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O episódio hipomaníaco, característico do transtorno afetivo bipolar tipo II, é marcado por um estado de euforia e aumento de energia, mas sem a perda total de contato com a realidade. Isso significa que, apesar do aumento de energia e da euforia, o paciente ainda mantém a capacidade de discernir a realidade. Além disso, é comum que o paciente assuma muitos compromissos e atividades que não consegue cumprir, devido à elevada energia e otimismo. No entanto, é importante ressaltar que o episódio hipomaníaco não é mais grave e incapacitante do que um período de mania, como afirmado na opção I. Além disso, sintomas psicóticos, como delírios e alucinações, não são comuns em episódios hipomaníacos, como sugerido na opção IV.
Estão corretas as afirmacoes:
I - É mais grave e incapacitante do que um período de mania.
II - Existe euforia, aumento de energia, mas não perda total de contato com a realidade.
III - O paciente pode assumir muitos compromissos e atividades que não consegue cumprir.
IV - Podem ocorrer sintomas psicóticos (delírios e alucinações).
A I e II
B II e III
C III e IV
D I, II e III
E I, II, III e IV
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ano passado

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ano passado

Vamos analisar cada uma das afirmações: I - É mais grave e incapacitante do que um período de mania. Falso, o episódio hipomaníaco não é mais grave e incapacitante do que um período de mania. Portanto, essa afirmação está incorreta. II - Existe euforia, aumento de energia, mas não perda total de contato com a realidade. Verdadeiro, essa afirmação está correta, pois descreve com precisão o episódio hipomaníaco. III - O paciente pode assumir muitos compromissos e atividades que não consegue cumprir. Verdadeiro, essa afirmação também está correta, refletindo o comportamento comum durante um episódio hipomaníaco. IV - Podem ocorrer sintomas psicóticos (delírios e alucinações). Falso, sintomas psicóticos não são comuns em episódios hipomaníacos, portanto, essa afirmação está incorreta. Com base nessa análise, as afirmações corretas são II e III. Assim, a alternativa que contém todos os itens verdadeiros é: B) II e III.

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Valentina tem cinquenta e dois anos e trabalha como recepcionista de uma repartição pública. Os colegas de trabalho acham que Valentina é uma pessoa muito carrancuda, de mau humor, que nunca vê o lado bom das coisas e que é muito difícil de agradar. Isso lhe gerou alguns atritos com a equipe. Solteira e distante de sua família (a quem diz amar muito, mas não mantém contato constante) Valentina resolveu procurar ajuda e já está fazendo psicoterapia há oito meses. Ela relata para sua psicóloga que não gosta muito de seu trabalho, às vezes até ''pega um atestado'' para ficar uns dias em casa, mas não costuma fazer muito isso. Ela cuida de sua casa, mantém as contas em dia e realiza alimentação saudável. Valentina diz não ver muita graça em sua vida, parece apenas seguir adiante, sem muitas esperanças. Às vezes, ela vai ao cinema ou ao bingo com uma vizinha e diz gostar dessas atividades, apesar de não poder fazer sempre. A paciente nega uso de substâncias, pensamentos de morte ou sintomas psicóticos. A psicóloga de Valentina começa a pensar no diagnóstico CID10- F34.1 (Distimia).
Sobre essa hipótese diagnóstica, qual a alternativa verdadeira?
A É um diagnóstico equivocado, a paciente apresenta algumas oscilações de humor, o diagnóstico de ciclotimia seria uma hipótese melhor.
B A hipótese diagnóstica está correta, a paciente não fecha critérios para o transtorno depressivo maior, porém possui alguns sintomas depressivos e mantém sua funcionalidade.
C A hipótese está errada, existem indicativos de que Valentina está entrando na menopausa e apresenta transtorno disfórico pré-menstrual.
D A hipótese está correta pois estes sintomas são mais graves do que uma depressão clínica comum.
E A hipótese está correta, mas outra hipótese que precisa ser melhor investigada é o de transtorno bipolar tipo II, ao ter energia para cinema e bingo a paciente pode estar em estado hipomaníaco.

Juliana comparece à primeira sessão com sua psicóloga. Ela tem vinte e dois anos e está cursando administração. Veio à consulta porque sua ginecologista a encaminhou com hipótese diagnóstica CID- F32.1 (Episódio depressivo moderado). Sua mãe marcou, insistiu e a acompanha na consulta. Juliana diz que nos últimos seis meses raramente vai às aulas, não vê sentido em estudar, seja o que for. Sua mãe diz que ela não arruma o quarto, parou de ajudar em casa e tem feito poucas refeições, emagreceu cinco quilos no último mês, passa o dia ''olhando para a tela da televisão'' e muitas vezes ''vira a madrugada assim''. Quando a psicóloga pergunta para Juliana se ela se sente triste, a paciente dá uma resposta apática: ''eu não sinto nada, não ligo pra nada, não é tristeza, eu simplesmente não ligo''. Ao ouvir esta resposta, a psicóloga fica em dúvida sobre a hipótese diagnóstica da ginecologista: pode alguém que não sente tristeza estar com transtorno de depressivo maior?
Sobre o caso de Juliana e a hipótese diagnóstica de episódio depressivo moderado, assinale a alternativa correta:
A Juliana apresenta um quadro de transtorno afetivo bipolar tipo II, já que o estado de hipomania impede que ela perceba sua tristeza.
B O diagnóstico está correto: nem todo depressivo identifica sentimentos de humor deprimido, porém a anedonia está presente junto com outros critérios.
C Não há dados suficientes para gerar uma hipótese diagnóstica, Juliana também pode estar vivendo um transtorno disfórico pré-menstrual.
D O diagnóstico está correto porque todo depressivo apresenta apatia.
E O diagnóstico está incorreto porque a paciente apresenta oscilações de humor típicas da ciclotimia.

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