirá a mesma para todas as suas operações. 
 
Essa fixação das alíquotas deve respeitar o que estiver previsto em Resolução do Senado, nos termos da Lei 
Complementar respectiva. 
 
Portanto, a alíquota do IBS será: 
 
IBS: Alíquota do Município + Alíquota do Estado 
 
A alíquota do IVA será a alíquota do IBS e da CBS. 
 
Art. 156-A VIII - será não cumulativo, compensando-se o imposto devido pelo contribuinte com o montante 
cobrado sobre todas as operações nas quais seja adquirente de bem material ou imaterial, inclusive direito, 
ou de serviço, excetuadas exclusivamente as consideradas de uso ou consumo pessoal especificadas em lei 
complementar e as hipóteses previstas nesta Constituição; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 132, 
de 2023) 
I 
Patricia de Souza Timoteo - fiscal@suzantur.com.br - IP: 177.188.182.235
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
 
 
 
10 
 
Art. 156-A X - não integrará sua própria base de cálculo nem a dos tributos previstos nos arts. 153, VIII, e 
195, I, "b", IV e V, e da contribuição para o Programa de Integração Social de que trata o art. 239; (Incluído 
pela Emenda Constitucional nº 132, de 2023) 
 
Portanto, já reiteramos que o IBS será não cumulativo e que não integrará sua própria base de cálculo (tributo 
por fora). 
 
Esses detalhes serão estudados mais adiante. 
 
Art. 156-A X - não será objeto de concessão de incentivos e benefícios financeiros ou fiscais relativos ao 
imposto ou de regimes específicos, diferenciados ou favorecidos de tributação, excetuadas as hipóteses 
previstas nesta Constituição; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 132, de 2023) 
 
Esse dispositivo visa a acabar com a guerrafiscal. 
 
Na prática ainda não sabemos como ficará, pois, em tese, seria melhor para as grandes empresas estarem 
próximas aos grandes centros. 
 
E como ficaria o desenvolvimento de regiões menos favorecidas, como o Norte e Nordeste? 
 
 Obs: Benefícios fiscais começam a ser extintos em 2029. 
IBS: Assuntos que serão tratados por lei complementar 
 
1 - As regras para a distribuição do produto da arrecadação do imposto. 
 
2 - O regime de compensação, podendo estabelecer hipóteses em que o aproveitamento do crédito ficará 
condicionado à verificação do efetivo recolhimento do imposto incidente sobre a operação com bens 
materiais ou imateriais, inclusive direitos, ou com serviços, 
 
Vejam que esse item II é extremamente polêmico. Como poderemos condicionar o crédito à verificação de 
que o contribuinte anterior recolheu o seu imposto? 
 
3 - A forma e o prazo para ressarcimento de créditos acumulados pelo contribuinte. 
 
4 - O processo administrativo fiscal do imposto; 
 
5 - As hipóteses de devolução do imposto a pessoas físicas, inclusive os limites e os beneficiários, com o 
objetivo de reduzir as desigualdades de renda; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 132, de 2023) 
 
Aqui temos o chamado cashback. 
 
O cashback é a devolução, para as famílias, de parte do imposto pago, beneficiando sobretudo as famílias de 
menor renda. 
 
Esse mecanismo já vem sendo utilizado por países como o Canadá, o Uruguai e Colômbia para tornar a 
tributação sobre o consumo mais progressiva – ou seja, para possibilitar que as classes menos favorecidas 
paguem menos impostos. 
 
O modelo de cashback a ser adotado ainda será detalhado: beneficiários, limite para devolução, vinculação ou 
não a um tipo de consumo específico e também a forma como se dará a devolução. 
 
6 - Os critérios para as obrigações tributárias acessórias, visando à sua simplificação. 
 
Patricia de Souza Timoteo - fiscal@suzantur.com.br - IP: 177.188.182.235
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
 
 
 
11 
Aqui temos uma forte conexão com a Lei Complementar 199, de 1o de agosto de 2023. 
 
Essa lei prevê: 
• Emissão unificada de documentos fiscais eletrônicos. 
• Instituição da Nota Fiscal Brasil Eletrônica (NFB-e). 
• Utilização dos dados de documentos fiscais para a apuração de tributos e para o fornecimento de 
declarações pré-preenchidas e respectivas guias de recolhimento de tributos pelas administrações 
tributárias. 
• Facilitação dos meios de pagamento de tributos e contribuições, por meio da unificação dos 
documentos de arrecadação; 
• Unificação de cadastros fiscais e seu compartilhamento em conformidade com a competência legal; 
 CBS: conceitos e características 
 
Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da 
lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos 
Municípios, e das seguintes contribuições sociais: 
 
V - sobre bens e serviços, nos termos de lei complementar. 
 
