A maior rede de estudos do Brasil

Ética e Filosofia

Formule  um conceito ético moral sobre a ADPF 54 com base nos Direitos fundamentais, para ser mais preciso no direito da Vida?

Filosofia e ÉticaUNIDERP - ANHANGUERA

3 resposta(s)

User badge image

Guilherme

Há mais de um mês

Direito da vida não se sobrepõe ao direito à dignidade da pessoa humana, que é fundamento da RFB.

Em diversas ocasiões ele é relativizado (legítima defesa/aborto por estupro...). Ainda assim, vida juridicamente amparada com expectativa de direito ou com direitos resguardados é aquela que possui plena capacidade de sobreviver: a vida do feto anencefálico é um natimorto, juridicamente não é considerado como vida jurisprudencialmente, uma vez que consideram vida humana algo que tenha neurônios, ou massa cerebral. Logo, a pílula do dia seguinte não é crime de aborto, muito menos o aborto do feto anencéfalico.

 

Os bens juridicos em disputa são claros: dignidade da mãe que sofrerá 9 meses esperando uma criança apenas para que ela morra após o parto, dignidade de seu cônjunge, na mesma situação desesperadora contra o espectro do direito a vida. Dois direitos fundamentais, como ponderar?

 

Racionalidade e proporcionalidade são os quesitos para ponderar entre dois Direitos fundamentais, mas sou adepto da tese de que a dignidade humana tem a vantagem em disputa de qualquer outro interesse (vulgo pretenso direito), uma vez que é o alicerce do Estado brasileiro, tão esquecida no Rio de Janeiro, mas necessária para que não voltemos à ditadura.

Direito da vida não se sobrepõe ao direito à dignidade da pessoa humana, que é fundamento da RFB.

Em diversas ocasiões ele é relativizado (legítima defesa/aborto por estupro...). Ainda assim, vida juridicamente amparada com expectativa de direito ou com direitos resguardados é aquela que possui plena capacidade de sobreviver: a vida do feto anencefálico é um natimorto, juridicamente não é considerado como vida jurisprudencialmente, uma vez que consideram vida humana algo que tenha neurônios, ou massa cerebral. Logo, a pílula do dia seguinte não é crime de aborto, muito menos o aborto do feto anencéfalico.

 

Os bens juridicos em disputa são claros: dignidade da mãe que sofrerá 9 meses esperando uma criança apenas para que ela morra após o parto, dignidade de seu cônjunge, na mesma situação desesperadora contra o espectro do direito a vida. Dois direitos fundamentais, como ponderar?

 

Racionalidade e proporcionalidade são os quesitos para ponderar entre dois Direitos fundamentais, mas sou adepto da tese de que a dignidade humana tem a vantagem em disputa de qualquer outro interesse (vulgo pretenso direito), uma vez que é o alicerce do Estado brasileiro, tão esquecida no Rio de Janeiro, mas necessária para que não voltemos à ditadura.

User badge image

Wanderson

Há mais de um mês

Em minha opinião a integridade emocional da mão que carrega o filho 9 meses em seu ventre deve prevalecer, como é a espera emocinal de quem desde sua infancia até a mocidade e chengaod a sua idade mais madura, com a destinção natural de se tornar  MÃE ? Como pedir ou impor que uma pessoa possa carregar em seu ventre um filho que possa vir a nascer morto ou mesmo tomar em seus cuidaos, uma criança que trará a todo momento lembranças de um sofrimento cujo o qual ela foi exposta? É legitimo á afirmativa de que fere o direito da nascituro e afirmar que ele tenha ou teve seu direito de nascimento rompindo, mais e também legítima á avalição das dores que possa o nascimento desta criança causar em sua genitora uma dor imensulráve cuja o qual avalio eu, sem o jeito para uma reparação emocional futura.

User badge image

Márcia

Há mais de um mês

 

O fato de ser imposto à mulher a condição de sustentar por nove meses um feto que não sobreviverá, vai de encontro a preceitos fundamentais como o da dignidade da pessoa humana (a física, a moral e a psicológica) e da liberdade relativa à saúde (bem-estar físico, mental e social), além do sofrimento que é causado à mulher. Houve inúmeras manifestações de cunho religioso contra essa arguição. Mas sendo o Brasil uma República laica e desprovida de qualquer dogma religioso, o STF se viu "obrigado" a conceder o direito da mulher de manifestar-se de forma digna e livre, sem o receio de ser tipificada como criminosa por aborto. O direito à vida do feto, que, caso sobreviva ao parto por poucas horas, não pode ser preservada, em prejuízo aos direitos elementares da mulher.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos estudantes