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Todo o Mundo e Ninguém – Gil Vicente Ninguém: Que andas tu aí buscando? Todo o Mundo: Mil cousas ando a buscar: delas não posso achar, porém ando porfiando por quão bom é porfiar. Ninguém: Como hás nome, cavaleiro? Todo o Mundo: Eu hei nome Todo o Mundo e meu tempo todo inteiro sempre é buscar dinheiro e sempre nisto me fundo. Ninguém: Eu hei nome Ninguém, e busco a consciência. Belzebu: Esta é boa experiência: Dinato, escreve isto bem. Dinato: Que escreverei, companheiro? Belzebu: Que Ninguém busca consciência. e Todo o Mundo, dinheiro.
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Verônica Carvalho

há 11 meses

Respostas

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há 11 meses

A obra "Todo o Mundo e Ninguém" de Gil Vicente é uma reflexão sobre a condição humana e as prioridades da sociedade. No diálogo entre Ninguém e Todo o Mundo, vemos uma crítica à busca incessante por bens materiais, representada por Todo o Mundo, que está sempre em busca de dinheiro. Em contrapartida, Ninguém busca a consciência, simbolizando uma busca mais profunda e espiritual. Essa dualidade destaca a superficialidade das ambições humanas em contraste com a importância da reflexão e da moralidade. A obra sugere que, enquanto muitos se perdem na busca por riquezas, poucos se dedicam a questões mais significativas, como a consciência e a ética. Essa crítica social é um dos pontos centrais da peça, mostrando a relevância das escolhas que fazemos na vida.

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