§ 15. A contribuição prevista no inciso V do caput poderá ter sua alíquota fixada em lei ordinária. (Incluído 
pela Emenda Constitucional nº 132, de 2023) 
 
§ 16. Aplica-se à contribuição prevista no inciso V do caput o disposto no art. 156-A, § 1º, I a VI, VIII, X a XIII, § 
3º, § 5º, II a VI e IX, e §§ 6º a 11 e 13. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 132, de 2023) 
 
§ 17. A contribuição prevista no inciso V do caput não integrará sua própria base de cálculo nem a dos tributos 
previstos nos arts. 153, VIII, 156-A e 195, I, "b", e IV, e da contribuição para o Programa de Integração Social 
de que trata o art. 239. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 132, de 2023) 
 
§ 18. Lei estabelecerá as hipóteses de devolução da contribuição prevista no inciso V do caput a pessoas físicas, 
inclusive em relação a limites e beneficiários, com o objetivo de reduzir as desigualdades de renda. (Incluído 
pela Emenda Constitucional nº 132, de 2023) 
 
§ 19. A devolução de que trata o § 18 não será computada na receita corrente líquida da União para os fins do 
disposto nos arts. 100, § 15, 166, §§ 9º, 12 e 17, e 198, § 2º. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 132, 
de 2023) 
Imposto Seletivo 
 
Também conhecido como imposto do pecado. 
 
 Art. 153. Compete à União instituir impostos sobre: 
 
VIII - produção, extração, comercialização ou importação de bens e serviços prejudiciais à saúde ou ao meio 
ambiente, nos termos de lei complementar. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 132, de 2023) 
 
Esse imposto tem uma função fiscal e extrafiscal. 
 
Agora, o que é um bem ou serviço prejudicial à saúde? Enlatados? Fast-foods? Cigarros? A definição ficará a 
cargo de Lei Complementar. 
 
§ 6º O imposto previsto no inciso VIII do caput deste artigo: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 132, 
de 2023) 
 
Patricia de Souza Timoteo - fiscal@suzantur.com.br - IP: 177.188.182.235
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/Lcp199.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
 
 
 
12 
I - não incidirá sobre as exportações nem sobre as operações com energia elétrica e com 
telecomunicações; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 132, de 2023) 
 
Vamos estudar alguns detalhes importantes sobre o Imposto Seletivo. O primeiro é que ele não incide nas 
operações de exportações, energia elétrica ou telecomunicações. 
 
II - incidirá uma única vez sobre o bem ou serviço; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 132, de 2023) 
 
Ele não incidirá em cadeia sobre o bem ou serviço. Ou seja, será cobrado uma única vez. 
 
III - não integrará sua própria base de cálculo; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 132, de 2023) 
 
Tal como os demais tributos, o imposto seletivo será por fora. 
 
IV - integrará a base de cálculo dos tributos previstos nos arts. 155, II, 156, III, 156-A e 195, V; (Incluído 
pela Emenda Constitucional nº 132, de 2023) 
 
De modo geral, com a Reforma, evitou-se a incidência de tributo em cima de tributo. Contudo, o imposto 
seletivo está fora desta regra. 
 
ICMS, ISS, IBS e CBS poderão incidir sobre o Imposto Seletivo. 
 
V - poderá ter o mesmo fato gerador e base de cálculo de outros tributos; (Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 132, de 2023) 
 
Aqui temos uma hipótese de bis in idem/bitributação expressamente permitida pela Constituição Federal. 
 
O bis in idem ocorre quando o mesmo ente tributa duas vezes o mesmo fato gerador (Exemplo: IRPJ e CSLL). 
É permitido em alguma situações pela Constituição Federal. 
 
A bitributação ocorre quando dois entes distintos tributam o mesmo fato gerador e é proibido pela 
Constituição Federal, exceto em casos específicos (Ex: Quando dois países tributam determinada renda - se 
não houver acordo entre eles). 
 
VI - terá suas alíquotas fixadas em lei ordinária, podendo ser específicas, por unidadede medida adotada, 
ou ad valorem; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 132, de 2023) 
 
As alíquotas do Imposto Seletivo serão fixadas por lei ordinária. 
 
Tributo por unidade de medida é por exemplo: R$ 1,00 de tributo por quilo do produto x. 
 
Tributo ad valorem: é calculada com um percentual sobre o valor do produto. Ex: 20%. 
 
VII - na extração, o imposto será cobrado independentemente da destinação, caso em que a alíquota 
máxima corresponderá a 1% (um por cento) do valor de mercado do produto. (Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 132, de 2023) 
 
Diferentemente do IPI, o Imposto Seletivo não será repartido com Estados e Municípios. 
 
