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O conceito leitor implícito formulado por Wolfgang Iser diz respeito a:
um leitor idealizado delineado pelo autor do texto.
um leitor idealizado delineado na estrutura do texto.
um leitor real delineado na estrutura do texto.
um leitor empírico delineado na estrutura do texto.
um leitor idealizado delineado pelo autor do texto.
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Portuguesando

há 2 anos

Respostas

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ano passado

O conceito de "leitor implícito" formulado por Wolfgang Iser diz respeito a um leitor idealizado delineado na estrutura do texto. Esse leitor é aquele que o autor tem em mente ao escrever, considerando como ele deve interpretar e interagir com a obra.

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Em texto de 1972, Algirdas-Julien Greimas acentua a relatividade do conceito, ao vincular a interpretação da "literariedade", ou seja, das características que tornam "literário" um texto, "a uma conotação sociocultural e sua consequente variação no tempo e no espaço humanos". E, no ano seguinte, Michel Arrivé, reitera o posicionamento, ao afirmar que "a literatura é o conjunto dos textos recebidos como literários numa sincronia sociocultural dada". Paralelamente, o caráter ficcional que, durante largo tempo, foi considerado uma das características básicas do texto de literatura, entendida a ficção como fingimento, resultante do ato de fingir, tem sido posto em questão. Para alguns especialistas contemporâneos, o ficcional não se confunde com o falso: nele se abriga alguma coisa captada da realidade. A conceituação da literatura, assim, permanece em aberto, na medida em que acompanha o dinamismo da cultura em que se insere. A questão fundamental, e que continua desafiando os especialistas, é a caracterização da natureza das propriedades estéticas do texto literário e quais as ligações entre ambas. Se é difícil, entretanto, conceituar ou definir, por meio de palavras, certas realidades do mundo, isso não significa que deixem de existir os elementos que as singularizem.
Tomando como referência o texto acima, avalie as afirmacoes que se seguem:
I – O conceito de literatura se subjaz, além da literariedade, aos elementos socioculturais.
II – Para definir o que é ou não literatura é preciso apenas observar o uso particular que se faz da linguagem.
III – O que é ou não Literatura relaciona-se não apenas com o uso estético da linguagem, mas pela leitura e juízo que determinada época e sociedade fazem da obra literária.
IV – Apesar de não podemos desvincular a literatura dos contextos históricos, sociais e culturais, é possível caracterizar alguns de seus elementos estéticos recorrentes.
Apenas I , III, IV estão corretas.
Apenas I e II estão corretas.
Apenas II e III estão corretas.
Apenas I e III estão corretas.
Apenas II e III e IV estão corretas.

Texto 1
Ainda quando se defende a existência de "uma escrituralidade literária", herdeira, em certo sentido, do conceito de "literariedade", utilizado pelos formalistas russos, a questão da especificidade do discurso literário esbarra em entraves complicados e quase sempre obriga o estudioso a trilhar caminhos que podem desviá-lo do seu objeto de análise. Isso explica, por exemplo, a possibilidade de haver excelentes teóricos da literatura que sejam incapazes de ser leitores "desarmados" de literatura; que possam deixar de lado a teoria e "entrar no texto", confundir-se com personagens que transitam no palco literário. Se, de fato, parece ser problemático definir literatura pelo que ela é – e sua existência está comprovada por uma tradição e pela multiplicidade de obras que mantêm viva essa tradição –, talvez seja mais prudente concordar com a existência de um "estatuto do literário" que, por vezes, se vale de critérios externos ao texto mais do que de uma observação minuciosa de sua produção.
A partir dos textos citados, assinale a opção que apresenta a relação entre a especificidade da linguagem literária e a crítica literária.
A) Para facilitar a leitura e permitir fruição estética mais intensa ao leitor, os críticos literários mostram a morfologia do texto e as armadilhas que constituem a sua estrutura.
B) Para que possa fruir esteticamente o poema de Manuel Bandeira, é necessário que o leitor articule sua experiência de mundo com seus conhecimentos sobre a literatura.
C) A partir de leituras críticas do poema de Manual Bandeira, é possível fruí-lo melhor, pois a crítica literária não deixa nada descoberto.
D) A crítica literária, por não apontar caminhos precisos do processo de leitura do texto, é ineficaz para a fruição e interpretação do poema de Manuel Bandeira.
E) Os critérios de classificação propostos pela crítica e pelos teóricos da literatura permitem ao leitor uma fruição mais prazerosa do poema de Manuel Bandeira.

