Ed
há 2 meses
Para entender a crítica de Florestan Fernandes ao "mito da democracia racial", é importante considerar que ele argumenta que, apesar da aparente convivência pacífica entre diferentes raças no Brasil, existem desigualdades profundas e estruturais que persistem, especialmente em relação à população negra. Analisando as alternativas: a) A escravidão foi um sistema que discriminava negros e brancos igualmente, desmentindo a ideia de uma hierarquia racial. - Esta afirmação não reflete a crítica de Fernandes, pois a escravidão, na verdade, estabeleceu uma hierarquia racial. b) A miscigenação de raças, promovida pelo colonialismo português, foi uma herança positiva que impediu o surgimento do racismo no Brasil. - Fernandes critica essa visão, pois a miscigenação não eliminou o racismo, mas muitas vezes o mascarou. c) A igualdade formal de direitos, embora um avanço legal, camufla o racismo e reproduz as desigualdades ao ignorar a desvantagem histórica da população negra. - Esta alternativa reflete bem a crítica de Fernandes, que aponta que a igualdade formal não é suficiente para combater as desigualdades estruturais. d) As políticas de ação afirmativa e as cotas raciais são inconstitucionais por concederem privilégios a determinados grupos sociais. - Essa afirmação não é um argumento de Fernandes, que defende a necessidade de ações afirmativas. e) A discriminação racial, após a abolição da escravidão, deixou de ser um problema estrutural e se tornou um fenômeno individual e isolado. - Fernandes argumenta que a discriminação racial continua sendo um problema estrutural. Portanto, a alternativa correta que fundamenta a crítica de Florestan Fernandes ao "mito da democracia racial" é: c) a igualdade formal de direitos, embora um avanço legal, camufla o racismo e reproduz as desigualdades ao ignorar a desvantagem histórica da população negra.