LINK COM ESTUDO SOBRE O IMPOSTO SELETIVO 
 
Alíquotas 
 
Ainda não sabemos qual será a alíquota. 
Patricia de Souza Timoteo - fiscal@suzantur.com.br - IP: 177.188.182.235
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
https://drive.google.com/open?id=1JHqV4w49jBaBJwGsM2NmdFW4F4jqE56t&usp=drive_fs
 
 
 
13 
 
Contudo, temos 3 cenários bases que poderão ajudar no entendimento. 
 
Alíquota padrão 
Redução de 30% 
Redução de 60% 
Redução de 100% 
Alíquota 0 
Alíquota padrão 
 
Que ainda será estabelecida, por resolução do Senado, de acordo com Lei Complementar, será a regra, quando 
não houver qualquer caso de exceção. 
 
Art. 156-A. Lei complementar instituirá imposto sobre bens e serviços de competência compartilhada entre 
Estados, Distrito Federal e Municípios. 
 
V - cada ente federativo fixará sua alíquota própria por lei específica; 
VI - a alíquota fixada pelo ente federativo na forma do inciso V será a mesma para todas as operações com 
bens materiais ou imateriais, inclusive direitos, ou com serviços, ressalvadas as hipóteses previstas nesta 
Constituição; 
VII - será cobrado pelo somatório das alíquotas do Estado e do Município de destino da operação; 
II - resolução do Senado Federal fixará alíquota de referência do imposto para cada esfera federativa, nos 
termos de lei complementar, que será aplicada se outra não houver sido estabelecida pelo próprio ente 
federativo; 
Redução de 30%: 
 
Art. 9o, EC 132/2023: § 12. A lei complementar estabelecerá as operações beneficiadas com redução de 30% 
(trinta por cento) das alíquotas dos tributos de que trata o caput relativas à prestação de serviços de 
profissão intelectual, de natureza científica, literária ou artística, desde que sejam submetidas a fiscalização 
por conselho profissional. 
 
Essa redução de 30% beneficiará, por exemplo, contadores, advogados, médicos e outros. 
 
Anote-se que a profissão só terá redução se for fiscalizada por Conselho. 
Redução de 60% 
 
Segundo a Emenda Constitucional 132/2023: 
 
Art. 9º A lei complementar que instituir o imposto de que trata o art. 156-A e a contribuição de que trata o 
art. 195, V, ambos da Constituição Federal, poderá prever os regimes diferenciados de tributação de que 
trata este artigo, desde que sejam uniformes em todo o território nacional e sejam realizados os respectivos 
ajustes nas alíquotas de referência com vistas a reequilibrar a arrecadação da esfera federativa. 
 
§ 1º A lei complementar definirá as operações beneficiadas com redução de 60% (sessenta por cento) das 
alíquotas dos tributos de que trata o caput entre as relativas aos seguintes bens e serviços: 
 
I - serviços de educação; 
II - serviços de saúde; 
 
Patricia de Souza Timoteo - fiscal@suzantur.com.br - IP: 177.188.182.235
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Constituicao.htm#art156a
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Constituicao.htm#art156a
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Constituicao.htm#art195-5
 
 
 
14 
Vejam que essa definição ficou um tanto quanto ampla. Ainda não sabemos quais serão os serviços de saúde 
e educação. Mas são pontos para ficarmos de olho, até para orientarmos melhor clientes quanto à redução 
de carga tributária. 
 
III - dispositivos médicos; 
IV - dispositivos de acessibilidade para pessoas com deficiência; 
V - medicamentos; 
VI - produtos de cuidados básicos à saúde menstrual; 
 
Aqui temos uma redução de 60% como padrão. Contudo, a própria Emenda Constitucional dispõe que: 
 
§ 3º A lei complementar a que se refere o caput preverá hipóteses de: 
 
II - redução em 100% (cem por cento) das alíquotas dos tributos referidos no caput para: 
a) bens de que trata o § 1º, III a VI; 
 
Essas reduções deverão estar previstas em lei complementar. 
 
VII - serviços de transporte público coletivo de passageiros rodoviário e metroviário de caráter urbano, 
semiurbano e metropolitano; 
 
Aqui cabe anotar ainda que a Lei Complementar poderá prever os casos de isenção de 100% para os serviços 
de transporte, conforme texto abaixo: 
 
§ 3º A lei complementar a que se refere o caput preverá hipóteses de: 
 
I - isenção, em relação aos serviços de que trata o § 1º, VII; 
 
VIII - alimentos destinados ao consumo humano; 
 
§ 13. Para fins deste artigo, incluem-se: 
 
II - entre os alimentos de que trata o inciso VIII do § 1º, os sucos naturais sem adição de açúcares e 
conservantes. 
 
