Ed
há 4 meses
Vamos analisar cada uma das alternativas com base nos conceitos de probabilidade pré-teste, pós-teste e raciocínio clínico: a) Se Joana tivesse sido atendida primeiramente no ambulatório de coluna, com a mesma queixa e exame físico, lombalgia inespecífica não mais seria um diagnóstico relevante a ser considerado. - Essa afirmação não é correta, pois a lombalgia inespecífica pode ser um diagnóstico relevante independentemente do local de atendimento. b) Uma lombalgia inespecífica atendida no ambulatório especializado aumenta o risco de sobrediagnóstico, pois um Lasègue negativo mantém probabilidade pós-teste moderada de 9%. - Essa afirmação parece correta, pois um teste negativo pode não excluir a condição e, em um ambiente especializado, pode haver uma tendência a investigar mais, levando ao sobrediagnóstico. c) A probabilidade pós-teste de 14% após um Lasègue positivo na APS significa um diagnóstico de hérnia de disco e pronto encaminhamento ao ambulatório de cirurgia de coluna. - Essa afirmação é incorreta, pois uma probabilidade pós-teste de 14% não é suficiente para confirmar um diagnóstico de hérnia de disco e não necessariamente implica em encaminhamento imediato. d) A decisão de encaminhar Joana para a ortopedia será baseada no valor de likelihood ratio positivo de 3,2 da manobra de Lasègue, uma vez que a probabilidade de cirurgia de coluna aumentou em 9%. - Essa afirmação pode ser confusa, pois o aumento de 9% na probabilidade não é suficiente para justificar um encaminhamento, especialmente sem mais contexto. Após essa análise, a alternativa mais correta parece ser a b), pois aborda o risco de sobrediagnóstico em um cenário de atendimento especializado.


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