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Em uma unidade de pronto atendimento pediátrica, uma criança de 11 anos é atendida e, ao exame físico, suspeita-se de faringite. O pediatra, após realizar oroscopia e exame físico, fica em dúvida acerca da conduta de antibioticoterapia, solicita avaliação de colega mais experiente que, ao receber a negativa da criança para abrir a boca para oroscopia, se negou a prosseguir com a avaliação e liberou a criança e seu acompanhante. Sobre esse caso, é correto afirmar que
A) a conduta está correta, uma vez que, considerando o uso racional de medicamentos, não se prescreve terapia medicamentosa caso o exame físico seja impossibilitado.
B) se trata de conflito ético do exercício da medicina, uma vez que a atitude do profissional foi inadequada e a criança não recebeu o atendimento de que precisava.
C) ambos os médicos devem registrar em prontuário a recusa de tratamento.
D) deve ser anexado ao prontuário prescrição medicamentosa, após discussão de caso entre os profissionais, que será entregue à família em caso de retorno.
E) se trata de respeito à ética médica, uma vez que foi preservada a autonomia da criança, que não desejava ser examinada.
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Perguntas sobre Epidemiologia

ano passado

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Vamos analisar as alternativas uma a uma: A) A conduta está correta, uma vez que, considerando o uso racional de medicamentos, não se prescreve terapia medicamentosa caso o exame físico seja impossibilitado. - Essa opção sugere que a conduta foi correta, mas não leva em conta a responsabilidade do médico em buscar alternativas para atender a criança. B) Se trata de conflito ético do exercício da medicina, uma vez que a atitude do profissional foi inadequada e a criança não recebeu o atendimento de que precisava. - Esta opção aponta para a inadequação da conduta do médico, que não buscou alternativas para atender a criança, o que é um ponto importante na ética médica. C) Ambos os médicos devem registrar em prontuário a recusa de tratamento. - Embora seja importante registrar a recusa, essa opção não aborda a questão central da conduta inadequada do médico. D) Deve ser anexado ao prontuário prescrição medicamentosa, após discussão de caso entre os profissionais, que será entregue à família em caso de retorno. - Essa opção sugere uma ação que não foi realizada e não é a conduta correta a ser seguida. E) Se trata de respeito à ética médica, uma vez que foi preservada a autonomia da criança, que não desejava ser examinada. - Embora a autonomia da criança seja importante, a recusa não deve ser o único fator a ser considerado, especialmente se a criança precisa de atendimento. Após essa análise, a alternativa que melhor reflete a situação é a B), pois reconhece que houve uma falha na conduta do profissional em atender adequadamente a criança.

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São exemplos de medidas para avaliação do tratamento em epidemiologia clínica:
A a redução do risco relativo – RRR, a redução do risco absoluto – RRA, o número necessário para tratar – NNT.
B a mortalidade, a letalidade, a incidência.
C o prognóstico, a taxa de sobrevida em 5 anos, recorrência.
D a mortalidade, o prognóstico, o número necessário para tratar – NNT.
E a redução do risco relativo – RRR, a redução da taxa de sobrevida – RTS, a redução do tempo de interstício – RTI.

Para situações de investigação clínica em que é estabelecido que não é possível a realização de estudos experimentais por questões éticas, a análise de causa e risco na epidemiologia deve ser realizada por meio de
A ensaios clínicos randomizados.
B estudos transversais.
C ensaios comunitários.
D ensaios críticos.
E estudos de coorte.

No estudo da epidemiologia clínica, entende-se como associações reversíveis:
A situações em que o potencial fator de risco é retirado e há aumento na incidência do evento. O fator de risco é então revertido a fator de proteção.
B após retirada de fator de risco há redução de incidência de um evento – há redução do evento com a redução da exposição, o que é sugestivo de causalidade, que deve ser investigada em estudos complementares.
C após retirada de fator de risco há redução de incidência de um evento, então há redução do evento com a redução da exposição, estabelecendo-se inferência causal do fator de risco estudado, compatível com evidência de estudos clínicos.
D situações em que o potencial fator de risco é retirado e há redução na incidência do evento. O fator de risco é então considerado fator causador do evento, consistente com evidências do tipo I.
E após observação de fator de risco há aumento de incidência de um evento, estabelecendo-se inferência causal do fator de risco estudado como o evento de desfecho observado.

Sobre o financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS), os percentuais de investimento financeiro dos municípios, estados e União são definidos atualmente pela Lei Complementar nº 141, de 13 de janeiro de 2012, resultante da sanção presidencial da Emenda Constitucional 29. Sobre o financiamento previsto em tal legislação, é correto afirmar que
A) a União destina 20% das receitas correntes brutas para a saúde pública brasileira, o que foi consolidado com a sanção da Lei Complementar nº 141.
B) municípios e Distrito Federal devem aplicar anualmente, no mínimo, 30% da arrecadação dos impostos em ações e serviços públicos de saúde, os estados 35% e a União 20%.
C) municípios e Distrito Federal devem aplicar anualmente, no mínimo, 15% da arrecadação dos impostos em ações e serviços públicos de saúde cabendo aos estados 12%. A União aplica no mínimo o valor empenhado no exercício financeiro anterior, acrescido do percentual relativo à variação do Produto Interno Bruto (PIB) do ano antecedente ao da lei orçamentária anual.
D) municípios e Distrito Federal devem aplicar, anualmente, no mínimo, 30% da arrecadação dos impostos em ações e serviços públicos de saúde cabendo aos estados 40%. A União aplica o valor empenhado no exercício financeiro anterior, acrescido do percentual relativo à variação da inflação.
E) municípios e Distrito Federal devem aplicar anualmente, no máximo, 20% da arrecadação dos impostos em ações e serviços públicos de saúde cabendo o máximo de 30% aos estados. A União aplica o valor empenhado no exercício financeiro anterior, acrescido do percentual relativo à variação da inflação.

Sobre os níveis de atenção no Sistema Único de Saúde – SUS, é correto afirmar que:
a) são divididos entre Atenção básica e atenção hospitalar. Na atenção básica, atuam profissionais generalistas e, na hospitalar, profissionais especialistas.
b) na perspectiva hierárquica da atenção à saúde, o nível secundário envolve atividades e profissionais especializados ou equipamentos especializados, que são voltados à necessidades específicas da população.
c) a atenção terciária é oferecida exclusivamente em hospitais terciários que realizam transplantes.
d) a maior parte dos problemas de saúde da população deve ser manejada em serviços secundários, especializados, que oferecem à população um acolhimento específico às suas necessidades.
e) são representados por uma pirâmide, na qual a base é a atenção terciária, mais complexa, no intermédio encontramos a atenção secundária, especializada, e no topo, e mais importante, a atenção primária.

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