Aqui uma ressalva para o fato de a Emenda Constitucional ter equiparado sucos naturais sem adição de 
açúcares e conservantes à alimento. 
 
IX - produtos de higiene pessoal e limpeza majoritariamente consumidos por famílias de baixa renda; 
X - produtos agropecuários, aquícolas, pesqueiros, florestais e extrativistas vegetais in natura; 
XI - insumos agropecuários e aquícolas; 
XII - produções artísticas, culturais, de eventos, jornalísticas e audiovisuais nacionais, atividades desportivas 
e comunicação institucional; 
XIII - bens e serviços relacionados a soberania e segurança nacional, segurança da informação e segurança 
cibernética. 
Redução de 100% 
 
Art. 9. § 3º A lei complementar a que se refere o caput preverá hipóteses de: 
 
II - redução em 100% (cem por cento) das alíquotas dos tributos referidos no caput para: 
 
a) bens de que trata o § 1º, III a VI; 
b) produtos hortícolas, frutas e ovos; 
c) serviços prestados por Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação (ICT) sem fins lucrativos; 
Patricia de Souza Timoteo - fiscal@suzantur.com.br - IP: 177.188.182.235
 
 
 
15 
d) automóveis de passageiros, conforme critérios e requisitos estabelecidos em lei complementar, quando 
adquiridos por pessoas com deficiência e pessoas com transtorno do espectro autista, diretamente ou por 
intermédio de seu representante legal ou por motoristas profissionais, nos termos de lei complementar, 
que destinem o automóvel à utilização na categoria de aluguel (táxi); 
 
Há também uma redução de 100% da CBS para: 
 
III - redução em 100% (cem por cento) da alíquota da contribuição de que trata o art. 195, V, da Constituição 
Federal, para serviços de educação de ensino superior nos termos do Programa Universidade para Todos 
(Prouni), instituído pela Lei nº 11.096, de 13 de janeiro de 2005; 
 
Essas são as principais exceções no que diz respeito à alíquota do IVA-Dual. 
Alíquota zero 
 
Art. 8º Fica criada a Cesta Básica Nacional de Alimentos, que considerará a diversidade regional e cultural 
da alimentação do País e garantirá a alimentação saudável e nutricionalmente adequada, em observância 
ao direito social à alimentação previsto no art. 6ºda Constituição Federal. 
 
Parágrafo único. Lei complementar definirá os produtos destinados à alimentação humana que comporão 
a Cesta Básica Nacional de Alimentos, sobre os quais as alíquotas dos tributos previstos nos arts. 156-A e 
195, V, da Constituição Federal serão reduzidas a zero. 
 
A Cesta Básica Nacional terá alíquota zero. 
 
Os produtos que comporão a cesta básica nacional serão indicados em Lei Complementar. 
Isenções e imunidades 
Em resumo, se você compra um produto com isenção de tributos, você não pode se creditar do valor relativo 
ao imposto. 
 
Caso a isenção ocorra na saída (operação de venda ou prestação de serviço) o crédito relativo às operações 
anteriores deve ser anulado. 
 
A exceção aqui se dá para a exportação. 
 
§ 7º A isenção e a imunidade: 
I - não implicarão crédito para compensação com o montante devido nas operações seguintes; 
II - acarretarão a anulação do crédito relativo às operações anteriores, salvo, na hipótese da imunidade, 
inclusive em relação ao inciso XI do § 1º, quando determinado em contrário em lei complementar. 
Avaliação quinquenal 
 
Art. 9o, § 10. Os regimes diferenciados de que trata este artigo serão submetidos a avaliação quinquenal de 
custo-benefício, podendo a lei fixar regime de transição para a alíquota padrão, não observado o disposto 
no § 2º, garantidos os respectivos ajustes nas alíquotas de referência. 
Simples Nacional 
Como ficará o Simples Nacional com a Reforma Tributária? 
 
A primeira coisa que é importante salientar é que foi prometido durante todo o processo de tramitação da 
Reforma Tributária que não haveria impacto para empresas do Simples Nacional. 
 
Empresas que atuam no segmento B2C - venda direta para consumidor final - devem sofrer significativamente 
 
Mas será que de fato isso aconteceu com a aprovação da EC 132? Vamos analisar. 
 
