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A arbitragem substitui a sentença proferida diante o Poder Judiciário?

Porque?


4 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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Júnior Oliveira Verified user icon

Há mais de um mês

Nos casos em que haja uma sentença arbitral, esta substituirá eventual judicialização da questão, ex vi do que dispõe a L. 9307/96:

Art. 18. O árbitro é juiz de fato e de direito, e a sentença que proferir não fica sujeita a recurso ou a homologação pelo Poder Judiciário.

 

Vale destacar que o NCPC reconhece plenamente a legitimidade da arbitragem já no seu art. 3º, determinando, inclusive, a o julgamento sem resolução do mérito se acolhida alegação de existência de convenção de arbitragem (art. 485, VII):

 

Art. 3º Não se excluirá da apreciação jurisdicional ameaça ou lesão a direito.

§ 1º É permitida a arbitragem, na forma da lei.

 

 

Art. 485. O juiz não resolverá o mérito quando:

(...)

VII - acolher a alegação de existência de convenção de arbitragem ou quando o juízo arbitral reconhecer sua competência;

Nos casos em que haja uma sentença arbitral, esta substituirá eventual judicialização da questão, ex vi do que dispõe a L. 9307/96:

Art. 18. O árbitro é juiz de fato e de direito, e a sentença que proferir não fica sujeita a recurso ou a homologação pelo Poder Judiciário.

 

Vale destacar que o NCPC reconhece plenamente a legitimidade da arbitragem já no seu art. 3º, determinando, inclusive, a o julgamento sem resolução do mérito se acolhida alegação de existência de convenção de arbitragem (art. 485, VII):

 

Art. 3º Não se excluirá da apreciação jurisdicional ameaça ou lesão a direito.

§ 1º É permitida a arbitragem, na forma da lei.

 

 

Art. 485. O juiz não resolverá o mérito quando:

(...)

VII - acolher a alegação de existência de convenção de arbitragem ou quando o juízo arbitral reconhecer sua competência;

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Natália

Há mais de um mês

SIM!

Em sentido amplo, cabe registrar que, o conceito de arbitragem na visão de Leon Frejda Szklarowsky, é a técnica, pela qual o litígio pode ser solucionado, por meio da intervenção de terceiro (ou terceiros), indicado por elas, gozando da confiança de ambas. É o instrumento ideal para a solução de conflitos, com presteza e segurança, por meio de árbitros especializados nas mais diversas áreas, não necessariamente bacharéis em direito.

No mesmo sentido, o entendimento de Carlos Alberto Carmona salienta que a arbitragem é uma técnica para a solução de controvérsias através da intervenção de uma ou mais pessoas que recebem seus poderes de uma convenção privada, decidindo com base nesta convenção sem intervenção do Estado, sendo a decisão destinada a assumir eficácia de sentença judicial.

Como previsto na Lei 9.307/1996 – específica sobre arbitragem – para que a sentença arbitral tenha sentença de força judicial e para que ela assuma caráter obrigatório, é necessária a assinatura da cláusula compromissória e do compromisso legal entre as partes.

A partir do momento da convenção da arbitragem, o árbitro se torna juiz de fato e de direito, o que faz com que a sentença proferida não fique sujeita a recursos ou homologação do poder judiciário. O resultado da decisão é definitiva e unicameral.

Algumas bibliografias que podem ajudar:

FIGUEIRA JUNIOR, Joel Dias. Arbitragem, Jurisdição e Execução. 2 ed. São Paulo – SP: Editora Revista dos Tribunais, 1999.

Szklarowsky, Leon Frejda. A arbitragem – Uma visão crítica. Revista de Processo. Repro 212, ano 37, out 2012, p. 206.

CARMONA, Carlos Alberto. Arbitragem e processo. São Paulo: Malheiros, 1998.

 

 

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Jackeline Pereira

Há mais de um mês

Sim. A arbitragem é um meio extrajudicial de solução de controvérsias, onde as partes contratantes escolhem um terceiro, capacitado, para resolver o litígio. A opção pela utilização da arbitragem é feita pelas partes, através da inserção de cláusula compromissória em contrato ou em documento separado e posterior. Estipula-se que todas as controvérsias que surgirem referentes àquele contrato ou a determinada relação jurídica serão resolvidas por árbitros escolhidos pelas partes.

A sentença proferida pelos árbitros resolve definitivamente o litígio, por não estar sujeita a recursos ou a homologação pelo Poder Judiciário e, sendo condenatória, constitui título executivo judicial, podendo ser executada em caso de resistência da parte vencida. Lembrando que na Arbitragem, que foi regulada no Brasil pela Lei n.º 9.307/96, só poderão ser resolvidos as controvérsias que envolvam direitos patrimoniais disponíveis.

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Sirlene

Há mais de um mês

 

Sim. A arbitragem é um meio extrajudicial de solução de controvérsias, onde as partes contratantes escolhem um terceiro, capacitado, para resolver o litígio. A opção pela utilização da arbitragem é feita pelas partes, através da inserção de cláusula compromissória em contrato ou em documento separado e posterior. Estipula-se que todas as controvérsias que surgirem referentes àquele contrato ou a determinada relação jurídica serão resolvidas por árbitros escolhidos pelas partes.

A sentença proferida pelos árbitros resolve definitivamente o litígio, por não estar sujeita a recursos ou a homologação pelo Poder Judiciário e, sendo condenatória, constitui título executivo judicial, podendo ser executada em caso de resistência da parte vencida. Lembrando que na Arbitragem, que foi regulada no Brasil pela Lei n.º 9.307/96, só poderão ser resolvidos as controvérsias que envolvam direitos patrimoniais disponíveis.

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