(ENADE - 2017) TEXTO 1 A conceituação do termo ideologia tem sido marcada por transformações ao longo da história. Criado pelo pensador francês Desturt de Tracy (1754 - 1836), o termo ideologia, na explicação de Alfredo Bosi, apresenta dois sentidos: "Há uma concepção ampla e flexível de ideologia que se confunde um pouco com a cultura da época, o estilo, em que a ideologia entra como um componente difuso na cultura. E há um sentido que foi desenvolvido principalmente por Marx e Engels no livro A Ideologia Alemã, que precede O Capital, em que apalavra ideologia tem um sentido negativo — isto é, a ideologia é a racionalização que as classes dominantes fazem do conhecimento da sociedade. A literatura e, por extensão, outras formas de expressão cultural podem oferecer ao leitor textos comprometidos ideologicamente com um grupo social ou uma ideia ou exercer o papel de uma contra ideologia, criando uma literatura de resistência, explica Bosi.
Considerando os textos apresentados, conclui-se que a narrativa do texto 2 evidencia
uma perspectiva ideológica, assinalada pela construção de um discurso panfletário a favor das camadas populares, que sofrem violência social.
uma perspectiva ideológica, identificada pelo interesse do narrador em combater a violência contra crianças por meio da criação literária.
uma perspectiva contra ideológica, manifestada pela elaboração de um discurso narrativo sensível à violência que atinge sujeitos em situação de marginalidade e vulnerabilidade social.
uma perspectiva ideológica e contra ideológica, marcada pela defesa dos sujeitos marginalizados e pelo emprego de uma linguagem neutra na abordagem da violência.
uma perspectiva contra ideológica, alicerçada pelo discurso entrecruzado de narrador e personagens que lutam pela boneca.

O termo teoria da literatura ou teoria literária só começou a ser utilizado a partir da década de 1940, com a publicação de um livro que se tornou um clássico dos estudos literários.
Considerando o trecho acima assinale a alternativa correta.
A) A despeito de a expressão Teoria da Literatura já haver sido utilizada anteriormente, é em 1949, com a publicação do manual homônimo de Terry Eagleton e Umberto Eco é que Teoria emerge propriamente como disciplina ao ser adotado em diversas faculdades de Letras. Foi um marco porque estabelecia uma distinção entre uma abordagem extrínseca e intrínseca do literário.
B) A despeito de a expressão Teoria da Literatura já haver sido utilizada anteriormente, é em 1930, com a publicação do manual homônimo de René Wellek e Tzvetan Todorov é que Teoria emerge propriamente como disciplina ao ser adotado em diversas faculdades de Letras. Foi um marco porque estabelecia uma distinção entre uma abordagem extrínseca e intrínseca do literário.
C) A despeito de a expressão Teoria da Literatura já haver sido utilizada anteriormente, é em 1950, com a publicação do manual homônimo de René Wellek e Austin Warren é que Teoria emerge propriamente como disciplina ao ser adotado na USP. Foi um marco porque estabelecia uma distinção entre uma abordagem extrínseca e intrínseca do literário.
D) A despeito de a expressão Teoria da Literatura já haver sido utilizada anteriormente, é em 1990, com a publicação do manual homônimo de René Wellek e Austin Warren é que Teoria emerge propriamente como disciplina ao ser adotado em diversas faculdades de Letras. Foi um marco porque estabelecia uma distinção entre uma abordagem extrínseca e intrínseca do literário.
E) A despeito de a expressão Teoria da Literatura já haver sido utilizada anteriormente, é em 1949, com a publicação do manual homônimo de René Wellek e Austin Warren é que Teoria emerge propriamente como disciplina ao ser adotado em diversas faculdades de Letras. Foi um marco porque estabelecia uma distinção entre uma abordagem extrínseca e intrínseca do literário.

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