Nos termos da Constituição Federal, com alteração pela Emenda de 2023: 
Patricia de Souza Timoteo - fiscal@suzantur.com.br - IP: 177.188.182.235
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Constituicao.htm#art195-5
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Constituicao.htm#art195-5
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11096.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Constituicao.htm#art6
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Constituicao.htm#art156a
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Constituicao.htm#art195-5
 
 
 
16 
 
Art. 146. Cabe à lei complementar: 
 
III, d) definição de tratamento diferenciado e favorecido para as microempresas e para as empresas de 
pequeno porte, inclusive regimes especiais ou simplificados no caso dos impostos previstos nos arts. 155, II, 
e 156-A, das contribuições sociais previstas no art. 195, I e V, e § 12 e da contribuição a que se refere o art. 
239. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 132, de 2023) 
 
Neste artigo, o principal ponto a ser analisado é a inclusão do IBS e da CBS dentro do Simples Nacional. 
Mantendo-se os demais tributos que já faziam parte do Simples Nacional. 
 
§ 1º A lei complementar de que trata o inciso III, d, também poderá instituir um regime único de arrecadação 
dos impostos e contribuições da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, observado 
que: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 132, de 2023) 
 
I - será opcional para o contribuinte; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 132, de 2023) 
II - poderão ser estabelecidas condições de enquadramento diferenciadas por Estado; (Incluído pela 
Emenda Constitucional nº 132, de 2023) 
III - o recolhimento será unificado e centralizado e a distribuição da parcela de recursos pertencentes aos 
respectivos entes federados será imediata, vedada qualquer retenção ou condicionamento; (Incluído 
pela Emenda Constitucional nº 132, de 2023) 
IV - a arrecadação, a fiscalização e a cobrança poderão ser compartilhadas pelos entes federados, adotado 
cadastro nacional único de contribuintes. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 132, de 2023) 
 
§ 2º É facultado ao optante pelo regime único de que trata o § 1º apurar e recolher os tributos previstos nos 
arts. 156-A e 195, V, nos termos estabelecidos nesses artigos, hipótese em que as parcelas a eles relativas 
não serão cobradas pelo regime único. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 132, de 2023) 
 
Neste parágrafo segundo a Emenda Constitucional possibilitou que IBS e CBS sejam recolhidos foram do 
Sistema do Simples Nacional. 
 
 
o Empresas do Simples Nacional poderão optar por recolher IBS e CBS dentro ou fora do Simples 
Nacional. 
 
Assim, haveria a possibilidade de creditamento relativo a compras, serviços e outros pontos. Mas seria 
vantajoso para uma empresa do Simples? 
 
Aí, depende de uma análise dos valores de créditos a serem tomados e da alíquota efetiva final, pois seria 
interessante se os valores ficassem abaixo do valor a pagar em relação ao Simples Nacional. 
 
§ 3º Na hipótese de o recolhimento dos tributos previstos nos arts. 156-A e 195, V, ser realizado por meio 
do regime único de que trata o § 1º, enquanto perdurar a opção: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 
132, de 2023) 
 
I - não será permitida a apropriação de créditos dos tributos previstos nos arts. 156-A e 195, V, pelo 
contribuinte optante pelo regime único; e (Incluído pela Emenda Constitucional nº 132, de 2023) 
II - será permitida a apropriação de créditos dos tributos previstos nos arts. 156-A e 195, V, pelo adquirente 
não optante pelo regime único de que trata o § 1º de bens materiais ou imateriais, inclusive direitos, e de 
serviços do optante, em montante equivalente ao cobrado por meio do regime único. (Incluído pela 
Emenda Constitucional nº 132, de 2023) 
 
Empresas do Simples não podem tomar créditos de tributos. Essa é a regra já existente. 
 
Patricia de Souza Timoteo - fiscal@suzantur.com.br - IP: 177.188.182.235
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
 
 
 
17 
Com a Reforma Tributária, essa regra fica mantida. 
 
Contudo, e isso já está previsto na Lei Complementar 123, quando uma empresa do lucro real, por exemplo, 
compra de empresa do Simples, ela pode se apropriar da parcela de ICMS que está incluída na nota fiscal. Essa 
regra será mantida com IBS e CBS. 
 
Todavia, em relação ao PIS e COFINS haverá uma perda, pois quando uma empresa, por exemplo, do lucro 
real, compra de uma empresa do Simples, ela pode se creditar de 1,65% de PIS e 7,6% de COFINS. 
 
Com a Reforma, o valor será somente aquele constante do IBS e CBS que estiverem no Simples Nacional. 
 
Ou seja, empresas do lucro real que comprarem de empresas do SN, terão um perda principalmente nos 
créditos de PIS/COFINS. 
 
