Ed
há 7 meses
O processo de contração do músculo cardíaco envolve algumas etapas principais: 1. Despolarização: A contração começa com a despolarização da membrana celular, que é iniciada por um impulso elétrico gerado pelo nó sinoatrial (nó SA). 2. Cálcio: A despolarização provoca a abertura de canais de cálcio, permitindo a entrada de íons de cálcio (Ca²+) do espaço extracelular e do retículo sarcoplasmático. 3. Interação actina-miosina: O aumento da concentração de cálcio no citoplasma permite que a troponina se ligue ao cálcio, mudando a conformação da tropomiosina e expondo os sítios de ligação na actina. Isso permite que as cabeças de miosina se liguem à actina, iniciando a contração. 4. Ciclo de contração: As cabeças de miosina puxam a actina, encurtando a fibra muscular e resultando na contração. 5. Relaxamento: Após a contração, o cálcio é bombeado de volta para o retículo sarcoplasmático e para fora da célula, permitindo que o músculo relaxe. Diferenças em relação ao músculo esquelético: - Ritmo: O músculo cardíaco contrai de forma rítmica e involuntária, enquanto o músculo esquelético é voluntário e pode contrair de maneira mais rápida e controlada. - Células: As células do músculo cardíaco são interconectadas por discos intercalares, permitindo a propagação rápida do impulso elétrico, enquanto as células do músculo esquelético são multinucleadas e não possuem essas conexões. - Fonte de cálcio: No músculo cardíaco, a contração depende mais da entrada de cálcio do espaço extracelular, enquanto no músculo esquelético, a maior parte do cálcio vem do retículo sarcoplasmático. Essas características tornam o músculo cardíaco único e adaptado para suas funções no sistema circulatório.
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