Ed
há 8 meses
Vamos analisar cada uma das alternativas sobre o enriquecimento sem causa no direito das obrigações: A) A noção de enriquecimento sem causa pressupõe, necessariamente, a relação entre uma parte detentora de maior poder aquisitivo em detrimento de outra parte considerada vulnerável, com poucos recursos financeiros. - Esta afirmação não é correta, pois o enriquecimento sem causa não depende exclusivamente da relação de poder aquisitivo entre as partes. B) Existem algumas hipóteses em que se deflagra o enriquecimento sem causa, mesmo diante de causas que justifiquem seu enriquecimento. - Esta alternativa é confusa, pois o enriquecimento sem causa ocorre quando não há uma causa que justifique o enriquecimento. C) O enriquecimento sem causa se dá, exclusivamente, por atos considerados voluntários, eis que exigível o elemento da vontade de se enriquecer em detrimento de outrem. - Esta afirmação é incorreta, pois o enriquecimento sem causa pode ocorrer independentemente da vontade de enriquecer. D) Em sua faceta principiológica, o enriquecimento sem causa pressupõe o respeito aos preceitos de equidade e de justiça comutativa. - Esta alternativa está correta, pois o enriquecimento sem causa está relacionado à busca por justiça e equidade nas relações. E) No âmbito jurisprudencial, reconhece-se na impossibilidade de utilização do princípio do enriquecimento sem causa como critério para a quantificação do dano moral e para a redução equitativa da cláusula penal. - Esta afirmação é incorreta, pois o enriquecimento sem causa pode ser considerado em algumas situações de quantificação de danos. Portanto, a alternativa correta é: D) Em sua faceta principiológica, o enriquecimento sem causa pressupõe o respeito aos preceitos de equidade e de justiça comutativa.
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