Aqui, portanto, existirá a outra possibilidade, que é a empresa do Simples Nacional apurar IBS e CBS fora do 
Simples, hipótese em que poderá se creditar e também dar créditos aos seus compradores.O grande porém desta opção seriam eventuais necessidades de cumprir com obrigações acessórias que 
estejam no Simples Nacional e também as que sejam inerentes aos novos tributos. 
 
 
o Portanto, com base no aludido, percebe-se que empresas do Simples Nacional precisarão 
certamente de cálculos apurados sobre se será melhor permanecer ou não no Simples, apurar IBS e 
CBS por dentro ou por fora do Simples. 
Guerras e benefícios fiscais 
 
A EC 132/2023 extingue a maioria dos benefícios fiscais existentes, como isenções, reduções de alíquotas e 
diferimentos de pagamento. Essa medida visa aumentar a equidade do sistema tributário e reduzir a renúncia 
fiscal. 
 
A reforma tributária busca reduzir a guerra fiscal entre os estados, que se utilizavam de benefícios fiscais para 
atrair empresas e investimentos. 
 
Medidas para reduzir a guerra fiscal: 
 
 
• Criação do IBS e CBS, com tributação no destino; 
• Limitação da capacidade dos estados de conceder benefícios fiscais; 
• Estabelecimento de critérios uniformes para a concessão de benefícios fiscais. 
 
Fundo de Compensação de Benefícios Fiscais: 
 
A reforma cria o Fundo de Compensação de Benefícios Fiscais (FCBF) para compensar os estados que perderem 
receita com a extinção dos incentivos fiscais, cujo objetivo é: 
 
 
• Minimizar os impactos negativos da reforma nos estados; 
• Promover a equalização das receitas tributárias entre os estados. 
 
Art. 12.Fica instituído o Fundo de Compensação de Benefícios Fiscais ou Financeiro-Fiscais do imposto de 
que trata o art. 155, II, da Constituição Federal, com vistas a compensar, entre 1º de janeiro de 2029 e 31 de 
dezembro de 2032, pessoas físicas ou jurídicas beneficiárias de isenções, incentivos e benefícios fiscais ou 
financeiro-fiscais relativos àquele imposto, concedidos por prazo certo e sob condição. 
 
Patricia de Souza Timoteo - fiscal@suzantur.com.br - IP: 177.188.182.235
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Constituicao.htm#art155ii
 
 
 
18 
IPVA 
 Art. 155. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: 
 
III - propriedade de veículos automotores. 
 
§ 6º O imposto previsto no inciso III: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003) 
 
I - terá alíquotas mínimas fixadas pelo Senado Federal; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42, de 
19.12.2003) 
 
II - poderá ter alíquotas diferenciadas em função do tipo, do valor, da utilização e do impacto 
ambiental; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 132, de 2023) 
 
III - incidirá sobre a propriedade de veículos automotores terrestres, aquáticos e aéreos, 
excetuados: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 132, de 2023) 
 
a) aeronaves agrícolas e de operador certificado para prestar serviços aéreos a terceiros; (Incluído pela 
Emenda Constitucional nº 132, de 2023) 
b) embarcações de pessoa jurídica que detenha outorga para prestar serviços de transporte aquaviário ou 
de pessoa física ou jurídica que pratique pesca industrial, artesanal, científica ou de subsistência; (Incluído 
pela Emenda Constitucional nº 132, de 2023) 
c) plataformas suscetíveis de se locomoverem na água por meios próprios, inclusive aquelas cuja finalidade 
principal seja a exploração de atividades econômicas em águas territoriais e na zona econômica exclusiva e 
embarcações que tenham essa mesma finalidade principal; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 132, 
de 2023) 
d) tratores e máquinas agrícolas. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 132, de 2023) 
 
Sempre houve grande discussão sobre a incidência de IPVA sobre aeronaves e embarcações. 
 
A Reforma Tributária acabou com essa discussão, ao prever a incidência sobre veículos aquáticos e aéreos. 
 
Além disso, a EC previu cobrança diferenciada em função do impacto ambiental do bem. 
ITCMD 
Art. 155. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: 
 
I - transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou direitos; 
 
§ 1º O imposto previsto no inciso I: 
 
II - relativamente a bens móveis, títulos e créditos, compete ao Estado onde se processar o inventário ou 
arrolamento, ou tiver domicílio o doador, ou ao Distrito Federal; 
 
II - relativamente a bens móveis, títulos e créditos, compete ao Estado onde era domiciliado o de cujus, ou 
tiver domicílio o doador, ou ao Distrito Federal; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 132, de 
2023) 
 
III - terá competência para sua instituição regulada por lei complementar: 
 
a) se o doador tiver domicilio ou residência no exterior; 
b) se o de cujus possuía bens, era residente ou domiciliado ou teve o seu inventário processado no exterior; 
 
IV - terá suas alíquotas máximas fixadas pelo Senado Federal; 
 
Patricia de Souza Timoteo - fiscal@suzantur.com.br - IP: 177.188.182.235
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc42.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc42.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc42.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
 
