No bairro São Miguel, em uma comunidade periférica, um grupo de adolescentes entre 14 e 17 anos enfrenta grandes desafios: evasão escolar, violência doméstica, envolvimento com delitos e falta de perspectivas profissionais. A maioria vive em famílias marcadas por desemprego, ausência de figuras parentais e poucas oportunidades de lazer e formação. Diante disso, a ONG “Caminhos Abertos” iniciou um projeto socioeducativo voltado à reinserção social de jovens. A proposta é oferecer oficinas de arte, esporte, comunicação e empreendedorismo, além de rodas de conversa sobre direitos humanos, convivência e cidadania. A equipe é composta por educadores sociais, psicólogos e pedagogos, que buscam não apenas transmitir conhecimento, mas ressignificar o papel da educação na vida dos jovens, valorizando sua cultura e contexto de vida. Apesar do empenho, a equipe enfrenta desafios: resistência em participar das atividades, conflitos internos entre os grupos e falta de apoio de parte das famílias. A coordenadora do projeto percebeu que a oferta de cursos não bastava e sim criar vínculos e espaços de escuta, onde os adolescentes se reconheçam como protagonistas do processo educativo. Considerando o caso apresentado, faça o