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companheiro, é herdeiro necessário ou facultativo?


6 resposta(s)

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Stela Mary

Há mais de um mês

Com todo respeito, ouso discordar de você, querido Guilherme. Hoje o legislador não pode ser legalista por demais. Principalmente no que se refere ao código civil que atende e resoluciona diversas situações do nosso dia-a-dia. Deve se fazer em cada caso concreto uma interpretação utilizando a Hermenêutica Juridica. Há uma revolução no tocante a jurisprudência de alguns tribunais progressistas, como é o caso do TJRS que vem  reconhecendo a insconstitucionalidade do Art. 1790 do atual Código Civil, dando direito ao convivente (também chamado de companheiro)  à totalidade da herança. 

 

Olha só:

Agravo de Instrumento n. 7000.95.24612, julgado pela 8ª Câmara Cível, onde foi relator o Desembargador Rui Portanova:

“EMENTA: Agravo de instrumento. Inventário. Companheiro sobrevivente. Direito à totalidade da herança. Colaterais. Exclusão do processo. Cabimento. A decisão agravada está correta. Apenas o companheiro sobrevivente tem direito sucessório no caso, não havendo razão para permanecer no processo as irmãs da falecida, parentes colaterais. A união estável se constituiu em 1986, antes da entrada em vigor do novo código civil. Logo, não é aplicável ao caso a disciplina sucessória prevista nesse diploma legal, mesmo que fosse essa a legislação material em vigor na data do óbito. Aplicável ao caso é a orientação legal, jurisprudencial e doutrinária anterior, pela qual o companheiro sobrevivente tinha o mesmo status hereditário que o cônjuge supérstite. Por essa perspectiva, na falta de descendentes e ascendentes, o companheiro sobrevivente tem direito à totalidade da herança, afastando da sucessão os colaterais e o estado. Além disso, as regras sucessórias previstas para a sucessão entre companheiros no novo código civil são inconstitucionais. Na medida em que a nova lei substantiva rebaixou o status hereditário do companheiro sobrevivente em relação ao cônjuge supérstite, violou os princípios fundamentais da igualdade e da dignidade. Negaram provimento.”

Tal Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul acompanha o entendimento de diversos doutrinadores civilista, que são adeptos do Direito Civil-Constitucional, tais como: Aldemiro Rezende Dantas Júnior, Cristiano Chaves de Farias, Paulo Luiz Netto Lobo, Luis Paulo Vieira de Carvalho, Giselda Maria Fernandes Hironaka, Zeno Veloso, Francisco José Cahali],Gustavo Tepedino, Ana Luiza Maia Nevares, Guilherme Nogueira da Gama, Maria Berenice Dias, Luiz Edson Fachin, Ingo Wolfgang Sarlet e Sílvio Rodrigues.

Com todo respeito, ouso discordar de você, querido Guilherme. Hoje o legislador não pode ser legalista por demais. Principalmente no que se refere ao código civil que atende e resoluciona diversas situações do nosso dia-a-dia. Deve se fazer em cada caso concreto uma interpretação utilizando a Hermenêutica Juridica. Há uma revolução no tocante a jurisprudência de alguns tribunais progressistas, como é o caso do TJRS que vem  reconhecendo a insconstitucionalidade do Art. 1790 do atual Código Civil, dando direito ao convivente (também chamado de companheiro)  à totalidade da herança. 

 

Olha só:

Agravo de Instrumento n. 7000.95.24612, julgado pela 8ª Câmara Cível, onde foi relator o Desembargador Rui Portanova:

“EMENTA: Agravo de instrumento. Inventário. Companheiro sobrevivente. Direito à totalidade da herança. Colaterais. Exclusão do processo. Cabimento. A decisão agravada está correta. Apenas o companheiro sobrevivente tem direito sucessório no caso, não havendo razão para permanecer no processo as irmãs da falecida, parentes colaterais. A união estável se constituiu em 1986, antes da entrada em vigor do novo código civil. Logo, não é aplicável ao caso a disciplina sucessória prevista nesse diploma legal, mesmo que fosse essa a legislação material em vigor na data do óbito. Aplicável ao caso é a orientação legal, jurisprudencial e doutrinária anterior, pela qual o companheiro sobrevivente tinha o mesmo status hereditário que o cônjuge supérstite. Por essa perspectiva, na falta de descendentes e ascendentes, o companheiro sobrevivente tem direito à totalidade da herança, afastando da sucessão os colaterais e o estado. Além disso, as regras sucessórias previstas para a sucessão entre companheiros no novo código civil são inconstitucionais. Na medida em que a nova lei substantiva rebaixou o status hereditário do companheiro sobrevivente em relação ao cônjuge supérstite, violou os princípios fundamentais da igualdade e da dignidade. Negaram provimento.”

Tal Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul acompanha o entendimento de diversos doutrinadores civilista, que são adeptos do Direito Civil-Constitucional, tais como: Aldemiro Rezende Dantas Júnior, Cristiano Chaves de Farias, Paulo Luiz Netto Lobo, Luis Paulo Vieira de Carvalho, Giselda Maria Fernandes Hironaka, Zeno Veloso, Francisco José Cahali],Gustavo Tepedino, Ana Luiza Maia Nevares, Guilherme Nogueira da Gama, Maria Berenice Dias, Luiz Edson Fachin, Ingo Wolfgang Sarlet e Sílvio Rodrigues.

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Saudi Júnior Teixeira Alves

Há mais de um mês

O art. 1790 do código civil trás expressamente a figura do companheiro como herdeiro necessário observados alguns requisitos e com proporção na herança variável, a depender se a concorrência se dá com filhos comuns ou não, e se com parentes colaterais.
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Guilherme Rodrigues

Há mais de um mês

Stela, concordo em termos com você, visto o papel de flexibilizar a aplicabilidade da lei seria do poder judiciário. Como o excelente amigo Saudi expôs há uma divergência legislativo visto que o art 1845 se confronta diretamente com o 1790 segundo exposto por nosso amigo Saudi..... mais enfim amigos, coloquei a pergunta a tona exatamente por isso, o direito nos coloca nessas situações e discussões... se nada disso acontecesse o direito seria sem graça ... abraços amigos e bom final de semana de estudo

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