 
 
19 
V - não incidirá sobre as doações destinadas, no âmbito do Poder Executivo da União, a projetos 
socioambientais ou destinados a mitigar os efeitos das mudanças climáticas e às instituições federais de 
ensino. (Incluído pela Emenda Constituicional nº 126, de 2022) 
 
VI - será progressivo em razão do valor do quinhão, do legado ou da doação; (Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 132, de 2023) 
 
VII - não incidirá sobre as transmissões e as doações para as instituições sem fins lucrativos com finalidade 
de relevância pública e social, inclusive as organizações assistenciais e beneficentes de entidades religiosas 
e institutos científicos e tecnológicos, e por elas realizadas na consecução dos seus objetivos sociais, 
observadas as condições estabelecidas em lei complementar. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 
132, de 2023) 
 
Em relação ao ITCMD mudou o local da apuração do tributo. 
 
Antes, a cobrança do ITCD se dava no Estado onde se processava o inventário. Agora, com a nova regra, o 
imposto é devido ao Estado onde o de cujus era domiciliado. 
 
Em relação à progressividade, foi instituída formalmente pela Emenda Constitucional. Mas na prática diversos 
Estados já faziam dessa forma. 
 
Veja as alíquotas do ITCMD do Estado do Rio de Janeiro: 
 
 
IPTU 
 
Art. 156. Compete aos Municípios instituir impostos sobre: 
I - propriedade predial e territorial urbana; 
Patricia de Souza Timoteo - fiscal@suzantur.com.br - IP: 177.188.182.235
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc126.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
 
 
 
20 
§ 1º Sem prejuízo da progressividade no tempo a que se refere o art. 182, § 4º, inciso II, o imposto previsto 
no inciso I poderá: 
III - ter sua basede cálculo atualizada pelo Poder Executivo, conforme critérios estabelecidos em lei 
municipal. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 132, de 2023) 
 
Há mais ou menos 10 anos, o STF havia entendido que a Prefeitura não poderia atualizar a base de cálculo do 
IPTU por decreto. 
 
O que os municípios podiam fazer era uma correção monetária, limitada à inflação. 
 
Agora, com a EC aprovada, a base de cálculo pode ser atualizada diretamente pelos Municípios, desde que 
obedeça aos critérios estabelecidos em lei municipal. 
 
Parte 03: Período de transição 
Como funcionará a transição? 
"Art. 124. A transição para os tributos previstos no art. 156-A e no art. 195, V, todos da Constituição Federal, 
atenderá aos critérios estabelecidos nos arts. 125 a 133 deste Ato das Disposições Constitucionais 
Transitórias. 
 
Parágrafo único. A contribuição prevista no art. 195, V, será instituída pela mesma lei complementar de que 
trata o art. 156-A, ambos da Constituição Federal." 
 
Como sabemos, a Reforma Tributária criou o IBS e a CBS, e extinguiu PIS, COFINS, IPI, ICMS e ISS. 
 
Contudo, essa alteração deve ser feita de forma paulatina. Não se pode acabar com determinados tributos da 
noite para o dia. 
 
Por isso, a Emenda Constitucional 132 prevê regras para transição para o novo sistema tributário. 
 
Uma coisa é fato: no período em que o sistema estiver mudando, haverá um custo mais elevado para que as 
empresas possam se adequar ao sistema, pois terão de arcar com dois modelos diferentes de tributação. 
 
Portanto, vemos relembrar o cronograma: 
2023 
 
2023: Aprovação da Reforma Tributária 
 
2024 e 2025 
 
2024 e 2025: Regulamentação através de Leis Complementares 
 
2026 
 
2026: Começa a cobrança do IBS e da CBS, à alíquota de 0,1% e 0,9%, respectivamente. 
 
Portanto, em 2026, teremos a totalização de 1% relativamente a IBS e CBS. 
 
Contudo, esse valor recolhido poderá ser compensado. Isso mesmo! 
Esse valor de 1% poderá ser compensado com PIS/COFINS ou, na hipótese de não haver débitos suficientes 
para compensação, haverá a possibilidade de: 
 
 
Patricia de Souza Timoteo - fiscal@suzantur.com.br - IP: 177.188.182.235
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc132.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Constituicao.htm#adctart124
 
 
 
21 
• Compensar com qualquer outra tributo federal 
• Ressarcimento em 60 dias, por requerimento 
 
Contudo, quem estiver com as obrigações acessórias em dia, relativamente a IBS e CBS poderá ser dispensado 
do recolhimento deste 1%, conforme diz a própria legislação: 
 
Art. 125. § 4º Durante o período de que trata o caput, os sujeitos passivos que cumprirem as obrigações 
acessórias relativas aos tributos referidos no caput poderão ser dispensados do seu recolhimento, nos 
termos de lei complementar.” 
 
2027 e 2028 
 
"Art. 126. A partir de 2027: 
 
I - serão cobrados: 
 
a) a contribuição prevista no art. 195, V, da Constituição Federal; 
b) o imposto previsto no art. 153, VIII, da Constituição Federal; 
 
II - serão extintas as contribuições previstas no art. 195, I, "b", e IV, e a contribuição para o Programa de 
Integração Social de que trata o art. 239, todos da Constituição Federal, desde que instituída a contribuição 
referida na alínea "a" do inciso I; 
 
III - o imposto previsto no art. 153, IV, da Constituição Federal: 
 
a) terá suas alíquotas reduzidas a zero, exceto em relação aos produtos que tenham industrialização 
incentivada na Zona Franca de Manaus, conforme critérios estabelecidos em lei complementar; e 
b) não incidirá de forma cumulativa com o imposto previsto no art. 153, VIII, da Constituição Federal." 
 
Em 2027, entram em vigor CBS - integralmente (Art. 195, V) e Imposto Seletivo (Art. 153, VIII). 
 
Além disso, em 2027, teremos: 
 
 
• Extinção do PIS e COFINS 
• Redução a zero do IPI, exceto para produtos da Zona Franca da Manaus 
 
Ademais, a própria Emenda Constitucional afirmou que IPI e Imposto Seletivo não incidirão de forma 
cumulativa, isso significa que ou IPI ou Imposto Seletivo deve ser cobrado em determinada operação, mas não 
os dois. 
 
"Art. 127. Em 2027 e 2028, o imposto previsto no art. 156-A da Constituição Federal será cobrado à alíquota 
estadual de 0,05% (cinco centésimos por cento) e à alíquota municipal de 0,05% (cinco centésimos por 
cento). 
 
Parágrafo único. No período referido no caput, a alíquota da contribuição prevista no art. 195, V, da 
Constituição Federal, será reduzida em 0,1 (um décimo) ponto percentual." 
 
Em 2028: O 1% de IBS será dividido entre 0,05% estadual e 0,05% municipal. 
 
 
 
 
 
Patricia de Souza Timoteo - fiscal@suzantur.com.br - IP: 177.188.182.235
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Constituicao.htm#adctart126
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Constituicao.htm#adctart127
 
 
 
22 
 
2029 a 2032 
Aqui começa um período mais acelerado da transição. 
 
"Art. 128. De 2029 a 2032, as alíquotas dos impostos previstos nos arts. 155, II, e 156, III, da Constituição 
Federal, serão fixadas nas seguintes proporções das alíquotas fixadas nas respectivas legislações: 
 
I - 9/10 (nove décimos), em 2029; 
II - 8/10 (oito décimos), em 2030; 
III - 7/10 (sete décimos), em 2031; 
IV - 6/10 (seis décimos), em 2032. 
 
§ 1º Os benefícios ou os incentivos fiscais ou financeiros relativos aos impostos previstos nos arts. 155, II, e 
156, III, da Constituição Federal não alcançados pelo disposto no caput deste artigo serão reduzidos na 
mesma proporção. 
 
§ 2º Os benefícios e incentivos fiscais ou financeiros referidos no art. 3º da Lei Complementar nº 160, de 7 
de agosto de 2017, serão reduzidos na forma deste artigo, não se aplicando a redução prevista no § 2º-A do 
art. 3º da referida Lei Complementar. 
 
§ 3º Ficam mantidos em sua integralidade, até 31 de dezembro de 2032, os percentuais utilizados para 
calcular os benefícios ou incentivos fiscais ou financeiros já reduzidos por força da redução das alíquotas, 
em decorrência do disposto no caput." 
 
A cada ano, de 2029 a 2032, a alíquota do ICMS e do ISS diminui 10% em relação ao valor fixado. 
 
Os benefícios fiscais devem ser reduzidos na mesma proporção. 
 
Em compensação, aqui, aumentaremos IBS em paralelo, aos poucos. 
 
 
2033 
 
Extinção do ISS e do ICMS. 
 
"Art. 129. Ficam extintos, a partir de 2033, os impostos previstos nos arts. 155, II, e 156, III, da Constituição 
Federal." 
Patricia de Souza Timoteo - fiscal@suzantur.com.br - IP: 177.188.182.235
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Constituicao.htm#adctart128
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Constituicao.htm#adctart129
 
 
 
23 
 
 
 
 
Patricia de Souza Timoteo - fiscal@suzantur.com.br - IP: 177.188.182.235

Mais conteúdos dessa disciplina